sábado, 6 de julho de 2013

Bento XVI e Francisco consagram
o Vaticano a São Miguel


Os papas Bento XVI e Francisco consagraram hoje, 5 de Julho, o Vaticano ao Arcanjo São Miguel, Príncipe da Milícia Celeste na luta contra Satanás.

É muito significativo este acto, sendo conhecida a infiltração de Satanás em certos sectores da Igreja, incluindo no próprio Vaticano. Já Paulo VI havia alertado para o facto, dizendo que havia «cheiro a enxofre nos corredores do Vaticano».

Abençoados papas!






Encíclica escrita em conjunto
por Bento XVI e Francisco:



http://www.vatican.va/holy_father/francesco/encyclicals/documents/papa-francesco_20130629_enciclica-lumen-fidei_po.html






sexta-feira, 5 de julho de 2013

A mulher de César
[ Noronha Nascimento ]


Publicado em 16 de Junho de 2013, no Jornal de Notícias, por Marinho Pinto. Quando eles se zangam… (O texto está corrigido em termos de ortografia, pois apresentava alguns erros, ditos do «Acordo Ortográfico» de Santana Lopes-Cavaco-Sócrates)

Luís Noronha Nascimento deixou este mês (dia 12) a presidência do Supremo Tribunal de Justiça e jubilou-se, ou seja, deixa de trabalhar, mas continua com todas as regalias dos juízes no activo, incluindo as remuneratórias. O trajecto que o levou a presidente do STJ começou no início dos anos noventa. Primeiro conquistou o sindicato dos juízes, depois o Conselho Superior da Magistratura e, finalmente, o STJ.

Noronha Nascimento é daquelas pessoas que não olha a meios para atingir os fins. Os seus princípios estão orientados para os seus fins. Ideologicamente, é um estalinista puro, ou seja um indivíduo que é capaz de fazer alianças com o próprio diabo, se isso for útil ao que pretende. O seu granítico corporativismo judicial é como que uma síntese entre Béria e Torquemada. Os direitos dos cidadãos pouco interessam perante os privilégios dos juízes.

De uma ambição sem limites, instrumentalizou o sindicato dos juízes e o próprio CSM. Muitos acusam-no de, a partir do CSM, ter controlado o acesso ao STJ e, assim, ter formado, com amigos seus, o colégio eleitoral que haveria de o eleger presidente desse tribunal. O caso chegou a ser denunciado, mas sem quaisquer consequências. Todos se calaram, ou melhor todos comentavam em privado, mas publicamente agiam como se nada estivesse a acontecer, mostrando, assim, o que é, desde há muitos anos, o principal (des)«valor» da nossa República democrática: a cobardia.

A sua ilimitada vaidade levou-o a contratar, mal chegou a presidente do STJ, uma agência de comunicação e a alterar o site do tribunal para aparecer, logo na abertura, em lugar de destaque, a sua fotografia em pose provinciana de estadista. Enquanto todos os outros tribunais mostravam aquilo que se procura no site de um tribunal, o do STJ exibia a figura mefistofélica do seu presidente ladeado de bandeiras.

Em encontros promovidos por titulares de outros poderes de Estado, Noronha Nascimento dava sempre nas vistas pelo seu protagonismo de circunstância, normalmente exibindo aos anfitriões uma cultura geral do tipo Reader's Digest. Essa vaidade pessoal levou-o a degradar a própria dignidade de juiz, pois aceitou incumbências incompatíveis com o seu estatuto funcional, designadamente a de representar, em actos políticos no estrangeiro, titulares do Poder Político que ele poderia vir a ter de julgar.

Mas foi a decisão de mandar destruir as escutas de José Sócrates no processo «Face Oculta» que levantou dúvidas sobre a sua imparcialidade como juiz, já que o suspeito era nem mais nem menos o Primeiro-Ministro e líder da maioria política que aprovara, contra toda a nossa tradição judicial, algumas medidas tão queridas pelos conselheiros do STJ, nomeadamente a célebre «dupla conforme», ou seja, a impossibilidade de se recorrer para o STJ da decisão do Tribunal da Relação que confirme a decisão de primeira instância.

Portugal é dos países que tem mais conselheiros, porque, no final dos anos oitenta, o actual código de processo penal previa um recurso directo da primeira instância para o STJ. Isso foi aproveitado pelos juízes para aumentar o número de conselheiros de cerca de vinte para mais de setenta. Esse tipo de recursos acabou há muito, mas os conselheiros mantiveram-se (como se mantém o subsídio de habitação do tempo em que os juízes não podiam permanecer mais de seis anos no mesmo tribunal). É certo que, devido à crise económica e financeira, Noronha Nascimento só realizou parcialmente o binómio sindicalista de «menos trabalho e mais dinheiro». Os juízes do STJ têm hoje muito menos trabalho do que tinham quando ele foi eleito presidente e mantêm os seus principais privilégios.

Por outro lado, o filho de Noronha Nascimento conseguiu, durante o tempo em que o pai foi presidente do STJ, arranjar um emprego num organismo do Estado que dependia directamente de José Sócrates. Pode ser apenas coincidência, pode tudo ter corrido dentro da mais estrita legalidade e normalidade, mas, até por isso, Noronha Nascimento deveria ter-se recusado a apreciar o caso das escutas de José Sócrates e, sobretudo, não deveria andar a fazer insistentes declarações públicas sobre a irrelevância criminal de conversas telefónicas cujo conteúdo as pessoas ignoram. É que a um juiz não basta ser honesto, é preciso parecê-lo !!!





quarta-feira, 3 de julho de 2013

Marido de Maria Luís nomeado para a EDP

Jornal O Sol

Maria Luís Albuquerque
O marido da recém-empossada ministra das Finanças, jornalista dispensado há dois meses do Diário Económico, foi contratado pelo grupo EDP, avança a revista Visão. Maria Luís Albuquerque, na qualidade de secretária de Estado do Tesouro, concluiu a venda aos chineses de uma participação de 21,31% da empresa pública.

O ex-jornalista trabalhava no Diário Económico e tem no currículo também a agência de comunicação Cunha Vaz & Associados. Depois de a mulher chegar ao Governo, em 2011, deixou de exercer cargos executivos no jornal e acabou numa lista de cerca de duas dezenas de funcionários a dispensar pela empresa. Foi entretanto contratado a prazo como consultor pela EDP.

Esta operação de venda à Three Gorges, por 2700 milhões de euros, está a ser investigada pelo DCIAP e a agora ministra já teve de prestar declarações sobre eventuais pressões que terá sofrido durante o processo de privatização. O DCIAP quer saber se houve tráfico de influências depois de José Maria Ricciardi, presidente do BESI, ter sido escutado em conversas com Miguel Relvas e com Passos Coelho.





A tirania totalitária do Diabo

Nuno Serras Pereira

Anda tudo num grande alvoroço entretido com ninharias, comparativamente falando, que nos distraem das realidades fundamentais, dos princípios universais e absolutos que salvaguardam a eminente dignidade da pessoa humana, da família, da sociedade por aquela edificada, e do estado de direito, instrumento que esta segunda organiza para a servir, tutelando e promovendo o Bem-comum.

A guerra global – porque se trata de uma verdadeira guerra, com os seus estrategas, a sua propaganda, a desinformação, e com uma quantidade de vítimas sem precedentes na história da humanidade –, que se desencadeou contra o género humano, primeiro com a contracepção, logo com o divórcio expresso sem-culpa, em seguida com o aborto provocado, posteriormente com a procriação artificial, logo com a ideologia «gay» aliada à do género, depois com a obrigatoriedade da fraudulentamente chamada «educação» sexual nas escolas, agora com o infamemente apelidado «casamento» entre pessoas do mesmo sexo e dentro em pouco com a legalização da poligamia, da poliandria e finalmente a formalização legal da pederastia, da pedofilia e da bestialidade. Parece-vos exagero? Ainda não há muito, recorrendo a uma argumentação em bastante semelhante à usada no acórdão da última decisão do Supremo Tribunal dos USA, uma alemã que se sentia sexual e emocionalmente atraída por objectos reivindicou o direito a «casar» com o muro de Berlim, porque por ele se tinha apaixonado. Não, não era brincadeira. Infelizmente.

Detesto recorrer ao vocábulo «gay» para falar dos activistas que se intitulam tal. De facto, este termo era um dos mais belos da literatura inglesa até ter sido pirateado, corrompido e pervertido pelas milícias obversas. Mas já que preciso de me fazer entender a ele tenho de recorrer para combater essa malignidade asquerosa.

No boletim Infovitae tenho enviado informação bastante para que se perceba que a perseguição, que em diversos países tem sido movida contra todos os que reconhecem e promovem o casamento natural, por parte da ditadura «gay», é tão só um ténue sinal da selvagem ferocidade totalitária que nos espera se continuarmos neste torpor languido de quem só se preocupa com o seu conforto e com o dinheiro que pode ganhar ou perder, cuidando que olhando pelos seus interesses imediatos assegurará o seu bem e o seu futuro.

Apesar de em França o pseudocasamento entre pessoas do mesmo sexo ter sido aprovado há pouco, quem contra ele se manifesta pacificamente é agredido e preso pela polícia, seja criança ou velhinho, enquanto os energúmenos que o favorecem, não obstante os actos de violência são deixados em paz. Um jovem de 23 anos é condenado a quatro meses de prisão por protestar mansamente, um presidente da câmara arrisca quatro anos de prisão por se recusar, dizendo que prefere o patíbulo a fazê-lo, a realizar pseudocasamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Nos USA o Supremo Tribunal Federal derrubando uma parte essencial do Defense Marriage Act (DOMA) acaba de pôr todas as premissas que conduzirão inevitavelmente à admissão de um direito constitucional ao «casamento» entre «gays». Que um dos principais propósitos desta decisão consista na destruição do casamento e consequentemente da família é abertamente confessado por alguns dos ideólogos «gays» e do género. Ora a dissolução da família é o modo mais eficaz e directo de agredir o cristianismo e a Igreja, estorvando e obscurecendo a ideia de Deus, o acesso ao Divino por parte da razão humana.

Que o por detrás e o por dentro o desta tremenda conflagração global, desta violentíssima guerra total, esteja Satanás, é por demais evidente não só pelos meios a que recorrem e os propósitos a que se determinam mas também pela terminologia própria do Anticristo. De facto, quando a sentença do Supremo Tribunal dos USA, redigida pelo autoproclamado «católico» Anthony M. Kennedy, acusa os defensores do casamento Natural, criado por Deus e elevado, por Jesus Cristo, à dignidade de Sacramento, de «inimigos do género humano» está pervertendo, invertendo-a, a classificação dada pela Doutrina da Igreja ao Maligno, isto é ao Diabo, «mentiroso» e «pai da mentira» aplicando-a aos fiéis seguidores da Verdade, que é Jesus Cristo.

Quando a Igreja advertiu sistematicamente para as falsidades e os perigos do marxismo, do socialismo, do comunismo e do nacional-socialismo (nazismo) foi largamente ignorada ou alvo de chacota pública. Depois dos terrores e dos pavores desses totalitarismos devastadores do século passado todos reconhecem não só que a Igreja tinha carradas de razão mas também que se tivesse sido ouvida e levada a sério se teriam evitado as tragédias colossais que dizimaram centenas de milhões de pessoas inocentes. Ontem, num certo sentido, como hoje: as multidões, inclusive imensos católicos, ignoram sobranceiramente as exortações e admoestações da Igreja respeitantes à cultura da morte, ao derrancar da família, às consequências trágicas que daí advirão.

Asnos de duas pernas! Corações de calhau! Almas enregeladas! Mentes obtusas! Não entendem o que vos espera!? Insensatos!!! Roubar-vos-ão os filhos para os perverter; destruirão os vossos casamentos; sereis levados aos tribunais e condenados como inimigos da humanidade; enrabarão os vossos maridos; furtar-lhes-ão as suas sementes para fabricarem «filhos/produzidos» para si; farão de vós barrigas de empréstimo para os levar a termo; os filhos que tiverdes serão expropriados para utilidade pública, ou seja, para satisfazer a concupiscência desordenada dos novos politburos e seus sequazes. Desde a mais tenra idade, seguindo religiosamente os novos textos sagrados de Kinsey e W. Reich, serão iniciados e adestrados na maior variedade de exercícios sexuais, com treinadores altamente experimentados nas mais diversas técnicas de excitação oral, anal e demais perversidades que lhes são características. A reprodução será tolerada, em casos devidamente licenciados, como um mal menor para alimentar a experimentação genética e o fornecimento de entes engenhados de modo a garantir o maior prazer à procura lasciva dos sórdidos devassos.

Se o pseudocasamento «gay» é considerado um direito humano e quem com ele discorda é acoimado de inimigo do género humano a perseguição cruel é inevitável, os campos de concentração necessários, o espiolhar da vida privada uma condição indispensável da nova «liberdade», do caminho imperioso da novíssima ordem internacional (3 factos colhidos de uma crónica de Flávio Gonçalves: 1) «o governo americano (Obama) acede às nossas contas e perfis dos Google, Facebook, Skype, Apple e Youtube. 2) o orçamento de vigilância dos EUA ultrapassa os 75 mil milhões de dólares. 3) o governo dos EUA emprega 850.000 funcionários, tanto públicos como subcontratados, única e exclusivamente para reunirem e arquivarem os dados obtidos.»).

A Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa que nunca aceitarão celebrar as farsas fraudulentas que distorcem e invertem o desígnio do Criador e a Vontade do Redentor perderão os benefícios fiscais até agora concedidos em virtude do trabalho e promoção do bem comum. Disso resultará um aumento da pobreza, da marginalização, um eclipse dos serviços de saúde, de orfanatos, de serviços de adopção. O estado procurará apropriar-se dessas obras directamente ou por interposta instituição aumentando o seu domínio, poder e controlo sobre os indivíduos atomizados, emurchecidos na sua condição de pessoas.

«Naturalmente» os dissidentes e hereges que hoje infestam alegre e impunemente a Igreja Católica criarão, sob a batuta de Obama, Hollande e Cameron (ou seus sucessores), um cisma semelhante ao que ocorreu em Inglaterra com Henrique VIII.

Muitos cuidarão que exagero e que isso nunca nos poderá vir a suceder. A esses respondo com as palavras do magistral P. George W. Rutler: «The surest way to persecution is to say, 'It can't happen here.'».

Acordemos pois enquanto é tempo e ponhamos mãos à obra, mais fiados na Graça de Deus do que nas nossas forças, mas dando tudo o que podermos para com ela cooperarmos. Não esperemos que os outros digam ou façam, comecemos com o pouco que temos caminhando com a Cruz para a Verdade que é Cristo que os outros nos seguirão no caminho para Ele.

Entretanto seria muito importante que os Prelados deixassem a mania de serem misses simpatias e reaprendessem de Jesus Cristo, tal como nos é apresentado pelos Evangelhos e pela Tradição da Igreja.

E se um Papa pode dizer, com toda a razão como é evidente, que um cristão não pode ser anti-semita, também poderá afirmar imperativamente que um cristão não pode aceitar ou concordar com o aborto e a sua legalização, nem com os comportamentos homossexuais e o pseudocasamento entre pessoas do mesmo sexo.

Mas como poderão os cristãos e o resto do mundo acreditar se grande parte dos que se dizem católicos e que têm as maiores responsabilidades políticas e legislativas contradizem sistematicamente por palavras e por acções a Lei Moral Natural e os Mandamentos da Lei de Deus? Acrescendo que não são alvo de nenhuma sanção canónica, que de si, por justiça, lhes era devida, e se apresentam à Sagrada Comunhão recebendo-a de mãos episcopais e cardinalícias, e por estes são “reconhecidos” como católicos, quando não mesmo convidados a preleccionar ao povo de Deus. Há algo de muito podre nesta Igreja peregrina…

Se alguém (miraculosamente) leu até aqui, não se esqueça de não enviar, de modo nenhum, este texto a ninguém. Estes disparates não se propagam, apagam-se. Imagine lá o que é que as outras pessoas ficariam a pensar de si por divulgar esta excreção de uma mente doentia e delirante.





sexta-feira, 28 de junho de 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O que a canalha que nos desgoverna
consegue destruir

Avenidas novas...

Marcos Pinho de Escobar











Álvaro Barreirinhas Cunhal tem agora a sua avenida em Lisboa. Dei comigo a pensar que tal glória dever-se-ia à sua qualidade de ilustre cidadão soviético ou de stalinista exemplar, magno benfeitor das Rússias do Politburo com a adição em grande do Portugal ultramarino. Mas parece que não. Segundo o Presidente da Câmara de Lisboa a homenagem deve-se à «coerência» e à «coragem» do antigo dirigente comunista. Fiquei elucidado. Coerência em quê? Coragem para quê? A obra não conta, apenas o empenho em executá-la. Tudo isto faz-me recordar a fórmula de uma sociedade política bem ordenada, segundo o grande estadista católico Gabriel García Moreno. Para o governante equatoriano a liberdade deveria ser assegurada a tudo e a todos, excepto ao mal e aos que praticam o mal. Há para aí quem sustente que a cunhalíssima artéria lisboeta radica no reconhecimento da «memória histórica». Pode ser, mas trata-se de uma memória, no mínimo, hemiplégica.
O humanista…

Com o patrão Brejnev






domingo, 23 de junho de 2013

Amigos de Olivença
contra «Acordo Ortográfico»


Moção aprovada na Assembleia Geral
do Grupo dos Amigos de Olivença
(22 de Junho de 2013)

Considerando:

1 – o carácter eminentemente patriótico do Grupo dos Amigos de Olivença;

2 – a preservação da identidade nacional como factor determinante da causa de Olivença e da própria sobrevivência da Nação portuguesa;

3 – a defesa da língua portuguesa como factor de preservação da cultura e da identidade nacionais;

4 – o atentado que constitui à língua portuguesa, e portanto à identidade nacional, e portanto à Nação, e portanto à causa de Olivença, o chamado «Acordo Ortográfico»;

a Assembleia Geral do Grupo dos Amigos de Olivença, reunida em 22 de Junho de 2013:

1 – repudia a adopção do chamado «Acordo Ortográfico» como grave atentado à língua, à cultura, à identidade nacionais e aos interesses da Nação;

2 – saúda e une-se às várias entidades individuais e colectivas da cultura portuguesa – dos mais variados quadrantes políticos – que têm desenvolvido um trabalho de esclarecimento sobre esse atentado à língua pátria;

3 – decide que o Grupo dos Amigos de Olivença não adoptará doravante esse instrumento antinacional em qualquer das suas publicações ou documentos.


Lisboa, 22 de Junho de 2013


aa) Heduíno Gomes, Carlos Consiglieri, Gonçalo Feio, José Dinis Marques, Raúl Oliveira e António Falé. Aos signatários juntou-se o Presidente da Assembleia Geral, Humberto Oliveira.





quinta-feira, 20 de junho de 2013

A diferença entre 1964 e 2012

(da net)

Situação: O fim das férias.

Ano 1964: Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, ou passar esses 15 dias na praia do Castelo do Queijo, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.

Ano 2012: Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e diarreia.

Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.

Ano 1964: Não se passa nada.

Ano 2012: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e diarreia.

Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga.

Ano 1964: O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.

Ano 2012: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.

Ano 1964: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.

Ano 2012: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês antiviolência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar uma equipe de reportagem à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.

Ano 1964: Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.

Ano 2012: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

Situação: O Luís parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.

Ano 1964: O Luís tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.

Ano 2012: Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã de que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís torna-se amante do psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo e arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.

Ano 1964: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.

Ano 2012: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zezinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado «chocolate» ao outro.

Ano 1964: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.

Ano 2012: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.

Situação: Fazias uma asneira na sala de aula.

Ano 1964: O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque «alguma deves ter feito».

Ano 2012: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.





quarta-feira, 19 de junho de 2013

terça-feira, 18 de junho de 2013

Um documentário comovente na TVI 24
sobre os «montoneros»

Heduíno Gomes

A TVI 24 acaba de passar um documentário acerca da repressão do ditador argentino Vilela. Raptos, torturas, desaparecimentos, assassínios, tudo aquilo que sabemos próprio das ditaduras.

Depoimentos de filhos de desaparecidos, de sobreviventes, de testemunhas. Para que não haja dúvidas sobre os factos. E as vítimas eram principalmente os «montoneros».

Só que… pois, só parte dos factos.

E quem eram esses «montoneros» e o que faziam essas santas criaturas?

Tratava-se de uma organização armada, responsável por vários massacres, atentados à bomba e cocktails Molotov, raptos, tortura, centenas de mortos e feridos. Em 1973 haviam-se fundido com outra organização do género, as Forças Armadas Revolucionárias, cisão do Partido Comunista da Argentina e de feição castrista.

Não falando já dos interesses soviéticos na destabilização da América do Sul na época, será legítimo a um estado defender-se, defender o seu país e defender os seus cidadãos destes criminosos, aplicando as medidas proporcionais à ameaça e necessárias para aniquilá-la? Afinal, quem deu o exemplo desses crimes, Vilela ou os «montoneros»?

Eis as perguntas que devem ser colocadas aos «democratas» da TVI responsáveis pela transmissão deste produto tóxico televisivo.





domingo, 16 de junho de 2013

Santos populares

Gonçalo Portocarrero de Almada

Portugal festeja, neste mês, os seus santos populares: S. António, S. João Baptista e S. Pedro, a 13, 24 e 29 de Junho, respectivamente. São a excepção à nova regra, que expurgou do calendário a memória dos santos, para o preencher com as mais abstrusas efemérides, como o primeiro sábado de Julho, dia mundial das cooperativas e, a 30 de Setembro, o dia internacional do direito à blasfémia.

Nestes dias dos santos populares, as ruas dos bairros típicos dos velhos burgos enchem-se de animação, e improvisam-se altares numas esconsas escadinhas, ou nas portas das tascas, onde o único incenso é o cheiro a vinho e a sardinhas. Alguns severos liturgistas não acharão graça a esta profanação do culto, mas estou certo que os nossos santos, lá no céu, não levam a mal a sem-cerimónia, nem que o seu nome seja invocado para introduzir uma chalaça atrevida, para justificar um inocente beijo mais arrojado, ou até para desculpar mais um copo de sangria.

«A alegria, que era a pequena publicidade do pagão, é o gigantesco segredo do cristão». Com efeito, «para o pagão, as coisas pequenas são agradáveis, como os pequenos regatos que irrompem nas montanhas, mas as coisas grandes, contudo, são amargas» porque, «quando o pagão olha para o coração do cosmos, fica gelado». Mas, prossegue Chesterton, «a melancolia devia ser um inocente interlúdio, um suave e passageiro estado de espírito; e o louvor deveria ser o permanente pulsar da alma, (?) porque a alegria é a tumultuosa actividade em que todas as coisas vivem».

Nestes dias das suas festas, quero crer que os santos populares piscam o olho às nossas fraquezas, à conta do que há de mais verdadeiro e puro neste culto popular e, afinal, em toda a autêntica devoção cristã: a alegria. Boas festas!





Petição pública


«Não a greves de professores

em dias de exames e avaliações»







sábado, 15 de junho de 2013

O Papa Francisco e o «lóbi gay»
no Vaticano
– 10 coisas para saber e partilhar

Jimmy Akin
É certo que o Papa Francisco admitiu a existência de um «lóbi gay» no Vaticano?

Se admitiu, o que é que vai fazer com ele?

O Papa Francisco foi recentemente notícia ao, aparentemente, reconhecer a existência de um «lóbi gay» no Vaticano.  O que foi que disse?

O que é que quis dizer? O que é que vai fazer no futuro?

Eis 10 coisas para saber e partilhar...


1. O que o Papa Francisco disse?

Segundo a imprensa, o Papa disse recentemente:

Na cúria há gente santa, é verdade, há gente santa.

Mas também há uma corrente de corrupção, também há, é verdade.

Fala-se do «lobby gay», e é verdade, está aí… temos de ver o que podemos fazer…

2. Quando e onde o disse?

De acordo com Rocco Palmo:

Estes comentários foram supostamente feitos durante a audiência de uma hora que o Papa concedeu na 5.ª Feira (6 de Junho) a responsáveis da «Confederación Latino Americana y Caribeña de Religiosas y Religiosos» (CLAR).

Uma síntese não assinada do encontro – coligindo uma selecção de citações fortes, mas sem ser uma transcrição integral – foi dada, em exclusivo, e publicada no Domingo à tarde por Reflexión y Liberación, um site dedicado a temas da Igreja e com uma abordagem próxima da teologia da libertação.

Não se tratou, pois, de declarações públicas, o que levanta a questão da sua autenticidade.

3. Mas terá mesmo dito o que dizem que disse?

A minha impressão é que sim. As citações têm muito o aspecto de serem do Papa Francisco, abordam os seus temas típicos, e mostram uma franqueza desarmante que é muito dele.

Além disso, a Sala Stampa do Vaticano fez aquilo que, na gíria do Watergate, se pode chamar uma «confirmação não-confirmativa». Rocco aponta:

Chamado a reagir e comentar, o porta-voz do Vaticano padre Federico Lombardi declarou à CNN que «foi uma reunião privada.

Não tenho comentário a fazer».

ACTUALIZAÇÃO

Está a ser noticiado que o site que originalmente publicou a conversa está a «demarcar-se» da parte relativa ao lóbi gay. Pode ler mais sobre isso aqui.

Com efeito foram acrescentadas algumas nuances, no entanto a demarcação não foi total. Alegadamente a conversa foi transcrita de memória e não a partir de qualquer gravação, por isso diz-se que as expressões «não se podem atribuir ao Santo Padre, com segurança» (o itálico é meu).

Isto não nega ou retira veracidade à história. Não dizem que ele não disse.

Dizem que se baseia na memória e, por tanto, não é 100% fiável (particularmente quanto às palavras exactas), mas não é a mesma coisa que dizer que a afirmação nunca foi feita.

Pessoalmente, sempre imaginei que o relato era baseado na memória e não numa gravação, e dado que a fonte é a memória de várias testemunhas que estiveram presentes, a minha convicção é que a afirmação foi feita, mesmo que persista a interrogação sobre quais as palavras exactas que empregou.

4. O que quis dizer com «lóbi gay»?

Não é claro.

Qualquer grupo considerável de pessoas pode ter pessoas que têm atracção pelo mesmo sexo (SSA – same sex attraction) e uns poucos dentre essas que actuam conduzidos por essa atracção.

Tais pessoas podem ter sabido da existência de outras nas mesmas condições e terem formado uma rede de algum tipo.

Mas uma rede assim não é a mesma coisa que um «lóbi».

Uma rede de conhecimentos só é um «lóbi» quando tenta influenciar decisões de algum modo. Se o que fizessem fosse usar o conhecimento recíproco para obter relacionamentos sexuais, isso não faria deles um «lóbi».

5. O que poderia um «lóbi» tentar fazer?

Um objectivo óbvio de longo prazo seria tentar influenciar o ensinamento da Igreja sobre o comportamento homossexual.

Se é esse o seu objectivo, então não estão a ter grande êxito. A Igreja tem sido muito firme sobre esse assunto.

A Congregação para a Doutrina da Fé publicou vários documentos que abordam o tema mantendo o ensinamento tradicional da Igreja, apesar da crescente oposição cultural.

Também podem tentar influenciar procedimentos como, por exemplo, os relativos à admissão ao sacerdócio de pessoas com orientação homossexual.

Se é isso que pretendem, também aí não tiveram grande êxito.

Pouco depois de ter sido eleito Bento XVI, a Santa Sé fixou como guia que pessoas com orientação homossexual estável e profundamente radicada não devem ser admitidas ao sacerdócio.

Um campo onde podem ter tido algum êxito é através da influência sobre a trajectória de casos individuais – p. ex. ajudando-se reciprocamente, procurando mutuamente a subida na carreira, procurando colocar os seus membros em posições de influência, procurando trazer pessoas que conhecem fora para dentro do Vaticano, e actuando para colocar homossexuais em posições influentes fora do Vaticano.

6. Que dimensão tem o «lóbi gay»

Como dissemos, qualquer grupo considerável de pessoas tem dentro de si pessoas que sentem atracção por pessoas do mesmo sexo (SSA), assim como qualquer grupo considerável de pessoas inclui uns poucos que serão alvo de alguma tentação.

Se o grupo for de tamanho suficientemente considerável, haverá sempre alguém que cede à tentação.

O Estado da Cidade do Vaticano emprega cerca de 2.000 pessoas, e num grupo com essa dimensão, é inevitável que haja pessoas com SSA, incluindo algumas que actuaram ou actuam nesse sentido.

«Quantos» é uma pergunta interessante, mas não há grande maneira de saber.

Em todo o caso, não devemos assumir que seja um número massivo.

Afinal, o Papa Francisco disse:«Na cúria há gente santa, é verdade, há gente santa.»

Depois, anotou:

Mas também há uma corrente de corrupção, também há, é verdade.

Esta «corrente de corrupção» é, aparentemente, na sua perspectiva, menor do que o grupo de pessoas santas.

Então, aparentemente dentro da «corrente da corrupção», acrescentou:

Fala-se do «lóbi gay», e é verdade, está aí…

Isto sugere que o «lóbi gay» pode ser apenas uma parte da «corrente de corrupção», que em si pode ser pequena em comparação com o grupo muito maior de pessoas santas que trabalha na cúria.

Portanto, não devemos entrar em pânico.

7. «Onde é que eu já ouvi isto antes?»

Um possível membro do «lóbi gay» foi tirado do armário pelos media italianos em 2007.

Foi rapidamente demitido das suas funções.

Mais recentemente, na esteira do escândalo VatiLeaks, o Papa Bento nomeou uma comissão de três cardeais para realizar uma investigação, e nas vésperas do recente conclave a imprensa italiana começou a relatar que a comissão tinha encontrado provas de «lóbi gay» dentro do Vaticano.

Na época, havia rumores de que este lóbi teve alguma coisa a ver com a renúncia do Papa Bento XVI.

Observadores do Vaticano pensam que é improvável que tenha tido qualquer papel directo.

O Papa Bento XVI indicou que a sua renúncia se devia à falta de energia necessária para governar a Igreja do modo que ele pensava justo, e não há razões para duvidar disso.

É possível, porém, que os resultados da investigação dos cardeais tenha sido um factor que contribuiu para a convicção de que fazia falta um Papa com maior vigor para enfrentar a magnitude dos desafios que se apresentam.

8. Onde teve o Papa Francisco informação sobre o «lóbi gay»?

Provavelmente, encontrou-a nas 300 páginas do relatório que se diz ter sido preparado pela comissão de cardeais criada por Bento XVI.

Antes do conclave, havia dúvidas sobre se os resultados do relatório seriam partilhados com os cardeais eleitores.

O relatório completo, ao que parece, não foi, mas o relatório foi aparentemente entregue ao Papa Francisco, após a sua eleição, e é sem dúvida uma das suas fontes de informação.

9. E agora, o que é que vai acontecer?

Estamos para ver. Segundo os comentários que ele próprio fez:

«temos de ver o que podemos fazer…»

O simples facto de ter feito estes comentários pode ser visto como um primeiro passo para resolver a situação.

Ao fazer estes comentários, o Papa Francisco pode ter previsto que acabariam por se tornar públicos, e pode ter pretendido que fosse como uma espécie de tiro de aviso ao «lóbi gay».

Por outras palavras: amigos, basta. Comecem a tirar o cavalo da chuva.

Isto pode ser entendido tanto quanto à actividade sexual ilícita por membros da rede como qualquer tentativa de influenciar a partir dela.

Mas há mais coisas que podem ser feitas.

10. Que mais se pode fazer?

Não é de esperar (em circunstâncias normais) que a Santa Sé venha publicamente demitir os membros desta rede, indicando a razão, tendo em conta a vaga de publicidade negativa que isso iria causar.

No entanto, pode bem decidir desmontar a rede removendo ou reafectando os seus membros, sem declarar publicamente as razões.

O facto de o Papa Francisco estar a preparar uma grande limpeza interna e provavelmente uma reestruturação da Cúria Romana (os departamentos que o ajudam a governar a Igreja) seria uma excelente oportunidade para executar esse plano.