terça-feira, 10 de fevereiro de 2015


Cristo crucificado, escândalo para

os muçulmanos e loucura para os laicistas...


Roberto de Mattei

Marcher contre la Terreur (Marchar contra o Terror), foi o título com o qual o «Le Monde», o «Corriere della Sera» e os grandes jornais ocidentais apresentaram o enorme desfile laicista de 11 de Janeiro. Nunca um slogan foi mais hipócrita do que este, imposto pelos meios de comunicação maciça como reacção ao massacre ocorrido em Paris a 7 de Janeiro.



Com efeito, que sentido faz falar de «terror» sem adicionar a este substantivo o adjectivo «islâmico»? O ataque à redacção de «Charlie Hebdo» foi perpetrado sob o grito de «Allah akbar!» para vingar Maomé ofendido pelas caricaturas, mas com uma visão bem definida do que estava por detrás das Kalashnikov terroristas: a visão muçulmana do mundo.

Só agora os serviços secretos ocidentais começam a levar a sério as ameaças de Abu Muhammad al-Adnani, contidas num comunicado multilingue difundido em 21 de Setembro de 2014 pelo diário online «The Long War Journal»:


«Conquistaremos Roma, espezinharemos as suas cruzes, faremos escravas as suas mulheres com a permissão de Alá, o Altíssimo», declarou aos seus sequazes o porta-voz do «Estado Islâmico», que não se limitou a repetir que exterminará os «infiéis» onde quer que eles estiverem, mas que revelou também o modo pelo qual o fará:



«Colocai explosivos nas suas estradas. Atacai as suas bases, irrompei nas suas casas. Cortai-lhes as cabeças. Que eles não se sintam seguros em lugar algum! Se não conseguirdes arranjar explosivos ou munições, isolai os infiéis americanos, franceses ou os seus aliados, sejam eles quem forem. Esmagai os seus crânios a golpes de pedra, matai-os à facada, atropelai-os com os vossos carros, atirai-os aos precipícios, sufocai-os
ou envenenai-os».

Ilude-se quem pensa que a guerra actual não é a que declarou o Islão ao Ocidente, mas apenas uma guerra travada dentro do mundo muçulmano, e que a única salvação consiste em ajudar o Islão moderado a derrotar o Islão fundamentalista, como escreveu o observador Sergio Romano no «Corriere della Sera» de 11 de Janeiro, apesar de ser considerado pessoa inteligente.


Na França, o slogan mais repetido é o de evitar a «amálgama», ou seja, a identificação do Islão moderado com o radical. Mas o fim comum a todo o Islão é a conquista do Ocidente e do mundo. Quem não partilhar esse objectivo não é um moderado, simplesmente não é um bom muçulmano. As divergências, quando existem, não dizem respeito ao fim, mas ao meio: os muçulmanos da Al Qaeda e do Estado Islâmico abraçaram a via leninista da acção violenta, enquanto a Irmandade Muçulmana utiliza a arma gramsciana (*) da hegemonia intelectual. As mesquitas são o centro de dinamização da guerra cultural, que Bat Ye’or define como soft-jihad, enquanto que pelo termo hard-jihad ele define a acção militar para aterrorizar e aniquilar o inimigo. Pode discutir-se, e certamente discute-se dentro do Islão, sobre a escolha dos meios, mas há unanimidade quanto ao objectivo final: a disseminação da Sharia (a lei corânica) pelo mundo.


O Islão é em qualquer caso um substantivo verbal que se pode traduzir como «submissão». A submissão para evitar o Terror, que é o cenário do futuro europeu imaginado pelo romancista Michel Houellebecq no seu último livro [«Soumission»], apressadamente retirado das livrarias francesas. Não ao Terror significa, para os nossos políticos, não à submissão violenta dos jihadistas e sim a uma submissão pacífica, que conduz suavemente o Ocidente a uma condição de inferioridade.



O Ocidente diz-se disposto a aceitar um Islão com «face humana», embora na realidade o que ele rejeita no Islão não seja apenas a violência, mas também o seu absolutismo religioso. No entanto, existe no Ocidente uma licença para matar, não em nome de valores absolutos, mas em nome do relativismo moral. Por isso, o aborto é praticado de forma sistemática em todos os países ocidentais, sem que tenha sido condenado por nenhum dos Chefes de Estado que participaram em Paris na marcha contra o Terror. Com efeito, o que é o aborto senão a legalização do Terror, do Terror promovido, encorajado e justificado pelo Estado? Então que direito têm os líderes ocidentais de se manifestarem contra o Terror?

No jornal «La Repubblica» de 13 de Janeiro de 2015, enquanto Adriano Sofri, ex-chefe da Lotta Continua (**) celebra a Europa que renasce sob a Bastilha (***), a filósofa pós-moderna Julia Kristeva (de quem o cardeal Ravasi é simpatizante), afirma que «a praça Iluminista salvou a Europa» e que «diante dos riscos que corriam, a liberdade, a igualdade e a fraternidade deixaram de ser conceitos abstractos para se encarnarem em milhões de pessoas».


Mas quem inventou o Terror senão a França republicana, que o utilizou para esmagar toda a oposição à Revolução Francesa? A ideologia e a prática do terrorismo apareceram pela primeira vez na História com a Revolução Francesa, sobretudo a partir de 5 de Setembro de 1793, quando o «Terror» foi colocado na ordem do dia pela Convenção e se tornou parte essencial do sistema revolucionário. O primeiro genocídio da História [o da Vandeia], foi perpetrado em nome dos ideais republicanos da liberdade, igualdade e fraternidade. O comunismo, que pretendeu completar o processo de secularização inaugurado pela Revolução Francesa, levou a aplicação do Terror à escala planetária, causando mais de 200 milhões de mortes em menos de 70 anos. E o que é o terrorismo islâmico senão uma contaminação da «filosofia do Corão» com a prática marxista-iluminista importada do Ocidente?


Desde a sua fundação, «Charlie Hebdo» é um jornal em que a sátira foi posta ao serviço de uma filosofia de vida libertária, cujas raízes provêm do Iluminismo anti-cristão. O jornal satírico francês tornou-se famoso pelas suas caricaturas de Maomé, mas não se devem esquecer as suas repugnantes caricaturas blasfemas publicadas em 2012 para reivindicar as uniões homossexuais. Os editores de «Charlie Hebdo» podem ser considerados a expressão extrema mas coerente da cultura relativista difundida agora em todo o Ocidente, assim como os terroristas que os assassinaram podem ser considerados a expressão extrema mas coerente do ódio que tem o vasto mundo islâmico contra o Ocidente.


Aqueles que afirmam a existência de uma Verdade absoluta e objectiva são equiparados pelos neo-iluministas aos fundamentalistas islâmicos. No entanto, é o relativismo que se equipara ao islamismo, porque ambos estão unidos pelo fanatismo. O fanatismo não é a afirmação da verdade, mas o desequilíbrio intelectual e emotivo que nasce do distanciamento da verdade. E só há uma Verdade em que o mundo pode encontrar a paz, ou seja, a tranquilidade na ordem: Jesus Cristo, Filho de Deus, em função de Quem todas as coisas devem ser ordenadas no Céu e na Terra, para que se alcance a paz de Cristo no Reino de Cristo. Este deve ser o ideal de todo o cristão, conforme ensinou o Papa Pio XI na sua encíclica Quas Primas de 11 de Dezembro de 1925.


Não se pode combater o Islão em nome do Iluminismo e menos ainda em nome do relativismo. Contra ele, só se pode opor a lei natural e divina, ao mesmo tempo negada pelas raízes do relativismo e do Islão. É por isso que devemos erguer esse Crucifixo que o secularismo e o islamismo rejeitam, fazendo dele a nossa bandeira de vida e de acção. Dizia São Paulo que «Nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios» (I Cor 1, 23). Tal como o Apóstolo, poderíamos nós agora dizer: «Pregamos Cristo crucificado, escândalo para os muçulmanos e loucura para os laicistas».



(*) Métodos propostos pelo comunista Antonio Gramsci, conforme explicado no nosso artigo «A «educação sexual» e a nova perseguição «democrática», ateia e psiquiátrica»


(**) Lotta Continua (Luta Contínua) é um movimento maoista de Turim, da qual uma facção se juntou às organizações terroristas.


(***) Bastilha: Fortaleza que os republicanos franceses de 1789 consideravam um «baluarte do regime» para encarcerar opositores políticos, mas que na realidade só tinha oito prisioneiros que não eram políticos e nem sequer eram maltratados. A sua «libertação» a 14 de Julho do mesmo ano, tornou-se demagogicamente um importante feriado nacional na França, mais ou menos como o 25 de Abril foi impingido a Portugal.


Fonte:

Correspondance Européenne, 20-01-2015




domingo, 8 de fevereiro de 2015


Jesus não fez sondagens


«Jesús no hizo sondeos cuando propuso el perdón de los enemigos, el matrimonio indisoluble, la Eucaristía y la Cruz»

Mons. Livio Melina, presidente del Pontificio Instituto Juan Pablo II, ha concedido una entrevista al portal Tempi en la que aborda la situación de la Iglesia y la moral católica en el tiempo actual. Mons. Melina asegura que «Jesús no hizo sondeos cuando propuso el perdón de los enemigos, el matrimonio indisoluble, la eucaristía o la palabra de la cruz: sabía perfectamente qué pensaban incluso los discípulos. Dijo más bien: `¿También vosotros queréis marcharos?´».


Mons. Livio Melina

(Tempi/InfoCatólica) Mons. Livio Melina (Adria, Italia, 1953) es sacerdote y doctor en teología por la Pontificia Universidad Lateranense de Roma. Fue asistente de la Congregación para la Doctrina de la Fe cuando era Prefecto el cardenal Joseph Ratinzger, quien ya siendo Papa, con el nombre de Benedicto XVI, le nombró en el año 2006 presidente del Pontificio Instituto Juan Pablo II.

El Pontificio Instituto Juan Pablo II tiene la misión de enseñar la Fe, mediante el conocimiento de la verdad del matrimonio y la familia, con el auxilio de las diversas ciencias humanas que trabajan en estos campos.

Según el cardenal de Milán Angelo Scola, el contexto histórico actual se caracteriza por un «erotismo penetrante». ¿Es la consecuencia de la llamada «revolución sexual»?

La revolución sexual se puede definir como una serie de rupturas del contexto natural y cultural en el que se vivía la experiencia del amor humano en la tradición católica: ruptura del nexo entre sexualidad y matrimonio (con una sexualidad extraconyugal); ruptura del nexo entre sexualidad y procreación (mediante la contracepción y la reproducción artificial), ruptura del nexo entre sexualidad y amor (con una sexualidad «líquida»). De este modo el sexo se ha convertido en una mina vagante omnipresente, que invade el escenario de la existencia actual con la fuerza de una autoevidencia que se impone. Recuerdo que don Giussani dijo una vez que para destruir la mentalidad cristiana del pueblo, nada más terminar la guerra los comunistas empezaron a difundir la pornografía, chantajeando así al hombre en su punto más débil. En los años sesenta Marcuse señaló el mismo fenómeno de instrumentalización del eros en la sociedad consumista avanzada, que quiere «al hombre a una dimensión»…

En efecto, se alza un fuerte prejuicio puritano sobre el cristianismo: se identifica de hecho al cristianismo con la moral, la moral con un sistema de prohibiciones, y se piensa que esta prohibiciones se dan sobre todo en el ámbito sexual, de manera que al final de esta serie de falsas ecuaciones el cristianismo se equipara a la represión sexual. Como expresó el Papa Benedicto XVI con agudeza en la encíclica Deus caritas est: se dirige al cristianismo la acusación nietzscheniana de haber envenenado la experiencias más bella y atrayente de la vida. Entra entonces una especie de complejo de culpa de los clérigos, ulteriormente acentuado por los deplorables escándalos de pedofilia. De este modo al final no solo se pide a la Iglesia el silencio sobre este tema, sino que también en la Iglesia se termina por pensar que es mejor no hablar de ello para no obstaculizar la evangelización. Y así el tema culturalmente más imponente, educativamente más decisivo, se abandona a la mentalidad mundana que invade también a los fieles, que cuando razonan sobre estas cosas ya no expresan un sensus fidelium teológicamente significativo, sino la mentalidad mundana de la que todos deberíamos convertirnos para unirnos a la novedad de Cristo, que por sí sola nos libera. Jesús no hizo sondeos cuando propuso el perdón de los enemigos, el matrimonio indisoluble, la eucaristía o la palabra de la cruz: sabía perfectamente qué pensaban incluso los discípulos. Dijo más bien: «¿También vosotros queréis marcharos?».

Entonces, ¿qué es lo que está hoy en juego?

Se deberían meditar las palabras del Papa Ratzinger en uno de sus últimos discursos: el del 22 de diciembre de 2012 para felicitar la Navidad a la curia romana. Él dijo que en las mutaciones y deformaciones que amenazan a la familia, con la pretensión de los llamados presuntos «nuevos derechos», con la redefinición del matrimonio, con la abrogación de la paternidad y la maternidad, está en juego nada menos que la identidad humana: sin las relaciones constitutivas que nos dan identidad –hijo, padre, madre, esposo y esposa, hermano y hermana- el hombre es solamente un individuo frágil manipulable por el poder. Pero la cuestión es también radicalmente teológica: porque está en juego el lenguaje originario de lo humano, del que se ha servido Dios en la Revelación para hablarnos. ¿Qué palabras nos quedarán para hablar de Dios sin el léxico de estas relaciones familiares?

Entre las cuestiones públicas más debatidas está ciertamente el tema de la diferencia/indiferencia sexual. Tan es así que, tentados por una cierta educación sentimental, sucede que también a los católicos les cuesta sostener con seguridad que el matrimonio es entre un hombre y una mujer.

La diferencia sexual, que marca al cuerpo hasta en las fibras más íntimas y lo orienta a un modo específico de relación, representa una referencia antropológica fundamental, con un marcado carácter vocacional. Es una llamada: es decir, no es solo un dato biológico casual y tampoco un factor exhaustivamente establecido en al biología. Es invitación a una respuesta y a un camino que pide educación, para asumir la forma de una unión en la que se realice el don de sí en el amor, con carácter de exclusividad, totalidad e irrevocabilidad de una promesa y con una intrínseca sobreabundancia de apertura a la vida en la procreación. La pérdida de la idea de que existe una naturaleza humana común no manipulable, que hay ligámenes originarios que dan identidad y misión a la vida (como sucede en la ideología de género), hace imposible pensar en un bien común de la sociedad. Una cosa es el respeto debido a todas las personas independientemente de su orientación sexual, otra son los derechos de la familia auténtica, base del bien común de la sociedad. ¿Cómo es posible no comprender que es la familia compuesta por hombre y mujer, radicada establemente en el matrimonio y comprometida en la educación de los hijos la que crea aquel «capital social» de comportamientos, de cultura y de virtudes sobre el que se basa el vivir juntos? ¿Cómo no entender que si falta esto se tritura el ligamen social?

Como muestran muchas respuestas al cuestionario de preparación al Sínodo de los obispos sobre la familia, sobre la moral y concepción del hombre, hay gran confusión entre los fieles. Una confusión exasperada por el bombardeo mediático tecnológico cada vez más invasivo.

La moral tiene hoy mala fama en la sociedad y también en la misma Iglesia. El discurso corriente fácilmente tiene como objetivo fácil el «moralismo». Y no sin motivo: cuando se piensa en la moral como en una serie de prohibiciones que limitan la libertad y pretenden violar la conciencia, resulta justificada una instintiva aversión. ¿Pero es de verdad esta la moral? Por otra parte, cuando no se logra distinguir entre moralismo y auténtica experiencia moral, se termina en la arbitrariedad del subjetivismo, en la subordinación a lo que establecen las estadísticas sobre la opinión predominante, o en un nuevo y más opresor legalismo de las reglas («no fumar en los parques públicos», «no ponerse obesos», «no comer carne de animales», «no tirar basura en el contenedor equivocado»…). En la raíz de esta reputación negativa de la moral está la fractura entre la persona y sus acciones. Nuestras acciones, como escribió Karol Wojtyla en Persona y acción, son expresión de nuestra persona y al mismo tiempo nos construyen, son nuestros padres, según la sugerente observación de san Gregorio de Nisa: en efecto, obrando nosotros no solo provocamos cambios en el mundo exterior, sino que nos convertimos en aquello que hacemos, cambiando antes que nada nosotros mismos con nuestras elecciones. Quien roba se convierte en ladrón y quien miente en un embustero. Nosotros no somos un sujeto abstracto construido independientemente de nuestro actuar: somos un yo-en-acción, que realiza libremente el don originario de su ser a través de sus acciones, en las relaciones con los demás y en un contexto cultural que contribuye a configurar. Por esto nuestras acciones tienen siempre una dimensión moral.

Pero la sociedad plural contemporánea está marcada por la coexistencia de diferentes visiones del mundo. ¿Cómo concebir la relación entre la moral y las leyes?

Es una pregunta crucial. En efecto la moral exige poner fundamentarse en una visión global de la vida, en una antropología, en una concepción del hombre y de Dios, mientras las leyes de nuestras sociedades pluralistas tienen necesidad de lograr el consenso de todos. Por otra parte mientras la moral tiene como perspectiva la del bien de la persona, la ley civil mira como ideal a la justicia en la convivencia entre los hombres, que es un objetivo más limitado. La llamada a compartir una serie de principios universales de justicia fundados en la razón común, aun siendo todavía teóricamente argumentable, es pragmáticamente imposible de experimentar, dado el pluralismo y la perplejidad post-moderna sobre la universalidad de la racionalidad humana. ¿Cómo proceder entonces? Me parece que se puede concordar con el cardenal Scola en dos presupuestos para una convivencia pública. En primer lugar se ha de reconocer que, más allá del pluralismo de las visiones, el hecho de la convivencia con los demás representa un bien que hay que preservar y cultivar, y esto exige respeto por la libertad y los derechos de las personas. No es libertad aquella que piensa que puede reírse de todo, también de aquello que es sagrado para el otro. En segundo lugar, sobre tantas cuestiones controvertidas, hay que recorrer pragmáticamente la vía del diálogo abierto entre las diversas identidades: la claridad de proponer la propia visión de las cosas, sin presunción de imponer la propia visión a los demás, pero también sin la censura de una laicidad sospechosa y hostil a la religión, permite una confrontación abierta en la que democráticamente podrá afirmarse la solución concreta que logrará convencer más que la propia bondad.

Frente a la difusión de la mentalidad laicista, que tiende a expulsar a Dios de la vida concreta del hombre, ¿con qué criterio los cristianos deben intentar un pensamiento y una acción pública que ofrecer a la reflexión común?

La afirmación de san Juan Pablo II de que «la fe debe hacerse cultura» no es una opción estratégica válida solo en algunos momentos históricos. Es la descripción de una exigencia intrínseca e irrenunciable de la identidad cristiana, que debe expresarse en el obrar y confrontarse con las grandes cuestiones culturales que se agitan en la sociedad. Si no lo hace, el cristiano no solo incumple su tarea específica de misión en el mundo y se transforma en sal insípido, que antes o después terminará pisoteado por los que pasan, sino que él mismo no conseguirá entender el sentido de la fe que profesa pero que ha relegado al intimismo. Él, sin darse cuenta, sobre las cuestiones antropológicamente y socialmente decisivas terminará con una sumisión a los «esquemas del mundo», como dice san Pablo y como repetía con frecuencia don Giussani siguiendo la famosa Carta a los cristianos de Occidente escrita en los primeros años setenta por el teólogo checo Josef Zverina.

Para los cristianos la razón última de la defensa de los valores es Cristo mismo.¿Por qué pueden proponerlos a los no creyentes?

En lugar de «valores», prefiero hablar de «bienes». El discurso de los valores evoca la percepción subjetiva de la conciencia, mientras que el bien es algo que objetivamente se da en la realidad y es accesible a la razón según un orden y una jerarquía. La cuestión que usted plantea se refiere al fin y al cabo al nexo entre encuentro con Cristo y experiencia de lo humano. El encuentro con Cristo se verifica en su capacidad de transformar la vida y de hacerla más conforme a lo que el corazón de cada uno espera. Y precisamente así está en grado de convencer de su conveniencia en incluso de su verdad. Es una verificación que cada persona debe hacer continuamente en los desafíos de la propia existencia y que la misma comunidad de los discípulos de Jesús con humilde fiereza puede proponer a la comunidad de los hombres. Y los hombres, también los no cristianos, pueden reconocer así que algunos bienes, que se han revelado históricamente en un contexto cristiano, corresponden verdaderamente a lo que también ellos pueden apreciar como válido y en consecuencia adoptarlos, aun sin llegar a abrazar la fe, que es la fuente de su emergencia histórica. Así ha sucedido históricamente para el valor único y el primado de la persona respecto al Estado, también a partir del testimonio de los mártires cristianos («se debe obedecer a Dios antes que a los hombres»); así ha sucedido para el matrimonio monogámico en el mundo de la Roma antigua, que ha sabido transformar la cultura permisiva de la época, que conocía, legitimaba y practicaba ya el divorcio, el aborto y la homosexualidad. La Epístola a Diogneto, antiguo texto patrístico, habla precisamente de esta «diferencia» cristiana pero también de su capacidad atractiva y transformante. Es un desafío fascinante que se presenta en toda época de la historia y siempre en formas singulares.


(Desculpem os nossos leitores de apresentarmos um texto em castelhano.)





sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015


A vanguarda do Sínodo volta ao ataque


Matteo Matzuzzi

Lo schema è lo stesso di un anno fa: passate le feste di Natale, iniziato l’anno, il fronte novatore che auspica cambiamenti sulla pastorale familiare fin qui seguita dalla chiesa cattolica, fa sentire la sua forza.

In contemporanea e con alcuni dei suoi più illustri (e agguerriti) esponenti. La differenza è che stavolta la posta in palio è ben più grossa, visto che dopo l’assise del prossimo ottobre verrà il momento di tirare le somme. E a farlo sarà il Papa, nessun altro. Dopotutto, il segretario generale del Sinodo, il cardinale Lorenzo Baldisseri, lo diceva qualche giorno fa ad Avvenire:

«Riteniamo che questo periodo tra i due Sinodi sia il più importante». Un anno fa era stato il cardinale Walter Kasper ad aprire le danze, con la sua relazione dal taglio teologico presentata al Collegio cardinalizio riunito in concistoro. Nessuna risposta, ma solo tante domande, aveva precisato il porporato tedesco, benché l’orientamento delle sue tesi fosse assai chiaro, e non solo perché sul tema Kasper aveva già avuto modo di dire la sua vent’anni prima.

Questa volta, a mettere il carico da novanta sul tavolo c’ha pensato il cardinale Reinhard Marx, arcivescovo di Monaco e Frisinga e presidente della conferenza episcopale tedesca. In un’ampia intervista concessa ad America, la rivista della Compagnia di Gesù edita negli Stati Uniti, ha allargato il problema: non si tratta solo di decidere se dare la comunione ai divorziati risposati, ma è necessario «un sacco di lavoro in campo teologico». Per chiarire meglio il concetto, Marx spiega che è «la teologia del matrimonio» quella che deve essere messa sotto la lente dei padri sinodali: «Sono stupito che alcuni possano dire che tutto è chiaro su questo argomento. Le cose non sono chiare. Non è che la dottrina della chiesa debba essere determinata dai tempi moderni, ma è una questione di aggiornamento, per usare un’espressione che la gente può comprendere». Bisogna, quindi, «adattare la nostra dottrina al Vangelo, alla teologia, così da trovare in modo nuovo il senso di ciò che ha detto Gesù, il significato della tradizione della chiesa e della teologia, e così via. C’è molto da fare». Il resto, a giudizio dell’arcivescovo di Monaco, viene dopo. D’altronde, le sue posizioni sono chiare: lo scorso settembre annunciò che si sarebbe presentato al Sinodo con un documento sottoscritto dalla maggioranza dei vescovi connazionali in cui si esprimeva sostegno pieno alle tesi espresse dal cardinale Walter Kasper – che qualche giorno fa ha ricevuto dall’Università San Raffaele di Milano una laurea ad honorem in Scienze filosofiche, e l’occasione è stata propizia per tenere una lectio magistralis sul valore della misericordia, suo grande cavallo di battaglia.

Proprio sul punto più controverso, quello del riaccostamento alla comunione dei divorziati risposati, Marx suggerisce di partire dal documento della conferenza episcopale tedesca da poco pubblicato, in cui viene confermato di fatto il sostegno alle tesi novatrici. «L’eucaristia e la riconciliazione sono necessari per le persone. Noi diciamo ad alcuni ‘non sarai mai riconciliato fino alla morte’. Questo è impossibile da credere quando si ha a che fare con le situazioni concrete. Nello spirito della Evangelii Gaudium, dobbiamo vedere come l’eucaristia è la medicina per le persone. Dobbiamo trovare il modo perché le persone ricevano l’eucaristia. Non si tratta di trovare modi per tenerle fuori! Dobbiamo trovare modi per accoglierle. Dobbiamo usare la nostra immaginazione e chiederci se possiamo fare qualcosa. L’attenzione deve focalizzarsi su come accogliere le persone».

Più che d’accordo con Marx è il cardinale honduregno Oscar Rodríguez Maradiaga che, tra un discorso sulla riforma della curia – lui punterebbe a unificare la Segnatura, il Pontificio consiglio per i Testi legislativi e la Penitenzieria, il che equivarrebbe a mettere insieme la Cassazione, il Ministero della Giustizia e i confessori – e il futuro della chiesa in America latina, ha cercato di sviare l’attenzione dal punto dolente, quello dell’ostia a chi per la Chiesa cattolica non è in regola. Maradiaga, che esattamente un anno fa se la prendeva con le tesi del prefetto della congregazione per la Dottrina della fede, Gerhard Ludwig Müller, accusato di essere un «teologo tedesco nella cui mentalità c’è solo il vero e il falso», nega ogni contrasto nel Sinodo di ottobre. Intervenuto per una conferenza alla Santa Clara University, in California, dà la colpa ai media, colpevoli a suo dire di aver visto e raccontato un’assemblea che mai – nella realtà – è avvenuta. Nessuno scontro, nessuna levata di scudi contro la proposta del cardinale Baldisseri di non divulgare le relazioni dei circoli minori.

Addirittura, a giudizio di Maradiaga, anche i tre capitoli controversi su cui tanto aveva lavorato il segretario Bruno Forte, compreso quello sull’apertura alle coppie omosessuali, non sarebbero mai stati bocciati: «C’è una grande confusione nella stampa, visto che tre o quattro proposizioni non hanno ottenuto i due terzi di sì nelle votazioni. Ma sono state approvate. Non con quella maggioranza, ma sono state approvate». Come dire, insomma, che anche se sono state bocciate ai sensi del regolamento, della prassi e delle norme, in realtà hanno ottenuto il via libera e quindi meritano approfondimento, come ha sottolineato Baldisseri, che ha parlato di «scelte pastorali coraggiose in particolare nella cura delle famiglie ferite».





quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015


S. Paulo sobre o celibato dos padres


1 Cor. 7,32-33.

«Quem não é casado preocupa-se com as coisas do Senhor, com o modo de agradar ao Senhor.

Mas aquele que se casou preocupa-se com as coisas do mundo, com a maneira de agradar à esposa, e encontra-se dividido.»






segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015


Igreja, matrimónio e identidade sexual

segundo o cardeal Marx

 
Il cardinale Reinhard Marx, arcivescovo di Monaco e Frisinga
e capo della Conferenza episcopale tedesca

Matteo Matzuzzi

Roma. Ma quale ostia ai divorziati risposati, qui a cambiare deve essere la teologia del matrimonio nel suo complesso. Donne al posto di comando, apertura alle coppie omosessuali, riforma della chiesa ed eucaristia per tutti. E’ quasi un programma di governo pastorale quello che il cardinale Reinhard Marx, arcivescovo di Monaco e Frisinga e capo della Conferenza episcopale tedesca, illustra ad America, la rivista dei gesuiti della liberal east coast. «Il Papa e i vescovi devono avviare il cambiamento», dice. Se non lo fanno, i tedeschi sono pronti ad andare avanti per la loro strada. Il che significa totale accoglimento delle tesi su morale e famiglia portate avanti nel corso dei decenni dal cardinale Walter Kasper. D’altronde, aggiunge il porporato, le linee guida della chiesa di Germania sono pronte e già approvate. Non resta che metterle in pratica. «Sono stupito che qualcuno possa dire che tutto è chiaro su questo argomento. Le cose non sono chiare. Non è che la dottrina della chiesa debba essere determinata dai tempi moderni, ma è una questione di aggiornamento». E’ necessario, dunque, «adattare la nostra dottrina al Vangelo, alla teologia, così da trovare in modo nuovo il senso di ciò che ha detto Gesù. C’è molto da fare».

La lista delle richieste dei vescovi capitanati da Marx è lunga e riporta sul tavolo della discussione anche quei capitoli che al Sinodo straordinario di ottobre erano stati bocciati dai padri, compresa l’apertura alle coppie omosessuali su cui molto aveva lavorato mons. Bruno Forte prima di essere sconfessato dai circoli minori. Dopotutto, ha detto dalla California il coordinatore del consiglio della corona papale, il cardinale Oscar Rodríguez Maradiaga, quei paragrafi non sono mai stati bocciati, smentendo così la norma che esige la maggioranza dei due terzi per dare il via libera a una proposizione sinodale. Marx, che a settembre aveva annunciato urbi et orbi di essere pronto a calare su Roma con un documento firmato dalla maggioranza dei vescovi tedeschi a sostegno delle tesi di Walter Kasper, ha ribadito la necessità di trovare il modo di consentire ai divorziati risposati di ricevere la comunione. Non bisogna escluderli, bensì accoglierli: «Forse non sarà possibile in tutti i casi, ma in linea di principio la chiesa deve lottare per l’accoglienza, non per l’esclusione». Quanto agli omosessuali, pur confermando che anche per la chiesa tedesca «un rapporto tra persone dello stesso sesso non ha lo stesso valore di uno tra un uomo e una donna», il porporato ha osservato che «non è possibile dire ‘tutto quello che fai è negativo perché sei gay’». Rimboccarsi le maniche e lavorare: servirà, spiega, uno sforzo «di immaginazione» per ricostruire la teologia del matrimonio, che superi la vecchia Familiaris Consortio di Giovanni Paolo II, ormai inadeguata.





sábado, 31 de janeiro de 2015


A guerra do Islão


José António SaraivaJornal Sol, 26 de Janeiro de 2015

Depois dos atentados em Paris, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, e a chanceler alemã, Angela Merkel, fizeram uma declaração solene: «A luta é contra o terrorismo, não é contra o Islão».

O pior inimigo dos muçulmanos que hoje vivem na Europa é a inacção dos Governos nacionais – permitindo uma liberdade de acção aos fundamentalistas que acaba por virar a opinião pública contra toda a comunidade islâmica

A intenção era óbvia: tentar precaver acções racistas contra os muçulmanos – e, ao mesmo tempo, acalmar os países islâmicos amigos.

Mas dizer isto é tentar tapar o sol com a peneira.

Porque este tipo de terrorismo é indissociável do Islão.

Os terrorismos não são todos iguais – e o terrorismo islâmico tem características próprias, sendo completamente diferente dos terrorismos que conhecemos na Europa.

As organizações terroristas europeias das últimas décadas – o Baader-Meinhof na Alemanha, as Brigadas Vermelhas em Itália, o Sinn Fein na Irlanda, a ETA no País Basco, as FP-25 em Portugal – actuavam geograficamente e tinham objectivos políticos concretos.

O terrorismo islâmico, pelo contrário, não é localizado geograficamente – está disseminado por todo o planeta – e não tem um objectivo político determinado – visa atingir a civilização Ocidental no seu conjunto.

Há quem, como Ana Gomes, tente explicar o terrorismo islâmico com base nas más condições de vida ou numa deficiente integração dos muçulmanos nos países de imigração.

Ora, dizer isto é não compreender o fenómeno.

Se as condições de vida produzissem terroristas, já teríamos visto muitos pobres em Portugal, atingidos pela austeridade, pegarem em metralhadoras e irem por aí fora a matar pessoas.

E se fosse pela deficiente integração, muitos africanos em Portugal já se teriam transformado em homens-bomba.

As condições de vida e o desenraizamento podem facilitar o recrutamento de operacionais, mas a raiz do terrorismo islâmico é outra.

E se fosse esta também não teria solução, pois a Europa não vai sair da crise tão cedo e a integração dos muçulmanos nas sociedades europeias nunca será completa...

Como se vê em França, na Bélgica, em Inglaterra ou na Alemanha, as populações de origem árabe, por exemplo, conservam em geral os seus hábitos de vida: comem a sua comida, vestem à sua maneira, professam a sua religião, lêem os seus jornais, vivem nos seus bairros.

E depois, em virtude de serem cada vez mais associados ao terrorismo, os muçulmanos são olhados com desconfiança pelo resto da população – o que agrava a segregação.

Perante um muçulmano, as pessoas hoje pensam: quem sabe se por detrás deste homem não se esconde um terrorista?

Ao contrário de outros terrorismos, o terrorismo islâmico é de natureza religiosa – embora haja dificuldade em aceitar esta ideia, porque a cartilha marxista, que continua a condicionar o pensamento de muita gente, contempla sobretudo as condições socio-económicas.

Mas basta olhar para a História para o perceber: a guerra entre o Islão e o Ocidente cristão vem de muito longe (e nós sabemos isso melhor do que ninguém, pois ajudámos a expulsar os «infiéis» da Península).

Sucede que, ao contrário do cristianismo, o islamismo conservou uma vertente fundamentalista e violenta, bem expressa nas atrocidades de Khomeyni, de Bin Laden ou do Estado Islâmico.

E o fundamentalismo não tem parado de crescer nos últimos tempos – conquistando cada vez mais terreno no Norte de África e multiplicando os atentados terroristas pelo mundo fora.

Neste momento, a Europa é um paraíso para os terroristas islâmicos, pela ausência de fronteiras nacionais, pela liberdade de movimentos, pela liberdade de propaganda, etc.

Em nenhuma parte do mundo existem tais condições.

Ora isto pode fazer do continente europeu, nos tempos que aí vêm, um palco privilegiado para os ataques terroristas.

Até porque aqui vivem 50 milhões de muçulmanos, possibilitando que eles se escondam com tremenda facilidade (procurar um muçulmano em certos países da Europa é como procurar agulha em palheiro) e oferecendo um campo de recrutamento  muito grande.

Enfrentar o terrorismo islâmico na Europa é uma tarefa ciclópica.

Mas há uma coisa a fazer antes de mais nada: abandonar os preconceitos ideológicos, os complexos de esquerda e os clichés – e aceitar pôr tudo em questão.

A recusa dos partidos do sistema em debater descomplexadamente a imigração, está a entregar à extrema-direita o monopólio do debate sobre este tema.

Ora, isso é perigosíssimo.

Os partidos centrais têm de ser mais activos e firmes no combate a este flagelo.

Não podem revelar a passividade e a inocência que têm demonstrado.

Como aceitar, por exemplo, que alguns imãs continuem a pregar livremente a violência e a recrutar  homens nas mesquitas de Paris ou Bruxelas para ataques terroristas?

Como admitir que em Londres haja municípios ostentando à entrada placas dizendo: «Está a entrar numa zona controlada pela sharia [lei islâmica]»?

É inadmissível.

Muitos europeus começam a estar cansados, com medo, aterrorizados mesmo – e, se os Governos não derem respostas concretas, o racismo anti-muçulmano na Europa pode ficar fora de controlo.

E os partidos da extrema-direita continuarão a crescer eleitoralmente e começarão a ganhar eleições.

O tempo urge.

O discurso politicamente correcto já deu o que tinha a dar e não convence ninguém.

Os próprios muçulmanos estão fartos dele, pois a sua vontade é que se comece a separar o trigo do joio, não pagando o justo pelo pecador.

O pior inimigo dos muçulmanos que hoje vivem na Europa é a inacção dos Governos nacionais – permitindo uma liberdade de acção aos fundamentalistas que acaba por virar a opinião pública contra toda a comunidade islâmica.





sexta-feira, 30 de janeiro de 2015


Bergoglio «crisma-se» (confirma-se)... (2)




O casal paraguaio Víctor e Stella Domínguez viajou para Roma de 22 a 24 de Janeiro para participar no Congresso internacional de movimentos, grupos e associações de família e vida, cujo tema foi «A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo», onde compartilharam a sua experiência na pastoral para divorciados em nova união.

O Congresso serve como preparação para a XIV Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos em Outubro de 2015, e foi organizado pelo Pontifício Conselho para a Família, que acolheu 80 movimentos e mais 300 peritos para falar sobre a pastoral familiar.





quinta-feira, 29 de janeiro de 2015


Laicos acusam o secretário do Sínodo

de semear a confusão (actualizado)



Juanjo Romero

La preparación del «Sínodo de la Familia» 2015 continúa. El Pontificio Consejo para la Familia convocó en Roma (22-24 de enero) a los responsables de los principales movimientos laicales para conocer la opinión sobre las 46 preguntas que serán el fundamento del «Instrumentum Laboris».

Se ha llevado con bastante discreción. Y no quiero pensar que no hayan transcendido las conclusiones porque el resultado no haya sido el esperado por la secretaría del Sínodo. En general el clima era de satisfacción por parte de los asistentes. Como cuenta el sacerdote Santiago Martín, fundador de los Franciscanos de María: «Laicos católicos: «rebajas, no gracias».

La práctica totalidad de los movimientos presentes en Roma está a favor de mantener la doctrina tradicional.

[…], el resultado no ha podido ser más claro y contundente. La práctica totalidad de los movimientos presentes en Roma, unos ochenta – entre los cuales los más significativos y numerosos – está a favor de mantener la doctrina tradicional. Todos quieren que se agilicen las nulidades matrimoniales, sin caer en el divorcio católico, y que se trate con el máximo amor a los divorciados para que no se sientan excluidos de la Iglesia, pero sin que eso suponga devaluar la Eucaristía y permitir que se pueda acceder a ella sin estar en gracia. La base ha dicho claramente: «Rebajas no, gracias».

Y es que los laicos tienen mucha más de esa parresía que pedía el Papa Francisco para el Sínodo, porque exceptuando un contado grupo de valientes cardenales, los demás, parecen figurantes.

Sin embargo, el cardenal Lorenzo Baldisseri, secretario del Sínodo, se quitó la careta ante algunos asistentes y:

  • defendió el derecho del Cardenal Kasper a afirmar que se debería permitir la Sagrada Comunión a los adúlteros («personas divorciadas que viven en uniones no reconocidas por la Iglesia»)
  • dijo que los asistentes no deberían «sorprenderse» porque haya teólogos que contradicen la enseñanza de la Iglesia
  • afirmó que los dogmas pueden evolucionar y que «no tendría ningún sentido la celebración de un Sínodo si fuéramos simplemente a repetir lo que siempre se había dicho»
  • y sugirió que «sólo porque una comprensión particular tuviese lugar hace 2.000 años, eso no significa que no pueda ser cuestionada».
La reacción no se hizo esperar. Patrick Buckley, el enviado internacional para la «Society for the Protection of Unborn Children», comentó:

«La enseñanza de la Iglesia sobre la indisolubilidad del matrimonio se funda en las palabras de Jesucristo. Estas palabras pueden haber sido dichas hace 2.000 años, pero para los católicos siguen siendo ni más ni menos que inmutables mandatos de Dios».

Maria Madise, directora de Voice of the Family, se une a la queja y relata los hechos con más detalle:

«El cardenal Baldisseri corrigió públicamente un delegado que protestó por los ataques a la enseñanza católica. Es notable que se negara a hacer lo mismo cuando la enseñanza de la Iglesia sobre la anticoncepción fue negada unos momentos después por un delegado diferente. La impresión que da es que el único pecado hoy es defender lo que la Iglesia siempre ha enseñado.

Todo parecía puesto en duda en esta conferencia, incluyendo preguntas ya claramente resueltas por el magisterio de la Iglesia. Tal discusión distrae de la tarea de encontrar soluciones reales a los problemas que enfrentan las familias reales. Apenas se habla de graves males como el aborto, la eutanasia y los ataques a los derechos de los padres. Estas son algunas de las cuestiones clave también omitidas en el informe final del 2014 sínodo. Las familias que sufren no son asistidas por los sofismas de los disidentes profesionales, ya sea clérigos o laicos».

Ya me perdonaréis pero me parece terrible y preocupante que el Sínodo no sea «para las familias», sino para «no repetir lo que siempre se había dicho», así. Tan terrible que prefiero no seguir comentando hoy la situación. Tan preocupante que sea el secretario del Sínodo lo esté dirigiendo en esa dirección.

Nos podemos esperar cualquier cosa. Ya dio muestras en «la primera parte» cuando, según la versión de periodistas aduladores, fue un ejercicio de «transparencia».

Transparencia que se manifestó en la decisión de no publicar los discursos/comunicados de los padres sinodales. Transparencia para muñir una «relatio intermedia» con tres puntos no respondían a lo hablado en el Sínodo, tal como relataron varios cardenales. Trasparencia que se manifestó en distribuir esa «relatio» antes a la prensa que a todos los padres sinodales, intentando presionar desde fuera. Como afirmó el cardenal Napier, daba igual que se pudiese corregir dentro de las sesiones, el mal ya no se podría controlar. Transparencia a la que se acogió para no publicar las conclusiones de los «círculos menores», a lo que fue obligado por la petición al Papa de varios cardenales.

El periodista Edward Pentin ha intentado ponerse en contacto con la «oficina» del cardenal Baldisseri, por si quiere matizar los hechos. Hasta la fecha, silencio. Transparencia.

De confirmarse todos estos extremos, y sabiendo lo que hizo hace unos meses, no puedo dejar de preocuparme por el documento de discusión del próximo Sínodo.

Voice of the Family anima a rezar por los frutos del Sínodo y los padres sinodales. Me pregunto cuántos de nosotros lo hacemos.





Actualización (16:30 PM) por Edward Pentin

El cardenal Baldisseri ha respondido a las informaciones de Voice of the Family diciendo que:

«las declaraciones a mí atribuidas por Voice of the Family no se corresponden con mi pensamiento. Probablemente, hablando en italiano, algunas frases podrían haber sido limitadas por la traducción simultánea. Por eso invito a leer el texto de mi discurso»

El discurso puede encontrarse aquí.

«Voice of the Family» ha respondido a la explicación del cardenal diciendo:

«Las declaraciones recogidas fueron hechas por el cardenal Badisseri en respuesta a una pregunta formulada después del discurso por un delegado preocupado, por lo tanto no se encuentran en el texto».

Sinceramente, espero que esto no sea otra kasperada, porque las acusaciones de Voice of the Family son graves.





Bergoglio «crisma-se» (confirma-se)... (1)






quarta-feira, 28 de janeiro de 2015


O casamento torna as pessoas mais felizes


Um novo estudo desenvolvido por investigadores da Universidade da Colômbia Britânica garante que os casados são mais felizes do que os solteiros.

Um novo estudo desenvolvido por Shawn Grover e John Helliwell, dois investigadores da universidade canadiana da Colômbia Britânica, garante que os casados são mais felizes do que os solteiros. Grover, um analista do Departamento de Finanças da universidade, e Helliwell, professor emérito na mesma instituição, analisaram os dados de três questionários diferentes, de modo a medirem o grau de satisfação de vários indivíduos, antes e depois do casamento.


A análise dos dados permitiu concluir que os indivíduos casados são pessoas «mais satisfeitas», o que sugere que o casamento tem «um efeito causal». Para além disso, aqueles que são mais felizes, são também aqueles que, de um modo geral, têm mais propensão para casar.De acordo com o estudo, os efeitos positivos podem ser maiores imediatamente após o casamento, mas isso não quer dizer que desapareçam ao longo dos anos. Com o passar do tempo, o nível de satisfação tem tendência a seguir um padrão em «U», começando a deteriorar-se no início da idade adulta e por volta dos 40 anos, antes de subir novamente. Nos solteiros, a forma do «U» é mais profunda do que na maioria dos casados. «Uma hipótese que pode explicar o porquê da forma em 'U' ser mais profunda para os solteiros do que para os casados, é o facto de o apoio prestado por um cônjuge ajudar a aliviar as tensões da meia-idade», explicaram os autores.

Por outro lado, os efeitos positivos do casamento são especialmente fortes em casais com uma relação muito próxima. «Os benefícios do casamento são, de um modo geral, duas vezes maiores para aqueles cujos cônjuges são também os melhores amigos», refere o estudo.





segunda-feira, 26 de janeiro de 2015


Belgistão, a capital islâmica da Europa


Dizem eles que é uma questão de tempo...

E depois há gente a defender o multiculturalismo!



https://www.youtube.com/watch?v=lT4tFVi683g