quarta-feira, 30 de setembro de 2015


Os temas fracturantes e o PS (1)


Vasco MinaCorta-fitas, 21.09.2015

Ao contrário do que acontece com a Segurança Social (que desconhece por completo o que significam as suas propostas), aqui o líder do PS é bem claro quanto às suas intenções. António Costa declarou que «Reabriremos a legislatura revogando de imediato a legislação que aprovaram» sobre as alterações às regras da interrupção voluntária da gravidez e que resultaram de uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) e que recolheu o apoio de cerca de 50 000 cidadãos. Que medidas foram então aprovadas no âmbito desta legislação e que António Costa quer revogar:

a) A mulher em risco de aborto terá sempre apoio psicológico;

b) A mulher em risco de aborto terá sempre apoio social;

c) A mulher no âmbito do processo de IVG terá obrigatoriamente uma consulta de Planeamento Familiar;

d) Nos locais próprios (Hospitais, Conservatórias, Centros de Saúde) será disponibilizada informação sobre o valor da vida, da maternidade e da infância;

e) Na consulta prévia ao processo de IVG será também fornecida informação de Apoio à Vida e à gravidez;

f) No aconselhamento à grávida participarão não só organismos públicos como também IPSS;

g) dignificação dos médicos e enfermeiros objetores de consciência e no reconhecimento da sua não discriminação;

h) introdução de taxas moderadoras.

São estas medidas que António Costa quer revogar e por isso quem concorde tem apenas de votar PS


Os temas fracturantes e o PS (2)

Vasco Mina, Corta-fitas, 27.09.2015

Os temas fracturantes são exactamente o que querem significar: questões que dividem as opiniões, fracturando a sociedade em duas ou mais partes. Muitas vezes (para não dizer sempre) são acompanhados de abordagens ideológicas da sociedade o que os torna ainda mais fracturantes e com uma elevada carga emocional. Deveriam ser amplamente debatidos e, para alguns deles, colocar à decisão dos portugueses, ou seja, recorrendo ao referendo. Não é esta a opção do PS pois no seu programa eleitoral toma (e destaco a frontalidade) a opção da defesa de soluções sem qualquer debate prévio. Ou seja, o PS assume o compromisso de:

1) Eliminar a discriminação no acesso à adopção e no apadrinhamento civil por casais do mesmo sexo.

Ou seja, o pleno acesso ao regime de adopção por parte de casais homossexuais. Retomando a argumentação do recente debate em torno de legislação apresentada na AR sobre a co-adopção, sou dos que defende o direito da criança (que deverá prevalecer sobre o direito de um casal homossexual) a ter um pai e uma mãe. São vários os estudos que apontam neste sentido e muitos os psicólogos e técnicos que acompanham crianças desprotegidas que igualmente defendem esta posição. Reconheço e respeito a argumentação dos casais homossexuais mas dela discordo. Saliento que muito recentemente foi publicada legislação (ver artigo de Teresa Anjinho publicado no Expresso de 19 de Setembro) que é, de alguma forma, uma reforma estrutural no que à criança diz respeito: adopção, protecção das crianças e jovens em perigo e regime tutelar cível. São três leis fundamentais que careciam de revisão e que agora foram reformadas e tendo presente os principais destinatários: as crianças institucionalizadas. Ora o PS em nada se refere à necessidade da reforma agora traduzida na legislação e coloca em situação de paridade casais homossexuais com casais heterossexuais. Ora em Dezembro do ano passado (e segundo o mesmo artigo já citado) encontravam-se cerca de 400 crianças em condições de adoptabilidade e cerca de 1 800 candidatos em lista de espera para adoptar. Para o PS os casais homossexuais não deverão ser descriminados nos processos de adopção, ou seja, terão igual prioridade à dos casais heterossexuais. O que não concordo e por isso sou contra esta proposta eleitoral socialista.

2) Eliminar as restrições de acesso, que ainda subsistem na lei, às técnicas de procriação medicamente assistida por casais do mesmo sexo e por mulheres solteiras.

Faz sentido apoiar e dar condições de acesso às técnicas de PMA (procriação medicamente assistida) aos que por opção própria escolheram vidas familiares que, por natureza, são não reprodutivas? Em minha opinião não faz e por isso deverão votar PS os que defendem esta solução.

3) Melhorar o regime da identidade de género, nomeadamente no que concerne a necessidade de previsão do reconhecimento civil das pessoas intersexo.

Segundo os defensores deste conceito «A natureza não decide onde a categoria «masculina» termina e a categoria «intersexo» começa ou onde a categoria «intersexo» termina e a categoria «feminina» começa. Os seres humanos é que decidem.» Sem comentários! Os que defendem o reconhecimento civil  deste novo registo deverão votar PS.






A verdade do islamismo e das cruzadas




VER VÍDEO: https://www.youtube.com/watch?v=I_To-cV94Bo&feature=youtu.be






3 teólogos apoiados por cardeais e bispos

arrasam documento base

do sínodo (Instrumentum Laboris)


«Inacceptable». Le document de base du synode
«compromet la vérité»

À la veille de la réunion du synode, trois théologiens, soutenus par des cardinaux et des évêques, critiquent et rejettent «l'Instrumentum laboris». Voici le texte intégral de leur acte d'accusation

http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1351141?fr=y

«Unacceptable.» The Base Document of the Synod
«Compromises the Truth»

On the verge of the synod, three theologians with the support of cardinals and bishops critique and reject the «Instrumentum Laboris.» Here is the complete text of their charges of accusation

http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1351141?eng=y

«Inaccettabile». Il documento base del sinodo
«compromette la verità»

Alla vigilia dell'assise, tre teologi con il sostegno di cardinali e vescovi criticano e rigettano «l'Instrumentum laboris». Ecco il testo integrale del loro atto d'accusa

http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1351141

«Inaceptable». El documento base del sínodo
«compromete la verdad»

En la vigilia de la asamblea, tres teólogos con el apoyo de cardenales y obispos critican y rechazan el «Instrumentum laboris». A continuación el texto íntegro de su acusación

http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1351141?sp=y 





segunda-feira, 21 de setembro de 2015


625 mil católicos pedem a Bergoglio

para pôr fim à confusão moral no sínodo



Ler o abaixo-assinado já assinado por 625 mil católicos,

8 cardeais e 170 bispos de 160 países.

https://www.lifesitenews.com/news/625000-catholics-ask-pope-to-dispel-moral-confusion-at-synod






«Homossexualidade» no sínodo.

Sim ou não?


Nuno Serras Pereira, 20 de Setembro de 2015

Não saberei dizer se os meus leitores estarão recordados dos meus textos repudiando a introdução da «homossexualidade» no sínodo sobre a família.

As razões eram são várias. A primeira, é porque os «homossexuais» não existem; como aliás também não há «heterossexuais». Estes dois termos foram introduzidos nos finais do século XIX, por psicólogos, e vulgarizaram-se nos anos 30 do século XX. Os termos não se referiam a nenhuma identidade da pessoa mas sim, os dois, a comportamentos considerados patológicos. O primeiro porque procurava na luxúria um somente o prazer sem possibilidade alguma de reprodução e o segundo porque procurava o mesmo deleite, que poderia gerar uma nova vida, fazendo o que lhe era possível para não procriar. Basta lembrar que Freud considerava uma perversão sexual o exercício genital que comportasse a exclusão propositada da procriação. Estes termos não se referiam pois a qualquer identidade ou orientação mas sim a comportamentos patológicos. De facto só existem homens e mulheres, alguns dos quais, uma minoria que anda pelos 2% da população, sentem atracção por pessoas do mesmo sexo tendo com elas comportamentos lascívos.

Sabemos, já a isso me referi em outros textos, como estes termos são apropriados e manipulados por gentes com interesses monetários e ideológicos para conseguirem os seus objectivos inconfessados. Isto que aqui digo não é nenhuma «teoria da conspiração» mas está larguissimamente documentada.

A corrupção ideológico-sexual penetrou profundamente não só a política – os poderes legislativo, executivo e judicial –, mas também a comunicação social, o ensino e a Igreja católica.

Quem tiver presente os acontecimentos do sínodo de 2014 lembrar-se-á, com grande susto, do relevo que foi dado a este tema, na relação intermédia, quando houve um único bispo, dos quase trezentos que compunham a assembleia, que nele falou. Aliás, muita gente não percebe, como é que no texto final constam os números que a isso se referem uma vez que não foram aprovados pela maioria de dois terços requerida pela legislação sinodal. Para agravar a situação, continua a constar do Instrumento de Trabalho para o próximo sínodo, também sobre a família, com início a 4 de Outubro.

Para quem tenha acompanhado as declarações de vários teólogos, bispos, cardeais e conferências episcopais é claríssima a tentativa obstinada de mudar a Doutrina da Igreja sobre o assunto.

Também não é possível deixar de estranhar que tantos outros assuntos, e bem mais vastos, com que a família se defronta tenham sido até agora pura e simplesmente ignorados ou desleixados. E como compreender que o Santo Padre nomeie para o sínodo bispos e teólogos que se opõem declarada e explicitamente à Revelação e ao Magistério da Igreja?

Sabereis que Bento XVI, antes de resignar, tinha disposto que o próximo sínodo fosse sobre Antropologia e Bioética. Assuntos estes que de facto são os mais urgentes e importantes nos dias que correm, entre outras coisas porque deles depende em grandíssima parte o futuro da família, assim o alertou, entre outros, o cardeal Ângelo Scola – basta pensar nos problemas, por exemplo, que trazem consigo os vários tipos de reprodução artificial: de reduzir a pessoa a produto ou mercadoria, de identidade genética, de filiação, de paternidade e maternidade, de parentesco, etc. Sobre esta, a família, pela Graça de Deus, ao longo destes últimos 30 anos existe um riquíssimo Magistério, quer Papal quer Episcopal, para além de uma sobreabundante quantidade de estudos, testemunhos, teologias, práticas pastorais, etc., que ao que parece querem deitar ao lixo... Até parece uma vingança de jesuítas contra o Papa S. João Paulo II que teve de começar a meter na ordem um punhado deles que tinha tomado as rédeas da Companhia de Jesus. Dizer tudo doutrinalmente muito certo mas interpretá-lo de maneira que se contradiz o que o Magistério ensina ou advogar e promulgar disciplinas ou legislação que contradiz a Doutrina que verdadeira poderá ser, se alguns o acharem, muito jesuítico, mas católico não o é seguramente.

O grande problema, nos dias que correm, não é o de acolhimento nas comunidades cristãs daqueles que se intitulam ou são designados como homossexuais. Eles já estão por todo o lado: cardeais, bispos, padres, catequistas, acólitos, sacristões, professores de Teologia, superiores e membros de ordens religiosas (há realidades destas prenhes dos ditos cujos), etc. Não só são acolhidos como em grande parte dominam vastos sectores eclesiais e, muitos deles, minam, combatem e pervertem a Verdade e tantas vezes os próprios cristãos, particularmente os jovens.

Nem se invoque uma pretensa dificuldade em concertar a condenação dos actos depravados com o respeito e o amor pela pessoa, tanto mais que isso não diz respeito somente a este tipo de pecados mas a tantos outros. Acresce que existe e deve continuar a existir uma diferença entre a pregação geral contra o mal e o acolhimento na confissão, ou mesmo tão só na conversação, pessoal.

Por mais que possa pasmar os nossos contemporâneos a Misericórdia não nasceu com os jesuítas, nem com Kasper, nem com o Papa Francisco. Foi e será sempre uma constante na Igreja, embora a palavra não fosse tão repetida e distorcida como o é nos dias de hoje. Talvez a razão esteja em que o próprio Cristo não diz «Eu Sou a Misericórdia» mas sim «Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida», pois sem isto a Misericórdia só poderá ser uma palavra falsificada que desvia a humanidade da Pessoa e da Redenção de Jesus Cristo.

Mas se o sínodo se quer ocupar do assunto então faça-o como deve ser. Para isso poderá recorrer à abundantíssima literatura, e especialistas, de confiança que serão preciosos para ajudar a remediar a bagunça que se tem vivido. Sendo que o mais recente que conheço é o seguinte: Living the Truth in Love: Pastoral Approaches to Same Sex Attraction Paperback – August 30, 2015 by Janet E. Smith (Author, Editor), Fr. Paul Check (Author, Editor).

À Honra e Glória de Cristo. Ámen.





domingo, 20 de setembro de 2015


O Ocidente anda a dormir


Heduíno Gomes

O imperialismo grão-russo avançou na Ucrânia com os argumentos próprios de qualquer imperialismo.  Com os mesmos argumentos, ameaça todos os vizinhos. Em nome da luta contra o ISIS, avança na Síria. Amanhã, em nome da chuva em qualquer lado ou de um sismo na Nova Zelândia, avançará onde o deixarem.E o Ocidente, atado por uma presidência americana irresponsável e por políticos medíocres  e capitulacionistas da União Europeia, continua a ceder terreno.

E o Ocidente, atado por uma presidência americana irresponsável e por políticos medíocres e capitulacionistas da União Europeia, continua a ceder terreno.

Entretanto, os saudosistas dos sovietes continuam a apoiar a «pátria do socialismo».

Entretanto, a extrema-direita, fã da violência e do primarismo anti-ocidental, transforma Putin em herói.

Entretanto, alguma direita cega, nomeadamente monárquica, iludida com alguns aspectos folclóricos como são as alusões ao czarismo, também apoia Putin, preocupando-se mais com pompas e brasões do que com o bem comum dos russos e respeito pelos seus vizinhos.

Entretanto, alguns católicos deixam-se entusiasmar com algumas posições morais de Putin, esquecendo — diga-se que com toda a incoerência — a sua imoralidade global, nomeadamente o belicismo, o terror sanguinário, a cleptomania ou a solução do seu povo em vodka.

Perante esta ameaça, como deve proceder o Ocidente?

Os Estados Unidos precisam de outro Reagan.

A Europa precisa ainda mais.






quinta-feira, 17 de setembro de 2015


Kim Davis saiu da prisão

mas continua a não celebrar

casamentos gay


Alexandre Martins, Público, 15 de Setembro de 2015

Funcionária judicial de um condado norte-americano recusa-se a autorizar casamentos entre pessoas do mesmo género, desafiando a decisão do Supremo Tribunal dos EUA


A funcionária quer ser uma excepção por causa das suas crenças religiosas

A nova heroína dos mais conservadores dos conservadores norte-americanos regressou esta semana ao trabalho, depois de ter passado quatro dias na prisão por se ter recusado a pôr a sua assinatura nos papéis de casamentos entre pessoas do mesmo género. Kim Davis, uma funcionária judicial do estado do Kentucky, garante que vai continuar a desobedecer à decisão do Supremo Tribunal dos EUA, mas diz que não vai impedir os seus adjuntos de validarem os casamentos – ainda que tenha levantado outro problema para os tribunais resolverem nos próximos tempos.

Davis, de 44 anos, regressou na segunda-feira ao seu gabinete no tribunal do condado de Rowan, no estado do Kentucky, onde é a principal responsável pela validação de vários actos públicos – de casamentos a licenças de veículos automóveis, passando pela organização das listas eleitorais. Foi eleita para essa função no ano passado e assumiu o cargo em Janeiro deste ano, ao fim de duas décadas como braço direito da antiga responsável – a sua mãe.

Mal chegou ao tribunal depois de quatro dias na cadeia e de uma semana de descanso, leu uma declaração perante jornalistas e manifestantes a favor e contra o casamento gay, que se acotovelavam à porta do tribunal do condado de Rowan: «Amo os meus adjuntos e odeio o facto de eles terem sido apanhados no meio disto. Se algum deles sentir que deve emitir uma licença não autorizada, não farei nada contra eles.»

No tribunal onde manda Kim Davis só há um funcionário que tem obedecido ao Supremo, que em finais de Junho legalizou o casamento gay em todos os estados do país. Chama-se Brian Mason, e no mesmo dia em que Davis regressou ao trabalho, pôs a sua assinatura nos papéis que selaram o casamento entre Shannon e Carmen, duas mulheres que mantêm uma relação há 23 anos.

Enquanto o casal recebia os papéis das mãos do funcionário, perante as câmaras de televisão, os aplausos dos amigos e os assobios dos que se opõem ao casamento gay, Kim Davis estava fechada no seu gabinete, com as cortinas corridas.

O único problema é que o documento entregue por Brian Mason a Shannon e Carmen não tem a assinatura de Kim Davis, que é a principal responsável pelo tribunal do condado. Para contornar essa questão, as autoridades do Kentucky alteraram o texto, retirando o nome de Davis e sublinhando que o casamento é válido em cumprimento de uma ordem judicial federal.

Mas, como Davis fez questão de frisar na sua declaração, esse remendo federal pode estar longe de ser uma solução pacífica: «Qualquer licença sem autorização que eles emitam não terá o meu nome, o meu título nem a minha autoridade.»

E reforçou o seu apelo a que lhe seja concedido um estatuto de excepção, devido às suas crenças religiosas: «Será que o nosso Estado não é suficientemente grande, compassivo e tolerante para encontrar uma forma de acomodar as minhas profundas convicções religiosas?»

Até agora, todos os tribunais a que Davis recorreu têm respondido de forma inequívoca a essa pergunta com um rotundo «não».

No dia 3 de Setembro, o juiz do Kentucky David Bunning, filho de um antigo senador do Partido Republicano e nomeado para o cargo pelo ex-Presidente George W. Bush, deixou bem claro que Kim Davis só tem duas opções: ou cumpre a ordem do tribunal, ou terá de procurar outro emprego.

«A nossa forma de governo não sobreviverá a não ser que nós, como sociedade, concordemos em respeitar as decisões do Supremo Tribunal dos EUA, independentemente das nossas opiniões pessoais. Não há dúvidas de que Davis é livre para discordar da opinião do tribunal, tal como muitos outros americanos discordarão, mas isso não a isenta de cumpri-la. Admitir o contrário equivaleria a estabelecer um precedente perigoso.»

Antes da decisão do juiz Bunning, já o tribunal de recurso do Sexto Circuito tinha dito a Kim Davis que uma coisa é a sua crença, outra coisa é a sua responsabilidade enquanto representante do governo: «Não é defensável que o titular do cargo no condado de Rowan, independentemente da pessoa que o ocupa, possa negar-se a agir em conformidade com a Constituição dos Estados Unidos.»

O caso de Kim Davis tem sido aproveitado por alguns candidatos à nomeação pelo Partido Republicano na corrida à presidência dos EUA, mas as sondagens nacionais indicam que uma larga maioria da população concorda com as decisões dos tribunais. Segundo a sondagem mais recente, do jornal Washington Post e da estação ABC, 63% dos inquiridos consideram que Davis deve assinar as autorizações apesar das suas crenças religiosas; outros 16% concordam, mas dizem que a funcionária não deve ser presa por se opor ao Supremo.

A mesma sondagem indica também que o caso de Kim Davis pode não ser suficiente para relançar o debate sobre o casamento gay nos EUA, apesar da visibilidade mediática e do apoio manifestado por alguns dos candidatos Republicanos, como Mike Huckabee e Ted Cruz.

Para além da natural oposição entre os eleitores do Partido Democrata, a sondagem do Washington Post e da ABC revela um indicador curioso: a maioria dos Republicanos que apoiam a funcionária do tribunal do condado de Rowan dizem que vão votar em Donald Trump, um candidato que se pôs ao lado da decisão do Supremo Tribunal.

«Este não era o emprego certo para ela, porque temos uma decisão do Supremo Tribunal e há leis neste país. Temos de cumprir o que o Supremo Tribunal decide, independentemente de concordarmos ou não com essa decisão», disse Trump numa entrevista ao apresentador da Fox Bill O'Reilly.





domingo, 13 de setembro de 2015

quinta-feira, 10 de setembro de 2015


Depois de Edite Estrela,

temos a Liliana Rodrigues


Leonor Tamayo

Depois de o parlamento europeu ter rejeitado o «relatório Estrela», o Partido Socialista conseguiu fazer aprovar o «relatório Rodrigues».

O «relatório Rodrigues», da autoria da deputada socialista Liliana Rodrigues, pode ser resumido em três pontos:
  • Imposição de uma suposta «igualdade dos sexos» por via política administrativa, através de uma lobotomia das crianças e imposição de um pensamento único e politicamente correcto nos professores.
  • Imposição da ideologia de género no ensino, a nível dos manuais escolares. Censura política da cultura (a introdução de uma polícia política do pensamento), nomeadamente a censura dos chamados «estereótipos» e «elementos sexistas na linguagem» (penso eu que se trata da eliminação do género feminino e do masculino na gramática), a proibição de publicação de contos infantis como por exemplo a Branca de Neve e os Sete Anões, censura geral a nível da música, filmes, literatura — alegadamente no sentido de «mudar atitudes», e anular os comportamentos naturais e típicos dos rapazes e das raparigas.
  • Lobotomia dos professores. Incluir, na formação de professores, estratégias que coloquem em causa a própria identidade e valores dos professores.
Leonor Tamayo, presidente da instituição «Profissionais para a Ética», mãe de nove filhos, declarou que o «relatório Rodrigues» viola o direito dos pais das crianças a serem os primeiros educadores dos seus filhos. O «relatório Rodrigues» é orwelliano.

Além disso, segundo Leonor Tamayo, o «relatório Rodrigues» foi adoptado pelo parlamento europeu sem qualquer base jurídica legal, e em total contradição com os Tratados europeus e internacionais, anulando totalmente o princípio da subsidiariedade da União Europeia, contrariando a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Convenção Europeia dos Direitos do Homem, e indo contra o Pacto Internacional relativo aos direitos civis e políticos.

Segundo Leonor Tamayo, o «relatório Rodrigues» viola as liberdades de pensamento e de expressão e intromete-se na vida privada das pessoas, para além de violar o direito dos pais a serem os primeiros educadores das suas crianças. O «relatório Rodrigues» defende uma espécie de república de Platão.

«Não permitiremos que doutrinem as nossas crianças com a ideologia de género. Os pais são os primeiros educadores e este direito é reconhecido a nível das nações e a nível internacional. No «relatório Rodrigues» e nas suas recomendações, os valores das famílias numerosas e os modelos educativos, como a educação diferenciada, não têm qualquer lugar no sistema educativo».

— Leonor Tamayo

Começamos todos a compreender por que razão a Esquerda defende a integração europeia: a União Europeia é vista pela Esquerda como uma forma de impôr, à revelia dos povos, uma ditadura orwelliana a nível europeu.





terça-feira, 8 de setembro de 2015


Sentimentalismo caro


Alberto Gonçalves, Diário de Notícias, 6 de Setembro de 2015

Talvez não fazer nada, hoje, seja um dia meio caminho andado para uma morte precoce

Quando redobraram as notícias sobre multidões que fogem para a Grécia e para a Europa em geral, pensei tratar-se de uma falha – nas notícias ou no GPS das multidões. Afinal, estivemos meses a aprender que na Grécia, e na Europa em geral, se vivia uma tragédia humanitária nunca vista. Contra todas as expectativas, havia tragédias assaz maiores já ali ao lado. E os que lamentavam a devastadora austeridade que nos caiu em cima são os mesmos que agora exigem a partilha da nossa ofensiva abundância com os desafortunados do Médio Oriente e de onde calha. De súbito, a Europa tornou-se rica e repleta de empregos, alojamentos decentes, mesas fartas, privilégios sem fim. É o lado bom da crise dos refugiados.

O lado mau é que os corpos dos refugiados, vivos ou mortos, continuam a dar à costa. Vale que a reacção dos europeus se revela de fulgurante utilidade: correr para o Facebook a partilhar a fotografia do cadáver de uma criança estendido na praia e a criticar a passividade da Europa. Ou a indiferença dos governos. Ou a desumanidade de um destinatário genérico que naturalmente exclui o próprio – e heróico – indignado em causa. Parece um concurso para apurar qual é o cidadão mais piedoso.

Por falta de candidatos, não é de certeza um concurso para apurar qual o cidadão que abriria as portas de casa ao maior número de refugiados. Descontadas as «dezenas» de voluntários de que falam as notícias, não vi muitas almas sensíveis passarem da sensibilidade à prática e afirmarem-se disponíveis para albergar, por um período transitório, dois sírios ou quatro curdos no quarto das traseiras. Possivelmente os refugiados perturbariam o sossego do lar, essencial para se alinhavar no Facebook manifestos de extrema preocupação com o destino dos refugiados. Esta atitude traduz a típica bravura moral de quem subscreve petições pelos pobres e não se digna olhar o mendigo que o interpela na rua. Ou de quem chora os «cortes» no SNS e não visita o amigo doente. Ou de quem protesta as touradas e não abriga um cão vadio. O sentimentalismo sem compromisso preza a higiene. E é, desculpem lá, uma treta.

Mas houve pelo menos um português que saltou por cima das tretas e foi directamente ao assunto: o combate ao Estado Islâmico. A Sábado desta semana entrevista Mário Nunes, o militar de 21 anos que desertou da Força Aérea para, ao longo de quatro meses, lutar contra os jihadistas na Síria. Porquê? Porque prefere «morrer a não fazer nada». É maluco? Deve ser. Sensatos são os que ficam pelas ditas «redes sociais», a repousar as consciências e a responsabilizar uma vaga Europa pelos refugiados que a Europa real acolhe, sabe Deus a que preço. Talvez não fazer nada, hoje, seja um dia meio caminho andado para uma morte precoce. Ou pior, dadas as carências do islão imoderado em matéria de compaixão.





segunda-feira, 7 de setembro de 2015


Pelo fim imediato da entrada

de refugiados em Portugal



Para: Assembleia da República Portuguesa

CONSIDERANDO QUE:

– Portugal tem mais de 2 milhões de pessoas quase no absoluto limiar da pobreza;

– Portugal tem mais de 150 00 crianças com fome;

– Portugal tem uma taxa de desemprego superior a 20%, entre os quais mais
de 70 000 licenciados;

– Portugal está na cauda da Europa no que diz respeito ao rendimento familiar.

– Portugal apresenta uma taxa enorme, de pessoas conhecidas como «Sem abrigo».

CONSIDERANDO TAMBÉM QUE:

– Os Portugueses têm uma elevada taxa de crédito mal-parado devido à crise instalada o que levou a que:

– Fossem obrigados a entregar as suas habitações, automóveis e restante património aos bancos por falta de pagamentos das prestações ora assumidas;

– Entrassem em listas de incumprimento geridas pela actividade bancária e para-bancária o que:

– Limita-lhes a obtenção de qualquer tipo de empréstimo para refazerem a sua vida familiar e profissional.

LOGO:

Não é justo, sendo mesmo uma afronta aos Portugueses supra-citados (que vivem miseravelmente) e aos outros sobrecarregados de impostos vários que os refugiados tenham, entre outras benesses:

– Subsídio de «integração»;

– Habitação mobilada e equipada;

– Consumo de electricidade gratuito (na medida em que está paga pelo estado)

– Consumo de água gratuito (na medida em que está paga pelo estado)

– Consumo de gás gratuito (na medida em que está paga pelo estado)

– Consumo de telecomunicações gratuito (na medida em que está paga pelo estado)

A somar a isto tudo ainda:

– Formação profissional paga!

ASSIM PRETENDE ESTA PETIÇÃO:

Recolher assinaturas suficientes, no sentido de obrigar a Assembleia da República a proibir a entrada de refugiados em território português.

Os Peticionários:

Salvador Costa e todos os administradores do grupo no Facebook «Pelo fim imediato da entrada de refugiados em Portugal» com endereço em:


Contactos do criador da petição:

Correio electrónico: salvador.costa@gmail.com


Apoie esta Petição. Assine e divulgue.
O seu apoio é muito importante.





sexta-feira, 4 de setembro de 2015


Astrofísica ateia converte-se:

«Eu percebi que existe uma ordem no Universo»


História turbulenta de uma astrofísica que, entre estudos rígidos e sofrimentos profundos, chegou ao reconhecimento da Ordem do Universo e do seu Criador

Reproduziu-se em sites de todo o mundo, recentemente, o testemunho de Sarah Salviander, pesquisadora do departamento de Astronomia na universidade do Texas e professora de Astrofísica na universidade de Southwestern. A incrível história da sua conversão a Cristo começa com os seus estudos científicos e culmina com a morte da filha. Vale a pena dedicar cinco minutos e ler o depoimento dela.


Sarah Salviander

«Eu nasci nos Estados Unidos e fui criada no Canadá. Os meus pais eram ateus, embora preferissem definir-se como ‘agnósticos’. Eles eram carinhosos e mantinham uma óptima conduta moral, mas a religião não teve papel nenhum na minha infância».

«O Canadá já era um país pós-cristão. Olhando em retrospectiva, é incrível que, nos primeiros 25 anos da minha vida, eu só conheci três pessoas que se identificaram como cristãs. A minha visão do cristianismo era intensamente negativa. Hoje, olhando para trás, eu percebo que foi uma absorção inconsciente dessa hostilidade geral que existe no Canadá e na Europa em relação ao cristianismo. Eu não sabia nada do cristianismo, mas achava que tornava as pessoas fracas e tolas, e filosoficamente banais».

Aos 25 anos, quando seguia a filosofia racionalista de Ayn Rand, Sarah entrou numa universidade dos EUA: «Entrei no curso de Física da Eastern Oregon University e percebi logo a secura e a esterilidade do objectivismo racionalista, incapaz de responder às grandes questões: qual é o propósito da vida? De onde foi que viemos? Por que estamos aqui? O que acontece quando morremos? Eu notei também que esse racionalismo sofria de uma incoerência interna: toda a sua atenção se volta para a verdade objectiva, mas sem apresentar uma fonte para a verdade. E, embora se dissessem concentrados em desfrutar a vida, os objectivistas racionalistas não sentiam nenhuma alegria. Pelo contrário: estavam ferozmente preocupados em se manter independentes de qualquer pressão externa».

A atenção da jovem voltou-se completamente para o estudo da Física e da Matemática. «Entrei nos clubes universitários, comecei a fazer amigos, e, pela primeira vez na minha vida, conheci cristãos. Eles não eram como os racionalistas: eram alegres, felizes e inteligentes, muito inteligentes. Fiquei de boca aberta ao descobrir que os meus professores de Física, a quem eu admirava muito, eram cristãos. O exemplo pessoal deles começou a influenciar-me e eu via-me cada vez menos hostil ao cristianismo. No Verão, depois do meu segundo ano, participei num estágio de pesquisa na universidade da Califórnia, com o grupo do Centro de Astrofísica e Ciências Espaciais que estudava as evidências do Big Bang. Era incrível procurar a resposta para a pergunta sobre o nascimento do Universo. Aquilo fez-me pensar na observação de Einstein de que a coisa mais incompreensível a respeito do mundo é que o mundo é compreensível. Foi aí que eu comecei a perceber uma ordem subjacente ao universo. Sem saber, ia despertando em mim o que o Salmo 19 diz com tanta clareza: ‘Os céus proclamam a glória de Deus; o firmamento anuncia a obra das suas mãos’».

Depois desse insight, a razão de Sarah foi abrindo-se gradualmente ao Mistério: «Comecei a perceber que o conceito de Deus e da religião não eram tão filosoficamente banais como eu pensava que fossem. Durante o meu último ano, conheci um estudante finlandês de ciências da computação. Um homem de força, honra e profunda integridade, que, assim como eu, tinha crescido como ateu num país laico, mas que acabou abraçando Jesus Cristo como o seu Salvador pessoal, aos 20 anos de idade, graças a uma experiência particular muito intensa. Nós apaixonamos-nos e casamos. De alguma forma, mesmo não sendo religiosa, eu achava reconfortante casar-me com um cristão. Terminei a minha formação em Física e Matemática naquele mesmo ano e, pouco tempo depois, comecei a dar aulas de astrofísica na universidade do Texas em Austin».

A penúltima etapa do trajecto de Sarah foi a descoberta, também casual, de um livro de Gerald Schroeder: «The Science of God» [«A Ciência de Deus»]. «Fiquei intrigada com o título e alguma coisa me levou a lê-lo, talvez o anseio por uma conexão mais profunda com Deus. Tudo o que sei é que aquilo que eu li mudou a minha vida para sempre. O Dr. Schroeder é físico do MIT e teólogo. Eu notei então que, incrivelmente, por trás da linguagem metafórica, a Bíblia e a ciência estão completamente de acordo. Também li os Evangelhos e achei a pessoa de Jesus Cristo extremamente convincente; senti-me como quando Einstein disse que ficou ‘fascinado com a figura luminosa do Nazareno’. Mesmo com tudo isto, apesar de reconhecer a verdade e de estar intelectualmente segura quanto a ela, eu ainda não estava completamente convencida».

O encontro decisivo com o cristianismo aconteceu há apenas dois anos, depois de um acontecimento dramático: «fui diagnosticada com cancro. Não muito tempo depois, o meu marido teve meningite e encefalite; curou-se, felizmente, mas levou algum tempo. A nossa filha Ellinor tinha cerca de seis meses quando descobrimos que ela sofria de trissomia 18, uma anomalia cromossômica fatal. Ellinor morreu pouco depois. Foi a perda mais devastadora da nossa vida. Eu caí nas mãos do desespero até que tive, lucidamente, uma visão da nossa filha nos braços amorosos do Pai celestial: foi só então que eu encontrei a paz. Depois de todas essas provações, o meu marido e eu não só ficamos ainda mais unidos, como também mais próximos de Deus. A minha fé já era real. Eu não sei como teria passado por essas provações se tivesse continuado ateia. Quando temos 20 anos, boa saúde e a família por perto, sentimo-nos imortais. Mas chega um momento em que a sensação de imortalidade se evapora e vemo-nos forçados a enfrentar a inevitabilidade da própria morte e da morte das pessoas mais queridas».

«Eu amo a minha carreira de astrofísica. Não consigo pensar em nada melhor do que estudar o funcionamento do Universo e dou-me conta, agora, de que a atracção que eu sempre senti pelo espaço não era nada mais do que um intenso desejo de me conectar com Deus. Eu nunca me vou esquecer de um estudante que, pouco tempo depois da minha conversão, me perguntou se era possível ser cientista e acreditar em Deus. Eu disse que sim, claro que sim. Vi que ele ficou visivelmente aliviado. Ele contou-me que um outro professor tinha respondido que não. Eu interroguei-me quantos jovens não estariam diante de questões semelhantes e decidi, naquela hora, que iria ajudar os que estivessem lutando com essas dúvidas. Eu sei que vai ser um trajecto difícil, mas o significado do sacrifício de Jesus não deixa dúvidas quanto ao que eu tenho que fazer».

Fonte: http://pt.aleteia.org/




quarta-feira, 2 de setembro de 2015


A misericórdia segundo Bento XVI

(e não segundo os demagogos da misericórdia)


«Deus não pode simplesmente ignorar o conjunto das desobediências dos homens, todo o mal da história, não pode tratá-lo como uma coisa de somenos importância e insignificante. Uma tal espécie de «misericórdia», de «perdão incondicional», seria essa «graça barata», à qual Dietrich Bonhoeffer se opôs com razão, perante o abismo do mal do seu tempo.

«A injustiça e o mal como realidade não podem ser simplesmente ignorados, não podem ser consentidos. O mal deve ser eliminado, vencido. Apenas isso é a verdadeira misericórdia. E se os homens de tal não são capazes, o próprio Deus se encarrega então — é a bondade «incondicional» de Deus, uma bondade que nunca pode estar em contradição com a verdade e a justiça a que está ligada.»