sábado, 25 de abril de 2015


Petição entrega de Olivença a Portugal



http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=Olivenca

Para: Só permitido a cidadãos Portugueses

PETIÇÃO

Petição usando a internet.

O nome e o número do Bilhete de identidade ou Cartão de cidadão são obrigatórios.

Só podem assinar esta petição cidadãos Portugueses.

São necessários 4 000 assinaturas válidas.

Petição ao Governo da Republica Portuguesa.

Em particular, «ao Senhor Primeiro-Ministro e ao Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros».

Objecto da petição: entrega de Olivença a Portugal.

Esta petição tem como base o artigo 5 da Constituição da República Portuguesa no seu n.º 3, – preceitua – «O Estado não aliena qualquer parte do território português ou dos direitos de soberania que sobre ele exerce, sem prejuízo da rectificação de fronteiras.»

Esta petição respeita o que está disposto na Lei n.º 43/90 de 10 de Agosto – Exercício do Direito de Petição, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 6/93, de 1 de Março e Lei n.º 15/2003, de 4 de Junho e Lei n.º 45/2007, de 24 de Agosto.

A Vila de Olivença foi conquistada pelos portugueses aos mouros, pela primeira vez em 1166. A sua posse definitiva foi reconhecida em 1297, no Tratado de Alcanices, quando foram fixadas as fronteiras entre Portugal e Castela. Durante mais de 600 anos a sua população bateu-se contra as investidas de Castela e depois da Espanha (a partir de 1492) para preservar a sua identidade nacional.

No dia 20 de Maio de 1801, o exército espanhol, tomou o Concelho de Olivença, usurpando 750 km2 do território de Portugal, incluindo uma das suas vilas mais importantes.

Esta usurpação ocorreu num momento particularmente dramático para Portugal, dado que vivia sob a ameaça de uma invasão pelo exército francês. A Espanha aproveitou-se desta fragilidade de Portugal, e declarou-lhe guerra pela força das armas, ocupando, em violação do direito internacional, um território que não lhe pertencia, subjugando uma população indefesa.

Em 1815, após inúmeras manobras negociais, a Espanha compromete-se a devolver aquilo que havia roubado a Portugal, mas acabou por nunca o fazer. Pelo contrário, iniciaram uma sistemática política de genocídio cultural de uma parte do povo português e de ocultação das marcas de um crime.

Em 1817 a Espanha reconheceu a soberania portuguesa subscrevendo o Congresso de Viena de 1815, comprometendo-se à retrocessão do território o mais prontamente possível. Porém, até aos dias de hoje, tal ainda não aconteceu.

Para tentar provar que Olivença não é Portuguesa, recentemente a Igreja de Santa Maria Madalena, Manuelina, foi eleita por Espanha Monumento Espanhol. Mas o seu estilo, a sua arquitectura, as armas que ostenta, são indubitavelmente Portuguesas.

Exigimos a entrega imediata de Olivença a Portugal pela potência invasora.

Apoie esta Petição. Assine e divulgue. O seu apoio é muito importante.

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=Olivenca





quinta-feira, 23 de abril de 2015


PS: o problema do socialismo

não é a gaveta, é o caixão


Ana Sá Lopes, Jornal i, 22 de Abril de 2015

O programa ontem apresentado pelo PS facilita os despedimentos, abraça a outrora criticada TSU e dá um tiro de canhão na sustentabilidade da Segurança Social

Já sabíamos que a social-democracia europeia era uma corrente política em coma profundo – ou que já morreu e ninguém nos avisou. Através do chamado «consenso europeu» tem acumulado derrotas sobre derrotas político-ideológicas. Ontem, foi a vez do PS português nos mostrar a sua versão particular desta derrota: inventou uma liberalização de despedimentos, recuperou a Taxa Social Única e decidiu dar um pontapé na sustentabilidade da Segurança Social para as gerações futuras.

O nosso mundo torna-se absolutamente estranho quando uma deputada do CDS, Cecília Meireles, consegue ser mais «à esquerda» que um grupo de economistas que António Costa convidou para fazer o pré-programa de governo. Disse Cecília Meireles, lembrando que o CDS sempre defendeu um regime opcional sobre os descontos para a Segurança Social: «O PS vem agora propor um sistema obrigatório, a partir de determinado montante não são pagas contribuições e as pensões sofrem o respectivo corte». Para o CDS, isto é um «ataque à sustentabilidade da Segurança Social». Para o PS, partido que se arvora em defensor do Estado social, pelos vistos não.

António Costa e os seus economistas embrulham a ideia com a cenoura de, ao aumentar o rendimento disponível do trabalhador, aumentar a procura interna e, logo, o emprego, gerando mais contribuições para a Segurança Social. Mas a decisão de reduzir a TSU para empresários e trabalhadores constitui uma vitória da doutrina Passos no pré-programa de governo do PS e, no fundo, a vitória da doutrina da desvalorização interna comungada pela Europa e pelo actual governo. Se isto não é uma vitória do pensamento do actual governo inscrita no cenário futuro de governação PS, não sabemos o que é uma vitória do pensamento de direita.

Passemos ao lado do optimismo macroeconómico que sobrevoa o texto (para conseguir 7,4% de desemprego em 2019 era preciso uma revolução na Europa) e analisemos agora a outra medida emblemática que tem um nome docinho: o «novo regime conciliatório». No «novo regime conciliatório», «as empresas podem iniciar um procedimento conciliatório, em condições equiparadas às do despedimento colectivo, englobando todos os motivos de razão económica (de mercado, estruturais e tecnológicas) que tenham posto em causa a sobrevivência do emprego». Ou seja, o despedimento colectivo generaliza-se e o PS, em troca, promete penalizar as empresas que utilizam contractos a prazo. Isto chama-se liberalizar o mercado de trabalho e se fosse uma coisa tão boa assim, o PS não deixava aqueles que foram contratados durante o regime anterior, o da malfadada troika e de Passos Coelho, de ficarem livres do novo «regime conciliatório». Ainda bem que Costa disse que o papel que ontem apresentou não é uma Bíblia – talvez esteja a tempo de mudar qualquer coisa e apresentar um programa de governo que se distinga substancialmente da direita. Se for possível.





quinta-feira, 16 de abril de 2015


Aleluia! Até que enfim! Aleluia!


Nuno Serras Pereira

Vários o deram a entender, mas, até agora, nenhum tivera a coragem de o dizer explicitamente, usando a palavra exacta e rigorosa, a saber, heresia. Foi o Cardeal Brandmuller. As propostas de Kasper, de Marx, da maioria dos bispos alemães e restantes sectários são heresias. Heresia é a negação obstinada, ou a dúvida pertinaz, da parte de qualquer baptizado, de alguma verdade que se deve crer com Fé Divina e Católica. É um grande crime e um pecado gravíssimo contra o 1.º Mandamento, sendo raiz e explicação de todos os desvios morais. Como ensina S. Paulo a «obediência da Fé» é a primeiríssima obrigação de um crente. A sua recusa consciente e livre é o pecado mais grave, o do orgulho, porque se opõe directamente a Deus. O desprezo de uma verdade Revelada por Deus ou a rejeição voluntária em a ela assentir conduz na prática à incredulidade. Um deus que se pudesse enganar ou nos pudesse enganar não seria Deus mas sim um ídolo ou um demónio.

É de extrema gravidade que se deixe grassar a heresia, propagada por prelados eminentes, dando mesmo a impressão que é favorecida ou até promovida.

Ninguém, espero eu, tem dúvidas de que o abuso sexual de menores por parte de qualquer adulto, mas principalmente, por membros do clero é inteiramente detestável e repudiável. Pois bem, por mais que isto choque a muitos, o cristianismo considera muitíssimo mais grave o crime de heresia, uma vez que, entre outras coisas, dele se originam os maiores males morais.

Combater sem tréguas o abuso de menores, a corrupção económica e os mexericos ou maledicência está muitíssimo bem; mas fazê-lo ignorando, descuidando ou mesmo dando a sensação que se favorece a heresia é coar mosquitos e engolir camelos, para usar uma expressão evangélica.

Que ninguém tenha dúvidas, o que se está a passar na Igreja Católica é medonho, e todos, mas mesmo todos, do mais simples fiel ao mais alto hierarca têm o grave dever de defender a Fé e os Mandamentos, quer pela oração, quer pelo sacrifício, quer pela palavra e pelo testemunho de vida. Já teve de ser assim em outros tempos difíceis para a Igreja, ninguém se sinta, por isso, dispensado. Todos teremos de responder diante do Supremo Juiz quando chegar a nossa hora.






Cardeal Müller:

Defensores da mudança da doutrina
sobre o casamento

são heréticos – mesmo que sejam bispos



O Cardeal Walter Brandmüller tem sido uma das principais vozes críticas de propostas decorrentes do Sínodo do Vaticano sobre a família, que ameaça subverter a doutrina católica sobre os sacramentos e moralidade. Ele foi um dos cinco cardeais que contribuíram para o livro Permanecendo na Verdade de Cristo, que critica as propostas dissolutas do herético Cardeal Walter Kasper.

O Cardeal Walter Brandmüller afirma claramente:

«Quem [...] faz isso conscientemente, ou insistentemente o exige, é um herege — mesmo que use a púrpura romana.»





sexta-feira, 10 de abril de 2015


Educar os sentimentos


Pe. Rodrigo Lynce de Faria

«Mãe, acabas de ferir os meus sentimentos!» ― frase pronunciada por um rapaz de 10 anos quando a mãe lhe pediu o favor de apagar o televisor e ir para a cama. Também uma psicóloga, recentemente, dava um conselho aos jovens num artigo de um jornal: «Se notas que sentes algo especial, não tenhas medo, liberta-te de tabus, corre para os seus braços e entrega-te totalmente. Só assim a tua vida será sincera e sem hipocrisias».

Reparem no pormenor: «sentir algo especial» é suficiente para justificar qualquer comportamento. E a sinceridade já não tem nenhuma relação com a verdade. Ser sincero, segundo a psicóloga, é sentir algo especial e não reprimir esse sentimento.

Ideia importante: os sentimentos são uma poderosa realidade humana, tanto para o bem, como para o mal. Não têm peso ― mas pesam muito na decisão de actuar de todos nós. Por isso, precisam de ser «educados». Isto é especialmente importante para os jovens, que vivem imersos numa cultura que exalta os sentimentos como o grande critério de verdade e autenticidade.

Os sentimentos em si são bons porque fazem parte da condição humana. Garantem a ligação entre a vida sensível e a vida do espírito, uma vez que somos compostos de corpo e alma. No entanto, não podem ser nunca o critério último da decisão de actuar. Porque não sentimos somente ― também pensamos! E actuar só porque se sente não é actuar de um modo plenamente humano.

Necessitamos educar os sentimentos para que nos facilitem a realização do bem e a procura da verdadeira felicidade. Não os educar é correr o risco de ficarmos escravos deles. Deixamos de ser nós a decidir o que é bom fazer ou evitar. Passam a ser eles a indicar-nos caprichosamente o caminho a seguir.





quinta-feira, 9 de abril de 2015


Os mega-hipócritas


Pe. Mark Pilon

Nas empresas como a Apple, tudo é mega. Têm mega lucros, mega-vendas de produtos como o iPhone e empregam mega-hipócritas como Tim Cook. Cook é presidente de uma das empresas mais lucrativas dos Estados Unidos e sente, pelos vistos, que isso lhe confere o direito não só de opinar sobre direitos constitucionais como a liberdade religiosa, como de comprometer toda a empresa com as suas opiniões pessoais.

Recentemente, Cook aplicou pressão económica, de forma pouco subtil, sobre a cidade de Indianapolis e o Estado do Indiana para que neguem a liberdade religiosa a donos de empresas cujas consciências os impeçam de participar naquilo que consideram ser a celebração imoral de um «casamento» homossexual. Cook quer que a lei da liberdade religiosa seja alterada para que estes proprietários não possam sequer levar os seus casos a tribunal e que os governos os obriguem a tomar parte no que consideram ser actividades imorais, sob pena de perderem o direito a trabalhar nesses ramos.

Vários comentadores conservadores sublinharam o facto, algo embaraçoso, de que Cook nunca levantou a sua voz contra a discriminação de que são alvos os homossexuais em muitos dos países em que a sua empresa opera. Em muitos países do Médio Oriente a Apple tem um grande peso (Teerão tem mais lojas da Apple do que o Estado do Indiana) e lá os homossexuais não só não têm o direito de «casar» como podem sofrer a suprema discriminação: pena de morte pelo crime de sodomia.

Não creio que haja qualquer registo de Cook se ter queixado dessas nações. Porquê? Provavelmente porque não quer perder mercado nesses países. Mas cá nos Estados Unidos, onde estamos cada vez mais próximos de reconhecer a homossexualidade como um direito humano, Cook defende que se negue a liberdade religiosa àqueles cuja consciência os impede de fazer um bolo para um casamento homossexual, mesmo que isso implique a perda do seu sustento.

Ao Sr. Cook e aos seus amigos mega hipócritas não interessa minimamente que muitas destas lojas tenham sido escolhidas a dedo por activistas homossexuais para esmagar a liberdade religiosa dos seus donos e o seu negócio, sobretudo quando tivermos em conta que várias outras pastelarias estariam dispostas a fazer o serviço.[Estes e outros casos estão elencados aqui]

Mas poucos dos comentadores têm referido o facto de Cook e a sua empresa terem meganegócios com a China, um país que nega todos os direitos humanos básicos aos seus cidadãos. A vasta maioria dos iPhones, para dar só um exemplo, são fabricados na China, mesmo que algumas componentes venham de outros países. Escusado será dizer que o registo da China em matéria de direitos humanos continua a ser terrível, tantos anos depois de Richard Nixon nos ter dito que a abertura de relações comerciais com o país o obrigaria a abrir-se às liberdades civis.

Este mesmo argumento é usado por todo o género de executivos hoje, para justificarem a sua colaboração com a supressão dos direitos humanos na China, ao financiarem o seu Governo através das actividades de manufactura.

A liberdade religiosa continua a ser severamente restringida na China comunista. Há todo o género de actividades religiosas que podem acarretar penas de prisão na terra da produção do iPhone. Mas será que Tim Cook se deu ao trabalho de dizer uma palavra que seja contra essa perseguição? Claro que não.

Tim Cook
Mais, a China continua a ser um país em que nem o direito natural à vida é respeitado. Este Estado, a crescer economicamente graças a empresas como a Apple, continua a forçar mulheres a abortar caso fiquem grávidas segunda vez. O Governo da China é responsável por assassinar milhões de crianças todos os anos. Mas claro que homens como o Tim Cook não se preocupam com isso, uma vez que provavelmente também concordam com o aborto a pedido no nosso país. E depois, claro, o aborto forçado até dá jeito nas linhas de montagem, uma vez que assim as mulheres não precisam de tirar licenças para tratar de um segundo filho – convém tanto ao governo totalitário como às empresas amorais.

Mas concentremo-nos na questão da homossexualidade na China. De acordo com organizações de defesa dos direitos dos homossexuais, apesar de a homossexualidade não ser crime nem considerada doença, a vida para os gays é tudo menos fácil naquele país. Ainda há muitas leis que discriminam contra eles, segundo estas organizações. Não existe o conceito de casamento gay, as famílias homossexuais não são permitidas, nem sequer com uniões de facto. Os homossexuais não têm liberdade para promover o estilo de vida gay e a legislação laboral não proíbe a discriminação com base na orientação sexual.

Onde está, portanto, a revolta moral dos Tim Cooks do mundo empresarial, mesmo em relação às questões que pelos vistos lhes interessam tanto que estão dispostos a interferir no processo legal internamente, procurando assegurar novos direitos para uns, ao mesmo tempo que negam ou restringem direitos antigos, como a liberdade religiosa, para outros? Procurem uma única afirmação pública de qualquer das empresas de tecnologia da Califórnia – como o Google, Yahoo e Oracle – que defendem os direitos dos homossexuais e que dizem que se opõem à discriminação de todo o género, em favor da liberdade religiosa. Não são eles todos mega-hipócritas?

Estes empresários moralistas «liberais» são tão desprezíveis como os antigos barões «conservadores» que exploravam os trabalhadores para conseguir grandes lucros. A Apple faz o mesmo, mas no estrangeiro, onde paga cerca de um quarto do nosso salário mínimo a trabalhadores chineses que trabalham 60 a 75 horas por semana mas, ainda assim, em cidades como Shanghai, não conseguem dinheiro suficiente para viver senão nas residências colectivas das empresas. Os nossos empresários revoltados são agora os exploradores. A sua revolta é uma farsa, porque os seus mega-lucros são o seu deus.






Esta é a ONU dos «sábios»

Adriano Moreira e Freitas


Heduíno Gomes

No nosso post «Assembleia Geral vota a favor do 'casamento' entre invertidos e fufas» há ainda a acrescentar uma pequena nota.

Esta é a ONU dos nossos «sábios» Adriano Moreira e Freitas do Amaral, que pretendem colocar a ONU a governar o mundo.

Dois académicos parolos sem visão de Estado e sem perspectivas nem para a Civilização, nem para o Ocidente nem para Portugal.







Assembleia Geral da ONU vota a favor

do chamado «casamento» entre invertidos e fufas


Stefano Gennarini, resumido

Tradução: Julio Severo

Numa reunião do orçamento animada e surpreendentemente cheia na semana passada, os países membros da ONU aprovaram benefícios especiais para qualquer funcionário invertido ou fufa da ONU.

Uma proposta na Assembleia Geral quase reverteu a decisão unilateral do secretário-geral em Junho passado estendendo benefícios de casamento para qualquer funcionário invertido ou fufa da ONU, ainda que o seu país de origem não reconheça o «casamento entre invertidos e fufas».

O Secretário-Geral da ONU com o universalista,
relativista e multiculturalista Sampaio.

O que é surpreendente é que 80 países votaram a favor para permitir tais benefícios. Só 43 países votaram para revogar a decisão executiva, e 70 países cujas leis não estão em coerência com a acção executiva ou se abstiveram do voto (37), não apareceram ou não chegaram a dar um voto (33). Se todos esses países tivessem votado, é provável que a Assembleia Geral tivesse revogado o secretário-geral.

Uma mensagem do secretário-geral defendendo a sua decisão foi lida antes da votação, dizendo que era seu «privilégio e dever» tomar tais decisões. Os Estados Unidos, os países europeus e os países nórdicos tomaram a palavra para repercutir os comentários dele sobre a necessidade de promover a «igualdade.»

Fontes dizem que o resultado da votação não deveria ser visto como uma exibição mundial de apoio aos direitos LGBT, mas como prova da dominação completa dos países ricos que fazem doações no orçamento e nas questões administrativas da ONU. O resultado aumenta a percepção de que os países membros não têm a mesma agenda social dos países ricos que fazem doações e têm menos adesão no sistema.

Até mesmo entre os 80 países que votaram com o secretário-geral, pelo menos metade deles não tem condições de dar benefícios especiais para invertidos e fufas nas suas leis nacionais. O casamento entre um homem e uma mulher permanece como norma na maioria dos países e não mais do que 40 países no mundo inteiro dão benefícios a invertidos e fufas por meio de leis que sancionam o tão chamado «casamento» entre invertidos e fufas ou uniões civis. Até mesmo na Europa poucos países sancionam tais «casamentos» sem qualificação.

As abstenções e ausências são o produto de uma campanha de seis anos realizada pelos Estados Unidos e países europeus para fazer com que os países se abstenham durante as votações envolvendo direitos lésbicos, invertidos, bissexuais e transgêneros (LGBT) na ONU.

Esta não é a primeira vez que a Assembleia Geral dá a sua aprovação oficial a uma decisão do secretário-geral para garantir benefícios de casamento para funcionários invertidos e fufas da ONU.

A resolução de 2004 foi adoptada pela Assembleia Geral depois de uma acção executiva similar do secretário-geral, e limitava o alcance da sua decisão para estender benefícios de casamento para invertidos e fufas. Desta vez a votação foi necessária.

A votação foi um caso que estabeleceu um precedente para futuras acções conjuntas dos países europeus e do secretário-geral para avançar direitos LGBT por meio do sistema da ONU, apesar da falta completa de qualquer mandato em resoluções da ONU. Um precedente foi agora estabelecido para o secretário-geral abertamente desafiar o consenso da Assembleia Geral em questões LGBT.





terça-feira, 7 de abril de 2015


Da inconveniêcia das palmas

na Santa Missa


Dom Roberto Francisco Ferrería Paz
Bispo Auxiliar de Niterói

Em primeiro lugar porque não existe o gesto litúrgico de bater palmas.

Porque não se adequa à teologia da Missa, que, conforme a Carta Apostólica Domenica Caena de João Paulo II do 24/02/1980, exige respeito a sacralidade e sacrificialidade do mistério eucarístico: «0 mistério eucarístico disjunto da própria natureza sacrifical e sacramental deixa simplesmente de ser tal». Superando as visões secularistas que reduzem a eucaristia a uma ceia fraterna ou uma festa profana... Nossa Senhora e São João ao pé da cruz, no Calvário, certamente não estavam batendo palmas.

Porque bater palmas é um gesto que dispersa e distrai das finalidades da missa, gerando um clima emocional que faz passar a assembleia de povo sacerdotal orante a massa de adeptos, inviabilizando o recolhimento interior.


Porque o gesto de bater palmas esquece duas importantes observações do então Cardeal Joseph Ratzinger sobre os desvios da Liturgia : «A liturgia não é um show, um espectáculo que necessite de directores geniais e de actores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a actualidade e o seu efémero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a Liturgia deve ser feita por toda a comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espectacular, de entretenimento. Desse modo, porém, terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do facto que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se: o que nela se manifesta é o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação activa onde houvesse uma actividade externa verificável: discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão .... Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio».


Finalmente porque, sendo a Liturgia um Bem de todos, temos o direito de encontrar Deus nela, o direito a uma celebração harmoniosa, equilibrada e sóbria, que nos revele a beleza eterna do Deus Santo, superando tentativas de reduzi-Ia a banalidade e a mediocridade de eventos de auditório.






sábado, 4 de abril de 2015


De médico abortista a líder pró-vida



O Dr. Anthony Levatino foi um dos milhares de manifestantes que participaram na Marcha pela Vida, realizada este mês na capital norte-americana. A marcha é um evento anual que os defensores do direito à vida organizam na mesma data em que os Estados Unidos aprovaram a sua lei do aborto, há mais de quarenta anos. É um protesto e um convite à reflexão sobre a vida dos ainda não nascidos.

Quando olhava para trás, no meio da multidão e sob a luz brilhante do sol, o doutor Levatino sentia a solidariedade à sua volta. «Eles não julgavam ninguém», comenta ele, cuja vida sofreu uma guinada de 180 graus: ele já foi médico abortista; hoje, é ginecologista pró-vida.

Levatino diz-se em paz com a transformação que viveu. De pé sobre um palanque improvisado após a Marcha pela Vida, ele sentia-se à vontade com os seus colegas pró-vida, especialmente com aqueles que, antigamente, também defendiam o «direito de escolha», metáfora politicamente correcta usada nos Estados Unidos para expressar o suposto direito feminino de eliminar um ser humano na sua fase inicial de desenvolvimento.

Uma mulher dirigiu-se à multidão e falou do «tormento aprisionador» que viveu depois de submeter-se a três abortos. Levatino, solidário, disse-lhe: «Bom testemunho, Tammy». Outra mulher, que também tinha abortado, contou a sua história comovente e encerrou o depoimento rezando um pai-nosso. Levatino fechou os olhos e rezou com toda a multidão. Assim que outros oradores se dirigiam ao público, o médico estendia um cartaz em que declarava: «Eu arrependo-me de ter realizado abortos».

Levatino já tinha participado na Marcha pela Vida em edições anteriores, mas ainda não tinha subido ao palanque para falar à multidão. «Esta experiência é diferente para mim. É uma experiência de cura pessoal», declarou ele, minutos depois de descer do palanque. Lá em cima, ele tinha-se lembrado do seu passado e, talvez, tenha pensado no seu futuro. Trinta ou quarenta metros à frente dele havia manifestantes segurando um grande cartaz com a imagem do falecido médico Bernard Nathanson.

No final da década de 1960 até ao final dos anos de 1970, o Dr. Nathanson realizou ou supervisionou mais de 75 000 abortos. Ele próprio relatou que o seu pensamento e o seu coração mudaram depois de ver, via fetoscopia e ultrassom, as imagens de uma criança ainda não nascida. No final dos anos 70, Bernard Nathanson escreveu o best-seller «Aborting America», sobre a sua tardia transformação de pensamento e coração. No começo dos anos 80, ele narrou o documentário «The Silent Scream» [«O grito silencioso»], um filme anti-aborto de 28 minutos, controverso e seminal, lançado em 1985.

Embora menos dramática, a história de Levatino é semelhante à de Bernard Nathanson. Levatino calcula que, entre 1981 e 1985, fez cerca de 1 200 abortos. Mas a sua atitude perante a vida foi mudando. Ele e a esposa não conseguiram gerar nenhum filho biológico. Além disso, a sua filha adoptiva, Heather, morreu num acidente de carro em 1985. Hoje trabalhando como ginecologista no estado do Novo México, Levatino é um activo membro do movimento de defesa da vida. Ele participou num filme pró-vida lançado em 2011, «The Gift of Life» [«O dom da vida»], e faz parte do conselho médico de assessores dos Priests for Life [Sacerdotes pela Vida], cujos líderes o convidaram a falar das suas campanhas «Silent No More» [«Não ficaremos mais em silêncio»] e «Shockwaves» [«Inquietações»], na Marcha pela Vida deste ano.

Nathanson e Levatino não são os únicos médicos que pararam de fazer abortos. Em 2008, os assim chamados «provedores de aborto» nos Estados Unidos já eram cerca de 40% a menos do que em 1982, ano em que o número de médicos que realizavam tal procedimento tinha chegado ao pico. Os dados são do Instituto Guttmacher, organização de pesquisa que apoia o aborto (recordando que, no Estado da Califórnia, enfermeiros também podem realizar abortos).





quinta-feira, 2 de abril de 2015


Acidente da Germanwings:

impotência e humilhação colectiva


Pedro Afonso

De acordo com as informações disponíveis, a queda do Airbus 320 da Germanwings na região nos Alpes, em que morreram 150 pessoas, terá tido origem num acto deliberado do co-piloto Andreas Lubitz. O jornal alemão Bild avança a informação de que Andreas Lubitz terá recebido tratamento psiquiátrico há cerca de seis anos por apresentar sintomas de depressão profunda. Estas informações levantam a possibilidade de existir uma doença psiquiátrica grave por detrás deste acto aparentemente suicida.

Embora tenhamos de ter a devida reserva por não conhecermos os factos na sua totalidade, o acidente é suficientemente grave para merecer algumas reflexões. Em primeiro lugar, este acidente levanta a questão dos riscos das doenças psiquiátricas no mundo laboral. Um relatório recente, publicado este ano pela OCDE, revelou que cerca de 20% da população em idade activa sofre de uma doença mental a qualquer momento e uma em cada duas pessoas (50%) vai sofrer um período de má saúde mental durante a vida.

Quando um indivíduo sofre de depressão grave e continua a exercer a sua actividade profissional sem o acompanhamento adequado, esta situação pode ser particularmente perigosa e sensível em determinadas profissões, como é o caso dos pilotos de aviação, agentes de segurança, militares, etc. Um dos perigos reside no risco de suicídio. Cerca de dois terços das pessoas que cometem suicídio sofrem de depressão. Além disso, no caso de o indivíduo sofrer de depressão, o risco de cometer suicídio é cerca de 21 vezes superior à restante população.

Mas como é que se podem detectar estas situações em profissões de risco? Contrariamente ao que tem sido referido por alguma comunicação social, a depressão grave não é uma «doença psicológica» que pode ser facilmente detectada por testes. A depressão grave é uma doença orgânica que provoca muitas alterações fisiológicas, atingindo o cérebro e outros órgãos, e que afecta a capacidade de sentir, pensar e agir. O seu diagnóstico é clínico — já que não existe um exame específico —, não podendo ser efectuado por testes psicológicos. No entanto, estes testes podem ajudar a seleccionar os candidatos a pilotos, identificando alguns factores de risco para vir a sofrer de doenças mentais, nomeadamente associados à personalidade, mas não diagnosticam propriamente doenças psiquiátricas.

Por que será que um indivíduo se suicida e decide matar juntamente consigo uma série de pessoas inocentes? A resposta a esta pergunta é difícil, mas sabemos que existem doenças psiquiátricas graves, embora raras (por exemplo, a depressão psicótica), nas quais o indivíduo pode apresentar sintomas psicóticos, mais concretamente ideias delirantes de conteúdo niilista. Neste caso, a pessoa pode acreditar que tudo acabou, a esperança desaparece e não há futuro; portanto, está convicta de que não existe solução para o sofrimento que se tornou insuportável, julgando ainda que os outros se encontram na mesma situação. Assim, este acto homicida é visto pelo próprio como um acto de compaixão. É o chamado «homicídio oblativo ou piedoso», já que o indivíduo considera (erradamente) que ao matar os outros está a ter um gesto de misericórdia.

Que factores na área da aviação podem contribuir para o aumento das doenças psiquiátricas? Um dos aspectos que se encontram relacionados com este tema diz respeito ao stresse profissional. Esta situação pode dar origem a uma autêntica doença ocupacional (burnout) que ainda é muitas vezes ignorada pelos vários responsáveis. Com frequência surgem queixas, por parte dos pilotos e restante tripulação, de que a carga horária é excessiva e que nem sempre são respeitados os intervalos de descanso. Aparentemente, este fenómeno tem vindo a aumentar, já que a competição entre companhias de aviação é enorme, e a tentativa de reduzir ao máximo os custos tornou-se uma obsessão dos gestores. O incremento do stresse profissional pode aumentar o risco de aparecimento de doenças psiquiátricas e com isso colocar em causa a segurança.

Esta recente tragédia veio trazer para o debate público a questão da segurança na aviação. Para além disso, deveria também alertar para o aumento das doenças psiquiátricas no mundo do trabalho e para a importância que se deve dar à saúde mental, independentemente da profissão. Este é um assunto complexo para o qual não existem soluções fáceis. Seja como for, há que criar condições para prevenir e detectar estas situações o mais precocemente possível, evitando-se as consequências terríveis que um aparente suicídio como este acarreta, levando à morte 150 inocentes e gerando um sentimento de impotência e de humilhação colectiva.


NOTA DA REDACÇÃO

As estatísticas sobre as doenças mentais aqui apresentadas pecam por defeito dado que o gangue dos invertidos conseguiu que a sua doença fosse retirada da lista das doenças psiquiátricas. Não é doença, é opção do «género»...





terça-feira, 31 de março de 2015


O cardeal Koch adverte

que a Igreja não pode adaptar-se aos tempos

como os «Deutsche Christen» ao nazismo


El cardenal Kurt Koch, presidente del Pontificio Consejo para la Promoción de la Unidad de los Cristianos, ha advertido a los obispos alemanes que la Iglesia no puede adaptarse a los tiempos de la manera en que los Deutsche Christen, organización de cristianos luteranos alemanes, lo hicieron para apoyar el nazismo.


(LSN/InfoCatólica) En una entrevista con el periódico católico alemán Die Tagespost, el cardenal suizo refuta las propuestas del cardenal Reinhard Marx y del obispo Franz-Josef Bode, ambos delegados de la Iglesia en Alemania para el próximo sinodo de la familia, en el sentido de que la Iglesia debería de adaptarse a las situaciones de las vidas de los católicos hoy en día y liberalizar su actitud hacia los divorciados vueltos a casar.

El cardenal Koch se refirió especialmente a las palabras Mons. Bode, diciendo que las mismas deberían de recordarnos una situación histórica similar: lo ocurrido durante en Tercer Reich, cuando los Deutsche Christen (luteranos) ajustaron su fe a la visión del mundo del nacionalsocialismo, especialmente en la cuestión racial y nacionalista:

«Pensemos en los Deutsche Christen durante la época del nacionalsocialistmo cuando, junto a las Sagradas Escrituras, ellos elevaron la Raza y la Nación a la categoría de fuentes de la Revelación, algo contra lo que protestó la Declaración teológica de Barmen (1934), que rechazó la sumisión de las iglesias protestantes al estado. Tenemos que saber diferenciar muy cuidadosamente aquí y ahora, y analizar con sensibilidad los signos de los tiempos, para ver qué espíritu está detrás de dichos signos: ¿Cuáles son signos del evangelio y cuáles no?»

El cardenal suizo, ha insistido en que es peligroso tomar la manera en que los cristianos viven la fe como una fuente de revelación:

«Ver cómo y de qué manera la gente está viviendo su fe hoy es desde luego importante y provechoso, de cara a reconocer los retos y deberes pastorales de la Iglesia. Sin embargo, esas «realidades existenciales» no pueden ser una tercera fueten de revelación junto con las Sagradas Escrituras y el Magisterio»

Deutsche Christen


El Deutsche Christen fue un movimiento religioso iniciado por un grupo de clérigos y feligreses de las iglesias protestantes luteranas de Alemania en 1931, que propusieron y difundieron una fusión de elementos del cristianismo y del nazismo para plegarse a la ideología del Tercer Reich. Tenían como lema: «La esvástica en nuestros pechos, la cruz en nuestros corazones»

Ejemplos del pensamiento de dicho movimiento:

«Para un alemán, la Iglesia es la comunidad de los creyentes que están obligados a luchar por una Alemania cristiana… El Estado de Adolfo Hitler apela a al Iglesia: la Iglesia debe responder a la llamada». (Resolución de la primera Conferencia Nacional del Movimiento de la Fe (luteranos) 3/4/1933)

«Hitler, el redentor de la historia de los alemanes… la ventana a través de la cual la luz se proyecta sobre la historia del cristianismo». (Del manifiesto de los Deutsche Christen de Turingia)

«Hitler y los nazis son regalo de Dios». (Del discurso de aceptación del título de obispo del Reich, recibido por el pastor Ludwig Muller de manos del propio Führer. Durante la misma ceremonia, el pastor Leutheuser cantó: «Cristo ha venido a nosotros a través de Adolfo Hitler… Hoy sabemos que el Salvador ha llegado… Tenemos una sola tarea, ser alemán, no ser cristiano»)

«La Iglesia evangélica alemana se compromete a afirmar unánimente su lealtad incondicional al Tercer Reich y a su jefe. Condenamos en los términos más enérgicos la intriga o la crítica contra el Estado, el pueblo o el movimiento [nazi], formas destinadas a amenazar al Tercer Reich. Sobre todo deploramos las actividades de la prensa extranjera que intenta falsamente representar las discusiones en el seno de la Iglesia como un conflicto contra el Estado». (Comunicado de 12 pastores luteranos tras haber sido recibidos oficialmente por Hitler en enero de 1934)

Algunos de los pastores luteranos que se negaron a aceptar semejante ideología sincretista con el nazismo fueron perseguidos, encarcelados e incluso martirizados. Entre ellos destaca con luz propia el pastor Dietrich Bonhoëffer.






O cardeal Müller qualifica de anticatólicas

as declarações do cardeal Marx sobre o sínodo


La idea de que las conferencias episcopales pueden tomar decisiones doctrinales sobre el matrimonio y la familia al margen del Papa y un sínodo general es «absolutamente anti-católica». Así lo ha asegurado el Cardenal Müller, Prefecto de la Congregación para la Doctrina de la Fe en una entrevista exclusiva con la revista católica francesa Famille Chrétienne.


(Catholic Herald/InfoCatólica) El cardenal Gerhard Müller afirma: «Esta es una idea absolutamente anti-católica que no respeta la catolicidad de la Iglesia. Las conferencias episcopales tienen autoridad sobre ciertas cuestiones, pero no un magisterio paralelo al Magisterio, sin el Papa y sin comunión con los demás obispos».

El Prefecto de la Congregación para la Doctrina de la Fe ha replicado a las tesis del cardenal Marx, presidente de la Conferencia Episcopal Alemana, que en declaraciones a periodistas aseguró que «no somos una filial de Roma. Cada conferencia episcopal es responsable del cuidado pastoral en su cultura y debemos, como nuestra tarea más propia, anunciar el evangelio por nuestra cuenta». En cuanto a la pastoral, el cardenal Marx aseguró que «el Sínodo no puede prescribir en detalle lo que vamos a hacer en Alemania».

Ante ello, el Cardenal Müller, máxima autoridad doctrinal de la Iglesia Católica tras el Papa, ha recordado que «una conferencia episcopal no es un sínodo local, menos aún un concilio ecuménicoEl presidente de la conferencia episcopal no es más que un moderador técnico, y no tiene ninguna autoridad magisterial particular debido a este título».

Y añade que «las diócesis no son tampoco dependientes de la secretaría de las conferencias episcopales, ni de la diócesis cuyo obispo preside la Conferencia Episcopal».

El purpurado concluye: «Esa actitud amenaza de hecho con un despertar de una cierta polarización entre las Iglesias locales y de la Iglesia universal, algo fuera de lugar después de los concilios Vaticano I y Vaticano II. La Iglesia no es la suma de las iglesias nacionales, cuyos presidentes votarían para elegir a su jefe a nivel mundial».





segunda-feira, 30 de março de 2015


As telenovelas envenenam a saúde da família


Felipe Aquino

As telenovelas envenenam os valores que a família possui, atingindo até a mente dos cristãos

Uma vez, um amigo chamado Franz Victor, psicólogo já falecido, disse-me que «as telenovelas fazem uma pregação sistemática de antivalores». Embora isso tivesse sido há bastante tempo, eu nunca esqueci essa frase. O meu amigo disse-me uma grande verdade.

Enquanto a evangelização procura incutir nas pessoas uma vida de acordo com os valores do Evangelho, muitas telenovelas estragam os telespectadores, incutindo-lhes antivalores, anticristãos.


As telenovelas, na sua maioria, exploram as paixões humanas, muito bem espelhadas nos chamados pecados capitais – soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça –, e faz delas objecto dos seus enredos, estimulando o erro e o pecado, de maneira requintada.

Na maioria delas, vemos a exacerbação do sexo, explora-se descaradamente este ponto, desvirtuando o seu sentido e o seu uso. Em muitas cenas, podem ser vistos casais não casados vivendo a vida sexual, muitas vezes, de maneira explícita, acintosa e provocante. E isso no horário em que as crianças e os jovens estão na sala. Aquilo que um casal casado tem direito de viver na sua intimidade, é colocado a público de maneira despudorada, ferindo os bons costumes e os mandamentos de Deus.

Mas tudo isso é apresentado de uma maneira inteligente, com uma requintada técnica de imagens, som, música e um forte aparato de belas mulheres e rapazes que prendem a atenção dos telespectadores e os transforma em verdadeiros viciados. Em muitas famílias, já não se faz nada na hora da telenovela, nem mesmo se dá atenção aos que chegam, aos filhos ou aos pais.

Assim, os valores cristãos vão sendo derrubados um a um: a humildade, o desprendimento, a pureza, a continência, a mansidão, a bondade, o perdão, entre outros, vão sendo jogados por terra, mas de maneira insignificante; de forma que, aos poucos, lentamente, para não chocar, os valores morais vão sendo suprimidos. Faz-se apologia ao sexo a qualquer instante e sem compromisso familiar ou conjugal; aprova-se e estimula-se a prática homossexual como se fosse algo natural e legítimo, quando o Catecismo da Igreja Católica (CIC) chama a prática homossexual de «depravação grave» (CIC §2357).

O roteiro e o enredo dos dramas das telenovelas são cuidadosamente escolhidos de modo a enfocar os assuntos mais ligados às pessoas e às famílias, mas, infelizmente, a solução dos problemas é apresentada de maneira nada cristã. O adultério é, muitas vezes, incentivado de maneira sofisticada e disfarçada, buscando-se quase sempre «justificar» um triângulo amoroso ou uma traição.

O telespectador é quase sempre envolvido por uma trama em que um terceiro surge na vida de um homem ou de uma mulher casados, que já estão em conflito com os seus cônjuges. A cena é formada de modo que o telespectador seja levado a desejar que o adultério se consuma por causa da «maldade» do cônjuge traído.

Assim, a telenovela vai envolvendo e «fazendo a cabeça» dos cristãos. A consequência disso é que elas passaram a ser a grande formadora dos valores e da mentalidade da maioria das pessoas, de modo que os comportamentos antes considerados absurdos, agora já não o são, porque as telenovelas tornaram o pecado «agradável». O erro vai-se transformando em algo comum perdendo a sua conotação de pecado.

Por outro lado, percebe-se que a telenovela tira o povo da realidade da sua vida difícil, fazendo-o sonhar diante do televisor. Nele, ele é levado a realizar o sonho que na vida real jamais terá condições de realizar: grandes viagens aéreas para lugares paradisíacos, casas superluxuosas com todo o requinte de comidas, bebidas, carros, jóias, vestidos, luxo de toda a espécie; fazendas belíssimas onde mulheres e rapazes belíssimos têm disputas entre si.

E esses modelos de vida recheados de falsos valores são incutidos na cabeça das pessoas. A consequência trágica disso é que a imoralidade prevalece na sociedade; a família é destruída pelos divórcios, traições e adultérios; muitos filhos são abandonados pelos pais, carregando uma carência que pode desembocar na tristeza, na depressão, na bebida e até nas coisas piores. A banalização do sexo vai produzindo uma geração de mães e pais solteiros que mal assumem os filhos. É a destruição da família.

O melhor que se pode fazer é proibir os filhos de acompanhar essas telenovelas. Contudo, os pais precisam ser inteligentes e saber substituí-las por outras actividades atraentes. Não basta suprimir a telenovela, é preciso colocar algo melhor no seu lugar. Essa é uma missão urgente para os pais.


Balsemão e Pais do Amaral: os dois maiores marchands porno
em Portugal.

Poiares Maduro, o actual principal responsável
pela pornografia na RTP.

Sem falar de Passos Coelho, primeiro-ministro, e sem esquecer Cavaco, o mesmo que, enquanto primeiro-ministro, permitiu que a RTP emitisse a telenovela Tieta;

e o primeiro presidente da TVI, Roberto Carneiro, que, utilizando fundos da Igreja e dos católicos, permitiu programas porno a apologistas da homossexualidade (com Júlio Isidro).