segunda-feira, 13 de março de 2017

Embuste do «movimento feminista» prejudica a própria mulher


Mãe e filhas jogando xadrez
(obra de Francis Coates Jones, 1857 – 1932)

Paulo Roberto Campos, IPCO, 11 de Março de 2017

A respeito deste «Dia Internacional da Mulher», textos e mais textos foram publicados ad nauseam em todos os jornais impressos ou online. Tal dia não passa de uma absurda invenção imposta pelo movimento feminista, copiando uma propaganda do regime comunista na antiga URSS. Hoje vemos que realmente o comunismo não morreu — ele «espalhou os seus erros pelo mundo», sendo um deles o chamado «feminismo». E certos media colaboram prematuramente para espalhar tais erros.

Assim, os media repetiram baboseiras infindas e duras críticas a mulheres que se defendem enquanto «rainhas do lar», esposas e mães, como se estes atributos tão nobres e elevados não pudessem ser considerados «direitos da mulher». Para os media esquerdistas e o «movimento feminista», o «direito da mulher» é, por exemplo, o «direito ao aborto» — o direito da mulher matar o próprio filho que está a gestar!

Entretanto, na essência às mencionadas baboseiras, encontrei um texto primoroso. Foi publicado há cinco anos no «Dia Internacional da Mulher» («Folha de S. Paulo», 8-3-12), da autoria da jovem Talyta Carvalho [foto abaixo]. Imagino que este texto foi rasgado, pisado e queimado pelas «feministas» radicais, que, no fundo, desejariam mesmo era «queimar» como «herege» a própria autora, acusando-a de ser contrária ao «apoderamento feminino», à «igualdade de género», à «lei do feminicídio», de ser «politicamente incorreta», «preconceituosa» etc.. Acusações levianas, mas que nos estimulam a divulgar largamente o interessantíssimo artigo, que abaixo transcrevo.

Talyta Carvalho (Filósofa especialista em renascença
e mestre em ciências da religião pela PUC-SP)

Não devemos nada ao feminismo

Talyta Carvalho

As feministas chamaram «libertação» à saída forçada do lar para trabalhar; a sua intolerância tornou constrangedor decidir ser dona de casa e cuidar dos filhos.

Na história da espécie humana, a ideia de que a mulher deveria trabalhar prevaleceu com muito maior frequência do que a ideia de que deveria ficar em casa a cuidar dos filhos.

Não raro, o trabalho que cabia à mulher era árduo e de grande impacto físico. Para a mulher comum na Pré-história, na Idade Média, e até no século XIX, não trabalhar não era uma opção.

Uma das conquistas do sistema económico foi que, no século XX, a produtividade tinha aumentado tanto que um homem de classe média era capaz de ter um bom salário o suficiente para que a sua esposa não precisasse de trabalhar.

No período das grandes guerras e no entreguerras, a inflação, os altos impostos e o retorno da mulher ao mercado de trabalho (que significou um aumento da mão de obra disponível) diminuíram de tal maneira o rendimento do homem comum que já não era mais possível que a maioria das mulheres ficasse em casa.

A este movimento forçado da saída da mulher do lar para o trabalho as feministas chamaram «libertação».

É óbvio que não se está a defender aqui que as mulheres não possam trabalhar, não casar, não ter filhos ou que não possam agir de acordo com as suas escolhas em todos os âmbitos da vida. Não é essa a questão para as mulheres do século XXI pensarem a respeito.

O ponto da discussão é: em que medida a consequência do feminismo, para a mulher contemporânea, foi o estrangulamento da liberdade de escolha?


Explico-me. Por muito tempo, as feministas reivindicaram a posição de luta pelos direitos da mulher, excepto se esse direito for o direito de uma mulher não ser feminista.

Assumir uma posição crítica ao feminismo é hoje o equivalente a ser uma mulher que fala contra as mulheres. Ilude-se quem pensa que na universidade há um ambiente propício à liberdade de pensamento.

Como mulher e intelectual, posso afirmar sem pestanejar: nunca precisei «lutar» contra os meus colegas para ser ouvida, muito pelo contrário. A batalha é mesmo contra as colegas mulheres, intolerantes a qualquer outra mulher que pense diferente ou que não faça da «questão de género» uma bandeira.

Não ser feminista é heresia imperdoável, e a herege deve ser silenciada. Até mesmo porque há muito em jogo: financiamentos, vaidades, disputas de poder, privilégios em relação aos colegas homens — que, se não concordam, são machistas e preconceituosos, claro.

Outro direito que a mulher do século XXI não tem, graças ao feminismo, é o direito de não trabalhar e escolher ficar em casa e cuidar dos filhos — recomendo, sobre a questão, os livros «Feminist Fantasies», de Phyllis Schlaffly, e «Domestic Tranquility», de F. Carolyn Graglia. Na esfera económica, é inviável para boa parte das famílias que a esposa não trabalhe.

Na esfera social, é um constrangimento garantido quando perguntam «qual a sua ocupação?». A resposta «sou só dona de casa e mãe» já revela o alto custo sociopsicológico de uma escolha diferente daquela que as feministas fizeram por todas as mulheres que viriam depois delas.

O erro do feminismo foi reivindicar falar por todas, quando na verdade falava apenas por algumas. De facto, casamento e maternidade não são para todas as mulheres. Mas a nova geração deve debater estes dogmas modernos sem medo de fazer perguntas difíceis.

Da minha parte, afirmo: não devo nada ao feminismo.





O hábito e o monge


Plinio Corrêa de Oliveira, IPCO, 12 de Março de 2017

Parece acentuar-se em alguns meios a incompreensão quanto ao uso da batina por sacerdotes e religiosos. A sabedoria da Santa Igreja, entretanto, não falha. E é iniludível a sua preferência pela batina.

Não parecerá irrelevante o assunto? «Aquila non capit muscas». A Igreja não se preocupa com ninharias. E se toma posição em face da questão é porque esta não é supérflua nem vazia.

* * *

Para compreendermos o pensamento da Igreja, devemos subir a considerações mais gerais.

Está na ordem natural das coisas que o homem espelhe a sua alma na fisionomia, na voz, na atitude, nos movimentos. E como o traje deve revestir o corpo humano, é natural que o homem se sirva também dele como elemento de expressão. Tanto mais que o traje a isto se presta eximiamente.

Ora, a necessidade da expressão da alma é uma consequência imperiosa do instinto de sociabilidade. De onde, recusar ao homem esta possibilidade é, em si, falsear o próprio modo de ser da alma.

Por isto, os costumes sociais consagraram em todos os tempos e lugares certos trajes como característicos de profissões ou estado de vida, que exijam uma conformação da alma muito peculiar. E sempre se entendeu, com razão, que o traje profissional auxilia o homem a realizar inteiramente a sua mentalidade. De um militar que tivesse antipatia à farda, de um juiz que tivesse ódio à toga, nada se auguraria de bom. Como, pelo contrário, negar respeito ao clérigo que ama a sua batina, e dela se ufana? Se um exército suprimisse o uso do uniforme, não levaria um profundo golpe no seu espírito?

Dizer-se, pois, que o hábito não faz o monge, ou a farda não faz o herói, é e não é verdade. Com efeito, o homem não se torna monge, ou militar, autêntico só por adoptar o traje próprio a tal estado. Mas o hábito monástico facilita ao homem de boa vontade tornar-se bom monge. E o mesmo se pode dizer da farda.

* * *

Como ilustrar, dentro dos estilos desta secção, o efeito da indumentária sobre o estado de espírito de um homem?

Para não melindrar ninguém, abstemo-nos de exemplos muito recentes. E tomamos como material de estudo uma figura histórica que já começa a imergir na névoa de um passado remoto. Trata-se de Guilherme II, Rei da Prússia e Imperador alemão: o Kaiser, na linguagem caseira dos poucos brasileiros que ainda se ocupam dele.

Seria impossível contestar que Guilherme II foi militar até a medula da alma. Não foi grande general, nem era esta a sua função. Mas a sua mentalidade, o seu estilo de vida, o seu estilo de governo provam que como homem, como chefe de família, como soberano, o Kaiser foi sempre e antes de tudo um militar.


Ei-lo num campo de parada, a transmitir o bastão de comando a uma alta patente. Esplendidamente fardado, montando com uma naturalidade cheia de garbo o seu corcel, o Imperador sente-se visivelmente no seu elemento, numa situação em que se desdobra com segurança, com amplitude, com brilho e com toda a sua personalidade. O rosto, o porte, o gesto, manifestam a paixão militar que, quanto mais se externa tanto mais se afirma.

* * *

Pelo contrário, em traje civil dir-se-ia que nem é o mesmo homem. A sua personalidade parece desbotada e a sua atitude forçada. As suas qualidades militares transparecem na medida do suficiente para contrastar com a indumentária. Se o Kaiser e todas as suas tropas tivessem de usar tal traje civil, o exército alemão teria sido o que foi?

Evidentemente que não. Porque, se a farda não faz o bom soldado, ajuda muito o militar a adoptar o espírito da sua classe…

E porque não valeria para o clero, mutatis mutandis, o mesmo princípio?





domingo, 12 de março de 2017

A maçonaria quer mesmo destruir a Igreja ou os papas exageraram ao condená-la?



Gelsomino Del Guercio, Aleteia, 5 de Janeiro de 2016

Fala a historiadora Ângela Pellicciari: os maçons estudaram estratégias subversivas para acabar com o poder eclesiástico

A Maçonaria tentou destruir a religião em Itália?

Agiu para extinguir a acção e a existência da Igreja católica
naquele país?

A resposta de Ângela Pellicciari, italiana historiadora do «Risorgimento» e professora de História da Igreja, é positiva: desde o seu nascimento, a Maçonaria propôs-se acabar com o poder da Igreja mediante acções subversivas, em geral subtis, que foram vigorosamente denunciadas e repudiadas pelos papas.

Ângela explica para a Aleteia: «A Maçonaria moderna nasceu em Londres em 1717. A Igreja emitiu a primeira das suas centenas de condenações e excomunhões em 1738, com a carta apostólica ‘In Eminenti’, do Papa Clemente XII. ‘Cheios de certa aparência afectada de honradez natural’, escreve o Papa sobre os maçons. E o Papa tem razão: a Maçonaria sempre tem nos lábios a palavra ‘moral’, mas a moral a que se refere não é a moral revelada».

A perseguição anti-religiosa

Ângela Pellicciari destaca uma afirmação feita em 1853 por J.M. Ragon, autoridade da Maçonaria francesa: «A Maçonaria não recebe a lei; é ela mesma quem a estabelece». E a historiadora segue em frente: «Pio IX e Leão XIII, os papas que assistem [na Itália] ao desmantelamento de todas as ordens religiosas católicas (apesar de o catolicismo continuar a ser a religião de Estado), à perseguição contra bispos e sacerdotes, à redução da maioria da população [italiana] à pobreza absoluta, obrigada à emigração massiva, identificam no ódio maçónico e protestante a origem anticatólica e, portanto, anti-italiana, de tanta violência e decadência».

Como foi o caso de França durante a revolução e durante o império do maçom Napoleão, ou ainda na América Latina, em Portugal e em Espanha, a Maçonaria é uma sociedade revolucionária que os príncipes apoiam «sem se darem conta de que estão assinando a sua própria ruína», sentencia a historiadora. «Os papas lançam o alerta com frequência, mas não são ouvidos. Sob o pontificado de Gregório XVI, a polícia descobre uma documentação de grande interesse sobre os carbonários (uma sociedade secreta de derivação maçónica) que mostra como o ódio contra a Igreja é acompanhado pelo ódio à família».

De facto, o sectário conhecido pelo pseudónimo de «Piccolo Tigre» [«Pequeno Tigre»] escreve aos seus companheiros de seita: «O essencial é isolar o homem da família, é fazê-lo perder os seus costumes […] Quando tiverdes insinuado em alguma alma o desgosto pela família e pela religião (e uma é quase sempre a continuação da outra), deixai cair alguma palavra que provoque o desejo de filiar-se à loja [maçónica] mais próxima […] O fascínio pelo desconhecido exerce sobre o homem tal poder que ele prepara-se a tremer para as fantasmagóricas provas da iniciação e dos banquetes fraternos».

A advertência de Pio VII

Em 1821, Pio VII escreve a propósito dos carbonários: «Eles simulam um singular respeito e um certo zelo extraordinário pela religião católica», mas «não são nada mais que dardos disparados com mais firmeza por homens astutos para ferir os incautos; estes homens apresentam-se como cordeiros, mas são lobos vorazes».

Segundo Pellicciari, um documento de 1819, conhecido com o nome de «Instrução permanente», ensina aos carbonários: «Deveis apresentar-vos com todas as aparências do homem sério e moral. Uma vez estabelecida a vossa boa reputação nos colégios, nas universidades e nos seminários, uma vez captada a confiança de professores e estudantes, fazei que procurem a vossa companhia principalmente os envolvidos na milícia clerical […] Trata-se de estabelecer o reino dos eleitos sobre o trono da prostituta da Babilónia: que o clero marche sob a vossa bandeira sem nunca duvidar de estar a marchar sob a das chaves apostólicas».

«Enterraremos a Igreja»

Os carbonários pretendiam infiltrar-se no clero. Em 18 de Janeiro de 1822, o «Piccolo Tigre» escreveu aos filiados da região italiana de Piemonte: «Servindo-vos do pretexto mais fútil, mas nunca político ou religioso, criai vós mesmos, ou ainda melhor, fazei com que sejam criadas por outros, associações que tenham como fim o comércio, a indústria, a música, as belas- artes. Reuni num lugar qualquer, inclusive nas sacristias e nas capelas, os vossos seguidores que ainda não sabem de nada; ponde-os sob a guia de um sacerdote virtuoso, conhecido, mas crédulo e fácil de enganar; infiltrai o veneno nos corações eleitos, infiltrai-o em pequenas doses e como que por casualidade; a seguir, vós mesmos vos surpreendereis com o vosso êxito».

Alguns anos mais tarde, o «primo» Vindice sintetiza assim o objectivo dos carbonários: «Começamos uma corrupção em grande escala, a corrupção do povo através do clero e a do clero por o nosso meio, a corrupção que, sem dúvida, nos levará um dia a sepultar a Igreja».

«Segredo, juramento, nenhum escrúpulo no uso de qualquer meio (porque, para eles, o fim justifica os meios), calúnia, mentira, homicídio, são as armas a que as associações secretas recorrem para levar os seus planos a termo», afirma a especialista. O juramento, em particular, acompanha todos os avanços nos graus maçónicos. No momento da entrada na loja como aprendiz, o candidato jura assim: «Prometo não revelar jamais os segredos da Livre Maçonaria; não dar a conhecer a ninguém o que me será exposto, sob pena de me cortarem a garganta, me arrancarem o coração e a língua, me rasgarem as entranhas, cortarem o meu corpo em pedaços, queimarem-no e reduzirem-o a pó a ser espalhado ao vento para execrada memória e eterna infâmia».

A denúncia dos papas

Começando por Clemente XII, todos os papas denunciam com firmeza, coragem, patriotismo e mediante análises filosóficas e históricas detalhadas os propósitos revolucionários das lojas que, exaltando a «liberdade», procuram a liberdade apenas para si próprias, formando dentro dos países uma espécie de «Estado no Estado», que dita por lei todos os aspectos da vida pública.

Em 1864, pouco depois do mérito «grandioso» que as lojas atribuem a si mesmas por terem desencadeado o maior ataque contra a Igreja católica na sua pátria de eleição (Roma e a Itália), os artigos 3 e 7 das constituições da Maçonaria italiana estabelecem: «Art. 3. Sua finalidade [da Maçonaria] directa e imediata é concorrer eficazmente à realização progressiva destes princípios na União, para que se tornem gradualmente lei efectiva e suprema de todos os actos da vida individual, doméstica e civil»; «Art. 7. A última meta dos seus trabalhos é a de reunir todos os homens livres numa grande família, que possa pouco a pouco suceder a todas as seitas fundadas na fé cega e na autoridade teocrática, todos os cultos supersticiosos, intolerantes e inimigos entre si, a fim de construir a verdadeira e única igreja da humanidade».

«Personificação permanente da revolução, [a Maçonaria] constitui uma espécie de sociedade ao contrário, cujo fim é um predomínio oculto sobre a sociedade visível e cuja razão de ser consiste na guerra contra Deus e a sua Igreja», escreve Leão XIII em 1902, pouco antes de morrer.

«A firme condenação da Igreja contra a Maçonaria», conclui Pellicciari, «contra todo o tipo de maçonaria vale até hoje, como recordou explicitamente o cardeal Ratzinger na declaração sobre a Maçonaria, de 1983».





sexta-feira, 10 de março de 2017

Segundo um relatório oficial, os «Irmãos Muçulmanos» pretendem construir uma sociedade paralela na Suécia




Anne Dolhein, Reinformação.TV, 8 de Março de 2017

Un rapport commandé par une agence du ministère de la Défense de la Suède, publié vendredi, met en garde contre l’objectif des Frères musulmans de construire une société «parallèle» dans le pays, grâce à la culture de «tolérance» qui a cours en Suède. Le rapport officiel, remis à l’agence de protection civile MSB, est étonnant de franchise. Il accuse les Frères musulmans d’infiltrer les organisations et des partis politiques pour parvenir à leurs fins.

Le rapporteur principal, Magnus Norell, et ses coauteurs n’hésitent même pas à dénoncer les «élites politiques» coupables selon eux d’avoir imposé une doctrine du multiculturalisme et du silence qui offre un boulevard aux organisations «antidémocratiques» comme les Frères musulmans.

Le rapport a été accueilli avec colère en Suède où les musulmans, notamment, dénoncent une présentation délétère de leur religion, et de manière générale on parle d’une analyse «complotiste».

Un rapport officiel dénonce la culture de la tolérance en Suède

Pour les auteurs du rapport, il est au contraire évident que les Frères musulmans travaillent à faire augmenter le nombre de musulmans pratiquants en Suède, en essayant de faire reculer la laïcité et de noyauter des partis politiques, des ONG et même des institutions universitaires. Tout cela à la faveur de la valeur accordée à «l’acceptation» des citoyens qui sont «en un sens ou dans un autre différents de la majorité».

Le rapport analyse également le type d’islam promu par les Frères musulmans: il est décrit comme une idéologie politique totalitaire née de l’islam, dans lequel le rapport reconnaît une religion. Autant dire que les auteurs ne vont pas jusqu’au bout de leur étude: l’islam a certes une dimension religieuse mais prône une théocratie sans distinction du spirituel et du temporel, c’est sa nature.

Mais là où le rapport voit juste, c’est quand il dénonce la «difficulté à s’opposer à ce qui a la surface, apparaît comme les droits religieux» d’une minorité vulnérable. Critiquer l’islam, de ce fait, expose l’imprudent à se faire traiter de «raciste» ou d’«islamophobe», avec des risques non négligeables pour sa carrière… Les auteurs pensaient-ils à leur propre cas?

Les Frères musulmans de Suède veulent fabriquer des musulmans pratiquants

Toujours est-il que de nombreuses voix se sont levées pour dénoncer la publication du résultat de leur enquête, 22 universitaires et «experts en religion» ont ainsi publié un message sur un blog mettant en cause la méthodologie de leur travail.

Magnus Novell ne s’est pas démonté: «Avaient-ils fumé quelque chose avant de lire le rapport? Il suffit de le lire. Si quelqu’un ne l’accepte pas, je n’y peux pas grand-chose. C’est démontré».

Le rapport accuse notamment les activistes des Frères musulmans de menacer la cohésion sociale de la Suède en construisant des structures sociales parallèles qui vont notamment dans les années à venir attirer les migrants d’Afrique et du Proche-Orient «qui vont probablement continuer de venir dans les prochaines années, à la fois en tant que membres des familles et comme réfugiés…».

L’islam est un tout, c’est pourquoi les Frères musulmans créent une société parallèle

Le rapport a tout faux, rétorquent les 22 universitaires qui se sont mobilisés pour le discréditer, en ce qu’il «semble conclure que l’islam de Suède est un phénomène homogène et que les musulmans suédois sont conduits par les Frères musulmans». «C’est une conclusion qui contredit la recherche dans son ensemble, qui indique plutôt que la communauté musulmane est diverse et qu’il y a de la concurrence entre les groupes musulmans», affirme-t-il.

Mais les Frères musulmans n’en sont pas moins influents, particulièrement actifs en Europe et fermement attachés à la création d’un califat sunnite. Les gouvernements de Bahreïn, d’Égypte, de Russie, d’Arabie saoudite et des Emirats arabes unis les considèrent comme un groupe terroriste. C’est sans doute une manifestation de cette rivalité musulmane dont parlent les universitaires. Mais la liberté de manœuvre des «Frères» dans le pays d’Occident n’en est pas moins inquiétante.





quinta-feira, 9 de março de 2017

Sobre o remédio para os pecadores, as receitas opostas de Ratzinger e Bergoglio



Sandro Magister, Settimo Cielo, 3 de Fevereiro de 2017

Vistas las instrucciones de los obispos de la región de Buenos Aires – aprobadas por escrito por el papa Francisco –, de los obispos de Malta, de otros obispos también y por última de la Conferencia Episcopal de Alemania, ahora es evidente que el argumento principal sobre el cual los innovadores se palanquean para justificar la comunión a los divorciados que se han vuelto a casar es el esbozado en esta frase sugestiva de «Amoris laetitia», a su vez retomada por «Evangelii gaudium», el documento programático del actual pontificado:

«La Eucaristía no es un premio para los perfectos sino un generoso remedio y un alimento para los débiles».

Ésta es una afirmación que está frecuentemente asociada – también en la predicación de Jorge Mario Bergoglio – a las comidas que Jesús compartía con los pecadores.

Pero es también una afirmación que ha sido sacada a la luz y criticada a fondo por Benedicto XVI.

Basta confrontar los textos de uno y de otro Papa para verificar cuanto contraste hay entre ellos.

*****

En el papa Francisco, la asociación entre la Eucaristía y las comidas con los pecadores es postulada en forma alusiva y con el estudiado auxilio de notas a pie de página:

En «Amoris laetitia» el pasaje clave está en el parágrafo 305:

«A causa de los condicionamientos o factores atenuantes, es posible que, en medio de una situación objetiva de pecado – que no sea subjetivamente culpable o que no lo sea de modo pleno – se pueda vivir en gracia de Dios, se pueda amar, y también se pueda crecer en la vida de la gracia y la caridad, recibiendo para ello la ayuda de la Iglesia».

La nota 351 se conecta con este parágrafo:

«En ciertos casos, podría ser también la ayuda de los sacramentos. Por eso, 'a los sacerdotes les recuerdo que el confesionario no debe ser una sala de torturas sino el lugar de la misericordia del Señor' (Exhort. ap. Evangelii gaudium [24 noviembre 2013], 44: AAS 105 [2013], 1038). Igualmente destaco que la Eucaristía 'no es un premio para los perfectos sino un generoso remedio y un alimento para los débiles' (ibíd, 47: 1039)».

Si después seguimos con «Evangelii gaudium», esto es lo que se lee en el parágrafo 47:

«Todos pueden participar de alguna manera en la vida eclesial, todos pueden integrar la comunidad, y tampoco las puertas de los sacramentos deberían cerrarse por una razón cualquiera. […] La Eucaristía, si bien constituye la plenitud de la vida sacramental, no es un premio para los perfectos sino un generoso remedio y un alimento para los débiles».

También aquí con un envío a una nota, la 51:

«Cf. San Ambrosio, De Sacramentis, IV, 6, 28: PL 16, 464: 'Tengo que recibirle siempre, para que siempre perdone mis pecados. Si peco continuamente, he de tener siempre un remedio'; ibíd., IV, 5, 24: PL 16, 463: 'El que comió el maná murió; el que coma de este cuerpo obtendrá el perdón de sus pecados'; San Cirilo de Alejandría, In Joh.Evang. IV, 2: PG 73, 584-585: 'Me he examinado y me he reconocido indigno. A los que así hablan les digo: ¿Y cuándo seréis dignos? ¿Cuándo os presentaréis entonces ante Cristo? Y si vuestros pecados os impiden acercaros y si nunca vais a dejar de caer – ¿quién conoce sus delitos?, dice el salmo –, ¿os quedaréis sin participar de la santificación que vivifica para la eternidad?'».

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En Joseph Ratzinger, teólogo y Papa, por el contrario, nos encontramos en presencia de una argumentación ajustada, que apunta a a probar la insostenibilidad de la asociación entre la Eucaristía y las comidas de Jesús con los pecadores, con las consecuencias que se derivan de ello.

He aquí cómo él desarrolla esa argumentación en las páginas 422-424 del volumen XI de su Opera Omnia, «Teología de la Liturgia», publicado en el 2008 a cargo del actual prefecto de la Congregación para la Doctrina de la Fe, cardenal Gerhard L. Müller:

«La tesis según la cual la Eucaristía apostólica se vuelve a vincular con la cotidiana convivencia comunitaria de Jesús con sus discípulos […] se radicaliza en amplios círculos, en el sentido que […] se hace derivar la Eucaristía más o menos exclusivamente de las comidas que Jesús llevaba a cabo con los pecadores.

«En esas posiciones se hace coincidir la Eucaristía según la intención de Jesús con una doctrina de la justificación rígidamente luterana, como doctrina de la gracia concedida al pecador. Si en definitiva las comidas con los pecadores son admitidas como único elemento seguro de la tradición del Jesús histórico, resulta de ello una reducción de toda la cristología y teología a este punto.

«Pero de esto sigue después una idea de la Eucaristía que ya no tiene nada en común con la tradición de la Iglesia primitiva. Mientras que san Pablo define el acercamiento en estado de pecado a la Eucaristía como un comer y beber «la propia condenación» (cf. 1 Cor 11, 29) y protege a la Eucaristía del abuso mediante el anatema (cf. 1 Cor 16, 22), aparece aquí incluso como esencia de la Eucaristía que ella sea ofrecida a todos sin ningún distingo ni condición previa. [En este caso] ella es interpretada como el signo de la gracia incondicional de Dios, que como tal se ofrece inmediatamente también a los pecadores, más aún, también a los no creyentes. Es una posición que, sin embargo, tiene ahora muy poco en común con la concepción que tenía Lutero de la Eucaristía.

«El contraste con toda la tradición eucarística neotestamentaria en la que cae la tesis radicalizada refuta el punto de partida: la Eucaristía cristiana no fue comprendida partiendo de las comidas que Jesús celebró con los pecadores. […] Un indicio contra la derivación de la Eucaristía de las comidas con los pecadores es su carácter cerrado, que lo continúa el rito pascual: así como la cena pascual se celebra en la comunidad doméstica rigurosamente circunscrita, así también desde el comienzo había para la Eucaristía condiciones de acceso bien establecidas; desde el comienzo ella era celebrada, por así decir, en la comunidad doméstica de Jesucristo, y es de este modo que se ha edificado la 'Iglesia'».

*****

Es evidente que de esta argumentación de Ratzinger deriva la prohibición de la comunión a los divorciados que se han vuelto a casar, y no sólo a ellos: prohibición que ha encontrado clara expresión en su magisterio como Papa, al igual que en el magisterio de sus predecesores.

Del mismo modo, no sorprende que de las afirmaciones alusivas del papa Francisco deriven interpretaciones favorables a la comunión a los divorciados que se han vuelto a casar: interpretaciones no sólo consentidas por él, sino explícitamente aprobadas.

El contraste existe. Y a juzgar por los argumentos de Ratzinger no es sólo un contraste práctico, «pastoral», sino uno que roza los pilares de la fe cristiana.






domingo, 5 de março de 2017

240 trabalhos científicos derrubam «consenso» sobre o catastrofismo climático


A fotomontagem é cómica. A realidade é trágica.
Quase um milhar de trabalhos científicos sérios prova
que não há consenso, mas os adeptos do ambientalismo oficial fingem
não saber de nada, e impõem consenso!

Luis Dufaur, IPCO, 13 de Agosto de 2016

No primeiro semestre deste ano  foram publicados em jornais académicos 240 trabalhos científicos, revistos por pares (peer-review), pondo em dúvida o «consenso» do «aquecimento global» atribuído a causas humanas. Por outras palavras, este «consenso» não existe ou pertence ao mundo da fantasia.

Quase 250 trabalhos contestaram este tabu do catastrofismo ecologista em 2014. E em 2015 mais de 280 estudos também puseram em dúvida esse «consenso», que só existe por imposição de governos e órgãos mundiais.

É assim que, desde Janeiro de 2014, chegam a 770 os trabalhos científicos «peer-reviewed» que esvaziam o falso «consenso» sobre o CO2 enquanto determinar as mudanças climáticas.

Estes 770 estudos evidenciam que os modelos climáticos e as previsões de futuras catástrofes atmosféricas impingem graves limitações e incertezas.

Os trabalhos científicos a derrubar o consenso ambientalista acumulam-se.
Mas os activistas verdes não lêem ou nem desejam saber que existem.

A volumosa produção evidencia com vigor a influência nãoantropogénica no clima. Tantos trabalhos deveriam minar a agressividade do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) de outros arautos do catastrofismo climático desejosos de encerrar a discussão científica e por em andamento uma espécie de luta de classes contra os produtores agropecuários.

Mas não tem jeito, os extremistas do catastrofismo instalados em governos e órgãos internacionais não querem saber de conclusões adoptadas pela ciência e referendadas pelo bom senso.

A utopia de um comunismo futurista anarco-tribalista deixa-os como que hipnotizados por uma teologia fanatizada e arbitrária.





sexta-feira, 3 de março de 2017

Arquidiocese de Bruxelas tenciona fechar maioria das paróquias


Bruxelas: missa em local subterrâneo e apinhado no estilo «pobre» da reforma.
Fiéis acham que reforma terá efeitos contrários aos anunciados.

Luis Dufaur, IPCO, 5 de Agosto de 2016

A maioria das 108 igrejas paroquiais de Bruxelas está ameaçada de fechar em breve ou a médio prazo, segundo projecto pastoral promovido pelo novo arcebispo.

Os fiéis estão chocados e acham quase indecente esse fechar maciço, quando milhares de cristãos morrem todos os dias no Oriente para que os seus templos continuem abertos, escreveu o blog Riposte-Catholique.

De facto, na capital da Bélgica e da União Europeia, aos domingos está a haver cada vez menos missas, em virtude de um projecto pastoral pouco conhecido dos fiéis na época da «sinodalidade».

O referido projecto visa fundir as paróquias e concentrar as missas do domingo com o argumento de agrupar mais os fiéis e assim conseguir maior movimentação. As igrejas dos bairros correm mais risco.

Para os fiéis, o projecto vai criar grandes circunscrições impessoais que extinguirão a vida paroquial.

O desaparecimento programado teria então efeitos evidentemente opostos às intenções anunciadas: afastará as pessoas das igrejas, diminuirá o número dos fiéis, debilitará o tecido eclesial e penalizará os católicos dos bairros mais pobres.

Esta política pastoral, apresentada como mais condizente com a linha do pontificado do Papa Francisco, é vista pelos fiéis como o contrário da aproximação dos mais pobres aos locais onde decorre a sua vida quotidiana.

A prática religiosa, o número dos seminaristas e dos baptismos de adultos vinha a aumentar após o pontificado do arcebispo anterior, que imprimiu uma tendência tradicional à arquidiocese.

Notre Dame du Sablon, uma das mais belas igrejas paroquiais de Bruxelas

A Igreja em Bruxelas dispõe de abundantes recursos para manter a vida das suas 108 igrejas, que são frequentadas semanalmente por 144 000 católicos praticantes (12% dos bruxelenses), além de milhares de estrangeiros e visitantes.

Em Bruxelas há também numerosas comunidades católicas estrangeiras – entre as quais a polonesa – que pedem igrejas para as actividades religiosas nas suas respectivas línguas.

Estas e ainda outras realidades fazem com que os católicos se interroguem profundamente sobre as verdadeiras causas desta retirada e do abandono das igrejas históricas.

O custo da manutenção destes 108 templos é inferior a 4 euros por habitante ao ano e por sinal foi assumido pelos órgãos públicos regionais.

Os fiéis lançaram um abaixo assinado pedindo ao arcebispo Dom De Kesel e ao bispo-auxiliar Dom Kockerols que renunciem a este plano demolidor.

Segundo o vaticanista Marco Tosatti, o arcebispado já efectivou outras medidas polémicas que reduzem a presença católica na cidade e o bispo auxiliar responsável pelo projecto faz ouvidos surdos aos rogos do povo.

Nomeado muito recentemente, o arcebispo Dom De Kesel adoptou uma linha pastoral oposta à do antigo arcebispo, Dom Léonard.

Este foi acusado de excessivamente tradicional pela minoria radical progressista e, de modo especial, pelo discutido arcebispo emérito cardeal Danneels, ferrenho promotor do Concilio Vaticano II, amigo e conselheiro do actual Pontífice Francisco I.





Trump no Congresso: ele tocou os estômagos, os corações e os espíritos!

Então, Pelosi, McCain et Graham… vem ou não este golpe de estado?...

André Archimbaud, Bvoltaire, 2 de Março de 2017

Il y a ceux qui se rendent au chevet de jeunes innocents martyrisés par l’implacable police. Il y a ceux qui prospèrent dans le clientélisme ethno-catégoriel. Il y a ceux qui rééduquent la jeunesse, le peuple, la nation, le monde. Bref, ceux qui adorent les idoles. Et puis il y ceux qui choisissent de vivre, renversent les idoles, rassemblent, montrent le chemin, donnent un sens à la politique. Les révolutionnaires…

Le discours de Donald Trump du 28 février 2017 restera dans les annales de la politique américaine. Certes, un discours est seulement un discours, fait de quelques mots juxtaposés par des rédacteurs professionnels, et récités avec plus ou moins de talent. Mais les Américains ont eu droit à plus que ça: une cérémonie, celle de la fusion des institutions avec un homme, une fois de plus sous-estimé par ses adversaires. Une dernière chance pour ces institutions de fusionner avec le peuple…

Trump, diabolique, leur a donné cette chance. Et les idoles vacillent. Une majorité des élus républicains est tombée sous le charme.

Une minorité des élus démocrates également. Ces derniers ont donc un choix: ou bien répondre aux appels à l’unité pour réparer le pays et lui rendre la prospérité, ou bien continuer de respecter les mots d’ordre de grève donnés par Soros, Pelosi et les donateurs dans les salons de l’hôtel Mandarin de Washington, le 13 novembre dernier. Ordre renouvelé le 21 janvier à Miami par le clintonien David Brock, fort de sa récente cagnotte: American Bridge.

Le matin même, Pelosi claironnait qu’un effort méthodique visant l’impeachment de Trump était en route. Il suffisait de voir son visage le soir, au Capitole, tout comme celui d’Elizabeth Warren, ou ceux de ses vieillissantes collègues déguisées en «vestales» au blanc virginal, celui du droit des femmes, pour comprendre qu’il se passait quelque chose d’imprévu.

Certes, Pelosi avait invité ses contingents d‘immigrant illégaux, les «dreamers», croyant faire mouche. Mais la culpabilisation changea de bord. Champion de la contre-attaque, Trump avait invité les familles de citoyens dont les proches avait été tués par des repris de justice, immigrants illégaux. Il mit les victimes à l’honneur, devant environ 50 millions de téléspectateurs et internautes, ovation après ovation. Mais, surtout, maître de l’esquive, il sut concentrer les cœurs sur l’essentiel: le patriotisme, incarné par Carryn Owens, la jeune veuve du commando de marine Ryan Owens, tout récemment mort au Yémen… au cours d’une mission qualifiée d’incompétente par le pontifiant et cacochyme sénateur républicain McCain. Pas de chance! Les parlementaires accordèrent plus de deux minutes d’applaudissements à la veuve, les yeux au ciel, évoquant les mânes de son époux. McCain rongeait le tapis…

Moment fusionnel… Van Jones, le chroniqueur de CNN habituellement si hostile à Trump, concluait: «C’est à ce moment précis [que Trump] est devenu président, point final!»

Ayant touché les tripes et le cœur, restait au président la tâche de convaincre les esprits en traçant un plan d’action simple et clair, et surtout le plus bipartisan possible: en insérant des coins entre les establishments des deux partis et leurs «travailliste patriotiques», il a tenté de les rallier à des politiques communes (fiscalité, santé, infrastructure, immigration). Le 1er mars, la Bourse exulte. La Russie un peu moins…

Alors, Pelosi, McCain et Graham… il vient ou pas, ce coup d’État?





quarta-feira, 1 de março de 2017

Finlândia: Parlamento faz ouvidos moucos ao apelo da população contra «casamento» homossexual



Hélio Dias Viana, IPCO, 28 de Fevereiro de 2017

Na Finlândia, país nórdico com cerca de 5 400 000 habitantes, o Parlamento [foto acima] acaba de rejeitar, por 120 votos contra 48, um abaixo-assinado no qual 106 000 finlandeses pediam que o casamento entre um homem e uma mulher continuasse a ser o único reconhecido pela legislação do país.

Informaram à Agência Boa Imprensa os Srs. Jukka-Pekka Rahkonen e Pasi Turunen, líderes da associação Aito Avioliitto (Casamento autêntico), que estiveram à frente do referido abaixo assinado.

«A onda conservadora ainda não chegou à Finlândia. A luta acaba de começar. Estamos desapontados, mas não derrotados», declarou Rahkonen. [foto abaixo]

Ele prosseguiu: «Na Finlândia não temos uma lei de referendo. Se tivéssemos, as coisas teriam sido diferentes. A maioria do povo finlandês ainda é conservadora e, conforme pesquisa de 2014, a favor do casamento tradicional. São as elites culturais e políticas, juntamente com os média, que estão promovendo o ‘casamento’ homossexual».

Jukka-Pekka Rahkonen
«Mas as coisas vão mudar. Começámos agora a lutar para manter a liberdade de expressão e a liberdade de educar os nossos filhos com valores conservadores. A verdadeira luta deveria ter sido iniciada há 10 ou 20 anos. Realmente é um declive escorregadio e devemos ser mais audazes. A indolência é uma maneira 100% certa de perder a luta», concluiu.

Por sua vez, Pasi Turuni declarou: «É claro que esta decisão é uma decepção para muitos que tinham feito campanha incansavelmente pelo autêntico casamento. No entanto, não foi uma surpresa ter acabado assim. Tornou-se óbvio, ao longo do tempo, que há políticos radicais que não se preocupam realmente com argumentos racionais sobre o que é o casamento, sobre os direitos das crianças, sobre o significado de mãe e pai para uma criança. […] Como Estado membro da ONU e signatária vinculante da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, a Finlândia deveria ter preparado essa avaliação ao aprovar esta lei».

Turuni [foto abaixo] acrescentou que «há factos que nenhuma lei pode mudar: os homens continuam sendo homens e as mulheres continuam sendo mulheres e só as uniões entre um homem e uma mulher podem produzir prole. Isto não muda. O casamento entre um homem e uma mulher sustenta toda a sociedade e leva-a mais longe. Isto não muda. As crianças têm o direito natural de ter uma mãe e um pai e somente a união de um homem e uma mulher pode sustentar este direito de nascimento de uma criança no casamento. Dois homens não podem ser uma mãe nem duas mulheres podem ser um pai de uma criança. Estes factos não mudam».

Pasi Turunen
Afirmou ainda que a nova lei, que entrará em vigor no próximo dia 1 de Março, «só pode ofuscar a verdade sobre o casamento, e trará confusão e desafios às escolas e aos lares, bem como à liberdade religiosa e de expressão».

Mas garantiu: «A Associação Aito Avioliitto vai continuar a trabalhar e defender o valor do casamento autêntico como uma união de um homem e uma mulher. Vamos participar na discussão cívica na praça pública, fazer com que a nossa voz seja ouvida nas questões legais, defender o casamento, e resistir a quaisquer tentativas de silenciar aqueles que defendem a verdadeira definição de casamento como uma união conforme estabelecido por Jesus Cristo.»