terça-feira, 27 de outubro de 2009

Uma farsa


Vasco Pulido Valente, Público, 23 de Outubro de 2009

[Sabemos quanto variável é a opinião de um liberal, e por cima muito especial. Mas muitas vezes, quando a análise não choca com os seus apetites, acerta. Aqui deixamos a sua certa opinião sobre o fenómeno Saramago, enriquecida com referências sociológicas e históricas, área esta de que é especialista.]


O problema com o furor que provocaram os comentários de Saramago sobre a Bíblia (mais precisamente sobre o Antigo Testamento) é que não devia ter existido furor algum. Saramago não disse mais do que se dizia nas folhas anticlericais do século XIX ou nas tabernas republicanas no tempo de Afonso Costa. São ideias de trolha ou de tipógrafo semianalfabeto, zangado com os padres por razões de política e de inveja. Já não vêm a propósito. Claro que Saramago tem 80 e tal anos, coisa que não costuma acompanhar uma cabeça clara, e que, ainda por cima, não estudou o que devia estudar, muito provavelmente contra a vontade dele. Mas, se há desculpa para Saramago, não há desculpa para o país, que se resolveu escandalizar inutilmente com meia dúzia de patetices.

Claro que Saramago ganhou o Prémio Nobel, como vários "camaradas" que não valiam nada, e vendeu milhões de livros, como muita gente acéfala e feliz que não sabia, ou sabe, distinguir a mão esquerda da mão direita. E claro que o saloiice portuguesa delirou com a façanha. Só que daí não se segue que seja obrigatório levar a criatura a sério. Não assiste a Saramago a mais remota autoridade para dar a sua opinião sobre a Bíblia ou sobre qualquer outro assunto, excepto sobre os produtos que ele fabrica, à maneira latino-americana, de acordo com o tradição epigonal indígena. Depois do que fez no PREC, Saramago está mesmo entre as pessoas que nenhum indivíduo inteligente em princípio ouve.

O regime de liberdade, aliás relativa, em que vivemos permite ao primeiro transeunte evacuar o espírito de toda a espécie de tralha. É um privilégio que devemos intransigentemente defender. O Estado autoriza Saramago a contribuir para o dislate nacional, mas não encomendou a ninguém? principalmente a dignatários da Igreja como o bispo do Porto - a tarefa de honrar o dislate com a sua preocupação e a sua crítica. Nem por caridade cristã. D. Manuel Clemente conhece com certeza a dificuldade de explicar a mediocridade a um medíocre e a impossibilidade prática de suprir, sobre o tarde, certos dotes de nascença e de educação. O que, finalmente, espanta neste ridículo episódio não é Saramago, de quem - suponho - não se esperava melhor. É a extraordinária importância que lhe deram criaturas com bom senso e a escolaridade obrigatória.

Por detrás das «amplas liberdades» abortistas, a selvajaria feminista

Selvajaria

Disney promoveu a director dos estúdios um assumido e activista pederasta


As organizações americanas pro-família denunciaram que a Disney nomeou director dos seus estúdios Rich Ross, um assumido pederasta de 47 anos, grande activista do bando. Ele encontrava-se na direcção do Disney Channel e agora dirigirá toda a produção, distribuição e marketing da companhia.

Isto representa mais um passo no controlo dos meios de comunicação e cultura pelos pederastas à escala global.

As actividades de doutrinação das crianças através de mensagens subliminares e também explícitas, e sob a capa da poesia e do sonho, para arrastá-las para a homossexualidade não é nova. Uma reportagem do Dr. James Dopson no programa «Focus in the family» mostra o rato Mickey a apresentar o vídeo da Disney «Crescendo Homossexual», citando dois Mickeys homossexuais e duas Minnie lésbicas. Através deste vídeo, o porta-voz da Disney convida todos os adolescentes a explorar o «maravilhoso mundo da homossexualidade».

Existem também nas produções Disney inúmeras mensagens subliminares satânicas.

Os pais atentos devem simplesmente boicotar todos os produtos Disney, inclusivamente o canal televisivo dirigido às crianças.

Heduíno Gomes

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Presidente da CNAF é conselheira do Papa

Foi reconduzida por Bento XVI como consultora para o Conselho Pontifício para a Família a Dr.ª Maria Teresa da Costa Macedo, Presidente da Confederação Nacional das Associações de Família - CNAF, na qual a nossa União das Famílias Portuguesas se encontra filiada.

Maria Teresa da Costa Macedo é licenciada em Filosofia pela Universidade Clássica de Lisboa e conta com vários cursos de especialização e extensão cultural nas áreas da Psicologia e Sociologia da Família em Universidades Europeias e no Canadá.

É presidente de Honra da União Internacional dos Organismos Familiares, directora do Bureau da Confederação das Organizações Familiares junto da União Europeia, presidente do Instituto de Estudos de Acção Familiar, Presidente do Centro de Investigação e Formação da Família, membro do Conselho Económico e Social e da Comissão Nacional da Família.

Foi Secretária de Estado da Família nos VI, VII e VIII Governos Constitucionais, deputada à Assembleia da República, presidente da Comissão Interministerial da Família nos VI, VII e VIII Governos Constitucionais, membro do Comité Ibero-Americano para a Família e autora do projecto de investigação «Família e Situação em Portugal.

O vídeo da Acidigital mais visto

A Pepsi aumenta a parada ao serviço da promoção da homossexualidade

(Do blog União das Familias Portuguesas)

A Pepsi não se contenta em promover a homossexualidade dentro da própria empresa. Sente-se na obrigação de usar as chefias nas empresas para pressionar outras a seguir a sua política.

Em Outubro de 2009, na conferência realizada pela «Out and Equal Workplace Advocates» (organização dedicada à promoção da agenda homossexual no local de trabalho), o vice-presidente e CIO da Pepsi fez uma exposição a ensinar a empregados a «arte» de usar as relações de chefia e de patrocínio nas empresas para as levar a abraçar a homossexualidade. O seminário intitulava-se «Use 'em or lose'em» [Utilizá-los ou perdê-los?]

Na mesma acção, um gestor do Departamento de Patrocínios e Fundações da Pepsi serviu de juiz nos «Outie Awards» [Prémio Armário]. Estes galardões são atribuídos para premiar e distinguir as empresas e empregados que se destacam na promoção da causa homossexual no local de trabalho.

A Pepsi também doou dinheiro para este acontecimento como «patrocinador activista» e colocou um anúncio de meia página no programa da conferência.

Deverão as famílias consumir ou boicotar a marca Pepsi?

sábado, 24 de outubro de 2009

Caim bolchevique

Muito se tem escrito e dito sobre o mais recente opúsculo do Nobel português mas, na realidade, não se percebe a razão, porque nesta sua última ficção literária, o escritor iberista não apresenta nada de novo. Pelo contrário, é mais do mesmo. Com efeito, não é de estranhar que o autor do falso «Evangelho segundo Jesus Cristo» manifeste, mais uma vez, o seu desdém pela Bíblia, palavra de um Deus em que não crê, e que, por isso, de novo arremeta contra as religiões em geral e a católica em particular, sua inimiga de longa data e muita estimação.

É verdade que alguns cristãos ficaram incomodados pela recorrente deturpação dos textos sagrados e pela falta de respeito pela liberdade religiosa que uma tal atitude evidencia. Mas, reconheça-se em abono da verdade, o criador desta mistificação, com laivos autobiográficos, não podia ter sido mais sincero nem coerente com a teoria política que tão devotamente segue. Com efeito, que outra personagem, que não Caim, poderia melhor personificar a ideologia em que se revê o galardoado autor?! Não é o irmão de Abel a melhor expressão bíblica do que foi, e é, o comunismo para a humanidade?

O ilustre premiado com o ignóbil prémio Nobel acredita que Caim nunca existiu, o que é, convenhamos, um acto de muita fé para quem se confessa ateu, até porque não tem qualquer evidência científica dessa suposta inexistência em que tão dogmaticamente crê. Mas decerto não ignora a realidade histórica de muitos outros Cains - Lenin, Stalin, Mao, Pol Pot e outros diabretes de menor monta - todos eles sobejamente conhecidos pelas atrocidades a que associaram os seus nomes e a sua comum ideologia.

À conta do Caim bíblico, agora reabilitado, por obra e graça deste seu oficioso defensor, pretende redimir os não poucos Cains que lhe são doutrinal e eticamente afins, mas a verdade é que o pretenso carácter mítico daquele não faz lendários os crimes destes seus comparsas mais modernos, até porque esta sanha fratricida ainda hoje impera, impunemente, na China, no Tibete, no Vietname, na Coreia do Norte, em Cuba, etc.

Mas não é só Caim que é um mito para o ortodoxo militante comunista, pois Deus também não existe (em todo o caso seria sempre um segundo Deus, porque o primeiro é, como é óbvio, o próprio escritor), e a Igreja Católica mais não é do que uma aberração. Mas, se assim é de facto, porque se incomoda tanto com a inexistente divindade e a pretensamente caduca instituição eclesial?! Será que, apesar de não acreditar em bruxas, no entanto nelas crê e teme?! Ou, melhor ainda, será que se está finalmente a converter, senão num cristão convicto, pelo menos num ateu não praticante?! Deus, que crê também nos que n'Ele não crêem, o queira...

Sem a Bíblia seríamos diferentes? Sem dúvida. Melhores? Duvido, porque todas as grandes tiranias do século XX - o fascismo, o nazismo e o comunismo - foram e são visceralmente ateias e, pelo contrário, todas as grandes gestas de justiça social são cristãs, como católica é também a maior rede mundial de assistência aos mais necessitados. Mas uma coisa é certa: sem o marxismo seríamos hoje muitos mais, concretamente mais cem milhões de mulheres e homens, tantos quantas foram as vítimas do comunismo em todo o mundo (cf. Stéphane Courtois, Le livre noir du communisme, Robert Laffont, 1998, pág. 14).

Gonçalo Portocarrero de Almada

Uma universidade (pouco) católica




A Universidade Católica Portuguesa, mais precisamente a Faculdade de Filosofia do Centro Regional de Braga, vai organizar um Congresso sobre sexualidade que terá lugar 6 E 7 DE NOVEMBRO DE 2009. Nada a apontar se não fosse o caso de alguns dos ilustres convidados serem figuras que publicamente assumiram posições sobre a sexualidade contrárias à doutrina da Igreja.
Neste caso, refiro-me a Júlio Machado Vaz, conhecido pelas suas posições liberais sobre sexualidade e feroz defensor do aborto. A outra ilustre figura, Eduardo Sá, é a mesma que orientou o recente estudo publicado no DN, no qual se defendia, com argumentos pouco científicos e muito ideológicos, a adopção de crianças por homossexuais.
Conhecidas as posições públicas destes oradores sobre a temática da sexualidade, em muitos casos contrárias às da doutrina da Igreja, é legítimo perguntar-se:

1) Porque dá a Universidade Católica tempo de antena a estas personagens?

2) Qual o objectivo evangelizador da iniciativa?

3) Que utilidade formativa tem um debate desta natureza organizado por uma universidade que se intitula de católica? A dúvida é reforçada pelo texto que se pode ler na carta de apresentação do referido congresso:
Este Congresso tem a ambição de reflectir sobre estas questões no quadro dos valores do humanismo de inspiração cristã. Repensar, em diálogo com a actualidade, os modos de inscrição da sexualidade no ser e no agir do homem: no corpo, nos sentimentos, nas relações interpessoais, na visão do mundo e da vida, no projecto de formação para a felicidade.

Por fim, julgava que a Universidade Católica tinha por missão contribuir para a transmissão de conhecimento sob inspiração cristã. Através desta iniciativa, ficamos com a sensação de que a Universidade Católica capitula - e assume que precisamos todos de ser "modernos" - chamando para prelectores os sexólogos da moda que, obviamente, propagam uma sexualidade superficial e hedonista. Dito de outra maneira, conhecendo o pensamento destes oradores sobre a temática da sexualidade a sua inclusão neste congresso confunde os cristãos e transmite uma ideia perigosa: como não os podemos vencer, juntamo-nos a eles.
Como católico exprimo a minha indignação e lanço a pergunta: Não há ninguém que ponha ordem nisto?

[Do blog O Inimputável ]

Ortodoxos búlgaros relançam diálogo com o Vaticano

O bispo ortodoxo búlgaro Tichon visitou esta quarta-feira o Vaticano, onde se encontrou com Bento XVI.

«Devemos encontrar a unidade o quanto antes e celebrar finalmente juntos. As pessoas não entendem as nossas divisões e discussões», referiu este responsável, citado pelo jornal do Vaticano.

Tichon, cabeça da diocese para Europa central e ocidental do Patriarcado da Bulgária, considera «importante o diálogo teológico que está a ser levado a cabo nestes dias no Chipre, mas não se deve ter medo de dizer que é necessário encontrar quanto antes o modo de celebrar juntos».

«Viemos ao Papa para expressar-lhe o nosso desejo de unidade».

O fim da Igreja de Inglaterra


O Papa Bento XVI é um Santo que é muito inteligente.
De uma penada, resolveu um imbróglio triste e difícil com mais de 400 anos.
A Igreja Anglicana (também denominada Igreja da Inglaterra, em inglês Church of England) era a Igreja cristã estabelecida oficialmente na Inglaterra e o tronco principal da Comunhão Anglicana Mundial, também denominada Igreja Episcopal (principalmente nos Estados Unidos e na Austrália).
Relembre-se que no ano já longínquo de 1534, a Igreja de Inglaterra separara-se da Igreja Católica Romana, por iniciativa do rei Henrique VIII, valendo-se de uma questão pessoal e política deste com o Papa Clemente VII, relacionada com o pedido de anulação do seu casamento com Catarina de Aragão.
Segundo foi agora anunciado, e mediante uma Constituição Apostólica a publicar brevemente, o Papa e a Igreja Católica Romana abrirão as suas portas de par em par e acolhem na caridade fraterna os anglicanos que o pedirem, mantendo estes a sua herança litúrgica.
Quando a citada Constituição Apostólica entrar em vigor, entre 30 a 50 bispos anglicanos (note-se o número) e todos os fiéis que quiserem uma comunhão plena com Roma e denunciam, entre outros aspectos, a ordenação de mulheres e a celebração de casamentos entre homossexuais, vão integrar a Igreja Católica.
O escândalo histórico da separação das duas Igrejas cristãs desapareceu, na exacta medida do desaparecimento, enquanto tal, da Igreja de Inglaterra.
O que subsistiu é um puro equívoco.
Ou seja, nada.

Miguel Alvim [O Inimputável]

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O governo do ISCTE e da Maçonaria

O novo governo de José S.:

Ministro da Presidência: Pedro da Silva Pereira- ?
Ministro dos Assuntos Parlamentares (novo): Jorge Lacão- Maçonaria.
Ministro dos Negócios Estrangeiros: Luís Amado- Maçonaria.
Ministro do Estado e das Finanças: Teixeira dos Santos-?
Ministro da Defesa (novo): Augusto Santos Silva- Maçonaria
Ministro da Administração Interna: Rui Pereira- Maçonaria
Ministro da Justiça (novo): Alberto Martins-Maçonaria
Ministro da Economia (novo): José Vieira da Silva-ISCTE
Ministro da Agricultura e Pescas (novo): António Manuel Serrano-ISCTE
Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (novo): António Augusto Mendonça -ISEG...
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior: Mariano Gago-?
Ministro do Ambiente (novo): Dulce Fidalgo Pássaro- ISCTE
Ministro do Trabalho e Solidariedade Social (novo): Maria Helena Santos André-ISCTE
Ministro da Educação (novo): Isabel Alçada ( elogios à política de Educação do governo anterior...do ISCTE)
Ministro da Saúde: Ana Jorge.-?
Ministro da Cultura (novo): Maria Ferreira Canavilhas-ISCTE

[Do Blog «Porta da Loja»]

Jornal católico português destacou condenações papais do nazismo

O jornal Novidades acompanhou com atenção as encíclicas de Pio XI e Pio XII sobre o Nacional-Socialismo e Comunismo e dá «um grande destaque aos esforços destes Papas para estabelecer a Paz na Europa» - referiu o historiador Guilherme Sampaio num colóquio sobre Poder Temporal e Poder Espiritual.

Fundado pelo jornalista e político do «Partido Progressista», Emídio Navarro, o jornal Novidades interrompeu a sua publicação em 1913. Foi comprado e refundado pela Igreja Portuguesa, em 1923, com o objectivo de criar um órgão oficioso do Episcopado. «Correspondia na prática a um jornal católico nacional que se propunha orientar a consciência pública à luz da Doutrina Católica» - sublinhou Guilherme Sampaio.

As encíclica «Mit Brennender Sorge» e «Divini Redemptoris» de Pio XI (1922 e 1939) foram publicadas no mês de Março de 1937 e o «curto intervalo em que foram publicadas não foi inocente, mas sim premeditado» - disse Guilherme Sampaio no Colóquio «Poder Espiritual-Poder Temporal - As relações Igreja-Estado no tempo da República (1910-2009).

Na encíclica sobre o Nacional-Socialismo, «Mit Brennender Sorge» Pio XI condena as violações da Concordata por parte da Alemanha. «Campanha contra as escolas confessionais e o ensino da religião católica nas escolas estatais que é uma forma de condicionar a formação da juventude católica" - salientou o orador. Pio XI define o Nacional-Socialismo como «estatolatria».

No jornal católico Novidades, estes dois documentos papais foram matéria de capa, mas a «Divini Redemptoris» (encíclica contra o comunismo) «mereceu maior enquadramento gráfico» - disse o historiador. O Novidades afirma que, «tanto o comunismo como o racismo perverteram a ordem criada por Deus». E acrescenta: «veda aos católicos alianças com comunistas e nazis».

Papa deixa conselhos a teólogos

Bento XVI alerta para exercícios intelectuais sem significado

Bento XVI pediu aos teólogos católicos de todo o mundo que não se limitem a enfrentar as grandes questões da humanidade de um ponto de vista racional, procurando lançar sobre elas o olhar da fé.

Falando numa audiência geral centrada em São Bernardo de Claraval (1090-1153), abade e doutor da Igreja, o Papa disse que as grandes reflexões teológicas podem ser um «exercício intelectual vão» se não forem sustentadas por «uma relação íntima com o Senhor».

«A fé é sobretudo um encontro - íntimo e pessoal - com Jesus Cristo», sublinhou, perante cerca de 16 mil peregrinos congregados na Praça de São Pedro.

O Papa dedicou a sua catequese a «um dos maiores Padres da Igreja», considerando São Bernardo como um exemplo de vida monástica e mestre de teologia espiritual.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sobre as opiniões de Saramago

Bom remédio

Comecei a minha carreira de jornalista no Diário de Notícias.

Tinham passado ainda poucos anos da breve passagem de Saramago pela direcção do Jornal. Não deixara saudades.

Ficou a imagem de perseguidor feroz dos adversários numa passagem tristemente marcada pelo saneamento político de dezenas de jornalistas.

Viviam-se tempos difíceis de enorme tensão política e luta ideológica. Mas, então como agora, houve quem soubesse escolher o respeito pela liberdade de expressão dos “inimigos” e os que não resistiram à tentação de tentar, por todos os meios, e em nome de novas verdades absolutas, prolongar os tempos da censura.

A defesa da liberdade de expressão e crítica aberta não foi então a marca de água do escritor.

Não serve o argumento para coarctar a sua. Tem Saramago direito a propagar o seu jacobinismo e dizer o que pensa. Até de declarar guerra a Deus e às religiões embora o respeito pela liberdade dos outros aconselhasse, aqui como em tudo, a dispensa do insulto fácil.

Os que acreditam em Deus esperam que as dúvidas de Saramago sobre a Sua existência se dissipem, um dia, num encontro a dois. Onde, para espanto do escritor, em vez do juiz cruel que a sua imaginação produziu e a razão rejeita se encontrará com O Pai infinitamente bom. Capaz de compreender toda a arrogância e perdoar o insulto.

Aos crentes, incapazes da mesma atitude, resta: não comprar.

Graça Franco, Rádio Renancença

Decidir contra o povo

Pedro Vaz Patto, juiz, no Público, 2009.09.09

Quando foi sugerido que a questão da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse submetida a referendo, como expressão mais fiel da legitimidade democrática, partidários dessa legalização disseram que a questão teria de ser subtraída à vontade da maioria, por mais expressiva que esta fosse, uma vez que dizia respeito ao princípio constitucional básico da igualdade e da não-discriminação. A questão estaria já decidida a partir do momento em que a Constituição veio incluir a orientação sexual entre os factores explicitamente referidos como motivo de indiscriminações inadmissíveis. Parecia, até, que o assunto estava encerrado no plano da discussão da política legislativa, em nome da superioridade dos princípios constitucionais.

O recente acórdão do Tribunal Constitucional n.º 359/09 vem deitar por terra esta argumentação. De acordo com esse acórdão, o princípio da igualdade constitucionalmente consagrado não impõe a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Fica, assim, aberto o campo de discussão no plano da política legislativa. É certo que não houve unanimidade entre os juízes (em cinco, dois votaram vencidos), mas o facto de se tratar de questão controversa só reforça a ideia de que não pode o argumento da inconstitucionalidade servir de barreira à discussão de política legislativa relativa a esta questão.

E não pode servir de barreira à possibilidade de submissão desta questão a referendo. A superior consideração da legitimidade democrática aconselha essa submissão. Trata-se, como a questão do aborto, de uma questão de consciência transversal aos eleitores dos vários partidos políticos. Ainda que seja incluída no programa eleitoral de um partido, não pode dizer-se que a generalidade dos eleitores desse partido a sufrague, uma vez que serão normalmente outras questões, que mais preenchem a agenda política, a pesar na sua opção de voto.

Numa matéria de tão grande significado ético, cultural e civilizacional, onde se joga o modelo de referência de família como núcleo social fundamental, onde se pretende alterar um modelo secular, seria inadmissível que uma opção tão relevante fosse tomada em função de estratégias políticas ou modas ideológicas e contra o sentir da maioria do povo, como o vêm revelando várias sondagens. Se é o povo que está supostamente "atrasado", pois que se aproveite o referendo para o "esclarecer". Mas que não se decida contra ele.

Vaticano abre portas a anglicanos descontentes


Bento XVI vai publicar uma constituição apostólica para responder aos “numerosos pedidos” de grupos de clérigos e fiéis anglicanos que desejam “entrar em comunhão plena e visível” com Roma.

Segundo anuncia o site oficial do Vaticano, numa nota informativa da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), o novo documento introduz uma estrutura canónica que permite esse “regresso” à Igreja Católica através da instituição de “ordinariatos pessoais”. Esta solução permite que os fiéis conservem “elementos do seu património espiritual e litúrgico” anglicano.

Numa declaração conjunta assinada pelo Arcebispo de Westminster (católico) e pelo Arcebispo da Cantuária (Primaz da Igreja Anglicana) refere-se que o anúncio desta constituição apostólica “termina um tempo de incerteza para os grupos que nutriam esperanças em novas formas de abraçar a unidade com a Igreja Católica”.

A declaração assegura que ambas as partes estão empenhadas em prosseguir um “compromisso comum” e a reforçar a consulta sobre “estas e outras matérias”.

“Esta cooperação irá continuar ao mesmo tempo que crescemos juntos na unidade e na missão, testemunhando o Evangelho no nosso país”, referem católicos e anglicanos da Inglaterra.

Segundo o teor da Constituição Apostólica que o Papa irá publicar, a vigilância e a condução pastoral para os grupos de fiéis que peçam a entrada na Igreja Católica será assegurada por um ordinário próprio - aquele que é colocado à frente da comunidade -, por norma nomeado de entre o clero até então anglicano.

Este modelo prevê a ordenação de clérigos casados enquanto anglicanos como sacerdotes católicos. Por “razões históricas e ecuménicas”, estes padres casados não poderão ser ordenados Bispos.

Para o Cardeal William Levada, prefeito da CDF, a intenção é ir ao encontro, “de modo unitário e justo, dos pedidos de uma plena união que foram submetidos da parte de fiéis anglicanos provenientes de várias partes do mundo, nos anos mais recentes”.

Os ordinariatos pessoais serão instituídos “segundo as necessidades”, com prévia consulta às Conferências Episcopais locais, e as suas estruturas serão de algum modo semelhantes às dos ordinariatos militares - uma "diocese" que não corresponde a limites territoriais, como é habitual na Igreja Católica, mas tem jurisdição sobre uma comunidade específica distribuída por vários territórios.

“Os anglicanos que fizeram contactos com a Santa Sé expressaram claramente o seu desejo de uma plena e visível comunhão na Igreja una, santa, católica e apostólica. Ao mesmo tempo, falaram da importância das suas tradições anglicanas relativas à espiritualidade e ao culto para o seu próprio caminho de fé”, afirmou o Cardeal Levada.

Segundo o prefeito da CDF, Bento XVI espera que os clérigos e fiéis anglicanos desejosos de união com a Igreja Católica “encontrem nesta estrutura canónica a oportunidade de preservar as tradições anglicanas que lhes sejam preciosas e estejam em conformidade com a fé católica”.

Desde o século XVI, quando o Rei Henrique VIII declarou a independência em relação à autoridade do Papa, a Igreja da Inglaterra criou confissões doutrinais, usos litúrgicos e práticas pastorais próprias.

Desde o Concílio Vaticano II, as relações entre anglicanos e católicos criaram um clima de compreensão e cooperação mútua, mas o caminho ecuménico encontrou novas dificuldades quando alguns anglicanos começaram a admitir mulheres ao sacerdócio e ao episcopado. Mais recentemente, segmentos da Comunhão Anglicana ordenaram clérigos homossexuais e abençoaram uniões entre pessoas do mesmo sexo, reforçando essas dificuldades e aumentando o descontentamento de alguns sectores do próprio mundo anglicano, que se podem agora virar para Roma.

Segundo o Cardeal Levada, entre 20 a 30 bispos anglicanos e centenas de grupos de fiéis estariam interessados em fazer parte da Igreja Católica.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Perseguição por protestantes trava onda de conversões ao catolicismo na Índia

O Bispo de Kohima, Dom Jose Mukala, denunciou que a perseguição movida por alguns grupos protestantes no nordeste da Índia impediu que milhares de pessoas se convertam ao catolicismo.

Em declarações à associação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), Dom Mukala informou que existem ataques e propaganda sistemática contra a Igreja, ameaças contra a sua vida, destruição de edifícios eclesiásticos e uma proibição das conversões decretada pelos anciãos das aldeias numa região de maioria protestante.

Dom Mukala declarou: «Há um grande incremento no número de pessoas que desejam converterem-se ao catolicismo mas há uma oposição muito forte por parte dos líderes protestantes».

A fé católica chegou a Kohima em 1951, com os primeiros baptizados. Os católicos agora somam 58,000 pessoas entre os 1.9 milhões de habitantes da região.

Anjos e demónios, o novo filme anticatólico


Dan Brown, o autor do Código de Da Vinci, parece haver-se convertido em um perito na arte do anti-catolicismo e agora leva sua agenda anti-católica um pouco mais adiante com seu livro "Anjos e Demônios". Além disso, o Co-produtor, Brian Grazer, quer que esta nova obra seja "menos reverente" que o Código de Da Vinci, quer dizer, ainda mais liberalmente anti-católica, o qual já é, se é que se detenha somente no livro.

As pessoas não poderiam reclamar dos realizadores, se estes tivessem deixado de lado figuras históricas e à própria Igreja Católica ao fazer sua obra "de culto". Entretanto, isto não foi o que aconteceu e o filme menciona uma série de personagens históricos e eventos, cobrindo de mentiras e de uma satanização da Igreja Católica toda a trama. As mentiras no filme tornam difícil que alguém o separe da ficção; e aqueles que não estão familiarizados com a história da Igreja Católica estão condenados a ir-se, depois de vê-lo, com uma má opinião d'Ela.

Veja o texto completo aqui.

A Igreja Ortodoxa Russa
sempre, sempre, ao lado do imperialismo grão-russo

Patriarca de Moscovo rejeita projecto de Igreja ortodoxa independente na Ucrânia

Não é de hoje nem de ontem. É de há mil anos. O grande cisma do Oriente deveu-se apenas a interesses políticos no Oriente, concretamente para os respectivos reis, imperadores e czares mandarem nas suas igrejas domésticas. E para justificarem o cisma, inventaram umas divergências teológicas como a de saber se o Espírito Santo provém apenas do Pai ou também do Filho, a de saber se se pode ter apenas imagens pintadas ou também esculpidas... Enfim! Nem Deus lhes saberá responder!

Com a ajuda da Igreja Ortodoxa Russa, ao longo dos séculos, os czares foram dominando a ferro e fogo as nações da zona onde ela também se implantou graças à repressão exercida quer sobre os católicos, quer sobre as igrejas ortodoxas nacionais. A Igreja Ortodoxa Russa ganhou desta forma a sua importância, num mundo despótico, sem liberdade religiosa.

O czar dirigia directamente a Igreja Ortodoxa Russa. E depois da implantação do comunismo, o regime, apesar da anti-religiosidade marxista, não deixou de utilizar a Igreja Ortodoxa Russa para manter sob a sua bota os crentes da Rússia e das nações subjugadas pela Rússia. Esta tarefa de controlo foi encomendada ao KGB, dos quais, alguns dos seus agentes se confundiam com o clero.

Depois da implosão do comunismo e do Estado imperial soviético, a política grã-russa perdura. E a Igreja Ortodoxa Russa, como seu acessório, continua a mesma política: alimentar entre os crentes ortodoxos das nações a subjugar a dependência espiritual e política em relação a Moscovo.

O descaramento da Igreja Ortodoxa Russa na Ucrânia vai ao ponto de dar aos seu fiéis instruções específicas de voto no candidato pro-Moscovo, contra os candidatos nacionais. Sabendo-se que 11 300 igrejas ucranianas estão subordinadas ao patriarcado de Moscovo e apenas 4000 dependem do patriarcado de Kiev (a nascente Igreja Ortodoxa Ucraniana), pode imaginar-se o peso político desta dependência religiosa em relação a Moscovo.

O novo patriarca ortodoxo russo, Cirílo I, «Patriarca de todas as Rússias» (todos os países vizinhos são rússias, eles não fazem isso por menos...), em recente visita à Ucrânia, rejeitou em Kiev a existência de uma igreja independente de Moscovo na Ucrânia e defendeu a «unidade» entre os ortodoxos russos e ucranianos. Unidade, unidade, quando se trata dos interesses políticos russos...

Porque não querem a unidade com a Igreja Católica? Porque se opõem sistematicamente a visitas do Papa à Rússia e a qualquer país que consideram «seu»? Porque perseguem sistematicamente a Igreja Católica nas suas áreas de influência?

(Para mais elementos sobre as perseguições à Igreja Católica no Leste, consultar a Fundação «Ajuda à Igreja que Sofre»).

J. Mendes

sábado, 17 de outubro de 2009

Actor reza a Satanás durante cerimónia do MTV


Durante cerimónia do MTV no mês de Setembro, o actor Jack Black pediu à audiência para pôr as mãos e pedir ao «querido senhor das trevas Satanás» para que os músicos e os nomeados «continuem a ter êxito na indústria da música».
O satanismo nestes meios artísticos e musicais não constitui novidade. Está bem implantado em Hollywood.

Ideologia do «género» prejudica educação - adverte perito

O professor da Faculdade de Ciências da Educação da Universidade Complutense, José María Barrio, advertiu que o principal problema do sistema educativo espanhol é o seu desenho desde categorias sociológicas como a ideologia do «género» e um progressismo radical.

Durante a apresentação do relatório de Profissionais pela Ética (PPE), «Educar em liberdade. Princípios e valores que devem sustentar uma política educativa», Barrio indicou que muitas vezes os que definem a educação fazem-no pensando mais em impor determinados modelos pedagógicos aos filhos de outros.

Nesse sentido, o coordenador do estudo, Mariano Bailly-Baillière Torre, solicitou a retirada do conjunto de disciplinas que conformam a Educação para a Cidadania, porque «constituem em um obstáculo para chegar a um pacto educativo duradouro» já que transmitem uma forte carga ideológica.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Direito a viver

Manifestação

Sábado, 17 de Outubro, 16:00h

Frente à Embaixada de Espanha em Lisboa

O PPV (Portugal pró Vida) convoca todos os portugueses pró-vida para uma manifestação pacífica frente à Embaixada de Espanha, na Praça de Espanha, em Lisboa, no dia 17 de Outubro pelas 16:00. Esta manifestação estará solidária com a jornada de Madrid (e internacional Europa e América Latina ) da plataforma HazteOir visando o reconhecimento do «Direito a Viver» na legislação espanhola http://www.hazteoir.org/. Recordamos igualmente as cerca de 10 mil vítimas portugueses em Lisboa que interesses económicos espanhóis, de há dois anos, estão a matar.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Jesus é o caminho a verdade e a vida

O vigor da Igreja nos Estados Unidos

Número de católicos já supera os 68 milhões

O Directório Oficial Católico dos EUA deu a conhecer que o número de católicos no país já se situa acima dos 68 milhões de americanos, o que representa na 22% da população.

O censo de religiosas sobe a 60 715, o de diáconos permanentes a 16 935, o de diocesanos a 41 489, e o de irmãos religiosos a 4905. Entre outros dados também se destacam as 18 674 paróquias católicas disseminadas pelos 50 estados.

O documento indica que «2 milhões de alunos estudam em 7 mil colégios católicos e 800 mil jovens realizam estudos nas 234 universidades católicas. Por outro lado, 4 973 pessoas estudam nos 189 seminários».

No último ano baptizaram-se nos Estados Unidos 887 145 menores e 46 629 adultos. Também 81 775 pessoas se converteram ao cristianismo.

As organizações vinculadas à Igreja destinam 28 mil milhões de dólares em serviços educativos, sanitários e de caridade através da Associação Nacional de Educação Católica, a Associação Católica de Saúde e Caritas.

A Igreja administra 562 hospitais católicos, onde se atendem cada ano 85,2 milhões de pacientes. Os três mil centros de assistência social recebem 27,2 milhões de pessoas.

Primeiro dia de aulas na Bélgica

1 de Setembro. Primeiro dia de aulas na Bélgica. O professor faz a chamada.

-- Mustapha El Ekhzeri.
-- Presente.

-- Achmed El Cabul.
-- Presente.

-- Kadir Sel Ohlmi.
-- Presente.

-- Mohammed Endahrha.
-- Presente.

-- Ala In Ben Oit.

Silêncio na sala.

-- Ala In Ben Oit.

A Sala continua calada.

-- Pela última vez, Ala In Ben Oit.

De repente, um rapaz na última fila levanta-se e responde:

-- Sou eu, mas o professor deve pronunciar de modo diferente: Alain Benoît

Oito cristãos queimados vivos por extremistas islâmicos no Paquistão

No passado 1 de Agosto, três mil extremistas islâmicos atacaram à colónia cristã na cidade da Gojra, província de Punjab (Paquistão), queimando oito pessoas vivas entre homens, mulheres e crianças e deixando feridas outras 20. Os atacantes muçulmanos incendiaram 40 casas e 2 Igrejas, que foram totalmente queimadas.

Castigai-os, Senhor, porque eles sabem o que fazem!

Lei islâmica

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Os três Arcanjos

Carta aberta ao Diário de Notícias

O Diário de Notícias defende a adopção de crianças por homossexuais?

No passado dia 5 de Outubro o jornal Diário de Notícias publicou uma notícia assinada pela jornalista Céu Neves intitulada Homossexuais são pais "tranquilos e seguros".

Tendo em consideração que na próxima legislatura se discutirá, muito possivelmente, o `casamento homossexual' e, consequentemente, a possibilidade de adopção por casais homossexuais, a notícia publicada merece-nos as seguintes questões:

1. O DN considera que um estudo comparativo com uma pequeníssima amostra de 25 elementos em cada grupo (hetero e homossexuais) é significativo e merecedor de publicação num jornal nacional? Os 25 elementos de cada grupo representam a população portuguesa?

2. Será que a linguagem ambígua e pouco rigorosa usada no artigo (por exemplo, `tranquilidade', `segurança' e `comportamentos educativos adequados') é suficientemente consistente para suportar as conclusões? Ou trata-se de uma mera opinião da investigadora? A exigência e o rigor impõem-se; o respaldo na figura de autoridade "tese de mestrado" não colhe. Uma notícia desta natureza empresta aos dados a expansão indesejável da generalização das conclusões. Um erro grave do jornal que ultrapassa a referida tese, que por certo não terá essa aspiração descabelada.

3. Entende o DN que é credível cientificamente, e merecedor de notícia, um estudo fundado em vagos adjectivos, facilmente manipuláveis ideologicamente, e tão poucos dados objectivos mensuráveis?

4. Sendo a matéria tão sensível, e tantas as fragilidades científicas deste estudo, por que razão a peça do DN não deu lugar ao contraditório?

5. Por tudo isso, é justo perguntar-se: qual a motivação por detrás da publicação tão pouco balanceada de um estudo tão precário?

6. E ainda: será que o DN assume uma posição ideológica favorável à adopção de crianças por homossexuais?

Se for verdade, é tempo de o assumirem, pois o DN deve essa explicação aos seus leitores.

Porto, 7 de Outubro de 2009
Associação Mulheres em Acção
Alexandra Teté

Ateus a quem Deus incomoda

É frequente os ateus virarem teólogos. Coisa esquisita, por certo. Se não acreditam, porque se incomodam e perdem tempo a negar o que para eles não existe? Se é para empurrarem os crentes para a descrença, então tem que se lhes pedir que respeitem os sentimentos de quem não afina pelo seu diapasão. Muita gente simples é profundamente sábia e dispensa conselhos e ajudas daqueles que presumem de muito saber e pouco respeito.

Quem subiu alto, por seu pé ou, como acontece frequentemente, porque outros o levaram ao colo, e se vê, por fim, no trono que lhe prepararam, se não tem consciência de que toda a glória é passageira, como "flor que murcha e erva que seca", e de que não faltam na sociedade estátuas com pés de barro, acontece pensar que o esplendor do trono diviniza os mortais e é, por si, fonte de saber sem limites e razão para tudo poder afirmar ou negar.

Temos aí um exemplo de casa, que me aparece - é a minha opinião - como alguém atormentado pelos maus espíritos que procura exorcizar, sem grande resultado prático. Refiro-me ao Nobel Saramago. Nada tenho contra o senhor. Li um outro dos seus livros, Não consegui acabar alguns que ainda comecei. Por razões meramente literárias, não é o meu género, mas também não estranho nem me incomodo, que o seja de muitos dos seus leitores. Feita a casa na praça, tem de aceitar, se for capaz, quem queira opinar livremente sobre ela. O que ele faz com os outros

Por vezes penso que se trata de um homem incomodado, senão mesmo atormentado, pelos espíritos, talvez de Sofia, de Torga, ou até de gente de outras terras, onde se escreve em bom português, mas onde os padrinhos podem faltar ou serem menos eficazes.

Quando se sabe como se constrói um Nobel, das letras e não só, e qual a montagem que está por detrás do veredicto final, não é de estranhar que fiquem fantasmas pelo meio do processo. Depois do facto consumado, o problema não resolvido dá lugar a outros problemas. Saramago poderá sido talvez, um exemplo destas manobras. Não falta quem o pense e quem o diga.

É um homem orgulhoso e intocável. Fez do galardão um escudo de intocável. Não permite, a seu respeito, críticas e opiniões que não sejam de apreço e elogio. Mostra que não esquece nem perdoa e que, para além dele, ninguém, neste pobre mundo se lhe pode comparar. Sabe muito bem mover os cordelinhos que puxam o carrinho dos seus interesses. Este retrato deduz-se facilmente e sem preconceitos, das suas intervenções. Sem que seja necessário inventar ou deturpar. Ele próprio diz que precisa de mostrar que está vivo. Muito bem. Um propósito positivo de que ninguém o pode impedir. Por isso, agora, eufórico, escreve sem parar. As intervenções multiplicam-se. Os livros sucedem-se. A venda está de há muito assegurada. Só há que cuidar que os títulos sejam apelativos. A idade, agora, é jus e fama que abre portas. Do passado, o que lá vai, lá vai.

Há uns tempos, de modo mais insistente, o ateu virou teólogo. Afirmativo e dogmático em relação à religião que detesta. Diz a sabedoria do povo que quem tem olhos tortos, entorta as coisas mais direitas. Não sei, por isso, se o caminho escolhido lhe dará prémios e êxitos.

Desta vez, parece ser o fratricida Caim que lhe dá ensejo para matar o Deus, inventado por pobres escravos que Ele mesmo escravizou e que, na sua cegueira, teimam em O dizer vivo. O livro está a chegar, mas o autor já foi dizendo o que pretendia. O marketing funciona.

Não se pode esperar que Saramago acerte a pontaria contra o Deus que para ele não existe, mas que o incomoda, mesmo tratando-se de uma mera invenção de escravos...

A Bíblia exige fé para penetrar na sua mensagem. Os crentes e as igrejas cristãs não temem os tiros secos do desprezo ou do ódio. Serão os puros de coração verão a Deus. Puros de coração são os humildes, os únicos capazes de ser verdadeiros até ao fim. Puros, sem manobras egoístas, sem refolhos que coleccionam pó, sem misturas espúrias.

Há sempre para todos um fim inevitável. Para um crente é um início em que tudo aparecerá definitivamente claro. Um momento para nos apresentarmos sem recomendações e sem galardões. Um momento único da verdade total.

A sorte de todos, crentes ou não crentes, é a mesma. Quem acolhe nesse encontro inevitável de regresso à Fonte da vida, será sempre o Deus Pai, que tem, no seu amor misericordioso para com todos, a expressão mais eloquente do seu projecto salvador da dignificação do homem.

D. António Marcelino

Cristão turco agredido por distribuir Bíblias

Turquia na Europa?...

Um jovem cristão turco foi agredido em Istambul enquanto distribuía alguns exemplares da Bíblia.

O episódio, último de uma série de manifestações de intolerância religiosa, verificou-se no bairro de Kadikoy.

Yasin Karasu, de 24 anos, vendedor ambulante de CD's, agrediu Ismal Aydin usando uma faca, colocada na garganta da vítima.

Segundo o jornal turco Haber Turk, Karasu gritava no momento da agressão, afirmando que na Turquia não é permitido.

Em Fevereiro de 2006, o missionário italiano, Pe. Andrea Santoro, foi assassinado na Igreja de Santa Maria, de Trabzon, enquanto celebrava a missa. Um anos depois, três pastores protestantes, um missionário alemão e dois turcos, foram assassinados em Malatya.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Bento XVI: Toda a reforma da Igreja deve fazer-se nela e nunca contra ela

Na Audiência Geral de 7 de Outubro de 2007, o Papa Bento XVI referiu-se ao exemplo de São João Leonardo, Patrono dos farmacêuticos, que entendeu que «qualquer reforma deve efectuar-se dentro da Igreja e nunca contra a Igreja».

Bento XVI explicou que «a luminosa figura deste Santo convida os sacerdotes em primeiro lugar e todos os cristãos a tender constantemente à alta medida da vida cristã que é a santidade. Apenas da fidelidade a Cristo pode brotar a renovação eclesiástica autêntica».

Naqueles anos, continuou, «na passagem cultural e social entre os séculos XVI e XVII, começaram-se a desenhar as premissas da futura cultura contemporânea caracterizada por uma cisão indevida entre a fé e a razão que produziu, entre seus efeitos negativos, a marginalização de Deus, com a ilusão de uma possível e total autonomia do ser humano, que escolhe viver 'como se Deus não existisse'».

«É a crise do pensamento moderno que tantas vezes evidenciei e que chega frequentemente a formas de relativismo. ».

São João Leonardi, assinalou o Santo Padre, «em diversas circunstâncias sublinhou que o encontro vivo com Cristo se realiza em sua Igreja, Santa mas frágil, enraizada na história e no seu suceder, às vezes escuro, onde trigo e joio crescem juntos, mas sempre instrumento de salvação. Com lúcida consciência de que a Igreja é o campo de Deus não se escandalizou de suas debilidades humanas. Para contrastar o joio escolheu ser bom grão: decidiu amar a Cristo em sua Igreja e contribuir a torná-la cada vez mais um instrumento transparente de Cristo».

Bento XVI assegurou que este Santo «entendeu que qualquer reforma deve efectuar-se dentro da Igreja e nunca contra a Igreja. Nisto, São João Leonardi foi extraordinário e seu exemplo é sempre actual. Toda reforma interessa certamente às estruturas, mas em primeiro lugar deve gravar-se no coração dos fiéis».

Finalmente, disse o Papa, «apenas os Santos homens e mulheres que se deixam guiar pelo Espírito divino, dispostos a tomar decisões radicais e valentes à luz do Evangelho, renovam a Igreja e contribuem, decididamente, para construir um mundo melhor».

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O dogma Assunção da Virgem Maria

Luteranos nos EUA aceitam ter homossexuais como clérigos

A igreja evangélica luterana dos Estados Unidos anunciou que aceitará que homossexuais activos exerçam funções de clérigos nesta comunidade.

A convenção luterana, reunida em Minneapolis, aprovou sob uma forte polémica contar com estas pessoas como pastores para os 4,6 milhões de luteranos que vivem no país.

A medida foi aprovada com 559 votos a favor e 451 em contra. O texto diz que autoriza o exercício de pastores que «vivem uma relação homossexual duradoura e monógama» no seio da igreja.

Feministas usam a táctica de chamar «centro oncológico» a clínica abortista

O director para a América Latina do Population Research Institute (PRI), Carlos Pólo, questionou a nova táctica dos promotores do aborto em Medelim que, através de grupos feministas, procuram a aceitação da opinião pública para a polémica Clínica da Mulher, apresentando-a agora como um centro para tratar o cancro.

Pólo recordou que a clínica foi promovida «como o símbolo latino-americano dos direitos reprodutivos feito realidade e especificamente o seu serviço de abortos» mas «hoje, perante o repúdio popular, dizem que o aborto 'é um tema absolutamente secundário pela sua muita escassa frequência'. Agora querem fazer-nos acreditar que o que mais lhes importa é o cancro da mama ou o cancro da cerviz».

As Nações Unidas recomendam «educação sexual» nos jardins de infância...

Date: 8/27/2009 9:18:45 AM

According to a report at FOX News, the United Nations is recommending that children as young as five receive mandatory sexual education which would teach them about topics such as gender violence and masturbation.

The U.N.'s Economic, Social and Cultural Organization (UNESCO) released a 98-page report in June offering a universal lesson plan for kids ranging in age from 5-18, an "informed approach to effective sex, relationships" and HIV education that they say is essential for "all young people."

The Report is entitled "International Guidelines for Sexuality Education" and separates children into four age groups: 5-to-8-year-olds, 9-to-12-year olds, 12-to-15-year-olds and 15-to-18-year-olds. Children in the 5-to-8-year-old group will be told that "touching and rubbing one's genitals is called masturbation" and that private parts "can feel pleasurable when touched by oneself."

Upon reaching 9 years of age, the children will learn about homophobia, transphobia, the abuse of power, and the positive and negative effects of aphrodisiacs. They will also learn that abortion is safe. At age 12, the children will learn the "reasons for abortion" and by age 15 will be exposed to direct "advocacy to promote the right to and access to safe abortion."

To read a copy of the report, click here.

The U.N. calls its program "age appropriate," but critics such as Michelle Turner, president of Citizens for a Responsible Curriculum, say the program is exposing kids to sex far too early and offers up abstract ideas that the children might not even understand.

"At that age they should be learning about ... the proper name of certain parts of their bodies," said Turner, "certainly not about masturbation." "Why can't kids be kids anymore?" she asks.

Afinal quem é hipócrita?!

A esquerdalha acusa sistematicamente de hipocrisia os defensores da vida, nomeadamente na questão do aborto. Na esquerdalha toma lugar de destaque a sarjeta do comunismo que são os trotskistas, hoje acantonados em Portugal no Bloco de Esquerda. Pois bem, vejamos a coerência desta gente.
Em discurso para o pagode na sua campanha eleitoral para a Câmara de Lisboa (visto nas televisões em 4 de Outubro), Luís Fazenda apresenta a sua ementa de reivindicações, dizendo, entre outras coisas, sem mais nem menos, que «A cidade precisa de crianças!». Que humano que ele é!
Pois é por isso, para que Lisboa tenha mais crianças, que o indivíduo é um dos mais ferozes defensores do aborto!
A hipocrisia desta gente não fica por aqui.
O Programa político do Bloco de Esquerda declara ser contra touradas, touros de morte e rodeios. Mas depois, em Salvaterra de Magos, a sua candidata à Câmara defende... o contrário. Em zona de tradição de touros, a sujeita revela a sua coerência.
Afinal quem serão os hipócritas? Os defensores dos valores da Civilização ou os trotskistas?

Heduíno Gomes

Pensa converter-se ao islão?

À GRANDE E À FRANCESA

Detectar os contravalores que impedem de evangelizar a cultura

O Arcebispo argentino de La Plata, Dom Héctor Aguer, recordou que, desde o princípio, Cristo mandou os seus discípulos evangelizarem a cultura e por isso chamou os fiéis a detectarem os contravalores que afectam a sociedade.

O Prelado assinalou que o termo «evangelização da cultura» se converteu numa linguagem comum no discurso pastoral de nossos dias. Entretanto, sublinhou que isto consiste no mandato de Cristo para todos os povos em seus discípulos.

Como dizia João Paulo II «a fé não entra plenamente num povo se não for pela cultura». «Quer dizer, se não impregna os critérios de julgar, os valores determinantes, as linhas de pensamento, os modelos de vida de um povo. A cultura é, no fundo, o estilo de vida de um determinado povo

Dom Aguer afirmou que na América Latina, assim como na Argentina, existe um substrato cultural marcado desde as suas origens pela fé cristã. A primeira evangelização e as contribuições posteriores têm feito que nos povos exista «uma concepção bíblica do homem», uma referência essencial aos principais mistérios da fé cristã.

«Entretanto esse substrato cultural foi alterado pela presença de ideias, de modelos de conduta, de ideologias contrárias a esta tradição cultural originária, contra da Palavra de Deus, do Evangelho, e da predicação cristã».

Por isso, chamou os cristãos a «detectarem onde estão os contravalores que afectam esse substrato cultural para purificá-los».

«A evangelização da cultura supõe não só uma aproximação, uma empatia para conhecer qual é o terreno no qual nos movemos, mas também um discernimento crítico».

Finalmente, o Arcebispo chamou a sermos testemunhos coerentes da fé, porque só vivendo o cristianismo de um modo autêntico se pode transformar a cultura.

Entre ti e Deus

Entre ti e Deus

Conferência Episcopal Portuguesa estabeleceu modo de vestir dos padres (23.Fev.1985)

A Europa e o mundo vão ser dominados pelos muçulmanos?

O que a Civilização Ocidental deve à Igreja Católica


de http://aletheiaeditores.blogspot.com/2009/09/o-que-civilizacao-ocidental-deve-igreja.html



A civilização ocidental baseia-se nos milagres da ciência moderna, na riqueza do mercado livre, na segurança do primado da lei, no respeito pelos direitos humanos e pela liberdade, nas virtudes da caridade ou da segurança social, nas belas-artes e na música, numa filosofia assente no racionalismo, e numa série de outros factos que temos como adquiridos – e que fazem de nós a mais poderosa e mais extraordinária civilização de todos os tempos.

Mas qual é, ao fim e ao cabo, a fonte de todos estes prodígios? O aclamado autor e professor Thomas E. Woods Jr. dá-nos aqui a resposta, há muito tempo negligenciada: foi a Igreja Católica que construiu a civilização ocidental.

* Foi a Igreja Católica quem arrancou a Europa da Idade das Trevas
* A ciência moderna nasceu de facto com a Igreja Católica.
* Os padres católicos desenvolveram a ideia do mercado livre cinco séculos antes de Adam Smith. Foi a Igreja Católica quem criou as universidades e os hospitais.
* Tudo o que se diz sobre o caso de Galileu é falso.
* O direito ocidental nasceu do código canónico, e não só do romano.
* A Igreja humanizou o Ocidente, insistindo na santidade de todas as vidas.


Ninguém fez mais para modelar a civilização ocidental do que a Igreja Católica, nos seus dois mil anos de existência – e em tantos aspectos, que quase nos esquecemos deles. Este livro é fundamental para nos reconciliarmos com essa verdade, que muitos tentam hoje camuflar.

Tradução: Maria José Figueiredo
1ª edição, Setembro de 2009
ISBN: 978-989-622-192-8
Formato: 130*220 mm
Nº de páginas: 276
Preço: 18,00 €

O Estado e a Igreja em Portugal no ínicio do século XX

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

The Lost Symbol: "Dan Brown aos pés da Maçonaria"?

Depois de se enfrentar com a Igreja no Código Da Vinci Dan Brown desta vez enfrenta-se com os maçons? Não propriamente.

É claro que Dan Brown ainda é Dan Brown, um escritor que nunca ninguém argumentou como sabendo fazer investigação histórica séria para escrever os seus livros.

No entanto, enquanto O Código Da Vinci era um livro anti-católico e anti-cristão, The Lost Symbol não é um livro anti-maçónico.

Certamente, os maçons irão lamentar-se de algumas imprecisões e exageros. Mas aqui, a maçonaria não é "o mau da fita".


Dan Brown sai em defesa [da tese segundo a qual] a base comum que unia os pais fundadores dos Estados Unidos não era o cristianismo, mas sim o deísmo típico da maçonaria, utilizado como um suave verniz filosófico para encobrir ideias gnósticas, esotéricas, naturalísticas e neo-pagãs.

Nos jardins da Casa Branca, o Papa disse (...) os direitos da Constituição Americana são todos "fundados na lei da natureza e no Deus desta natureza": o Deus, disse Bento XVI, da "fé bíblica."

É legítimo que os historiadores continuem a debater.

Mas o Papa, nos Estados Unidos, desvendou o jogo de quem maliciosamente apresenta as origens dos Estados Unidos como exclusivamente maçónicas para legitimar a marginalização do cristianismo na vida política de hoje.


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Dois anos de aborto: apelo à solidariedade do poder local

A experiência mostra que é possível ajudar mulheres e homens em circunstâncias difíceis

Desde que foi liberalizado o aborto, mais de 22.875 crianças deixaram de ver a luz do sol, porque foram abortadas. É o número da nossa vergonha! Que seria deste país com mais 22.875 crianças? Quantas salas de aula, infantários e creches não teriam de abrir para estas 22.875 crianças? Quantos professores teriam emprego ao dar aulas a 22.875 crianças? Quanta alegria teríamos ao dar de comer a mais 22.875 crianças?
A lei foi a ferro e fogo imposta ao país e as vítimas aí estão - somos hoje uma sociedade mais pobre e menos solidária, mais violenta e menos ousada. As vítimas são também, muito em particular, as mulheres (mais de 22.000) que no último ano e meio se submeteram ao flagelo de ir ao centro de saúde, receber uma "guia de marcha" ou credencial que as conduziu ao aborto. Quantas mulheres o fizeram sob ameaça? Quantas o fizeram sob pressões sociais? Quantas mulheres o fizeram solitariamente? Quantas tiveram uma mão amiga, um ombro ou um gesto de carinho que lhes apontasse outro caminho? Quais as respostas sociais a este flagelo? O Estado oferece o aborto. Ponto. Porém, não baixamos os braços.
Muitos de nós, nas instituições de apoio à vida, temos estado ao lado de mulheres que caminhavam para o aborto e têm hoje consigo o filho ou a filha, com muita alegria. A experiência mostra que é possível ajudar mulheres e homens em circunstâncias difíceis. É um imperativo de solidariedade. É um trabalho difícil, mas com um retorno e uma nobreza incomensuráveis.
Por isso, apelamos a todos aqueles que disseram "não ao aborto" (mais de 1.700.000 portugueses) para que, no seu local de trabalho, no seu grupo de amigos, de relacionamento, na colectividade a que pertencem, no centro de saúde onde são utentes, estejam atentos, informem e intervenham ao lado de cada mulher que está em vias de fazer um aborto. Que nos organizemos em pequenos grupos (duas a três pessoas) para, pelo menos, dar uma palavra amiga, de coragem e de ajuda, a cada mulher que está em risco de aborto e também àquelas que o fizeram e agora descobriram as suas terríveis sequelas. Ninguém é feliz sozinho. O sofrimento que vive paredes-meias connosco é também uma dor nossa.
E, por fim, um forte apelo aos 308 presidentes de câmara, aos 4259 presidentes de juntas de freguesia do meu país. As mulheres do vosso concelho, da vossa freguesia precisam de ajuda, quando em risco de aborto.
É preciso criar em cada freguesia, em cada concelho estruturas de apoio às mulheres em risco de aborto. Senhores presidentes de câmara, tendes ao vosso dispor as comissões de Protecção de Crianças e Jovens que podem lançar mão deste trabalho. Senhores presidentes de junta de freguesia, os gabinetes de atendimento podem ajudar a que a vossa freguesia dentro em breve tenha mais felicidade na cara de cada mulher e tenha mais crianças e mais jovens nas creches e nas escolas. Bastará criar o apoio, noticiar a oferta, informar os centros de saúde e hospitais e tudo será diferente.
Perante o vazio de respostas do poder central, vamos mostrar que o poder local é solidário e amigo da vida.

Isilda Pegado, Presidente da Federação Portuguesa pela Vida

A urgência de trazer Deus para a vida social

Na recente encíclica social, o Papa Bento XVI diz que o desenvolvimento é uma vocação, Deus, tendo criado os homens, chama-os continuamente para que se empenhe no desenvolvimento. O Papa não defende um cessar do desenvolvimento, não condena a tecnologia, não desconfia do bem estar, mas pede que tudo tenha em vista o homem e que nunca se olhe para o homem sem ter em conta toda a sua humanidade. É assim que o Papa mostra que não pode haver desenvolvimento integral do homem quando se põe Deus de lado. Deus não está ao lado da vida do homem, e não pode ser posto ao lado da vida social. «O humanismo que exclui Deus é um humanismo desumano. Só o humanismo aberto ao Absoluto pode guiar-nos na promoção e realização de formas de vida social e civil preservando-nos do risco de cairmos prisioneiros das modas do momento» (Caritas in veritate, 78).
Na política, na vida familiar, no trabalho, quando se abordam as questões como as migrações, o ambiente ou a bioética, quando se procuram soluções para os desafios da educação, da economia, da cultura e da arte, nunca se terá uma visão completa se Deus ficar de lado. É o coração do homem, a sua capacidade de perguntar pelo sentido das coisas e o seu desejo de infinito que obrigam a pôr a questão de Deus, a procurá-Lo e a reconhecer os sinais da Sua presença.
O estranho é que hoje dizer isto é entrar numa grande batalha cultural. Não se pode falar de Deus em todo o lado. Vêm logo acusações de que somos alucinados, tontinhos, ou fundamentalistas. São mesmo várias as «forças» que defendem que Deus seja dispensado da vida social. Velhos e novos ateísmos aparecem com o mesmo olhar redutor que fecha a humanidade à eternidade e a limita ao tempo e ao espaço em que vivem. Estamos numa apaixonante batalha. Não podemos ter medo. Temos Deus connosco.
Em Portugal avizinham-se as eleições, um pouco por toda a Europa se fala de política, a todos preocupa o desemprego e a crise económica. Há problemas ambientais que exigem colaboração de todos. Sente-se uma falta de segurança crescente nas cidades. Na comunicação Social cada vez se sabe menos o que é verdade e o que é mentira. A droga continua a seduzir e destruir muitos jovens e menos jovens. A vida vai perdendo o valor que tem em si mesma para passar a ser uma coisa que depende da «utilidade» e, por isso, depois de se aprovar o aborto, aparecem os defensores da Eutanásia com ar de compaixão, mas perdidos sem saber bem o que se está a fazer na vida. Enfim tantas questões que mostram bem como estamos mesmo diante de questões que tocam connosco.
É exactamente por tudo isso que os cristãos são convocados a intervir na vida social. Fazendo a experiência do Amor de Deus temos o dever de O anunciar. Não podemos ter vergonha, não podemos aceitar sem mais que Deus saia da vida. Não podemos reduzir a nossa vida cristã ao que fazemos na Igreja ou à oração pessoal e escondida. Deus tem direito de cidadania. A vida familiar, o ambiente social e até a política precisam de Deus. A Igreja na Europa, neste velho continente laicizado tem esta obrigação. Se aqui, ao contrário do que se passa na Ásia, na América e em África, a Igreja não está a crescer é, provavelmente, porque os cristãos, aceitando o secularismo como uma fatalidade, também puseram Deus num canto. E, no entanto, não podemos desanimar e todos os dias podemos recomeçar. Como recorda o Santo Padre, «Deus dá-nos a força de lutar e sofrer por amor do bem comum, porque Ele é o nosso Tudo, a nossa esperança.» (Caritas in Veritate 78).

Padre Duarte Cunha

Papa quer cristãos corajosos

Bento XVI diz que ensinamentos de Jesus são mais do que mera filosofia




Bento XVI pediu este Domingo que os cristãos sejam corajosos, deixando apelos à fidelidade ao Evangelho. Durante a recitação do Angelus, na residência pontifícia de Castel Gandolfo, o Papa defendeu que "a fé não basta para se salvar" e falou na necessidade de «uma vida recta e o amor puro e generoso para com o próximo, os irmãos».
Neste sentido, desafiou a «testemunhar a nossa fé com uma vida de serviço humilde, prontos a pagar pessoalmente para permanecermos fiéis ao Evangelho da caridade e da verdade, certos de que nada se perde de tudo aquilo que fazemos».
Citando São João Crisóstomo, Doutor dos primeiros séculos da Igreja, Bento XVI frisou que «Jesus não veio ensinar-nos uma filosofia, mas mostra-nos um caminho, melhor ainda, o caminho que conduz à vida».
«Este caminho é o amor, que é expressão da verdadeira fé. Se alguém ama o próximo com coração puro e generoso quer dizer que conhece verdadeiramente Deus. Se, pelo contrário alguém diz que tem fé mas não ama os irmãos, não é um verdadeiro crente. Deus não mora nele, porque como afirma claramente São Tiago na segunda leitura da Missa deste Domingo, «a fé sem as obras está pura e simplesmente morta», prosseguiu.
«Queridos amigos, amanhã celebraremos a festa da Exaltação da Santa Cruz., e no dia seguinte Nossa Senhora das Dores. A Virgem Maria que acreditou na Palavra do Senhor, não perdeu a sua fé em Deus quando viu o seu Filho recusado, ultrajado e crucificado. Permaneceu ao pé de Jesus, sofrendo e orando até ao fim. E viu a aurora radiosa da sua Ressurreição

Breve Apresentação da Milícia de São Miguel

1 -  O que é a Milícia de São Miguel?

A Milícia de São Miguel - União para a Cultura e Civilização Cristãs é uma associação portuguesa de direito civil. Ela responde ao chamamento de João Paulo II quando clamou «Portugal, convoco-te para a missão!» e à determinação de Bento XVI «Moldar a terra à imagem do céu».
Na ordem temporal e no concreto, a Milícia de São Miguel tem como missão promover e defender a cultura e a Civilização cristãs assim como o seu principal baluarte, a Igreja Católica Apostólica Romana.
O cumprimento desta missão exige a união de vontades dos milicianos de São Miguel, agrupados no braço orgânico da Milícia de São Miguel. Ela tem também como função proporcionar aos milicianos a sua santificação pela participação activa num combate por Jesus Cristo.

2 - Que preocupações tem a Milícia de São Miguel?

Os tempos que correm revelam em toda a extensão a força do mal na ordem temporal. Jesus finalmente triunfará sobre ele mas, entretanto, Satanás derrama a sua perversidade sobre a terra. As forças ao serviço de Satanás nunca haviam atingido, ao nível global, uma organização tão refinada, nunca tinham atingido em tanta profundidade a família, a escola, os meios de comunicação, a cultura, o direito à vida, a moral pública, o Estado e até a própria Igreja.
A Igreja Católica, presença de Cristo na terra, é o primeiro alvo de Satanás, utilizando os seus servidores.

3 - Qual o papel da Milícia de São Miguel?

O estado a que chegou a sociedade exige a mobilização geral dos católicos. Nunca o apelo de João Paulo II para uma nova evangelização fez tanto sentido como hoje.
Os católicos devem preparar-se para a guerra que vivemos e para a intervenção activa na sociedade. Os católicos não devem deixar a condução da sociedade em mãos alheias - militantes ateus e hostis à Igreja, propagandistas activos do amoralismo, da contracultura, da cultura da morte, políticos supostamente «neutros» ou cobardes para cumprirem o seu dever de opositores à degradação.
A Milícia de São Miguel propaga a verdade do Evangelho na sociedade. A sua intervenção é activa e particularmente empenhada no combate de ideias, na cultura, na defesa dos valores cristãos na sociedade. A Milícia de São Miguel exerce o apostolado por todo o lado, no trabalho, na rua, na escola, na cultura, nas artes, no desporto, na política, na administração, tendo como meta impregnar de espírito evangélico a ordem temporal.

4 - Que meios utiliza a Milícia de São Miguel?

Para cumprir a sua missão, a Milícia de São Miguel recorrerá aos seguintes meios: difusão da concepção cristã da vida e do mundo; combate à contracultura, ideias amorais, políticas afins e heresias do nosso tempo; intervenção quotidiana na vida cultural, social e política em defesa dos valores cristãos; envolvimento do maior número possível de católicos na missão; criação das estruturas orgânicas necessárias à missão; estabelecimento de acções comuns com pessoas e organizações mesmo que não católicas mas que se mostrem sensibilizadas para enfrentar as ameaças aos valores morais da Civilização cristã.

5 - Qual a ligação da Milícia de São Miguel à Igreja?

A Milícia de São Miguel é um órgão de acção cultural católica de direito civil, de leigos em comunhão com o Santo Padre, que serve a Igreja e a sua doutrina, apoia o seu trabalho paroquial e defende a Civilização cristã.

6 -  Como está estruturada

A formação de base da Milícia de São Miguel é a Companhia, que agrupa os milicianos de uma localidade, ou conjunto de localidades, ou de um sector de actividade social.
As actividades da companhia são coordenadas pelo seu Secretariado, que assegura a ligação com a organização.
As companhias de um distrito estão agrupadas em brigadas e as companhias de actividade social estão agrupadas em alas, cada uma delas coordenada pelo seu Secretariado, e todas elas coordenadas pelo Secretariado Nacional.

7 - Que alas são organizadas por actividades sociais?

A Milícia de São Miguel organiza à partida alas nas seguintes áreas: Artes, Comunicação, Cultura, Desporto, Economia, Educação, Emigração, Infância, Juventude, Justiça, Política, Professores, Saúde e Segurança, e outras que se venham a justificar.

8 - Quais as actividades do Miliciano de São Miguel?

O Miliciano de São Miguel estuda assiduamente a doutrina católica, reflecte permanentemente sobre os problemas da sociedade contemporânea à luz da fé cristã e trabalha com fidelidade para a causa de Deus. Participa regularmente nas reuniões de formação, nas reuniões de organização e na acção apostólica. Mantém-se permanentemente atento à vida cultural, política e social, nunca dela se alheando, observando todos os factos e fenómenos à luz dos valores cristãos. Mantém-se especialmente atento aos factos que possam constituir graves afrontas à cultura e à Civilização cristãs, à Igreja Católica e a todas as instituições em que assenta a nossa Civilização.

9  - Em que consiste a formação dos milicianos?

A formação dos Milicianos de São Miguel destina-se a prepará­-los como católicos para poderem agir na sociedade com actualidade, saber, competência, eficácia, determinação e coragem. O Miliciano de São Miguel não pode comparecer no campo de batalha apenas de cruz na mão e como o ingénuo da política.
Para agir na sociedade contemporânea, é essencial uma formação religiosa. Mas ela não é suficiente para o combate, que também é cultural e político e, como tal, multifacetado e ardiloso.
Também o pedido de ajuda a Deus pela oração não dispensa a nossa contribuição na guerra quotidiana contra o mal.
Para ter a capacidade de eficazmente servir Deus no caos da sociedade contemporânea, o Miliciano de São Miguel deve corresponder em saber e exercício às exigências dos novos tempos, estudar as realidades do mundo temporal e saber encontrar as respostas adequadas. Isso exige-lhe formação religiosa fundamental mas igualmente formação cultural e política.

10 - Como aderir à Milícia de São Miguel?

Os católicos que, tendo tomado contacto com o espírito da Milícia de São Miguel, se identifiquem com ele e desejem participar na sua missão, podem facilmente fazê-lo.
Se na sua localidade ou actividade social já existe uma companhia, podem procurar um ou vários dos seus milicianos e integrar essa companhia. Se aí não existe ainda uma companhia, podem então dar os primeiros passos para a constituição de uma nova companhia entrando em contacto com a Milícia de São Miguel.