segunda-feira, 21 de setembro de 2015


625 mil católicos pedem a Bergoglio

para pôr fim à confusão moral no sínodo



Ler o abaixo-assinado já assinado por 625 mil católicos,

8 cardeais e 170 bispos de 160 países.

https://www.lifesitenews.com/news/625000-catholics-ask-pope-to-dispel-moral-confusion-at-synod






«Homossexualidade» no sínodo.

Sim ou não?


Nuno Serras Pereira, 20 de Setembro de 2015

Não saberei dizer se os meus leitores estarão recordados dos meus textos repudiando a introdução da «homossexualidade» no sínodo sobre a família.

As razões eram são várias. A primeira, é porque os «homossexuais» não existem; como aliás também não há «heterossexuais». Estes dois termos foram introduzidos nos finais do século XIX, por psicólogos, e vulgarizaram-se nos anos 30 do século XX. Os termos não se referiam a nenhuma identidade da pessoa mas sim, os dois, a comportamentos considerados patológicos. O primeiro porque procurava na luxúria um somente o prazer sem possibilidade alguma de reprodução e o segundo porque procurava o mesmo deleite, que poderia gerar uma nova vida, fazendo o que lhe era possível para não procriar. Basta lembrar que Freud considerava uma perversão sexual o exercício genital que comportasse a exclusão propositada da procriação. Estes termos não se referiam pois a qualquer identidade ou orientação mas sim a comportamentos patológicos. De facto só existem homens e mulheres, alguns dos quais, uma minoria que anda pelos 2% da população, sentem atracção por pessoas do mesmo sexo tendo com elas comportamentos lascívos.

Sabemos, já a isso me referi em outros textos, como estes termos são apropriados e manipulados por gentes com interesses monetários e ideológicos para conseguirem os seus objectivos inconfessados. Isto que aqui digo não é nenhuma «teoria da conspiração» mas está larguissimamente documentada.

A corrupção ideológico-sexual penetrou profundamente não só a política – os poderes legislativo, executivo e judicial –, mas também a comunicação social, o ensino e a Igreja católica.

Quem tiver presente os acontecimentos do sínodo de 2014 lembrar-se-á, com grande susto, do relevo que foi dado a este tema, na relação intermédia, quando houve um único bispo, dos quase trezentos que compunham a assembleia, que nele falou. Aliás, muita gente não percebe, como é que no texto final constam os números que a isso se referem uma vez que não foram aprovados pela maioria de dois terços requerida pela legislação sinodal. Para agravar a situação, continua a constar do Instrumento de Trabalho para o próximo sínodo, também sobre a família, com início a 4 de Outubro.

Para quem tenha acompanhado as declarações de vários teólogos, bispos, cardeais e conferências episcopais é claríssima a tentativa obstinada de mudar a Doutrina da Igreja sobre o assunto.

Também não é possível deixar de estranhar que tantos outros assuntos, e bem mais vastos, com que a família se defronta tenham sido até agora pura e simplesmente ignorados ou desleixados. E como compreender que o Santo Padre nomeie para o sínodo bispos e teólogos que se opõem declarada e explicitamente à Revelação e ao Magistério da Igreja?

Sabereis que Bento XVI, antes de resignar, tinha disposto que o próximo sínodo fosse sobre Antropologia e Bioética. Assuntos estes que de facto são os mais urgentes e importantes nos dias que correm, entre outras coisas porque deles depende em grandíssima parte o futuro da família, assim o alertou, entre outros, o cardeal Ângelo Scola – basta pensar nos problemas, por exemplo, que trazem consigo os vários tipos de reprodução artificial: de reduzir a pessoa a produto ou mercadoria, de identidade genética, de filiação, de paternidade e maternidade, de parentesco, etc. Sobre esta, a família, pela Graça de Deus, ao longo destes últimos 30 anos existe um riquíssimo Magistério, quer Papal quer Episcopal, para além de uma sobreabundante quantidade de estudos, testemunhos, teologias, práticas pastorais, etc., que ao que parece querem deitar ao lixo... Até parece uma vingança de jesuítas contra o Papa S. João Paulo II que teve de começar a meter na ordem um punhado deles que tinha tomado as rédeas da Companhia de Jesus. Dizer tudo doutrinalmente muito certo mas interpretá-lo de maneira que se contradiz o que o Magistério ensina ou advogar e promulgar disciplinas ou legislação que contradiz a Doutrina que verdadeira poderá ser, se alguns o acharem, muito jesuítico, mas católico não o é seguramente.

O grande problema, nos dias que correm, não é o de acolhimento nas comunidades cristãs daqueles que se intitulam ou são designados como homossexuais. Eles já estão por todo o lado: cardeais, bispos, padres, catequistas, acólitos, sacristões, professores de Teologia, superiores e membros de ordens religiosas (há realidades destas prenhes dos ditos cujos), etc. Não só são acolhidos como em grande parte dominam vastos sectores eclesiais e, muitos deles, minam, combatem e pervertem a Verdade e tantas vezes os próprios cristãos, particularmente os jovens.

Nem se invoque uma pretensa dificuldade em concertar a condenação dos actos depravados com o respeito e o amor pela pessoa, tanto mais que isso não diz respeito somente a este tipo de pecados mas a tantos outros. Acresce que existe e deve continuar a existir uma diferença entre a pregação geral contra o mal e o acolhimento na confissão, ou mesmo tão só na conversação, pessoal.

Por mais que possa pasmar os nossos contemporâneos a Misericórdia não nasceu com os jesuítas, nem com Kasper, nem com o Papa Francisco. Foi e será sempre uma constante na Igreja, embora a palavra não fosse tão repetida e distorcida como o é nos dias de hoje. Talvez a razão esteja em que o próprio Cristo não diz «Eu Sou a Misericórdia» mas sim «Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida», pois sem isto a Misericórdia só poderá ser uma palavra falsificada que desvia a humanidade da Pessoa e da Redenção de Jesus Cristo.

Mas se o sínodo se quer ocupar do assunto então faça-o como deve ser. Para isso poderá recorrer à abundantíssima literatura, e especialistas, de confiança que serão preciosos para ajudar a remediar a bagunça que se tem vivido. Sendo que o mais recente que conheço é o seguinte: Living the Truth in Love: Pastoral Approaches to Same Sex Attraction Paperback – August 30, 2015 by Janet E. Smith (Author, Editor), Fr. Paul Check (Author, Editor).

À Honra e Glória de Cristo. Ámen.





domingo, 20 de setembro de 2015


O Ocidente anda a dormir


Heduíno Gomes

O imperialismo grão-russo avançou na Ucrânia com os argumentos próprios de qualquer imperialismo.  Com os mesmos argumentos, ameaça todos os vizinhos. Em nome da luta contra o ISIS, avança na Síria. Amanhã, em nome da chuva em qualquer lado ou de um sismo na Nova Zelândia, avançará onde o deixarem.E o Ocidente, atado por uma presidência americana irresponsável e por políticos medíocres  e capitulacionistas da União Europeia, continua a ceder terreno.

E o Ocidente, atado por uma presidência americana irresponsável e por políticos medíocres e capitulacionistas da União Europeia, continua a ceder terreno.

Entretanto, os saudosistas dos sovietes continuam a apoiar a «pátria do socialismo».

Entretanto, a extrema-direita, fã da violência e do primarismo anti-ocidental, transforma Putin em herói.

Entretanto, alguma direita cega, nomeadamente monárquica, iludida com alguns aspectos folclóricos como são as alusões ao czarismo, também apoia Putin, preocupando-se mais com pompas e brasões do que com o bem comum dos russos e respeito pelos seus vizinhos.

Entretanto, alguns católicos deixam-se entusiasmar com algumas posições morais de Putin, esquecendo — diga-se que com toda a incoerência — a sua imoralidade global, nomeadamente o belicismo, o terror sanguinário, a cleptomania ou a solução do seu povo em vodka.

Perante esta ameaça, como deve proceder o Ocidente?

Os Estados Unidos precisam de outro Reagan.

A Europa precisa ainda mais.






quinta-feira, 17 de setembro de 2015


Kim Davis saiu da prisão

mas continua a não celebrar

casamentos gay


Alexandre Martins, Público, 15 de Setembro de 2015

Funcionária judicial de um condado norte-americano recusa-se a autorizar casamentos entre pessoas do mesmo género, desafiando a decisão do Supremo Tribunal dos EUA


A funcionária quer ser uma excepção por causa das suas crenças religiosas

A nova heroína dos mais conservadores dos conservadores norte-americanos regressou esta semana ao trabalho, depois de ter passado quatro dias na prisão por se ter recusado a pôr a sua assinatura nos papéis de casamentos entre pessoas do mesmo género. Kim Davis, uma funcionária judicial do estado do Kentucky, garante que vai continuar a desobedecer à decisão do Supremo Tribunal dos EUA, mas diz que não vai impedir os seus adjuntos de validarem os casamentos – ainda que tenha levantado outro problema para os tribunais resolverem nos próximos tempos.

Davis, de 44 anos, regressou na segunda-feira ao seu gabinete no tribunal do condado de Rowan, no estado do Kentucky, onde é a principal responsável pela validação de vários actos públicos – de casamentos a licenças de veículos automóveis, passando pela organização das listas eleitorais. Foi eleita para essa função no ano passado e assumiu o cargo em Janeiro deste ano, ao fim de duas décadas como braço direito da antiga responsável – a sua mãe.

Mal chegou ao tribunal depois de quatro dias na cadeia e de uma semana de descanso, leu uma declaração perante jornalistas e manifestantes a favor e contra o casamento gay, que se acotovelavam à porta do tribunal do condado de Rowan: «Amo os meus adjuntos e odeio o facto de eles terem sido apanhados no meio disto. Se algum deles sentir que deve emitir uma licença não autorizada, não farei nada contra eles.»

No tribunal onde manda Kim Davis só há um funcionário que tem obedecido ao Supremo, que em finais de Junho legalizou o casamento gay em todos os estados do país. Chama-se Brian Mason, e no mesmo dia em que Davis regressou ao trabalho, pôs a sua assinatura nos papéis que selaram o casamento entre Shannon e Carmen, duas mulheres que mantêm uma relação há 23 anos.

Enquanto o casal recebia os papéis das mãos do funcionário, perante as câmaras de televisão, os aplausos dos amigos e os assobios dos que se opõem ao casamento gay, Kim Davis estava fechada no seu gabinete, com as cortinas corridas.

O único problema é que o documento entregue por Brian Mason a Shannon e Carmen não tem a assinatura de Kim Davis, que é a principal responsável pelo tribunal do condado. Para contornar essa questão, as autoridades do Kentucky alteraram o texto, retirando o nome de Davis e sublinhando que o casamento é válido em cumprimento de uma ordem judicial federal.

Mas, como Davis fez questão de frisar na sua declaração, esse remendo federal pode estar longe de ser uma solução pacífica: «Qualquer licença sem autorização que eles emitam não terá o meu nome, o meu título nem a minha autoridade.»

E reforçou o seu apelo a que lhe seja concedido um estatuto de excepção, devido às suas crenças religiosas: «Será que o nosso Estado não é suficientemente grande, compassivo e tolerante para encontrar uma forma de acomodar as minhas profundas convicções religiosas?»

Até agora, todos os tribunais a que Davis recorreu têm respondido de forma inequívoca a essa pergunta com um rotundo «não».

No dia 3 de Setembro, o juiz do Kentucky David Bunning, filho de um antigo senador do Partido Republicano e nomeado para o cargo pelo ex-Presidente George W. Bush, deixou bem claro que Kim Davis só tem duas opções: ou cumpre a ordem do tribunal, ou terá de procurar outro emprego.

«A nossa forma de governo não sobreviverá a não ser que nós, como sociedade, concordemos em respeitar as decisões do Supremo Tribunal dos EUA, independentemente das nossas opiniões pessoais. Não há dúvidas de que Davis é livre para discordar da opinião do tribunal, tal como muitos outros americanos discordarão, mas isso não a isenta de cumpri-la. Admitir o contrário equivaleria a estabelecer um precedente perigoso.»

Antes da decisão do juiz Bunning, já o tribunal de recurso do Sexto Circuito tinha dito a Kim Davis que uma coisa é a sua crença, outra coisa é a sua responsabilidade enquanto representante do governo: «Não é defensável que o titular do cargo no condado de Rowan, independentemente da pessoa que o ocupa, possa negar-se a agir em conformidade com a Constituição dos Estados Unidos.»

O caso de Kim Davis tem sido aproveitado por alguns candidatos à nomeação pelo Partido Republicano na corrida à presidência dos EUA, mas as sondagens nacionais indicam que uma larga maioria da população concorda com as decisões dos tribunais. Segundo a sondagem mais recente, do jornal Washington Post e da estação ABC, 63% dos inquiridos consideram que Davis deve assinar as autorizações apesar das suas crenças religiosas; outros 16% concordam, mas dizem que a funcionária não deve ser presa por se opor ao Supremo.

A mesma sondagem indica também que o caso de Kim Davis pode não ser suficiente para relançar o debate sobre o casamento gay nos EUA, apesar da visibilidade mediática e do apoio manifestado por alguns dos candidatos Republicanos, como Mike Huckabee e Ted Cruz.

Para além da natural oposição entre os eleitores do Partido Democrata, a sondagem do Washington Post e da ABC revela um indicador curioso: a maioria dos Republicanos que apoiam a funcionária do tribunal do condado de Rowan dizem que vão votar em Donald Trump, um candidato que se pôs ao lado da decisão do Supremo Tribunal.

«Este não era o emprego certo para ela, porque temos uma decisão do Supremo Tribunal e há leis neste país. Temos de cumprir o que o Supremo Tribunal decide, independentemente de concordarmos ou não com essa decisão», disse Trump numa entrevista ao apresentador da Fox Bill O'Reilly.





domingo, 13 de setembro de 2015

quinta-feira, 10 de setembro de 2015


Depois de Edite Estrela,

temos a Liliana Rodrigues


Leonor Tamayo

Depois de o parlamento europeu ter rejeitado o «relatório Estrela», o Partido Socialista conseguiu fazer aprovar o «relatório Rodrigues».

O «relatório Rodrigues», da autoria da deputada socialista Liliana Rodrigues, pode ser resumido em três pontos:
  • Imposição de uma suposta «igualdade dos sexos» por via política administrativa, através de uma lobotomia das crianças e imposição de um pensamento único e politicamente correcto nos professores.
  • Imposição da ideologia de género no ensino, a nível dos manuais escolares. Censura política da cultura (a introdução de uma polícia política do pensamento), nomeadamente a censura dos chamados «estereótipos» e «elementos sexistas na linguagem» (penso eu que se trata da eliminação do género feminino e do masculino na gramática), a proibição de publicação de contos infantis como por exemplo a Branca de Neve e os Sete Anões, censura geral a nível da música, filmes, literatura — alegadamente no sentido de «mudar atitudes», e anular os comportamentos naturais e típicos dos rapazes e das raparigas.
  • Lobotomia dos professores. Incluir, na formação de professores, estratégias que coloquem em causa a própria identidade e valores dos professores.
Leonor Tamayo, presidente da instituição «Profissionais para a Ética», mãe de nove filhos, declarou que o «relatório Rodrigues» viola o direito dos pais das crianças a serem os primeiros educadores dos seus filhos. O «relatório Rodrigues» é orwelliano.

Além disso, segundo Leonor Tamayo, o «relatório Rodrigues» foi adoptado pelo parlamento europeu sem qualquer base jurídica legal, e em total contradição com os Tratados europeus e internacionais, anulando totalmente o princípio da subsidiariedade da União Europeia, contrariando a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Convenção Europeia dos Direitos do Homem, e indo contra o Pacto Internacional relativo aos direitos civis e políticos.

Segundo Leonor Tamayo, o «relatório Rodrigues» viola as liberdades de pensamento e de expressão e intromete-se na vida privada das pessoas, para além de violar o direito dos pais a serem os primeiros educadores das suas crianças. O «relatório Rodrigues» defende uma espécie de república de Platão.

«Não permitiremos que doutrinem as nossas crianças com a ideologia de género. Os pais são os primeiros educadores e este direito é reconhecido a nível das nações e a nível internacional. No «relatório Rodrigues» e nas suas recomendações, os valores das famílias numerosas e os modelos educativos, como a educação diferenciada, não têm qualquer lugar no sistema educativo».

— Leonor Tamayo

Começamos todos a compreender por que razão a Esquerda defende a integração europeia: a União Europeia é vista pela Esquerda como uma forma de impôr, à revelia dos povos, uma ditadura orwelliana a nível europeu.





terça-feira, 8 de setembro de 2015


Sentimentalismo caro


Alberto Gonçalves, Diário de Notícias, 6 de Setembro de 2015

Talvez não fazer nada, hoje, seja um dia meio caminho andado para uma morte precoce

Quando redobraram as notícias sobre multidões que fogem para a Grécia e para a Europa em geral, pensei tratar-se de uma falha – nas notícias ou no GPS das multidões. Afinal, estivemos meses a aprender que na Grécia, e na Europa em geral, se vivia uma tragédia humanitária nunca vista. Contra todas as expectativas, havia tragédias assaz maiores já ali ao lado. E os que lamentavam a devastadora austeridade que nos caiu em cima são os mesmos que agora exigem a partilha da nossa ofensiva abundância com os desafortunados do Médio Oriente e de onde calha. De súbito, a Europa tornou-se rica e repleta de empregos, alojamentos decentes, mesas fartas, privilégios sem fim. É o lado bom da crise dos refugiados.

O lado mau é que os corpos dos refugiados, vivos ou mortos, continuam a dar à costa. Vale que a reacção dos europeus se revela de fulgurante utilidade: correr para o Facebook a partilhar a fotografia do cadáver de uma criança estendido na praia e a criticar a passividade da Europa. Ou a indiferença dos governos. Ou a desumanidade de um destinatário genérico que naturalmente exclui o próprio – e heróico – indignado em causa. Parece um concurso para apurar qual é o cidadão mais piedoso.

Por falta de candidatos, não é de certeza um concurso para apurar qual o cidadão que abriria as portas de casa ao maior número de refugiados. Descontadas as «dezenas» de voluntários de que falam as notícias, não vi muitas almas sensíveis passarem da sensibilidade à prática e afirmarem-se disponíveis para albergar, por um período transitório, dois sírios ou quatro curdos no quarto das traseiras. Possivelmente os refugiados perturbariam o sossego do lar, essencial para se alinhavar no Facebook manifestos de extrema preocupação com o destino dos refugiados. Esta atitude traduz a típica bravura moral de quem subscreve petições pelos pobres e não se digna olhar o mendigo que o interpela na rua. Ou de quem chora os «cortes» no SNS e não visita o amigo doente. Ou de quem protesta as touradas e não abriga um cão vadio. O sentimentalismo sem compromisso preza a higiene. E é, desculpem lá, uma treta.

Mas houve pelo menos um português que saltou por cima das tretas e foi directamente ao assunto: o combate ao Estado Islâmico. A Sábado desta semana entrevista Mário Nunes, o militar de 21 anos que desertou da Força Aérea para, ao longo de quatro meses, lutar contra os jihadistas na Síria. Porquê? Porque prefere «morrer a não fazer nada». É maluco? Deve ser. Sensatos são os que ficam pelas ditas «redes sociais», a repousar as consciências e a responsabilizar uma vaga Europa pelos refugiados que a Europa real acolhe, sabe Deus a que preço. Talvez não fazer nada, hoje, seja um dia meio caminho andado para uma morte precoce. Ou pior, dadas as carências do islão imoderado em matéria de compaixão.





segunda-feira, 7 de setembro de 2015


Pelo fim imediato da entrada

de refugiados em Portugal



Para: Assembleia da República Portuguesa

CONSIDERANDO QUE:

– Portugal tem mais de 2 milhões de pessoas quase no absoluto limiar da pobreza;

– Portugal tem mais de 150 00 crianças com fome;

– Portugal tem uma taxa de desemprego superior a 20%, entre os quais mais
de 70 000 licenciados;

– Portugal está na cauda da Europa no que diz respeito ao rendimento familiar.

– Portugal apresenta uma taxa enorme, de pessoas conhecidas como «Sem abrigo».

CONSIDERANDO TAMBÉM QUE:

– Os Portugueses têm uma elevada taxa de crédito mal-parado devido à crise instalada o que levou a que:

– Fossem obrigados a entregar as suas habitações, automóveis e restante património aos bancos por falta de pagamentos das prestações ora assumidas;

– Entrassem em listas de incumprimento geridas pela actividade bancária e para-bancária o que:

– Limita-lhes a obtenção de qualquer tipo de empréstimo para refazerem a sua vida familiar e profissional.

LOGO:

Não é justo, sendo mesmo uma afronta aos Portugueses supra-citados (que vivem miseravelmente) e aos outros sobrecarregados de impostos vários que os refugiados tenham, entre outras benesses:

– Subsídio de «integração»;

– Habitação mobilada e equipada;

– Consumo de electricidade gratuito (na medida em que está paga pelo estado)

– Consumo de água gratuito (na medida em que está paga pelo estado)

– Consumo de gás gratuito (na medida em que está paga pelo estado)

– Consumo de telecomunicações gratuito (na medida em que está paga pelo estado)

A somar a isto tudo ainda:

– Formação profissional paga!

ASSIM PRETENDE ESTA PETIÇÃO:

Recolher assinaturas suficientes, no sentido de obrigar a Assembleia da República a proibir a entrada de refugiados em território português.

Os Peticionários:

Salvador Costa e todos os administradores do grupo no Facebook «Pelo fim imediato da entrada de refugiados em Portugal» com endereço em:


Contactos do criador da petição:

Correio electrónico: salvador.costa@gmail.com


Apoie esta Petição. Assine e divulgue.
O seu apoio é muito importante.





sexta-feira, 4 de setembro de 2015


Astrofísica ateia converte-se:

«Eu percebi que existe uma ordem no Universo»


História turbulenta de uma astrofísica que, entre estudos rígidos e sofrimentos profundos, chegou ao reconhecimento da Ordem do Universo e do seu Criador

Reproduziu-se em sites de todo o mundo, recentemente, o testemunho de Sarah Salviander, pesquisadora do departamento de Astronomia na universidade do Texas e professora de Astrofísica na universidade de Southwestern. A incrível história da sua conversão a Cristo começa com os seus estudos científicos e culmina com a morte da filha. Vale a pena dedicar cinco minutos e ler o depoimento dela.


Sarah Salviander

«Eu nasci nos Estados Unidos e fui criada no Canadá. Os meus pais eram ateus, embora preferissem definir-se como ‘agnósticos’. Eles eram carinhosos e mantinham uma óptima conduta moral, mas a religião não teve papel nenhum na minha infância».

«O Canadá já era um país pós-cristão. Olhando em retrospectiva, é incrível que, nos primeiros 25 anos da minha vida, eu só conheci três pessoas que se identificaram como cristãs. A minha visão do cristianismo era intensamente negativa. Hoje, olhando para trás, eu percebo que foi uma absorção inconsciente dessa hostilidade geral que existe no Canadá e na Europa em relação ao cristianismo. Eu não sabia nada do cristianismo, mas achava que tornava as pessoas fracas e tolas, e filosoficamente banais».

Aos 25 anos, quando seguia a filosofia racionalista de Ayn Rand, Sarah entrou numa universidade dos EUA: «Entrei no curso de Física da Eastern Oregon University e percebi logo a secura e a esterilidade do objectivismo racionalista, incapaz de responder às grandes questões: qual é o propósito da vida? De onde foi que viemos? Por que estamos aqui? O que acontece quando morremos? Eu notei também que esse racionalismo sofria de uma incoerência interna: toda a sua atenção se volta para a verdade objectiva, mas sem apresentar uma fonte para a verdade. E, embora se dissessem concentrados em desfrutar a vida, os objectivistas racionalistas não sentiam nenhuma alegria. Pelo contrário: estavam ferozmente preocupados em se manter independentes de qualquer pressão externa».

A atenção da jovem voltou-se completamente para o estudo da Física e da Matemática. «Entrei nos clubes universitários, comecei a fazer amigos, e, pela primeira vez na minha vida, conheci cristãos. Eles não eram como os racionalistas: eram alegres, felizes e inteligentes, muito inteligentes. Fiquei de boca aberta ao descobrir que os meus professores de Física, a quem eu admirava muito, eram cristãos. O exemplo pessoal deles começou a influenciar-me e eu via-me cada vez menos hostil ao cristianismo. No Verão, depois do meu segundo ano, participei num estágio de pesquisa na universidade da Califórnia, com o grupo do Centro de Astrofísica e Ciências Espaciais que estudava as evidências do Big Bang. Era incrível procurar a resposta para a pergunta sobre o nascimento do Universo. Aquilo fez-me pensar na observação de Einstein de que a coisa mais incompreensível a respeito do mundo é que o mundo é compreensível. Foi aí que eu comecei a perceber uma ordem subjacente ao universo. Sem saber, ia despertando em mim o que o Salmo 19 diz com tanta clareza: ‘Os céus proclamam a glória de Deus; o firmamento anuncia a obra das suas mãos’».

Depois desse insight, a razão de Sarah foi abrindo-se gradualmente ao Mistério: «Comecei a perceber que o conceito de Deus e da religião não eram tão filosoficamente banais como eu pensava que fossem. Durante o meu último ano, conheci um estudante finlandês de ciências da computação. Um homem de força, honra e profunda integridade, que, assim como eu, tinha crescido como ateu num país laico, mas que acabou abraçando Jesus Cristo como o seu Salvador pessoal, aos 20 anos de idade, graças a uma experiência particular muito intensa. Nós apaixonamos-nos e casamos. De alguma forma, mesmo não sendo religiosa, eu achava reconfortante casar-me com um cristão. Terminei a minha formação em Física e Matemática naquele mesmo ano e, pouco tempo depois, comecei a dar aulas de astrofísica na universidade do Texas em Austin».

A penúltima etapa do trajecto de Sarah foi a descoberta, também casual, de um livro de Gerald Schroeder: «The Science of God» [«A Ciência de Deus»]. «Fiquei intrigada com o título e alguma coisa me levou a lê-lo, talvez o anseio por uma conexão mais profunda com Deus. Tudo o que sei é que aquilo que eu li mudou a minha vida para sempre. O Dr. Schroeder é físico do MIT e teólogo. Eu notei então que, incrivelmente, por trás da linguagem metafórica, a Bíblia e a ciência estão completamente de acordo. Também li os Evangelhos e achei a pessoa de Jesus Cristo extremamente convincente; senti-me como quando Einstein disse que ficou ‘fascinado com a figura luminosa do Nazareno’. Mesmo com tudo isto, apesar de reconhecer a verdade e de estar intelectualmente segura quanto a ela, eu ainda não estava completamente convencida».

O encontro decisivo com o cristianismo aconteceu há apenas dois anos, depois de um acontecimento dramático: «fui diagnosticada com cancro. Não muito tempo depois, o meu marido teve meningite e encefalite; curou-se, felizmente, mas levou algum tempo. A nossa filha Ellinor tinha cerca de seis meses quando descobrimos que ela sofria de trissomia 18, uma anomalia cromossômica fatal. Ellinor morreu pouco depois. Foi a perda mais devastadora da nossa vida. Eu caí nas mãos do desespero até que tive, lucidamente, uma visão da nossa filha nos braços amorosos do Pai celestial: foi só então que eu encontrei a paz. Depois de todas essas provações, o meu marido e eu não só ficamos ainda mais unidos, como também mais próximos de Deus. A minha fé já era real. Eu não sei como teria passado por essas provações se tivesse continuado ateia. Quando temos 20 anos, boa saúde e a família por perto, sentimo-nos imortais. Mas chega um momento em que a sensação de imortalidade se evapora e vemo-nos forçados a enfrentar a inevitabilidade da própria morte e da morte das pessoas mais queridas».

«Eu amo a minha carreira de astrofísica. Não consigo pensar em nada melhor do que estudar o funcionamento do Universo e dou-me conta, agora, de que a atracção que eu sempre senti pelo espaço não era nada mais do que um intenso desejo de me conectar com Deus. Eu nunca me vou esquecer de um estudante que, pouco tempo depois da minha conversão, me perguntou se era possível ser cientista e acreditar em Deus. Eu disse que sim, claro que sim. Vi que ele ficou visivelmente aliviado. Ele contou-me que um outro professor tinha respondido que não. Eu interroguei-me quantos jovens não estariam diante de questões semelhantes e decidi, naquela hora, que iria ajudar os que estivessem lutando com essas dúvidas. Eu sei que vai ser um trajecto difícil, mas o significado do sacrifício de Jesus não deixa dúvidas quanto ao que eu tenho que fazer».

Fonte: http://pt.aleteia.org/




quarta-feira, 2 de setembro de 2015


A misericórdia segundo Bento XVI

(e não segundo os demagogos da misericórdia)


«Deus não pode simplesmente ignorar o conjunto das desobediências dos homens, todo o mal da história, não pode tratá-lo como uma coisa de somenos importância e insignificante. Uma tal espécie de «misericórdia», de «perdão incondicional», seria essa «graça barata», à qual Dietrich Bonhoeffer se opôs com razão, perante o abismo do mal do seu tempo.

«A injustiça e o mal como realidade não podem ser simplesmente ignorados, não podem ser consentidos. O mal deve ser eliminado, vencido. Apenas isso é a verdadeira misericórdia. E se os homens de tal não são capazes, o próprio Deus se encarrega então — é a bondade «incondicional» de Deus, uma bondade que nunca pode estar em contradição com a verdade e a justiça a que está ligada.»






quinta-feira, 27 de agosto de 2015


Qual é o pecado favorito do demónio?

— Responde um exorcista...



Um exorcista tem medo? Qual é o pecado predilecto do demónio? Estes foram alguns dos temas de uma recente entrevista do sacerdote dominicano Juan José Gallego, exorcista da arquidiocese de Barcelona a um diário espanhol.

Há nove anos o Pe. Gallego foi designado exorcista, e afirmou que, na sua opinião, o demónio é um ser «totalmente amargurado».

Através de uma entrevista, realizada pelo jornal espanhol «El Mundo», o sacerdote assegurou que «a soberba» é o pecado que o demónio mais gosta.

«Sentiu medo alguma vez?», perguntou o entrevistador ao sacerdote. «Este é um ofício bastante desagradável», respondeu o Pe. Gallego. «No começo tinha muito medo. Olhava muito para atrás e via demónios em todo lado... Veja só, no outro dia estava a fazer um exorcismo. ‘Te mando! ’, ‘Te ordeno! ’... E o maligno, com uma voz tremenda, gritou: ‘Galleeeego, estás exageraaaaando!’. Então tremi».

Entretanto, o padre sabe que o demónio não é mais poderoso que Deus. O exorcista recordou que «quando me nomearam, um parente disse-me: ‘Ai, Juan José, estou toda assustada, porque no filme ‘O exorcista’ um morreu e o outro pulou pela janela’. Eu ri e  respondi-lhe: ‘Mulher, não se esqueça que o demónio é criatura de Deus’».

Quando as pessoas estão possuídas, relatou, «perdem o conhecimento, falam línguas estranhas, têm uma força exagerada, mal-estar profundo, vemos senhoras educadíssimas vomitando, blasfemando».

«Um jovem durante a noite era tentado pelo demónio, queimava a camisa, entre outras coisas, e disse-me que os demónios lhe propuseram: ‘Se fizeres um pacto connosco, isso nunca mais te acontecerá’».

O Pe. Gallego também advertiu que práticas da new age «nova era» como por exemplo, o reiki e a ioga, podem ser portas de entrada para o demónio. «Ele pode meter-se um pouco por aí», assinalou.

O sacerdote espanhol lamentou que a crise económica que fustiga a Espanha há alguns anos «nos traga os demónios. Os vícios: a droga, o álcool... No fundo eles são uma possessão».

«Com a crise as pessoas sofrem mais. Estão desesperadas. Há pessoas convencidas de que o demónio está dentro delas», concluiu o Pe. Gallego.





terça-feira, 25 de agosto de 2015


Juramento antimodernista


Papa Pio X

Em Português

Eu, N., firmemente aceito e creio em todas e em cada uma das verdades definidas, afirmadas e declaradas pelo magistério infalível da Igreja, sobretudo aqueles princípios doutrinais que contradizem directamente os erros do tempo presente.

Primeiro: creio que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza e pode também ser demonstrado, com as luzes da razão natural, nas obras por Ele realizadas (Cf. Rm I 20), isto é, nas criaturas visíveis, como [se conhece] a causa pelos seus efeitos.

Segundo: admito e reconheço as provas exteriores da revelação, isto é, as intervenções divinas, e sobretudo os milagres e as profecias, como sinais certíssimos da origem sobrenatural da razão cristã, e as considero perfeitamente adequadas a todos os homens de todos os tempos, inclusive aquele no qual vivemos.

Terceiro: com a mesma firme fé creio que a Igreja, guardiã e mestra da palavra revelada, foi instituída imediatamente e directamente pelo próprio Cristo verdadeiro e histórico, enquanto vivia entre nós, e que foi edificada sobre Pedro, chefe da hierarquia eclesiástica, e sobre os seus sucessores através dos séculos.

Quarto: acolho sinceramente a doutrina da fé transmitida a nós pelos apóstolos através dos padres ortodoxos, sempre com o mesmo sentido e igual conteúdo, e rejeito totalmente a fantasiosa heresia da evolução dos dogmas de um significado a outro, diferente daquele que a Igreja professava primeiro; condeno de igual modo todo o erro que pretenda substituir o depósito divino confiado por Cristo à Igreja, para que o guardasse fielmente, por uma hipótese filosófica ou uma criação da consciência que se tivesse ido formando lentamente mediante esforços humanos e contínuo aperfeiçoamento, com um progresso indefinido.

Quinto: estou absolutamente convencido e sinceramente declaro que a fé não é um cego sentimento religioso que emerge da obscuridade do subconsciente por impulso do coração e inclinação da vontade moralmente educada, mas um verdadeiro assentimento do intelecto a uma verdade recebida de fora pela pregação, pelo qual, confiantes na sua autoridade supremamente veraz, nós cremos tudo aquilo que, pessoalmente, Deus, criador e senhor nosso, disse, atestou e revelou.

Submeto-me também com o devido respeito, e de todo o coração adiro a todas as condenações, declarações e prescrições da encíclica Pascendi e do decreto Lamentabili, particularmente acerca da dita história dos dogmas.

Reprovo outrossim o erro de quem sustenta que a fé proposta pela Igreja pode ser contrária à história, e que os dogmas católicos, no sentido que hoje lhes é atribuído, são inconciliáveis com as reais origens da razão cristã.

Desaprovo também e rejeito a opinião de quem pensa que o homem cristão mais instruído se reveste da dupla personalidade do crente e do histórico, como se ao histórico fosse lícito defender teses que contradizem a fé o crente ou fixar premissas das quais se conclui que os dogmas são falsos ou dúbios, desde que não sejam positivamente negados.

Condeno igualmente aquele sistema de julgar e de interpretar a sagrada Escritura que, desdenhando a tradição da Igreja, a analogia da fé e as normas da Sé apostólica, recorre ao método dos racionalistas e com desenvoltura não menos que audácia, aplica a crítica textual como regra única e suprema.

Refuto ainda a sentença de quem sustenta que o ensinamento de disciplinas histórico-teológicas ou quem delas trata por escrito deve inicialmente prescindir de qualquer ideia pré-concebida, seja quanto à origem sobrenatural da tradição católica, seja quanto à ajuda prometida por Deus para a perene salvaguarda de cada uma das verdades reveladas, e então interpretar os textos patrísticos somente sobre as bases científicas, expulsando toda autoridade religiosa, e com a mesma autonomia crítica admitida para o exame de qualquer outro documento profano.

Declaro-me enfim totalmente alheio a todos os erros dos modernistas, segundo os quais na sagrada tradição não há nada de divino ou, pior ainda, admitem-no, mas em sentido panteísta, reduzindo-o a um evento pura e simplesmente análogo àqueles ocorridos na história, pelos quais os homens com o próprio empenho, habilidade e engenho prolongam nas eras posteriores a escola inaugurada por Cristo e pelos apóstolos.

Mantenho, portanto, e até o último suspiro manterei a fé dos pais no carisma certo da verdade, que esteve, está e sempre estará na sucessão do episcopado aos apóstolos¹, não para que se assuma aquilo que pareça melhor e mais consoante à cultura própria e particular de cada época, mas para que a verdade absoluta e imutável, pregada no princípio pelos apóstolos, não seja jamais crida de modo diferente nem entendida de outro modo².

Empenho-me em observar tudo isto fielmente, integralmente e sinceramente, e em guardá-lo inviolavelmente, sem jamais disso me separar nem no ensinamento nem em género algum de discursos ou de escritos. Assim prometo, assim juro, assim me ajudem Deus e esses santos Evangelhos de Deus.

Dado em Roma, em São Pedro, em 1 de Setembro de 1910.

PIO PP. X.


Em Latim

Ego N. firmiter amplector ac recipio omnia et singula, quae ab inerranti Ecclesiae magisterio definita, adserta ac dedarata sunt, praesertim ea doctrinae capita, quae huius temporis erroribus directo adversantur.

Ac primum quidem: Deum, rerum omnium principium et finem, naturali rationis lumine per ea quae facta sunt (Rom 1,20), hoc est, per visibilia creationis opera, tamquam causam per effectus, certo cognosci, ideoque demonstrari etiam posse, profiteor.

Secundo: externa revelationis argumenta, hoc est facta divina, in primisque miracula et prophetias admitto et agnosco tamquam signa certissima divinitus ortae Christianae religionis, eademque teneo aetatum omnium atque hominum, etiam huius temporis, intellegentiae esse maxime accommodata.

Tertio: firma pariter fide credo Ecclesiam, verbi revelati custodem et magistram, per ipsum verum atque historicum Christum, cum apud nos degeret, proxime ac directo institutam eamdemque super Petrum, apostolicae hierarchiae principem, eiusque in aevum successores aedificatam.

Quarto: fidei doctrinam ab apostolis per orthodoxos patres eodem sensu eademque semper sententia ad nos usque transmissam, sincere recipio; ideoque prorsus reicio haereticum commentum evolutionis dogmatum, ab uno in alium sensum transeuntium, diversum ab eo, quem prius habuit Ecclesia; pariterque damno errorem omnem quo divino deposito, Christi sponsae tradito ab eaque fideliter custodiendo, sufficitur philosophicum inventum, vel creatio humanae conscientiae, hominum conatu sensim efformatae et in posterum indefinito progressu perficiendae.

Quinto: certissime teneo ac sincere profiteor, fidem non esse caecum sensum religionis e latebris «subconscientiae» erumpentem, sub pressione cordis et inflexionis voluntatis moraliter informatae, sed verum assensum intellectus veritati extrinsecus acceptae ex auditu, quo nempe, quae a Deo personali, creatore ac Domino nostro dicta, testata et revelata sunt, vera esse credimus, propter Dei auctoritatem summe veracis.

Me etiam, qua par est reverentia, subicio totoque animo adhaereo damnationibus, declarationibus, praescriptis omnibus, quae in encyclicis litteris Pascendi et in decreto Lamentabili continentur, praesertim circa eam quam historiam dogmatum vocant.

Idem reprobo errorem affirmantium, propositam ab Ecclesia fidem posse historiae repugnare, et catholica dogmata, quo sensu nunc intelleguntur, cum verioribus Christianae religionis originibus componi non posse.

Damno quoque ac reicio eorum sententiam, qui dicunt Christianum hominem eruditiorem induere personam duplicem, aliam credentis, aliam historici, quasi liceret historico ea retinere, quae credentis fidei contradicant, aut praemissas adstruere, ex quibus consequatur, dogmata esse aut falsa aut dubia, modo haec directo non denegentur.

Reprobo pariter eam Scripturae sanctae diiudicandae atque interpretandae rationem, quae, Ecclesiae traditione, analogia fidei et apostolicae Sedis normis posthabitis, rationalistarum commentis inhaeret, et criticam textus velut unicam supremamque regulam haud minus licenter quam temere amplectitur.

Sententiam praeterea illorum reiicio, qui tenent, doctori disciplinae historicae theologicae tradendae aut iis de rebus scribenti seponendam prius esse opinionem ante conceptam sive de supernaturali origine catholicae traditionis, sive de promissa divinitus ope ad perennem conservationem uniuscuiusque revelati veri; deinde scripta patrum singulorum interpretanda solis scientiae principiis, sacra qualibet auctoritate seclusa eaque iudicii libertate, qua profana quaevis monumenta solent investigari.

In universum denique me alienissimum ab errore profiteor, quo modernistae tenent in sacra traditione nihil inesse divini, aut, quad longe deterius, pantheistico sensu illud admittunt, ita ut nihil iam restet nisi nudum factum et simplex, communibus historice factis aequandum: hominum nempe sua industria, solertia, ingenio scholam a Christo eiusque apostolis inchoatam per subsequentes aetates continuantium.

Proinde fidem patrum firmissime retineo et ad extremum vitae spiritum retinebo, de charismate veritatis certo, quad est, fuit eritque semper in episcopatus ab apostolis successione, non ut id teneatur, quod melius et aptius videri possit secundum suam cuiusque aetatis culturam, sed ut numquam aliter credatur, numquam aliter intellegatur absoluta et immutabilis veritas ab initio per apostolos praedicata.Haec omnia spondeo me fideliter, integre sincereque servaturum et inviolabiliter custoditurum, nusquam ab us sive in docendo sive quomodolibet verbis scriptisque deflectendo. Sic spondeo, sic iuro, sic me Deus adiuvet, et haec sancta Dei Evangelia.