terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O Papa adverte para os perigos da teologia marxista da libertação


O Papa Bento XVI advertiu para os perigos da teologia marxista da libertação e alertou os fiéis para superarem as suas graves consequências no seio das comunidades eclesiásticas, como a rebelião e o desacordo.

Ao receber o grupo de bispos do Brasil da região Sul 3 e Sul 4 em visita ad limina, o Santo Padre recordou que «em Agosto passado se cumpriram 25 anos da Instrução Libertatis nuntius da Congregação para a Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, que sublinha o perigo que comportava a aceitação acrítica, realizada por alguns teólogos, de tese e metodologias provenientes do marxismo».

Depois de ter reflectido sobre o papel das universidades católicas, Bento XVI advertiu que as sequelas da teologia marxista da libertação «mais ou menos visíveis de rebelião, divisão, desacordo, ofensa, anarquia, ainda se fazem sentir, criando em suas comunidades diocesanas um grande sofrimento e grave perda de forças vivas».
Por essa razão, o Santo Padre exortou «aos que de algum modo se sintam atraídos, envolvidos e afectados no íntimo por certos princípios enganosos da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece com mão estendida».

Bento XVI recordou também que «a regra suprema de fé da Igreja provém efectivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que não podem subsistir de maneira independente», como explica na encíclica Fides et Ratio o Papa João Paulo II.

A Instrução Libertatis Nuntius foi publicada pelo então Cardeal Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em 6 de Agosto de 1984, com autorização do Papa João Paulo II.

O objectivo da instrução é «atrair a atenção dos pastores, dos teólogos e de todos os fiéis, sobre as separações e os riscos de separação, ruinosos para a fé e para a vida cristã, que implicam certas formas de teologia da libertação que recorrem, de modo insuficientemente crítico, a conceitos tomados de diversas correntes do pensamento marxista».

O chamado texto explica «a certeza de que as graves separações ideológicas» da teologia marxista da libertação «conduzem indevidamente a trair a causa dos pobres». Entre outras coisas, a instrução também adverte que a análise marxista da realidade «arrasta as 'teologias da libertação' a aceitar um conjunto de posições incompatíveis com a visão cristã do homem».

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