sexta-feira, 22 de março de 2013

Grupos interessados em destruir a Igreja,
adverte autoridade vaticana

O Subsecretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Mons. Juan Miguel Ferrer Grenesche, assinalou que existem alguns grupos que tentam destruir a Igreja porque a vêem como um obstáculo que lhes impede de dominar o mundo com legislações «que atentam contra os próprios fundamentos da civilização».

«Hoje temos desafios semelhantes em diversos países do mundo. A globalização trouxe legislações que se difundem nas diferentes nações; e que atentam contra os próprios fundamentos da civilização», advertiu durante a sua visita ao Seminário Maior São José de La Prata (Argentina).

Mons. Ferrer Grenesche disse que estas legislações «apontam à secularização e laicização da sociedade. E há grupos bem interessados em destruir o que se oponha a isso. Por isso, vêem a Igreja como um perigo para o seu plano de dominação. Porque não procura acordos, a meio caminho, entre a verdade e a mentira».

A autoridade vaticana disse que, neste cenário, o trabalho dos sacerdotes e fiéis é «retomar intensamente a nossa identidade (católica), e a conversão interior; a vocação à santidade e à missão. Onde refere a Nova Evangelização».

«Como bem nos ensina isso o Santo Padre (Bento XVI), temos três vias de evangelização: a ordinária, nas nossas comunidades, fiéis que estão na Igreja; a missionária, onde não se conhece a Cristo, e a Nova Evangelização, para todos aqueles que se afastaram ou não vivem, com intensidade, a sua prática cristã», assinalou.

Para isso, deve-se procurar o encontro dos fiéis com Deus e uma ferramenta importante é a liturgia. «Por isso é responsabilidade dos pastores do povo de Deus, como parte do seu ofício de amor, cuidar dela. E isso começa aqui, no Seminário», afirmou.

Mons. Ferrer, que foi reitor do Seminário Maior de Toledo (Espanha), recordou que a liturgia pertence a Deus e não aos homens, e por isso «celebrar os sagrados mistérios é o mais importante na vida de qualquer sacerdote, bispo e do próprio Papa. E, além disso, a forma em que o Santo Padre celebra se constitui no modelo perfeito para toda a Igreja».

«A liturgia é escola de fé e de vida cristã, e deve impregnar toda a vida do Seminário. Nela convergem o Magistério, a Bíblia e os Sacramentos. Por isso, já desde o Seminário, temos que viver o que a Igreja nos pede no dia da nossa Ordenação: ‘Configura a sua vida com o mistério da Cruz do Senhor’», assinalou.



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