quinta-feira, 28 de maio de 2015


A crise da Igreja na Alemanha


Apesar da Conferência Episcopal Alemã ter virado contra a doutrina cristã, existem naturalmente bispos que se mantém fiéis. Seis destes acabam de se manifestar.

Ver pormenores no link:






segunda-feira, 25 de maio de 2015


O efeito Bergoglio


É meia hora de discurso. Vale a pena.

https://www.youtube.com/watch?v=jy2hWggjtrg



Excelente palestra do P.e Linus Clovis (da Arquidiocese de Castries, Ilha de Santa Lúcia, Caribe) num seminário de líderes do Movimento Pró-Vida em Roma, em 8 de Maio de 2015.





domingo, 24 de maio de 2015


De televisão da Igreja Católica

a televisão da Carbonária


Helena Matos em Blasfémias

[Ver a nossa achega final]

Via Corta fitas cheguei a este video do telejornal da TVI apresentado do Museu dos Coches. A finalizar o dito bloco informativo José Alberto Carvalho mostrou o landau onde viajava D. Carlos no dia do regicídio. Aí começa uma singular peça jornalística de apologia do assassínio em nome da República.

Para começar o dia do regicídio é definido como «uma data considerada funesta  para os monárquicos». Já de si é estranho que se restrinja a condenação do assassínio de um chefe de Estado e de um dos seus filhos (já agora o dito chefe de Estado era bem mais tolerante e democrático do que aqueles que lhe sucederam nessas mesmas funções) apenas àqueles que apoiam esse tipo de regime, logo se se mata um rei isso perturba os monárquicos, se se mata um PR isso perturba os republicanos, se se mata um católico o crime é condenado pelos católicos…

Mas o mais extraordinário veio depois. José Alberto Carvalho começa a ler a carta-testamento do Buíça «Meus filhos ficam pobrissimos; não tenho nada que lhes legar senão o meu nome e o respeito e compaixão pelos que soffrem. Peço que os eduquem nos principios da liberdade, egualdade e fraternidade que eu commungo e por causa dos quaes ficarão, porventura, em breve, orphãos» para de seguida afirmar exclamativo e consternado: «Dois dias antes Manuel Buíça  antevia o que lhe podia acontecer» (Coisa extraordinária esta e de uma clarividência única: uma pessoa prepara-se para matar outra que por sinal até é chefe de Estado e supor que não sobrevive a tal intento é uma antevisão profética! Experimente o Zé Alberto armar-se em Buíça por exemplo ao pé de presidentes progressistas  como Hollande ou Obama isto para já não falar de Putin e provavelmente só lhe resta  apresentar o telejornal para os anjinhos.)

Mas o pior estava para chegar. Em modo televisão Carbonária  José Alberto Carvalho conclui «E ainda hoje curiosamente mais de um século  depois estes princípios republicanos ou de humanidade  são ainda objecto de debate. O que queremos e o que estamos dispostos a fazer pelos nossos jovens é o tema de um debate na TVI 24 (…)  Está sempre tudo por dizer em relação ao sonho e à mudança

A avaliar por esta peça da TVI o que podemos fazer pelos nossos jovens é ensiná-los a fazer bombas para em nome dos princípios de humanidade matarem aqueles que os progressistas identificam como maus. E depois poeticamente concluímos «Está sempre tudo por dizer em relação ao sonho e à mudança


A NOSSA ACHEGA FINAL

Desde já, os meus cumprimentos à autora de mais este excelente artigo, autora que aqui reproduzimos frequentemente dado que é daquelas pessoas que diz as coisas para que se entendam...

Em relação a este artigo, uma pequena correcção. Apenas no título. E só na primeira metade do título. De facto, «De televisão da Igreja Católica a televisão da Carbonária» encerra um erro na primeira metade porque a TVI nunca foi da Igreja Católica. Explico.

Eu fui daqueles crédulos que entraram com algum para a Igreja Católica ter uma voz na cultura e na informação. Concretamente, foram 102 mil escudos (número não redondo por razões aritméticas minhas...).

Quando soube que era esse Roberto Carneiro a dirigir a TVI, fiquei de pé atrás, pois já o topava das guerras do ensino. Chegado o dia da primeira emissão, estava atento.

O que vi eu logo no início da primeira emissão da televisão dita católica? Vi o kamarada Carlos Alberto Moniz (entretanto tendo vendido o passe à maçonaria, pois o PCP já não rendia), com outros kamaradas convidados, da área do entretenimento infantil, a «catequizar» a miudagem.

O que vi eu de significativo numa posterior emissão da televisão dita católica? Vi Júlio Isidro a promover os invertidos, entrevistando um deles, com aquele catálogo de «direitos» que hoje se tornou banal invocar mas em que a TVI, televisão dita católica, se tornava precursora.

O que vi mais na televisão dita católica? Vi a apresentação de filmes ironicamente designados por uma pessoa minha amiga como «semi-pornográficos».

O que vi eu no telejornal da RTP ou SIC? Vi, no aeroporto, Roberto Carneiro, presidente da TVI, à chegada a Lisboa, questionado por uma repórter sobre a adequação de tais «filmes ousados» a uma televisão católica, dando uma resposta sábia (como sempre), confessando-se assim publicamente: –– «Mas a TVI não é uma televisão seminarista!». Gostei!

Meus belos 102 contos! Tanto jeito me davam hoje!

                                                                                                       
                                                                                 Heduíno Gomes





terça-feira, 19 de maio de 2015

sexta-feira, 15 de maio de 2015


Crime contra a Língua Pátria


Em próximas eleições, votar apenas em partidos que defendam a revogação da lei do aborto ortográfico engendrado por Santana Lopes quando Secretário de Estado de Cavaco, e depois confirmado pelos sucessivos politiqueiros.






quinta-feira, 14 de maio de 2015

sábado, 9 de maio de 2015


Putrefactos cadáveres ambulantes


Padre Nuno Serras Pereira

O ar eclesial está pestilento. O fedor asqueroso de episcopais putrefactos cadáveres ambulantes corrompe o tecido eclesial, particularmente os pequenos, os fracos, infeccionados por quem os devia cuidar salutarmente (ver por ex: conferência episcopal alemã – em francêsespanhol, italiano inglês; e conferência episcopal suíça).

Infelizmente, é preciso dizê-lo com toda a clareza: a Igreja parece estar de pantanas, sem rei nem roque. A anarquia e a irresponsabilidade galopeiam impetuosamente, sem freio, espumando um ignóbil sentimentalismo ternurentamente irracional que acomete as consciências e as mentalidades.

O paciente, perseverante e gigantesco labor de S. João Paulo II, consolidado por Bento XVI, de reconstrucção da Igreja, que ameaçava ruína, está sendo posto em causa, minado, carcomido.

Doutrinas reveladas pela Sagrada Escritura e pela Tradição da Igreja, algumas estabelecidas pelos Concílios de Florença e de Trento são apresentadas por grande parte das mais altas autoridades eclesiáticas como se fossem questões disputadas, e estrategicamente contestadas e propagandeadas pela Inter-rede, por grandes órgãos de comunicação social, inclusive da Igreja, controlados pelos habituais multi-milionários, conjurados em eliminar o Catolicismo. A mentira é atroz. A sedução é diabólica. A anti-Palavra, a anti-Verdade, são promovidas pelos piores inimigos da Igreja, que lhe são internos, lobos vorazes que cheiram a ovelhas. O Maligno exulta de contentamentos demoníacos. Satanás preside a uma lúgubre festa no Inferno.




sexta-feira, 8 de maio de 2015


Duas brevíssimas citações

do cardeal Robert Sarah


Padre Nuno Serras Pereira

1. «Enquanto centenas de milhares de cristãos vivem todos os dias com o medo no corpo, alguns querem evitar que os divorciados recasados sofram, porque se sentiriam discriminados por serem excluídos da comunhão sacramental.»

2. «Os homens que edificam e estruturam estratégias para matar a Deus, demolir a doutrina e o ensinamento seculares da Igreja serão eles mesmos devorados, precipitados pela sua vitória na Geena eterna (Inferno).»


Em Dieu ou rien. Entretien sur la foi (Fayard, 2015)




quinta-feira, 7 de maio de 2015


Tolos ou mentirosos


Anthony Esolen

Os actuais defensores da Revolução Sexual – esse grande pântano de esgoto, miséria humana, famílias disfuncionais, entretenimento decadente e advogados – garantem que a ruptura antropológica mais radical que a humanidade alguma vez conheceu, a desvinculação entre o casamento, a procriação e os simples factos da vida, não terá qualquer efeito (nenhum, não se preocupem) sobre o casamento, a procriação, a família e a vida comunitária.

Ao que eu respondo: «Não foi isso que disseram das outras vezes?» Precisamente qual das previsões dos revolucionários sexuais é que se confirmou?

Disseram-nos que a liberalização das leis de divórcio não teria qualquer efeito, nenhum, não se preocupem, sobre as taxas de divórcio. A nova lei apenas tornaria o divórcio menos doloroso para o casal e, por isso, menos doloroso para os filhos. Porque aparentemente existem «bons» divórcios.

Através de uma demonstração milagrosa de simpatia e maturidade fora do alcance da sua idade, as crianças ficariam felizes por ver os seus pais felizes. Aliás, de outra forma a sua felicidade não seria possível. Ninguém se deu ao trabalho de perguntar como é que os pais poderiam ser felizes perante a infelicidade dos seus filhos. Mas os revolucionários enganaram-se em relação a isso. Ou então estavam a mentir, das duas, uma.

Disseram-nos que toda a gente fazia «aquilo», sendo que «aquilo» se tornou gradualmente mais imoral e antinatural, e basearam as suas afirmações em investigação levada a cabo pelo pedófilo e fraude Alfred Kinsey. Ver com bons olhos a fornicação, disseram, não mudava nada, apenas libertava as pessoas da censura e permitia-lhes fazer aberta e honestamente aquilo que até então tinham feito desonestamente e em segredo.

Em apenas uma geração a relação entre os sexos transformou-se completamente até que as raparigas e os rapazes que queriam praticar a normal virtude da prudência, e até a mais difícil virtude da castidade, se viram isolados e sós. Antigamente o coração de um rapaz entraria em sobressalto se a rapariga lhe desse um beijo. Agora, mal consegue fingir um bocado de afecto se ela não o levar ao clímax. Também aqui os revolucionários se enganaram. Ou então estavam a mentir.

Disseram-nos que a pornografia era um passatempo inocente para uma minoria que gostava. Não tinha nada a ver com violência, não seria prejudicial para a cultura. Seria possível proteger os nossos filhos dela. Não teria qualquer efeito, nenhum, não se preocupem. Vale a pena sequer comentar esta? Enganaram-se, ou então estavam a mentir.

Disseram-nos que com a pílula ia haver menos crianças concebidas fora do casamento, e que a liberalização das leis do aborto não afectaria, de todo, não se preocupem, o número de mulheres que o procuram. O Papa Paulo VI, na Humanae Vitae, previu o contrário. Actualmente 40% das crianças na América nascem fora de casamentos, a maior parte cresce sem um lar estável. Segundo o próprio Supremo Tribunal, o aborto tornou-se uma parte tão intrínseca da vida de uma mulher, como uma protecção de último recurso contra fazer um filho quando se faz a coisa que faz filhos, que não pode ser limitado. Mais uma vez, os revolucionários enganaram-se, ou estavam a mentir.

Talvez deva dizer que estavam a mentir outra vez, porque as provas que levaram até ao tribunal tinham sido sempre um monte de mentiras.

Disseram-nos que o facto de pequenas crianças serem introduzidas ao prazer sexual por pessoas queridas e mais velhas não tinha grande mal, a não ser que os pais reagissem de forma exagerada. Durante algum tempo tiveram de se esquecer que o tinham dito, mas agora que a Igreja Católica pôs a casa em ordem outra vez estão a esquecer-se de que se tinham esquecido e começam a cantar novamente a mesma melodia: não tem qualquer mal, nenhum, não se preocupem. Estavam, e estão, enganados, ou estavam e estão a mentir.

Não se preocupem

Disseram-nos que as leis de igualdade de género não resultariam em consequências absurdas, como o envio de mulheres para as frentes de combate, casas de banho unissexo e a normalização da homossexualidade. Não teria qualquer efeito, nenhum, não se preocupem. Enganaram-se, ou estavam a mentir.

Em que é que acertaram? Alguma vez as relações entre homens e mulheres estiveram mais marcadas pela suspeita, raiva e vergonha? De acordo com os seus próprios testemunhos, as nossas faculdades são agora selvas incontroláveis de assédio e violação. Não era assim antes de os revolucionários meterem mãos à obra.

Disseram-nos que o aborto não conduziria à eutanásia. Agora dizem ainda bem que o aborto conduziu à eutanásia mas dizem que a eutanásia, a morte medicamente assistida, não levará à matança de idosos sem o seu consentimento. Mas por acaso isso já aconteceu. Todos os dias há idosos a serem sujeitos a asfixia lenta e supostamente indolor, em todos os hospitais do país. Não terá qualquer efeito, nenhum, não se preocupem.

Disseram-nos que o alargamento da noção (não a realidade, que é impossível, mas a pretensão) de casamento a pessoas do mesmo sexo não teria qualquer efeito, nenhum, sobre qualquer outra coisa no país. Não afectará o que os nossos filhos aprendem na escola, não afectará o número de jovens a experimentarem coisas antinaturais, não afectará a liberdade religiosa, não afectará a liberdade de expressão.

Não poderia ter qualquer efeito sobre essas coisas porque, garantiram-nos, o comportamento em questão é perfeitamente natural, levado a cabo por pessoas perfeitamente saudáveis. Não teria qualquer efeito, nenhum, não se preocupem, agora concordem ou sejam destruídos.

Alguma vez as previsões desta gente se confirmaram? Porque é que havemos de confiar neles agora?






Um ex-maçom explica detalhadamente

a relação entre o demónio e a maçonaria



Serge Abad-Gallardo foi membro da maçonaria durante mais de 25 anos, chegou a ser mestre de 14.º grau. Depois de uma peregrinação ao Santuário de Lourdes tudo mudou e começou o seu caminho de conversão, que logo o levou a escrever um livro. Na entrevista ao grupo ACI explica também a relação que existe entre o demónio e a maçonaria.

«Fiz parte da maçonaria e pensei que tinha que escrevê-lo primeiro para compreender mais e depois contar às pessoas. Qualquer pessoa tem a liberdade para fazer o que quiser, mas na maçonaria não se fala francamente», relata o autor do livro «Por que deixei de ser maçom», editado apenas em espanhol.

«Através do meu livro quero demonstrar que o catolicismo e a maçonaria não podem ser praticados juntos», explica o ex-maçom.

Serge é arquitecto e entrou na loja maçónica através um amigo, tentando encontrar aí as respostas às perguntas mais profundas do homem.

«Eu não pensava deixar a maçonaria. Tive alguns problemas sérios na minha vida e interrogava-me qual a resposta que a maçonaria me poderia dar a esses problemas, porém não encontrei nenhuma resposta. Entretanto no caminho com Cristo sim encontrei-a», afirmou.

Abad-Gallardo contou que o caminho para deixar a maçonaria foi difícil: «durante um ano ou ano e meio estava convencido que tinha encontrado a fé e não sabia se deveria permanecer na maçonaria, aí podia falar aos maçons sobre o Evangelho. Mas conversando com um sacerdote, ele explicou-me que não adianta tentar falar-lhes na Palavra de Deus, porque eles não estavam dispostos a escutar».

Após os repetidos comentários anticlericais de vários altos graus da maçonaria, Serge não podia ficar calado e defendia a Igreja. Além das críticas à Igreja e ao Papa descobriu que no ritual do início do ano maçónico «dava-se glória a Lúcifer». «Eles não dizem que se trata do diabo, mas usam a etimologia da palavra e dizem que é ‘o portador de luz’», explica o espanhol ao grupo ACI.

Algo parecido também ocorreu quando viu que entre os altos graus da maçonaria elogiam a serpente do livro do Génesis, a mesma que tentou a Adão e Eva cometerem o pecado original. «Dizem que a serpente trouxe a luz e o conhecimento que Deus não queria conceder ao homem. Isto é uma perversão muito grave», declara.

Conforme afirma Serge: «entre a maçonaria e o demónio há uma relação, mas não é tão directa». A maioria dos maçons não percebem a influência do demónio nos rituais maçónicos. Eles pensam, com a melhor das intenções, que estão trabalhando pela «felicidade da humanidade» ou pelo «progresso da humanidade», isto é, «não existe um culto abertamente ao diabo, mas elogiam com palavras e devemos perceber, o quanto é perigoso para um católico estar dentro de uma sociedade assim».

O ex-maçom relata: «embora poucos maçons saibam claramente da relação que a maçonaria tem com o demónio, cumprem estes ritos sabendo perfeitamente o que estão fazendo. Mas, segundo a minha experiência, a maioria deles não percebem», «não devemos esquecer que o demónio é o 'pai da mentira'».

Conforme explica, esta relação indireta com o demónio manifesta-se de muitas maneiras, mas todas confluem em afastar as pessoas que entram na maçonaria da fé e especialmente da igreja Católica. «A maçonaria tenta convencer que a fé e a Igreja são superstições e obscurantismo», recordou Serge.

Nesse sentido Serge Abad-Gallardo também explica: «o ritual maçónico influi na mente, no subconsciente e na alma das pessoas. O maçom olha para os símbolos e os rituais maçónicos como se fossem verdades profundas e esotéricas».

Apesar de que «na maçonaria não existam ritos directamente satânicos, estas cerimónias constituem uma porta de entrada para o demónio».

Uma das palavras secretas e sagradas dos mestres maçons, conforme explica Serge, é «Tubalcaïn», traduzida como «descendente directo de Caim». «Já sabemos o que Caim fez. Foi inspirado pelo demónio a matar o seu irmão por ciúmes e é o modelo para os mestres maçons», afirma Serge.

«Os rituais não mudaram, só tiveram pequenas mudanças. De facto, nos altos graus, é onde se encontra as referências mais esotéricas e ocultas, por volta do ano 1800, 70 anos depois de nascer a maçonaria em 1717».

Nessa relação entre a maçonaria e o satanismo, Serge indica ao grupo ACI: «a maioria dos maçons estão iludidos por palavras altruístas e mentirosas e por isso não percebem a relação entre ambas».

De facto, explica que numa das tábuas maçónicas, isto é, um trabalho escrito e apresentado por um maçom, é explicado que «quem fundou o satanismo moderno foi o americano Anton Szantor Lavey, um irmão (maçom) que fundou em 1966 a igreja de Satanás que actualmente é a principal organização satânica e de modelo para as demais».

«A maçonaria afasta-se de Cristo. Porque embora se fale sobre Jesus Cristo no 18.º grau dos altos graus maçónicos, não tem nada a ver com o Jesus Cristo da igreja Católica, pois mencionam-o como um sábio ou um filósofo qualquer», insiste.

«Existem maçons que vão ainda mais longe nesta blasfémia, pois excluem a divindade a Cristo e dizem que ele foi o primeiro maçom, um homem iniciado. Explicam que José e Jesus foram carpinteiros. E que a palavra 'carpinteiro' é a etimologia da palavra 'arquitecto' e todos os maçons, especialmente nos altos graus são grandes arquitectos», afirmou Serge.

Fazendo menção ao tema: «na maçonaria acreditam no 'grande arquitecto do universo', querem que acreditemos que este é o mesmo Deus do catolicismo, mas não é verdade. Às vezes conseguem enganar os católicos dizendo que ser maçom e ser católico é compatível por esta referência a Cristo».

Há dois anos Serge saiu da maçonaria, mas afirma que o controle que esta organização tem sobre a sociedade francesa é crescente. «No meu primeiro trabalho o prefeito era maçom, mas ninguém sabia, o director do seu gabinete, o encarregado do urbanismo e eu também éramos maçons e mais dois arquitectos da prefeitura onde trabalhava», recorda.

«Quando tentaram aprovar a última lei sobre a eutanásia, há um parágrafo que faz menção à ‘sedação profunda’ que é a mesma expressão que aparece numa tábua maçónica de 2004, onde mencionam este tema. Quer dizer, que as leis actuais em França estão sendo feitas nas lojas maçónicas, dez ou quinze anos antes de serem votadas», conta ao grupo ACI.

Nesse sentido afirma que «na maçonaria não existe fraternidade, nem amizade, porque tudo são redes. Todos ambicionam o poder político, social e económico».





domingo, 3 de maio de 2015


Os católicos e a autoridade papal


A propósito do unanimismo envolvendo Francisco, num interessante artigo intitulado  Eu Não Gosto Deste Papa!, o padre Nuno Serras Pereira escreve sobre a autoridade papal e a legitimidade de discordância dos católicos com o Papa. A referida unanimidade de apoio a Francisco vem dos mais variados sectores, incluindo dos tradicionalmente inimigos da Igreja e do pensamento cristão, como são os casos dos liberais, da maçonaria e até da esquerda marxista, encontrando-se fora ou dentro da própria Igreja.

Reproduzimos aqui algumas passagens do artigo, aquelas que equacionam a atitude dos católicos sobre a autoridade papal.

«Perante um aparente unanimismo, veiculado por grandes órgãos de comunicação social inimigos de Cristo e da Sua Igreja, de simpatia pelo Papa Francisco, por vezes ouvimos ou lemos as palavras que dão título a este texto: eu não gosto deste Papa!

«Não sei se escandalizarei alguém mas a verdade é que é praticamente irrelevante os gostos ou desgosto com qualquer Papa. Mais, é inteiramente legítimo e, por vezes, obrigatório (previsto no Direito Canónico e confirmado ao longo dos séculos pela vida de muitos Santos), manifestar discordância com decisões governativas ou disciplinares de um Papa; e, por vezes, com imprecisões doutrinais que o mesmo possa exprimir em situações que não comprometem a sua autoridade Magisterial – isso, por estranho que pareça a alguns, é um acto de amor para com o Sumo Pontífice. Pode mesmo acontecer que uma sentença de excomunhão decidida por um Papa seja injusta e, por isso, nula como aconteceu, por exemplo, com o dominicano Savonarola, que virtuosamente se negou a aceitá-la, acabando por ser morto cruelmente numa fogueira; mais tarde o Papa Alexandre VI, autor da mesma, reconheceu o seu erro. Nos dias de hoje admite-se a sua canonização, de Savonarola, que não daquele Papa.

«Todo o católico é livre de gostar ou não de qualquer Papa: a Fé e a Santidade não se medem pela sensibilidade. (...) »





sexta-feira, 1 de maio de 2015


O dilema de uma mãe socialista


Inês Teotónio Pereira

Eu, tal como o PS, compro tudo aos meus filhos sem vergonha nenhuma e prometo-lhes o céu e a terra só para poder ver o telejornal descansada.

Estava eu a ler o programa eleitoral socialista e pela primeira vez em toda a minha vida – que já vai mais longa que o regime democrático – identifiquei-me pessoalmente com o PS. Até à data eu tinha a convicção profunda de que em minha casa só os meus filhos eram socialistas e apenas os pais continuavam a ser as mesmas duas pessoas lúcidas que sempre foram. Estava enganada, o programa do PS levou-me a concluir que afinal eu também sou uma mãe socialista. Cheguei a esta curiosa conclusão porque percebi que o PS lida com os portugueses da mesma forma que eu lido com os meus filhos.

O PS, segundo o seu programa eleitoral, promete o que tem e o que não tem e com estas promessas tem esperança de vir a ter mais votos. As contas não batem certo, as previsões são baseadas na esperança e até faz tábua rasa de tudo o que tem dito até aqui. Ora eu sou igualzinha com os meus filhos: também lhes prometo tudo na esperança que eles me obedeçam e cumpram as suas obrigações. Digo uma coisa num dia e outra coisa noutro dia só para fazer chegar a água ao meu moinho e nem me preocupo com a coerência das minhas promessas porque as batalhas diárias não dão espaço para preocupações dessa ordem.

Nós, eu e o PS, fazemos tudo para atingir os nossos resultados: o PS votos e eu que os miúdos vão para a cama. Até hoje eu achava que esta não era a melhor forma de educar crianças, que não devia prometer tanto e muitas vezes não conseguir cumprir. Achava ingenuamente que os estava a comprar e que isso era mau. Mas graças ao PS percebi que não, que não é mau. É que segundo o economista do PS João Galamba comprar votos é um mero exercício de democracia.

Obrigada, João Galamba, já somos dois democratas.

Eu, tal como o PS, compro tudo aos meus filhos sem vergonha nenhuma e prometo-lhes o céu e a terra só para poder ver o telejornal descansada. Prometo-lhes chupas se eles tirarem boas notas, rebuçados se se calarem, cinema se se portarem bem, a chucha ao bebé se ele comer a sopa, etc. E a verdade é que muitas vezes não cumpro essas promessas. Não é por mal, é que muitas vezes não tenho tempo para os levar ao cinema, raramente tenho chupas em casa e na maioria dos casos nem me lembro do que prometi. Enfim, vivo a subornar os meus filhos e a fazer-lhes promessas falsas. Não por votos, como o PS, mas por causas muito menos nobres, como seja o sucesso escolar deles, o meu sossego, eles comerem legumes, etc. A minha veia democrata e socialista é de tal forma latejante que até lhes prometo que se estudarem podem vir a ser economistas do PS, assinar manifestos e até chegar a ministros.


Ora aquilo que eu achava que era uma fragilidade maternal, um erro pedagógico, uma forma de compensar a minha falta de autoridade e de verdade, afinal não é. Este é um dos casos em que os fins justificam os meios, ensinou-me o PS. Eu compro os meus filhos para eles fazerem o que eu quero, o PS faz o mesmo com os portugueses para ganhar eleições.

São ambos bons fins e ao que parece até são democráticos.

Mas eu ainda tenho muito a aprender com o PS e gostava sinceramente que outro programa eleitoral ou outra qualquer declaração do economista João Galamba me ensinassem. O meu grande problema, que aproveito para partilhar com o PS, é que os meus filhos já me toparam e eu sinto-me mal. Eu sei que o PS não tem esta preocupação e já ultrapassou estes dilemas morais, mas ainda sou verde nestas coisas do socialismo e por isso tenho uma dúvida: o PS nunca tem vergonha?





domingo, 26 de abril de 2015


Arcanjos








Henrique Neto e o «Acordo Ortográfico»


Heduíno Gomes

Henrique Neto apresenta-se como anti-sistema mas afinal, no concreto, sobre esta questão tão importante do chamado «Acordo Ortográfico», diz nim, baralha e volta a dar. «Vamos melhorar a porcaria» – eis, em síntese, a sua posição conciliadora.

Ele já tinha tido má nota com a sua vontade do novo aeroporto, contra todas as opiniões técnicas, incluindo as de segurança, ser construído na Ota, isto é, mais perto da terra dele. E agora isto...





sábado, 25 de abril de 2015


Petição entrega de Olivença a Portugal



http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=Olivenca

Para: Só permitido a cidadãos Portugueses

PETIÇÃO

Petição usando a internet.

O nome e o número do Bilhete de identidade ou Cartão de cidadão são obrigatórios.

Só podem assinar esta petição cidadãos Portugueses.

São necessários 4 000 assinaturas válidas.

Petição ao Governo da Republica Portuguesa.

Em particular, «ao Senhor Primeiro-Ministro e ao Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros».

Objecto da petição: entrega de Olivença a Portugal.

Esta petição tem como base o artigo 5 da Constituição da República Portuguesa no seu n.º 3, – preceitua – «O Estado não aliena qualquer parte do território português ou dos direitos de soberania que sobre ele exerce, sem prejuízo da rectificação de fronteiras.»

Esta petição respeita o que está disposto na Lei n.º 43/90 de 10 de Agosto – Exercício do Direito de Petição, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 6/93, de 1 de Março e Lei n.º 15/2003, de 4 de Junho e Lei n.º 45/2007, de 24 de Agosto.

A Vila de Olivença foi conquistada pelos portugueses aos mouros, pela primeira vez em 1166. A sua posse definitiva foi reconhecida em 1297, no Tratado de Alcanices, quando foram fixadas as fronteiras entre Portugal e Castela. Durante mais de 600 anos a sua população bateu-se contra as investidas de Castela e depois da Espanha (a partir de 1492) para preservar a sua identidade nacional.

No dia 20 de Maio de 1801, o exército espanhol, tomou o Concelho de Olivença, usurpando 750 km2 do território de Portugal, incluindo uma das suas vilas mais importantes.

Esta usurpação ocorreu num momento particularmente dramático para Portugal, dado que vivia sob a ameaça de uma invasão pelo exército francês. A Espanha aproveitou-se desta fragilidade de Portugal, e declarou-lhe guerra pela força das armas, ocupando, em violação do direito internacional, um território que não lhe pertencia, subjugando uma população indefesa.

Em 1815, após inúmeras manobras negociais, a Espanha compromete-se a devolver aquilo que havia roubado a Portugal, mas acabou por nunca o fazer. Pelo contrário, iniciaram uma sistemática política de genocídio cultural de uma parte do povo português e de ocultação das marcas de um crime.

Em 1817 a Espanha reconheceu a soberania portuguesa subscrevendo o Congresso de Viena de 1815, comprometendo-se à retrocessão do território o mais prontamente possível. Porém, até aos dias de hoje, tal ainda não aconteceu.

Para tentar provar que Olivença não é Portuguesa, recentemente a Igreja de Santa Maria Madalena, Manuelina, foi eleita por Espanha Monumento Espanhol. Mas o seu estilo, a sua arquitectura, as armas que ostenta, são indubitavelmente Portuguesas.

Exigimos a entrega imediata de Olivença a Portugal pela potência invasora.

Apoie esta Petição. Assine e divulgue. O seu apoio é muito importante.

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=Olivenca





quinta-feira, 23 de abril de 2015


PS: o problema do socialismo

não é a gaveta, é o caixão


Ana Sá Lopes, Jornal i, 22 de Abril de 2015

O programa ontem apresentado pelo PS facilita os despedimentos, abraça a outrora criticada TSU e dá um tiro de canhão na sustentabilidade da Segurança Social

Já sabíamos que a social-democracia europeia era uma corrente política em coma profundo – ou que já morreu e ninguém nos avisou. Através do chamado «consenso europeu» tem acumulado derrotas sobre derrotas político-ideológicas. Ontem, foi a vez do PS português nos mostrar a sua versão particular desta derrota: inventou uma liberalização de despedimentos, recuperou a Taxa Social Única e decidiu dar um pontapé na sustentabilidade da Segurança Social para as gerações futuras.

O nosso mundo torna-se absolutamente estranho quando uma deputada do CDS, Cecília Meireles, consegue ser mais «à esquerda» que um grupo de economistas que António Costa convidou para fazer o pré-programa de governo. Disse Cecília Meireles, lembrando que o CDS sempre defendeu um regime opcional sobre os descontos para a Segurança Social: «O PS vem agora propor um sistema obrigatório, a partir de determinado montante não são pagas contribuições e as pensões sofrem o respectivo corte». Para o CDS, isto é um «ataque à sustentabilidade da Segurança Social». Para o PS, partido que se arvora em defensor do Estado social, pelos vistos não.

António Costa e os seus economistas embrulham a ideia com a cenoura de, ao aumentar o rendimento disponível do trabalhador, aumentar a procura interna e, logo, o emprego, gerando mais contribuições para a Segurança Social. Mas a decisão de reduzir a TSU para empresários e trabalhadores constitui uma vitória da doutrina Passos no pré-programa de governo do PS e, no fundo, a vitória da doutrina da desvalorização interna comungada pela Europa e pelo actual governo. Se isto não é uma vitória do pensamento do actual governo inscrita no cenário futuro de governação PS, não sabemos o que é uma vitória do pensamento de direita.

Passemos ao lado do optimismo macroeconómico que sobrevoa o texto (para conseguir 7,4% de desemprego em 2019 era preciso uma revolução na Europa) e analisemos agora a outra medida emblemática que tem um nome docinho: o «novo regime conciliatório». No «novo regime conciliatório», «as empresas podem iniciar um procedimento conciliatório, em condições equiparadas às do despedimento colectivo, englobando todos os motivos de razão económica (de mercado, estruturais e tecnológicas) que tenham posto em causa a sobrevivência do emprego». Ou seja, o despedimento colectivo generaliza-se e o PS, em troca, promete penalizar as empresas que utilizam contractos a prazo. Isto chama-se liberalizar o mercado de trabalho e se fosse uma coisa tão boa assim, o PS não deixava aqueles que foram contratados durante o regime anterior, o da malfadada troika e de Passos Coelho, de ficarem livres do novo «regime conciliatório». Ainda bem que Costa disse que o papel que ontem apresentou não é uma Bíblia – talvez esteja a tempo de mudar qualquer coisa e apresentar um programa de governo que se distinga substancialmente da direita. Se for possível.





quinta-feira, 16 de abril de 2015


Aleluia! Até que enfim! Aleluia!


Nuno Serras Pereira

Vários o deram a entender, mas, até agora, nenhum tivera a coragem de o dizer explicitamente, usando a palavra exacta e rigorosa, a saber, heresia. Foi o Cardeal Brandmuller. As propostas de Kasper, de Marx, da maioria dos bispos alemães e restantes sectários são heresias. Heresia é a negação obstinada, ou a dúvida pertinaz, da parte de qualquer baptizado, de alguma verdade que se deve crer com Fé Divina e Católica. É um grande crime e um pecado gravíssimo contra o 1.º Mandamento, sendo raiz e explicação de todos os desvios morais. Como ensina S. Paulo a «obediência da Fé» é a primeiríssima obrigação de um crente. A sua recusa consciente e livre é o pecado mais grave, o do orgulho, porque se opõe directamente a Deus. O desprezo de uma verdade Revelada por Deus ou a rejeição voluntária em a ela assentir conduz na prática à incredulidade. Um deus que se pudesse enganar ou nos pudesse enganar não seria Deus mas sim um ídolo ou um demónio.

É de extrema gravidade que se deixe grassar a heresia, propagada por prelados eminentes, dando mesmo a impressão que é favorecida ou até promovida.

Ninguém, espero eu, tem dúvidas de que o abuso sexual de menores por parte de qualquer adulto, mas principalmente, por membros do clero é inteiramente detestável e repudiável. Pois bem, por mais que isto choque a muitos, o cristianismo considera muitíssimo mais grave o crime de heresia, uma vez que, entre outras coisas, dele se originam os maiores males morais.

Combater sem tréguas o abuso de menores, a corrupção económica e os mexericos ou maledicência está muitíssimo bem; mas fazê-lo ignorando, descuidando ou mesmo dando a sensação que se favorece a heresia é coar mosquitos e engolir camelos, para usar uma expressão evangélica.

Que ninguém tenha dúvidas, o que se está a passar na Igreja Católica é medonho, e todos, mas mesmo todos, do mais simples fiel ao mais alto hierarca têm o grave dever de defender a Fé e os Mandamentos, quer pela oração, quer pelo sacrifício, quer pela palavra e pelo testemunho de vida. Já teve de ser assim em outros tempos difíceis para a Igreja, ninguém se sinta, por isso, dispensado. Todos teremos de responder diante do Supremo Juiz quando chegar a nossa hora.






Cardeal Müller:

Defensores da mudança da doutrina
sobre o casamento

são heréticos – mesmo que sejam bispos



O Cardeal Walter Brandmüller tem sido uma das principais vozes críticas de propostas decorrentes do Sínodo do Vaticano sobre a família, que ameaça subverter a doutrina católica sobre os sacramentos e moralidade. Ele foi um dos cinco cardeais que contribuíram para o livro Permanecendo na Verdade de Cristo, que critica as propostas dissolutas do herético Cardeal Walter Kasper.

O Cardeal Walter Brandmüller afirma claramente:

«Quem [...] faz isso conscientemente, ou insistentemente o exige, é um herege — mesmo que use a púrpura romana.»





sexta-feira, 10 de abril de 2015


Educar os sentimentos


Pe. Rodrigo Lynce de Faria

«Mãe, acabas de ferir os meus sentimentos!» ― frase pronunciada por um rapaz de 10 anos quando a mãe lhe pediu o favor de apagar o televisor e ir para a cama. Também uma psicóloga, recentemente, dava um conselho aos jovens num artigo de um jornal: «Se notas que sentes algo especial, não tenhas medo, liberta-te de tabus, corre para os seus braços e entrega-te totalmente. Só assim a tua vida será sincera e sem hipocrisias».

Reparem no pormenor: «sentir algo especial» é suficiente para justificar qualquer comportamento. E a sinceridade já não tem nenhuma relação com a verdade. Ser sincero, segundo a psicóloga, é sentir algo especial e não reprimir esse sentimento.

Ideia importante: os sentimentos são uma poderosa realidade humana, tanto para o bem, como para o mal. Não têm peso ― mas pesam muito na decisão de actuar de todos nós. Por isso, precisam de ser «educados». Isto é especialmente importante para os jovens, que vivem imersos numa cultura que exalta os sentimentos como o grande critério de verdade e autenticidade.

Os sentimentos em si são bons porque fazem parte da condição humana. Garantem a ligação entre a vida sensível e a vida do espírito, uma vez que somos compostos de corpo e alma. No entanto, não podem ser nunca o critério último da decisão de actuar. Porque não sentimos somente ― também pensamos! E actuar só porque se sente não é actuar de um modo plenamente humano.

Necessitamos educar os sentimentos para que nos facilitem a realização do bem e a procura da verdadeira felicidade. Não os educar é correr o risco de ficarmos escravos deles. Deixamos de ser nós a decidir o que é bom fazer ou evitar. Passam a ser eles a indicar-nos caprichosamente o caminho a seguir.





quinta-feira, 9 de abril de 2015


Os mega-hipócritas


Pe. Mark Pilon

Nas empresas como a Apple, tudo é mega. Têm mega lucros, mega-vendas de produtos como o iPhone e empregam mega-hipócritas como Tim Cook. Cook é presidente de uma das empresas mais lucrativas dos Estados Unidos e sente, pelos vistos, que isso lhe confere o direito não só de opinar sobre direitos constitucionais como a liberdade religiosa, como de comprometer toda a empresa com as suas opiniões pessoais.

Recentemente, Cook aplicou pressão económica, de forma pouco subtil, sobre a cidade de Indianapolis e o Estado do Indiana para que neguem a liberdade religiosa a donos de empresas cujas consciências os impeçam de participar naquilo que consideram ser a celebração imoral de um «casamento» homossexual. Cook quer que a lei da liberdade religiosa seja alterada para que estes proprietários não possam sequer levar os seus casos a tribunal e que os governos os obriguem a tomar parte no que consideram ser actividades imorais, sob pena de perderem o direito a trabalhar nesses ramos.

Vários comentadores conservadores sublinharam o facto, algo embaraçoso, de que Cook nunca levantou a sua voz contra a discriminação de que são alvos os homossexuais em muitos dos países em que a sua empresa opera. Em muitos países do Médio Oriente a Apple tem um grande peso (Teerão tem mais lojas da Apple do que o Estado do Indiana) e lá os homossexuais não só não têm o direito de «casar» como podem sofrer a suprema discriminação: pena de morte pelo crime de sodomia.

Não creio que haja qualquer registo de Cook se ter queixado dessas nações. Porquê? Provavelmente porque não quer perder mercado nesses países. Mas cá nos Estados Unidos, onde estamos cada vez mais próximos de reconhecer a homossexualidade como um direito humano, Cook defende que se negue a liberdade religiosa àqueles cuja consciência os impede de fazer um bolo para um casamento homossexual, mesmo que isso implique a perda do seu sustento.

Ao Sr. Cook e aos seus amigos mega hipócritas não interessa minimamente que muitas destas lojas tenham sido escolhidas a dedo por activistas homossexuais para esmagar a liberdade religiosa dos seus donos e o seu negócio, sobretudo quando tivermos em conta que várias outras pastelarias estariam dispostas a fazer o serviço.[Estes e outros casos estão elencados aqui]

Mas poucos dos comentadores têm referido o facto de Cook e a sua empresa terem meganegócios com a China, um país que nega todos os direitos humanos básicos aos seus cidadãos. A vasta maioria dos iPhones, para dar só um exemplo, são fabricados na China, mesmo que algumas componentes venham de outros países. Escusado será dizer que o registo da China em matéria de direitos humanos continua a ser terrível, tantos anos depois de Richard Nixon nos ter dito que a abertura de relações comerciais com o país o obrigaria a abrir-se às liberdades civis.

Este mesmo argumento é usado por todo o género de executivos hoje, para justificarem a sua colaboração com a supressão dos direitos humanos na China, ao financiarem o seu Governo através das actividades de manufactura.

A liberdade religiosa continua a ser severamente restringida na China comunista. Há todo o género de actividades religiosas que podem acarretar penas de prisão na terra da produção do iPhone. Mas será que Tim Cook se deu ao trabalho de dizer uma palavra que seja contra essa perseguição? Claro que não.

Tim Cook
Mais, a China continua a ser um país em que nem o direito natural à vida é respeitado. Este Estado, a crescer economicamente graças a empresas como a Apple, continua a forçar mulheres a abortar caso fiquem grávidas segunda vez. O Governo da China é responsável por assassinar milhões de crianças todos os anos. Mas claro que homens como o Tim Cook não se preocupam com isso, uma vez que provavelmente também concordam com o aborto a pedido no nosso país. E depois, claro, o aborto forçado até dá jeito nas linhas de montagem, uma vez que assim as mulheres não precisam de tirar licenças para tratar de um segundo filho – convém tanto ao governo totalitário como às empresas amorais.

Mas concentremo-nos na questão da homossexualidade na China. De acordo com organizações de defesa dos direitos dos homossexuais, apesar de a homossexualidade não ser crime nem considerada doença, a vida para os gays é tudo menos fácil naquele país. Ainda há muitas leis que discriminam contra eles, segundo estas organizações. Não existe o conceito de casamento gay, as famílias homossexuais não são permitidas, nem sequer com uniões de facto. Os homossexuais não têm liberdade para promover o estilo de vida gay e a legislação laboral não proíbe a discriminação com base na orientação sexual.

Onde está, portanto, a revolta moral dos Tim Cooks do mundo empresarial, mesmo em relação às questões que pelos vistos lhes interessam tanto que estão dispostos a interferir no processo legal internamente, procurando assegurar novos direitos para uns, ao mesmo tempo que negam ou restringem direitos antigos, como a liberdade religiosa, para outros? Procurem uma única afirmação pública de qualquer das empresas de tecnologia da Califórnia – como o Google, Yahoo e Oracle – que defendem os direitos dos homossexuais e que dizem que se opõem à discriminação de todo o género, em favor da liberdade religiosa. Não são eles todos mega-hipócritas?

Estes empresários moralistas «liberais» são tão desprezíveis como os antigos barões «conservadores» que exploravam os trabalhadores para conseguir grandes lucros. A Apple faz o mesmo, mas no estrangeiro, onde paga cerca de um quarto do nosso salário mínimo a trabalhadores chineses que trabalham 60 a 75 horas por semana mas, ainda assim, em cidades como Shanghai, não conseguem dinheiro suficiente para viver senão nas residências colectivas das empresas. Os nossos empresários revoltados são agora os exploradores. A sua revolta é uma farsa, porque os seus mega-lucros são o seu deus.