quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Crises de ontem e de hoje


Declarações  de Mário Soares há 30 anos

Na sequência do descalabro financeiro provocado pelos governos despesistas e eleitoralistas de Sá Carneiro e Balsemão, o Governo do bloco central PS-PSD, em Agosto de 1983, viu-se obrigado a assinar um memorando de entendimento com o Fundo Monetário Internacional. Os impostos subiram, os preços dispararam, a moeda desvalorizou, o crédito acabou, o desemprego e os salários em atraso tornaram-se numa chaga social e havia bolsas de fome por todo o País.

Era a única maneira de recompor as finanças de Portugal. O Primeiro-Ministro era Mário Soares.

Vejamos as suas correctas declarações de então, comparando-as com as que profere hoje, na situação de idêntica crise financeira, desta vez provocada não apenas pelos governos PSD (Cavaco e seguintes) mas também pelos governos do PS (Guterres e Sócrates).


—  «Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto».
DN, 27 de Maio de 1984

— «Não se fazem omeletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns».
DN, 01 de Maio de 1984

— «Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo».
JN, 28 de Abril de 1984

— «Quando nos reunimos com os macro economistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a ser seguida é a necessária para Portugal».
JN, 28 de Abril de 1984

— «Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possível».
RTP, 1 de Junho de 1984

— «A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nós».
RTP, 1 de Junho de 1984

— «Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos».
RTP, 1 de Junho de 1984

— «O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente».
RTP, 1 de Junho de 1984

— «[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (…). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego».
JN, 28 de Abril de 1984

— «O que sucede é que uma empresa quando entra em falência… deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade».
JN, 28 de Abril de 1984

— «Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais
caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre».
RTP, 1 de Junho de 1984

— «Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos».
1.ª Página, 6 de Dezembro de 1983

— «Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho nem salários».
DN, 19 de Fevereiro de 1984

— «A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar».
RTP, 1 de Junho de 1984

— «A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa».
Der Spiegel, 21 de Abril de 1984

— «Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á».
RTP, 31 de Maio de 1984

— «A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviço».
La Republica, 28 de Abril de 1984

— «As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta».
Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984

— «Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro-ministro. Não é agradável para a imagem de um politico sê-lo nas condições actuais».
JN, 28 de Abril de 1984

— «Temos pronta a Lei das Rendas, já depois de submetida a discussão pública, devidamente corrigida».
RTP, 1 de Junho de 1984

— «Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói».
6 de Junho de 1984





quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Calendário das comemorações
do 1.º de Dezembro



Organizado pela Sociedade Histórica
da Independência de Portugal (SHIP)

Domingo, 1 de Dezembro de 2013

09h30: Hastear da Bandeira da Restauração com Banda do Exército.
10h00: Missa cantada de Acção de Graças
aos «Heróis da Restauração».
11h30: Cerimónias Oficiais de Homenagem aos Restauradores.
12h30: Assinatura do Livro de Honra da SHIP.
14h30: Desfile de Bandas Filarmónicas.
17h00: «Reviver 1640» Reconstrução histórica da actuação dramática dos 40 conjurados.
17h45: «Arraial da Conjura» com música popular portuguesa.
18h30: «LiberTUNAS» com a presença de tunas académicas.





terça-feira, 26 de novembro de 2013

Notícia da RR e comentário:
Sínodo anglicano vota a favor
de mulheres bispo


Luís Lemos

Esta notícia (que reproduzimos a azul) foi redigida por algum jornalista da RR ou então será de agência noticiosa e foi reproduzida no sítio pela dita rádio, sem pestanejar. Isto significaria que o jornalista da RR subscreve o texto. Os nossos comentários serão entremeados na peça.


Uma clériga inglesa citou o Papa Francisco
no seu discurso a favor da ordenação
episcopal de mulheres.
Apenas oito pessoas votaram contra.

Anglicana
A Igreja de Inglaterra poderá ter mulheres bispo já em 2014 ou 2015.

O sínodo geral da Igreja Anglicana aprovou esta tarde a ordenação episcopal de mulheres, apenas um ano depois de a mesma medida ter sido bloqueada por forças conservadoras. Topam a posição dos «progressistas» da RR, «emissora católica portuguesa»? Forças conservadoras!

O chumbo de 2012 foi inesperada e um grande choque para a maioria dos anglicanos. Coitadinhos! Sofreram tanto com tal choque provocado pelas forças conservadoras! Na altura foi a câmara dos leigos que não conseguiu os dois terços necessários para passar a medida, mas os líderes da Igreja, incluindo o Arcebispo de Cantuária, prometeram fazer tudo para ultrapassar a situação. Quer dizer que os leigos não são tão progressistas como a hierarquia. Esta, sim, é progressista! (Onde é que já vimos este filme?)

A votação desta quarta-feira encurta o tempo que seria necessário esperar para voltar a apresentar a moção. Um total de 378 membros do sínodo, que inclui bispos, clérigos e leigos, votou a favor. Oito pessoas votaram contra e houve 25 abstenções. Viva a democracia! Viva o referendo popular! Vivam «as bases»! Falta ainda uma votação mais formal, mas com estes níveis de apoio não há possibilidade de qualquer das câmaras chumbar a iniciativa.

A aprovação apenas foi possível com a cedência das facções mais conservadorasÉ que estes tipos conservadores, além de conservadores, são facções. Não serão mesmo máfias? A RR não estará a exagerar na sua caridade? Estas apenas alinharam perante garantias de que as suas dioceses ou paróquias não seriam servidas por mulheres bispo, uma vez que não aceitam a validade das suas ordens.

A Igreja de Inglaterra está assim prestes a tornar-se a mais recente igreja da Comunhão Anglicana a permitir a ordenação de mulheres para o episcopado, juntando-se à Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos, cujo ramo anglicano, a Igreja Episcopaliana, é mesmo chefiado por uma mulher.

Papa citado

Durante o debate que antecedeu a votação, várias pessoas falaram a favor da medida.

A certa altura uma cónega resolveu mesmo citar o Papa Francisco neste contexto: «O Papa Francisco percebeu – ele deixou de julgar as pessoas e começou a amá-las».

A citação é duplamente curiosa uma vez que a Igreja Anglicana não reconhece a primazia e a autoridade do Papa e, na conferência de imprensa que deu no regresso do Rio de Janeiro, o Papa Francisco foi claro na sua resposta quando questionado sobre a eventual ordenação de mulheres para o sacerdócio, dizendo que «essa é uma porta que está fechada».

A Igreja Católica considera que não tem a autoridade para ordenar mulheres, uma vez que nem nas escrituras nem na tradição da Igreja existe sustento para essa inovação.




  

domingo, 24 de novembro de 2013

Desenleando a polémica
sobre a psiquiatria e a pedofilia
enquanto «orientação sexual»


Jorge Ferraz

A polémica do dia é esta: Psiquiatras dos EUA aceitam pedofilia como «orientação sexual». O assunto está correr na internet.

Li o seguinte na «ACI Digital»:

A Associação Americana de Psiquiatria dos Estados Unidos (APA) aceitou dentro da quinta edição do seu Manual de Diagnóstico e Estatística das Desordens Mentais a «orientação sexual pedofílica», e diferenciou-a da «desordem pedofílica».

Fui procurar. O tal Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorder sexiste. A sua quinta edição foi de facto recentemente editada. Trata-se realmente de um texto de referência da American Psychiatric Association.

Não tive acesso à íntegra do manual na internet, mas encontrei (no site oficial do DSM-5) um documento falando sobre parafilias com a nova versão. Lá é realmente dito que a quinta edição do livro traçou uma linha separativa entre comportamento humano atípico e comportamento que causa angústia mental [mental distress] para o indivíduo ou faz com que ele seja uma séria ameaça ao bem-estar físico e psicológico de terceiros. E estabeleceu a diferença entre o comportamento atípico e a doença (possivelmente) decorrente dele:

É uma diferença subtil mas crucial, que torna possível a um indivíduo envolver-se consensualmente em comportamentos sexuais atípicos sem ser inapropriadamente rotulado com um distúrbio mental. Com esta revisão, o DSM-5 claramente distingue entre interesses sexuais atípicos e distúrbios mentais envolvendo estes desejos ou comportamentos.

[It is a subtle but crucial difference that makes it possible for an individual to engage in consensual atypical sexual behavior without inappropriately being labeled with a mental disorder. With this revision, DSM-5 clearly distinguishes between atypical sexual interests and mental disorders involving these desires or behaviors.]

E aí começou a brincadeira: masoquismo sexual virou «distúrbio sexual masoquista», fetichismo virou «distúrbio fetichista», etc. Finalmente chegamos à cereja do bolo: o que era simplesmente pedofilia (pedophilia) virou «distúrbio pedofílico» (pedophilic disorder).

À primeira vista, portanto, vale tudo o que foi dito acima: a «subtil» mudança objectivava distinguir o comportamento do distúrbio, tornando assim possível a existência de um «desejo ou comportamento» pedofílico que não fosse intrinsecamente doentio. Porém, contudo, todavia, o mesmo documento dedica o parágrafo final a este espinhoso caso, explicando o seguinte:

No caso do distúrbio pedofílico, o detalhe (sic) notável é o que não foi revisado no novo manual. Embora tenham sido discutidas propostas durante o processo de elaboração do DSM-5, os critérios diagnósticados terminaram permanecendo os mesmos do DSM-IV TR. Apenas o nome do distúrbio será mudado de pedofilia para distúrbio pedofílico, a fim de manter a consistência com [a nomenclatura adoptada] nos outros itens do capítulo.

[In the case of pedophilic disorder, the notable detail is what wasn’t revised in the new manual. Although proposals were discussed throughout the DSM-5 development process, diagnostic criteria ultimately remained the same as in DSM-IV TR. Only the disorder name will be changed from pedophilia to pedophilic disorder to maintain consistency with the chapter’s other listings.]

Note-se, portanto, a alteração: fez-se uma revisão completa no conceito de parafilias, a fim de distinguir entre o «comportamento atípico» e o distúrbio que o envolve. Para expressar essa mudança conceitual, adoptou-se uma nova terminologia, transformando a «parafilia X» no «distúrbio X-parafílico». Única e exclusivamente no caso da pedofilia, mantiveram-se os critérios de diagnóstico da versão anterior (i.e., para ela não vale a distinção recém-introduzida). No entanto, para manter uma nomenclatura padrão, alterou-se o nome da doença de «pedofilia» simpliciter para «distúrbio pedofílico». Ao contrário de todos os outros casos, aqui esta nova terminologia não significa uma mudança conceitual no distúrbio psicológico.

A emenda saiu pior do que o soneto. É bastante óbvio que se vai questionar este tratamento diferenciado, feito sem o menor rigor científico. Ou pior, estas notas de rodapé serão facilmente ignoradas quando as pessoas começarem a citar e a usar somente a nova nomenclatura, tendo já interiorizado a razão da mudança. No fundo, esta tentativa de salvar a credibilidade da psiquiatria ficou patética, e não terá força alguma para conter a revolução moral que já há décadas se lança impetuosa contra o que resta de bom senso na civilização ocidental. A APA não reclassificou a pedofilia como uma «orientação sexual», mas deu todas as ferramentas para que isso – por engano ou má fé – doravante possa ser facilmente feito.





segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Salários e benesses
dos empregados do Metro



Secretária de administração: 3 753,59 €

Mestre serralheiro: 2 969,30 €

Maquinista de manobras: 2 785,17 €

Maquinista: 2 587,25 €

Fiscal: 2 020,66 €

Motorista: 1 939,09 €

Agente de tráfego: 1 642,41 €

Desenhador: 1 547,09 €

Auxiliar: 1 476,86 €

Os maquinistas ainda recebem um subsídio que varia entre 317 € e 475,50 €  para abrir e fechar as portas.

Os maquinistas fazem 3 horas por dia de condução.

Os funcionários do metro, à semelhança do que acontece com os funcionários da Carris e da Transtejo, quando se reformam têm uma pensão que é igual à do último salário recebido no activo;

Quando estão de baixa têm direito a médico ao domicílio e recebem 100% do salário;

Os maquinistas têm direito a um subsídio por cada quilómetro percorridomais 68 € se não faltarem mais de 5 horas e se não faltarem no mês todo mais um prémio de 223 €;

Os empregados e reformados viajam gratuitamente, assim como os cônjuges, os pais, filhos, enteados e irmãos que os trabalhadores tenham;

Resultado: só no ano passado o prejuízo desta empresa pública foi de 390 milhões de euros...





sábado, 16 de novembro de 2013

Foi apresentada no Vaticano
a nova revista «Latinitas»


No gabinete de imprensa da Santa Sé foi apresentado o primeiro número da nova série da revista Latinitas, da Pontifícia Academia Latinitatis instituída pelo Papa Bento XVI em Novembro de 2012.

Na apresentação intervieram o Presidente do Pontifício Conselho da Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi, o Presidente da Pontifícia Academia do Latinità e Reitor da Universidade de Bolonha, professor Ivano Dionigi e o escritor Valerio Massimo Manfredi.

O primeiro número apresenta-se com um artigo que responde às perguntas: «Latim para quem?, Latim porquê?», do novo director Ivano Dionigi, depois de um epígrafe dedicado ao Papa Francisco.

A revista divide-se numa secção científica – história e psicologia –, outra de humanidades, dedicada à literatura contemporânea em língua latina e outra na arte de ensinar, onde se tratam os problemas da dialéctica das línguas e culturas clássicas da antiguidade até aos nossos dias.

Completam o volume um apêndice redigido em latim com «Breves do Academiae veta notitiae», resumo das principais actividades da Academia; as «Argumenta» ou «abstracts», contribuição da revista segundo as normas internacionais em vigor nas publicações científicas, e um útil «Index universus». A nova Latinitas publicará artigos em latim e pela primeira vem em italiano e noutras línguas.





quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Psiquiatras dos EUA: chamar à pedofilia
de «orientação sexual» foi um «erro»



A Associação Americana de Psiquiatria (APA), publicou recentemente um comunicado assegurando que considera a pedofilia como uma «orientação sexual» dentro da quinta edição do seu Manual de Diagnóstico e Estatística das Desordens Mentais (DSM-5) foi um «erro», que será corrigido na edição digital do livro, assim como nas próximas impressões.

No seu comunicado, com o título «erro no texto de desordem pedofílica será corrigido», a APA referiu que «a ‘orientação sexual’ não é um termo usado no critério de diagnóstico para a desordem pedofílica, e o seu uso na discussão do texto do DSM-5 é um erro e deve ler-se como ‘interesse sexual’. De facto, a APA considera a desordem pedofílica como uma ‘parafilia’ (uma separação sexual), não uma ‘orientação sexual’».

«Este erro será corrigido na versão electrónica do DSM-5 e na próxima impressão do manual», acrescentou a associação de psiquiatras americanos.

Entretanto, Mat Staver, presidente e fundador do Liberty Counsel dos Estados Unidos, uma organização defensora da liberdade religiosa, da santidade da vida e da família, expressou a sua desconfiança relativamente ao facto de se tratar de um erro.

Staver recordou que a APA, ao apresentar o seu manual assegurou que este marcava «o fim de uma viagem de mais de uma década revisando os critérios para o diagnóstico e classificação das desordens mentais».

«Claramente, reclassificar-se a pedofilia foi um mero ‘erro’, teria sido detectado na ‘viagem da década’», advertiu o líder pró-família.

Mat Staver advertiu que «quer se classifique como uma ‘orientação sexual’ ou como um ‘interesse sexual’, qualquer esforço para tornar a pedofilia legítima dará aos pederastas todos os argumentos que precisam para remover as leis da idade de consentimento, e assim as crianças irão sofrer».

O Liberty Counsel qualificou de «não científicas» as mudanças realizadas nas diversas edições do Manual de Diagnóstico e Estatística das Desordens Mentais (DSM).

«Na terceira edição do DSM, a APA disse que aquele que actua segundo a própria atracção sexual pelas crianças é um pedófilo», recordou a organização defensora da família, referindo que para a quarta edição do manual psiquiátrico mudou «o critério, dizendo que a pedofilia era uma desordem só ‘se causasse um mal-estar clinicamente significativo ou deterioração nas áreas sociais, ocupacionais ou outras importantes do funcionamento’».

Para o Liberty Counsel, depois dos dez anos que levou a desenvolver este novo manual psiquiátrico «é difícil aceitar que a sua publicação tenha sido um equívoco ou um engano».

«É mais provável que o protesto público tenha ocasionado o recente comunicado de imprensa da APA», acrescentou a organização.

Mat Staver advertiu que a Associação Americana de Psiquiatria «perdeu a credibilidade com este último disparate sobre a classificação para a pedofilia. A APA viu-se associada a uma agenda política. É difícil ver a APA de outra forma».

«As implicações de reclassificar a lei natural, seja para o matrimónio invertido ou para as relações adulto-crianças, são de longo alcance», indicou.





sábado, 9 de novembro de 2013

«O meu pudor está acima
do dinheiro e do meu sonho»


María Luce Gamboni
Bastante educativa esta história de uma jovem cantora italiana! Ela tem dezoito anos e fora escalada para o papel principal num musical de David Zard, «talvez o maior produtor musical italiano». María Luce Gamboni seria a disputadíssima Julieta no espectáculo «Romeo & Giulietta – Ama e muda o mundo»Seria. Porque declinou o convite.

O motivo? Havia no espectáculo uma cena de semi-nudez. Num dado momento, Julieta teria que se apresentar usando uma roupa transparente. Rapidamente a jovem María Luce chamou o produtor e disse-lhe para procurar outra protagonista. Não quis sequer negociar, como se estivesse profundamente ofendida com a proposta indecorosa que lhe fora feita.

«O meu pudor está acima do dinheiro e do meu sonho», disse a jovem. E disse ainda uma outra verdade bastante esquecida nestes tempos em que a imodéstia dos espectáculos já se transformou numa coisa tão banal e corriqueira que ninguém mais se preocupa em questionar: «o canto é uma coisa, despir-se da roupa é outra coisa».

A história lembrou-me um outro desabafo que eu publiquei uma vez no Deus lo Vult!, há mais de cinco anos. Foi quando o brasileiro Pedro Cardoso disse que os actores eram obrigados a fazer pornografia. As palavras – actualíssimas – dele foram as seguintes:

«O personagem é justamente algo que o actor veste. Ao despir-se do figurino, o actor despe-se também do personagem, e resta ele mesmo, apenas ele e a sua nudez pessoal e intransferível».

E isto não é exactamente o ponto fulcral da queixa de María Luce? Ora, cantar é uma coisa, e ficar nua é outra coisa completamente diferente! A voz de uma jovem cantora não é melhor apreciada quando ela tira a roupa, bem pelo contrário. O mais provável é que a atenção seja atraída para o corpo despido e, diante dele, a beleza do canto passe despercebida. E a jovem italiana quer ser apreciada pelo talento que tem, e não pelas qualidades físicas com que a natureza a agraciou.

Porque isto não deixa de ser uma forma de apelação desnecessária, de coisificação da mulher – vista como um objecto sexual –, de sacrifício da arte nos altares da pornografia «soft», de erotismo descabido, de vulgaridade dispensável. Ora, o que importa o corpo da jovem Giulietta – ou, melhor dizendo, o corpo da jovem cantora que a está a representar, uma vez que despir-se do figurino é despir-se também da personagem – para a peça? Trata-se de um musical, e não de um ensaio fotográfico erótico!

É assim triste deparar-se com um meio artístico tão erotizado. Mas é ao mesmo tempo reconfortante ver que uma jovem ainda é capaz de perceber o inconveniente de certas exigências artísticas. E é ainda capaz de dizer «não». E de nos ensinar que há coisas mais importantes do que o sucesso. De nos ensinar que a realização pessoal não passa necessariamente pela fama, mas sim pela coerência com os próprios valores. Que o «pudor» – esta palavra que está tão fora de moda… – ainda é mais valioso do que o dinheiro.





segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Edite Estrela, a euro-deputada
que mais valia estar quieta

João Silveira

Edite Estrela é a autora dum relatório que, caso tivesse sido aprovado no hemiciclo do Parlamento Europeu, teria que ser levado à prática na União Europeia. As medidas passavam por:

– legalizar o aborto em todos os países (estariam sobre ataque cerrado os poucos países onde o aborto não é legal);

– acabar com a ideia de que os pais são os primeiros educadores e não o Estado;

– educação sexual obrigatória em todas as escolas (falar de masturbação a crianças dos 0 aos 4 anos, por exemplo);

– o fim da objecção de consciência por parte dos médicos, que passariam a ser obrigados, a bem ou a mal, a fazer abortos, mesmo sabendo que estavam a matar crianças indefesas.

Rapidamente surgiu uma movimentação de cidadãos europeus indignados com tudo isto (o que raramente acontece). O resultado foi o melhor possivel, e o estudo foi remetido à precedência.

Perante esta derrota, diz Edite (que quer ser uma estrela):

«Houve aqui uma grande mobilização das forças mais conservadoras, dentro e fora do Parlamento. Recorreram a todos os meios para que este relatório não fosse aprovado. É preciso saber que são forças que se estão a mobilizar: mobilizaram-se em França, e estão a mobilizar-se em vários países, para que haja retrocessos na legislação. Apelo aos cidadãos esclarecidos e progressistas que não se abstenham e que votem, porque o que se decide no Parlamento Europeu tem consequências ao nível da legislação nacional e da vida de cada pessoa.»

Nisto a euro-deputada tem toda a razão, o que eles decidem por lá afecta-nos por cá. Obrigado a todos os que ajudaram nesta vitória. Até breve!





sábado, 2 de novembro de 2013

O Negacionismo já não é o que era…


Agora vou viver para uma prisão...

Bem-vindos à França do século XXI, onde recusar oficializar um «casamento» entre pessoas do mesmo sexo por objecção de consciência o pode levar à cadeia.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=29&did=126869

Os bispos europeus pedem às Nações Unidas que protejam melhor as minorias religiosas no mundo.

A definição de «negacionismo» do holocausto foi alterada para se tornar mais abrangente. Dizer que o holocausto aconteceu mas que a culpa foi dos judeus passa a ser condenado também, e não só.


Por falar em Holocausto, Randall Smith convida-nos a pensar o que faríamos se alguém nos apontasse uma arma à cabeça e ordenasse a matar um judeu. Neste artigo do The Catholic Thing, Smith argumenta que a nossa resposta ajuda-nos a tornar o tipo de pessoa que gostaríamos de ser.

http://www.actualidadereligiosa.blogspot.pt/2013/10/quem-queres-ser.html

Por fim, não deixem de ler este obituário no The Daily Telegraph sobre uma freira com uma história de vida muito, muito invulgar!

http://www.telegraph.co.uk/news/obituaries/10399707/Mother-Antonia-Brenner.html





sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Maria João Ávila enviou-lhe
a seguinte Petição.




Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar a petição: «Demissão de Blatter» no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N71205

Pessoalmente concordo com esta petição e cumpro com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade.

Agradeço que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação através de um email para os vossos contactos.

Obrigado.
Maria João Ávila

Esta mensagem foi-lhe enviada por Maria João Ávila (avilamja@gmail.com), através do serviço http://peticaopublica.com em relação à Petição http://peticaopublica.com/?pi=P2013N71205






quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Sócrates confirma plenamente
o seu perfil psíquico e somático patológico

Heduíno Gomes

Sócrates, agora armado em doutor, regressou para se vingar. Não regressou, depois de ter reflectido, para se autocriticar da borrada que fez quer no aspecto moral quer no aspecto económico e financeiro, já para não falar da pobreza que diz ter.

É típico do perfil psíquico e somático patológico deles: narcisismo e espírito de vingança em alto grau.

Pela sua impertinência e descrédito nem merece mais do que estas singelas linhas.