sexta-feira, 31 de julho de 2015


O Estado social segundo Bagão Félix


J. Lemos

Na televisão, em análise ao Programa da coligação PSD-CDS, Bagão Félix revela ou talvez confirme o seu conceito de Estado social. Estando ou não de acordo com a política de Passos Coelho, há conceitos políticos que são inquestionáveis. É o caso da sustentabilidade das pensões. Ora vejamos.

O Programa de Governo defende o normal para as pensões: que, no futuro, cada um receba de pensão aquilo que capitalizou. Haverá dúvidas sobre isto? Parece que sim na cabeça do abonado Bagão.

Quando se fala em Estado social, estamos a falar do Estado cuidar dos incapazes e não de distribuição à fartazana, à custa dos impostos ou do endividamento do Estado. Haverá dúvidas sobre isto? Parece que sim na cabeça do abonado Bagão.
O católico progressista Bagão Félix — sempre, sempre, ao lado dos pobrezinhos —, tal como o BE e semelhantes, são pela distribuição à fartazana. E se cada reformado receber segundo o que capitalizou, para ele é o fim do Estado social!

Céus!

São pessoas com este pensamento piegas pseudo-católico que definem a seu modo a chamada «doutrina social da Igreja» e que, em Portugal, têm assento na canhota Comissão Nacional Justiça e Paz, de que Bagão Félix foi Presidente, e onde esteve também o mui católico bloquista José Manuel Pureza.





segunda-feira, 27 de julho de 2015


Juízes donos dos filhos dos outros...

Portugueses desde pequeninos


Alberto Gonçalves, Diário de Notícias, 21 de Julho de 2015

Permitam-me uma declaração de interesses ou, melhor dizendo, de completo desinteresse: não consigo imaginar porque é que alguém publica fotografias dos filhos no Facebook. Nenhuma criatura razoavelmente saudável está interessada na fisionomia dos rebentos alheios. Ninguém, salvo eventuais maluquinhos, sente curiosidade por retratos de crianças a tentarem uma pose «gira» ou a enfardarem um Cornetto. E só um caso perdido apreciaria acompanhar reportagens informais e ilustradas sobre as aulas de bailado de petizes que mal conhece ou desconhece de todo. Quem disser o contrário é mentiroso e, até pelos padrões do Facebook, falso amigo.

Dito isto, custa perceber a recente decisão dos tribunais de Setúbal e Évora, que proibiram um casal de exibir a filha nas «redes sociais». As razões avançadas foram sobretudo duas. A primeira prende-se com a ameaça de «predadores e pedófilos», os quais pelos vistos usam as ditas «redes» para descobrir que uma criança existe e espantosamente possui um par de olhos e um nariz.

A segunda razão é um primor: «os filhos não são coisas ou objectos pertencentes aos pais e de que estes podem dispor a seu belo sic prazer». No acórdão, fica lindo. No mundo real, fica a dúvida: os pais mandam ou não mandam nos filhos? Têm ou não têm legitimidade para obrigá-los a estudar ou a comer a sopa? Falta muito para as autoridades reservarem para si os encantos da amamentação? Goste-se ou não, a verdade é que nada prepara para a vida adulta tanto quanto a nacionalização precoce: tornar as crianças dependentes do Estado por lei é apenas antecipar aquilo que, crescidas, farão por vocação. Tudo está mal quando começa mal.






Distinguir os homossexuais

dos militantes do gangue


https://padrepauloricardo.org/episodios/homossexualismo-e-a-ideologia-gay?utm_content=bufferbfa2f&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer





sexta-feira, 24 de julho de 2015


Porque resignou Bento XVI?



Entrevista ao Padre Kramer


Corredores do Vaticano, maçonaria eclesiástica, P2, assassinato de João Paulo I...


LER EM:

http://www.fatima.org/port/crusader/cr105/cr105pg36.pdf




quinta-feira, 23 de julho de 2015


O aborto como «cuidados de saúde»

segundo as trupes liberalóides do PSD e do CDS


Heduíno Gomes

Acaba de ser debatido e aprovado na Assembleia da III República um diploma pelo qual os abortos praticados no Serviço Nacional de Saúde passam a estar sujeitos ao pagamento da chamada «taxa moderadora».

Não pondo em causa o mínimo dos mínimos que é as abortadeiras passarem a pagar uns míseros euros que não cobrem a despesa que provocam ao SNS, não podemos deixar passar em claro o facto de um aborto, chamado técnica ou pudicamente «interrupção voluntária de gravidez», ou simplesmente «IVG», ser considerado acto médico a integrar nos «cuidados de saúde».

No debate assistimos à histeria habitual dos frágeis, a mando, e das abortadeiras do costume. Já estamos habituados à defesa daquilo a que chamam «dignidade da mulher». Sobre isso, tudo como dantes. Toda a gente conhece os argumentos desses bárbaros e a sua desmontagem — quer a politicamente correcta, quer a realmente correcta. O que há a destacar nesse debate é a argumentação oficial das chefias dos grupos parlamentares do PSD e do CDS no que diz respeito à alteração da lei impondo o pagamento da chamada «taxa moderadora» às abortadeiras.

As chefias parlamentares liberalóides do PSD e CDS, tanto nas intervenções como no texto do diploma, dão como assente e colocam no mesmo plano uma «IVG» e uma doença a ser tratada pelo SNS! Escrevem os chefes parlamentares no Projecto de Lei: «o PSD e o CDS-PP entendem que, por uma questão de justiça e de equidade no acesso aos serviços e aos cuidados de saúde, não faz sentido diferenciar positivamente a mulher que interrompe a gravidez por opção, face a todos os outros cidadãos que estão sujeitos a critérios para efeitos de isenção do pagamento de taxa moderadora».

E ainda: «Entendemos que as mulheres que interrompem a gravidez por opção devem estar sujeitas aos mesmos critérios que todos os outros cidadãos.»

Cuidados de saúde?...

Equidade?...

Aos mesmos critérios?...

Entre votos a favor e abstenções, a lei actual sobre o aborto foi aprovada pela maioria socratista e companhia, incluindo na companhia alguns e algumas inqualificáveis (chamemos-lhes simplesmente deslocados...) do PSD e do CDS. Agora, sendo a maioria parlamentar destes dois partidos — que se dizem civilizados e vão buscar votos ao eleitorado civilizado e até cristão —, poderiam ter mudado as coisas e corrigido a situação. Mas preferiram permanecer na barbárie do politicamente correcto e argumentar como bárbaros.

A questão do aborto reflecte bem a oposição que existe entre os valores da Civilização e as trupes dirigentes que actualmente se encontram à frente destes dois partidos. E também revela a falta de critério de alguns católicos (pelos vistos bem integrados no sistema) que gritam vitória pela imposição de uma taxa «moderadora» às abortadeiras.

(Passo ao lado da pontuação e redacção do texto da Lei, da autoria de quem também aprova outros abortos, como, por exemplo, o aborto ortográfico.)





segunda-feira, 20 de julho de 2015


Maior rede de clínicas de aborto nos EUA

acusada de vender órgãos de fetos


Graça Andrade Ramos, RTP, 17 de Julho de 2015

Um vídeo publicado terça-feira e que rapidamente se tornou viral nas redes sociais, mostra a directora dos serviços médicos da Federação Planned Parenthood da América a debater, durante um almoço com actores que fingiam ser compradores de uma empresa biológica, a melhor forma de recolher partes dos corpos de fetos abortados.

Sede da Planned Parenthood em Houston, Texas
No vídeo, gravado com uma câmara oculta no dia 25 de Julho de 2014, a dra. Deborah Nucatola, directora dos serviços médicos da Federação Planned Parenthood da América, discute em detalhe, entre garfadas, como podem ser recolhidas as partes que os seus interlocutores queiram comprar.


VER EM:

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/maior-rede-de-clinicas-de-aborto-nos-eua-acusada-de-vender-orgaos-de-fetos_n845406





domingo, 12 de julho de 2015


Da democracia na Grécia

Alberto Gonçalves, 12 de Julho de 2015

No referendo do passado domingo, os gregos mostraram que não cedem aos credores, que desafiam a ditadura do grande capital, que resistem às técnicas do medo e da chantagem, que não se vergam à prepotência alemã, que representam o último bastião da democracia na Europa e que são um povo orgulhoso, inspirador, digno e corajoso. Na segunda-feira, correram a suplicar mais uns milhares de milhões, nem que para isso tenham de aceitar, ou fingir aceitar, condições piores do que as sufragadas no referendo.

Podemos criticar os gregos? Por acaso até devemos, mas não é essa a questão. A questão é que mesmo os bons sentimentos valem pouco na hora de cobrir despesas correntes e importar bens essenciais. Uma coisa é a dignidade grega merecer o apoio moral de vultos do anti-imperialismo como Fidel Castro, Vladimir Putin, o Sr. Maduro de Caracas e o Prof. Freitas da Póvoa de Varzim. Outra é usar esse apoio para comprar sabonetes ou financiar reformas antecipadas. Há dias, uma escritora chamada Hélia Correia recebeu o Prémio Camões e dedicou-o à Grécia, «sem a qual», cito com curiosidade, «não teríamos nada». Infelizmente, a Grécia também tem pouco e, com amigos destes, arrisca-se a ficar com menos: que percentagem dos cem mil euros do dito prémio a dona Hélia doou aos necessitados do Pireu? Que se saiba, exactamente a percentagem em que estamos a pensar.

Não chega. Enquanto os gregos adoptivos daqui querem ser solidários sem avançar um cêntimo do bolso deles, os gregos registados de lá preferem a solidariedade em forma de cheque. Todos os gregos? Julgo que não. Com as melhores intenções, o Expresso entrevistou uma cidadã local que desafia: «Por cada história de um grego que foge aos impostos eu conto uma de um que trabalha muito.» Ou seja, por cada história de um grego que trabalha muito há uma de um que foge aos impostos. E decerto vota no Syriza. Se atendermos à abstenção no referendo, é razoável estimar os parasitas, perdão, os patriotas em cerca de metade da população, que desfila valentia antes de rebentar contra a parede. A metade restante, que inexplicavelmente vê nos senhores do governo uma quadrilha perigosa, desgraça-se por arrastamento.

Entretanto, até se desgraçar de vez, é chamada a justificar a falta de fé. Diversos jornalistas que não exaltam suficientemente o estimável Sr. Tsipras encontram-se sob investigação do Ministério Público, do regulador estatal da imprensa e do sindicato do ramo. O crime? Defenderem o «sim» no referendo. É assim que começa, e o calibre dos simpatizantes internacionais do orgulho grego nunca deixou dúvidas sobre a essência daquilo. Esqueçam a «austeridade», a «tragédia humanitária», o euro e a Europa. O Syriza não se move pelo seu país, nem sequer pelo dinheiro indispensável ao patrocínio da anedota em que o país se tornou: o que corre no revolucionário sangue do Syriza é naturalmente um projecto de ditadura, aliás o regime em que o berço da democracia tem vivido quase sempre. De facto, metade dos gregos é digna. De pena.





sábado, 11 de julho de 2015


A Europa civilizada e evangelizada

pelos filhos de São Bento


Pio XII (1876-1958)
Encíclica Fulgens radiatur (1947)

À marcha das legiões romanas, que rolavam pelas vias consulares a fim de subjugarem ao império de Roma os povos distantes, sucedeu, com efeito, o exército pacífico dos monges, desprovidos de forças materiais, mas armados do poder que vem de Deus (2Cor 10,4), enviados pelo sumos pontífice a dilatar o reinado de Jesus Cristo até aos confins da terra, não com a espada e o pavor do saque e da carnificina, mas com a cruz e o arado, com o amor e a verdade.

Onde quer que chegasse este exército inerme de agricultores, de artistas, de teólogos, de sábios, de pregoeiros do Evangelho, marcava bem fundo o rastro das suas pisadas, em oficinas que se erguiam, alegres de arte e de trabalho, em relhas que se multiplicavam, desabrochando o seio das florestas na promessa verde dos campos, em novos grupos de povos civilizados, arrancados aos costumes da selva pelo exemplo e pregação dos monges. Apóstolos sem-conta calcorrearam, transbordantes de caridade divina, as regiões turbulentas e ignoradas da Europa, regando-as, generosamente, de suor e de sangue, levando às populações pacíficas a luz das verdades e da moral cristã. […]

Com efeito, desde a Inglaterra, a França, a Holanda, a Alemanha, a Dinamarca, a Frísia, a Escandinávia, até a Hungria, nenhum povo há que se não orgulhe do apostolado dos monges, os não considere como glória nacional e ilustres iniciadores da sua cultura.




quinta-feira, 9 de julho de 2015


Melhor do que o Bloco e o Syriza...

...só os economistas e estrategos do PCP...


Helena Pereira, Observador, 7 de Julho de 2015

O escudo, a dissolução da NATO, reforma agrária no Alentejo, livros escolares grátis, TGV, novo aeroporto, abono de família universal. Esta é uma pequena parte do que propõe o PCP no seu programa.


Programa Eleitoral do PCP:
o que querem Jerónimo e o PCP

«A libertação do país da submissão da zona euro», manuais escolares grátis e TGV e novo aeroporto. Estas são algumas das promessas eleitorais do PCP do programa do partido às eleições legislativas do Outono, apresentado esta terça-feira e que defende ainda a reforma agrária, o domínio público de todos os hospitais, a reversão de privatizações nos transportes e o aumento do IRC.

Estas são as principais propostas:

  • renegociação da dívida nos prazos, juros e montantes (redução do valor nominal dos montantes em 50% e redução do seu serviço em 75%)
  • recuperação de instrumentos de soberania monetária, cambial, orçamental e fiscal, essenciais para garantir o desenvolvimento do país
  • a eliminação de condicionamentos estratégicos pelo controlo público de sectores como a banca e a energia
  • romper com a conivência e subserviência face à União Europeia e à NATO
  • divisão do país em regiões administrativas
  • a reversão das privatizações no domínio dos transportes
  • resgate total das parcerias público-privadas e dos contractos swap de entidades públicas
  • benefícios fiscais para o cooperativismo, assegurando uma taxa de IRC inferior dez pontos percentuais relativamente ao sector privado
  • uma reforma agrária nos campos do Sul, liquidando a propriedade de dimensão latifundiária «que condicione por lei o acesso à terra pelo capital estrangeiro; que trave a exploração intensiva, predadora dos solos, e a especulação imobiliária turística e que realize o aproveitamento das potencialidades agrícolas do Alqueva e de outros regadios e obras de engenharia agrícola»
  • novas marinas e mais lugares de amarração para embarcações de recreio
  • uma renovada participação do Estado na esfera produtiva, em sectores estratégicos, capazes de dinamizar outras actividades
  • prioridade no acesso transparente e simples das pequenas e médias empresas «aos dinheiros do Portugal 2020, fixando um volume garantido de fundos (50%) dos destinados a incentivos empresariais; uma carga fiscal conforme os seus rendimentos e condições estruturais; redução do número e dos custos de taxas e tarifas; aproximação dos preços da energia, comunicações e telecomunicações, seguros e outros factores de produção da média europeia»
  • crescimento dos salários e pensões
  • um forte investimento público e privado na construção civil
  • a beneficiação e renovação das estradas nacionais e municipais
  • a reabilitação e modernização de linhas de caminho-de-ferro da rede convencional
  • a introdução da alta velocidade ferroviária em Portugal, privilegiando as ligações Lisboa/Caia (itinerário Lisboa-Madrid) e Lisboa/Porto
  • construção do novo aeroporto de Lisboa, cuja localização se posiciona na Península de Setúbal (área do Campo de Tiro de Alcochete)
  • construção da terceira travessia do Tejo, rodo-ferroviária, entre Chelas e Barreiro
  • o alívio da carga tributária sobre os trabalhadores e as pequenas empresas
  • maior tributação dos rendimentos e património, mobiliário e imobiliário, do capital
  • total derrogação do sigilo bancário para efeitos fiscais
  • criação de dez escalões no IRS
  • eliminação imediata da sobretaxa extraordinária
  • criação de taxas de 60% e de 75% para rendimentos colectáveis superiores a 152 mil e a 500 mil euros anuais
  • redução da taxa normal de IVA para 21%
  • criação de um cabaz mais alargado de bens essenciais, taxados a 6%, incluindo a eletricidade, o gás natural e o gás de botija
  • introdução de uma taxa de 25% para bens e serviços de luxo
  • taxa de IVA de 13% para a restauração
  • reposição da taxa normal de IRC para 25%
  • taxa de 50% ou 90% respectivamente em todas as transferências financeiras ou rendimentos dirigidos a paraísos fiscais
  • taxa de 0,5% sobre todas as transacções financeiras
  • fim dos benefícios fiscais à Zona Franca da Madeira
  • a reversão de empresas privatizadas e a travagem e inversão dos processos de subconcessão e subcontratação no sector dos transportes
  • alargamento do subsídio social de desemprego
  • subida do salário mínimo nacional para os 600 euros no início de 2016 e a sua evolução progressiva anual para responder às necessidades básicas dos trabalhadores e suas famílias
  • fim dos cortes salariais e a reposição integral dos salários, subsídios e pensões retirados na Administração Pública, bem como o descongelamento das progressões salariais
  • redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais para todos os trabalhadores
  • reposição da universalidade do abono de família para crianças e jovens
  • aumento anual das reformas e pensões e do conjunto das prestações sociais
  • alargar os critérios de acesso e prolongamento do período de atribuição do subsídio de desemprego
  • reposição da idade legal de reforma aos 65 anos
  • o reforço do Serviço Nacional de Saúde, geral, universal e gratuito
  • gestão pública dos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde, rejeitando qualquer entrega da sua gestão a entidades privadas e pondo termo à promiscuidade entre público e privado
  • reversão para o Estado das Parcerias Público-Privadas no SNS (Braga, Vila Franca de Xira, Loures, Cascais e Linha Saúde 24)
  • revogação das taxas moderadoras
  • distribuição gratuita dos manuais escolares no ensino obrigatório
  • garantir a todas as crianças a partir dos três anos resposta na rede pública de pré-escolar
  • fim da Prova de Aferição de Capacidades e Conhecimento (PACC) e a adopção de um conjunto de medidas de desenvolvimento da qualidade da formação dos professores
  • aprovação de novos modelos de avaliação dos estudantes, assentes em princípios de valorização da avaliação contínua.






quarta-feira, 8 de julho de 2015


As dez vergonhas gregas

que nunca nem o Podemos nem o Syriza

te contaram


M. LLamas, trad. de Jóni Coelho

«A Grécia é não só um país falido, mas também uma das economias mais pobres e menos desenvolvidas da Europa desde há décadas. E isto, curiosamente, seguindo os ditames da esquerda radical, posto que o Estado grego se caracterizou por ser um dos mais intervencionistas da Europa (estava no 100.º lugar mundial da fragilidade de fazer negócios quando começou a crise do euro) e com um dos mais elevados níveis de gastos públicos.

A origem da tragédia grega, ao contrário do que defendem o Syriza e o Podemos, não reside na austeridade, mas sim no enorme e insustentável sector público. A Grécia foi o país da UE que mais aumentou o seu gasto público real (cerca de 80% entre 1996 e 2008) e a sua divida pública (400% superior à receita pública de 2011) desde os felizes anos da bolha de crédito. Mas estes grandes números, sendo relevantes, traduzem-se também em factos muito concretos, cuja realidade ocultam habilmente os partidos como o Syriza ou o Podemos em Espanha.

Em seguida, resumem-se as dez grandes vergonhas Gregas que a esquerda europeia se nega a reconhecer. A ruína grega é uma história cheia de mentiras, desperdícios e uma enorme hipocrisia.

1 – Mentiram sobre o défice público

O primeiro facto a assinalar é que os políticos gregos ocultaram o seu défice público real durante anos. Quando o novo governo chegou a Atenas em 2009, encontrou-se com um perdão fiscal correspondente a 14% do PIB, em oposição aos dados oficiais de Bruxelas que era de 3,7%.

De um dia para o outro, o défice passou de 7 000 para 30 000 milhões de euros, quase quatro vezes mais. Este manifesto embuste evidencia a enorme irresponsabilidade política dos diferentes governos gregos.

2 – Atenas recorreu à banca de investimento

A esquerda descarrega constantemente contra os mercados, em geral, e a malvada banca de investimento, em particular, mas esquecem-se que a sua admirada Grécia recorreu aos financiamentos de Wall Street para ocultar as suas contas desastrosas.

O anterior governo presidido por Yorgos Papandreu reconheceu que a Grécia mentiu nas contas do défice e da dívida para entrar no euro, oferecendo dados falsos até 2009, valendo-se, entre outros, dos serviços da Goldman Sachs. Com isto assinala-se que o actual Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, dirigia as operações da Goldman Sachs na Europa em 2002, quando a Grécia iniciou as suas operações fraudulentas de engenharia financeira.

3 – O Estado causou a falência da banca

Outra verdade é que, no caso da Grécia, a falência da banca grega foi responsabilidade directa do Estado grego, e não o contrário. As entidades bancárias foram encarregadas da dívida pública grega durante os anos da bolha para financiar o enorme e sumptuoso gasto de diversos governos. Por isso, a banca grega entrou em falência quando se removeu 50% dos títulos gregos nas mãos dos credores privados em 2011, após o acordo do 2.º plano de resgate da Troika.

Posteriormente, a  Europa teve de injectar dinheiro extra para salvar os depósitos gregos. Isto é, os depositantes gregos foram resgatados com o dinheiro dos contribuintes europeus através da Troika, depois da insolvência de Atenas, que arrastou a banca para a falência.

4 – Vida a correr bem, mas com dinheiro dos outros

Durante a bolha a Grécia viveu muito acima das suas possibilidades reais, recorrendo a uma prodigiosa dívida pública para poder financiar esse nível intolerável de gastos. Mais de metade da economia grega dependia, de uma ou outra forma, do maná estatal, criando assim uma grande estrutura clientelar à base de «jobs for the boys»corrupção, subvenções.

Seguem alguns exemplos:

  • Durante anos, e tendo um PIB per capita muito inferior ao de Espanha, o salário mínimo grego era 50% superior.
  • Durante décadas, quando um partido chegava ao poder colocava pessoas no sector público a troco dos seus votos, acrescentando de forma insustentável a pandilha estatal.
  • Hospital Evangelismos, um dos principais de Atenas, por exemplo, chegou a ter 45 jardineiros para cuidar de quatro jarras na sua entrada; alguns organismos públicos contavam com 50 condutores por carro, um antigo ministro da agricultura criou uma unidade não contabilizada de 270 pessoas para digitalizar as fotografias das terras públicas gregas, sem que nenhum dos contratados tivesse experiência na fotografia digital, pois eram carteiros, cabeleireiros, agricultores e em geral filiados no partido…
  • O gasto em educação, saúde e políticas sociais, foi de longe a que mais aumentou até ao estalar da crise da dívida, superando os 31% do PIB em 2012.
  • Além disso, a Grécia, essa grande referência da esquerda radical, era o país da UE que mais dinheiro destinava a gastos militares antes da crise, com uma média superior a 4% do PIB.


5 – Excesso de funcionários e ineficiência

O emprego público é, sem dúvida, um dos grandes paradigmas do desastre grego.

– Durante a bolha, Atenas nem sequer sabia quantos empregados tinha; os sindicatos estimavam uns 700 mil, enquanto o governo falava de 800 mil; mas se somarmos os contractos a termo, o valor superou um milhão de pessoas em 2007, equivalente a 10% da população e quase 20% da força laboral do país.

– Ganhavam em média 1 350 euros mensais, superando o salário médio existente do sector privado. Mas o relevante era que o lucro dos funcionários públicos era muito maior: além de receberem 2 salários extra, recebiam bónus e recomendações adicionais citando todo o tipo de desculpas, como chegar ao trabalho no tempo previsto, apresentar-se correctamente vestido, usar o computador ou falar línguas. Os guardas florestais, por exemplo, recebiam um bónus por trabalharem ao ar livre.

– Somando todos esses extras, os funcionários públicos gregos chegavam a receber de média mais de 70 mil euros anuais, enquanto os alemães recebiam 50 mil euros anuais.

– Mesmo assim, os funcionários também recebiam uma pensão vitalícia de 1 000 euros mensais para as filhas solteiras de empregados falecidos, entre muitos outros privilégios e regalias.

A Grécia tinha quatro vezes mais professores que a Finlândia, o país que melhores notas tinha nos exames de PISA referentes à qualidade educativa, mas essa superabundância de docentes só serviu para o país estar entre os piores países com pior nível de ensino da Europa. Muitos gregos que enviavam os seus filhos para escolas públicas, tinham que contratar professores particulares de reforço.

– Outro dado curioso é que na Saúde Pública a Grécia era a que mais gastava em consumos intermédios, superando a média da UE, sem que os gregos tivessem mais doentes que os restantes europeus. Motivo? Um dos muitos escândalos destapados durante os últimos anos era a tradição entre médicos e enfermeiros de sair dos hospitais carregados com todo o tipo de material higiénico e sanitário.

6 – Empresas públicas, o cúmulo do desperdício

No entanto, para além do número desproporcionado de funcionários públicos, os seus salários ou a grave ineficiência dos seus serviços era a sua superdimensionada estrutura estatal, tendo centenas de empresas, organismos e entidades inúteis. Basta assinalar alguns exemplos para nos apercebermos do absurdo:
  • salário médio da Renfe [equivalente da REFER portuguesa] grega, chegou a superar os 70 mil euros anuais, incluindo profissões de baixa qualificação. A sua receita operacional rondava os 100 milhões de euros anuais, enquanto os seus gastos superavam os 700 milhões.
  • «Há vinte anos, um próspero empresário chamado Stefanos Manos, nomeado depois ministro das finanças, sugeriu que seria mais barato colocar todos os passageiros das linhas férreas gregas em táxis – continua a ser verdade.», tal como detalha Michael Lewis no seu livro: «Boomerang: Travels in the New Third World», onde se explica parte dos excessos gregos cometidos durante a borbulha.
  • O orçamento do metro de Atenas rondava os 500 milhões de euros anuais, e ganhava com a venda de bilhetes apenas 90 milhões.
  • A Grécia também criou um comité para gerir o Lago Kopais, mesmo estando seco desde 1930.
  • Após o resgate da Troika, Atenas anunciou a eliminação ou fusão de 75 organismos públicos, em que trabalhavam mais de 7 mil pessoas, e que anualmente recebiam cerca de 2700 milhões de euros (uns 386 mil euros por empregado).

7 – Reformas douradas

Até ao estalar da crise, os gregos podiam-se reformar pouco depois dos 61 anos, recebendo cerca de 96% do seu salário, sendo um dos sistemas de pensões mais generoso e insustentável da UE.

Na Grécia existiam cerca de 600 categorias laborais, que alegando motivos de saúde, poderiam optar pela reforma antecipada, estabelecida para os homens aos 55 anos e para as mulheres aos 50 anos. E entre estes últimos beneficiados havia todo o tipo de profissões, desde cabeleireiros até trompetistas, flautistas, cozinheiros, massagistas e incluindo apresentadores de TV, entre outros.

Precisamente por isso, os gregos beneficiavam da maior esperança de vida após a reforma, não por viverem mais anos, mas por se reformarem antes. Em concreto, ao passo que a  média da OCDE era de 18,5 anos, os gregos desfrutavam de 24 anos da existência plácida da reforma, sustentada por um crescente volume de dinheiro emprestado em forma de dívida pública.

Além disso, o controlo sobre a gestão das pensões era inexistente. Durante a crise, detectaram-se milhares de familiares que recebiam reforma  depois dos seus titulares terem falecido,  ou recebiam certas prestações sem terem direito a elas.


8 – Subornos e evasão fiscal

A Grécia destaca-se também por liderar todos os indicadores europeus de evasão fiscal. Antes da crise, um em cada quatro trabalhadores não pagavam nada de impostos, de modo que os cofres públicos deixavam de receber entre 15 mil a 20 mil milhões de euros ao ano.

Antes da crise, cerca de 5 mil gregos declaravam que recebiam mais de 100 mil euros por ano – isto numa população de quase 12 milhões. Lewis explica no seu livro que dois terços dos médicos não pagavam um único euro em impostos, pois nos seus rendimentos declaravam menos de 12 mil euros anuais.

Os subornos estavam na ordem do dia. Alguns estudos lembram que os gregos gastavam cerca de 800 milhões de euros em subornos, para evitar o pagamento de multas ou para que os funcionários fechassem os olhos, incluindo os inspectores fiscais. Para termos noção, o ministério das finanças despediu, há escassos anos, 70 funcionários com um activo imobiliário médio de cerca de 1,2 milhões de euros, quando o seu salário não superava os 50 mil euros anuais.

Outro dado alarmante é que o número de trabalhadores por conta própria na Grécia era dos mais elevados da UE, não por serem especialmente empreendedores, mas pela facilidade de ocultarem dados do Fisco. Como se isso não bastasse, em anos eleitorais, como em 2009, a recolha de impostos baixava de forma substancial (cerca de 30% do PIB), pois os políticos a nível local perdoavam impostos com o objectivo de arrecadarem votos.

9 – Dívida pública exagerada

Como consequência desta farra de gastos e crescimento estatal, o país financiou-se emitindo dívida. A Grécia foi o país que mais recorreu à dívida privada durante a época da bolha financeira e com isso a sua factura anual de juros era cerca de 12% da receita pública até ao 2.º resgate (em 2011 antes do resgate, chegou aos 17%), no entanto na Alemanha o valor era de 6%.

10 – Podem pagar, mas não querem

Syriza e Podemos reclamam agora um novo corte da dívida soberana, mesmo que o Estado grego se tenha endividado voluntariamente para cometer todos os excessos descritos anteriormente – em vez da Grécia assumir a responsabilidade e pagar o que deve.

Mesmo que muitos digam que é impossível, é certo, segundo o BCE, que Atenas possuiu uma enorme carteira de activos públicos, estimada em cerca de 300 mil milhões de euros, incluindo empresas, infraestruturas, acções, participações, solo e todo o tipo de bens. A Grécia também podia vender ilhas, praias, ouro, e até monumentos, se fosse necessário, com a meta de cumprir os seus compromissos e evitar o doloroso estigma da falência e possível saída do euro.

Não seria necessário chegar tão longe, bastava que Atenas reduzisse o peso do Estado para metade (uns 60 mil milhões de euros) com a privatização das pensões, saúde e educação, e vendesse 50% dos seus activos (outros 100 mil milhões por baixo), e a sua dívida ficaria a cerca de 70% do PIB. Além disto, unido ao compromisso do equilíbrio das contas públicas (défice zero) e um ambicioso plano de reformas para liberalizar a economia e baixar os impostos, poderia reduzir ainda mais o seu endividamento a médio prazo por via do crescimento económico. A Grécia pode pagar, só que não quer, e tudo indica que não pague.»





terça-feira, 7 de julho de 2015


Patriotas & parasitas


Alberto GonçalvesDiário de Notícias, 5 de Julho de 2015

Na sexta-feira, os deputados do Bloco de Esquerda levantaram cartazes em que se lia «Solidariedade com a Grécia». Como se o gesto não fosse suficientemente engraçado, submeteram em simultâneo à Assembleia da República um voto com pedido semelhante. Dado que alguns parlamentares têm vergonha na cara, o voto acabou rejeitado. Mas ficou a divertidíssima intenção de condenar as «pressões indevidas que tentam condicionar a escolha livre e democrática do povo». Em português, isto significa que os gregos são livres de escolher a maneira de outros os sustentarem. Quanto à liberdade dos outros, o BE foi omisso. Para cúmulo, que se saiba nenhum dos deputados contribuiu para a campanha iniciada pelo britânico que, através de crowdfunding, procura ajudar a pagar os 1,6 mil milhões da dívida grega. Da última vez que vi, a recolha ia nos 1,6 milhões. Faltava um bocadinho, um bocadinho que, desconfio, não se alcança com cartazes e votos solidários. Nem com lirismo.

O lirismo dominou o encontro «A crise europeia à luz da Grécia», debate também realizado na sexta-feira e abrilhantado pela ausência de divergências. O calibre dos nomes envolvidos explica o estilo e o consenso: Louçã, Pacheco Pereira, Manuel Alegre, o Prof. Freitas, um economista da CGTP e, claro, os imparáveis deputados do BE. A bem da síntese, eis o tom geral: a Europa é uma ditadura (valha-nos Deus); a Grécia simboliza a democracia (desde tempos imemoriais, para não falar do velho esclavagismo e da pedofilia clássica); os gregos resistem ao poder do dinheiro (excepto quando é dado); os gregos, à imagem dos jogadores da bola, levantam a cabeça (excepto para pedir); os gregos são dignos (na medida em que o parasitismo é um critério de dignidade); os gregos, em suma, são patriotas – já os alemães que preferem a Alemanha ou os portugueses que preferem Portugal são traidores. Seja em que país for, patriota é o sujeito que dá a vida ou, vá lá, levanta um cartaz pela Grécia.

A Grécia ou, diga-se em nome da exactidão, o Syriza, o que não é exactamente o mesmo. Há dias, o ministro Varoufakis disse preferir perder um braço a prejudicar a Grécia. Ora o homem não é maneta e, com uma perna às costas, nos intervalos das poses para retratos ao piano já transformou a situação que os gregos viviam há seis meses numa saudade. O pedaço que falta aos senhores do Syriza é uma cabeça em que caiba coisa diferente de ideologia, infantilidade, ressentimento, fanatismo e todos os ingredientes da toleima de que nos lembrarmos.

E é isso, não os «gregos» ou a «Grécia», que move os apoiantes do Syriza. Nos plenários excitados de Lisboa, Caracas ou Moscovo, é o currículo marxista e maoista do bando que seduz (por pudor, não menciono os neonazis da coligação). A retórica da «democracia» é, naturalmente, cosmética, quase irónica: gosta-se do Syriza porque o Syriza representa a enésima esperança de derrubar o «capitalismo», ou o «sistema», ou a «Europa», ou o que quer que defina o Ocidente que, afinal, se abomina. Os «gregos» são os «trabalhadores» ou o «povo» do costume: cobaias mais ou menos voluntárias de uma experiência que invariavelmente corre mal. O referendo, e a reacção dos «democratas» ao referendo, decidirá se corre ainda pior.





quinta-feira, 2 de julho de 2015


A Grécia e Nós


Luís Campos e Cunha, Observador, 29 de Junho de 2015

A vida será dura para os gregos, o que não é indiferente às pessoas de boa vontade. Mas temos de pensar na nossa casa e os políticos — da actual ou duma futura maioria — devem ter cuidado com a palavra

A discussão sobre se somos iguais aos gregos é pouco interessante; a querela de quem tem razão, se o resto da Europa se a Grécia, já passou. Agora é apenas saber os que nos poderá acontecer. A nós portugueses, hoje, e ao projecto europeu a médio prazo. O que poderá acontecer ao projecto europeu, pode ficar para outro dia. Agora a casa do vizinho está a arder.

Antes de prosseguir devo salientar que sou, desde a primeira hora, um crítico do (MOU) memorandum que assinámos com a troika. Não tínhamos alternativa mas havia aspectos técnicos graves nas políticas negociadas. E havia que reconhecer que, dois anos passados, a taxa de desemprego estar em mais do triplo da chamada taxa natural de desemprego era a prova provada de que alguma coisa de muito errado havia com as políticas e com a política. O caso grego, que eu conheço menos bem, não fugiu à regra.

O que nos pode acontecer hoje, segunda-feira? Directamente, nada acontece; indirectamente veremos…

Se os gregos entrarem em incumprimento, vulgo bancarrota, e está quase lá, nada acontece de materialmente significativo no resto da Europa. A dívida grega está nas mãos das «instituições» ou de bancos gregos, pelo que não há outros bancos em perigo. Poderá haver ainda algum CDS (seguro de crédito) por aí perdido mas não deve ser significativo, caso contrário saberíamos há muito dessa possibilidade. Não será assim para os que vivem na Grécia e essa história será bem triste como já se está a perceber. Não sei se o Syriza tinha mandato eleitoral para fechar os bancos e introduzir controlos de capitais mas aí estão e para ficar. Para o resto da zona euro e para o resto do mundo directamente nada acontece.

Indirectamente, muita coisa pode ainda vir aí, e tudo pode ser bem diferente. O tal plano B — no caso de não acordo com as autoridades gregas — não o conheço mas deveria ser acompanhado de fortes intervenções verbais das autoridades europeias, de Merkel e Hollande (e porque não de Cameron, ficava-lhe bem) e, acima de tudo do BCE. No curtíssimo prazo — hoje, amanhã, depois… — tudo pode depender de Draghi e do BCE. E quanto mais forte e atempada for a intervenção verbal daquele, menos terá o BCE de gastar no dia seguinte nalguma intervenção de mercado.

O chamado efeito de contágio vai certamente afectar os nossos credores e as taxas no mercado secundário vão subir. O mesmo se passará em relação a Espanha ou a Itália. Tal já se viu, há umas semanas, e foi parcialmente desaparecendo, mas agora podemos ter uma escalada nas taxas se não surgir algum apoio europeu. O facto de o Tesouro português não necessitar de se financiar até, pelo menos, ao final do ano são excelentes notícias. Dá-nos tempo e ter tempo é agora precioso.

Há um outro tipo de contágio que dificilmente poderá ser completamente contrariado. Também não é certo que possa existir de forma significativa mas a ver vamos. A economia portuguesa estava a ter um bom desempenho (não excelente mas melhor do que antecipado por muitos, incluindo o Governo). O crescimento para este ano estaria mais próximo dos 2% que da previsão do Governo de 1,5%, o investimento estrangeiro tem estado em alta e o investimento nacional sem dúvida a retomar. Podemos somar a tudo isto os bons sinais de subida — não esperada — da inflação a fazer-nos crer que a deflação nacional era história. E, depois de uma pausa, o desemprego estava necessariamente a baixar. Nada de brilhante mas os bons sinais eram consistentes por toda a economia portuguesa.

Qual o impacto da crise grega nos investidores internacionais e nacionais em Portugal? Ninguém sabe se esse efeito de contágio vai ser significativo e só o saberemos com o tempo. A privatização no Novo Banco pode dar um sinal claro desse contágio ou não.

Agora a vida vai ser dura para os gregos e qualquer pessoa de boa vontade deve pensar nisso. Mas também temos de pensar na nossa casa. É bom que os políticos — da actual maioria ou de uma futura maioria — tenham cuidado com a palavra. Ela não pode faltar, mas tem de ser clara e não deixar dúvidas quanto à posição do nosso País face às suas dificuldades do passado recente, do presente e do futuro próximo. Uma palavra errada pode custar caro a todos nós, a cada português: mais impostos, juros mais altos e desemprego mais agravado.





terça-feira, 30 de junho de 2015


Pedófilos querem os mesmos direitos

que os homossexuais



Não deveria ser surpresa que os pedófilos estão usando as mesmas tácticas usadas por activistas dos direitos «gays» para procurar estatuto semelhante argumentando que o seu desejo por crianças é uma orientação sexual diferente que heterossexuais ou homossexuais.

Uma conferência académica realizada na universidade de Cambridge disse que o interesse pela pedofilia é «natural e normal para os homens», e que «pelo menos uma minoria considerável de homens normais gostaria de ter sexo com crianças, e os machos normais são despertados por crianças.»

Esses sentimentos foram discutidos numa conferência que teve lugar no ano passado para discutir a classificação da sexualidade no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), o manual psiquiátrico internacional padrão usado pelo sistema legal.



Extraído do Northern Colorado Gazette:

Usando as mesmas tácticas usadas por activistas dos direitos dos «gays», pedófilos começaram a procurar estatuto semelhante argumentando que o seu desejo por crianças é uma orientação sexual diferente que heterossexuais ou homossexuais.

Os críticos do estilo de vida homossexual há muito tempo alegam que, uma vez que se torne aceitável identificar a homossexualidade como simplesmente um «estilo de vida alternativo» ou orientação sexual, logicamente nada seria fora dos limites.

Os advogados «gays»  tomaram ofensa de tal posição insistindo que isso nunca iria acontecer. No entanto, os psiquiatras estão começando agora a defender a redefinição da pedofilia da mesma forma que a homossexualidade foi redefinida há vários anos.

Em 1973, a Associação Americana de Psiquiatria desclassificou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais. Um grupo de psiquiatras com B4U-Act realizou recentemente um simpósio propondo uma nova definição para a pedofilia no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos de Saúde Mental da APA.

O B4U-Act chama aos pedófilos «pessoas atraídas por menores». O site da organização afirma que o seu propósito é «ajudar os profissionais de saúde mental a aprender mais sobre a atracção por menores e considerar os efeitos dos estereótipos, o estigma e o medo.»

Em 1998, a APA emitiu um relatório afirmando que “o potencial negativo do sexo adulto com crianças foi exagerado» e que «a grande maioria dos homens e mulheres não relataram nenhum efeito sexual negativo de experiências de abuso sexual na infância.»

A pedofilia já recebeu o estatuto de protegida pelo Governo Federal.  Matthew Shephard e James Byrd Jr., da Lei de Prevenção de Crimes de Ódio listam a «orientação sexual» como uma classe protegida; no entanto, eles não definem o termo.

Os republicanos tentaram adicionar uma emenda especificando que «a pedofilia não é protegida como orientação»; no entanto, a alteração foi rejeitada pelos democratas. O republicano Alcee Hastings (D-FL) afirmou que todos os estilos de vida sexuais alternativos devem ser protegidos nos termos da lei. «Este projecto aborda a nossa determinação para acabar com a violência baseada no preconceito e garantir que todos os americanos, independentemente da raça, cor, religião, nacionalidade, sexo, orientação sexual, identidade de género ou deficiência ou todos esses «filias e fetiches e «ismos» que foram apresentados não precisam viver com medo por causa do que eles são. Exorto os meus colegas a votar a favor dessa regra.»

A Casa Branca elogiou o projecto, dizendo: «No fundo, isto não é apenas sobre as nossas leis; isto é sobre o que somos como povo. Isto é sobre se nos valorizamos um ao outro – abraçar as nossas diferenças em vez de permitir que elas se tornem uma fonte de animosidade.»

No início deste ano dois psicólogos do Canadá declararam que a pedofilia é uma orientação sexual, assim como a homossexualidade ou a heterossexualidade.

Van Gijseghem, psicólogo e professor aposentado da Universidade de Montreal, disse aos membros do Parlamento que «os pedófilos não são simplesmente pessoas que cometem um pequeno delito de vez em quando, mas sim tratam-se de pessoas com o que é equivalente a uma orientação sexual, assim como um outro indivíduo pode ser heterossexual ou mesmo homossexual.

Ele passou a dizer: «Verdadeiros pedófilos têm uma preferência exclusiva por crianças, que é o mesmo que ter uma orientação sexual. Você não pode mudar a orientação sexual da pessoa. Ela pode, no entanto, permanecer abstinente.»

Quando perguntado se se deve comparar os pedófilos aos homossexuais, Van Gijseghem respondeu: «Se, por exemplo, você estava vivendo numa sociedade onde a heterossexualidade é proscrita ou proibida e lhe fosse dito que tinha que fazer terapia para mudar a sua orientação sexual, provavelmente diria que isso é um pouco louco. Por outras palavras, não iria aceitar. Eu uso esta analogia para dizer que, sim, realmente, os pedófilos não mudam a sua orientação sexual.»

Dr. Quinsey, professor emérito de psicologia na universidade de Queen em Kingston, Ontário, concordou com Van Gijseghem. Quinsey disse que os interesses sexuais dos pedófilos preferem crianças e, «não há evidências de que esse tipo de preferências possam ser alteradas por meio de tratamento, ou com qualquer outra coisa.»

Em Julho de 2010, um jornal de saúde pública de Harvard disse: «A pedofilia é uma orientação sexual e não deve mudar. O tratamento tem por objectivo capacitar alguém para resistir a agir sobre os seus impulsos sexuais.»

Linda Harvey, da Missão América, disse que o impulso dos pedófilos para ter igualdade de direitos tornar-se-ão cada vez mais comuns como os grupos LGBT que continuam a afirmar-se.«Faz tudo parte de um plano para introduzir o sexo para crianças em idades cada vez mais jovens; para convencê-los de que a amizade normal é realmente uma atracção sexual.»

Milton Diamond, professor da universidade do Havaí e director do Centro do Pacífico para Sex and Society, afirmou que a pornografia infantil poderia ser benéfica para a sociedade porque, «os potenciais criminosos sexuais usam a pornografia infantil como um substituto para o sexo contra as crianças.»

Diamond é um professor distinto do Instituto para o Estudo Avançado da Sexualidade Humana , em San Francisco. O IASHS defendeu abertamente a revogação da proibição Revolucionária da guerra contra os homossexuais no serviço militar.

O IASHS apresenta, no seu site, uma lista de «direitos sexuais básicos», que inclui «o direito de se envolver em actos ou actividades de qualquer natureza sexual, desde que não envolvam actos não-consensuais, a violência, constrangimento, coacção ou fraude. «Outro direito é, ser livre de perseguições, condenação, discriminação ou intervenção social no comportamento sexual privado» e «a liberdade de qualquer pensamento sexual, fantasia ou desejo.» A organização também diz que ninguém deve ser «desfavorecido por causa da idade.»

[Nota]: o site também diz na sua declaração de missão: O Instituto dedica-se à crença de que os direitos sexuais são direitos humanos básicos e é conveniente para ajudar os alunos a compreender que muitas pessoas foram feridas, falsamente presas e perseguidas por causa das leis e desinformação sobre o papel e o lugar da sexualidade e as suas muitas expressões por indivíduos na nossa sociedade.

As leis que protegem as crianças foram contestadas em vários estados, incluindo a Califórnia, Geórgia e Iowa. Os criminosos sexuais afirmam que as leis lhes proibem viver perto de escolas ou parques e são injustas porque os penaliza para a vida.


Fonte: http://truthuncensored.net/pedophiles-want-same-rights-as-homosexuals/#sthash.gv5GUJdW.dEYCMjwT.dpbs

Tradução: Emerson de Oliveira