domingo, 8 de março de 2015
Bispos da Bélgica alertam
sobre mais um crime da maçonaria:
Doentes mentais são o novo objectivo
da lei da eutanásia
Após a ampliação da eutanásia para crianças no ano passado na Bélgica, os bispos belgas elevaram a sua voz de alerta contra o próximo objectivo dos promotores da lei, as pessoas com problemas mentais.
Conforme assinala o jornal italiano Avvenire, na legislatura anterior, um senador estendeu a proposta de lei sobre a extensão da eutanásia para quem sofre de doenças neurodegenerativas.
Os bispos anunciaram que agora o maior temor é que a lei se dirija aos pacientes esquizofrénicos, onde o critério da «intolerância ao sofrimento» que até agora é usado para a sua aplicação, seria substituído pela «perda da capacidade cognitiva».
«Opomo-nos energicamente a esta tendência, uma perda de autonomia não pode ser uma perda de dignidade», destacaram os prelados em declarações aos jornais locais Standaard e La libre Belgique.
Em relação à Lei de 2002 sobre a eutanásia, os bispos asseguram que «é necessário levar em consideração que se fez realidade e os limites da lei estão sendo superados constantemente, são transgredidos».
«O número dos grupos de pacientes que pertencem aos casos admitidos pela lei não deixa de aumentar», lamentaram.
A eutanásia é uma «falsa compaixão» por quem sofre.
A compaixão evangélica é a que acompanha no momento da necessidade, quer dizer a do Bom Samaritano, que olha, compadece-se, aproxima-se e oferece ajuda concreta.
sexta-feira, 6 de março de 2015
O caso do desaparecimento
do prefácio de Bento XVI
Por Katholisches.info
Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com
Os defensores da doutrina católica sobre o matrimónio e a família actualmente estão enfrentando tempos difíceis. Os editores que publicaram livros em defesa do sacramento do matrimónio estão a ser pressionados.
Os livros em defesa do matrimónio e da moral católica que estavam a caminho do Sínodo no Vaticano desapareceram.
Ataques públicos contra os cardeais que se opõem à proposta de Kasper, aprovada pelo Papa Francisco, são desferidos para prejudicar-lhes a reputação.
Demissões e destituições estão a ocorrer.
Não se pode dizer facilmente em que proporção isso está acontecendo por obediência antecipada ou por ordem directa de instâncias superiores. Contudo, muitos indícios apontam para um firme centro de comando ao redor do Papa Francisco.
Há um objectivo em mente e é preciso alcançá-lo em Outubro de 2015.
Nos bastidores, a rica Igreja alemã aumentou a sua pressão sobre Roma. O Cardeal Reinhard Marx mandou o recado de que a Alemanha pode mudar a prática da Igreja por si caso Roma reverta o Sínodo novamente, como fez em Outubro de 2014. Será que Marx é uma sombra do Papa em Munique? Na Roma argentina, estão a querer pegar – se não fosse pelos incómodos «conservadores» – aqueles que não querem acompanhar o progresso.
Entre eles encontra-se o cardeal africano Robert Sarah. Recentemente, a editora francesa Fayard lançou um livro-entrevista com o cardeal Sarah. Nele encontramos a seguinte afirmação: «A ideia de deixar o Magistério numa bela caixa e assim separá-lo da prática pastoral, e, em seguida, dependendo das circunstâncias, desenvolvê-lo de acordo com as modas e paixões, é uma forma de heresia, de esquizofrenia patológica. Afirmo solenemente que a Igreja de África se oporá a qualquer forma de rebelião contra o Magistério de Cristo e da Igreja.»
Um livro com um enigma
Um livro que oferece um enigma. A editora anunciou-o com um «Prefácio do Papa Emérito Bento XVI», e o nome de Bento XVI foi publicado na capa do livro (veja a foto acima), mas desapareceu. O livro foi publicado sem o prefácio. «Muito possivelmente, Bento XVI escreveu um prefácio para o livro; caso contrário, a página de título não seria concebida com esse aviso, que poderia ser usado para fins publicitários», disse [o blog francês] Benoit et moi . O porquê da retirada do prefácio continua um mistério. «Que ideias politicamente correctas ganharam a última palavra na editora Fayard para considerar imprudente a publicação de um prefácio do Papa Emérito num novo livro?», indagou Benoit et moi, esperançoso de que o Cardeal Sarah divulgasse o prefácio escrito por Bento XVI.
As razões para a retirada do prefácio, obviamente, não devem recair sobre a editora francesa. Por enquanto, o que temos é a suspeita da pressão e intimidação contra aqueles que defendem a doutrina e a ordem católica, para que essa defesa seja denunciada como «ataques» contra Francisco.
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| Cardeal Sarah |
quinta-feira, 5 de março de 2015
Socci: Ratzinger é o verdadeiro alvo
dos novos inquisidores.
A autodemolição da Igreja lamentada
por Paulo VI recomeça.
Os novos inquisidores contra Ratzinger.
Recomeça a autodemolição da Igreja.
Antonio
Socci | Tradução: Fratres
in Unum.com
Houve grandes papas cujos pontificados foram praticamente minados pelos erros dos eclesiásticos que lhes eram próximos. Esse risco também existe para o Papa Francisco.
De facto, há episódios, decisões e «explosões bizarras» bastante desconcertantes por parte de alguns prelados. Penso no Cardeal Maradiaga e no Cardeal Braz de Aviz, que se sentem tão poderosos no Vaticano que usam o cacete tanto contra o prefeito do antigo Santo Ofício, Müller, bem como contra os Franciscanos da Imaculada.
Contra Bento XVI
Os alvos das suas «cacetadas» (dadas, obviamente, em nome da misericórdia) são aqueles que, de diversas maneiras, são identificados como paladinos da ortodoxia católica e que mantiveram relações com Bento XVI.
O verdadeiro alvo, de facto, parece ser justamente ele: o «culpado» de tantas coisas: desde a sua condenação histórica da Teologia da Libertação e defesa da sã doutrina até o Motu Proprio sobre a Liturgia.
O cardeal Oscar Maradiaga é arcebispo de Tegucigalpa, nas Honduras, diocese em decadência. Porém, o prelado, que circula pelos palcos dos meios de comunicação mundanos, recentemente deu que falar por causa da entrevista que concedeu a um jornal alemão, onde – além do lixo new age e banalidades terceiro-mundistas – atacou publicamente o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Gerhard Müller, a quem o Papa recentemente concedeu a púrpura cardinalícia. Igualmente escandaloso é constatar que Maradiaga é o chefe da comissão que deveria reformar a Cúria.
O que acontecera? Müller, escolhido para esse cargo por Bento XVI e confirmado por Francisco, há poucos meses reiterou que, mesmo procurando novos caminhos pastorais (já indicados por Bento XVI), o próximo Sínodo sobre a família não pode subverter a lei de Deus com «um falso apelo à misericórdia» no que diz respeito à família homem-mulher, estabelecida por Jesus no Evangelho e que sempre foi ensinado pela Igreja.
Exibicionismo de Maradiaga
Müller, que já havia sido atacado pessoalmente por Hans Küng, [agora] foi arrasado por Maradiaga com estas palavras: «ele é um alemão e também um professor alemão de teologia. Na sua mentalidade existe só o verdadeiro e o falso. Só isso. Porém, eu digo: meu irmão, o mundo não é assim, você deveria ser um pouco flexível.» Essas palavras escandalizaram muitos fieis. Acima de tudo porque a alusão ao «professor alemão de teologia», inevitavelmente, faz pensar que o alvo fosse Bento XVI, que chamou Müller para aquela função. E também porque um ataque público entre cardeais é algo completamente fora de propósito, como se Müller estivesse ali para sustentar a sua teologia pessoal e não o ensinamento constante da Igreja e de todos os papas.
No final das contas, segundo Maradiaga, seria equivocado avaliar a realidade em termos de verdadeiro ou falso, – ele esquece-se que Jesus Cristo, no Evangelho, deu este preciso mandamento: «Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno» (Mt 5,37).
Será que Maradiaga prefere «Tudo o que passa além disto» o anúncio da Verdade? Quanto aos temas relacionados à família, em que [actualmente] temos uma ofensiva ideológica semelhante à marxista dos anos setenta, diversos eclesiásticos estão prontos – justamente como naquele tempo – a desistir.
E eles também o fazem com os sofismas de Maradiaga, que afirmou que as palavras de Jesus sobre o matrimónio são vinculantes, «porém, elas podem ser interpretadas», uma vez que hoje em dia há muitas situações novas de coabitação e há necessidade de «respostas que não podem basear-se mais no autoritarismo e o moralismo».
Essa frase sozinha liquida todo o Magistério da Igreja: evidentemente, de acordo com Maradiaga, até mesmo Nosso Senhor era autoritário e moralista, uma vez que Ele se expressou com grande clareza.
Mas o que significa «mais cuidado pastoral do que doutrina»? Todo o grande pastor, de Santo Ambrósio a São Carlos Borromeu, de Dom Bosco a Padre Pio, foi um paladino da doutrina.
Maradiaga diz que a família precisa de «respostas adaptadas ao mundo de hoje». Essas são palavras vazias e alusivas, que alimentam dúvidas e confusões. E essa é a maneira típica que hoje em dia se está espalhando na Igreja para suscitar indagações sem dar respostas.
A esse respeito, Santo Tomás de Aquino expressou-se assim: «Bem, estes são falsos profetas ou falsos doutores, pois levantar uma dúvida e não a resolver é o mesmo que concedê-la» (Sermão Attendite a falsis prophetis).
Actualmente, existem na Igreja pessoas que preferem o famoso questionário relativo ao Sínodo (que foi enviado a todas as dioceses do mundo e que é apresentado por alguns como uma pesquisa) às palavras de Jesus relatadas no Evangelho, como se a Verdade revelada devesse ser substituída pelas mais diversas opiniões.
Autodemolição
Também isso nos faz voltar aos anos Setenta, quando Paulo VI alarmado denunciava:
«Assim, a verdade cristã está passando por choques e crises assustadoras. Eles não aceitarão o ensinamento do Magistério […] Há alguns que tentam facilitar a fé esvaziando-a – a fé integra e verdadeira – daquelas verdades que parecem ser inaceitáveis à mentalidade moderna. Eles seguem os seus próprios gostos, para escolher uma verdade que seja considerada aceitável… Outros estão em busca de uma nova fé, especialmente, uma nova crença sobre a Igreja. Eles estão tentando conformá-la às ideias da sociologia moderna e da história profana».
É como varrer os pontificados de Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI para voltar à tenebrosa década de 70, à autodemolição da Igreja (conforme definição de Paulo VI).
Não é uma renovação, mas o retorno ao passado mais desastroso.
A vergonha
Outro episódio de autodemolição da Igreja é a perseguição aos «Franciscanos da Imaculada», uma das famílias religiosas mais ortodoxas, mais vibrantes (cheias de vocações), mais ascéticas e missionárias. Porém, a sua zelosa fidelidade a Bento XVI (como já escrevi nesta coluna) começando com o seu Motu Proprio sobre a liturgia, não foi perdoada.
A inversão de papéis é chocante. De facto, no banco dos réus temos católicos obedientes e no papel de inquisidor temos o cardeal brasileiro João Braz de Aviz, que, numa longa entrevista, proferiu palavras nostálgicas de elogio à desastrosa Teologia da Libertação, borrifando-se para a condenação que lhe fizeram Ratzinger e João Paulo II.
Braz de Aviz confessou tranquilamente que, naquela época, ele estava pronto a abandonar o seminário por aquelas ideias sociais. Entretanto, fez carreira. Actualmente, é o chefe da Congregação para os religiosos, e ele no mínimo é um religioso.
O prelado, que proclama ser muito amigo da Comunidade de Santo Egidio, tem uma ideia estranha de diálogo. Para ele, isso é importante para todos, menos para os católicos mais fieis ao Magistério.
Quando era arcebispo de Brasília, participou tranquilamente e foi palestrante numa conferência do Fórum Espiritual Mundial com o ex-frei Leonardo Boff, líder da Teologia da Libertação, com Nestor Masotti, Presidente da Federação Espírita Brasileira, com Ricardo Lindemann, Presidente da Sociedade Teosófica no Brasil e com Hélio Pereira, Grão-Mestre da Grande Loja [local].
Assim que assumiu a chefia da Congregação para os Religiosos, imediatamente, ele iniciou o diálogo com as «animadas» Congregações de religiosas dos Estados Unidos [LCWR], que deram muita dor de cabeça a Bento XVI. Braz de Aviz fez uma espécie de crítica à Santa Sé: «recomeçamos a escutar… sem condenações preventivas».
Por outro lado, nunca chamou os Franciscanos da Imaculada – que nunca causaram quaisquer problemas – para ouvi-los. Eles estão sob condenação preventiva – e uma condenação muito pesada.
Estranho, não é? Há alguns dias o «Vatican Insider» publicou: «Na Itália há cada vez menos freis e freiras». Vocês acham que Braz de Aviz está preocupado com isso? De maneira nenhuma. Ele pensa em punir uma das poucas ordens cujas vocações estão aumentando.
Na primeira edição de «Jesus» [revista mensal da Sociedade de São Paulo e uma das publicações mais importantes em Itália] de 2014, um monumento foi erigido a Vito Mancuso [professor famoso pela sua visão «progressista» sobre bioética], notável por negar «uma dúzia de dogmas» (como escreveu La Civiltà Cattolica). Porém, estejam certos de que ninguém levantará alguma objecção às filhas de São Paulo a esse respeito.
Ao contrário, os «Franciscanos da Imaculada» sofrem repressão por terem defendido os dogmas da Igreja.
A autodemolição foi retomada com força.
[Fonte: «Libero», de 26 de Janeiro de 2014. Tradução a partir da versão inglesa de Rorate Caeli]
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Obama
O nosso Presidente-Teólogo
Pe. Mark A. Pilon
Diga-se o que se disser sobre os terroristas que estão a massacrar cristãos, muçulmanos e pessoas de outras religiões, parece-me extremamente arrogante que o presidente dos EUA se reserve ao direito de declarar quem é, ou não é, um verdadeiro muçulmano, ou quem é, ou não é, um verdadeiro líder muçulmano. No seu discurso no encontro na Casa Branca na semana passada, o presidente, declarou «ex-cathedra» que os líderes do Estado Islâmico não são líderes religiosos mas simplesmente terroristas que interpretaram falsamente a religião muçulmana: «Não são líderes religiosos», afirmou, dizendo ainda: «estamos em guerra contra pessoas que perverteram o Islão».
Essa afirmação poderá ser verdade, ou não, mas depende sobretudo de como se interpreta os textos sagrados do Islão. Por exemplo, que peso atribuímos aos escritos iniciais, por oposição aos mais tardios? Por isso, que um não muçulmano, que certamente não é um especialista em religiões e que não é capaz de ler os livros sagrados nas suas línguas originais (algo muito importante para os estudiosos do Islão) se coloque na posição de juiz de quem é, ou não é, um verdadeiro muçulmano, revela extrema arrogância e ignorância. Como se interpreta estes textos antigos de forma precisa – com base no qual se determina quem é ou não um muçulmano fiel –, é algo que, no fim de contas, só pode ser resolvido no seio desta antiga religião.
Se eu fosse muçulmano, de que confissão fosse, (sabendo que existem várias seitas, dependendo da forma como se lê os textos sagrados, por exemplo), ficaria muito ofendido se um infiel decidisse determinar se eu, ou qualquer outro muçulmano, era um verdadeiro crente ou um verdadeiro líder religioso. A verdade é que não existe uma autoridade suprema no Islão que tenha o direito de determinar quem é um imã válido ou um verdadeiro líder religioso. Como é que um infiel se arroga ao direito de o fazer? Se isso não constitui uma ameaça ao Islão vinda do mundo infiel, então é o quê?
O que se está a passar na mente do presidente ou nas mentes dos seus conselheiros é muito perturbador. Estas declarações não se explicam pela sua tendência de improvisar, são demasiado consistentes e repetidas. A sua defesa persistente do Islão, quando confrontado por actos terroristas de homens que se identificam como muçulmanos fiéis é bastante bizarra e está em desacordo com a sua obsessão com coisas como a «identidade de género». Neste campo, a sua administração acredita claramente que se deve dar total crédito ao que as pessoas dizem ser o seu género, mesmo quando esta identificação choca com a sua constituição biológica.
No passado mês de Dezembro, por exemplo, o Departamento da Educação publicou um memorando que afirma que o artigo IX das Emendas da Educação de 1972 é para ser interpretado como abrangendo a identificação de género dos estudantes e obrigando todos os outros aspectos de planeamento e implementação da educação a corresponder a essa auto-identificação.
Por isso, mesmo as crianças mais novas que se possam identificar biologicamente como sendo de um sexo devem ser respeitados se escolherem declarar que pertencem ao sexo oposto, independentemente dos factos biológicos. Mas os adultos que se identificam como muçulmanos ou como líderes muçulmanos não devem ser respeitados ou receber qualquer crédito se não preencherem os critérios do presidente e dos seus conselheiros em assuntos de religião. Há algo tão bizarro sobre tudo isto que me parece estarmos perante um problema muito mais profundo.
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| Obama a receber inspiração
divina para melhor cumprir o seu papel de supremo teólogo |
Um dos propósitos do Ministério é desenvolver e promover a Novalíngua, que é descrita como:
«Uma vontade leal de dizer que o preto é branco quando tal for exigido pela disciplina partidária. Mas significa também a capacidade de ACREDITAR que preto é branco e, mais, de SABER que preto é branco e esquecer-se de que alguma vez se acreditou no contrário. Isto exige uma modificação contínua do passado, tornada possível pelo sistema de pensamento que na verdade abarca tudo o resto e que é conhecida, em Novalíngua, como DUPLIPENSAR.»
A história e o passado têm de ser totalmente alterados para acomodar a grande mentira, por exemplo, e os seus efeitos, precisamente da mesma maneira que os nossos líderes políticos falam tão levianamente das Cruzadas e da Inquisição sem verdadeiramente compreender uma coisa ou outra.
Se repetirmos a mentira vezes suficientes as pessoas começarão a acreditar nela. Os totalitários do século passado compreendiam bem isso. A descrição de Orwell mantém-se válida:
Dizer mentiras de forma deliberada, enquanto se acredita genuinamente nelas, esquecer qualquer facto que se tenha tornado inconveniente, e depois, quando se torna necessário novamente, trazê-lo de volta do esquecimento pelo tempo estritamente suficiente, negar a existência de uma realidade objectiva e, todavia, tomar em conta a realidade que negamos – tudo isto é indispensavelmente necessário.
Tudo isto está a acontecer no mundo da política Novalíngua de hoje, apesar de termos acesso a mais informação do que em qualquer outra época. Podemos fazer juízos absurdos sobre a identificação religiosa de alguém, porque a verdade é tudo aquilo que serve a agenda política. Verdade histórica objectiva? Esquece isso! O que é a verdade?
Essa pergunta cínica foi colocada por outra figura política, e conduziu à morte da encarnação da Verdade. Hoje está a conduzir ao caos social.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Delegação de invertidos
em audiência pontifícia!
Uma delegação da New Ways Ministry, uma associação de invertidos que pretende fazer aceitar a homossexualidade pela Igreja Católica, foi recebida em audiência pontifícia no dia 18 de Fevereiro.
A «Irmã» Jeannine Gramick é co-fundadora da organização, em ruptura com a doutrina cristã. Esta sujeita chegou a comparar as relações homossexuais com a Sagrada Família, o que foi denunciado na ONU por Patrick Buckley, representante da Sociedade para a Protecção das Crianças Nascituras.
A «Irmã» Jeannine Gramick diz que esta audiência pontifical «é um sinal de evolução», em contraste com os pedidos feitos a João Paulo II e Bento XVI, nunca aceites.
Contudo, camuflando a situação, o Vaticano não menciona explicitamente o carácter homossexual do New Ways Ministry, dizendo apenas que se tratava de «um grupo de laicos católicos acompanhados de uma irmã».
Texto original: http://www.medias-presse.info/
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Posso ser Cristão e ir à Bruxa,
praticar Reiki, etc? – New Age
Conferência de Pedro Gil, 26 de Fev., 21:15
Centro Cultural do Dafundo, Rua da
Mata de São Mateus n.º 32
Pecados com estatuto especial?
Fray Nelson
Al parecer cada época tiene sus vicios favoritos así como sus virtudes emblemáticas. En los distintos tiempos y lugares hay cosas que se puede saber que están mal pero que son toleradas socialmente con tanta frecuencia que su malignidad prácticamente desaparece del lenguaje cotidiano. A lo sumo sirve de motivo para algún chiste, caricatura o anécdota. Por ejemplo: se sabe que el alcoholismo es una plaga pero no faltan los chistes de borrachos – todo un género literario – con lo cual la gravedad del exceso al beber queda sepultada entre sonrisas y carcajadas.
Es un buen ejercicio preguntarse qué vicios o pecados van adquiriendo carta de ciudadanía en cada época. A través de un proceso que empieza de modo muy gradual pero que luego invariablemente se acelera, ciertos comportamientos se van rodeando de una aureola de respetabilidad hasta el punto de ganar un «estatuto especial»: ya no se puede criticarlos sin más. A menudo, este proceso queda sancionado como admisible por razones de tipo político, a saber, porque gente en el gobierno, o gente con gran influencia económica practica con descaro tales costumbres.
Durante siglos, por dar un caso, la infidelidad matrimonial fue un hecho consentido en las cortes europeas así como en otros centros de poder. Catalina la Grande, de Rusia, tuvo en su larga vida una serie de «favoritos» que claramente cumplían el papel de amantes. Pero era imposible mencionar el asunto si no se usaba la palabra técnica: «Fulano de Tal es el favorito de la emperatriz…» Y era impensable que se considerara reprobable que su majestad tuviera sus «favoritos.»
En distintos tiempos las costumbres sexuales desviadas han ganado, así sea por breve tiempo, ese «estatuto especial.» Los médicos victorianos trataban las histerias de la época básicamente estimulando sexualmente a sus pacientes, que de ese modo descargaban las represiones de su estricta vida social. Imaginemos la escena: un elegante y muy respetable caballero inglés, ve que su esposa toma el carruaje para ir a su «tratamiento» médico. Unas dos horas después regresa, sexualmente saturada de sensaciones y físicamente extenuada, pero mucho más tranquila en su ánimo. Y la vida sigue y todos tan contentos.
El consumo de sustancias psicotrópicas ha tenido sus periodos de gran respetabilidad sobre todo en lo que tiene que ver con el largo reinado del opio. En China hubo una amplia cultura del opio, en su momento, de modo que un amigo podía llegar a casa de otro amigo sólo para ser detenido en la puerta por alguna empleada del servicio: «El señor Huang está en su sesión de opio y no podrá recibirlo por esta tarde…» El inoportuno visitante se disculpa mil veces y regresa a su propia casa, probablemente a drogarse él mismo. Y la vida sigue sin tropiezo ni fricción.
Indudablemente la poligamia entra en el análisis que venimos haciendo. Uno ve que es humillante para una mujer ver que su esposo está conquistando a otra mujer. El único significado que tiene esa conquista es que no está satisfecho con lo que tiene y llegar a esa conclusión no es agradable para ninguna mujer. Pero los hechos se imponen, el harén crece, y al final los polígamos se sientan a cenar y beber ante la mirada impotente o ya indiferente de sus muchas féminas. Si en ese ambiente alguien pretendiera hablar contra la poligamia seria visto como un extranjero anárquico o como un tonto potencialmente peligroso. Así que, por último, la gente no se hace problema y la vida sigue su curso con una nueva definición de lo que es «normal.»
Hay un patrón común que es bien claro en estos ejemplos, y muchos otros: (1) Una imposición por vía de los hechos; (2) Intervención de apoyo por parte de personas representativas o líderes («celebridades,» se dice hoy); (3) Postura sesgada a favor por parte de los medios de comunicación social; (4) Razonamiento de justificación por parte de las autoridades jurídicas, religiosas o académicas, es decir, los líderes morales; (5) Práctica masiva y consolidación de una nueva «normalidad;» (6) Implantación de la costumbre establecida en la mente y corazón de los niños; (7) Demonización de los opositores y subsiguiente persecución.
No es difícil darse cuenta que, en cuanto a varios y muy graves puntos de la vida moral, nuestra sociedad occidental va siguiendo escrupulosamente estos siete pasos. En la mayor parte de nuestros países los pasos del (1) al (3) ya se han cumplido. El punto (4) tiene un freno, o debería tenerlo, en la predicación y la enseñanza de la Iglesia. Lamentablemente vemos a teólogos y pastores nuestros divagando, dando tumbos, o francamente entregando las armas. Cuando hace poco leí en Aleteia que un sacerdote – contra el que nada tengo como persona, debería sobrar que lo aclare – da consejos de extrema ambigüedad sobre qué deben hacer los padres cuando el hijo o hija llegan con su pareja homosexual a la casa, me dije: Aleteia ha entrado en fase (4). No sería el único caso, tristemente. Ya tenemos cardenales en fase (4), como Walter Kasper, para quien Lutero es parte de la gran tradición de la Iglesia.
Por supuesto, y como ya lo dijo Cristo, los hijos de las tinieblas son más astutos (Lucas 16, 8), de modo que no se quedan tranquilos en su fase (4) sino que ya han enviado sondas para ver cuánto cuela una «educación» sexual esencialmente perversora que sirva de punta de lanza a una fase (6) en toda regla. Para la muestra una noticia de hace casi cinco años en Canadá (enlace en inglés). Los intentos de fase (7) no faltan tampoco. Siempre se empieza por el blanco fácil, que es la Iglesia, a la que de inmediato se presenta como enemiga del progreso propio de las sociedades modernas, democráticas y pluralistas. Ejemplo de este planteamiento contra lo católico aquí.
Lo que a mí me sorprende de todo esto no es la serie de pasos o fases, que es cosa que ha sucedido en todos los tiempos, como ya se dijo; lo que me asombra es la ingenuidad, real o fingida, de los católicos que piensan que estos asuntos se van a resolver como por sí mismos; me asombra además y me duele ver tan pocos hermanos en el sacerdocio o en el quehacer teológico que se arriesguen a perder algo de su prestigio o de sus amistades por tomar una posición clara; y digo: clara, no agresora ni humillante para nadie.
La idea de que el pecado, cualquier pecado, pueda tener un estatuto especial que lo hace intocable es completamente ajena al Nuevo Testamento. A Pablo no le pareció intocable la comunidad de Corinto, donde alguno convivía maritalmente con su madrastra; a Juan el Bautista no le pareció intocable Herodes, que convivía maritalmente con su cuñada; a Juan Evangelista no le pareció intocable el sumo sacerdote Caifás, cuya corrupción deja muy clara. No: el pecado no tiene derechos y quien se acobarde frente a alguno de los siete pasos, que medite hacia dónde van sus propios pasos porque existe el camino empinado pero también el camino ancho, que lleva a la perdición.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
O papa Bergoglio corrige
o Padre Pio de Pietrelcina…
O Padre Pio de Pietrelcina considerou que o tamanho ideal para uma família era de oito filhos. Mas o papa Bergoglio, do alto da sua sabedoria e sapiência, vem dizer que uma família com oito filhos é uma irresponsabilidade e reprodução de leporídeos.
(De O. Braga em Perpectivas)
Legalização das drogas leves:
uma irresponsabilidade política
Pedro Afonso, Psiquiatra
A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, defendeu recentemente, numa entrevista à TSF, a legalização da venda de drogas leves em Portugal e a sua venda nas farmácias. De acordo com a sua argumentação, os ganhos para os cidadãos seriam alcançados graças à diminuição de outros crimes.
Infelizmente, a sra. ministra parece desconhecer que as designadas «drogas leves» não são, na realidade, assim tão leves, já que podem provocar danos gravíssimos a quem as consome. Tomemos como exemplo o cannabis. Esta droga muito popularizada e consumida na nossa sociedade, inclusivamente por jovens, pode contribuir para o aparecimento de várias doenças psiquiátricas.
O consumo de cannabis (excluindo, obviamente, a utilização restrita dos seus derivados para alguns fins terapêuticos) aumenta o risco do aparecimento de psicoses, que impedem uma pessoa de pensar adequadamente e interferem negativamente, entre outros factores, com o rendimento cognitivo (a memória, concentração, etc.), prejudicando gravemente o funcionamento profissional e escolar.
Já há muitos anos que existem inúmeros estudos científicos que associam o consumo de cannabis à esquizofrenia. Por exemplo, em 2011, o psiquiatra holandês Jim Van Os publicou um estudo longitudinal com a duração de dez anos, tendo comprovado que o consumo regular desta droga aumenta o risco de desenvolvimento de sintomas psicóticos. Além disso, o consumo de cannabis tem sido associado a um aumento do risco de: comportamentos antissociais, ideação suicida, dificuldades no relacionamento interpessoal, consumo de outras drogas ilícitas, designadamente drogas injectáveis, etc..
Por inúmeras razões, intoxicou-se a sociedade com a ideia falsa de que as «drogas leves» não causam danos à saúde. Existe ainda uma ideologia que defende a liberalização das drogas, vendo o consumo das mesmas como um exercício de liberdade individual; o direito de qualquer um de nós fazer o que quer relativamente à sua saúde e à sua própria vida, designadamente, destruindo-a. Acontece que ninguém sofre sozinho neste processo de autodestruição, já que há pais, filhos, irmãos, amigos, etc., que também sofrem com a escolha deste caminho. Um homem não pode usar a sua liberdade para abdicar dela e se converter num escravo de uma droga que o vai destruindo. Seria, portanto, um sinal errado se o Estado promovesse a legalização e a venda nas farmácias de drogas que «matam devagarinho».
Devemos desconfiar sempre de um Estado que, com o falso argumento da liberdade individual, deixe de ser regulador, criando na lei alguns limites, devidamente justificados, aos comportamentos individuais; devemos desconfiar de um Estado que, sob o disfarce de um paternalismo permissivo, rejeita a ciência, nega irresponsavelmente a realidade de um mal e evoca critérios errados para justificar políticas que facilitam a autodestruição do ser humano.
Na verdade, se a sra. ministra deseja realmente introduzir medidas que tragam benefícios para os cidadãos, então deve promover campanhas de esclarecimento, informando com rigor científico que as «drogas leves» afinal são «pesadas». Esta medida seria muito bem vista pelos pais, professores e por muitos daqueles profissionais de saúde que lutam diariamente há décadas neste país para retirar milhares de pessoas da escravidão das drogas.
A droga não se vence passando o tráfico das ruas para a venda legal nas farmácias. Esta medida seria um sinal de fraqueza e um gesto de falsa compaixão. A verdadeira compaixão assenta em salvar pessoas, ajudando-as a recuperar o impulso natural do homem, que o leva a agarrar-se à vida, sem drogas.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
As originalidades do cardeal Kasper,
um dos que agora mandam no Vaticano
Para não pecar gravemente, seria essencial
permanecer em pecado mortal...
Nuno Serras Pereira, 15. 02. 2015
Não saberei dizer se os meus amigos já tinham chegado à conclusão que enuncio no título deste texto. Eu em virtude da minha obtusidade e retardamento mental, confesso que nunca tinha visto ou entendido essa excelsa verdade a que hoje se chegou. Mas o mais extraordinário é que a Igreja esteve errada ou andou a enganar-nos durante dois mil anos. Afinal é preciso pecar para se livrar do pecado. Aqueles chamamentos ao arrependimento e à conversão que encontramos na boca de Jesus, não passam de puras alucinações.
Se alguém cuida que deliro ou exagero autorize-me a recomendar aquela sumidade em teologia que pregou sublimemente aos Cardeais aquando de um consistório. Trata-se do Cardeal Walter Kasper, um colosso de sabedoria, que finalmente arrasou os maiores, ou melhor, todos os Doutores da Igreja, toda a multidão de Santos, todos os Concílios, todos os Catecismos, enfim, todo o Magistério. E que se manifesta, subtilmente, como a autêntica encarnação do verdadeiro Deus, uma vez que se apresenta imensamente mais misericordioso do que o próprio Jesus Cristo.
Senão vejamos. Em um dos textos no blogue do Sacerdote José María Iraburu encontramos a seguinte citação de uma obra de W. Kasper:
«Muchas personas abandonadas por su pareja dependen para el bien de sus hijos de una nueva relación y de un matrimonio civil, que no pueden volver a disolver sin imputarse una culpa. Muchas veces, después de haber tenido anteriormente experiencias amargas, experimentan en estas uniones la felicidad, un regalo del cielo» (ponencia publicada en Verlag Herder, 10-III-2014, Evangelium von der Familie, pg. 55)…
Creio que não valerá a pena abordar a segunda frase desta citação porque analisando a primeira, logo ajuizaremos do absurdo da que se lhe segue.
Muitas pessoas, escreve Kasper, que foram abandonadas pelo seu parceiro/a dependem, para o bem de seus filhos, de uma nova relação e de um matrimónio civil, que (o qual) não podem dissolver sem que lhes seja imputada uma culpa (entende-se, pelo contexto e por outros escritos do autor, que se trata de uma grave injustiça e, portanto de um pecado mortal). É também claro que o abandono de que fala se refere a pessoas baptizadas, casadas validamente pela Igreja, que se divorciaram pelo civil e se «casaram» civilmente (os impropriamente chamados «divorciados recasados»).
Desta sentença podemos concluir várias coisas:
a) Uma pessoa que foi abandonada pelo cônjuge não tem que lhe permanecer fiel, como prometeu diante de Deus nos votos solenes que fez na celebração do Sacramento do Matrimónio. Por outras palavras, a traição ou o pecado do outro/a justificam (tornam justo, moralmente lícito) o meu pecado (Se ele peca, isso conceder-me-ia, de imediato, o direito de pecar).
b) Não é somente criado um direito imediato, mas também um dever rigoroso de encontrar um outro parceiro/a para o bem dos filhos, que já tinha do verdadeiro matrimónio. Temos portanto que o estado objectivo de adultério, isto é, de pecado mortal, transforma-se milagrosamente num acto de subida virtude.
c) O sacramento do matrimónio, embora nominalmente se considere insolúvel, na prática é dado como destruído. E um dos sinais disso mesmo é que o casamento civil passa a ser considerado, esse sim, indissolúvel: « ... não podem voltar a dissolver sem que lhes seja imputada uma culpa.». Essa nova culpa, ou pecado, sucede ou porque o parceiro/a se recusa a viver com o outro/a como irmão/irmã ou/e porque foram gerados novos filhos dessa segunda relação. Daqui se conclui necessariamente que continuar em estado de pecado grave (e sendo ocasião dele, para o parceiro/a) é bom e salutar para, o impropriamente chamado/a novo/a marido ou marida (sim, este termo existe em português). É preciso pois, segundo este raciocínio, permanecer em estado objectivo de pecado mortal para não pecar mortalmente. Ignora-se, ainda, por completo, com uma indiferença gélida, o mau exemplo que se dá aos filhos, sendo ocasião de grave escândalo, isto é de ocasião de queda no pecado, para os mesmos. Como se o primeiro dever de justiça e de amor não fosse o de viver na Graça de Deus, testemunhando uma vida de santidade.
d) É surpreendente verificar que este tipo de raciocínio nunca é aplicado aos casos em que se verifica e declara que, de facto, por motivos vários, que constam do Direito Canónico, não houve Sacramento do matrimónio e que portanto o casamento foi nulo. Pois se assim fora, os pais, isto é, o pai e a mãe, que procriaram filhos, apesar de não ter havido casamento, não se poderiam separar mas tinham o dever de se casar pelo civil, continuando a viver como marido e mulher, para incorrerem na culpa de injustiçar gravemente os seus filhos. Por que será que ninguém faz esta proposta misericordiosa?
domingo, 15 de fevereiro de 2015
A bênção de Balsemão a Manuel Clemente
e as incoerências do padre Portocarrero
Pedro Paces
A propósito da elevação de Manuel Clemente a cardeal, chovem declarações e artigos, quer de padres, quer de leigos, apontando as virtudes do bispo de Lisboa.
Algumas dessas declarações e artigos revelam superficialidade dos seus autores, autênticas baratas tontas sempre disponíveis para dizer yes a tudo o que vem da hierarquia, esteja esta a cumprir a sua missão ou corrompida.
Outras declarações e artigos revelam o ir no espírito do mundo, da facilidade, de estar bem com Deus e com o diabo, de evitar confrontos com o mal, afinal do politicamente correcto. Se Sua Excelência Reverendíssima diz, vamos aplaudir e até encontrar nas suas palavras uma sapiência rara...
Outras declarações e artigos revelam evidente opo
Por fim, outras declarações e artigos revelam conluio com o «projecto Clemente», o que é bem mais grave, estando os seus autores dentro ou fora da Igreja.
O padre Portocarrero foi dos que escreveu sobre a elevação de Manuel Clemente a cardeal, hoje mesmo, no seu novo palco mediático, o Observador.
E aí, onde qualquer católico fiel e informado veria uma razão de desconfiança, o padre Portocarrero vê mérito. Diz ele que, «entre outras muitas distinções, ganhou o prémio Pessoa – que atestam a excepcional valia eclesial e intelectual do agora novo cardeal.»
Ficamos então a saber que o critério de avaliação para o reconhecimento dessa excepcional valia de Manuel Clemente se encontra na mão do Balsemão do Big Show SIC com as suas famosas coelhinhas (não confundir com as mães-coragem a que se refere Bergoglio).
E assim, pela pena de Portocarrero, Balsemão é elevado a conselheiro pontifício e, por via deste atestador, Manuel Clemente a cardeal.
O padre Portocarrero pertenceria, pensávamos nós, ao conjunto de padres mais respeitadores dos princípios da doutrina cristã. Afinal, por esta e por outras, estamos a ver que se comporta como o mundano investido em padre. Mais um.
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http://maislusitania.blogspot.
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