quarta-feira, 23 de agosto de 2017

PSD tomado pela maçonaria



Publicado por Acção Social Portuguesa do Barreiro/Setúbal,
em 2011

ALGUMAS DAS PREVISÕES DE PROMOÇÃO DOS MAÇONS
NÃO SE VERIFICARAM MAS AS INFORMAÇÕES
PERMANECEM VÁLIDAS

1 — Há informações que as pessoas deviam ter, mas que, pela sua própria natureza, são difíceis de transmitir. É o caso das seitas secretas, em particular, da Maçonaria.

Justamente porque são secretas, não são noticiadas na comunicação social, ou melhor, quando os jornais delas falam, raramente conseguem identificar os seus membros, porque é impossível apresentar provas inequívocas.

Somos jornalistas que temos informação relevante sobre essa matéria, mas que, por razões óbvias, não a podemos divulgar pelos meios tradicionais e no exercício normal da nossa profissão. Apesar de todos os perigos a ela inerentes, a Internet permite hoje dar algumas informações às pessoas que a comunicação social clássica não consegue.

Enquanto jornalistas, o mais que podemos fazer pelos «leitores», é informá-los por esta via e não desperdiçar o fruto do nosso trabalho e do nosso conhecimento.

2 — No início do século passado, a Maçonaria teve um papel relevante em termos ideológicos. Hoje, em Portugal não passa de uma seita secreta que apenas existe para conseguir promover e defender quem a ela pertence.

É gente que, a coberto desse secretismo, giza estratégias de acesso ao poder e de defesa e protecção dos seus membros, agredindo, sem pudor, o interesse público.


3 — Desde que Passos Coelho subiu à liderança do PSD, a Maçonaria começou a tomar conta do partido. Não temos a certeza que, ele próprio, seja da Maçonaria, mas, sabemos hoje, que os principais elementos que o rodeiam pertencem a essa seita.

O principal é o secretário-geral Miguel Relvas, cabeça de lista por Santarém. É ele, destacadamente, o principal obreiro da estratégia maçónica de assalto a este partido político.

A súbita presença de Fernando Nobre no PSD tem justamente a ver com o facto de ele também ser da seita e com a solidariedade maçónica que deve prevalecer sobre tudo o mais.

Carlos Abreu Amorim, que já foi da extrema-direita, do CDS, do PND (Manuel Monteiro) e agora do PSD, em boa verdade nunca foi de nenhum deles, é um peso pesado da Maçonaria. Por isso, entrou inesperadamente (?) na lista de Viana.

Feliciano Barreiras Duarte, chefe de gabinete de Passos Coelho, é igualmente da seita e, por isso, é também candidato a deputado, voltando à Assembleia da República onde, há anos, já não estava.

Marco António Costa, Vice-presidente do PSD nacional e Presidente da distrital do Porto, é outro dos mais activos maçons. No Porto pode-se ainda contar Paulo Morais (que deverá ir para o Governo) e com Ricardo Almeida, entretanto estrategicamente colocado na Câmara de Gaia.

O leitor já se questionou por que é que, por exemplo, Carlos Abreu Amorim, Gomes Fernandes (PS) e Paulo Morais, têm tanta penetração no JN? — Porque o pivô maçónico dentro desse jornal faz o seu trabalho — e que, admitimos, possa ser o próprio director José Leite Pereira.

Carlos Carreiras, Presidente da distrital de Lisboa e da Câmara de Cascais, é outro dos pivôs da seita no partido laranja.

Jorge Moreira da Silva, também Vice-presidente do PSD nacional e assessor de Cavaco Silva, e outros candidatos a deputados como, por exemplo, Emídio Guerreiro ou António Rodrigues também reforçam a equipa.

Pedro Marques Lopes que, no Eixo do Mal (SIC Noticias) dá a cara pelo PSD de Passos Coelho (em tempos tantas vezes contra Manuela Ferreira leite), é outro dos elementos com uma função a cumprir na estratégia de assalto da Maçonaria ao PSD.

4 — A nossa investigação ainda não consegue saber com toda a certeza o trajecto de cada um dos novos elementos «independentes», que ninguém conhece e que este «novo» Partido Social Democrata está a apresentar nas suas listas às eleições de Junho, mas, para nós, é seguro que muitos deles vão para o Parlamento (e para o Governo) no âmbito do assalto maçónico.

5 — É este o estado em que Portugal se encontra. O partido, aparentemente, mais bem colocado para ser Governo está dominado, não pelos seus ingénuos militantes, mas por esta gente que se prepara para se servir do poder em benefício duma seita que o cidadão comum desconhece em absoluto.

6 — Esta denúncia por e-mail é o máximo que está ao nosso alcance fazer no sentido de dar a conhecer aos cidadãos o que sabemos mas não podemos noticiar da forma clássica.

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É dever de todo o cristão

combater a maçonaria.





domingo, 6 de agosto de 2017

Política turca conseguiu minimizar os cristãos de 20% para 0,2% em 100 anos


António Justo

Estado turco confisca
património cultural cristão

O Estado turco acaba de confiscar, pelo menos, 50 conventos, igrejas e cemitérios, dos cristãos ortodoxos sírios (Arménios/sírios) transferindo a sua posse para a Repartição estatal da religião islâmica. À perseguição e discriminação dos cristãos vem juntar-se a expropriação do seu património cultural. Com esta medida o governo pode vender e transformar em mesquitas e museus o património dos cristãos.

A Turquia considera-se exemplar, na tradição do holocausto aos cristãos arménios e da política muçulmana de estabelecer uma monocultura no exterior através de guetos e de procriação e no interior através da discriminação e da negação ao direito de cristãos se organizarem como personalidade jurídica; isto corresponde à negação da existência pública a grupos não muçulmanos; deste modo, outros estão expostos às arbitrariedades de um estado hegemónico já com 99% de muçulmanos, quando em 1914 os cristãos constituíam, na região, ainda 20% da população. Hoje são apenas 0,2% (125 000). A diminuição deve-se ao genocídio (mais de um milhão foram mortos 1915-1917), à expulsão e à discriminação sistemática por um Estado que se quer monocultura.

Também milhares de arménios tinham já sido expropriados pelo Estado turco nos últimos 15 anos (HNA, 4.07) na região do sudeste da Anatólia. O convento Mor Gabriel na região Midyat que data do ano 397 ainda é sede do bispado.

Os arménios são dos mais antigos povos cristãos a viver na região, já desde o tempo dos apóstolos. Os arménios também são oprimidos e expulsos das suas residências pelos partidos de conflito entre o Estado turco e os curdos. Em Tur Abdin já só vivem 2 000 arménios, o resto pediu asilo na Europa.

A Igreja evangélica na Alemanha já protestou contra as expropriações, considerando tal prática um «acto consciente de destruição da cultura» na região Tur Abdin.

O islamista Recep Tayyip Erdogan implementa consequentemente a monocultura islâmica na sociedade turca.  Conta com a indiferença dos países ocidentais apenas interessados no negócio e sabe que, devido à densidade cultural histórica no país, atrairá sempre o turismo internacional, podendo-se permitir não suportar senão referências ao Islão e ter todas de minorias sob controlo na perspectiva islâmica. Na Turquia é possível identificar-se um cristão através de um número do Bilhete de identidade. Assim o Estado e instituições têm mais facilidade em discriminar os seus cidadãos porque só confia em muçulmanos nas altas hierarquias e instituições.

A Turquia, um exemplo de país muçulmano moderno, é um bom exemplo de como o Islão mais avançado realiza o seu futuro. A cegueira da humanidade é tanta que, a poder de tanta ideologia na cabeça, já não consegue ver nem interpretar a realidade dos factos; nega-se a discutir factores culturais da própria identidade para fomentar a expansão da alheia, sem haver reciprocidade de atitudes e comportamentos. Enfim, a irresponsabilidade europeia ajuda a esperteza dos outros. É sintomático o facto de só a Igreja evangélica protestar contra a arbitrariedade turca.





domingo, 30 de julho de 2017

DERRUBARAM A CRUZ DE PEDRA E LIXARAM-SE !!!


Num vídeo amador: berros de alerta para a virada inesperada

A onda de ataques contra símbolos da religião católica gerou um interessante episódio no País Basco.

A Câmara de Larrabetzu, Vizcaya, de maioria ultra-esquerdista, aprovou por unanimidade a demolição de uma cruz situada no monte Gaztelumendi.

O pretexto foi que o monumento religioso era «franquista», pois fora erigido após a Guerra Civil espanhola (1936-1939).

Militantes de diversas esquerdas, comunistas, terroristas, organizaram uma festa para comemorar a demolição da cruz.

O governo convocou o acto, fez a festa, forneceu o camião que puxou a corda e a cobertura policial.

O monumento da cruz foi previamente pichado com ofensas.

O monumento da Cruz foi
previa e ofensivamente pichado
Com os punhos fechados, os presentes entoaram
A Internacional, o velho hino da Internacional Comunista.

Mas eis que, na hora de o camião puxar a corda, o monumento com cruz girou inesperadamente para o lado dos presentes. Despedaçou-se no chão, gerando uma nuvem de pedras que atingiu como metralha os presentes que a vituperavam.

Não houve mortos mas seis inimigos da cruz ficaram feridos.

Entre eles, a vereadora Maria Luisa Mezo, promotora da iniciativa, que teve a tíbia e o peróneo das duas pernas fracturadas por uma das pedras, submetendo-se por isso a uma cirurgia múltipla no hospital de uma cidade vizinha, paradoxalmente chamada Cruzes.

O prefeito, Iñigo Gaztelu, explicou que a intenção era aproveitar as pedras do monumento cristão para fazer outro em memória dos militantes comunistas mortos naquela guerra há 80 anos.

Tudo pronto para cair de lado
Muitos habitantes da localidade discordavam desse atentado contra a cruz. O desfecho, obviamente, foi comentado nas redes sociais.

Com Deus não se brinca. Menos ainda quando Ele parece deixar correr blasfémias e atentados, como o dessa pequena localidade basca, até tocar no limite fixado soberanamente por Ele.


VEJA VÍDEO:

https://www.youtube.com/watch?v=O5yMRvYX1EY




quinta-feira, 27 de julho de 2017

Católica faz acordo com universidade do aborto


Universidade Católica Portuguesa (UCP)

Secundino Cunha, Correio da Manhã, 25 de Julho de 2017

Católicos contestam acordo
com Universidade de Maastricht
e escrevem ao Papa.

O Vaticano decidiu analisar o protocolo de colaboração assinado pela Universidade Católica Portuguesa (UCP) com a Universidade de Maastricht (Holanda), para a criação de um curso de Medicina, depois de a Congregação para a Educação Católica ter recebido uma exposição, enviada por um grupo de católicos portugueses, em que o acordo é fortemente criticado.

O documento, que já se encontra na mesa de trabalho do cardeal Giuseppe Versaldi, questiona a ligação da UCP a Maastricht, universidade conhecida pelo trabalho em áreas como o aborto e a eutanásia. «Que garantias existem, por parte desta universidade, que não partilha nenhum dos valores e princípios cristãos, de que o ensino ministrado se manterá fiel ao magistério da Igreja?», questionam os católicos, que recorreram ao Vaticano depois de não terem recebido resposta dos bispos portugueses.

O acordo com Maastricht e o anúncio do curso de Medicina «para breve» foram revelados por Alexandre Castro Caldas, director do Instituto de Ciências da Saúde da UCP. O CM tentou um esclarecimento do patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, que preside o Conselho Superior da UCP, que remeteu para a reitora, Isabel Capeloa Gil.

O assunto deve ser abordado na próxima assembleia plenária da Conferência Episcopal, em Novembro.

Grupo denuncia «jogos políticos»
No processo enviado para Roma, o grupo refere que o acordo entre as universidades tem jogos políticos e ligações à Maçonaria. Dão o exemplo de  um vereador da Câmara de Cascais, entidade que cede terrenos para o polo universitário, estar a tirar um doutoramento em Maastricht.

«É um curso fiel aos princípios da Igreja»
Isabel Capeloa Gil assegura, em comunicado, que o curso de Medicina da Universidade Católica será «fiel aos princípios da Igreja» e que o acordo com Maastricht só tem a ver com o que diz respeito ao modelo pedagógico.

«É um projecto de Medicina que responde e se guia por aquilo que são os princípios da Igreja relativamente à vida, à defesa da vida, ao fim da vida e à dignidade humana», assegura a reitora da Universidade Católica.


SAIBA MAIS

1971
é o ano em que o Estado reconhece oficialmente a Universidade Católica Portuguesa. O decreto Humanam Eruditionem institui a universidade, cuja missão de investigação é completada por uma formação integral inspirada nos valores cristãos.

Maastricht, na Holanda
É uma cidade holandesa, com cerca de 120 mil habitantes. A universidade foi criada em 1976. É uma das mais recentes no país. Tem cerca de 13 mil alunos, dos quais quase metade são estrangeiros.





quarta-feira, 26 de julho de 2017

«Casamento» entre pessoas do mesmo sexo perante a ciência e a ideologia



(Resumo adaptado de um texto de António Justo

Um biólogo aponta para o possível
problema de padrastos 

O parlamento alemão aprovou o «casamento para todos» independentemente de os pares serem heterossexuais ou homossexuais. Em reacção ao facto, o Prof. Dr. Ulrich Kutschera, focou três aspectos:

1 — o contexto do novo casamento universal com a ideologia do «género»;

2 — a base biológica do ser humano;

3 — e a pedofilia.

Kutschera receia «a pedofilia subvencionada pelo Estado
e grave abuso infantil no futuro».

Segundo ele, no chamado «casamento gay» agrava-se «o problema dos padrastos», o que constitui um risco acrescido para as crianças: um padrasto que vive em casa com uma filha adoptiva, sem ligações genéticas, poderá ter uma maior possibilidade de abuso, embora haja muitos padrastos bons.

Para o biólogo, no chamado «casamentos gay» com filhos adoptivos não existe a herança genética de imunização contra o incesto. Em casamentos, heterossexuais, pai e mãe são em 50% parentes genéticos de seus filhos, e a consanguinidade produz um efeito inibidor do incesto.

A probabilidade de inclinação para pedofilia  é 10 vezes maior em casos de padrastos e de madrastas (estudo de Regnerus M 2012).

Filhos sem pais biológicos sofrem mais de depressões e tornam-se mais frequentemente criminosos e dependentes da assistência social.

Argumenta ainda biologicamente o seguinte:

— «As crianças são moldadas inteiramente pela voz da mãe biológica durante o desenvolvimento pré-natal».

— É «inaceitável uma troca voluntária desta importante pessoa de referência por pessoas estranhas.»

— Na biologia, «sexo» corresponde à reprodução bisssexual (fertilização) enquanto para a ideologia do «género», sexo significa «o desenvolvimento de animais sexualmente maduros».

— A erotização infantil precoce, implementada nos programas das escolas, é inadequada.

O lóbi homossexualista no Estado utiliza o poder
para exercer a sua ditadura.

O Ministro da Ciência do Hesse (Boris Rhein) insurgiu-se contra o professor biólogo Kutschera por este defender que o «casamento para todos» aumenta o perigo de abuso de crianças e pressionou a reitoria da universidade para criticar o professor.

A universidade retorquiu ao ministro com o argumento da liberdade académica e da liberdade de opinião do professor mas, ao mesmo tempo, estando dependente da atribuição de fundos do Estado, distanciou-se de Kutschera.





terça-feira, 25 de julho de 2017

Igualdade de género, ou nem por isso?


Marco Silva

 O único princípio que trata todos por igual é o mérito e essa é a cura deste problema intemporal – o das desigualdades de oportunidades.

No dia 23 de Junho deste ano, foi aprovada no Parlamento a lei das quotas de género nas empresas, obrigando empresas públicas e cotadas em bolsa a contratar mais mulheres para órgãos de fiscalização e para os seus conselhos de administração.

Apesar da pompa e circunstância de mais um «momento decisivo na luta das mulheres», como foi  referido por alguns «corvos» políticos, o certo é que nem um mês volvido e esse entusiasmo desapareceu, nomeadamente porque na comissão de inquérito independente à tragédia de Pedrogão Grande foram escolhidos 12 homens e nenhuma mulher, sem que a maioria que tinha aprovado o diploma uns dias antes tivesse esboçado qualquer protesto.

Por falta de mulheres competentes não será certamente, pelo que cumpre perguntar porque se aceita o sucedido. Será que como não é um tacho público/empresarial duradouro já não tem importância a desigualdade? Ou será que o problema é bem diferente e não está a ser combatido?

Curiosamente, foi do PCP que chegou a causa mais aproximada ao real problema quando, ao votar contra a lei, invocou: porque deixa «intacta a mais profunda das causas de discriminações e desigualdades de que as mulheres são vítimas, a exploração da força de trabalho». Embora a explicação do PCP não atinja o cerne do problema, enquadra-o satisfatoriamente. As mulheres, tal como os homens, mas em menor grau, são vítimas da não aplicação da meritocracia. Ou seja, não é pelo mérito que existe a contratação, nem é pelo mérito que é feita a devida remuneração. Esse modus operandi tem um nome, e não, não é machismo, mas corrupção.

É nesta armadilha que caem grande parte dos defensores da igualdade de género, quando erradamente identificam o machismo como o problema e não como o sintoma que ele é, tal como o é o racismo. Todos os actos de preterir alguém por outro motivo que não o seu mérito devem ser tratados por igual, como actos de corrupção, e só com o recentrar do combate será possível termos uma sociedade igualitária, não por decreto, mas por princípio.

Até porque estes actos isolados de «correcção» são os pilares para a perpetuação e branqueamento da corrupção. Senão vejamos, a partir de agora nas empresas públicas teremos cinco homens e cinco mulheres, sem que o princípio primário seja o mérito, o que permite, num país com um elevado índice de corrupção, a colocação de cinco mulheres do aparelho partidário do Governo ou de uma associação de poder.

Na fachada parece existir igualdade de género, contudo, é uma falácia, porque as mulheres, tal como os homens, não têm qualquer estatuto de igualdade perante os que pertencem aos grupos que dominam as instituições nacionais, sejam elas públicas ou privadas. Em suma, não são as mulheres que têm mais oportunidades no novo sistema, mas apenas as mulheres do grupo privilegiado.

E quem fala nas mulheres fala também nos homens preteridos por não terem cartão do partido, ou nas desigualdades de oportunidades dentro do mesmo género, mas de raças ou orientações sexuais diferentes. O único princípio que trata todos por igual é o mérito e essa é a cura deste problema intemporal – o das desigualdades de oportunidades.

Dito isto, uma cultura de mérito não se cria num dia nem numa geração, mas o passo essencial para que tal ocorra é deixarmo-nos de equívocos quanto ao que está realmente em causa. Não é machismo, é corrupção, corrupção que é transversal a todos os géneros e raças. O problema não está no «homem branco», este apenas tem sido o principal prevaricador por uma questão de oportunidade temporal. O problema está em todos os seres humanos que não tenham o mérito como linha orientadora de escolha.





quarta-feira, 12 de julho de 2017

Como a maçonaria e outros anticlericais primários deformam a questão das hóstias sem glúten

Já existem hóstias próprias para serem consumidas por pessoas intolerantes ao glúten. 

UMA CARTA ENVIADA AOS BISPOS CATÓLICOS
ESTÁ A GERAR POLÉMICA NAS REDES SOCIAIS
SEM QUALQUER FUNDAMENTO

O «GATO FEDORENTO» RICARDO ARAÚJO PEREIRA
TAMBÉM ESCOLHEU O TEMA PARA GRACEJAR.
MAS NADA MUDOU.

AS PESSOAS COM INTOLERÂNCIA TÊM ALTERNATIVAS.

O Vaticano enviou uma carta aos bispos católicos do mundo para clarificar que elementos é que podem ou não ser usados no pão e no vinho consagrados durante a missa.

Entre outras coisas, a carta explica que não é permitido fabricar hóstias sem glúten, o que motivou uma série de artigos e de críticas nas redes sociais a indicar que o Vaticano tinha proibido as hóstias sem glúten, com prejuízo para católicos que sofram de intolerância a esta proteína, como os celíacos.

Contudo, a verdade é que nada mudou a este respeito. Há anos que a Igreja proíbe a utilização de farinha sem glúten para fabricar hóstias e há anos que existem hóstias especiais que são chamadas «sem glúten».

Há dois locais no mundo que têm licença especial do Vaticano para fabricar estas hóstias. Uma é em Portugal, no Minho, o Instituto Monsenhor Airosa.

«As que fazemos têm menos de dez partes por milhão. O glúten está numa quantidade tão diminuta que não prejudica a saúde dos celíacos, por um lado, por outro não retira integralmente as componentes do trigo»,explicava, já em Novembro de 2015, o director do instituto, Luís Gonzaga Dinis.

As paróquias onde existem casos de pessoas com doença celíaca podem usar estas hóstias sem qualquer problema, ou para toda a comunidade ou apenas para quem sofre desta condição.

A matéria usada para fabricar o pão e o vinho usados na Eucaristia são alvo de debate há séculos e a Igreja tem mantido que é necessário que o pão usado seja de trigo e que o vinho seja feito a partir de sumo de uva, sem quaisquer misturas.

Há também casos de sacerdotes que não podem ou não devem consumir álcool, a quem é permitido celebrar a Missa com uma solução que se chama mosto, que é sumo de uva fermentado apenas até ao ponto de se poder considerar vinho mas que tem uma quantidade de álcool de tal forma diminuta que não é intoxicante.

Historicamente ficou famosa uma discussão teológica sobre os «ritos chineses», envolvendo os missionários jesuítas na China, onde era muito difícil obter farinha de trigo e vinho de uva. Alguns missionários começaram a celebrar a Eucaristia com pão e vinho de arroz, mas Roma acabou por proibir a prática e essa tem sido a posição consistente desde então.

Podendo haver paróquias que não conhecem as regras e as excepções permitidas, e por isso procurando solucionar as situações recorrendo a soluções que não são permitidas, o Vaticano agora apenas recorda as regras já existentes.





Preocupações sobre a situação do mundo e da Igreja


Revista Catolicismo, 10 de Julho de 2017



«Nossa Senhora também disse que Portugal jamais perderia a fé. E eu vejo isso a estender-se também ao Brasil, porque a união entre Portugal e o Brasil é simplesmente muito estreita.»

O Emmo. cardeal Raymond Leo Burke nasceu no dia 30 de Junho de 1948 em Richland Center (Wisconsin, EUA) e cursou o seminário Holy Cross e a Catholic University of America em Washington. Completou os seus estudos de direito canónico na universidade Gregoriana de Roma em 1971. Ordenou-se sacerdote quatro anos depois. O Papa João Paulo II nomeou-o bispo de La Crosse em 1994 e arcebispo de St. Louis em 2003. Bento XVI elevou-o ao cardinalato em 2010. Durante cinco anos — até 2015 — ocupou o cargo de prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica, sendo actualmente patrono da Ordem Soberana e Militar de Malta. O insigne purpurado é uma voz proeminente nos ambientes conservadores, especialmente em assuntos atinentes à Igreja, à família e à situação norte-americana. Na sua recente visita ao Brasil, o cardeal Burke passou pelas capitais do Pará, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo para lançamento de seu livro O Amor Divino Encarnado – A Sagrada Eucaristia como Sacramento da Caridade [para a reportagem click aqui] —, obra que revela profunda devoção eucarística. Catolicismo obteve uma entrevista exclusiva por meio do nosso colaborador Dr. Mário Navarro da Costa, na sede do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.


«Fiquei muito impressionado com o entusiasmo das pessoas.
Pude constatar que são fiéis católicos muito ardorosos,
desejosos de conhecer mais profundamente
a sua fé e também praticá-la.»
Catolicismo — Eminência, muito obrigado por conceder esta entrevista à revista Catolicismo. Poderia dizer aos nossos leitores se já conhecia o Brasil, qual o motivo desta visita a algumas cidades brasileiras e a sua impressão sobre o nosso País?

Cardeal Burke — Esta é a minha primeira visita ao Brasil e o propósito dela foi apresentar a tradução em português do meu livro sobre a Sagrada Eucaristia, O Amor Divino Encarnado – A Sagrada Eucaristia como Sacramento da Caridade. Então escolhemos as maiores quatro cidades nas quais o apresentaríamos. Sei que o País é muito grande e não poderia percorrê-lo todo, mas foi óptima esta primeira vinda aqui, ocasião em que percorri Belém, Brasília, Rio de Janeiro, e, finalmente, São Paulo. Fiquei muito impressionado com o entusiasmo das pessoas que vieram em grande número para a apresentação do livro. Ao falar com elas, pude constatar que são fiéis católicos muito ardorosos, desejosos de conhecer mais profundamente a sua fé e também praticá-la.


«Diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida rezei
especialmente pelo Brasil, porque estou convencido
da importância do País em relação
ao mundo inteiro, por causa de sua fé católica.»
Catolicismo — Neste ano em que comemoramos o 300.º do aniversário de Nossa Senhora Aparecida, soubemos que Vossa Eminência esteve no Santuário d’Ela.

Cardeal Burke — Sim, eu pensei: «Eu não poderia vir ao Brasil e não visitar Nossa Senhora Aparecida». Vindo do Rio de Janeiro para São Paulo, passei por Aparecida do Norte e, claro, o destaque da peregrinação foi rezar directamente diante da sua imagem. Rezei especialmente pelo Brasil, porque estou convencido da importância do País em relação ao mundo inteiro, por causa da sua fé católica. Além de rezar nessa intenção, pude celebrar a Santa Missa num altar consagrado pelo Papa João Paulo II nas intenções dos católicos brasileiros.


«Creio firmemente que os portugueses têm uma missão
muito importante a cumprir no mundo inteiro,
em proclamar e ensinar a Mensagem de Fátima.
E agora diria o mesmo em relação ao Brasil.»
Catolicismo — Nas suas viagens Vossa Eminência visita muitas paróquias e grupos católicos. Quais as preocupações gerais que habitualmente os fiéis lhe exprimem a respeito da situação do mundo e da Igreja?

Cardeal Burke — Os fiéis manifestam-se muito preocupados com a situação do mundo cada vez mais laico, com o cruel ataque a vidas humanas inocentes de nascituros indefesos através do aborto, a generalização da prática da eutanásia, e até a negação da liberdade da Igreja de prosseguir com integridade a sua missão. E, mais recentemente, esta enormidade denominada «teoria de género», pela qual as pessoas tão presunçosas pensam poder redefinir a nossa natureza sexual, que naturalmente se destina a juntar homem e mulher numa vida inteira de fiel união, à qual Deus concede o dom da vida humana. Com a introdução dessa terrível teoria, a nossa natureza sexual será reduzida a uma espécie de avenida de luxúria e de graves actos imorais.

Todos esses fiéis vêem isso, que constitui um escândalo para eles, fonte de profundas angústias, porque vêem os seus filhos e netos a crescer nesse mundo, causa de não pequenas preocupações, pois ficam sem saber se permanecerão fiéis a Nosso Senhor ou se vão cair nessa grande infelicidade da vida de pecado. Sobretudo nos nossos dias, em que tanta confusão penetra até na própria Igreja. Por exemplo, está a acontecer toda essa confusão sobre actos intrinsecamente maus quanto à possibilidade de se receber a Sagrada Comunhão sem se confessar, apesar de a pessoa se encontrar em pecado mortal.

Todas essas questões fundamentais estão a ser postas em dúvida e causam, é claro, grande angústia nas pessoas. Tenho viajado bastante, limito-me a apresentar o ensinamento básico da Igreja e as pessoas ficam gratas ao ouvi-lo. Eu digo-lhes sempre: «Nada tenho de novo a oferecer-lhes, o que tenho a oferecer-lhes é o que continua sempre novo, ou seja, as verdades da nossa Fé».


«Está-se a dar toda essa confusão sobre actos intrinsecamente maus
quanto à possibilidade de se receber a Sagrada Comunhão
sem se confessar, apesar de a pessoa continuar em pecado mortal.»
Catolicismo — A viagem de Vossa Eminência ao Brasil está-se a dar no centenário das aparições e da Mensagem de Fátima, das quais os brasileiros se sentem muito próximos — não somente pelos laços históricos e psicológicos que os unem a Portugal, mas também porque o nosso povo nutre grande devoção por Nossa Senhora. E agora também, devido ao milagre que permitiu a canonização dos bem-aventurados Francisco e Jacinta Marto, com a cura de um menino brasileiro. Vossa Eminência julga que as revelações de Fátima se referem somente ao século XX, ou elas têm actualidade para os católicos de hoje?

Cardeal Burke — Elas são absolutamente relevantes para os dias de hoje, porque estão no centro da luta fundamental à qual Nossa Senhora se refere na sua mensagem: luta da fé, luta da Igreja contra as forças do mal, contra as forças do secularismo, do ateísmo, do relativismo, que nada mais fizeram senão continuar ao longo das décadas — agora faz um século — das aparições. Por ocasião deste centenário, fui estudar de novo toda a história das aparições e da mensagem, e julgo-as mais oportunas do que nunca, julgo-as de grande importância. Sobretudo na presente crise na Igreja, em que parece haver uma confusão e uma divisão estabelecer-se, o apelo de Nossa Senhora é para mantermos a fé na sua integridade, rezar, em especial o Santo Rosário, amar e participar na santa Eucaristia, particularmente nos primeiros sábados do mês, para nos fortificarmos e permanecermos próximos de Nosso Senhor nestes tempos muito terríveis. Nossa Senhora também disse que Portugal jamais perderia a Fé. E eu vejo isso a estender-se também ao Brasil, porque a união entre Portugal e o Brasil é simplesmente muito estreita. Numa recente apresentação que fiz para o Rome Life Forum, eu disse crer firmemente que os portugueses, e especialmente os bispos portugueses, têm uma missão muito importante a cumprir no mundo inteiro, em proclamar e ensinar a Mensagem de Fátima. E agora diria o mesmo em relação ao Brasil.


«Julgo [as aparições de Fátima] mais oportunas do que nunca,
de grande importância — sobretudo na presente crise na Igreja,
 em que parece haver uma confusão e uma divisão a estabelecer-se.»
 
Catolicismo — Numa carta ao cardeal Carlo Cafarra, a irmã Lúcia afirmou: «A batalha final entre o Senhor e o reino do demónio será sobre o matrimónio e a família». E que é para não temer,«porque Nossa Senhora já esmagou a cabeça de demónio». Vossa Eminência confirma essa apreciação? Em caso positivo, a propósito de que assuntos a batalha é actualmente mais forte, e como os fiéis poderão ser bons soldados de Cristo?

Cardeal Burke — Eu acho que a luta continua a ser em grande parte a batalha pelo matrimónio e pela família. E julgo que a irmã Lúcia, ao escrever ao então padre Carlo Caffarra — agora cardeal —, ela disse para não perder a esperança. Mas não afirmou que a luta tinha acabado! Por outras palavras, sabemos que a vitória será o triunfo do Coração Imaculado de Nossa Senhora, o triunfo de Nosso Senhor, mas penso que ainda virão muitos sofrimentos. Por exemplo, a «teoria de género», que agora se está a tornar tão disseminada nos Estados Unidos. Eles impõem isso no currículo das escolas, de modo que as crianças de muito tenra idade estão a aprender que podem mudar o seu género. Essas coisas são simplesmente inimagináveis! Então eu penso que a batalha pelo matrimónio e pela família continua. Precisamos ter essa esperança que a irmã Lúcia nos encoraja a ter, mas ao mesmo tempo saber que há uma luta na qual nos sentimos engajados.


«Nossa Senhora também disse que Portugal jamais perderia a Fé.
E eu vejo isso a estender-se também ao Brasil,
 porque a união entre Portugal e o Brasil
é simplesmente muito estreita.»
Catolicismo — Vossa Eminência julga que no mundo actual é importante para os católicos a Sagrada Escravidão a Nossa Senhora segundo o método de São Luís Grignion de Montfort? Em caso afirmativo, por que razões?

Cardeal Burke — Tornamo-nos escravos de Nossa Senhora para sermos discípulos fiéis de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nossa Senhora pertenceu a Nosso Senhor completa e totalmente desde o primeiro instante da concepção. Foi preservada de toda mancha do pecado original. Concebeu Nosso Senhor sob a sombra do Espírito Santo e O trouxe ao mundo sob o seu Imaculado Coração. Foi a primeira e melhor discípula d’Ele. O coração d’Ela foi misticamente transpassado ao pé da cruz pela lança do soldado romano que feriu o Sagrado Coração de Jesus. E Nossa Senhora  ensina-nos a ser totalmente de Nosso Senhor. As suas últimas palavras registradas no Evangelho foram nas Bodas de Caná, quando Ela disse ao mordomo do vinho para fazer tudo o que Ele lhe mandasse. Assim, queremos ser completamente um só coração com a nossa bem-aventurada Mãe, ser escravos no melhor sentido da palavra, pois damos a Ela todo o nosso coração. Porque com Ela podemos dar todo o nosso coração ao Sagrado Coração de Jesus.


Entrevista publicada na revista «Catolicismo», n.º 799, Julho/2017





sábado, 8 de julho de 2017

Agenda Transgénero vs. Ciência


Rick Fitzgibbons, Actualidade Religiosa, 5 de Julho de 2017

O Gabinete para os Direitos Civis do Departamento de Educação dos Estados Unidos emitiu recentemente uma série de instruções que indicam que se uma escola não utilizar os «nomes e pronomes escolhidos» pelos alunos transgénero, incorre em assédio.

De acordo com esta instrução da Administração Trump, o assédio inclui:

«Actos de agressão verbal, não-verbal ou físicos, intimidação ou hostilidade com base no sexo ou estereótipos sexuais, tal como a recusa em usar o nome ou o pronome escolhido por alunos transgénero quando a escola os usa para alunos não-transgénero ou quando a recusa é motivada por animosidade para com pessoas que não se encaixam em estereótipos sexuais».

Esta ameaça dirigida a professores, auxiliares e directores aumenta o risco de danos psicológicos e físicos/cirúrgicos para jovens e ignora completamente a literatura médica e psicológica sobre os factores de risco grave associados à criação de um ambiente favorável a que jovens se identifiquem com um sexo diferente daquele que é determinado biologicamente por cada célula do seu corpo.

A Administração Trump devia recuar destes artigos de fé politicamente correctos da administração anterior e examinar cuidadosamente, através do estabelecimento de um grupo de uma comissão presidencial, caso seja necessário, a ciência médica e psicológica associada com as tentativas de ajudar os jovens a lidar com atracções transexuais.

Os membros desta comissão poderiam incluir o Dr. Lawrence Mayer, professor de estatística e bio-estatística na Arizona State University, que se assume como um liberal e apoiante dos direitos LGBTQ e o Dr. Paul McHugh, que foi psiquiatra chefe da Universidade John Hopkins entre 1975 e 2001.

O artigo destes dois cientistas de 2016, «Sexuality and Gender: Findings from the Biological, Psychological and Social Sciences», é uma revisão exaustiva da literatura científica sobre identidade de género e orientação sexual, no qual examinaram mais de 500 artigos científicos. Ambos os médicos concordam que nem a orientação sexual nem a identidade de género é inata ou imutável (ou seja, ninguém nasce homossexual nem transgénero, ambos são fluidos). Mais, nem um nem outro encontrou qualquer prova de que se devia encorajar as crianças a identificarem-se como transgénero.

O Dr. Paul Hruz, um endocrinologista e professor associado de biologia celular e fisiologia na Washington University School of Medicine, de St. Louis, liderou um estudo de investigação chamado «Growing Pains: Problems With Puberty Suppression in Treating Gender Dysphoria» que levanta sérias questões sobre a forma como se tratam actualmente as crianças que padecem de disforia de género.

Esse relatório afirma que:

«Particularmente importante é o tratamento de crianças com disforia de género. Jovens com disforia de género constituem um grupo particularmente vulnerável e sofrem de altas taxas de depressão, automutilação e até suicídio. Acresce que as crianças não são ainda inteiramente capazes de compreender o que significa ser-se homem ou mulher. A maioria das crianças com problemas de identidade de género acabam eventualmente por aceitar o género associado ao seu sexo e deixam de se identificar com o sexo oposto.»

O artigo diz ainda que «à luz das muitas incertezas e do desconhecimento existente, seria apropriado descrever como experimental a utilização de tratamentos para bloquear a puberdade em crianças com disforia de género». Este novo tratamento tem sido oferecido a jovens sem as habituais salvaguardas que acompanham as terapias experimentais, tais como testes clínicos cuidadosamente controlados e estudos de seguimento a longo prazo.

O Dr. Kenneth Zucker, autor e psicólogo clínico, é outro académico importante e reconhecido internacionalmente no campo da disforia de género que seria um membro valioso de uma comissão presidencial sobre a forma mais apropriada de tratar estes jovens em termos médicos. Há trinta anos que ele trabalha neste campo e tem escrito uma quantidade enorme de artigos em revistas académicas sobre as origens e o tratamento dos muitos conflitos psicológicos em pais e jovens que dão aso a atracções transgénero. É co-autor do livro «Gender Identity Disorder in Children».

Os artigos do Dr. Zucker descrevem a forma como ele ajudou muitos jovens a aceitar a sua masculinidade ou feminidade biológica. O seu grupo só recomenda intervenções médicas quando a psicoterapia não funciona. Um recente documentário da BBC «Transgender Kids: Who Knows Best?» apresenta o seu trabalho e a controvérsia que actualmente rodeia as abordagens a jovens com atracções transexuais.

Os jovens e os seus pais têm direito ao consentimento informado sobre a atracção transexual, incluindo as opções de tratamento disponíveis, o facto de haver remissão na maioria dos casos e os riscos psicológicos e médicos graves associados ao uso experimental de hormonas e à cirurgia transexual.

Dois dos estudos mais importantes que devem ser discutidos dizem respeito aos efeitos da cirurgia transexual. Um estudo de 2015 determinou que num grupo de 180 adolescentes transexuais (106 mulher-para-homem e 74 homem-para-mulher) o risco de desordens psiquiátricas, incluindo depressão, ansiedade, ideias suicidas, tentativas de suicídio, automutilação sem intenções letais e tratamentos por saúde mental tanto em internato como em ambulatório era duas ou três vezes superior do que no grupo de controlo (Reisner, S.L., et al., 2015).

O maior estudo sobre transexuais pós-operatórios foi uma análise de mais de 300 pessoas na Suécia, ao longo dos últimos 30 anos. O estudo demonstra que depois de operações de mudança de sexo as pessoas incorrem em riscos de mortalidade, comportamento suicida e morbidade psiquiátrica consideravelmente superiores à população em geral (Dheine, C., et al. 2011).

Se o filho do Donald Trump lhe dissesse que se sentia uma mulher presa no corpo de um homem, o Presidente certamente quereria que ele tivesse conhecimento de todos os dados científicos associados a estas atracções emocionais e pensamentos confusos e ilusórios. E certamente não quereria que os professores e conselheiros seguissem as orientações do Departamento de Educação que promovem esses pensamentos ilusórios e sugerem tratá-lo por ela.

É urgente a criação de uma comissão presidencial que aborde esta pressão altamente politizada para se aceitar a agenda transgénero, para melhor proteger os jovens, as famílias e a cultura. Entretanto estas orientações draconianas que ignoram totalmente a ciência psicológica e colocam os jovens em risco deviam ser imediatamente revogadas.





quinta-feira, 6 de julho de 2017