sábado, 28 de fevereiro de 2015


Obama

O nosso Presidente-Teólogo


Pe. Mark A. Pilon

Diga-se o que se disser sobre os terroristas que estão a massacrar cristãos, muçulmanos e pessoas de outras religiões, parece-me extremamente arrogante que o presidente dos EUA se reserve ao direito de declarar quem é, ou não é, um verdadeiro muçulmano, ou quem é, ou não é, um verdadeiro líder muçulmano. No seu discurso no encontro na Casa Branca na semana passada, o presidente, declarou «ex-cathedra» que os líderes do Estado Islâmico não são líderes religiosos mas simplesmente terroristas que interpretaram falsamente a religião muçulmana: «Não são líderes religiosos», afirmou, dizendo ainda: «estamos em guerra contra pessoas que perverteram o Islão».

Essa afirmação poderá ser verdade, ou não, mas depende sobretudo de como se interpreta os textos sagrados do Islão. Por exemplo, que peso atribuímos aos escritos iniciais, por oposição aos mais tardios? Por isso, que um não muçulmano, que certamente não é um especialista em religiões e que não é capaz de ler os livros sagrados nas suas línguas originais (algo muito importante para os estudiosos do Islão) se coloque na posição de juiz de quem é, ou não é, um verdadeiro muçulmano, revela extrema arrogância e ignorância. Como se interpreta estes textos antigos de forma precisa – com base no qual se determina quem é ou não um muçulmano fiel –, é algo que, no fim de contas, só pode ser resolvido no seio desta antiga religião.

Se eu fosse muçulmano, de que confissão fosse, (sabendo que existem várias seitas, dependendo da forma como se lê os textos sagrados, por exemplo), ficaria muito ofendido se um infiel decidisse determinar se eu, ou qualquer outro muçulmano, era um verdadeiro crente ou um verdadeiro líder religioso. A verdade é que não existe uma autoridade suprema no Islão que tenha o direito de determinar quem é um imã válido ou um verdadeiro líder religioso. Como é que um infiel se arroga ao direito de o fazer? Se isso não constitui uma ameaça ao Islão vinda do mundo infiel, então é o quê?

O que se está a passar na mente do presidente ou nas mentes dos seus conselheiros é muito perturbador. Estas declarações não se explicam pela sua tendência de improvisar, são demasiado consistentes e repetidas. A sua defesa persistente do Islão, quando confrontado por actos terroristas de homens que se identificam como muçulmanos fiéis é bastante bizarra e está em desacordo com a sua obsessão com coisas como a «identidade de género». Neste campo, a sua administração acredita claramente que se deve dar total crédito ao que as pessoas dizem ser o seu género, mesmo quando esta identificação choca com a sua constituição biológica.

No passado mês de Dezembro, por exemplo, o Departamento da Educação publicou um memorando que afirma que o artigo IX das Emendas da Educação de 1972 é para ser interpretado como abrangendo a identificação de género dos estudantes e obrigando todos os outros aspectos de planeamento e implementação da educação a corresponder a essa auto-identificação.

Por isso, mesmo as crianças mais novas que se possam identificar biologicamente como sendo de um sexo devem ser respeitados se escolherem declarar que pertencem ao sexo oposto, independentemente dos factos biológicos. Mas os adultos que se identificam como muçulmanos ou como líderes muçulmanos não devem ser respeitados ou receber qualquer crédito se não preencherem os critérios do presidente e dos seus conselheiros em assuntos de religião. Há algo tão bizarro sobre tudo isto que me parece estarmos perante um problema muito mais profundo.


Obama a receber inspiração divina
para 
melhor cumprir o seu papel de supremo teólogo
Parece que chegámos ao mundo representado nos livros de Huxley e Orwell sobre líderes totalitários que abandonaram a verdade em troca do poder da propaganda, novalíngua, manipulação e duplipensar. As palavras já não têm qualquer ligação directa com a realidade. São puros instrumentos de manipulação política. Ambos os autores compreenderam bem o poder que a linguagem tem para manipular, mas foi Orwell quem explicou melhor a metodologia usada pelo ironicamente denominado Ministério da Verdade.

Um dos propósitos do Ministério é desenvolver e promover a Novalíngua, que é descrita como:

«Uma vontade leal de dizer que o preto é branco quando tal for exigido pela disciplina partidária. Mas significa também a capacidade de ACREDITAR que preto é branco e, mais, de SABER que preto é branco e esquecer-se de que alguma vez se acreditou no contrário. Isto exige uma modificação contínua do passado, tornada possível pelo sistema de pensamento que na verdade abarca tudo o resto e que é conhecida, em Novalíngua, como DUPLIPENSAR.»

A história e o passado têm de ser totalmente alterados para acomodar a grande mentira, por exemplo, e os seus efeitos, precisamente da mesma maneira que os nossos líderes políticos falam tão levianamente das Cruzadas e da Inquisição sem verdadeiramente compreender uma coisa ou outra.

Se repetirmos a mentira vezes suficientes as pessoas começarão a acreditar nela. Os totalitários do século passado compreendiam bem isso. A descrição de Orwell mantém-se válida:

Dizer mentiras de forma deliberada, enquanto se acredita genuinamente nelas, esquecer qualquer facto que se tenha tornado inconveniente, e depois, quando se torna necessário novamente, trazê-lo de volta do esquecimento pelo tempo estritamente suficiente, negar a existência de uma realidade objectiva e, todavia, tomar em conta a realidade que negamos – tudo isto é indispensavelmente necessário.

Tudo isto está a acontecer no mundo da política Novalíngua de hoje, apesar de termos acesso a mais informação do que em qualquer outra época. Podemos fazer juízos absurdos sobre a identificação religiosa de alguém, porque a verdade é tudo aquilo que serve a agenda política. Verdade histórica objectiva? Esquece isso! O que é a verdade?

Essa pergunta cínica foi colocada por outra figura política, e conduziu à morte da encarnação da Verdade. Hoje está a conduzir ao caos social.





quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015


Delegação de invertidos

em audiência pontifícia!



Uma delegação da New Ways Ministry, uma associação de invertidos que pretende fazer aceitar a homossexualidade pela Igreja Católica, foi recebida em audiência pontifícia no dia 18 de Fevereiro.

A «Irmã» Jeannine Gramick é co-fundadora da organização, em ruptura com a doutrina cristã. Esta sujeita chegou a comparar as relações homossexuais com a Sagrada Família, o que foi denunciado na ONU por Patrick Buckley, representante da Sociedade para a Protecção das Crianças Nascituras.

A «Irmã» Jeannine Gramick diz que esta audiência pontifical «é um sinal de evolução», em contraste com os pedidos feitos a João Paulo II e Bento XVI, nunca aceites.

Contudo, camuflando a situação, o Vaticano não menciona explicitamente o carácter homossexual do New Ways Ministry, dizendo apenas que se tratava de «um grupo de laicos católicos acompanhados de uma irmã».


Texto original: http://www.medias-presse.info/delegation-lgbt-en-audience-pontificale/26132?utm_source=OxiMailing&utm_medium=e-mail&utm_campaign=mpi_68





quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015


Posso ser Cristão e ir à Bruxa,

praticar Reiki, etc? – New Age


Conferência de Pedro Gil, 26 de Fev., 21:15
Centro Cultural do Dafundo, Rua da Mata de São Mateus n.º 32



Centro Cultural do Dafundo
Rua da Mata de São Mateus n.º 32







Pecados com estatuto especial?


Fray Nelson

Al parecer cada época tiene sus vicios favoritos así como sus virtudes emblemáticas. En los distintos tiempos y lugares hay cosas que se puede saber que están mal pero que son toleradas socialmente con tanta frecuencia que su malignidad prácticamente desaparece del lenguaje cotidiano. A lo sumo sirve de motivo para algún chiste, caricatura o anécdota. Por ejemplo: se sabe que el alcoholismo es una plaga pero no faltan los chistes de borrachos – todo un género literario – con lo cual la gravedad del exceso al beber queda sepultada entre sonrisas y carcajadas.

Es un buen ejercicio preguntarse qué vicios o pecados van adquiriendo carta de ciudadanía en cada época. A través de un proceso que empieza de modo muy gradual pero que luego invariablemente se acelera, ciertos comportamientos se van rodeando de una aureola de respetabilidad hasta el punto de ganar un «estatuto especial»: ya no se puede criticarlos sin más. A menudo, este proceso queda sancionado como admisible por razones de tipo político, a saber, porque gente en el gobierno, o gente con gran influencia económica practica con descaro tales costumbres.

Durante siglos, por dar un caso, la infidelidad matrimonial fue un hecho consentido en las cortes europeas así como en otros centros de poder. Catalina la Grande, de Rusia, tuvo en su larga vida una serie de «favoritos» que claramente cumplían el papel de amantes. Pero era imposible mencionar el asunto si no se usaba la palabra técnica: «Fulano de Tal es el favorito de la emperatriz…» Y era impensable que se considerara reprobable que su majestad tuviera sus «favoritos.»

En distintos tiempos las costumbres sexuales desviadas han ganado, así sea por breve tiempo, ese «estatuto especial.» Los médicos victorianos trataban las histerias de la época básicamente estimulando sexualmente a sus pacientes, que de ese modo descargaban las represiones de su estricta vida social. Imaginemos la escena: un elegante y muy respetable caballero inglés, ve que su esposa toma el carruaje para ir a su «tratamiento» médico. Unas dos horas después regresa, sexualmente saturada de sensaciones y físicamente extenuada, pero mucho más tranquila en su ánimo. Y la vida sigue y todos tan contentos.

El consumo de sustancias psicotrópicas ha tenido sus periodos de gran respetabilidad sobre todo en lo que tiene que ver con el largo reinado del opio. En China hubo una amplia cultura del opio, en su momento, de modo que un amigo podía llegar a casa de otro amigo sólo para ser detenido en la puerta por alguna empleada del servicio: «El señor Huang está en su sesión de opio y no podrá recibirlo por esta tarde…» El inoportuno visitante se disculpa mil veces y regresa a su propia casa, probablemente a drogarse él mismo. Y la vida sigue sin tropiezo ni fricción.

Indudablemente la poligamia entra en el análisis que venimos haciendo. Uno ve que es humillante para una mujer ver que su esposo está conquistando a otra mujer. El único significado que tiene esa conquista es que no está satisfecho con lo que tiene y llegar a esa conclusión no es agradable para ninguna mujer. Pero los hechos se imponen, el harén crece, y al final los polígamos se sientan a cenar y beber ante la mirada impotente o ya indiferente de sus muchas féminas. Si en ese ambiente alguien pretendiera hablar contra la poligamia seria visto como un extranjero anárquico o como un tonto potencialmente peligroso. Así que, por último, la gente no se hace problema y la vida sigue su curso con una nueva definición de lo que es «normal.»

Hay un patrón común que es bien claro en estos ejemplos, y muchos otros: (1) Una imposición por vía de los hechos; (2) Intervención de apoyo por parte de personas representativas o líderes («celebridades,» se dice hoy); (3) Postura sesgada a favor por parte de los medios de comunicación social; (4) Razonamiento de justificación por parte de las autoridades jurídicas, religiosas o académicas, es decir, los líderes morales; (5) Práctica masiva y consolidación de una nueva «normalidad;» (6) Implantación de la costumbre establecida en la mente y corazón de los niños; (7) Demonización de los opositores y subsiguiente persecución.

No es difícil darse cuenta que, en cuanto a varios y muy graves puntos de la vida moral, nuestra sociedad occidental va siguiendo escrupulosamente estos siete pasos. En la mayor parte de nuestros países los pasos del (1) al (3) ya se han cumplido. El punto (4) tiene un freno, o debería tenerlo, en la predicación y la enseñanza de la Iglesia. Lamentablemente vemos a teólogos y pastores nuestros divagando, dando tumbos, o francamente entregando las armas. Cuando hace poco leí en Aleteia que un sacerdote – contra el que nada tengo como persona, debería sobrar que lo aclare – da consejos de extrema ambigüedad sobre qué deben hacer los padres cuando el hijo o hija llegan con su pareja homosexual a la casa, me dije: Aleteia ha entrado en fase (4). No sería el único caso, tristemente. Ya tenemos cardenales en fase (4), como Walter Kasper, para quien Lutero es parte de la gran tradición de la Iglesia.

Por supuesto, y como ya lo dijo Cristo, los hijos de las tinieblas son más astutos (Lucas 16, 8), de modo que no se quedan tranquilos en su fase (4) sino que ya han enviado sondas para ver cuánto cuela una «educación» sexual esencialmente perversora que sirva de punta de lanza a una fase (6) en toda regla. Para la muestra una noticia de hace casi cinco años en Canadá (enlace en inglés). Los intentos de fase (7) no faltan tampoco. Siempre se empieza por el blanco fácil, que es la Iglesia, a la que de inmediato se presenta como enemiga del progreso propio de las sociedades modernas, democráticas y pluralistas. Ejemplo de este planteamiento contra lo católico aquí.

Lo que a mí me sorprende de todo esto no es la serie de pasos o fases, que es cosa que ha sucedido en todos los tiempos, como ya se dijo; lo que me asombra es la ingenuidad, real o fingida, de los católicos que piensan que estos asuntos se van a resolver como por sí mismos; me asombra además y me duele ver tan pocos hermanos en el sacerdocio o en el quehacer teológico que se arriesguen a perder algo de su prestigio o de sus amistades por tomar una posición clara; y digo: clara, no agresora ni humillante para nadie.

La idea de que el pecado, cualquier pecado, pueda tener un estatuto especial que lo hace intocable es completamente ajena al Nuevo Testamento. A Pablo no le pareció intocable la comunidad de Corinto, donde alguno convivía maritalmente con su madrastra; a Juan el Bautista no le pareció intocable Herodes, que convivía maritalmente con su cuñada; a Juan Evangelista no le pareció intocable el sumo sacerdote Caifás, cuya corrupción deja muy clara. No: el pecado no tiene derechos y quien se acobarde frente a alguno de los siete pasos, que medite hacia dónde van sus propios pasos porque existe el camino empinado pero también el camino ancho, que lleva a la perdición.





quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015


O papa Bergoglio corrige

o Padre Pio de Pietrelcina…


O Padre Pio de Pietrelcina considerou que o tamanho ideal para uma família era de oito filhos. Mas o papa Bergoglio, do alto da sua sabedoria e sapiência, vem dizer que uma família com oito filhos é uma irresponsabilidade e reprodução de leporídeos.

(De O. Braga em Perpectivas)








Legalização das drogas leves:

uma irresponsabilidade política


Pedro AfonsoPsiquiatra

A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, defendeu recentemente, numa entrevista à TSF, a legalização da venda de drogas leves em Portugal e a sua venda nas farmácias. De acordo com a sua argumentação, os ganhos para os cidadãos seriam alcançados graças à diminuição de outros crimes.

Infelizmente, a sra. ministra parece desconhecer que  as designadas «drogas leves» não são, na realidade, assim tão leves, já que podem provocar danos gravíssimos a quem as consome. Tomemos como exemplo o cannabis. Esta droga muito popularizada e consumida na nossa sociedade, inclusivamente por jovens, pode contribuir para o aparecimento de várias doenças psiquiátricas.

O consumo de cannabis (excluindo, obviamente, a utilização restrita dos seus derivados para alguns fins terapêuticos) aumenta o risco do aparecimento de psicoses, que impedem uma pessoa de pensar adequadamente e interferem negativamente, entre outros factores, com o rendimento cognitivo (a memória, concentração, etc.), prejudicando gravemente o funcionamento profissional e escolar.

Já há muitos anos que existem inúmeros estudos científicos que associam o consumo de cannabis à esquizofrenia. Por exemplo, em 2011, o psiquiatra holandês Jim Van Os publicou um estudo longitudinal com a duração de dez anos, tendo comprovado que o consumo regular desta droga aumenta o risco de desenvolvimento de sintomas psicóticos. Além disso, o consumo de cannabis tem sido associado a um aumento do risco de: comportamentos antissociais, ideação suicida, dificuldades no relacionamento interpessoal, consumo de outras drogas ilícitas, designadamente drogas injectáveis, etc..

Por inúmeras razões, intoxicou-se a sociedade com a ideia falsa de que as «drogas leves» não causam danos à saúde. Existe ainda uma ideologia que defende a liberalização das drogas, vendo o consumo das mesmas como um exercício de liberdade individual; o direito de qualquer um de nós fazer o que quer relativamente à sua saúde e à sua própria vida, designadamente, destruindo-a. Acontece que ninguém sofre sozinho neste processo de autodestruição, já que há pais, filhos, irmãos, amigos, etc., que também sofrem com a escolha deste caminho. Um homem não pode usar a sua liberdade para abdicar dela e se converter num escravo de uma droga que o vai destruindo. Seria, portanto, um sinal errado se o Estado promovesse a legalização e a venda nas farmácias de drogas que «matam devagarinho».


Devemos desconfiar sempre de um Estado que, com o falso argumento da liberdade individual, deixe de ser regulador, criando na lei alguns limites, devidamente justificados, aos comportamentos individuais; devemos desconfiar de um Estado que, sob o disfarce de um paternalismo permissivo, rejeita a ciência, nega irresponsavelmente a realidade de um mal e evoca critérios errados para justificar políticas que facilitam a autodestruição do ser humano.

Na verdade, se a sra. ministra deseja realmente introduzir medidas que tragam benefícios para os cidadãos, então deve promover campanhas de esclarecimento, informando com rigor científico que as «drogas leves» afinal são «pesadas». Esta medida seria muito bem vista pelos pais, professores e por muitos daqueles profissionais de saúde que lutam diariamente há décadas neste país para retirar milhares de pessoas da escravidão das drogas.

A droga não se vence passando o tráfico das ruas para a venda legal nas farmácias. Esta medida seria um sinal de fraqueza e um gesto de falsa compaixão. A verdadeira compaixão assenta em salvar pessoas, ajudando-as a recuperar o impulso natural do homem, que o leva a agarrar-se à vida, sem drogas.





terça-feira, 17 de fevereiro de 2015


As originalidades do cardeal Kasper,

um dos que agora mandam no Vaticano


Para não pecar gravemente, seria essencial

permanecer em pecado mortal...


Nuno Serras Pereira15. 02. 2015

Não saberei dizer se os meus amigos já tinham chegado à conclusão que enuncio no título deste texto. Eu em virtude da minha obtusidade e retardamento mental, confesso que nunca tinha visto ou entendido essa excelsa verdade a que hoje se chegou. Mas o mais extraordinário é que a Igreja esteve errada ou andou a enganar-nos durante dois mil anos. Afinal é preciso pecar para se livrar do pecado. Aqueles chamamentos ao arrependimento e à conversão que encontramos na boca de Jesus, não passam de puras alucinações.

Se alguém cuida que deliro ou exagero autorize-me a recomendar aquela sumidade em teologia que pregou sublimemente aos Cardeais aquando de um consistório. Trata-se do Cardeal Walter Kasper, um colosso de sabedoria, que finalmente arrasou os maiores, ou melhor, todos os Doutores da Igreja, toda a multidão de Santos, todos os Concílios, todos os Catecismos, enfim, todo o Magistério. E que se manifesta, subtilmente, como a autêntica encarnação do verdadeiro Deus, uma vez que se apresenta imensamente mais misericordioso do que o próprio Jesus Cristo.

Senão vejamos. Em um dos textos no blogue do Sacerdote José María Iraburu encontramos a seguinte citação de uma obra de W. Kasper:

«Muchas personas abandonadas por su pareja dependen para el bien de sus hijos de una nueva relación y de un matrimonio civil, que no pueden volver a disolver sin imputarse una culpa. Muchas veces, después de haber tenido anteriormente experiencias amargas, experimentan en estas uniones la felicidad, un regalo del cielo» (ponencia publicada en Verlag Herder, 10-III-2014, Evangelium von der Familie, pg. 55)…

Creio que não valerá a pena abordar a segunda frase desta citação porque analisando a primeira, logo ajuizaremos do absurdo da que se lhe segue.

Muitas pessoas, escreve Kasper, que foram abandonadas pelo seu parceiro/a dependem, para o bem de seus filhos, de uma nova relação e de um matrimónio civil, que (o qual) não podem dissolver sem que lhes seja imputada uma culpa (entende-se, pelo contexto e por outros escritos do autor, que se trata de uma grave injustiça e, portanto de um pecado mortal). É também claro que o abandono de que fala se refere a pessoas baptizadas, casadas validamente pela Igreja, que se divorciaram pelo civil e se «casaram» civilmente (os impropriamente chamados «divorciados recasados»).

Desta sentença podemos concluir várias coisas:

a) Uma pessoa que foi abandonada pelo cônjuge não tem que lhe permanecer fiel, como prometeu diante de Deus nos votos solenes que fez na celebração do Sacramento do Matrimónio. Por outras palavras, a traição ou o pecado do outro/a justificam (tornam justo, moralmente lícito) o meu pecado (Se ele peca, isso conceder-me-ia, de imediato, o direito de pecar).

b) Não é somente criado um direito imediato, mas também um dever rigoroso de encontrar um outro parceiro/a para o bem dos filhos, que já tinha do verdadeiro matrimónio. Temos portanto que o estado objectivo de adultério, isto é, de pecado mortal, transforma-se milagrosamente num acto de subida virtude.

c) O sacramento do matrimónio, embora nominalmente se considere insolúvel, na prática é dado como destruído. E um dos sinais disso mesmo é que o casamento civil passa a ser considerado, esse sim, indissolúvel: « ... não podem voltar a dissolver sem que lhes seja imputada uma culpa.». Essa nova culpa, ou pecado, sucede ou porque o parceiro/a se recusa a viver com o outro/a como irmão/irmã ou/e porque foram gerados novos filhos dessa segunda relação. Daqui se conclui necessariamente que continuar em estado de pecado grave (e sendo ocasião dele, para o parceiro/a) é bom e salutar para, o impropriamente chamado/a novo/a marido ou marida (sim, este termo existe em português). É preciso pois, segundo este raciocínio,  permanecer em estado objectivo de pecado mortal para não pecar mortalmente. Ignora-se, ainda, por completo, com uma indiferença gélida, o mau exemplo que se dá aos filhos, sendo ocasião de grave escândalo, isto é de ocasião de queda no pecado, para os mesmos. Como se o primeiro dever de justiça e de amor não fosse o de viver na Graça de Deus, testemunhando uma vida de santidade.

d) É surpreendente verificar que este tipo de raciocínio nunca é aplicado aos casos em que se verifica e declara que, de facto, por motivos vários, que constam do Direito Canónico, não houve Sacramento do matrimónio e que portanto o casamento foi nulo. Pois se assim fora, os pais, isto é, o pai e a mãe, que procriaram filhos, apesar de não ter havido casamento, não se poderiam separar mas tinham o dever de se casar pelo civil, continuando a viver como marido e mulher, para incorrerem na culpa de injustiçar gravemente os seus filhos. Por que será que ninguém faz esta proposta misericordiosa?




domingo, 15 de fevereiro de 2015


A bênção de Balsemão a Manuel Clemente

e as incoerências do padre Portocarrero


Pedro Paces

A propósito da elevação de Manuel Clemente a cardeal, chovem declarações e artigos, quer de padres, quer de leigos, apontando as virtudes do bispo de Lisboa.

Algumas dessas declarações e artigos revelam superficialidade dos seus autores, autênticas baratas tontas sempre disponíveis para dizer yes a tudo o que vem da hierarquia, esteja esta a cumprir a sua missão ou corrompida.

Outras declarações e artigos revelam o ir no espírito do mundo, da facilidade, de estar bem com Deus e com o diabo, de evitar confrontos com o mal, afinal  do politicamente correcto. Se Sua Excelência Reverendíssima diz, vamos aplaudir e até encontrar nas suas palavras uma sapiência rara...

Outras declarações e artigos revelam evidente oportunismo, colocando-se os seus autores a jeito de serem admitidos no círculo do poder diocesano e, quiçá, serem bafejados pelo bispo com algum cargo ou outros favores.

Por fim, outras declarações e artigos revelam conluio com o «projecto Clemente», o que é bem mais grave, estando os seus autores dentro ou fora da Igreja.

O padre Portocarrero foi dos que escreveu sobre a elevação de Manuel Clemente a cardeal, hoje mesmo, no seu novo palco mediático, o Observador.

E aí, onde qualquer católico fiel e informado veria uma razão de desconfiança, o padre Portocarrero vê mérito. Diz ele que, «entre outras muitas distinções, ganhou o prémio Pessoa – que atestam  a excepcional valia eclesial e intelectual do agora novo cardeal.»

Ficamos então a saber que o critério de avaliação para o reconhecimento dessa excepcional valia de Manuel Clemente se encontra na mão do Balsemão do Big Show SIC com as suas famosas coelhinhas (não confundir com as mães-coragem a que se refere Bergoglio).

E assim, pela pena de Portocarrero, Balsemão é elevado a conselheiro pontifício e, por via deste atestador, Manuel Clemente a cardeal.

O padre Portocarrero pertenceria, pensávamos nós, ao conjunto de padres mais respeitadores dos princípios da doutrina cristã. Afinal, por esta e por outras, estamos a ver que se comporta como o mundano investido em padre. Mais um.


Ver também

http://maislusitania.blogspot.pt/2014/11/jantar-conferencia-da-maconaria-convite.html

e

http://maislusitania.blogspot.pt/2015/01/patriarca-de-lisboa-satisfeito-por.html





sábado, 14 de fevereiro de 2015


Jornalistas ou criados?


Luís Lemos

António Ribeiro Ferreira, no jornal i (13.2.2015), compõe uma miserável peça pro-Putin, a justificar o imperialismo russo.

Já sabíamos que o fulano era um dos comensais à mesa dos aventais.

Já sabíamos que o fulano segue a directiva do GOL a favor do chamado «casamento» dos mariconços e fufas.

Já sabíamos que o fulano é a favor da adopção de crianças por essa estirpe.

Já sabíamos que o fulano fala da família natural como «famílias ditas normais».

Ficámos agora a saber que também joga xadrez no tabuleiro de Putin.

Quanto vales, ó «jornalista» por encomenda?

Fixem a cara do bicho.







Petição Pública de apoio aos patriotas ucranianos



Apoio à reabilitação de militares ucranianos

Para: Ex.ma Senhora Presidente da Assembleia da República,


Ex.ma Senhora Presidente da Assembleia da República,

Os subscritores do presente Manifesto dirigem o seu apelo ao Estado Português para que subsidie os tratamentos e a reabilitação de alguns militares e combatentes-voluntários do exército ucraniano feridos no conflito armado na Ucrânia, em hospitais públicos ou privados em Portugal, em número e de acordo com as possibilidades existentes.

Estes militares, muitos de forma voluntária, arriscaram as suas vidas e à custa da sua saúde não só defendiam a integridade do seu país mas também contribuíam para que o conflito armado não se alastrasse para o resto do território da Ucrânia, não chegasse mesmo às portas da União Europeia, conseguindo evitar deslocações de refugiados para países da mesma. Eles estão a travar a luta para reestabelecer a paz na Europa.

Os peticionários têm conhecimento através das declarações das instituições governamentais ucranianas à comunicação social que 15 países recebem militares ucranianos para os tratamentos e a reabilitação. De acordo com os dados de Dezembro de 2014, setenta e três combatentes recebiam os tratamentos na Polónia, onze em Israel, oito na Croácia, quatro na Eslováquia, cinco no Reino Unido, treze na Letónia, quatro nos Estados Unidos da América, cinco na Alemanha. Vários países oferecem medicamentos e equipamento médico, deslocam os seus profissionais de saúde à Ucrânia para prestar apoio, avaliação e realização de cirurgias.

Os ucranianos valorizam o bom acolhimento que receberam em Portugal desde sempre, e agradeceram a ajuda que lhes foi dada com a sua integração, o seu conhecimento, o seu bom empenho e trabalho para o bem do país para onde vieram viver, assim foram estabelecidos laços bem fortes entre as duas nações. Esperamos que o Estado Português apoie a Ucrânia nesta altura tão difícil.

Por tudo isto os peticionários consideram essencial a colaboração e a ajuda de Portugal no tratamento e reabilitação dos militares feridos.

Agradecendo antecipadamente a atenção de V. Exa., apresentamos os nossos melhores cumprimentos.


Primeiros peticionários:

Iuliia Voroshylova (investigadora científica, Grupo de jovens ucranianos em Portugal «Synytsia»), Vasyl Bundzyak (padre ortodoxo de patriarcado de Kyiv, Braga), Pavlo Sadokha (Presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal), Andriy Veber (Presidente da Delegação de Vila Nova de Gaia da Associação dos Ucranianos em Portugal), Nuno Miguel Trindade Lourenço (advogado, Alenquer), Tetiana Franchuk (Grupo de jovens ucranianos em Portugal «Synytsia»), Olena Nesterenko Afonso (professora de línguas, Coimbra), Svitlana Oksyuta (professora de música, Porto), Galyna Ilyuk (professora de música, Santo Tirso), Olena Dvoininova (Directora da escola ucraniana Cirilo-Metódio em Braga, doutorada em História)


Para assinar: 
http://peticaopublica.com/?pi=petreabilitacao








Cientistas demonstram que o Sudário de Oviedo

tem a mesma origem

que o Santo Sudário de Turim




Marta Jiménez

A equipa de pesquisa do Centro Espanhol de Sindonologia (EDICES), em colaboração com a Universidade Católica de Murcia (UCAM), confirmaram que o Sudário de Oviedo, o pedaço de pano que envolveu a cabeça de Jesus Cristo depois da sua Paixão, contém o mesmo tipo de pólen que o Sudário de Turim, o pano que cobriu o corpo do Senhor.

O pólen chegou até aos nossos dias preso a um coágulo de sangue e provém da espécie Helicrysum, utilizada nos unguentos para envolver os cadáveres dos sepulcros judeus durante o século I da era cristã.

Alfonso Sánchez Hermosillo, director do EDICES, explicou que «este tipo de pólen tinha um preço mais elevado do que o ouro e demonstra que o cadáver recebeu o tratamento que teria recebido uma pessoa muito influente e poderosa. Segundo os Evangelhos, utilizou-se uma quantidade importante e valiosa de mirra e óleos para envolver o corpo de Jesus Cristo».

O chefe da secção de Histopatologia Forense do Instituto de Medicina Legal de Murcia, considera que a descoberta é mais uma conformidade de primeira categoria afim de associar-se à crescente lista destacada pelo estudo científico destas relíquias da Paixão, atribuída a Jesus de Nazaré.

Manchado de sangue e com algumas queimaduras de velas, este pano de forma rectangular é um dos objectos funerários que envolveram o Senhor descritos por São João no Evangelho. Este objecto, junto ao Santo Sudário, teria sido recolhido pelo apóstolo que estava com São Pedro ao descobrir que o sepulcro de Jesus estava vazio.

O Santo Sudário de Oviedo representa assim uma das relíquias mais importantes da Igreja católica que actualmente estão guardadas na Câmara Santa da Catedral de Oviedo (Espanha).

A pesquisa foi realizada através de um microscópio electrónico de varredura de última geração da UCAM. Marzia Boi, a polinóloga do EDICES, o Centro Espanhol de Sindonologia, explicou que o pólen tem a mesma forma que o encontrado no Sudário de Turim.

Da mesma maneira, a perita descarta que o pólen proceda de uma contaminação posterior à época de Cristo, uma vez que está pegado ao sangue; ou seja, chegou à relíquia, ao mesmo tempo que o sangue, não de forma aleatória em qualquer momento ao longo da sua história. Este dado é muito importante pois permite provar a autenticidade do Sudário de Oviedo, e negar que se trate de uma falsificação.

Pesquisas anteriores demonstraram vários aspectos que relacionam as duas relíquias. O Sudário de Oviedo e o Santo Sudário apresentam manchas de sangue humano do grupo AB, e além disso as manchas deste sangue encaixam-se perfeitamente com as manchas de sangue do rosto do Santo Sudário, o que só pode ser explicado se os dois panos cobriram a mesma face.

O Santo Sudário tem impresso o rosto e o corpo maltratados de um homem que coincide com a descrição do Senhor. Segundo a História da Igreja, os primeiros cristãos levaram consigo o Sudário para preservá-lo da perseguição.

Desde Jerusalém e ao longo dos séculos, atravessaram Edesa, Constantinopla, Atenas, Lirey, Chambery e finalmente, chegaram a Turim, onde hoje em dia, foi objecto de numerosas investigações, e onde encontraram que este trajecto descrito pela História da Igreja, coincide com a procedência dos 57 tipos de pólen que aparecem incrustados no tecido.

Durante a sua permanência em França em 1632, o Sudário foi recuperado de um incêndio. Isto não permite aos cientistas de hoje datar com segurança a sua origem, já que as mudanças químicas que se produzem numa reacção química como a combustão, falsificam os resultados da prova de datação com rádio C-14.





quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015


Texto do PAI NOSSO

em Aramaico transliterado

      
      «Abvum d'bashmaia
      Netcádash shimóch
      Tetê malcutách Una
      Nehuê tcevianách aicana
      d'bashimáia af b'arha
      Hôvlan lácma d'suncanán
      Iaomána
      Uashbocan háubein uahtehin
      Aicána dáf quinan shbuocán
      L'haiabéin
      Uêla tahlan l'nesiúna.
      Êla patssan min bíxa
      Metúl dilahie malcutá
      Uaháila
      Uateshbúcta láhlám.
      ALMÍN.»






terça-feira, 10 de fevereiro de 2015


O Cardeal Müller adverte:

sem a fé, cresce a erva do diabo


Lorenzo Bertocchi

Si è concluso il 15 gennaio l'incontro tra i Presidenti delle Commissioni Dottrinali delle Conferenze Episcopali Europee, le task force dei vescovi che vegliano sulla custodia del «deposito» della fede. Alla presenza dei Superiori della congregazione vaticana dell'ex Sant'Ufficio, tra cui il cardinal Gherard Müller e monsignor Ladaria, i vari rappresentanti europei si sono incontrati nel cuore religioso dell'Ungheria. All'apertura dei lavori, Müller ha dato lettura di una missiva inviata da Papa Francesco dove si sottolinea l'importanza di questi organismi, «la loro responsabilità per l’unità e l’integrità della fede nonché per la sua trasmissione alle giovani generazioni».

Nella sua relazione, pubblicata dall'Osservatore romano, il cardinale Müller sottolinea che «la dottrina della fede, lungi dall’essere un sistema astratto e cristallizzato di idee e di norme, è anzitutto al servizio della vita, della vita buona che viene da Dio, della vita pienamente umana, al servizio della vita della Chiesa». E si sofferma innanzitutto su di un concetto oggi molto confuso, ma che rimane fondamentale, ossia il nesso tra verità e salvezza così come lo ricorda l'apostolo Paolo: Dio «vuole che tutti gli uomini si salvino e arrivino alla conoscenza della verità» (1 Tm 2, 4).  La sorte eterna dell'uomo non è indifferente alla rivelazione della verità divina in Gesù Cristo, ma tra le due vi è come un’inscindibile connessione che richiede all'uomo una decisione. «In questo contesto dice il cardinal Müller, pare evidente la dimensione eminentemente pastorale della custodia della retta fede. Una cura pastorale che vuole veramente essere al servizio della salvezza eterna delle persone suppone una vigilanza costante circa la purezza della fede». Se non fosse così sarebbe solo una «pastorale del wellness o del comfort», collocandosi in quella scia new age che pervade la nostra cultura spirituale, ormai orientata al solo «benessere» psico-fisico più che ad una seria prospettiva salvifica ed escatologica.

Infatti, i temi trattati nella tre giorni ungherese hanno riguardato l’unicità e l’universalità salvifica di Gesù Cristo e l'annuncio del Vangelo, le questioni poste dalla teoria del genere, l’antropologia cristiana e la libertà religiosa. Tutti temi che incrociano fortemente l'attualità, il rapporto con le altre religioni, i problemi educativi dettati dall'ideologia del gender, le questioni legate alla ridefinizione del matrimonio. Il cardinal Müller affronta una serie di questioni che all'apparenza possono sembrare solo tecniche e periferiche, ma in realtà sono centrali. In riferimento al ruolo del Pontefice nella custodia e promozione della fede ha ricordato che, fermo restando il Primato, «Egli non decide secondo il proprio arbitrio, ma dà voce alla volontà del Signore, che parla all'uomo nella Scrittura vissuta ed interpretata dalla Tradizione». In questa opera la congregazione presieduta dal cardinale tedesco ha un ruolo rilevante, al punto che i documenti da essa approvati «partecipano al Magistero ordinario del successore di Pietro».

Cardeal Gherard Müller
L'ex Sant'Ufficio ha il compito anche di aiutare «i vescovi, sia singoli che riuniti nei loro organismi, nell’esercizio del compito per cui sono costituiti come autentici maestri e dottori della fede e per cui sono tenuti a custodire e a promuovere l’integrità della medesima fede». L'insegnamento dei singoli vescovi è garantito proprio dalla comunione che questi hanno con il Pontefice Romano, come si suol dire cum Petro et sub Petro. Le commissioni dottrinali delle chiese locali hanno il compito di assistere il vescovo nel suo ruolo di maestro, anche se queste, a differenza della Dottrina della Fede, «non hanno l’autorità di porre atti di magistero autentico, né a nome proprio, né a nome della Conferenza neppure per incarico di questa».

C'è insomma un importante architettura a servizio della purezza della fede che è fondamentale per la vita della Chiesa. Citando sant’Ignazio di Antiochia il cardinale Müller ricorda, infatti, che il buon Pastore deve saper mettere in guardia il suo gregge «davanti alle piante velenose, cioè le eresie», che egli chiama anche «’l’erba del diavolo’». Parole che possono sembrare poco alla moda, ma se così non fosse il gregge andrebbe allo sbando e il pastore rimarrebbe solo sul pascolo.






Cristo crucificado, escândalo para

os muçulmanos e loucura para os laicistas...


Roberto de Mattei

Marcher contre la Terreur (Marchar contra o Terror), foi o título com o qual o «Le Monde», o «Corriere della Sera» e os grandes jornais ocidentais apresentaram o enorme desfile laicista de 11 de Janeiro. Nunca um slogan foi mais hipócrita do que este, imposto pelos meios de comunicação maciça como reacção ao massacre ocorrido em Paris a 7 de Janeiro.



Com efeito, que sentido faz falar de «terror» sem adicionar a este substantivo o adjectivo «islâmico»? O ataque à redacção de «Charlie Hebdo» foi perpetrado sob o grito de «Allah akbar!» para vingar Maomé ofendido pelas caricaturas, mas com uma visão bem definida do que estava por detrás das Kalashnikov terroristas: a visão muçulmana do mundo.

Só agora os serviços secretos ocidentais começam a levar a sério as ameaças de Abu Muhammad al-Adnani, contidas num comunicado multilingue difundido em 21 de Setembro de 2014 pelo diário online «The Long War Journal»:


«Conquistaremos Roma, espezinharemos as suas cruzes, faremos escravas as suas mulheres com a permissão de Alá, o Altíssimo», declarou aos seus sequazes o porta-voz do «Estado Islâmico», que não se limitou a repetir que exterminará os «infiéis» onde quer que eles estiverem, mas que revelou também o modo pelo qual o fará:



«Colocai explosivos nas suas estradas. Atacai as suas bases, irrompei nas suas casas. Cortai-lhes as cabeças. Que eles não se sintam seguros em lugar algum! Se não conseguirdes arranjar explosivos ou munições, isolai os infiéis americanos, franceses ou os seus aliados, sejam eles quem forem. Esmagai os seus crânios a golpes de pedra, matai-os à facada, atropelai-os com os vossos carros, atirai-os aos precipícios, sufocai-os
ou envenenai-os».

Ilude-se quem pensa que a guerra actual não é a que declarou o Islão ao Ocidente, mas apenas uma guerra travada dentro do mundo muçulmano, e que a única salvação consiste em ajudar o Islão moderado a derrotar o Islão fundamentalista, como escreveu o observador Sergio Romano no «Corriere della Sera» de 11 de Janeiro, apesar de ser considerado pessoa inteligente.


Na França, o slogan mais repetido é o de evitar a «amálgama», ou seja, a identificação do Islão moderado com o radical. Mas o fim comum a todo o Islão é a conquista do Ocidente e do mundo. Quem não partilhar esse objectivo não é um moderado, simplesmente não é um bom muçulmano. As divergências, quando existem, não dizem respeito ao fim, mas ao meio: os muçulmanos da Al Qaeda e do Estado Islâmico abraçaram a via leninista da acção violenta, enquanto a Irmandade Muçulmana utiliza a arma gramsciana (*) da hegemonia intelectual. As mesquitas são o centro de dinamização da guerra cultural, que Bat Ye’or define como soft-jihad, enquanto que pelo termo hard-jihad ele define a acção militar para aterrorizar e aniquilar o inimigo. Pode discutir-se, e certamente discute-se dentro do Islão, sobre a escolha dos meios, mas há unanimidade quanto ao objectivo final: a disseminação da Sharia (a lei corânica) pelo mundo.


O Islão é em qualquer caso um substantivo verbal que se pode traduzir como «submissão». A submissão para evitar o Terror, que é o cenário do futuro europeu imaginado pelo romancista Michel Houellebecq no seu último livro [«Soumission»], apressadamente retirado das livrarias francesas. Não ao Terror significa, para os nossos políticos, não à submissão violenta dos jihadistas e sim a uma submissão pacífica, que conduz suavemente o Ocidente a uma condição de inferioridade.



O Ocidente diz-se disposto a aceitar um Islão com «face humana», embora na realidade o que ele rejeita no Islão não seja apenas a violência, mas também o seu absolutismo religioso. No entanto, existe no Ocidente uma licença para matar, não em nome de valores absolutos, mas em nome do relativismo moral. Por isso, o aborto é praticado de forma sistemática em todos os países ocidentais, sem que tenha sido condenado por nenhum dos Chefes de Estado que participaram em Paris na marcha contra o Terror. Com efeito, o que é o aborto senão a legalização do Terror, do Terror promovido, encorajado e justificado pelo Estado? Então que direito têm os líderes ocidentais de se manifestarem contra o Terror?

No jornal «La Repubblica» de 13 de Janeiro de 2015, enquanto Adriano Sofri, ex-chefe da Lotta Continua (**) celebra a Europa que renasce sob a Bastilha (***), a filósofa pós-moderna Julia Kristeva (de quem o cardeal Ravasi é simpatizante), afirma que «a praça Iluminista salvou a Europa» e que «diante dos riscos que corriam, a liberdade, a igualdade e a fraternidade deixaram de ser conceitos abstractos para se encarnarem em milhões de pessoas».


Mas quem inventou o Terror senão a França republicana, que o utilizou para esmagar toda a oposição à Revolução Francesa? A ideologia e a prática do terrorismo apareceram pela primeira vez na História com a Revolução Francesa, sobretudo a partir de 5 de Setembro de 1793, quando o «Terror» foi colocado na ordem do dia pela Convenção e se tornou parte essencial do sistema revolucionário. O primeiro genocídio da História [o da Vandeia], foi perpetrado em nome dos ideais republicanos da liberdade, igualdade e fraternidade. O comunismo, que pretendeu completar o processo de secularização inaugurado pela Revolução Francesa, levou a aplicação do Terror à escala planetária, causando mais de 200 milhões de mortes em menos de 70 anos. E o que é o terrorismo islâmico senão uma contaminação da «filosofia do Corão» com a prática marxista-iluminista importada do Ocidente?


Desde a sua fundação, «Charlie Hebdo» é um jornal em que a sátira foi posta ao serviço de uma filosofia de vida libertária, cujas raízes provêm do Iluminismo anti-cristão. O jornal satírico francês tornou-se famoso pelas suas caricaturas de Maomé, mas não se devem esquecer as suas repugnantes caricaturas blasfemas publicadas em 2012 para reivindicar as uniões homossexuais. Os editores de «Charlie Hebdo» podem ser considerados a expressão extrema mas coerente da cultura relativista difundida agora em todo o Ocidente, assim como os terroristas que os assassinaram podem ser considerados a expressão extrema mas coerente do ódio que tem o vasto mundo islâmico contra o Ocidente.


Aqueles que afirmam a existência de uma Verdade absoluta e objectiva são equiparados pelos neo-iluministas aos fundamentalistas islâmicos. No entanto, é o relativismo que se equipara ao islamismo, porque ambos estão unidos pelo fanatismo. O fanatismo não é a afirmação da verdade, mas o desequilíbrio intelectual e emotivo que nasce do distanciamento da verdade. E só há uma Verdade em que o mundo pode encontrar a paz, ou seja, a tranquilidade na ordem: Jesus Cristo, Filho de Deus, em função de Quem todas as coisas devem ser ordenadas no Céu e na Terra, para que se alcance a paz de Cristo no Reino de Cristo. Este deve ser o ideal de todo o cristão, conforme ensinou o Papa Pio XI na sua encíclica Quas Primas de 11 de Dezembro de 1925.


Não se pode combater o Islão em nome do Iluminismo e menos ainda em nome do relativismo. Contra ele, só se pode opor a lei natural e divina, ao mesmo tempo negada pelas raízes do relativismo e do Islão. É por isso que devemos erguer esse Crucifixo que o secularismo e o islamismo rejeitam, fazendo dele a nossa bandeira de vida e de acção. Dizia São Paulo que «Nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios» (I Cor 1, 23). Tal como o Apóstolo, poderíamos nós agora dizer: «Pregamos Cristo crucificado, escândalo para os muçulmanos e loucura para os laicistas».



(*) Métodos propostos pelo comunista Antonio Gramsci, conforme explicado no nosso artigo «A «educação sexual» e a nova perseguição «democrática», ateia e psiquiátrica»


(**) Lotta Continua (Luta Contínua) é um movimento maoista de Turim, da qual uma facção se juntou às organizações terroristas.


(***) Bastilha: Fortaleza que os republicanos franceses de 1789 consideravam um «baluarte do regime» para encarcerar opositores políticos, mas que na realidade só tinha oito prisioneiros que não eram políticos e nem sequer eram maltratados. A sua «libertação» a 14 de Julho do mesmo ano, tornou-se demagogicamente um importante feriado nacional na França, mais ou menos como o 25 de Abril foi impingido a Portugal.


Fonte:

Correspondance Européenne, 20-01-2015