terça-feira, 16 de dezembro de 2014


Evolucionismo:

A farsa de Charles Darwin


Mauro Corrêa

Descobertas científicas desmentem a teoria evolucionista,
oposta ao criacionismo.


As nossas escolas insistem em ensinar o Evolucionismo
como um facto indiscutível.

Desde as primeiras séries dos nossos estudos vimos sendo familiarizados com uma explicação – no mínimo estranha – sobre a origem da vida: a teoria da evolução de Charles Darwin, soberana nos manuais do colégio.

No entanto, um grande número de escolas norte-americanas está excluindo dos seus currículos o ensino do darwinismo. O motivo? Um facto certamente de pouca importância – e talvez por isso nunca seja mencionado no Brasil – : a evolução das espécies jamais foi provada cientificamente.

Paleontologia: faltam evidências

São extraordinárias as falhas e incongruências da teoria darwiniana. Há muito, ela deixou de ser unânime entre os pesquisadores, pois carece de métodos científicos e vem sendo desmentida por vários ramos da ciência. A paleontologia é actualmente o principal argumento contra tal teoria.

Observando o documento fóssil, fica claro a existência de uma sucessão hierárquica das formas de vida ao longo do tempo. Quanto mais antigos os estratos fósseis, mais inferiores são as espécies da escala biológica.

Esse aumento da complexidade das formas de vida no decorrer da história é bastante utilizado pelos evolucionistas como um argumento a favor das suas hipóteses. Coloca-se esses animais em seqüência e tem-se a impressão de que uns descendem dos outros, como se constituíssem um filão genealógico, desde as formas de vida mais simples, até às actuais.

Mas há um problema que não pode ser ignorado: se a evolução de uma ameba, ao longo da história, deu-se de modo a resultar em seres mais complexos até chegarmos à vastidão infindável de organismos que temos hoje, então seria imprescindível que tenham existido milhares de formas de transição dos seres, passando de uma espécie até se tornarem outra, sucessivamente.

No que dependesse de Darwin seria assim. Entretanto, nunca foram encontrados esses animais de transição ¾ os elos perdidos ¾ entre as espécies.

Essa descontinuidade no registo fóssil é tão contundente para o evolucionismo, que o próprio Darwin afirmou que «talvez fosse a objecção mais óbvia e mais séria» à sua teoria. A confirmação da hipótese evolucionista ficou condicionada ao encontro dos elos perdidos. Mas passaram-se dois séculos e ainda continuam perdidos.

Quando vemos o aparecimento de novidades evolutivas, ou seja, o aparecimento de novos grupos de plantas e animais, isso ocorre como um estrondo, isto é abruptamente. Não há evidências de que haja ligações entre esses novos grupos e os seus antecessores. Até porque, em alguns casos, esses animais estão separados por grandes intervalos de mais de 100 milhões de anos.

O Dr. G. Sermont, especialista em genética dos micro-organismos, director da Escola Internacional de Genética Geral e professor da Universidade de Peruggia e R. Fondi, professor de paleontologia da Universidade de Siena, no livro Dopo Darwin. Critica all’evoluzionismo, afirmam nesse sentido que: «é constrangido-se a reconhecer que os fósseis não dão mostras de fenómeno evolutivo nenhum… Cada vez que se estuda uma categoria qualquer de organismos e se acompanha a sua história paleontológica… acaba-se sempre, mais cedo ou mais tarde, por encontrar uma repentina interrupção exactamente no ponto onde ¾ segundo a hipótese evolucionista ¾ deveríamos ter a conexão genealógica com uma raíz progenitora mais primitiva. A partir do momento em que isso acontece, sempre e sistematicamente, este facto não pode ser interpretado como algo secundário, antes deve ser considerado como um fenómeno primordial da natureza.»

O exemplo mais gritante de descontinuidade no registo fóssil é o que encontramos na passagem do Pré-Cambriano (primeira era geológica), para o Cambriano. No primeiro encontramos uma certa variedade de micro-organismos: bactérias, algas azuis etc. Já no Cambriano, repentinamente, o que surge é uma infinidade de invertebrados, muito complexos: ouriços-do-mar, crustáceos, medusas, moluscos… Esse fenómeno é tão extraordinário que ficou conhecido como «explosão cambriana».

Ora, se a evolução fosse uma realidade, o surgimento dessa vasta gama de espécies do Cambriano deveria imprescindivelmente estar precedida de uma série de formas de transição entre os seres unicelulares do Pré-Cambriano e os invertebrados do Cambriano. Nunca foi encontrado nada no registo fóssil. Esse é, aliás, um ponto que nenhum evolucionista ignora.

Outro facto é que os organismos permanecem sempre os mesmos, desde quando surgem, até à sua extinção e quando muito, apresentam variações dentro da própria espécie.

Ainda mesmo que um animal apresentasse características de dois grupos diferentes, não poderia ser tratado como um elo real enquanto os demais estágios intermediários não fossem descobertos.

A riqueza das informações fósseis vem servindo contra os postulados evolucionistas. Várias hipóteses de sequências evolutivas foram descartadas ou modificadas, por se tratarem de alterações no registo fóssil (tal como a evolução do cavalo na América do Norte).

O próprio pai da paleontologia, o Barão de Couvier, vislumbrou, nessa sucessão hierárquica dos seres vivos, ao invés de uma evolução, uma confirmação da ideia bíblica da criação sucessiva. As grandes durações da história geológica, que à primeira vista parecem favorecer as especulações dos evolucionistas, fornecem, muito pelo contrário, objecções.

Cabe lembrar que Santo Agostinho, analisando a criação em seis dias no Génesis, tem o cuidado de não interpretar dia como intervalo de 24 horas. O Santo Doutor interpreta dia como sendo luz, luz dos anjos testemunhando a criação de Deus. Os seis dias falam de uma ordem na criação, e não propriamente de uma medida de tempo.

O mistério dos fósseis vivos.

Outra objecção à filogénese (evolução genealógica) é apresentada pelos fósseis vivos. Qual a razão que levou várias espécies, géneros e famílias a atravessarem muitos «milhões de anos» (nas contas dos evolucionistas, é claro), sem sofrer o processo evolutivo que os evolucionistas gostariam de encontrar?

O celacanto é um peixe que aparece em estratos de há 300 milhões de anos. Conhecem-se fósseis desse peixe até em estratos do começo da era cenozóica, isto é, até há 60 milhões de anos. Pensava-se que o celacanto tivesse existido durante esse intervalo de tempo de 240 milhões de anos. Acontece que de 1938 para cá, vários espécimes, vivos e saudáveis, foram pescados no Oceano Índico.

Quer dizer: esse peixe atravessou 300 milhões de anos até aos nossos dias, enquanto que, de acordo com os evolucionistas, ao longo dessa duração houve evoluções de peixes em anfíbios, anfíbios em répteis, e répteis em mamíferos. (Obs: para o presente estudo, utilizámos a contagem de tempo hipotética dos evolucionistas. Sem que isso signifique uma adesão a esses números que buscam justificar a evolução).

Os foraminíferos e radiolários são seres unicelulares, cujas carapaças são responsáveis por grandes espessuras nas rochas sedimentárias. Os foraminíferos constituem uma das ordens biológicas que aparecem no Pré-Cambriano e que existe até hoje. Vários organismos extinguiram-se ao longo do tempo que vai da era paleozóica superior aos nossos dias.

Também facto científico estranho à Teoria. Porque esta faz remontar a origem dos animais pluricelulares aos animais unicelulares. Como explicar, então, que os foraminíferos e radiolários não se transformaram em animais pluricelulares, ao longo de tão dilatada história biológica? Grande mistério…

Selecção natural: mecanismo anti-evolução

Alguém poderia perguntar: e a selecção natural, ocorre? Sim, ocorre. Mas não como Darwin a concebeu. Vejamos o famoso exemplo das mariposas da Inglaterra. Inicialmente elas tinham coloração clara. Acontece que a Revolução Industrial trouxe grande emissão de poluentes e os troncos das árvores ficaram mais escuros. Decorrido algum tempo, as mariposas teriam «evoluído», tornando-se escuras.

Durante muito tempo, insistia-se que esse fosse um nítido caso de evolução. Mas o advento da genética mendeliana encarregou-se de negá-lo. Sabe-se hoje que, qualquer mudança nas características de uma espécie só ocorre por estar «contida» no seu material genético e a variação dar-se-á nos limites da carga genética dessa espécie, não passando disso. É o que aconteceu com as mariposas inglesas.

Elas eram claras e tornaram-se escuras porque no seu conjunto genético havia uma variação genética para a cor escura. As mariposas continuavam e continuam sendo mariposas. Assim como continuam a nascer mariposas claras.

Não houve, portanto, evolução. Na verdade, a selecção natural ocorre para que os seres permaneçam vivos num meio ambiente variante. E à medida que possibilita a predominância das características mais vantajosas ou superiores num determinado meio, torna os indivíduos mais parecidos e não mais diferentes. Portanto, não opera, uma diversificação. Ela trabalha como uma força conservadora.

Além disso, se a evolução existisse realmente, a selecção natural encarregar-se-ia de barrar o seu processo, pois os seus mecanismos de actuação são antagónicos. Um ser vivo que desenvolvesse uma característica nova (patas, asas, olhos…) não se beneficiaria enquanto ela não estivesse absolutamente desenvolvida. Ao contrário, seria prejudicial. Porquê a selecção natural iria favorecer um animal com um órgão em formação? Essa característica nova, além de não cumprir as funções da estrutura que lhe deu origem, ainda não desempenha a sua própria função porque ainda está em desenvolvimento.

Assim, pela teoria da evolução houve evoluções de peixes em anfíbios, anfíbios em répteis, e répteis em mamíferos e aves. Ora, um peixe que estivesse desenvolvendo características de anfíbios, patas por exemplo, nem nadaria e nem se locomoveria com destreza porque as suas nadadeiras estariam a converter-se em patas. Pois bem, a selecção natural encarregar-se-ia de eliminá-las, por a sua debilidade.

O golpe derradeiro: a genética

Quando ficou patente que a selecção natural por si só era incapaz de explicar o processo evolutivo as mutações foram escolhidas como uma tentativa de salvar a teoria evolucionista.

As mutações constituem a única hipótese potencialmente capaz de gerar uma característica nova. Entretanto, elas não ocorrem para adaptar o organismo ao ambiente e nem há condições de se saber o gene a sofrer mutações. É um processo absolutamente fortuito.

Erros de leitura do DNA – o que é realmente raríssimo – causam as mutações. A mutação só acontece se a alteração no DNA modificar o organismo. Em geral, esses erros não provocam nenhum resultado porque o código genético está engendrado de modo tão formidável, que torna neutras as mutações nocivas. Mas quando geram efeitos, eles são sempre negativos.

Com efeito, não há registo de mutações benéficas e a possibilidade delas existirem é tão reduzida que pode ser descartada. Nos seres humanos, existem mais de 6 mil doenças genéticas catalogadas, por exemplo, melanoma maligno, hemofilia, alzheimer, anemia falciforme. Essas doenças – e grande parte das catalogadas – foram localizadas nos genes correspondentes. Assim se todas as mutações que as causaram fossem corrigidas, teríamos uma espécie de homem perfeito. Esse é, aliás, um indício de que esse homem perfeito tenha existido, como é ensinado no Génesis.

A genética, ao invés de corroborar a hipótese evolucionista, desacreditou-a ainda mais. Atestou a impossibilidade de que um organismo deixe de ser ele mesmo. As famosas experiências do biólogo T. Morgan com a mosca da fruta (geralmente citadas em manuais escolares) elucidam muito bem essa questão: As mutações, em geral, mostram deterioração, desgaste ou desaparecimento geral de certos órgãos; nunca desenvolvem um órgão ou função nova; a maioria provoca alterações em caracteres secundários tais como cor dos olhos e pêlos, sendo que, quando provocavam maiores modificações, eram sempre letais; os mutantes que se equiparam à mosca normal, no que diz respeito ao vigor, são uma minoria e, mutantes que tenham sofrido um desenvolvimento realmente valioso na organização normal, em ambientes normais, são desconhecidos.

Darwin fraudou

E se a realidade não colabora, pior para ela, diria Darwin. Os escândalos sobre falsificações foram uma constante na história do evolucionismo. O próprio pai da teoria fraudou. No seu livro «As expressões das emoções no homem e nos animais» foi utilizada uma série de fotografias forjadas a fim de comprovar as suas hipóteses.

E ainda recentemente foi descoberto mais um embuste: o archeoraptor. Com uma imaginação bem apurada, muitos aclamavam esse achado como sendo a ligação entre as actuais aves e os dinossauros. Não passava de uma mistura mal-ajambrada de peças de diversos fósseis.




O evolucionismo não é científico!

Estamos diante de um facto insólito na história da ciência. A teoria da evolução, de Darwin aos nossos dias, não só não se confirmou, mas tornou-se cada vez mais insustentável. Entretanto, ela continua sendo defendida e propalada como um verdadeiro dogma. É uma vaca sagrada contra a qual ninguém tem o direito de discordar, apesar do seu inteiro despropósito.

Porquê tanta insistência? Haverá por detrás disso uma segunda intenção dos seus propugnadores (ou pelo menos de uma parte deles)? Engels dá-nos uma pista numa das suas cartas a Marx: «o Darwin que estou lendo agora é magnífico. A teologia não estava destruída em algumas das suas partes, e agora isso acaba de acontecer».

Reside nisso toda a questão. Aceita-se o evolucionismo para não se aceitar Deus. Desde a sua origem, essa teoria esteve impulsionada mais pelo desejo de dotar o ateísmo de fundamento científico, do que em encontrar a origem das espécies.

Atribuir ao acaso toda a ordem perfeita e harmónica do universo é um inteiro disparate. O cientista que toma essa atitude joga para trás todos os parâmetros científicos (em nome dos quais ele fala) e lança mão de argumentos filosóficos que a própria ciência já desmentiu.

É impossível admitir o acaso como resposta para um fenómeno tão manifestamente racional como é o finalismo presente na organização do mundo. Mesmo Darwin sabia o quanto eram absurdas as suas formulações, e admitiu a que fins elas serviam: «estou consciente de que me encontro num atoleiro sem a menor esperança de saída. Não posso crer que o mundo, tal como o vemos, seja resultado do acaso, e, no entanto, não posso considerar cada coisa separada como desígnio divino.»

Por tudo isso é que a teoria da evolução não pode reclamar para si a denominação de científica. A obstinação e a atitude dos seus adeptos demonstram que o evolucionismo consiste num movimento filosófico e religioso.

É uma concepção do universo para a qual nada mais é estável, tudo está sujeito a um eterno fluir. E mais ainda, tudo quanto há na vida social, desde o direito até à religião, foi fruto da evolução, inclusive a ideia de Deus.

Essa teoria espalhou-se para todos os campos do conhecimento, sobretudo nas ciências humanas. E os seus resultados foram funestos, não só para a pesquisa, mas também no campo prático, basta lembrar que ela serviu de fundamento para as mais mortais concepções de Estado que já existiram: o comunismo e o nazismo.

O evolucionismo funciona como fundamento do relativismo contemporâneo. Facto esse, aliás, o único capaz de explicar o porquê de se defendê-lo com tanta contumácia, pois, uma vez derrubado este bastião, não há nada que justifique a ideologia relativista, nem na ciência e nem no senso comum das pessoas.

Enfim, encerramos mencionando a Quinta Via de Santo Tomás de Aquino, em que o Doutor Angélico lembra que a teleologia (fim inteligente) presente em todo o universo reclama a necessidade de Deus. «Vemos que algumas coisas, como os corpos naturais, carentes de conhecimento, operam em vista de um fim; o que se conclui de operarem sempre ou frequentemente do mesmo modo, para conseguirem o que é óptimo; donde resulta que chegam ao fim, não pelo acaso, mas pela intenção. Mas, assim como a seta é dirigida pelo arqueiro, os seres sem conhecimento não tendem ao fim sem serem dirigidos por um ente conhecedor e inteligente. Logo, há um ser inteligente, pelo qual todas a coisas naturais se ordenam ao fim, e a que chamamos Deus.»


 Veja mais emhttp://www.lepanto.com.br/catolicismo/ciencia-e-fe/evolucionismo-a-farsa-de-charles-darwin/#sthash.GjR6UC7c.dpuf





domingo, 14 de dezembro de 2014


Prémio Pessoa:

Henrique Leitão reconhecido

pelo sistema abrilista


L. Lemos

A maçonaria, os totós úteis que a servem e a intelligentia do regime abrilista decidiram atribuir o Prémio Pessoa ao intelectual Henrique Leitão, prémio antes atribuído, com uma ou outra excepção, ao que por cá de pior se fabrica em pensamento.

Terá sido por acaso ou por engano?

Não! O tipo está, intelectualmente falando, no papo! Dantes, eu pensava que ele era um simples católico confuso a falar de ciência mas percebi que o tipo estava no papo do regime ao ouvir os seus disparates no dia 10 de Junho de 2014, frente ao monumento aos combatentes do Ultramar, num desastrado discurso de intelectualóide cinzentão do sistema abrilista.

Acrescente-se que o Leitão é um disfarçado mas realmente fervoroso endeusador da ciência e adepto da fábula do «bom» evolucionismo.


Parafrasendo Salazar a propósito da Maria de Lurdes Pintassilgo*, o Leitão é um peixinho cinzento a nadar em água benta.

O meu comentário a propósito do discurso do Leitão no 10 de Junho.

Boa leitura!



* Salazar disse que ela era «um peixinho vermelho a nadar em água benta».





sexta-feira, 12 de dezembro de 2014


Castro foi a Moscovo


Putin foi a Cuba e ficou impressionado com o número de pessoas de sapatos com solas furadas, rasgados em cima, etc. Estranhou que, depois de passados 40 anos de «melhorias», as pessoas ainda estavam assim. Perguntou a Fidel a razão disso.

Fidel, indignado, respondeu com uma pergunta:

— E na Rússia, não é a mesma coisa? Vai-me dizer que lá toda a gente tem sapatos novos?

Putin respondeu a Fidel dizendo-lhe que fosse à Rússia para verificar. E se encontrasse um cidadão qualquer com sapatos furados, tinha a permissão para matar essa pessoa.

Fidel tomou um avião e foi para Moscovo. Quando desembarcou, depois de mais de duas semanas de vôo (o avião era de 5.º do mundo), a primeira pessoa que viu estava com sapatos rasgados e furados, parecendo ter pertencido ao avô. Não titubeou. Tirou a pistola e matou o sujeito. Afinal, tinha permissão do seu colega Putin para fazer isso.

No dia seguinte as manchetes dos jornais russos anunciaram:

ПРЕЗИДЕНТ БУШ ВАШ посла Кубы ваэропорту.
(PRESIDENTE DE CUBA MATA
O SEU EMBAIXADOR NO AEROPORTO.)






quinta-feira, 11 de dezembro de 2014


Bento XVI nega intromissão no Sínodo da Família


O Sumo Pontífice Emérito Bento XVI negou que com a revisão do seu artigo de 1972, no qual aborda o tema da comunhão aos divorciados em nova união, tenha querido intrometer-se no debate posterior ao Sínodo da Família.

Em diálogo com o jornal alemão Frankfurter Allgemeine publicado no domingo, Bento XVI disse que é «um absurdo total» considerar que reviu a sua obra para intervir no debate posterior ao Sínodo, como afirmaram alguns. Na realidade, disse, «trato de ser o mais silencioso que posso» sobre estes temas.

O Papa Emérito explicou que fez a revisão do artigo de 1972 – que o Cardeal alemão Walter Kasper utiliza para defender a sua tese – no mês de Agosto, dois meses antes da realização do Sínodo e salientou que «não há nada de novo» no que foi publicado recentemente.

Também mencionou que ele «sempre tomou a postura» de que é «impossível» para os divorciados em nova união receber a Eucaristia.  «Como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé escrevi ainda mais drasticamente», revelou.

Para ele, os divorciados católicos devem «sentir o amor da Igreja» e «não se pode acrescentar-lhes mais cargas além daquelas com as quais já têm que lutar».

«Teria gostado de ser chamado de Padre Bento»

«Depois da renúncia teria gostado que me chamassem de ‘Padre Bento’, se tivesse tido mais força nesse momento, teria pedido», é uma das afirmações mais significativas da entrevista realizada na edição dominical do jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung.

O Papa emérito concedeu a entrevista – segundo AICA talvez seja melhor qualificá-la de conversa de meia hora – com o jornalista Joerg Bremer. Entre os temas abordados por Bento XVI está também a reelaboração, em vista da publicação do quarto volume da sua Opera omnia, das conclusões do seu artigo de 1972 a propósito da indissolubilidade do matrimónio e da possibilidade de conceder a Eucaristia às pessoas divorciadas em segunda união.

O jornalista perguntou-lhe se desta maneira quis adoptar uma postura no Sínodo dos Bispos sobre a família, recentemente celebrado no Vaticano, e o Papa emérito qualificou esta afirmação como sendo um absurdo total, já que não interveio nem quis intervir nas questões tratadas no Sínodo Extraordinário sobre a Família e a revisão do volume foi feita antes do Sínodo.

O texto publicado no site do jornal («Ein Besuch bei Vater Benedikt» Uma visita ao padre Bento) não está sob a modalidade pergunta-resposta, mas está escrito de forma narrativa, tem a vantagem de seguir um discurso linear, mas apresenta o inconveniente de não especificar exactamente qual foi a pergunta e a resposta na sua integridade e contexto.

O autor da nota destaca que o Papa emérito confirmou que mantém «contactos óptimos» com o Santo Padre Francisco. «Trato de ser o mais silencioso possível».

Finalmente o Papa emérito referiu-se ao Natal, e especialmente recordou a Terra Santa, a terra de Jesus, e Bento XVI, biógrafo de Jesus, assinalou que «Jesus não era só espírito e a sua dimensão terrestre é importante para a fé dos homens».

No momento das saudações, Bento mostrou ao jornalista as medalhas e lembranças do pontificado, brincando: «Pode guardá-las se quiser, mas não alimente com isso o culto da personalidade».






quarta-feira, 10 de dezembro de 2014


Pai cubano pergunta ao filho


O pai cubano pergunta ao filho pequeno:

— O que você quer ser quando crescer?

— Estrangeiro, responde o filho.





segunda-feira, 8 de dezembro de 2014


A Imaculada Conceição

e a História de Portugal


P. Francisco Couto
P. Senra Coelho

As Nações sobrevivem à erosão do tempo e permanecem vivas na história dos povos se prosseguirem na fecundidade que lhes vem da sua espiritualidade e da sua cultura. A diluição espiritual e cultural de um povo significará inevitavelmente a perca da sua identidade e a sua fusão num hoje sem futuro.

A História de Portugal regista dois momentos altos na recuperação da sua independência: a Revolução 1383-1385 e a Restauração de 1640.


Na Revolução de 1383-1385 salienta-se o cerco de Lisboa, que durou cerca de cinco meses e terminou em princípios de Setembro de 1384, acentuando-se durante o assédio, o significado da vitória alcançada por D. Nuno Álvares Pereira em Atoleiros a 6 de Abril de 1384 e a eleição do Mestre de Aviz para Rei de Portugal, curiosamente a 6 de Abril de 1385. Em 15 de Agosto travou-se a Batalha de Aljubarrota, sob a chefia de D. Nuno Álvares Pereira, símbolo da vitória e da consolidação do processo revolucionário de 1383-1385.

No movimento da restauração destaca-se a coroação de D. João IV como Rei de Portugal, a 15 de Dezembro de 1640, no Terreiro do Paço em Lisboa.


A Solenidade da Imaculada Conceição liga estes dois acontecimentos decisivos na História da independência de Portugal e no contexto das Nações Europeias. Segundo secular tradição foi o condestável D. Nuno Álvares Pereira quem fundou a Igreja de Nossa Senhora do Castelo em Vila Viçosa e quem ofereceu a imagem da Virgem Padroeira, adquirida na Inglaterra. Este gesto do Condestável reconhece que a mística que levou Portugal à vitória veio da devoção de um povo a Nossa Senhora da Conceição.

Aliás, já desde o berço, já aquando da conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, havia sido celebrado um pontifical de acção de graças, em Lisboa, em honra da Imaculada Conceição.

A espiritualidade que brotava da devoção a Nossa Senhora da Conceição foi novamente sublinhada no gesto que D. João IV assumiu ao coroar a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha de Portugal nas cortes de 1646.


Esta espiritualidade imaculista foi igualmente assumida por todos os intelectuais, que na prestigiada Universidade de Coimbra defenderam o dogma da Imaculada Conceição sob a forma de um juramento solene.

De tal modo a Imaculada Conceição caracteriza a espiritualidade dos portugueses, que durante séculos o dia 8 de Dezembro foi celebrado como «Dia da Mãe» e João Paulo II incluiu no seu inesquecível roteiro da Visita Pastoral de 1982 dois Santuários que unem o Norte e o Sul de Portugal: Vila Viçosa no Alentejo e o Sameiro no Minho.

O dia 8 de Dezembro transcende o «Dia Santo» dos Católicos e engloba indubitavelmente a comemoração da Independência de Portugal, que o dia 1 de Dezembro retoma. O feriado do dia 8 de Dezembro é religioso, mas é também celebrativo da cultura, da tradição e da espiritualidade da alma e da identidade do povo português.

Não menos importante, e em âmbito religioso e litúrgico, o tema da Imaculada Conceição da Virgem Maria é já abundantemente abordado pelos Padres da Igreja. Será o Oriente cristão o primeiro a celebrá-la. Festividade que chega à Europa Ocidental e ao continente europeu pelas mãos das cruzadas Inglesas nos séc. XI e XII. Vivamente celebrada pelos franciscanos a partir de 1263, será o também franciscano Sixto IV, Papa, que a inscreverá no calendário litúrgico romano em 1477.

De facto, o debate e a celebração desta festividade em toda a Europa é acompanhada pela História do próprio Portugal. Coimbra, como já vimos, tem um importante papel em todo este processo.

Em 8 de Dezembro de 1854, viverá a Igreja o auge de toda esta riqueza teológica e celebrativa. Através da bula «Ineffabilis Deus», Pio IX, após consultar os bispos do mundo, definirá solenemente o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria.

Não estamos diante de uma simples festa cristã ou de capricho religioso. O dogma resulta de tudo quanto a Igreja viveu até aqui e vive hoje em toda a sua plenitude. Faz parte da identidade da Igreja. Isso mesmo o prova o texto proclamado por Pio IX que apoia a sua argumentação nos Padres e Doutores da Igreja e na sua forma de interpretar a Sagrada Escritura. Ele, de facto, reconhece que este dogma faz parte, depois de muitos séculos, do ensinamento ordinário da Igreja.

Portugal, segundo Nuno Álvares Pereira, ou melhor, São Nuno de Santa Maria, e D. João IV isso mesmo o demonstram, não só como resultado da sua própria fé mas como expressão de um povo deveras agradecido pela sua Independência e Liberdade.

A Conceição Imaculada da Virgem é um dogma de fé segundo o qual Maria é considerada a primeira redimida pela Páscoa de Cristo.


-------------------

O P. Francisco Couto é Reitor do Santuário de Vila Viçosa e professor do Instituto Superior de Teologia de Évora.

O P. Senra Coelho é professor do Instituto Superior de Teologia de Évora.






Fidel faz um discurso


— E a partir de agora teremos de fazer mais sacrifícios!

Diz alguém na multidão:

— Trabalharemos o dobro!

Fidel continua..

.— E temos de entender que haverá menos alimentos!

Diz a mesma voz:

— Trabalharemos o triplo!

— E as dificuldades vão aumentar! continua Fidel.

Completa a mesma voz:

— Trabalharemos o quádruplo!

Nesse momento, Fidel pergunta ao chefe de segurança:

— Quem é esse sujeito que vai trabalhar tanto?

— O coveiro, mi Comandante!





domingo, 7 de dezembro de 2014


O acolhimento evangélico


P. Paul Scalia

A noção de acolhimento tem estado muito nas notícias católicas nos últimos tempos. O relatório intercalar do sínodo extraordinário sobre a família colocou questões, por exemplo, sobre a capacidade da Igreja de acolher homossexuais. Pouco depois, o padre jesuíta Timothy Lannon, presidente da Creighton University, explicou a sua curiosa decisão de alargar benefícios a «esposos» de funcionários homossexuais com a ainda mais curiosa frase: «Perguntei-me, o que é que Jesus faria num caso destes? Só consigo imaginar Jesus a acolher toda a gente».

Este Jesus Acolhedor é um bom trunfo. Não acolher, ou não parecer acolhedor, seria portanto equivalente a discordar de Jesus. Claro que o Jesus que «acolhia a todos» não é uma invenção do sacerdote. Pelo contrário, é profundamente real. Mais real do que muitos querem imaginar. Mas conceder benefícios a quem adopta um estilo de vida pecaminoso ultrapassa os limites do significado cristão de acolhimento. E isto leva-nos a questionar o verdadeiro significado de acolhimento cristão.

Todos nos queremos sentir acolhidos. Podemo-nos recordar de momentos em que o sentimento de acolhimento foi palpável, e por isso encorajador. Com igual facilidade, podemos apontar momentos em que nos sentimos profundamente mal acolhidos, e por isso sozinhos. Um dos efeitos do pecado é a alienação e o isolamento. Por isso, falar de Nosso Senhor como aquele que acolhe é algo que ressoa em todos os corações que desejam a reconciliação e a cura.

E Ele é, verdadeiramente, acolhedor. As suas acções e a suas palavras ecoam com acolhimento. As multidões vão ter com Ele precisamente porque se sentem acolhidas – porque Ele lhes fala de perdão; Ele dá prioridade aos pobres e excluídos; toca nos intocáveis. Em casa de Simão, o fariseu, acolhe a mulher arrependida. Zanga-se com os discípulos que impedem as crianças de vir ter com Ele. Acolhe o clamor do cego Bartimeu, mesmo quando as multidões o tentam silenciar. E numa variação do mesmo tema, faz-se acolhido em casa de Zaqueu. Os seus críticos dirigem-lhe palavras que supostamente serão um insulto: «Este homem acolhe pecadores e come à mesa com eles». (Lc 15,2)

A sua doutrina invoca esse mesmo acolhimento e inclusivismo. Entendemos a parábola do grão de mostarda como símbolo do acolhimento de todas as nações pela Igreja. Conta outra parábola de um Rei que, querendo encher a sua sala com convidados, ordena os servos: «Ide, pois, para as encruzilhadas, e convidai para a festa todos os que encontrardes». É o que eles fazem, trazendo: «Todos os que encontraram, bons e maus». (Mt. 22, 9-10). E talvez de forma mais significativa, na parábola que é vista como um resumo do Evangelho, o pai acolhe de novo em sua casa o filho pródigo.

Porém…

Jesus cura Bartimeu
Acolhimento Evangélico...
O seu acolhimento é curioso. Afinal de contas, as primeiras palavras do seu ministério são «Arrependei-vos»! e não «Bem-vindos»! Ele não acolhe aqueles que são falsos ou, mais directamente, aqueles que procuram justificar as suas próprias vidas, em vez de aderir à sua verdade. O seu acolhimento exige um mínimo de aceitação da sua verdade. Os Evangelhos narram várias vezes a sua frustração com as multidões. De vez em quando deixa mesmo escapar uma frase acusadora: «Ó geração incrédula e perversa, até quando estarei com vocês e terei que suportar-vos?» (Lc 9,41) e «Esta geração é uma geração iníqua...» (Lc 11, 29)

E também não altera a sua doutrina para que as pessoas se sintam mais bem acolhidas. Quando a multidão fica ofendida com o seu ensinamento sobre a Eucaristia, é significativo que Ele os deixa partir. A belíssima parábola sobre a multidão chamada para a festa de casamento termina com a expulsão de um homem que entrou sem «veste nupcial» e a lição de Jesus: «Muitos são convidados, mas poucos os escolhidos» (Mt 22,14)

E são estas palavras que chegam ao cerne do que significa o acolhimento. Por mais que queiramos ser acolhidos e convidados, também sabemos que cada convite inclui uma expectativa e o entendimento de que não podemos fazer como nos apetecer quando entrarmos pela porta. «Muitos são convidados, mas poucos os escolhidos», porque nem todos moldam as suas vidas às exigências do convite.

Este acolhimento evangélico deve parecer muito estranho para o mundo. É um acolhimento... do arrependimento. Um convite... à mudança de coração. Ele acolhe todos os que se arrependem, que tiram proveito do seu perdão e da sua cura – todos os que, reconhecendo o seu pecado e a sua ignorância, abraçam a sua graça e verdade. É, na verdade, o acolhimento mais importante para uma humanidade pecadora: um acolhimento no seu Sagrado Coração... Isto, claro, se reconhecermos que precisamos dele.

Como o Senhor, assim a sua Igreja. Para a Igreja ser autêntica deve proclamar o convite de Jesus de forma universal e acolher todos os que desejam a graça da conversão. Mas não pode esvaziar esse acolhimento do seu significado, nem sendo demasiado severa, nem demasiado permissiva. Se os meios da graça não fossem postos à disposição de todos os que procuram Cristo, então não seria acolhimento nenhum. Mas ao mesmo tempo seria uma mentira, e por isso falta de caridade, não dar a conhecer as exigências desse acolhimento evangélico.

Defraudar tanto o convite como as exigências é não saber imitar o Bom Pastor.





sábado, 6 de dezembro de 2014


A fúria do Pai Natal


Nuno Serras Pereira

De S. Nicolau de Mira (cujo dia hoje celebramos), Bispo, figura que originou o Pai Natal, que infelizmente nos dias de hoje se apresenta degenerado, já escrevi há uns anos. No entanto, houve coisas que, por não virem ao intento, calei. Actualmente, quando muitos membros da Igreja se comportam obsessivamente como misses simpatias, silenciando ou deturpando a Verdade, com grande perigo da salvação das almas, suas e dos outros, parece-me apropositado narrar algo mais da sua esplenderosa vida.

... quando muitos membros da Igreja se comportam obsessivamente
como misses simpatias...
Foi o caso que estando reunido o primeiro Concílio de Niceia a certa altura o Bispo Ario subiu a uma cadeira para que se ouvisse melhor o discurso venenoso que expectorava. S. Nicolau, não suportando mais escutar as maviosas e sedutoras palavras que, com aparências de ortodoxia, negavam blasfemamente a Divindade de Jesus Cristo ergueu-se, dirigiu-se onde a Ario, puxou-lhe fortemente pela barba, de modo a apeá-lo da sua cátedra, e deu-lhe um monumental bofetão à-mão-tente. A assembleia alvorotou-se escandalizada e, à uma, decidiu depô-lo, despojá-lo das suas vestes episcopais e lançá-lo na enxovia, metendo-o em cadeias. Tal como sucederia nos dias de hoje.

Durante a noite, a Sagrada Família – Jesus, Maria e José – apareceram no calabouço a S. Nicolau, desligando-o das cadeias e revestido-o das vestes Arcebispais. Perante o estupendo milagre rendeu-se a assembleia do Concílio restituindo-lhe, arrependida, a sua dignidade. Afinal, uma vez que a Sagrada Família o tinha justificado, quem eram eles para o condenar.

Durante o resto do Concílio S. Nicolau, aos olhos dos demais dormia. Quando, de novo escandalizados, o arguiram de preguiça e negligência, confessou que estava durante esse tempo acudindo ao naufrágio de um barco (navio). S. Nicolau, como o Santo P. Pio, tinha o dom da bilocação, o qual por diversas vezes foi testemunhado por aqueles que por ele tinham sido salvos ou convertidos em virtude desses milagres. Os Padres Conciliares entenderam que esses extâses durante as assembleias eram devidos não só aos auxílios desses afundamentos mas também ao socorro e assistência da Santa Igreja, a qual é, nos Evangelhos, significada pela barca de Pedro.

O verdadeiro escândalo, e falta de Caridade e de Misericórdia, de facto, não foi, longe disso, a cólera, aliás santa neste caso, de S. Nicolau mas sim as propostas untuosas e meladas dos arianos, que, desvirtuando a Fé e a Verdade, constituiam uma traição aos Evangelhos e uma enorme crueldade, não só para com o Povo de Deus, mas para com toda a humanidade.

Santo Atanásio que participou nesse mesmo Concílo como Diácono, mais tarde será feito Bispo. No seguimento de S. Nicolau, quando a maioria dos bispos eram arianos, quando o próprio Papa Libério, nas palavras de St. Atanásio, «fraquejou», ele, com poucos mais que o seguiam, não obstante ter sido exilado, pelas eminências de então, da sua Diocese por cinco vezes e ter sido, inclusive, excomungado pelo Papa (que mais tarde levantou essa pena canónica), dado como rígido e inflexível, manteve-se firmíssimo na Fé verdadeira, salvando desse modo o Cristianismo.

Nestes tempos em que uma outra heresia campeia, com cúmplices nas eminências eclesiais desta época, recomenda-se que todos os cristãos invoquem a intercessão dos santos Nicolau e Atanásio pela Igreja, por todos os Bispos, pelo próximo Sínodo que se aproxima.






Pergunta aos alunos


Uma professora cubana mostra aos alunos um retrato do presidente Bush, e pergunta à turma:

— De quem é este retrato?

Silêncio absoluto....

— Eu vou ajudá-los. É por culpa deste senhor que nós estamos a passar fome.

— Ah, professora! É que sem a barba e o uniforme não conseguia reconhecer!





sexta-feira, 5 de dezembro de 2014


Acreditem no Vasco Lourenço.

Por vezes fala verdade. (II)


L. Lemos

Quando do escândalo da maçonaria envolvida na Ongoing e na espionagem, o impagável Vasco Lourenço  veio a público denunciar os «comportamentos de gang» dentro da maçonaria. Aqui era ele a falar verdade. Mas, para ele, pelos vistos, esses comportamentos seriam apenas na maçonaria regular (ele pertence ao GOL) e de maçons do PSD (ele é do PS).

No GOL e no PS, ladrões e pedófilos merecerão o adjectivo de gang?

Agarra, que é ladrão!




segunda-feira, 1 de dezembro de 2014


1.º De Dezembro


Diz o espanhol na Zarzuela:

— Este é dos nossos!






sexta-feira, 28 de novembro de 2014


Acreditem no Vasco Lourenço.

Por vezes fala verdade. (I)


L. Lemos

Entre os mamões do regime que já vieram a terreiro defender aquela peça que é o Sócrates, destaca-se o arqui-abrilista Vasco Lourenço. E este, tal como o «politólogo» canhoto André Freire, até aproveitou a ocasião para, tentando desacreditar os magistrados justos, lavar os pedófilos da Casa Pia.

Com aquele seu estilo muito intelectual, inteligente e bem educado que o caracteriza, costuma ele dizer que não foi para «isto» que fez o 25 de Abril.


O que será «isto»?

«Isto» é a corrupta III República, recheada de políticos corruptos, organizados em bandos de interesses diversos, incluindo a maçonaria, à qual, na pior versão, o Lourenço pertence. Mas, apesar da lamentável situação a que os abrilistas conduziram Portugal, ainda há pessoas sérias no sistema, nomeadamente entre a também afectada magistratura.

Pois bem, pelas referidas declarações do Lourenço, conclui-se que o que ele pretendia com o 25 de Abril era que a bandalheira fosse total. O que ele pretendia era que a justiça fosse totalmente inexistente e os corruptos e pedófilos ficassem impunes. Tudo em nome da «liberdade»...

Acreditem mesmo! Não foi para uma III República com algumas pessoas decentes na magistratura que o Lourenço fez o 25 de Abril! Se o seu Conselho da Revolução ainda existisse, essas pessoas eram imediatamente «saneadas»!






Hoje à tarde em Évora








Libération arrasa José Sócrates


Rosa Pedroso Lima

Jornal da esquerda francesa publicou um artigo sobre a prisão do ex-primeiro ministro.

Título: «Sócrates, a queda de um oportunista sem ideologia».


O caso Sócrates, diz o «Libération», «corresponde a um novo degrau de imoralidade na vida pública»

Um político «duvidoso», «sempre borderline», «sanguíneo, autoritário e de estilo cintilante à la Sarkosy». É assim que o jornal francês «Libération» descreve José Sócrates, num artigo, publicado esta quinta-feira, sobre a detenção do ex-primeiro ministro português.

O caso Sócrates, diz o jornal, «corresponde a um novo degrau  de imoralidade na vida pública». No artigo, assinado pelo correspondente do «Libération» em Madrid, descreve-se as suspeitas que levaram à acusação do ex-governante por fraude fiscal, corrupção e branqueamento de capital. Explica-se como «o modo de vida em Paris chamou a atenção da brigada financeira portuguesa», como o seu motorista «fazia regulares viagens Lisboa-Paris para lhe entregar grandes quantidades de dinheiro em cash» e como o seu amigo e empresário Carlos Santos Silva serviu de pivô num esquema de transferencias financeiras. O «apartamento no valor de 2,8 milhões de euros, a frequência de restaurantes de luxo e as escutas telefónicas fizeram o resto».

E o resto é muito. Desde logo, o escândalo desmontou a imagem do «antigo líder socialista que, em maio de 2011 se demitiu, enquanto o seu país estava à beira da falência». Sócrates queimou o seu «retrato político bem merecido, de um cidadão honesto que serviu o seu país o melhor possível» e que «no final do seu primeiro mandato obteve resultados visíveis na mudança de uma administração pública anquilosada». Passou a ser «o líder duvidoso, esse produto mediático ou o politico Armani (citando o 'Público', que sublinhava o seu lado esquerda-caviar) envolvido em vários escândalos dos quais conseguiu, de cada vez, escapar às garras da justiça».

O texto do «Libération» termina com uma análise de Fernando Rosas, apresentado como historiador. «Desde o princípio, ele foi esse jovem lobo, oportunista, sem ideologia, obcecado por escalar todos os degraus até ao poder supremo, sempre borderline». Apresentado como «antigo militante do partido de direita, o PSD, passou para os socialistas em 1981» e acrescenta-se à biografia de Sócrates ter sido «admirador de Tony Blair» mas que «sempre conheceu um percurso pouco claro». «Há mesmo fortes hipóteses do seu diploma de engenheiro civil, obtido em 1980, ser falso», conclui o artigo.