sexta-feira, 3 de junho de 2016


Contratos de associação – A batalha errada?


Filipe d’Avillez, Actualidade religiosa, 30 de Maio de 2016

Dois pontos prévios… 1) Toda a vida andei em colégios particulares, nenhum dos quais com contrato de associação, mas tirei o curso numa universidade pública. Não é que isso seja particularmente importante, mas é para não me virem acusar de nada.

2) Os meus filhos andam num colégio privado, sem contrato de associação, pela simples razão de que a minha mulher trabalha na instituição e por isso é-nos simultaneamente mais prático e ao mesmo tempo economicamente viável por causa do desconto de que beneficiamos.

Yellow? Is it me you're looking for?
Dito isto, quero deixar claro que sou simultaneamente um ignorante em matéria de política educativa e também o maior especialista do país em política educativa. Não percebo nada da legislação nem dos programas escolares, ignoro as guerras dos professores e da Fenprof bem como o que se passa no Ministério. Mas enquanto pai de quatro alunos, com um quinto a caminho, sou o maior especialista que existe sobre aquilo que quero da sua educação e aquilo que espero para eles na escola.

Com estes preliminares esclarecidos, vamos à questão do momento… Os contratos de associação.

Pelas redes sociais e também pelas caixas de comentários das notícias da Renascença, que por vezes preciso de moderar, vejo que reina uma ideia muito simplista sobre esta disputa.

A ideia que se espalhou é que o Governo anda a sugar o tutano das escolas públicas para ajudar os donos dos privados a construir piscinas olímpicas para meninos ricos. Mas não… Na verdade o que está em causa, tanto quanto consigo perceber, é o entendimento que privados e Ministério fazem de um contrato assinado há um ano sobre o financiamento de turmas. É uma disputa jurídica e que provavelmente será decidida em tribunal.

Pelo meio há várias coisas que me parecem evidentes:

1) Que os mais directamente afectados pelo corte do financiamento nos colégios serão os alunos com menos recursos.

2) Que provavelmente existem mesmo casos de abusos, tendo sido assinados contratos de associação com colégios que não deveriam ter direito a isso.

3) Que isto não pode ser uma simples guerra esquerda-direita, porque se fosse os autarcas do PS não estariam do lado dos colégios dos seus concelhos.

4) Que em muitos casos os colégios que estão a ser ameaçados, longe de serem ninhos para as classes privilegiadas são espaços onde se aceitam os alunos mais difíceis, ou com necessidades especiais, e com jovens de todos os extractos sociais, onde o ensino é excelente.

5) Que me cheira muito a esturro o facto de o Governo (os sucessivos governos) se recusarem a dizer exactamente quanto dinheiro custa ao Estado um aluno no público, já que sabemos já quanto custa nos colégios privados.

Mas claro que esta questão jurídica dos contratos de associação entronca numa disputa muito maior e é essa que me parece grave. Que visão é que temos do ensino em Portugal?

Nem isto...
A extrema-direita e a esquerda mais radical (que tem vários ganchos no PS) encara a educação como um instrumento para promover a igualdade. Para eles haveria apenas um programa, um sistema escolar, um pensamento. E o responsável por tudo isto deve ser, claro está, o Estado, todo-poderoso e omnisciente. Espanta-me como as mesmas pessoas que se queixam do Estado por tudo e por nada aceitam sem pestanejar que os burocratas que pelos vistos não pensam em mais nada se não roubá-los diariamente são os que se encontram mais bem colocados para educar os seus filhos.

Quer isto dizer que sou contra o ensino público? Claro que não! O ensino público e tendencialmente gratuito tem sido uma enorme benesse social. O que contesto é a monopolização do ensino por parte do Estado e a ideia de que devemos confiar cegamente não só neste Governo mas em todos os Governos, para toda a eternidade, como se fosse impossível voltar a ver um Estado totalitário e mau, no sentido mais puro da palavra.

Contra esta posição está a minha (que não me parece especialmente de esquerda ou de direita) que considera que o primeiro e último responsável pela educação dos meus filhos sou eu e a minha mulher. E que o Estado faz muito bem em querer educar as crianças do país, mas deve fazê-lo sempre em conjunto com os pais, e nunca contra eles.

É por isso que a Igreja, para espanto de muitos, está nesta luta. Porque esta é a visão da doutrina social da Igreja sobre a educação, como o Papa deixou muito claro na sua última exortação apostólica. Não se trata apenas de defender privilégios (até porque a maioria das escolas com contrato de associação não são católicas e a maioria das escolas católicas não tem contrato de associação), trata-se de combater aquilo que na sua perspectiva – e na minha – está na verdade por detrás desta tomada de posição do Governo, um ataque à subsidiariedade na educação.

Dito isto, o que acho em particular desta batalha dos contratos de associação? Acho, acima de tudo, que esta é a batalha errada…

Compreendo a luta dos colégios, estão em muitos casos a lutar pela sua sobrevivência, mas para mim isto resolvia-se de forma mais justa com a implementação simples do cheque escolar.

...nem aquilo.
Para quem não sabe, já vários países usam este método e este, sim, dá verdadeira liberdade de escolha às famílias, e não apenas às que vivem perto de uma escola com contracto de associação.

A ideia é simples. Eu pago (números inventados, obviamente) 400 euros por ano de impostos para a educação. Cada aluno custa ao Estado, no ensino público, 300 euros por ano. O Estado dá a cada família um cheque ensino por filho, no valor de 200 euros por ano. Se eu quiser inscrever os meus filhos num colégio, o cheque ensino serve para abater no custo das propinas. Se quiser mantê-los no ensino público, o cheque fica na gaveta, uma vez que unicamente pode ser usado para ensino. Mesmo que use o cheque, continuo a contribuir para o sistema público, e bem.

Se eu quiser colocar os meus filhos num colégio católico, posso. Se os quiser mandar para o colégio islâmico de Palmela, posso. Se os quiser meter na Escola Karl Marx Lenin, força! Desde que aprendam um conjunto de matéria básica essencial e moralmente neutra, o resto é comigo e com os pais de cada criança.

Não me parece complicado… Estarei enganado? Aceito de bom grado sugestões e correcções.





quarta-feira, 1 de junho de 2016


Conferência em Cuba

No próximo dia 4 de Junho vai ter lugar a conferência «O falso Colombo e o verdadeiro Colon», promovida e apresentada pela Associação Cristóvão Colon.

Organizada pela Câmara Municipal de Cuba, terá lugar no auditório da Biblioteca Municipal, com início às 16 horas.

Às 15 horas efectua-se também uma visita guiada ao Centro Cristóvão Colon.

Contamos com a vossa presença.






segunda-feira, 30 de maio de 2016


Ponto da situação relativamente ao «processo»

Manuel Alegre vs Brandão Ferreira


João José Brandão Ferreira, Oficial Piloto Aviador

No dia 17 de Maio fui surpreendido pela notícia de um acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, com a data de 12 do mesmo mês, em que me condena a pagar uma multa de
1 800 euros ao Estado, e 25 000 euros de indeminização ao cidadão Manuel Alegre (assistente no processo crime contra a minha pessoa) por, na versão dos venerandos juízes Antero Luís e João Abrunhosa de Carvalho, o ter difamado.

A origem da queixa de difamação recorda-se, baseia-se na imputação de que no artigo intitulado «Manuel Alegre, combatente por quem?», publicado no Jornal «O Diabo», em 3/5/2010, o ter apelidado de traidor à Pátria.

Nesse mesmo dia (17/5), saiu um artigo no jornal «O Público», eivado de alguns erros e incorrecções, que dava conta do sucedido ao mesmo tempo que entrevistava o aparente ganhador da causa.

Acontece, porém, que este não foi o 1.º acórdão do mesmo Tribunal da Relação, sobre o mesmo caso, e sem que qualquer alteração tenha ocorrido relativamente ao processo já apreciado.

A coisa conta-se em poucas palavras e compreenderão que haja «pormenores» que ainda não devam ser revelados.

Por douta sentença do Tribunal de 1.ª instância, datada de 12 de Setembro de 2014, a meritíssima juíza Ana Paula Figueiredo, absolveu-me do crime de difamação e do pagamento de qualquer indeminização cível (por improcedente), em processo instaurado pelo supracitado vate e acompanhado pelo Ministério Público.

Não conformado com tal decisão o queixoso, naturalmente, recorreu.

O processo subiu ao Tribunal da Relação de Lisboa (15/12/2014), tendo calhado por sorteio, aos juízes desembargadores Carlos Benido (relator) e Francisco Caramelo (adjunto), da 9.ª secção, cujo chefe é o venerando juiz Trigo Mesquita.

O processo seguiu os seus trâmites e, em pouco tempo, conheceu decisão. Deste modo a 26/02/2015, os venerandos acima referidos, confirmavam o acerto da sentença da 1ª instância e negaram o provimento dos recursos interpostos pelo assistente e Ministério Público.

Desta decisão foi dado conhecimento ao arguido.

A questão estaria definitivamente encerrada, dado a moldura penal do eventual crime em questão não permitir recurso para instância superior, restando apenas levar o caso, eventualmente, ao Tribunal dos Direitos do Homem, em Bruxelas.

No entretanto, porém, o assistente mudou de advogado e para o lugar do Dr. Nuno Godinho de Matos foi o Dr. Afonso Duarte, por acaso filho do assistente, que já tinha patrocinado o pai antes do processo ter chegado à fase de julgamento.

Ora por aparente erro burocrático (a que, juro, sou alheio) um parecer do procurador-geral da República, junto ao Tribunal da Relação de Lisboa, em vez de ir parar ao novel advogado, foi parar ao anterior, o que deu origem a que aquele reclamasse do facto.

Havendo esta «irregularidade» (que não nulidade), o processo não transitou em julgado tendo voltado às mãos do desembargador Benido, o qual por alturas de Maio/Junho, revogou o seu despacho; sendo que o normal nestas circunstâncias é corrigir-se a irregularidade e prosseguir-se com as formalidades.

Acontece que, entretanto, o juiz C. Benido entrou de férias e quando regressou em Setembro, jubilou-se.

Em data não apurada o processo foi redistribuído (não por sorteio) a dois novos desembargadores, os já referidos, venerandos Antero Luís e João Abrunhosa de Carvalho, tendo sido afastado do processo o desembargador Francisco Caramelo, que era o juiz natural do processo e mais antigo do que os escolhidos!

Destas substituições não foi o arguido (eu) informado.

Mesmo assim – dizem-me profissionais do mesmo ofício – o habitual é a nova equipa confirmar tudo o que vem do anterior, não só por razões do foro deontológico, mas sobretudo por se tratar de juízes da mesma secção e não ter havido nada que pudesse ter carreado algo de novo para o processo, além do que já foi apontado atrás.

Ora não foi nada disto o que o novel desembargador Dr. Antero Luís fez. O que fez foi, numa espécie de passe de mágica virar, 16 meses depois, o primitivo acórdão do avesso.

Com a curiosidade acrescida do advogado do assistente Manuel Alegre continuar a não ter sido informado do tal parecer do Procurador, que deu origem a esta «trapalhada» toda…

(E eu juro, que não tenho culpa nenhuma nisso!).

Face a este, algo «kafkiano» acontecimento, o Dr. Alexandre Lafayette – que como militar honrou os seus deveres para com a Pátria, e estando na reserva territorial há muitos anos, nunca deixou de combater o bom combate – interpôs tempestivamente (apesar de ter um prazo de apenas três dias para o fazer…) um «requerimento de nulidade» para o Tribunal da Relação de Lisboa, representando-me.

Este requerimento tem efeitos suspensivos da pena.

E, como dizem os espanhóis, «assy estamos».[1]


[1] Para quem quiser perceber porque é que as coisas se passaram da maneira como se passaram, aconselho a pesquisa nos «curriculum vitae» de alguns dos intervenientes no processo.

O Alegre que se queixava da censura no Estado Novo, 
apanhando-se em Secretário de Estado da Comunicação Social, 
armou-se ele próprio em censor.






Para que serve o darwinismo?







sexta-feira, 27 de maio de 2016


O cardeal Canizares denuncia a aliança

contra a família do império dos invertidos,

feminismo e classe política



El cardenal y arzobispo de Valencia, S.E.R Antonio Cañizares, defendió ayer el «bien precioso de la familia cristiana» al tiempo que ha lamentó que en los últimos años «ha asistido a una importante escalada contra la familia por parte de dirigentes políticos, ayudados por otros poderes como el 'imperio gay' y ciertas ideologías feministas».

En una misa celebrada en el Pontificio Instituto Juan Pablo II de Valencia, Cañizares recordó a Benedicto XVI cuando, antes de su llegada a Valencia en el 2006 para el quinto Encuentro Mundial de las Familias, animó a todos los pueblos a «no ignorar el bien precioso de la familia» fundada sobre el matrimonio.

El cardenal dijo a continuación que ese llamamiento papal sigue siendo especialmente necesario en España, que en los últimos años «ha asistido a una importante escalada contra la familia por parte de dirigentes políticos, ayudados por otros poderes como el 'imperio gay' y ciertas ideologías feministas». Y añadió

«España ocupa uno de los últimos lugares de Europa en política familiar; junto con Grecia es el país con más bajo índice de natalidad, donde la población juvenil ha decrecido más en los últimos veinte años; y donde más se ha incrementado el número de abortos, las rupturas matrimoniales y las uniones de hecho»

En cuanto a la próxima aprobación en la Comunidad Valenciana y en otras regiones de una ley que formenta «la ideología de género», el prelado opinó que se trata de «la más insidiosa que ha habido en toda la historia de la humanidad».

Todo ello, a su juicio, provoca que se esté socavando «el núcleo central de toda sociedad, que es la familia, ámbito inigualable de la solidaridad y escuela de convivencia pacífica que merece toda tutela y ayuda para cumplir su cometido». Ante esta situación, el cardenal indicó que la Universidad Católica de Valencia «no puede permanecer inerte en absoluto» a estos «ataques», sino que toda la comunidad universitaria «debe trabajar por la familia, ya que es ahí donde está el futuro del hombre y de la humanidad».





quinta-feira, 26 de maio de 2016

quarta-feira, 25 de maio de 2016


«Toda a Vida tem Dignidade»



Para: Assembleia da República


Uma Sociedade baseada no Estado de Direito e no respeito pelos Direitos Humanos Fundamentais não pode ignorar nem calar-se perante as tentativas de ameaça ao Direito à Vida, de ameaça à Dignidade, e ameaça à Vida concreta de cada homem e de cada mulher. 

Assim, considerando: 

1 – Que a Vida Humana é o primeiro dos Direitos Fundamentais, donde decorrem todos os outros direitos, e que ela é inviolável, inalienável, indisponível, que esse é um valor estruturante da vida em sociedade e isso não depende de ideologias nem da decisão de um outro; 

2 – Que cabe ao Estado, como guardião dos Direitos Humanos e da Dignidade Humana, garantir e defender a Vida de todos os seres humanos, em quaisquer circunstâncias; 

3 – Que só se contribui para uma cultura construtiva e de solidariedade com opções claras em favor da Vida de cada homem e de cada mulher, como Bem superior que a todos importa, numa visão que entende que o exercício da Liberdade individual não pode ser uma afirmação de individualismos perigosos; 

4 – Que a eutanásia é sempre um homicídio apoiado pelo Estado (pretensamente através de algum profissional de saúde) ou um suicídio assistido pelo Estado, e que a este não cabe criar o direito de alguém ser morto por outrem, nem validar esta opção como legítima perante o colectivo; 

5 – Que o exercício da Liberdade e a vida humana comporta em si mesmo perdas e sofrimentos que, numa sociedade solidária, devem ser acautelados, devidamente prevenidos e evitados e, caso ocorram, serem apoiados pelas famílias, pela Sociedade e pelo Estado a fim de não se tornarem disruptivos para o individuo; 

Considerando,


6 – Que a solidão, a vulnerabilidade e as fragilidades se combatem com políticas sociais efectivas, com apoio e a promoção activa de esperança; 

7 – Que a doença, a dor e o sofrimento associados têm remédios a que todos devem ter acesso e que tais circunstâncias em nada diminuem a Dignidade da Vida Humana, nem lhe retiram qualquer valor; 

8 – Que em Portugal são ainda insuficientes as políticas de combate à exclusão de idosos e incapacitados, os apoios concretos às famílias para suporte dos mais debilitados, as respostas adequadas para o sofrimento dos doentes em estado terminal, nem existem informação e formação suficientes ao dispor da população sobre este tema; 

Entendemos e peticionamos à Assembleia da República que, usando dos poderes ao seu dispor, adopte as seguintes providências: 

1. Legisle no sentido de reforçar e proteger o valor objectivo da Vida Humana, garantindo, tal como previsto no art.º 24.º da Constituição Portuguesa, a sua inviolabilidade, independentemente das circunstâncias em que se encontre. 

2. Promova uma política mais eficaz de combate à exclusão de idosos e incapacitados, nomeadamente através de apoios concretos às Famílias. 

3. Recomende ao Governo, a extensão a toda a população e território português dos Cuidados Continuados e Paliativos, o reforço da formação dos profissionais de saúde nas questões de fim de vida, assim como o reforço de meios à disposição das unidades já existentes, garantindo os meios necessários a todos aqueles que deles necessitam. 

4. Rejeite toda e qualquer proposta que vá no sentido de conferir ao Estado o direito a dispor ou apoiar a eliminação de Vidas Humanas, ainda que com o alegado consentimento da pessoa. 

As sociedades dizem-se tanto mais modernas e avançadas quanto melhor valorizam e tratam os seus elementos mais vulneráveis. 

Desta forma, contribuiremos todos para um Portugal mais humano e mais moderno, um Portugal mais Livre e onde Toda a Vida Tem Dignidade. 

Lisboa, 13 de Maio de 2016








segunda-feira, 23 de maio de 2016


Kinsey, um inspirador da decadência sexual


Américo Brito Vitorino

Poucos são os políticos que estudam as ideias politicas que suportam os movimentos políticos e sociais.

Kinsey e o «Relatório Kinsey» é uma das bases ideológicas dos movimentos LGBTT e de muitos outros movimentos amorais e políticos que tem sido protagonizados em Portugal pelo Bloco de Esquerda (onde existe desde sempre um activo núcleo LGBTT) e cujas ideias tem encontrado eco em políticos de outros partidos e infiltrado muitas organizações.

Kinsey é um dos fundamentos ideológicos porque cada vez mais se fala de sexo e de género na politica portuguesa e para as últimas alterações legislativas.

O doente invertido doutor Kinsey
Aqui fica a ideologia de género de Kinsey:

A tese de Kinsey coloca todos os actos sexuais ao mesmo nível moral, social e biológico, dentro ou fora do casamento, entre pares do mesmo sexo ou de sexo diferente, com crianças e até com animais.

Kinsey defendeu que todos os comportamentos sexuais que se consideravam desviantes eram normais e, em particular, que o comportamento exclusivamente heterossexual era anormal e fruto de inibições culturais e condicionamentos sociais.

Kinsey defendeu e praticou a actividade sexual livre (não só com pessoas) e abominou a distinção entre homem e mulher, diferença que, para Kinsey, não estaria determinada pelo sexo, mas sim pela cultura.

Segundo Kinsey, as relações sexuais entre os animais eram um modelo para o comportamento sexual humano. A única diferença residia no facto de os animais actuarem sem inibições, as quais eram impostas pela sociedade aos seres humanos para impedir um «comportamento sexual natural» iniciando assim a fundamentação do movimento em prol de um novo comportamento sexual natural enquanto outros, e por outras razões, humanizam os animais.

Kinsey afirma que: «Levar a cabo qualquer tipo de actividade sexual é libertar-se do condicionamento cultural que a sociedade impõe, e que leva a fazer distinções entre o que é bem ou mal, entre o lícito e o ilícito, entre o normal e o anormal, entre o aceitável e o inaceitável na nossa sociedade».

No livro de Kinsey, todos os «desafogos sexuais» são aceitáveis e normais, embora a bissexualidade pareça surgir como a mais equilibrada de todas as orientações por incluir as actividades heterossexuais e as homossexuais.

Kinsey empenhou-se em fazer desaparecer do catálogo das doenças patológicas a homossexualidade tendo em 17 de Maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirado a homossexualidade da lista de doenças do Código Internacional de Doenças.

Pugnou por liberalizar as leis e reduzir as penas relacionadas com os crimes sexuais, processo este que continua em curso nas democracias ocidentais.

Mas Kinsey também defende a naturalidade do incesto e da pedofilia e para tentar provar que as crianças podiam ter actividade sexual desde o seu nascimento serviu-se de uma metodologia que implicou abusos sexuais cometidos de modo continuado em mais de 300 crianças menores de 2 meses, em sessões que chegavam a durar mais de 24 horas.

Kinsey defendeu a ideia de que as crianças deviam ser livres e autónomas para decidir por elas mesmas por que tipo de actividade sexual queriam enveredar, sem qualquer tipo de restrições ou regulações por parte do Estado ou dos pais.

Para tentar suportar esta afirmação, Kinsey baseou-se em entrevistas feitas a pedófilos, os quais «por serem adultos, eram capazes de reconhecer e interpretar as suas experiências com as crianças».

Em 1981, a dr.ª Judith Reishman pôs a descoberto, no 5.º Congresso de Sexologia de Jerusalém, o abuso sexual usado como método nos estudos de Kinsey.

Em 1990, Reishman e Edward W. Eichel publicaram «Kinsey, sexo e fraude», um livro que evidencia os horrores do Relatório Kinsey.

Kinsey é a suposta «justificação científica» do incesto e da pedofilia.

Kinsey afirmou que o problema da actividade sexual entre adultos e crianças era «a histeria e a super-protecção por parte dos pais e autoridades»; pensava que «as crianças precisavam da ajuda dos adultos para desenvolver técnicas sexuais efectivas e que, portanto «a sociedade devia reflectir isto, alterando os seus códigos morais».

Kinsey defendia que «se estas relações sexuais forem levadas a cabo em circunstâncias adequadas, ou seja, se o adulto sente genuinamente afecto pela criança tal como sentiria um pai ou outro parente, tais relações poderiam ser uma experiência saudável para a criança (…). Os resultados são desfavoráveis só quando as autoridades públicas ou os pais fizeram crer à criança que este comportamento é imoral ou incorrecto».

Wardell Pomeroy, co-autor do Relatório Kinsey, escreveu que a investigação de Kinsey descobriu «muitas relações agradáveis e satisfatórias entre os pais e as filhas». Ele mesmo afirmou que «o incesto entre adultos e crianças pequenas também podia ser uma experiência satisfatória; as relações incestuosas podem ser boas e, frequentemente, o são».

Um outro colaborador de Kinsey e pioneiro da educação sexual, Lester Kirkendall, escreveu em 1985 ; «que uma vez que o nosso sentido de culpabilidade diminua, as relações sexuais entre crianças e adultos e outras formas de expressão sexuais tornar-se-ão legítimas».

A este respeito no seu livro de educação sexual, «Crianças e sexo», defendeu as possíveis «relações sexuais» entre crianças e animais.

Kinsey reconheceu que algumas das suas experiências sexuais implicaram o uso da força física com os participantes não voluntários: «As crianças reagiram às manipulações sexuais por parte dos adultos de diversas maneiras: retorciam-se, gritavam horrivelmente, tinham violentas convulsões, grandes tremores e/ou experimentavam dores horríveis».

Segundo Paul Gebhard, colaborador do «Relatório Kinsey», os investigadores sabiam que as experiências eram ilegais: «Nós sempre insistimos para que fosse mantida a confidencialidade mesmo quando era amoral no melhor dos casos e criminoso no pior deles. (…) Um exemplo de criminalidade é a nossa renúncia em cooperar com as autoridades para apanhar um pedófilo que estava a ser procurado por um assassinato sexual com violação».

De Kinsey existem cartas de agradecimento dirigidas ao oficial nazi Fritz von Balluseck, pelos seus relatórios acerca das suas actividades de pederastia, advertindo-o, porém, para que «se precavesse de ser surpreendido durante as mesmas».

Uma das conclusões do suposto estudo que mais se difundiram é que 10% da população seria homossexual. Para além do facto do Relatório Kinsey não dar este dado quantitativo, (o qual procede antes da manipulação mediática de organizações e instituições partidárias da homossexualidade), o verdadeiro dado fornecido por Kinsey relativamente a pessoas exclusivamente homossexuais era de 4% da população.

Se por um lado, a amostra estatística usada continha presidiários e ex-presidários, violadores, exibicionistas, pedófilos, proxenetas, prostitutas e homossexuais, por outro lado Kinsey levou a cabo experiências aberrantes com centenas de crianças, com idades entre 2 meses e 15 anos.

Contudo, os números fornecidos pelas investigações sérias mais recentes situam-se muito abaixo de 1% da população; estas investigações demonstram que considerar uma percentagem pré-estabelecida implicaria uma série de afirmações contrárias aos postulados ideológicos do lobby LGBTT.

Kinsey é já Hollywood e a base de algumas alterações politicas e legislativas em Portugal...






E se fosse connosco?


Alberto Gonçalves, Diário de Notícias, 22 de Maio de 2016

Parece que a SIC exibe regularmente um programa chamado E Se Fosse Consigo?, que segundo os autores «testa a capacidade de intervenção dos portugueses na defesa do outro, a partir de situações ficcionadas». O problema é que nem todas as situações até agora ficcionadas exigem intervenção alheia, de portugueses ou de quem calha. Que eu visse — e não vi tudo dado passar imenso tempo à procura do «outro» para defender —não há simulação de terramotos, guerras, terrorismo islâmico, Rock in Rio ou calamidades afins. Há, ao que pude espreitar no site da estação, o tipo de comportamentos patetas que inspiram as almas sensíveis a fomentar a denúncia ao Estado, o Estado a produzir leis, as leis a legitimar um observatório e duas comissões de protecção (ou metade de um ministério).


Trata-se, claro, da «agenda» própria da época, que segrega bem segregadinhos os «oprimidos» (mulheres, gays, minorias étnicas, pobres, obesos, etc.) e os «opressores» (machos brancos, de preferência endinheirados) por categorias rígidas, num processo de simplificação que oscila entre o atraso mental e o puro preconceito. E, algures no meio, os tiros nos pés: parafraseando a Helena Matos, quantas apresentadoras da SIC são gordas, aborígenes, lésbicas e habitam um T2 de renda técnica em Chelas?

Num dos «casos» transmitidos, sobre o (atenção: aproximação de linguagem «especializada») bullying, três crianças aliviam a mochila de uma quarta e, enquanto lhe chamam «princesa», atiram-lhe os cadernos ao chão. Desde Treblinka que não se via semelhante drama humano. A SIC, porém, entende que tamanha irrelevância é de uma gravidade extrema, ou pelo menos a suficiente para que cada transeunte «consciente» (os restantes são uns bandalhos) ajude a vítima, a qual, se não for completamente choninhas, acabará ainda mais enxovalhada. Noutro «caso», uma senhora reclama, sem grande convicção (os «actores» não foram exactamente recrutados na Julliard), das intimidades de um casal homossexual na paragem de autocarro.

Mas o episódio de que se fala tenta exemplificar, evidentemente sem o conseguir, a violência no namoro. Num parque, um casal heterossexual (os homossexuais não têm desavenças) discute a propósito de um telemóvel. O rapaz encarrega-se do berreiro (as raparigas nunca levantam a voz) e das agressões, cujo alvo é um banco de jardim. A cena é tão ridícula e mal interpretada (?) que, naturalmente, leva quase todos os transeuntes a passar ao largo, com receio de interferirem nas filmagens de Morangos com Açúcar. Uma senhora, porém, atira-se de cabeça para o vórtice da discussão: coincidência das coincidências, é a dona Catarina do Bloco de Esquerda, que oferece ajuda à rapariga (o banco só se salvaria pela nacionalização imediata) e descarrega um sermão em cima do rapaz. O rapaz, com auricular e vontade de rir, olha para a dona Catarina. A dona Catarina olha para a câmara e dá o aval à coisa. A SIC exibe-a. O país descobre uma heroína.

Não pretendo insinuar que a SIC manipula o entretenimento de modo a favorecer políticos da sua simpatia, e que a dona Catarina participou na encenação. Pela seriedade com que engole as cabeludas patranhas que lhe põem à frente, apenas verifico que a credulidade dela em matérias políticas, económicas e sociais se estende aos pormenores do quotidiano. Subiu na minha consideração, perdão, comiseração.

De resto, na melhor das hipóteses, E Se Fosse Consigo? é uma alternativa particularmente infantil aos velhos «apanhados» de Joaquim Letria, e uma promoção da bisbilhotice, virtude que dispensaria incentivos. Na pior, procura consagrar o rol de «causas» admissíveis, e assim depreciar problemas autênticos ou complexos ou inconvenientes. Duvido, por exemplo, que venha a haver um episódio dedicado às vítimas do socialismo, os infelizes que, espezinhados pela prepotência dos poderes públicos, começam a ver o caso (sem aspas) malparado. São muitos, esperam alguém que os ajude e sabem que não será a dona Catarina. E se fosse consigo? É connosco.







Apelo sobre a Justiça em relação

ao caso Brandão Ferreira vs Manuel Alegre

e os comentários de um combatente

e de uma poetisa


À consideração de Sua Ex.ª o Presidente da República:

Justiça estranha em Portugal
Caso Brandão Ferreira versus Manuel Alegre

Juntam-se quatro anexos, sendo todos referentes a um caso da queixa de Manuel Alegre contra o tenente-coronel Brandão Ferreira. Depois do julgamento e do recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa, este publicou um acórdão em que se confirma a sentença da 1.ª instância, com absolvição deste militar (Anexo I). Salienta-se que no final é assinado em 26-02-2015, pelo juiz desembargador Dr. Carlos Benido, posteriormente jubilado.

A revista «Sábado» de 03-03-2015, deu o destaque ao sucedido. (Anexo II)

Mais de um ano depois, nesta 2.ª quinzena de Maio de 2016, surge uma notícia no «Público» de 17-05-2016, assinada pela jornalista Natália Faria (Anexo III), onde dois outros juízes tomam a decisão oposta à primeira.

O comentador Teixeira da Mota nesta data (20-05-2016), publica no «Público» um artigo de opinião onde avança com o ocorrido, dizendo que a decisão e a fundamentação dos dois últimos juízes é absurda e muito difícil de se perceber! (Anexo IV).

Quanto ao sucedido neste Tribunal apenas o caracterizo como inaceitável e inadmissível, sendo tal elucidado pelos referidos anexos.

Em relação à escrita da jornalista Natália Faria, considero feita com falta de ética profissional, pois em relação a um oficial que tem colaborado com o jornal era no mínimo exigível que fosse ouvido sobre a mesma. E que não fosse praticada a técnica da omissão para beneficiar Manuel Alegre perante a opinião pública. Como «salta à vista», para esta jornalista, o primeiro acórdão do Tribunal da Relação não existiu! E dois dias depois, o «Correio da Manhã» (19-05-2016) «embarca» nesta notícia com um texto intitulado «Jornalista absolvido e militar condenado».

Também convém lembrar que não se pode rotular alguém de ex-militar, pois quem entra para o quadro das Forças Armadas, normalmente apenas sai com a sua morte. O tenente-coronel Brandão Ferreira depois de sair do serviço activo, passa (passou) para a situação de reserva e finalmente de reforma, continuando sempre a ser militar. Isto sucede na maioria dos países civilizados. Na internet circula um vídeo com a significativa cerimónia que se realiza nos EUA, no falecimento de um militar.

Na qualidade de militar que prestou serviço cerca de uma dezena de anos nos ex-tribunais militares de Lisboa (Promotor de Justiça, e juiz vogal e presidente) apelo a sua Excelência o Presidente da República, desta maneira pública, para que nas suas funções de Comandante Supremo das Forças Armadas consiga normalizar tal incrível situação, de acordo com a Lei, e a sua conclusão seja feita de forma célere e naturalmente efectivada no Supremo Tribunal de Justiça.

20-05-2016Coronel (Ref.) 
Manuel Bernardo


Caríssimo:

Concordo plenamente não só com a exposição, como com toda a fundamentação com que, como sempre bem, sustentou a defesa da condição militar do Exm.º Senhor tenente-coronel Brandão Ferreira que não poderá nunca permitir a capciosa denominação de ex, esta passível de indiciar quem desrespeitando ou deslustrando a Instituição Militar incorreu em situação que levou à sua expulsão da mesma.

Concordo ainda com a nítida falta de ética da dita jornalista que se presta a escrever uma peça pouco sustentada não se dando ao cuidado e à obrigação deontológica – de ouvir um colaborador do órgão de informação em que ambos escrevem.

Quanto ao passado de ambos os opositores nesta questão – o Exmº Senhor tenente-coronel na situação de reforma Brandão Ferreira e Manuel Alegre, o passado de ambos e as atitudes praticadas pelo segundo nos idos anos das Guerras do Ultramar, em que os homens da nossa geração cumpriram serviço, recordados pelo primeiro em anos recentes, são para mim claros e suficientemente gravosos para merecerem o repúdio daqueles que lutaram pela Pátria, sem pensar nos seus interesses, nas suas ambições, ou nas suas certas ou erradas opções políticas.

Daqueles que se limitaram humildemente a Servir a Pátria pensando nela antes de pensarem – ou afirmarem que pensaram – mudar-lhe as formas de governo. Certamente por terem compreendido que, nas encruzilhadas históricas em que os interesses mundiais dos novos impérios em formação põem em risco as Pátrias, o primeiro dever dos seus cidadãos é defendê-las em vez de atacarem os respectivos governos, sobretudo quando se dispõem a fazê-lo colaborando com os inimigos que as atacam e colocando, com essas acções, em risco os seus compatriotas.

A designação dada a quem tal faz – ajudar os inimigos duma Nação ou de um Estado a combater ou levar à morte os cidadãos dessa Nação e desse Estado, neste caso os Portugueses – sempre foi a de traidores. É assim em todo o mundo. Foi sempre assim ao longo dos séculos e dos milénios.

Se os enquadramentos jurídicos alterados ao sabor dos tempos, dos interesses e da vontade de grupos de intervenientes se despirem das fundadas acusações para se vestirem de pseudo heróis, lhes permite esse «travestimento», ou se se divide em tão díspares decisões que permite a desonestos manobradores das letras impressas vestirem-nos de vítimas e de pseudo santos idolatrados, é uma circunstância triste.

Circunstância que, no entanto, nunca poderá limpar, ou apagar, as miseráveis atitudes dos que decidem por esta ou aquela razão juntarem-se aos que combatem os seus compatriotas.

Subscreverei em qualquer altura que entenda qualquer texto em que, repito, bem como sempre, decida defender a Honra e a Dignidade do Exm.º Senhor tenente-coronel Brandão Ferreira, como a de todos aqueles que lutaram por Portugal contra aqueles que o atacavam.

Estarei sempre ao seu lado na sua preocupada e constante vontade de que se defenda a Justiça que os que serviram a Pátria merecem em vez de permitir o injusto e indigno relaxamento cívico que permite que sejam desvalorizados, atacados ou condenados.

Um grande abraço do
João Alarcão





domingo, 15 de maio de 2016


A verdadeira Cristas num partido

que se pretende democrata-cristão








A filha de Stalin converteu-se

ao catolicismo ao visitar Fátima


«Fui acolhida nos braços da Virgem Maria, a quem nunca me havia habituado a chamar pelo seu nome», conta Svetlana Iosifovna Allilueva, filha do genocida comunista Stalin.


«He dejado de esperar poder liberarme algún día de la etiqueta ‘hija de Stalin’. No puedes llorar tu destino, aunque lamento que mi madre no se casara con un carpintero». Estas son las palabras pronunciadas, en una de sus últimas entrevistas, por Svetlana Iosifovna Allilueva, hija de Joseph Stalin y de su segunda mujer, Nadezhda Allilueva.

Svetlana nació en 1926, cuando su padre era ya secretario general del Partido comunista soviético. La madre murió seis años después, oficialmente de peritonitis pero casi seguramente por suicidio, en la noche del 8 noviembre de 1932. Ella vivió esporádicamente con sus padres (aunque era la preferida de su padre Joseph) y creció con una niñera.

La inocencia perdida

Sin embargo, ella cuenta que siempre fue mimada por el padre, el cual a veces se sentaba para ayudarla en las tareas y cenar con ella y con sus amigos, hijos de los colaboradores. En la escuela era tratada como una «zarina», un compañero suyo de clase recordaba que su banco brillaba como un espejo, el único que estaba pulido. Durante las purgas, cada vez que los padres de sus compañeros eran arrestados, estos eran cambiados de clase, para que ella no entrara en contacto con los «enemigos del pueblo».

Luego, las relaciones con su padre se deterioraron cuando ella tenía 16 años, sea porque Stalin hizo «desaparecer» a dos tíos a los que ella estaba muy unida, sea porque encontró un documento reservado sobre el suicidio de su madre, que le había sido ocultado. «Algo dentro de mí se destruyó», recordaba. «Ya no volvía a ser capaz de respetar la palabra y la voluntad de mi padre».

Poco después, de hecho, se enamoró de un director de cine judío de 40 años, Aleksei Kapler, que, con una excusa, fue condenado por Stalin a diez años de exilio en una ciudad siberiana, pues desaprobaba su relación. A los 17 años se casó con Grigory Morozov, un compañero de estudios, también judío, tras recibir el permiso – de mala gana – del padre («Es primavera. Si quieres casarte, hazlo, vete al infierno», fue su reacción), quien nunca quiso ver al esposo.

«Sofocado por la muerte»

En 1945 tuvieron un hijo, Joseph, pero se divorciaron en 1947. Dos años después, Stalin combinó su segundo matrimonio con Yuri Zhdanov (hijo de un colaborador suyo), pero también este matrimonio – del que nació su hija, Yekaterina – naufragó casi en seguida.

En 1953, Svetlana asistió a la muerte de su padre. La describió así: «La agonía era terrible, fue literalmente sofocado por la muerte. En el que parecía ser el último instante de vida, abrió de repente los ojos, arrojando una mirada sobre los presentes en la habitación, una mirada terrible, alocada o quizás de rabia, llena de miedo. Después, de repente, levantó la mano izquierda. El gesto era incomprensible, parecía de amenaza. Murió al instante siguiente». Muchos hablan de muerte por envenenamiento, y hay quien sospecha incluso de Svetlana.

Después de la muerte del padre, ella asumió el apellido de la madre, Allilueva, y trabajó como profesora y traductora en Moscú. En 1963 vivió con un político comunista indio de nombre Brajesh Singh, hasta el día de la muerte de él. Con ocasión de ello se traslado a la India, sumergiéndose en las costumbres locales y abandonando el ateísmo en el que había sido educada por su padre y por la sociedad soviética. Se bautizó en la Iglesia ortodoxa rusa y, tras un encuentro con el embajador americano en Nueva Delhi, decidió huir a Estados Unidos, donde obtuvo asilo político, viviendo bajo la protección de los servicios secretos.

Fátima, la clave

La conversión al catolicismo llegó gracias a su relación con el monasterio carmelita de Friburgo, donde estuvo oculta durante un mes, y a continuación, a su amistad con el padre Garbolino, un sacerdote italiano de Pennsylvania, que la invitó a ir en peregrinación a Fátima con ocasión del 70.° aniversario de las apariciones.

«En 1969 el padre Garbolino vino a visitarme a Princeton, entonces yo era divorciada e infeliz, pero él, como buen sacerdote, siempre encontró las palabras adecuadas y me prometió rezar por mi», escribió la mujer, que en aquel momento se había apasionado por los libros de Raïssa Maritain, mujer rusa de Jacques Maritain, también ella convertida al catolicismo tras haber sido criada en el judaísmo y en el ateísmo.

Tras haber escrito dos autobiografías – que se convirtieron en best-seller –, en las que denunció a su padre como un «monstruo» y atacaba a todo el sistema soviético –, entre 1970 y 1973 se unió en (tercer) matrimonio con William Wesley Peters, del que se separó cuatro años después. De esa unión nació Olga. Asumió el nombre de Lana Peters y en 1982 se transfirió a Cambridge, Inglaterra donde, con ocasión de la fiesta de Santa Lucía, pidió y obtuvo el bautismo católico. En cierto momento, contaba la propia Svetlana, incluso se planteó la posibilidad de ser monja. Tras una breve permanencia en la Unión Soviética (desencantada de Occidente) y en los Estados Unidos, volvió al Reino Unido hasta el 2009.

La correspondencia con el sacerdote católico inglés que la acogió en la Iglesia católica el 13 de diciembre de 1982, que vio la luz ya después de su muerte, revela la profundidad de su fe cristiana. «Gracias y de nuevo gracias», escribía al sacerdote pocos días después del bautismo. «Gracias por haber abierto esta puerta para mí. No puedo describir la oscuridad de los últimos años, y la gran paz interior que me posee ahora».

«Fui acogida en los brazos de la Virgen María»

El 7 de noviembre de 1982, antes de su bautismo, describió su «constante y persistente admiración por la Iglesia de Roma» y el deseo «de estar allí».

«Como una brújula gira siempre hacia el Polo Norte, yo sigo girando todo el tiempo hacia la misma dirección: Roma. Acudo a la misa en Cambridge, miro a los mártires ingleses y a la Virgen, observo la vuelta de los fieles a sus asientos, tras haber recibido la Comunión: miro los rostros limpios de la gente. Me gusta ver esa transformación tan visible».

La misma fe se ve también diez años más tarde, en una carta del 7 de diciembre de 1992, en la que cuenta que acudía cotidianamente los sacramentos y la iglesia carmelita de Kensington Church Street, al oeste de Londres. «Me siento fuerte y más fuerte después de estos 10 años, estoy en el lugar justo». La última carta al sacerdote está fechada el 23 de enero de 1993.

En el libro «The Last Words», dedicado a su amigo sacerdote, Svetlana hablaba de la abuela paterna, que mandó al joven Stalin al seminario ortodoxo de Tbilisi, en Georgia. «Pienso que todos los problemas y la crueldad de mi padre, la inhumanidad de su partido, fueron causadas por la abolición del cristianismo», escribió. «Sus problemas comenzaron cuando abandonó el seminario a la edad de 20 años. Fue entonces, justo entonces, cuando su joven alma dejó de combatir el mal, y fue aferrada por el Mal, que nunca la abandonaría».

«Recé a Dios por primera vez a los 36 años, pidiendo que curara a mi hermano Vasilij», escribió. «No sabía ninguna oración, ni siquiera el Padre Nuestro. Me bauticé como ortodoxa el 20 de mayo de 1962, tuve la alegría de conocer a Cristo, pero ignoraba casi toda la doctrina cristiana. Maduré la conversión católica durante mucho tiempo, y del catolicismo aprendí sobre todo esto: la bendición de la vida cotidiana, incluso de la acción más pequeña y oculta. Nunca había sido capaz de perdonar y de arrepentirme; hoy, como católica, soy distinta a antes, sobre todo desde que voy a misa a diario. Fui acogida entre los brazos de la Virgen María, a la que nunca me había acostumbrado a llamar por su nombre».

Svetlana Stalin murió el 22 de noviembre de 2011. Esta es la increíble historia de conversión de la hija del más sanguinario dictador de la historia, jefe del primer país oficial y políticamente ateo.


Original em: http://gaceta.es/noticias/hija-stalin-convirtio-catolicismo-visitar-fatima-30042016-1044.






Barrigas de aluguer: o testemunho de uma mãe




Catarina Nicolau Campos, Senza Pagare, 14 de Maio de 2016

Assim como chove lá fora, hoje também chove no meu coração.

No mesmo dia em que o Parlamento aprovou as «barrigas de aluguer» em Portugal. Ora o aluguer, como aprendi na faculdade de Direito, é uma forma de locação, quando esta incide sobre coisa móvel. E por locação entende-se o contracto pelo qual uma das partes se obriga a proporcionar à outra o gozo temporário de uma coisa, mediante retribuição. Só por isto poderíamos dizer, Dr. Passos Coelho: as barrigas não se alugam.

Mas a questão é bem mais radical. Em Agosto de 2010 soube que estava à espera da minha primeira filha. À espera não, porque na verdade ela já lá estava bem presente, e na segunda ecografia, com 8 semanas e picos, o coraçãozinho da Pilar já era bem audível, para sorriso rasgado do pai e lágrimas descontroladas da mãe. Durante 9 meses de enjoos, infecções sem fim, mais 26 quilos, noites sem dormir, dias inteiros só a dormir, aprendi a conviver com a minha bebé. Aprendi que sempre que ouvia os acordes de uma guitarra portuguesa, a Pilar saltava de alegria. E por isso, ao longo de 9 meses, muitas guitarradas lhe foram dedicadas. Aprendi que, sempre que me virava para dormir do lado direito, subia escadas a correr ou me enervava, a Pilar dava pontapés de insatisfação e só eu sabia disso, eu, a sua mãe. Geri toda a alimentação para que nada lhe fizesse mal, porque uma mãe quer o melhor para os seus filhos.

A barriga cresceu, o resto também, e ao fim de 9 meses percebi a relação íntima que uma mulher tem com o seu útero. E depois de uma cesariana, ficaram ainda mais visíveis as marcas físicas da passagem do ser maravilhoso que é a nossa filha pelo meu corpo. Meu corpo? Meu não, dela, porque o meu útero foi feito para lá estarem os meus filhos, e o meu peito para os amamentar. Nós mulheres, somos veículos de Vida. E quando a Pilar nasceu, acalmava-se quando a encostava ao meu coração, porque estes foram os batimentos que ela se habituou a ouvir.

A Pilar conhecia o meu cheiro e por isso, (e passados 8 meses ainda é assim), não há colo como o da mãe. E esta relação de cumplicidade, esta experiência, única e irrepetível, não se aluga, nem se compra. Assim como não se alugam e não se compram os bebés. A partir do momento em que tratamos as crianças como meros objectos, coisas, para preencher um vazio numa relação, para completar a fotografia de família ou apenas porque lhes apetece ter algo para entreter, temos crianças adoptadas que são devolvidas às instituições porque, simplesmente, não tiveram boas notas, como se fossem cães que não tivessem atingido o objectivo dos seu treinadores.

Assim, hoje, por estas crianças, e pelas que não nasceram porque não lhes foi dada sequer a oportunidade de viver, chove no meu coração.