segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Um católico como deve ser
Heduíno Gomes
Em contraste com os católicos de salão, leigos ou padres (alguns até graduados...), sempre na televisão a bater com a mão no peito mas a esquecer os valores do cristianismo, temos católicos coerentes e discretos, que apenas aparecem na ribalta por força das circunstâncias (como também temos pessoas coerentes e discretas que não são católicas). É o caso do magistrado católico Carlos Alexandre.
Reproduzimos aqui um interessante artigo sobre a acção do magistrado Carlos Alexandre.
Carlos Alexandre: o juiz que enfrenta o sistema
INÊS DAVID BASTOS, Diário Económico 2 Ago 2014
Temido por muitos, admirado por tantos, o juiz do «ticão», que tem os principais processos de corrupção não cede a pressões.
Não gosta das «forças ocultas» e vê o combate ao crime como uma missão. Recebe ameaças mas insiste nas buscas a poderosos.
O seu refúgio é Mação, a terra que o viu nascer há 52 anos.
Há quem pense que o juiz «não tem medo», há quem diga que o controla.
Quando na passada quinta-feira, pouco depois das 9h00, os noticiários começaram a avançar que Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, estava a ser detido, as conversas nos cafés e nas ruas de Mação voltaram a focar-se em Carlos Alexandre.
O filho da terra que tinha partido há 35 anos para Lisboa em busca de um papel central na luta contra o crime ia interrogar o todo-poderoso da banca portuguesa e os seus conterrâneos voltaram a gabar-lhe a coragem.
Vasco Estrela é há dez meses presidente da Câmara de Mação, vila ribatejana que viu nascer a 24 de Março de 1962 Carlos Manuel Lopes Alexandre, filho mais novo de José Alexandre, carteiro de profissão, e de Narcisa, reformada da indústria de lanifícios.
O autarca não pertence à geração do juiz que fez buscas a Isaltino Morais e que levou Armado Vara a julgamento mas conhece-o bem. Até porque «toda a gente em Mação se conhece», diz ao Diário Económico, e o juiz nunca deixou de visitar a sua terra-natal aos fins de semana. É aí, aliás, que consegue descomprimir das complexas investigações aos crimes de colarinho branco que acompanha e desligar-se das pressões que, aqui e ali, vai sofrendo.
Mas quem é Carlos Alexandre? Para uns, é quase um «justiceiro», um Baltazar Garzon português.
É assim que é visto pela maioria dos seus conterrâneos, por amigos e por aqueles que com ele trabalham. Para outros, é um juiz com sede de protagonismo e intuitos persecutórios.
Uma crítica que usualmente é feita nos jornais mas sempre atribuída a fonte não identificada. Poucos arriscam dar a cara para criticar o juiz que nos últimos anos tem abanado o poder e o sistema e as declarações em «on» que existem são normalmente de amigos e aliados, que lhe elogiam a obstinação e reforçam essa imagem de «justiceiro». Tanto é amado, como odiado. Mas todos lhe têm respeito, nem que seja por temerem os segredos que possa conhecer depois de ouvir milhares e milhares de escutas que são feitas a individualidades portuguesas.
Juiz titular do Tribunal Central de Instrução Criminal, conhecido na gíria judiciária por «ticão», Carlos Alexandre teve e tem em mãos há oito anos os processos mais complexos e mediáticos no combate ao branqueamento de capitais, tráfico de influências, fuga ao fisco e associação criminosa.
Quem já não ouviu falar do caso Portucale, do BPN, da Operação Furacão, do Apito Dourado, do Face Oculta ou do Monte Branco? Tudo nomes de mega-investigações da PJ e do Ministério Público que passaram pela secretária do chamado «super-juiz». Todos processos que envolvem parte da elite política, empresarial e financeira nacional.
Sobre a sua vida privada e métodos de actuação pouco se sabe.
Carlos Alexandre não se expõe.
Estudou pela telescola, cursou Direito na Faculdade de Lisboa e começou desde logo a lutar por um lugar no «ticão», onde entrou como auxiliar em 2004. Dois anos depois era titular. Percebe-se que é firme na forma como actua. Diz quem o conhece que imprime um «cunho pessoal» ao que faz, que gosta de «participar em tudo», que tem preferência por fazer inquirições e despachos de pronúncia e faz questão de fazer buscas de surpresa, pela manhã.
Foi o que fez a Isaltino Morais, que lhe abriu a porta de casa ainda de roupão.
Este «voluntarismo» é o que mais irrita os suspeitos, os advogados e até muitos colegas magistrados. Na anterior direcção do sindicato, muitos não apreciavam os seus métodos.
Um juiz discreto que enfrenta as ameaças Carlos Alexandre não dá entrevistas, raramente fala à comunicação social e evita participar em seminários.
Mantendo esta linha não respondeu às questões do Diário Económico. As poucas vezes que falou foi para se insurgir contra o que pensava serem interferências no seu trabalho e para deixar o aviso de que não cede a pressões. Foi o que aconteceu em Fevereiro de 2011, quando o Governo de Sócrates lhe baixou o «plafond» do telemóvel para 15 euros e o juiz retaliou, entregando o aparelho ao tribunal. Ou quando – estava a pronúncia no Face Oculta prestes a sair – o PS veio dizer que ele não estava a conseguir dar conta de todos os processos e era preciso indicar um segundo juiz para o «ticão».
O magistrado não gostou, fez saber através de gente próxima que as estatísticas eram falsas e insinuou, numa carta dirigida ao Conselho Superior da Magistratura, que a intenção do governo podia «ter outros fundamentos». Afastá-lo, leia-se.
Mais tarde diria à revista Ânimo que, com ele, «a verdade fala sempre mais alto», como quem diz: não vale a pena ameaçarem. E as ameaças existiram, algumas veladas.
Ainda hoje, Carlos Alexandre se lembra do dia em que a sua casa em Linda-a-Velha, Oeiras, foi assaltada e deixaram um revólver desactivado em cima da foto de um dos filhos (tem dois).
Ainda hoje se comenta em Mação o estranho atropelamento de que foi vítima a sua mulher, Floribela, natural do Alandroal.
São recentes as ameaças veladas que recebeu de Angola – fotocópias de notícias publicadas no jornal do regime que chegaram ao seu correio – por causa da investigação a Álvaro Sobrinho, ex-presidente do BES Angola.
Os amigos perguntam-lhe como consegue.
Responde que não pode ter medo, que a lei e a justiça estão acima.
«Não sei se tem receio ou não mas o que o move é o cumprimento da lei e se os dados entregues justificam uma busca ele avança», diz ao Diário Económico um procurador que trabalhou com o «super-juiz».
Um magistrado judicial que o conhece dos tempos de estágio, em Cascais, acredita mesmo que Carlos Alexandre «não tem medo» e actua como actua, afrontando poderosos, porque «tem um sentido de justiça arreigado» e uma aversão profunda «às forças ocultas».
Pronuncia mesmo perante «dúvida razoável».
Não gosta do sistema instalado, assumiu a luta contra a corrupção como missão e vive a insatisfação de saber que há muito crime que não é investigado, diz quem com ele priva.
O magistrado que defende o fim dos paraísos fiscais tem tendência para levar arguidos a julgamento mesmo que a investigação mostre apenas «dúvida razoável».
Mas a lei permite que o faça.
Acaba por ver arguidos serem absolvidos em julgamento e essa é uma crítica que os inimigos lhe fazem. O juiz responde com rigor no trabalho.
Sabe que é escrutinado à lupa e não deixa pontas soltas nos despachos, nem erros processuais.
Não tem queixas, nem processos disciplinares no CSM, apenas uma lista numerosa de pedidos de escusa de juiz.
Os advogados tentam afastá-lo. Temem-no.
Para reforçar a sua confiança pediu uma inspecção. Teve «Muito Bom».
É nesta tensão, neste limbo, que vive o «super-juiz».
Um fio da navalha que não o travou na hora de pronunciar ex-ministros do PSD, de investigar quadros do PS e da vida empresarial no Face Oculta e de aparecer de surpresa no BPN com Rosário Teixeira, o procurador com quem faz equipa em muitas operações.
Sabe que tem muitos inimigos.
Em 2006, quando comprou casa em Linda-a-Velha e quis fazer remodelações, a Câmara de Oeiras, então liderada por Isaltino, embargou a obra e encharcou o juiz – já a mexer na investigação ao autarca por fuga ao fisco – de burocracia.
No fim, conseguiu resolver a situação mas não se livrou de multas.
É entre amigos de longa data que o «super-juiz» tenta fugir à pressão diária. Muitos destes amigos nasceram em Mação. E voltamos à terra.
Não se pode falar de Carlos Alexandre sem falar de Mação.
É aqui que despe a capa do «super-juiz» e tenta ser um normal cidadão. Se é que isso é possível. Sim ou não, Carlos Alexandre tenta. Na terra, dispensa a segurança pessoal que se viu obrigado a ter quando começou a receber ameaças.
Passeia pelas ruas e participa em actividades.
Gosta de ler mas os processos complexos tiram-lhe tempo, gosta de estar em família, aprecia tradições e um bom convívio com amigos.
Mas de trabalho só fala mesmo (e pouco) com os amigos de profunda confiança. «Em Mação, veste outra pele, até costuma assumir o sotaque maçanico», conta o deputado Duarte Marques, seu conterrâneo.
Nas festas da Páscoa, faz questão de carregar o andor, como católico convicto que é, relata o presidente da Câmara, e só assuntos de trabalho o fazem faltar ao jantar dos ex-alunos do colégio, o que aconteceu este ano. Mação poderá não receber tão depressa a visita do juiz. As investigações do Monte Branco e ao BES estão no auge, operações que atingem o todo-poderoso que fez arguido a semana passada. E que prometem fazer tremer, de novo, o poder. E o sistema.
sábado, 22 de novembro de 2014
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
sábado, 15 de novembro de 2014
Por fim, toda a verdade sobre Jesus Cristo!
P. Gonçalo Portocarrero de Almada
Depois do Jesus casado, é agora a vez do Jesus papá … e vem aí o vovô Jesus!
É fatal como o destino: de tempos a tempos, invariavelmente, descobre-se um raríssimo manuscrito do século I, com revelações bombásticas sobre Jesus Cristo; um novo heterónimo de Fernando Pessoa, encontrado pela mulher a dias, ao limpar a fecundíssima arca do autor da Mensagem; e um post-it no frigorífico, autografado pelo Nobel português, que dá depois azo a uma volumosa obra póstuma, original e inédita.
Este parece ser o caso do sensacional livro que o Sunday Times anunciou, com grande destaque, e que tem por autores Barrie Wilson, professor de estudos religiosos da Universidade de York, em Toronto, no Canadá, e Simcha Jocabovici, escritor e jornalista israelo-canadiano. Ao que parece, esta promissora obra acaba de chegar às nossas livrarias, just in time para o Natal.
Esta nova versão «histórica» de Cristo é, convenhamos, pouco original pois, contrariando a tradição evangélica de Jesus celibatário, ascético demais para os gostos modernos, copia Dan Brown, o romancista casamenteiro que patrocinou o enlace matrimonial do filho de Nossa Senhora com Maria Madalena.
A novidade está agora nos dois filhos havidos desse casamento. Não sei se se trata de dois rapazes, de duas raparigas ou de um de cada, ou seja, aquilo que antes se chamava, muito burguesmente, um casalinho. Também não sei se esta inesperada geração do Messias e da sua putativa mulher, sem ofensa, tem alguma coisa a ver com a bonificação que, em sede de IRS, é agora dada às famílias, por cada filho a seu cargo. É que, como é sabido, as coisas não estão fáceis para ninguém…
Se um Jesus casado já contradizia a verdade histórica dos Evangelhos e dos mais sérios e científicos estudos biográficos sobre Cristo, de que é principal referência o Jesus de Nazaré, em três volumes, de Bento XVI, este Jesus papá, provavelmente de pantufas, embora menos atraente do que o revolucionário Che Guevara, augura promissora continuidade num próximo episódio, digno de fazer concorrência ao Pai Natal: o vovô Jesus.
O novo livro baseia-se, ao que consta, num «Evangelho perdido» que, a bem dizer, é infeliz até no título porque, se depois foi encontrado, dever-se-ia chamar o «O Evangelho perdido e achado», não vá o leitor ficar, também ele, perdido. Ou então apelidar-se, tal como o filho mais novo da conhecida parábola, «O Evangelho pródigo», que o é, aliás, em inverosímeis disparates.
É de estranhar a co-autoria de um jornalista israelo-canadiano. Um jornalista é, em princípio, um cronista da actualidade, não um historiador de acontecimentos de há dois mil anos. E, já agora, porque se afirma israelo-canadiano? Quanto ao canadiano, tudo bem, mas a precedente referência parece indiciar o seu alinhamento ideológico com a política de Israel e, nesse sentido, contrário ao Cristianismo e à sua presença na Terra Santa. Se assim for, esta obra mais não é do que uma expressão pseudocientífica dessa mesma beligerância.
Entre nós, outro artesão do mesmo ofício, famoso pelas suas piscadelas de olho à teologia, deu a Jesus alguns irmãos, todos igualmente filhos de Maria, à qual atribuiu várias imaculadas conceições (?!), por ignorar que um tal privilégio respeita à concepção da própria virgem e não à sua maternidade, que foi única e exclusivamente de Jesus. É o que dá, quando alguém se mete a fazer ciência teológica e nem sequer sabe as verdades mais elementares do catecismo…
A banalidade destas «descobertas», que de científico nada têm, tem contudo uma vantagem porque, quanto mais insistem na aparente vulgaridade de Cristo, mais adensam o seu mistério. De facto, se Jesus de Nazaré era, apenas, um homem comum, carpinteiro de profissão, casado e pai de dois filhos, como explicar que, mais de dois mil anos depois, o seu nome e a sua mensagem suscitem tanta aversão – a religião cristã é, actualmente, a mais perseguida no mundo – e, sobretudo, tanto amor?!
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Dois livros do P. Nuno Serras Pereira
Dos políticos católicos, livrai-nos Senhor
— Os Cristãos Nasceram para Combater pela Fé, pela Vida,
e pela Família
Aroeira Editores, Outubro de 2014, 845 pp.
Contos de Natal
Aroeira Editores, Novembro de 2014, 64 pp.
Este livro de contos é formado por uma separata com os contos tirados do livro anterior.
Se alguém estiver interessado pode contactar directamente o P. Nuno Serras Pereira (nunoserraspereira@gmail.com) pois os livros ainda não se encontram nas livrarias.
Entregar-se-á o 1.º volume a quem queira fazer um donativo de 12.50 €, e a separata a quem queira fazer um donativo de 2.50 €.
Se alguém quiser 5 ou mais livros do 1.º, poderá dar um donativo de 10 € por cada um, e a separata por 2 € cada uma.
Cavaco não aprendeu nada.
E Costa também não!
Camilo Lourenço, Jornal de Negócios, 11 de Novembro de 2014
Cavaco Silva perguntou ontem o que andaram a fazer os gestores da PT e os seus accionistas, numa crítica ao que se está a passar na Portugal Telecom. Mas como é típico na sua prática, Cavaco preferiu o «toca e foge»: depois de dizer que não gosta da ideia de desmembrar a PT (eu também não gosto) avançou que antes de chegar a Belém escreveu sobre os custos de transferir activos nacionais para o estrangeiro.
Pois eu gostava que o Presidente explicasse bem o que isso significa. Por exemplo, que dissesse como é que um país sem capital pode viver num mundo sem fronteiras sem transferir activos. Mais: gostava que Cavaco explicasse como é que empresas portuguesas poderiam comprar activos lá fora se todos pensassem como ele… Ah! E gostava mesmo que o Presidente explicasse de que forma o modelo de privatizações que escolheu, como primeiro-ministro, favoreceu esse objectivo, o da manutenção de activos em Portugal.
António Costa deu ontem um sinal do que é o seu pensamento económico: criou uma «taxa turística» com a qual pensa ir buscar mais 19 milhões de euros a quem visite Lisboa.
A ideia da taxa é o afloramento do princípio de «exportar a recessão», tão do gosto de certos pensadores de Esquerda. Não lhes ocorre que como há países e cidades que só querem importar turistas, deixando a parvoíce (leia-se aumentar impostos e taxas aos visitantes) para outros, vão ficar mais competitivos do que Lisboa.
Costa e algumas personalidades que o rodeiam continuam a não perceber que o problema do País é a despesa pública e não os impostos. De facto não aprenderam nada com os disparates dos últimos 20 anos, cometidos pela Esquerda e pela Direita.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
O administrador Chico-Esperto
segundo Jesus Cristo
Lucas 16,1-8
Naquele tempo, disse ainda Jesus aos discípulos: «Havia um homem rico, que tinha um administrador; e este foi acusado perante ele de lhe dissipar os bens.
Mandou-o chamar e disse-lhe: «Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar.»
O administrador disse, então, para consigo: «Que farei, pois o meu senhor vai tirar-me a administração? Cavar não posso; de mendigar tenho vergonha.
Já sei o que hei de fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando for despedido da minha administração.»
E, chamando cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro:
«Quanto deves ao meu senhor?» Ele respondeu:
«Cem talhas de azeite.» Retorquiu-lhe: «Toma o teu recibo, senta-te
depressa e escreve cinquenta.»
Perguntou, depois, ao outro:
«E tu quanto deves?» Este respondeu: «Cem medidas de trigo.»
Retorquiu-lhe também: «Toma o teu recibo e escreve oitenta.»
O senhor elogiou o administrador
desonesto, por ter procedido com esperteza. É que os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos
da luz, no trato com os seus semelhantes.»
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Como deveriam ser todos os bispos do sínodo
– segundo S. Paulo
Paulo, servo de
Deus e apóstolo de Jesus Cristo, em ordem à fé dos eleitos de Deus e ao
conhecimento da verdade, que conduz à piedade, na esperança da vida eterna,
prometida desde os tempos antigos pelo Deus que não mente e que, no devido
tempo, manifestou a sua palavra, pela pregação que me foi confiada por mandato
de Deus, nosso Salvador:
a Tito, meu verdadeiro filho, pela fé comum, a graça e a paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Salvador.
Deixei-te em Creta, para acabares de organizar o que ainda falta e para colocares presbíteros em cada cidade, de acordo com as minhas instruções.
Cada um deles deve ser irrepreensível, marido de uma só mulher, com filhos crentes, e não acusados de vida leviana ou de insubordinação.
Porque é preciso que o bispo, como administrador de Deus, seja irrepreensível, não arrogante, nem colérico, nem dado ao vinho, à violência ou ao lucro desonesto;
mas, antes, hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente, firmemente enraizado na doutrina da palavra digna de fé, de modo que seja capaz de exortar com sãos ensinamentos e de refutar os contraditores.
Ora bem. O que vimos no
sínodo?
Segundo consta, uma maioria relativa de bispos não está «firmemente enraizado na
doutrina da palavra digna de fé»; é modernista.
A DIFERENÇA ENTRE SÃO PAULO E OS KASPERES ESTÁ NA FIDELIDADE A JESUS CRISTO E NA CORAGEM PARA DEFENDER A DOUTRINA.
domingo, 9 de novembro de 2014
sábado, 8 de novembro de 2014
Só agora é que deram conta dos aviões russos?
José Milhazes
Se alguém tem dúvidas das intenções do presidente
russo preste atenção ao facto de 25% do Orçamento de Estado da Rússia ir para
«fins secretos», ou seja, despesas militares.
Num comunicado ontem publicado pela Nato, esta
organização alertou para as «manobras aéreas incomuns» e de «grande escala»,
mas Portugal só acordou para este problema quando dois bombardeiros russos se
aproximaram das águas territoriais portuguesas. Se as notícias fossem apenas
relativas a incidentes semelhantes nos mares Negro ou Báltico, que acontecem
regularmente, talvez não merecessem destaque.
Mas ainda bem que isso aconteceu connosco, pois
talvez só assim despertemos para o que realmente está a acontecer na Europa, e
compreendamos que a «guerra fria» já é uma realidade pelo menos desde o segundo
mandato presidencial de Vladimir Putin na Rússia (2004-2008). Desde então ficou
claro que Moscovo iria passar das palavras aos actos para manter o seu poder de
influência no chamado «estrangeiro próximo», ou seja, no antigo espaço
soviético.
Quando da guerra entre a Rússia e a Geórgia (2008),
esta perdeu parte significativa do seu território, mas a União Europeia não fez
mais do que se apressar a congelar o problema, segundo o princípio: o
fundamental é pôr fim aos combates e depois veremos o resto. Nicolas Sarkozy,
então presidente de França, veio a Moscovo para acordar o cessar de fogo e
estava com tanta pressa que se esqueceu de definir para onde iriam os observadores
da OCSE. O Kremlin decidiu que eles só poderiam estar do lado georgiano da
fronteira, Bruxelas protestou um pouco e calou-se.
Talvez os dirigentes da NATO e da UE tenham
decidido que Vladimir Putin se ficaria por aí, mas enganaram-se. O dirigente
russo, aproveitando-se de uma crise interna na Ucrânia, ocupou silenciosamente
a Crimeia, justificando-se com o antecedente do Kosovo, o que não corresponde à
verdade. O antecedente seria equivalente se a Crimeia passasse a ser
formalmente independente como o Kosovo, mas o Kremlin deixou-se de cerimónias e
simplesmente transformou esse território em mais uma república sua.
Logo a seguir ateou o fogo do separatismo no Leste
da Ucrânia e a explicação também foi encontrada: se os EUA têm direito, porque
é que nós não temos? Mas os dirigentes do Kremlin continuam a falar de respeito
pelo direito internacional com uma superioridade tal como se fossem anjinhos. E
aqui a história volta a repetir-se: quando os EUA enviavam tropas para algum
território, isso significava invasão. A União Soviética fazia exactamente o
mesmo mas chamava-lhe «internacionalismo proletário». Hoje, o Kremlin encontrou
outra fórmula: «defesa do mundo russo», ou, como afirmou recentemente Vladimir
Putin, «o urso não vai pedir autorização a ninguém» na defesa da sua taiga. É
verdade que o dirigente russo prometeu que esse animal «não tenciona ir para
outras zonas climatéricas», mas a Ucrânia já não é propriamente taiga.
E se alguém tem dúvidas das intenções do presidente
Russo preste atenção ao facto de 25% do Orçamento de Estado da Rússia ir para
«fins secretos», ou seja, despesas militares. Aliás, o Kremlin não faz muita
questão de esconder que está a gastar enormes meios financeiros para modernizar
as suas forças armadas.
Os países da NATO, até há bem pouco tempo,
decidiram relaxar-se e poupar nos orçamentos militares talvez considerando que
as boas relações com a Rússia se iriam prolongar eternamente e, agora, irão ter
de fazer esforços que países como Portugal e outros não conseguirão fazer.
Além disso, e isto parece-me ser o mais importante,
a UE e a NATO parecem não saber como travar a expansão russa no antigo espaço
soviético, criando esse desconhecimento um clima de insegurança nas populações
dos países que são vizinhos da Rússia. Se falarem com estónios, por exemplo,
verão que a maioria está convencida de que o Kremlin irá criar problemas nos
países do Báltico sem que a UE ou a NATO venham em sua defesa. Eles foram
abandonados aos caprichos de Hitler e Estaline e a história, como é sabido,
tende a repetir-se.
Posso estar a exagerar? Talvez, mas dentro em breve
terá lugar ou não um acontecimento que responderá a essa pergunta. Dmitri
Rogozin, vice-primeiro-ministro russo encarregado do sector militar-industrial,
anunciou que a França irá entregar o primeiro porta-helicópteros «Mistral» ao
seu país e começar a construir o segundo a 14 de Novembro. Paris diz não
existirem condições para isso.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Presépio na cidade
Queridos amigos,
É verdade! Mais um ano, e será a 15.ª edição do Presépio na Cidade em Lisboa!
Não queríamos deixar de convidar todos a participarem nas iniciativas que se vão organizar e ainda ajudarem a chegar mais longe, este anúncio tão bom e tão urgente no mundo, o Nascimento de Jesus Cristo, Deus feito homem para que os homens se aproximem de Deus.
O tema este ano como não podia deixar de ser é a FAMÍLIA! E o lema será «Faça-se em mim, segundo a Tua vontade» (Lc1,38).
Visitem-nos desde já no site www.presepionacidade.org
Chamamos a atenção para a construção das imagens da Sagrada Família, que mantendo o mesmo modelo, usa novos materiais. Todos os anos são centenas e centenas destes pequenos presentes que são distribuídos por muitos lugares e que têm um enorme significado para quem os constrói, os oferece e os recebe.
Com um abraço em nome de toda a equipa do Presépio na Cidade e agradecendo desde já a ajuda, a companhia e a participação, pedimos que rezem por este projecto, para que em cada dia se faça apenas a vontade de Deus.
Sofia Guedes
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
«A Igreja, nem antes, nem durante,
nem depois do Sínodo
pode mudar o que vem do ensinamento
de Cristo»
HÁ BISPOS QUE SE DEIXARAM CEGAR
Nasz Dziennik, uno de los más importantes medios de comunicación polacos, ha realizado una extensa entrevista con el cardenal Gerhard Müller, Prefecto de la Congregación para la Doctrina de la fe. El cardenal habla abiertamente acerca de la influencia nociva sobre el Sínodo y confirma que la enseñanza de la Iglesia sobre la sagrada Comunión para los «vueltos a casar» civilmente está absolutamente prohibida, por ser contrario al Evangelio. Asímismo, añade, todos y cada uno de los actos homosexuales, contrarios a la naturaleza, son un grave pecado. Y lanza una advertencia: hay «obispos, que se han permitido ser cegados, de alguna manera, por una sociedad secularizada».
O cardeal Müller abordou diversas questões na entrevista
Sobre os meios de comunicação
Desafortunadamente, en las sociedades modernas, diversos medios, organizaciones internacionales e incluso gobiernos de varios países, están intentando sembrar confusión en la mente de la gente. En muchos países, las relaciones están destruidas, y esto también se aplica al modelo cristiano de matrimonio y familia. La verdad sobre el matrimonio y la familia es relativizada. Estas tendencias, por desgracia , han entrado, de alguna manera, dentro de la Iglesia y los obispos, a los cuales los medios de comunicación intentan presionar... Nosotros tenemos a Cristo y al Evangelio. Este es nuestro punto de referencia, el fundamento de la única y adecuada enseñanza de la Iglesia...
Sobre o matrimónio
Hay un montón de medios pero sólo hay un mediador, que es Jesucristo y su Evangelio. Por lo tanto, la palabra de Dios no puede ser ignorada de ninguna manera y no se puede ceder en ninguna parte. Se debe aceptar totalmente. La Iglesia, ni antes, ni durante, ni después del Sínodo puede cambiar lo que viene de la enseñanza de Cristo. Respecto al matrimonio, éste está definido, ante todo, por las palabras: «lo que Dios ha unido, que no lo separe el hombre».
Sobre a homossexualidade
Hay algunas voces que después del Sínodo de la Iglesia introdujeron el «camino para una nueva apertura a los homosexuales». ¿Suena esto como si la Iglesia fuera a dejar de calificar los actos homosexuales como pecado y de condenarlos?
Por supuesto, para la Iglesia, el punto de partida de las relaciones siempre es el amor, de un hombre para con una mujer y de una mujer para con un hombre. La Iglesia se centra en esta relación y en ella construye su doctrina social, incluyendo la doctrina moral, lo cual abarca toda la ciencia de la sexualidad humana. Hay situaciones en las que una persona orienta su sexualidad hacia una persona del mismo sexo. Y esta tendencia en sí misma no es un asunto primordial para la Iglesia.
El catecismo de la Iglesia católica enseña que «las personas homosexuales están llamadas a la castidad». El papa Francisco dice que él no intenta crear una nueva doctrina de la Iglesia, pero está intentando mostrar que nadie que se ha equivocado y tenga una tendencia homosexual es juzgado por la Iglesia. Nadie está intentando aislar a estas personas; aún son totalmente personas. Pero hay que decir con claridad que la Iglesia ha juzgado negativamente los actos homosexuales. ¡Tomar parte de un acto homosexual no es aceptable! Y la Iglesia nunca abandonará esa valoración. Son contrarios a la ley natural y es un pecado.
Sobre os bispos
Desafortunadamente, hay representantes de la Iglesia, e incluso obispos, que se han permitido ser cegados, de alguna manera, por una sociedad secularizada, la cual les ha influenciado tanto que les ha hecho perderse el meollo de la cuestión o los ha sacado de las enseñanzas de la Iglesia basadas en la Revelación.
Ellos empiezan a pensar a cerca de las diferentes posibilidades, si es o sería posible, olvidando el fundamento... quizás sugiriendo algunas soluciones cuestionables en algún asunto comprometido, en situaciones difíciles en las que la gente se puede encontrar, quizás guiados por el deseo de ayudar a otro ser humano...
Todo está bien pero siempre se debe recordar que hay una agenda para nosotros, la agenda de la Iglesia, la cual está basada en la Revelación de Dios comunicada por Jesucristo. Y esto es realmente lo que es más importante para nosotros, si esto se pierde, se pierde todo.
A «cultura» e «sociologia»
cunhalo-cavaquista de Pacheco Pereira
Heduíno Gomes
Pacheco Pereira, como é sabido, dispõe de bastante tempo nas antenas do regime, que é dizer do sistema instaurado com a porca III República, que nos conduziu a onde estamos. Não é por acaso que lhe concedem esse tempo de antena.
Pacheco Pereira, como é sabido, dispõe de bastante tempo nas antenas do regime, que é dizer do sistema instaurado com a porca III República, que nos conduziu a onde estamos. Não é por acaso que lhe concedem esse tempo de antena.
Um dos seus programas de televisão, na SIC-N, é o Ponto Contraponto, uma espécie de Borda d’Água em formato etéreo, cheio de pretensiosismos
Na última edição deste programa (1.11.2014), Pacheco Pereira termina em beleza com mais uns elogios à cultura do grande amor intelectual da sua vida: Álvaro Cunhal. No caso, Pacheco põe Cunhal nos píncaros como competente crítico de dança porque viu com os seus próprios olhos, calcule-se, e escreveu sobre uma encenação do ballet Spartacus, de Khachaturian! Pacheco na Roménia e seria ele o cronista ideal de serviço a louvar os dotes científicos da investigadora Elena Ceausescu!
Mas antes, nesta edição do programa, já havia feito outras. Vejamos esta, de actualidade.
Como é sabido, Pacheco Pereira, estava na área do PS, sector Mário Soares, concretamente no MASP (Movimento de Apoio Soares à Presidência). Perante a oferta de lugar como deputado, vendeu o passe ao cavaquismo, à sombra do que ascendeu no PSD e nas antenas do regime, conciliando – o que não é difícil – o seu apoio à tecnocracia cavaquista com a sua concepção de esquerda do mundo. A sua carreira política, deve-a ao cavaquismo. Na federação laranja de interesses e rivalidades, os seus amigos são os cavaquistas.
Na luta pelo poder que actualmente se desenvolve dentro do PSD, Pacheco Pereira está presente. Do lado dos cavaquistas, claro. E utiliza as suas antenas para, por tudo e por nada, atacar as outras facções, especialmente a de Passos Coelho por estar no poder. Com razão algumas vezes – o que não é difícil, diga-se de passagem – mas quase sempre na base da pura dor de corno, demagogia e má língua. Assim, tudo quanto sirva para deitar abaixo o Passos Coelho é bom. Mesmo que seja porcaria.
É o caso, na referida edição do programa Ponto Contraponto, a propósito de uma suposta censura a um «estudo» da revista Análise Social. Não vale a pena repetirmo-nos, pelo que reproduzimos o comentário de Jorge Almeida Fernandes sobre essa suposta censura com a qual o democrata Pacheco tanto se indignou no seu programa da SIC-N. Esse mesmo democrata que andou a apoiar a ditadura cavaquista sobre os militantes do PSD.
Apenas há a acrescentar que Jorge Almeida Fernandes indica o link onde o leitor pode ver as ordinarices contidas nesse «estudo», com as quais Pacheco não se importa de conviver por considerar úteis para mandar abaixo o Passos Coelho. A utilidade é o seu critério moral. Já sabíamos.
A «segunda morte» de Sedas Nunes
Público, 2014.11.02 JORGE ALMEIDA FERNANDES
A revista Análise Social (AS), fundada em 1963 por Adérito Sedas Nunes e editada pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS), produziu insolitamente o escândalo da semana: censura na universidade. O director do ICS, José Luís Cardoso, retirou da circulação o último número da AS. Porquê? Um «ensaio visual» intitulado «A luta voltou ao muro» e composto por uma selecção de graffiti conteria imagens «chocantes, ofensivas e de gosto duvidoso». Diz tratar-se de uma peça «inapropriada para publicação numa revista académica» e que, por ser considerada «decorativa», não foi sujeita «a avaliação e arbitragem científica».
O «director cessante» da revista, João de Pina Cabral, acusa Cardoso de «censura» e de «ataque de lesa-ciência». Os graffiti em causa, argumenta, «reflectem a frustração popular que se vive em Portugal contra as políticas de austeridade». A palavra «censura» — «censura pura e dura» — espalha-se pelos blogues e comentários de leitores dos jornais.
O graffito que se reproduz — numa foto do PÚBLICO — é o único imaginativo. Outros são mera grosseria. No que encerra a série, lê-se: «Nos bolsos dele / Estão os teus sacrifícios /Américo Amorim / Ricardo Salgado / Belmiro de Azevedo / Soares dos Santos / Pingo Doce / Sacrifícios / O caralho.» O «ensaio visual» pode ser lido em http://www.esquerda.net/
Os graffiti são um excelente objecto de estudo. O que este caso tem de interessante é colocar uma velha questão: está-se perante um estudo «científico» ou perante um panfleto «cientificamente» justificado? Que é próprio de uma revista académica e que é próprio de uma revista de combate político? Na História ou na Sociologia, há regras do ofício que não devem ser atropeladas. A linha divisória nem sempre é evidente. No caso dos graffiti da AS, a leitura parece-me inequívoca: um panfleto. Este insólito incidente e os comentários que provocou espelham o estado duma academia em que cresce o «contrabando», se procuram «temas sexy» e se perde o espírito do rigor — a chave da sua credibilidade. Se são lamentáveis as derivas do jornalismo, mais chocantes são as da academia. Falo como mero leitor das suas publicações.
Declaração de interesses: fui secretário de redacção da AS durante cinco anos, na era de Sedas Nunes. Testemunho o cuidado que ele punha não apenas no rigor dos estudos mas também na separação de águas entre o trabalho científico e os textos de intervenção política a coberto da «ciência». Morreria pela segunda vez ao folhear esta Análise Social.
![]() |
| Graffito na Avenida
Fernando de Sousa, em Lisboa, por ocasião da visita da chanceler Angela Merkel |
A III Grande Guerra – a Família, a Liberdade
e a Igreja sob perigosíssimos ataques
Poderá ser difícil de acreditar mas infelizmente é verdade que o que se estar a passar, como poderão verificar nos textos, principalmente nos que vão em Bold, é de extrema gravidade para os vossos filhos e os vossos netos. Se os amam, como não duvido, não se poderão calar e terão de reagir e tomar medidas.
Who’s the bigot now? – by Michael Cook
Increasingly it seems that the touchstone of success for supporters of same-sex marriage is shifting from accommodation and acceptance to unconditional surrender. Disagreement and criticism will not be tolerated.
In a recent speech in Washington DC Robert P. George, a professor at Princeton University in the US and vice chairman of the United States Commission on International Religious Freedom explained why.
* How the pro-family movement helped spread «gay marriage» across America – Mass resistance
* How activists can stop the «gay marriage» steamroller – Mass resistance
* Six North Carolina judges quit after gay «marriage» legalized
* Bisexual prof raised by lesbians never knows «whether I’m going to get killed» thanks to LGBT lobby
* New York appeals court unanimously OKs some incestuous marriages
* Ultimatum del governo inglese alle scuole religiose: «Insegnate il pensiero gender o vi chiudiamo» – di Massimo Introvigne
* Prof di religione vittima della caccia all'omofobo – di Antonio Amato
* I veri discriminati siamo noi, ex gay – di Luca Di Tolve
* Gay e Divorciati – Sinodo, il cardinale Marx sa come finirà. Come vuole lui – di Luisella Scrosati
* Autism Group Slams Decision Allowing Mother to Kill Her Disabled Daughter
* Surrogacy, human dignity and the best interests of the child – by José Ramos-Ascensão
Subscrever:
Mensagens (Atom)













