segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A estrutura moral da pedofilia
(e outros abusos)

Anthony Esolen

Na América contemporânea a condenação da pedofilia tem por base as emoções e não o raciocínio moral. Não há quem consiga explicar porque é que a pedofilia é uma coisa tão vil e, ao mesmo tempo, sustentar o primeiro mandamento da revolução sexual: Satisfazei os vossos desejos.

A estrutura moral da pedofilia é tão simples como isto: o bem-estar das crianças subordina-se à satisfação sexual dos adultos.

Jerry Sandusky, ex-coordenador defensivo da equipa de futebol Americano Penn State, criou uma IPSS chamada The Second Mile, para crianças, a maior parte das quais sem pais, que viviam em lares difíceis. Não se sabe se o fez com a intenção de atrair os rapazes para uma armadilha, mas a realidade acabou por ser essa, de acordo com o testemunho de homens que recordaram, com vergonha e nojo, a forma como foram iniciados à sodomia.


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http://www.uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.pt/2013/10/a-estrutura-moral-da-pedofilia-e-outros.html





domingo, 13 de outubro de 2013

15 perguntas cruciais a protestantes


Coloco neste artigo algumas perguntas de vários sites apologéticos para protestantes e que certamente não conseguem responder defendendo as suas ideias.

Lembrando que não coloco estas perguntas nos meus artigos para nós os católicos atacarmos os protestantes, mas apenas para «evangelizar» mostrando as falhas do protestantismo, não podemos fazer o mesmo que eles atacando porque senão seremos iguais a eles, e nós católicos não temos a habilidade para usar esta metáfora «protestante de protestante».

Rogai sempre discernimento ao Senhor para não cairmos neste pecado irmão e veja estas perguntas:

1 – Porque negaria as bênçãos do baptismo para as suas crianças quando a Bíblia não o proíbe, e é prática universalmente aceite pela Igreja Católica e até pelos reformadores Lutero e Calvino?

2 – Se Lutero é proclamado como a pessoa que Deus levantou contra as práticas da Igreja Católica para trazer o cristianismo de volta às suas fontes originais, então porque é que os protestantes de hoje não são todos luteranos?

3 – Porque é que o protestantismo do último reavivamento é tão criticado pelos protestantes clássicos, e estes por aqueles, se todos proclamam que são membros de uma única Igreja invisível e que as doutrinas secundárias são apenas meros costumes e que o que os une é Cristo?

4 – Se a Igreja Anglicana é protestante, e utiliza o dogma de «somente a Escritura» como meio de obtenção de claridade da palavra de Deus, e acredita na real presença de Jesus na Eucaristia e na regeneração baptismal, o que faz com que os outros protestantes, como os pentecostais e neopentecostais, que também utilizam a mesma «somente a Escritura», portanto o mesmo meio, cheguem a uma conclusão diferente da Igreja Anglicana?

5 – Porque é que alguns protestantes dizem que a Igreja não deve ser hierárquica, mas possuem uma hierarquia nas suas igrejas?

6 – Se os primeiros cristãos se apoiavam na doutrina dos apóstolos, e Paulo  disse que a Igreja está edificada conforme os apóstolos, isso quer dizer que a Igreja de Cristo tem sucessão apostólica e essa onde tem a doutrina dos apóstolos, como pode dizer que está na Igreja de Jesus se a sua seita não tem mais que 150 anos? Você pode traçar uma linha ligando a sua Igreja até aos apóstolos?

«Perseveravam eles a doutrina dos apóstolos, nas reuniões em comum, na fracção do pão e nas orações» (At 2,42).

Efesios 2:19-20 «Já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus edificados sobre os fundamentos dos apóstolos e profetas»

7 – Porque é que quando Jesus disse em Jo 6,48-51 «Eu sou o pão da vida. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu der, é a minha carne para a salvação do mundo» e também em Joao 4:32 «Tenho um alimento para comer que vós não conheceis». Muitos dos ouvintes ficaram estarrecidos. Ouviram com os seus próprios ouvidos que Jesus disse que eles deveriam comer a Sua carne e todos sairam da presença dEle, mais ainda Jesus pergunta aos apóstolos se não queriam partir com os descrentes.

Será que não está também agindo como os descrentes que acharam Jesus uma espécie de canibal?

«Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida» (Jo 6 55).

Jesus ainda diz mais adiante Jo 6:60-63 «Muitos dos seus discípulos ouvindo disseram: «Isso é muito duro, quem o pode admitir? Sabendo Jesus que os seus discípulos murmuravam por isso perguntou-lhes: Isso escandaliza-vos?…… as palavras que vos tenho dito são espírito e vida.

«O cálice da bênção, que benzemos, não é a comunhão do sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo?» (1Cor 10,16).

Em lugar de «comunhão» outras traduções usam a palavra «participação».

8 – Porque é que o apóstolo Paulo não explicou e disse que isso (a comunhão do corpo de Jesus) era meramente simbólico?

Mais tarde, ele diz:

«Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação». (1Cor 11,29).

Não foi perante a Reforma que este assunto foi posto em discussão, com Lutero acreditando na presença física de Cristo na Eucaristia, Calvino acreditando na presença espiritual de Cristo na Eucaristia, e Zwínglio chamando-a apenas de um «memorial». O que é mais verdadeiro: o consistente ensinamento da Igreja, durante dois milénios, ou as opiniões conflitantes dos três reformadores?

9 – Porque é que usa sumo de uva na ceia do Senhor, se Jesus usou vinho? Porque é que usa sumo de uva se a Igreja Católica sempre usou vinho?

O facto é que Jesus certamente bebeu vinho (Luc 7,33-34) e também o bebeu nas bodas de Caná (Jo 2).

A palavra grega para vinho é «oinos». A palavra grega usada no Novo Testamento para «bêbado» ou «bebedor de vinho» é derivada também de «oinos». Basicamente significa alguém que bebe vinho exageradamente.

No relato evangélico da Ceia do Senhor foi usada uma terminologia que pode ser interpretada por vinho ou sumo de uva, assim como «cálice» ou «fruto do vinho». Contudo, São Paulo na sua Primeira Epístola aos Coríntios censura-os por ficarem bêbados durante a Ceia do Senhor. Seria impossível para os Coríntios ficarem bêbados se usassem somente sumo de uva. Paulo também nunca tratou de corrigi-los, dizendo-lhes para usarem sumo de uva em vez de vinho. Portanto, a leitura mais exacta indica que foi usado vinho na Ceia do Senhor.

Olhando para o contexto histórico, a Igreja sempre usou vinho. O uso do vinho não foi objecto de discussão até ao séc. XVI. Durante a refeição da Páscoa, os judeus, hoje ainda como há 2.000 anos, celebram-na com vinho (v. Unger's Bible Dictionary, verbete «Lord's Supper»). O tabu contra o uso do vinho é uma restrição recente feita pelos homens, mas não provém de Deus (v. Deuteronómio 14,26, se você ainda acredita que Deus proibiu o uso do álcool).

10 – Porque é que obedece a uma Igreja que tem um governo presbiteral ou congregacional já que a Bíblia ensina a forma de governo episcopal? Pedro não foi eleito. Pedro, bem como os outros apóstolos, foram indicados para o ofício directamente por Jesus. Nas Igrejas Evangélicas os pastores são, na maioria dos casos, eleitos pelo voto da congregação. Qual é a evidência bíblica para se eleger pastores?

Não há nenhuma. A Igreja de Jerusalém nomeou diáconos, mas não há nenhuma evidência nas Escrituras para eleger pastores. Depois de os diáconos serem nomeados, ainda foram ordenados pelos apóstolos. Os apóstolos ordenaram sete diáconos através de preces e imposição das mãos sobre eles.

Durante as suas viagens, Paulo ordenou Tito e Timóteo. Paulo deu a Tito e a Timóteo a autoridade de ordenar anciãos: «Eu te deixei em Creta para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos em cada cidade, de acordo com as normas que te tracei» (Tt 1,5). «A ninguém imponhas as mãos inconsideradamente, para que não venhas a tornar-te cúmplice dos pecados alheios» (1Tim 5,22).

A ordenação dos anciãos e diáconos está implicitamente indicada.

O Novo Testamento não nos fala em nenhum momento da congregação elegendo os seus anciãos/pastores. Em vez disso, os anciãos eram indicados pelos apóstolos ou por aqueles que receberam a autoridade dos apóstolos.

Esta forma de governo da Igreja é chamada governo episcopal. Somente após a Reforma houve Igrejas que utilizaram governos presbiterais ou congregacionais.

11 – Por favor, diga-me uma razão para aceitar a Bíblia que um muçulmano não poderia usar por considerar o Corão inspirado por Deus.

R – Os católicos aceitam a Bíblia como Palavra de Deus porque a Igreja que Cristo fundou e confiou a São Pedro (Mt 16,18), e que é a Coluna e Firmamento da Verdade (1Tim 3,15), diz que a Bíblia é a Palavra de Deus.

Como dizia Santo Agostinho, «creio nos evangelhos porque a Santa Madre Igreja me diz para crer neles».

12 – Por favor, diga-me porque é que aceita apenas uma parte da Bíblia (afinal, a lista de livros que compõem o Novo e o Antigo Testamento foi determinada ao mesmo tempo – aliás, junto com o título de Mãe de Deus para Nossa Senhora – e aceita apenas parte do Antigo Testamento), e com que autoridade o faz.

R – Os católicos aceitam a Bíblia na íntegra porque a lista de livros que a compõem foi definida pela Igreja em 397 d.C., sob a autoridade do sucessor de Pedro o Papa São Dâmaso I.

13 – Por favor, diga-me porque é que a Bíblia teria precisado de quase 1 600 anos para ser entendida correctamente, se ela é teoricamente algo que qualquer um pode ler e entender.

R – Os católicos sabem que a Bíblia não é algo que qualquer um pode ler e entender sem ajuda (2Pd 3,16, At 8,31), e sabemos que Cristo confiou a São Pedro, o primeiro Papa, a tarefa de tomar conta do Seu rebanho, a Igreja (Jo 21,15-17). Nós seguimos o que os sucessores de Pedro nos transmitem.

14 – Por favor, explique como alguém pode saber se entendeu a Bíblia correctamente, se ele só pode confiar na Bíblia, e em mais nada; afinal existem cerca de 28 000 seitas protestantes no mundo, cada uma entendendo a Bíblia de maneira diferente e todas achando que estão certas.

R – Os católicos sabem que é a Igreja que Cristo fundou e confiou a São Pedro (Mt 16,18), e que é a Coluna e Firmamento da Verdade (1Tim 3,15), quem tem a missão de ensinar (Mt 28,19), e que as Escrituras não devem sofrer interpretação particular (2Pd 2,20), pois quem o faz comete erros que o conduzem à perdição (2 Pd 3,16). Assim, sabemos que a explicação feita pela Igreja está certa, e está errada qualquer interpretação diferente desta.

15 – Por favor, prove usando apenas a Bíblia que ela é o que você considera que ela seja (ou seja, a única fonte de Verdade Revelada, composta pelos livros que você aceita, todos eles e só eles). Claro que todo mundo sabe que a Bíblia é a Palavra de Deus, boa para o ensino, etc. e tal, mas por favor, tente provar que ela é a única fonte da Palavra de Deus, composta pelos livros que você aceita, todos eles e só eles.

R – Ao contrário dos protestantes, que acreditam na heresia chamada «somente a Escritura», segundo a qual apenas a Bíblia é a Palavra de Deus, os católicos sabem que além da Bíblia, que não tem toda a Palavra de Deus e não está completa, (Jo 20,30-31; Jo 21,25; 2Ts 2,14), há ainda a Tradição Oral, também revelada por Deus, que deve ser seguida (2 Ts 2,15; 2Ts 3,6; 2Tm 1,13; 1 Cor 11,2; Gl 1,14, 1Tm 6,20; 2Tm 1,14; 2Tm 2,2, etc.). O próprio São Paulo, em At 20,35, cita palavras de Cristo que não estão em nenhum dos Evangelhos, dizendo aos bispos de Éfeso que eles devem lembrar-se delas. Sabemos ainda que os livros que compõem a Sagrada Escritura são os que a Igreja determinou em 397 d.C., mais de mil anos antes dos primeiros protestantes arrancarem sete livros das suas bíblias em 1517 d.C.





sábado, 12 de outubro de 2013

Líder muçulmano:
É necessário destruir as igrejas


Abdul Aziz bin Abdullah. Foto: White House
O Grande Muftí da Arábia Saudita, Abdul Aziz bin Abdullah, referiu que «é necessário destruir todas as igrejas da região» já que isto estaria de acordo com a regra que estabelece o islão como a única religião praticável na Península Arábica.

A Arábia Saudita é um país aliado do Ocidente na política mundial, e o Grande Muftí é o líder religioso mais importante no reino muçulmano sunita e é o líder do Conselho Superior dos Ulemas (estudiosos islâmicos) e do Comité Permanente para emitir fatwas (decretos religiosos).

O líder religioso fez estas declarações a uma delegação do Kuwait chegada à Arábia conforme informou a Agência Fides.

Mufti fez esta declaração logo a seguir a Osama Al-Munawer, um parlamentar kuatiano, anunciar no mês passado, na sua conta da rede social Twitter, que tem a intenção de apresentar um projecto de lei para proibir a construção de novas igrejas e lugares de culto não islâmicos no seu país.

Na Arábia Saudita vivem aproximadamente entre três a quatro milhões de cristãos que assim como o reino saudita financiou a construção de centenas de mesquitas na Europa e América do Sul, da mesma maneira estes imigrantes desejam ter uma igreja no país onde podem exercer seu culto religioso.





sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O católico, a sociedade
e as lei imorais e antinaturais



Com aprovações ou não de leis antinaturais e imorais por parte dos governantes, o católico nunca poderá ser afectado nas suas práticas e condutas pela existência delas. Tais leis não podem afectar a conduta ilibada fundamentada na fé, que nasce do Amor a Deus e ao Próximo.

Quando o católico luta para preservar os sentidos morais, ele está em defesa dos incautos e de uma sociedade por inteiro, está ele com um objetivo heroico de defender as virtudes imortais, aquelas que fundamentarão gerações futuras.

O católico ao entrar na batalha em prol dos valores morais, não está somente lhe defendendo, ou protegendo seu espaço, não o faz (somente) porquê este espaço é já consagrado e delineado pelas mãos Divinas, ele certamente não o entregará aos descontroles legais que homens marginais engendram.

Com as leis, sofrem mais os não católicos que não lutam do que os próprios lutadores fiéis a Cristo. Portanto, não haveria esta luta se nossos legisladores fossem ou tivessem em suas vísceras o mandamento ou lei maior do amor. Moral que o católico guarda em uma arca, ou melhor em um sacrário vivo: sua alma. Lugar que ninguém pode roubar, valores estes que nem a morte tem o poder de findar.


http://agnussanctus.blogspot.com/2013/09/o-catolico-sociedade-e-as-leis-imorais.html





quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Vandalismo muçulmano:
nem os mortos estão seguros
nas sepulturas


Não são só os cristãos que sofrem perseguições no Paquistão. Esta Terça-Feira, um grupo de muçulmanos desenterrou e arrastou pelas ruas o cadáver de um hindu na província de Sindh.

O cadáver de um homem hindu de 30 anos, sepultado no Sábado, foi desenterrado e arrastado pelas ruas da vila de Pangrio, no Paquistão.

O incidente é o mais recente numa longa história de perseguição contra minorias religiosas neste país de maioria islâmica.

Nas últimas semanas, o bombardeamento de uma Igreja matou mais de 80 cristãos e os xiitas, uma minoria muçulmana, tem sido muito afectada por atentados.

Há cerca de dois milhões de hindus no Paquistão, um país de 180 milhões de pessoas, a esmagadora maioria muçulmana sunita. Historicamente, os hindus, que vivem quase todos na região de Sindh, têm convivido com os seus vizinhos muçulmanos, mas o aumento do vandalismo islâmico têm levado a um agravar da discriminação.

O facto de os hindus serem associados à Índia, a principal inimiga e rival do Paquistão, não ajuda em nada esta comunidade. Ironicamente, apesar de a Índia ser um país de maioria hindu, vivem mais muçulmanos naquele país do que no Paquistão.

Citado pela Reuters, Narayan Das Bheel, um membro da comunidade Sindh, lamentou que «já nem os nossos mortos estão seguros nas suas sepulturas».





terça-feira, 8 de outubro de 2013

Amílcar Soares enviou-lhe
a seguinte Petição

Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar a petição: «Petição pela desvinculação de Portugal ao 'Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990' (AO90)» no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=DPAO2013

Pessoalmente concordo com esta petição e cumpro com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade.

Agradeço que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação através de um email para os vossos contactos.


Obrigado.
Amílcar Soares


Esta mensagem foi-lhe enviada por Amílcar Soares (a25soares@gmail.com), através do serviço http://peticaopublica.com em relação à Petição http://peticaopublica.com/?pi=DPAO2013





A OMS europeia promove
a masturbação de bebés

Luís Luiz

Novo e criativo logótipo da OMS região Europa

Quem sou eu para julgar, mas aqui vai um interessante documento da Regional europeia da OMS, com directrizes sobre a educação sexual das crianças.

Entre as sugestões para uma educação «cientificamente correcta e sem preconceitos»: crianças de 0 a 4 anos devem ser encorajadas a se masturbar; as de 4 a 6, a se masturbarem junto com os coleguinhas; as de 6 a 9 devem defender os seus direitos sexuais etc.

Leia aqui o documento em castelhano. (Para estômagos fortes.)

Leia aqui um comentário de Infocatolica.

Curiosamente, foi essa mesma gentalha que tanto se horrorizou com os crimes de pedofilia da Igreja.

Mas quem sou eu para julgar? 





segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A dignidade da mulher encontra-se
na pureza moral e física


Santa Justa
pintura a óleo de Bartolomé Esteban Murillo
Nada poderia ser mais oportuno para a formação de meninas do que lembrá-las e aos seus pais que a essência da dignidade de uma mulher solteira é a sua pureza. Esta verdade, infelizmente, deixou de ser pregada pela Igreja desde que ela foi engolida pelo progressismo no Concílio Vaticano II. Contra todas as inovações modernas e modas que, desde então, têm sido «abençoadas»» nos confessionários, nos púlpitos e nas Jornadas Mundiais da Juventude, trazemos aos nossos leitores a eterna verdade católica aplicada aos nossos dias. O Papa Pio XII está se dirigindo às jovens mulheres italianas. (TIA)
Papa Pio XII
A pureza moral deve proceder da fé, se é uma fé viva. Os jovens devem ser formados para pensar sempre de uma forma sagrada sobre o mistério da nova vida e suas fontes naturais, lembrando que é uma obra do Criador, e recordando que, assim como Cristo elevou o casamento à dignidade de Sacramento, também por tomar a vida no ventre da Virgem Ele santificou a maternidade e conferiu a esta tão alta dignidade.

A partir disso você pode deduzir como a atitude da juventude católica deve ser forte, activa e constante contra publicações e filmes onde se encontra somente sensualidade descarada, uma teia de violações da fidelidade conjugal, linguagem equívoca e cenas abertamente licenciosas. Para se opor a essas manifestações, que, pelo menos em muitos casos, também transgridem as leis previdentes do Estado, há sempre uma arma poderosa: a abstenção absoluta. Se você direcciona para este fim o seu trabalho e apostolado entre os jovens, o seu zelo e prudência, uma grande vitória coroará o seu trabalho e os esforços favorecendo a supremacia e santidade do matrimónio e, portanto, também o bem-estar do seu país!

Portanto, forme jovens mulheres católicas nessa dignidade sublime e santa, que é uma salvaguarda tão clara e poderosa da integridade física e espiritual. Este valor e orgulho tão virtuoso e indomável constituem uma grande glória para aquele que não se deixa ser reduzido à escravidão. Isso enriquece o vigor moral da mulher que se entrega intacta somente ao seu cônjuge para a fundação de uma família, ou a Deus. Isso proclama como a sua marca de glória a sua vocação à vida sobrenatural e à eternidade, assim como São Paulo escreveu aos primeiros cristãos: «Vocês foram comprados por um grande preço. Glorificai a Deus e carregai-O em seu corpo» (1 Cor 6,20).

Quão grande é a dignidade e liberdade da mulher que não se deixa ser escravizada, até mesmo pela moda! Este é um assunto delicado, mas urgente, no qual a sua acção incessante nos permite esperar ganhos benéficos. O seu zelo contra as formas indecentes no vestuário e no comportamento, no entanto, não deve contentar-se com a repreensão, mas também com a edificação, mostrando na prática como uma jovem pode com o seu vestuário e comportamento harmonizar as leis superiores da virtude e das normas de higiene e elegância.

(Sobre o Apostolado das Raparigas na renovação da sociedade, Discurso à Juventude Feminina italiana de 24 de Abril de 1943.

Documentos Pontificios, Petrópolis: Vozes, 1954, p. 21-23)





sábado, 5 de outubro de 2013

Menino de 6 anos «obtém» autorização
na Argentina, com interferência
de Cristina Kirchner,
para tornar-se «menina».
É o «bebé de Rosemary»
do sindicalismo invertido
e dos politicamente correctos e fascistoides

Reinaldo Azevedo

Cheguei a achar que o adiantado da hora — passam das 6 da manhã — estava provocando alguma alucinação em mim e que não estava lendo o que estou lendo. Mas estou. Eu e todas as pessoas que eventualmente abordam a questão com sensatez distinguimos invertidos de gayzismo; invertidos de militância sindical. De um lado, estão indivíduos; do outro, prosélitos. Os primeiros, como toda gente, têm limites; os outros, como quaisquer fanáticos, não. Atenção! A Argentina, com a intervenção de Cristina Kirchner, acaba de admitir a existência, lá vai, da primeira «criança transgénero» do país. É isso mesmo: um garoto de seis (6!!!) anos chamado «Manuel» teve o nome oficialmente trocado por «Luana». A família está sendo assessorada por psicólogos (há mais psicólogos e psicanalistas na Argentina, acho, do que fãs do Messi) e, claro!, por entidades de defesa dos direitos dos invertidos.


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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O controlo mental das pessoas pela
maçonaria belga

Três em cada quatro belgas concordam que a lei da eutanásia naquele país passe a abranger crianças com doenças terminais, incluindo as que não possam dar consentimento.

Esta situação é consequência do Grande Oriente Belga controlar os meios de comunicação e a educação naquele país.

O inquérito levado a cabo pela La Libre-RTBF conclui que 38% dos belgas é completamente a favor de uma nova lei, que está a ser discutida pelo Parlamento e que prevê a possibilidade de pôr fim à vida de crianças com doenças terminais, ou que se encontrem em coma, sem a necessidade do seu consentimento. O inquérito não especifica se seria ou não necessário o consentimento dos pais.

A estes 38% acrescem 36%, que são «bastante favoráveis» à alteração da lei neste sentido, para um total de 74%, que vê com bons olhos as alterações.

Do lado contrário apenas 6% são completamente contra a alteração em causa.

A lei belga permite a eutanásia de adultos que sofram de doenças, desde que a consintam. Mas o critério do que constitui doença que permita a eutanásia é polémico e pode incluir «sofrimento psicológico insuportável», como no caso de dois irmãos gémeos surdos que pediram para serem mortos quando souberam que corriam o risco de ficar cegos ou o caso que tem feito notícia ao longo dos últimos dias, de uma mulher de 44 anos que foi submetida a uma operação para mudança de sexo que correu mal.

Foi o mesmo médico que aceitou eutanasiar ambos os casos, mesmo depois de os hospitais locais terem recusado a justificação.

Mas, no que diz respeito a adultos, a lei também pode vir a ser alterada. A nova proposta antevê a possibilidade de eutanasiar pessoas que sofram de demência, como Alzheimer, mesmo que a doença tenha chegado a um ponto em que não é possível dar consentimento. Também aqui as margens de aprovação popular, segundo a mesma sondagem, são altíssimas, chegando aos 79%.





Cuba anterior a Castro e com Castro


Entre 1825 e 1897, entre 60 e 75% de toda a renda bruta que a Espanha recebeu do exterior vieram de Cuba.

O primeiro carro eléctrico que circulou na América Latina foi em Havana em 1900.

Também em 1900, antes de qualquer outro país na América Latina foi em Havana que chegou o primeiro automóvel.

A primeira cidade do mundo a ter telefone com ligação directa (sem necessidade de telefonista) foi em Havana, em 1906.

Em 1907, estreou em Havana o primeiro aparelho de raios-x em toda a América Latina.

Em 19 de Maio de 1913 quem primeiro realizou um voo em toda a América Latina foram os cubanos Agustin Parla e Rosillo Domingo, entre Cuba e Key West, que durou uma hora e quarenta minutos.


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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Um sacerdote interroga-se
sobre a doutrina de certa hierarquia

Nuno Serras Pereira

Respostas eminentemente pastorais e prontas

Nós, sacerdotes, somos assaltados com miríades de perguntas surpreendentes sobre assuntos que cuidávamos serem consabidos de todos. Eu tenho gasto muito tempo quer por conversas quer por escrito em procurar responder longamente explicando com minúcia o que Nosso Senhor ensina através da Sua Igreja. Mas descobri agora que tenho andado enganado e que há um método expedito e altamente esclarecedor – responder a uma pergunta com outra que deixa o conteúdo da interrogação em aberto e remata para o olhar afectuoso de Jesus.

Daqui em diante quando me perguntarem se a Igreja aprova:

a) o adultério deverei responder: Deus, quando olha para uma pessoa adúltera, aprova a sua existência com afecto ou rejeita-a, condenando-a?

b) o salário injusto deverei retorquir: Deus, quando olha para uma pessoa injusta, aprova a sua existência com afecto ou rejeita-a, condenando-a?

c) os sacerdotes predadores sexuais que das crianças deverei replicar: Deus, quando olha para a pessoa do sacerdote que comete esses abusos, aprova a sua existência com afecto ou rejeita-a, condenando-a?

d) a matança de judeus por parte de nazis deverei retrucar: Deus, quando olha para uma pessoa nazi, aprova a sua existência com afecto ou rejeita-a, condenando-a?

e) o abortamento de milhões de pessoas nascituras por parte dos controladores demográfico e patrões e empregados da indústria do aborto deverei volver: Deus, quando olha para essas pessoas matadoras, aprova a sua existência com afecto ou rejeita-as, condenando-as?

f) a imensidade de idosos eutanasiados socialmente ou «medicamente» deverei ripostar: Deus, quando olha para essas pessoas eutanazis, aprova a sua existência com afecto ou rejeita-as, condenando-as?

g) o terrorismo que dizima multidões de inocentes deverei tornar: Deus, quando olha para essas pessoas terroristas, aprova a sua existência com afecto ou rejeita-as, condenando-as?

Ora aí está uma pastoral esclarecida e fecunda.





segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Misericórdia

Nuno Serras Pereira

Algum tempo depois de, como filho pródigo, ter regressado à Igreja, isto é a Jesus Cristo total, Cabeça e corpo, para usar uma expressão de Santo Agostinho, comecei a ler o jornal L’ Osservatore Romano na sua totalidade – Pontificava então o Papa Paulo VI. Este hábito de ler tudo o que promanava dos Santos Padres tem-se mantido até aos dias de hoje. Provavelmente aqueles que não estão a par das coisas eclesiais não saberão que isto significa que li e meditei muitos milhares, mas mesmo muitos, de páginas. Já não tenho grande memória de Paulo VI, mas no que diz respeito a João Paulo II e a Bento XVI posso testemunhar que os seus pontificados foram marcados essencialmente pelo Amor/Misericórdia. Não me refiro somente à Encíclica de João Paulo II sobre Deus rico em Misericórdia (tema que está presente em todos os seus documentos e talvez de um modo mais marcante na Veritatis Splendor, na Evangelium Vitae e na Redemptoris Missio) ou às de Bento XVI sobre a Caridade/Amor/Misericórdia. Mas esses luminosos Pontificados foram marcados por uma proximidade, um abeiramento samaratiano de cada pessoa humana, desde o seu início até ao seu termo. Se há verdade que o mundo e a Igreja têm escutado até à saturação, que ninguém desconheça dentro e fora da Igreja, a não ser os recém-nascidos, é que Deus é Misericórdia. Não há homilia que o omita, nem catequese que só disso fale, nem artigo de opinião ou entrevista radiofónica ou televisiva a católicos, Cardeais, Bispos, sacerdotes ou leigos que nisso não insista. Isso é muito claro, por exemplo, quando conversando com pessoas que se dirigem a uma «clínica» ou «maternidade» ou hospital para abortarem dizem que não faz mal nenhum matarem a seus filhos, porque Deus é misericordioso e perdoa: «não faz mal», asseguram com um sorriso. É mesmo em nome da Misericórdia que catequistas ensinam as suas crianças sobre a bondade do aborto, da contracepção, da homossexualidade e do «casamento» entre pessoas do mesmo sexo; e também sacerdotes, até no confessionário, aconselham essas coisas, tudo em nome da Misericórdia. Um ministro da Comunhão, só para dar um exemplo, obrigou a sua filha abortar e, apesar de isto ser público e notório, tanto o pároco como o Bispo acharam, em nome da misericórdia, por bem que ele continuasse a distribuir a Sagrada Comunhão. A mesma misericórdia serve ainda de justificação aos políticos que se intitulam católicos, votarem favoravelmente a eutanásia, o aborto, o casamento «gay»; e de pretexto a Bispos e Cardeais de lhes darem entusiasticamente a Sagrada Comunhão e de os convidarem, como exemplos, para palestrarem ao povo de Deus. Essa pastoral, da «misericórdia» e do «amor» vazios de conteúdo, conhecemo-la aqui na Europa há muitos anos e os seus resultados estão à vista – não podiam ser mais devastadores.
Evidentemente que nem S. João Paulo II nem Bento XVI são responsáveis por estes abusos, pelo contrário. Mas não me venham dizer que somente agora é que a Igreja anunciará a Misericórdia de Deus e o amor de Jesus como Salvador como contexto para tudo o mais. Porque afirmar isso é uma falsidade infame. Se há ícone da Misericórdia que ficará como eminente na história da Igreja esse será sem margem para dúvida o Papa João Paulo II. Já nos esquecemos dos milhões de pessoas que ele converteu ou aproximou da Igreja e de Deus, das multidões inumeráveis que se abeiraram da confissão sacramental, etc., etc.? Mas este mesmo Papa que estendeu a devoção da Divina Misericórdia (Santa Faustina) e proclamou o Domingo depois do da Páscoa como Domingo da Misericórdia (e Deus veio buscá-lo nessa solenidade para o levar para junto de si) percebeu muito bem que não se podia somente insistir nessa tecla mas que era preciso dar-lhe um conteúdo substancial e aí tinha, nos dias de hoje, uma proeminência vital o aborto e eutanásia (Evangelium vitae – defesa da vida nos seus momentos mais vulneráveis), os ataques à família (Familiaris consortio; carta às famílias; direitos da família) e a contracepção (Teologia do corpo – como comentário à Humanae vitae). As vítimas, os feridos, mutilados, desfeitos, estilhaçados por essas violências brutais – nos dias de hoje perante a avalanche imensa de estudos e dados empíricos, é impossível ignorá-los – são infinitamente maiores do que as vítimas das guerras horrorosas, a que todos nos opomos. E, no entanto, ninguém, nem mesmo eu!, na Igreja quer ou pede que se insista somente nesses assuntos – de onde terá surgido ideia tão insólita e abstrusa? O que espanta nos dias de hoje é o silêncio sepulcral sobre eles ou raridade (se tivermos em conta os documentos da Santa Sé e dos Episcopados o aborto, o «casamento» gay e a contracepção muito provavelmente não representarão sequer 0,1 por cento dos assuntos tratados) com que são abordados e a insistência em outros pontos que também são morais e também «vêm depois»: a guerra e a paz, a pobreza, os refugiados, os imigrantes, os doentes, etc. (assuntos aliás de que todo o mundo fala com consenso universal).

Todos os anos se celebra o dia mundial da Paz acompanhado de oração em todas as Igrejas do mundo, com homilias, palestras, conferências; há sempre uma longa mensagem dos Santos Padres amplamente difundida não só pelos órgãos da Igreja mas também pelos grandes média e pela internet – blogues, redes sociais, etc. O tema costuma reaparecer diversas vezes ao longo do ano quer no Angelus do Santo Padre, quer nas suas Catequeses, quer nas Dioceses, quer nas orações universais das Missas de Domingo, quer no terço diário rezado nos grandes Santuários Marianos. E de vez em quando os Papas convocam vigílias de oração não só em Roma como por todo o mundo, congregando centenas de milhares de pessoas, só na praça de S. Pedro, e ali estão 3 ou 4 horas em oração. Todos os anos há o dia das migrações e a respectiva mensagem e as peregrinações e se for preciso um Papa deitando uma coroa de flores aos mares por causa das centenas de vítimas de traficantes sem escrúpulos. E há ainda o dia dos doentes, também com uma mensagem papal e com preces nas Igrejas por todo o orbe (que aliás acontecem praticamente todos os dias nas Missas e na Liturgia das Horas e nos Terços desfiados nos Santuários Marianos). Nas audiências os enfermos são abençoados, acariciados, abraçados; em todas as viagens apostólicas os Papas sempre se querem encontrar com eles e dirigir-lhes uma palavra, confortá-los. E podíamos continuar dando mais exemplos da solicitude materna da Igreja pela grande maioria dos já nascidos.

Creio que não passará pela cabeça de ninguém (talvez tenha ocorrido a Nietzsche, mas não se trata de uma cabeça propriamente recomendável) dizer que se trata de uma obsessão e que a Igreja não pode estar sempre a insistir no mesmo. Ora a verdade, como é patente a todos, é que as pessoas na sua etapa embrionária e nascitura não têm, repito, não têm um ínfimo da atenção, solicitude e diligência por parte da Igreja que todos estes outros. O Santo Padre num Angelus referiu, e muitíssimo bem, que tinha ficado com o coração ferido ao ver na TV os mil e tal mortos, entre os quais muitas crianças, num ataque na Síria. Mas não lhe sangra, e se sangra não poderá dizê-lo também?, os mais de mil mortos num só dia trucidados em Itália e em França? Porque não depositar uma coroa de flores e celebrar Missa à porta de um Hospital ou de uma clínica onde se dizimam bebés – é impopular, não é? Mas estou em que é de toda a justiça. Porque não convocar um dia de jejum e oração universal pelos 50 milhões de pessoas abortadas anualmente (falo só dos cirúrgicos)? Por que não receber sobreviventes de abortos falhados e falar disso? e mulheres que abortaram e que publicamente dizem do seu arrependimento? e matadores em série de embriões e nascituros que foram convertidos pelos obcecados fanáticos? e os predadores homossexuais que foram curados? e os casais desfeitos por causa da contracepção que em virtude da aprendizagem dos «métodos» naturais reencontraram o amor e o equilíbrio? e os estilhaçados por «tratamentos artificiais» que para conseguirem ter filhos mataram uma data deles e não tiveram sucesso vindo depois a encontra-lo na Napro technology? Os cristãos que se têm empenhado nesta missão evangélica são misericordiosos, tomam a seu cargo as pessoas, acompanhando-as como o bom samaritano que lava, limpa, unge, levanta o seu próximo com pureza evangélica sabendo que Deus é maior que qualquer pecado. Pela Graça de Deus são capazes aquecer os corações das pessoas, de caminhar na noite com elas, de dialogar de descer às suas noites, nas suas trevas, sem perder-se. Não se limitam a acolher e receber as pessoas mas procuram novos caminhos saindo de si mesmos e indo ao encontro de quem abandonou a Igreja, ou nunca a frequentou ou lhe é indiferente ou mesmo hostil E fazem-no com grande audácia e coragem.

Porque é que se pode falar, como uma insistência desusada em tantos outras questões morais tais como mundanidade, carreirismo, maledicência, cobiça, etc., e não nas outras? Qual o contexto?
Os Papas João Paulo II e Bento XVI que celebraram com grandes festejos, incendiando os corações no amor a Jesus Cristo, os encontros mundiais da juventude sempre consideraram que havia o contexto adequado para falar do aborto, da defesa da vida. Hoje, pelos vistos, nega-se, apesar dos pedidos dos jovens e casais, o que parecia adquirido e vem-se a público lamentar a discordância e acoimá-la de obsessão. Isto sim, é uma novidade. Que se anuncie primeiro Cristo e o Seu Amor não o é, sempre foi assim, e se alguém nos quiser persuadir do contrário teremos de lhe dizer com toda a reverência que anda muito enganado. E lembrar-lhe que muitos, muitíssimos por o fazerem são presos, escorraçados, vilipendiados, agredidos e presos.

Para terminar, convirá atender a que importa muito ter em conta as circunstâncias. Quando Hitler se propunha a invadir a Inglaterra seria totalmente absurdo que os cristãos aliados desembarcassem na Normandia de sorriso rasgado e olhar afectuoso conclamando amigos e irmãos, Cristo ama-vos muito e é o vosso Salvador. Se assim tivesse sido o mundo hoje seria nazi.

Também quando Portugal esteve preste a ser dominado inteiramente pelo comunismo, depois do 25 de Abril, o que nos valeu foi um Cardeal, chamado Karol Woityla (futuro João Paulo II), que em Roma teve uma conversa longa, com o então Bispo de Aveiro e ciente do perigo terrível em que estávamos convenceu o prelado português de que só nos poderíamos salvar se a Igreja saísse à rua liderando o povo. Essas manifestações encabeçadas em quase todas as dioceses por Bispos não saíram propriamente com um rosto amável proclamando animadamente Jesus ama vos. O verdadeiro amor misericordioso exigiu carrancas e urros que contivessem os portadores da ideologia intrinsecamente perversa. À honra e glória de Cristo. Ámen.

S. João Paulo II, rogai por nós.