quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sentido duma «Vida sem sentido»
Tudo funciona em termos de fim

António Justo









Nietzsche dizia «quem tem um porquê para viver, suporta quase cada como». O problema está para quem não tem porquê nem como. Sim, até porque a vida é mestra e a História obriga.

Na luta da vida, uns ganham, outros perdem e outros nascem perdidos. De premeio fica a perspectiva individual, numa atmosfera social mais ou menos intoxicada, diria eu.

Nos primórdios da humanidade, os nossos antepassados caçadores-colectores esfalfavam-se em manada atrás da caça e da fruta. Levavam uma vida nómada e na luta pela subsistência viam-se obrigados a viver na manada.

Na sequência dos hábitos ancestrais de caçadores-colectores, pratica-se também hoje a caça e a colecta nos centros comerciais («Shoppings»). Escarmentados das fadigas invernais sentimos cada vez mais o prazer no ter do que no ser. Surge o prestígio e este baseia-se já não na necessidade directa mas na ideia (necessidade construída). A satisfação e o prestígio de ter passam a impor-se ao do ser. A massa já não segue em direcção à caça, mas o sentido da ideia dela.

As pessoas perdem a individualidade pensando e vivendo cada vez mais em termos de manada. Do tédio da monotonia redil surge a necessidade de se diferenciar numa corrida ao prestígio baseado na ideia do sucesso económico. A animalidade individual, agora encarcerada numa cultura domesticadora procura os seus tubos de escape numa ideia de distinção e de liberdade apregoada pelo mercado. Os pobres de cima e os pobres de baixo, tudo em fuga, vivem da futilidade dum ter mais que o outro e duma distinção que se revela no poder de compra. Cada um quer levar o mundo às costas, querem tudo na sua mochila. Na luta contra o caos afirmam-se as forças da animalidade violenta de uns contra os outros. De momento, grande parte das elites financeiras manifesta-se como extremista e sem um conceito ordenado de sociedade. A brutalidade de oligarquias torna-se exemplar para as bases que a sustêm levando-as primeiramente à desorientação e depois à anarquia.

Uma sociedade que não canalize a brutalidade dos seus membros está irremediavelmente perdida. Para o poder necessitará de ideais e metas metafísicas. As estruturas precisarão de homens bons e a contrabalançar os seguidores da oportunidade. Doutro modo, sob o impulso de canalizar a animalidade, continuarão a esconder-se, por trás dos bastidores, os interesses individualistas, nacionalistas e ideológicos. Estes só querem indivíduos e não pessoas, querem apenas clientes e crentes. Neste sistema, quem não pertencente ao rebanho, não orienta a inteligência em benefício próprio. Uma sociedade sem consciência pessoal e comunitária transcendente e que engendra para cada qual um deus indiferente que tudo permite deixa a bestialidade humana governar.

A natureza, para não estagnar, não quer harmonia. Ela tem, além dum sentido imediato, um sentido telelógico, virado para uma meta, um objectivo sempre mais distante do que a mira da nossa caçadeira alcança. Quem não descobrir essa meta será condenado, como Sísifo a empurrar repetidamente uma pedra (a sua vida) até ao lugar mais alto da montanha para a ver rolar de novo para o fundo dela.

Depois de cada caçada, de cada compra, de cada vitória fica a depressão do desconsolo duma caçadeira descarregada, de vida vazia. Resta a sensação de um caçador cansado, a subir a encosta, à semelhança de Sísifo no mito.

Sísifo quer-nos alertar para uma vida digna de viver e para a necessidade de intervir no destino. Primeiro procura-se o que dá alegria: um trabalho, uma casa, uma criança; depois vem a insatisfação, da falta duma tarefa, da falta de realização.

No caso de desemprego inutilizam-se as próprias capacidades e conhecimentos. Pior ainda; a sociedade só exige e não louva, o que diminui a satisfação. O horizonte reduz-se, cada vez mais, ao panorama dos próprios problemas. Por fim o cenário pode reduzir-se a si mesmo. Sem a perspectiva do outro não haverá realização.

Uma existência sem metas é vida desperdiçada e perdida

Uma vida sem metas é como um carro com motor em ponto morto, só gasta e desgasta ou anda à roda como os carrinhos eléctricos das feiras.

Desde a natureza à lógica e ao sentimento, tudo funciona em termos de fim. O ciclo da trajectória duma semente não é terminar nela; contra isto fala a evolução e a ânsia de sentido no mais profundo de cada coração. O sentido encontra-se não só em nós, no todo mas também fora dele. Tudo se encontra a caminho, a natureza inteira, cada povo e cada pessoa. O seu ser não se reduz ao caminho como apregoam os barateiros do mercado.

Sentido é algo subjectivo mas um consolo apenas subjectivista (individualista) encerraria o ser num labirinto. O sentido experimenta-se na relação entre o eu e o nós, numa relação de diálogo binário e trinário dum receber e dar para mais criar. A natureza orienta-nos para o futuro, muito embora o futuro não seja o seu fim.

É verdade que o sol nasce todos os dias. Ele parece resumir o sentido que a semente sente numa continuidade repetitiva a caminho dum chamamento imanente e transcendente. Aquele chamamento vem dum fora dentro a que o próprio Sol obedece no reconhecimento dum sentido maior.

A vida individual, familiar, social e nacional ocidental encontra-se ameaçada pelo facto de não reconhecer algo que a transcenda, não conhecer uma meta mais abrangente que não seja o ciclo das estações do ano. Tudo circula então em torno do próprio umbigo como se cada um fosse o umbigo do mundo. Uma multidão sem necessidade de dar à luz. Um mundo assim concebido já não precisa de heróis nem de santos, acomoda-se ao destino duma rota de exploradores e explorados.

Prometeu, protótipo do homem grego, foi herói ao conseguir roubar o fogo dos deuses para o dar ao humano. Este, ao desistir do fogo dos deuses será reduzido à condição de prisioneiro e acorrentado à própria arrogância e entregue, pelos deuses, à voragem das águias que se alimentarão do seu fígado. Ao acomodar-se à fuga do medo não chega a experimentar a satisfação de que a rebeldia por fim lhe trará consolação.

Equivoca-se a política ao reduzir a vida pública a uma mera luta de interesses entre grupos. Erra a psicologia que se fixa no ego, encurtando o horizonte da pessoa a ela mesma e a vida a uma mera estratégia de sobrevivência individual, dando receitas que não passam de anestesiantes para um ego que sofre de miopia. Por isso, a sociedade, cada vez produz mais doentes e a frustração individual está cada vez mais patente.

Geralmente procura-se a solução para os problemas onde ela não pode estar. Coloca-se a bola da vida nas mãos dos donos de matraquilhos ignorando que eles, consciente ou inconsciente, pretendem levar a bola ao seu buraco. Uns e outros parecem adiar a vida em trips de egos. Por falta de panorama limitam-se a ajudar Sísifo a subir a montanha para de novo cair a seus pés. Uma solução que se contenta com a satisfação do eu, só em si, não satisfaz porque empobrece a pessoa, reduzindo-a à condição de Sísifo. A concentração no ego possibilita a masturbação mas não a criatividade, realiza-se à margem da evolução.

No mercado da praça pública encontramos muitos profetas do ego. Até parecem que têm a vida para dar ao oferecerem mais sexo, mais droga, mais liberdade, como se fossem os donos disto. Eles fixam o bem-estar a um hedonismo que reduz a felicidade ao acto de striptease, ao acto do momento, como se o dia não tivesse um nascer e um pôr-do-sol, como se o dia completo não contivesse também a noite. Para que a realidade da noite não seja consciencializada têm como solução a bebedeira. Muita da psicoterapia, dos curandeiros, dos espíritas e muito outra boa gente só ajudam as pessoas a adiar a vida, sempre à cata dum raio de sol fútil. O pior é que ainda pagam para isso!… Uma vida com sentido é entrega, é oferecer consciente que no dar se entra em comunicação com o outro e nele com o próprio profundo. Doutro modo, o sentido duma vida sem sentido será alimentar os parasitas da vida. Uns como outros correm o perigo de se encontram virados apenas para si reduzindo o seu sentido ao alimentar dos vermes do cemitério. Naturalmente que a paciência do verde da roseira se premeia nas rosas da roseira também na vida humana não haverá alegria sem sofrer.

A felicidade dá-se no nós, na relação; o eu encontra, ao mesmo tempo, o seu limite e a sua complementação no outro. A sociedade ocidental estressou a pessoa reduzindo-a a indivíduo à disposição do seu mercado: Reduz a praça social a grupos de vendedores concorrentes entre si sem um sentido individual nem colectivo. Para isso quer uma sociedade aberta sem biótopos, quer apenas indivíduos indefesos estando, por isso, interessada em destruir a pessoa (a pessoa, ao contrário do indivíduo, encontra-se embutida numa paisagem, numa região, num país, numa cultura, numa família; a ideologia, pelo contrário só conhece uma cor, as cores do arco-íris de que a pessoa seria portadora constituiria um impedimento a qualquer ideologia seja ela económica ou do pensamento). Por isso se vê cada vez mais a afirmação da ideologia do indivíduo contra a pessoa. O turbo-capitalismo, o socialismo materialista e os déspotas querem indivíduos despojados de ideias próprias, despojados de família e de nação.  Uma sociedade como a nossa, já a caminho do pôr-do-sol, infecta outras sociedades emergentes e ensombra a vida com valores já não de esperança mas de desilusão. Privilegia a força da entropia só tendo em conta o ego, sem a consciência de que este faz parte dum biótopo cultural empenhado na construção dum ecossistema espiritual universal.

O horizonte do nosso ego encontra-se numa relação complementar à intimidade do nós. Somos o cruzamento duma panorâmica com vários horizontes, todos eles enquadrados na nossa pessoa e a serem considerados no trilho da sociedade. Como o Sol tem uma missão em relação à Terra assim o humano tem uma missão de seguir e criar sentido. Quem cria e dá sentido sente sentido na vida, realizando-se e expandindo-se na alegria dos raios sociais que irradia. Então as sombras da vida já não adoentam, passam a ser canais por onde passa a luz, por onde passa a vida. Daí surge a satisfação de tornar a humanidade e o mundo num lugar digno, onde a vida é equacionada e mantida sob o ponto de vista da pessoa, do universo e do divino.

A futilidade dum viver numa democracia de cidadãos vencedores e perdedores, de realização individual, sem uma órbitra que transcenda o eu, só poderá conduzir à frustração do cidadão que constata nas órbitras das instituições do Estado e da humanidade a repetição da própria órbitra egocêntrica, apenas um pouco mais alargada.

Falta a consciência duma órbitra universal cujo trajecto se origina no nós e tende para o nós numa dinâmica complementar. Uma teoria e uma praxis na perspectiva do nós (comunidade e não mera sociedade) interromperia a continuidade histórica de exploração (a relação de caçador e presa) para, na História da humanidade, se introduzir a sustentabilidade do seu desenvolvimento. Isto para não reduzirmos o trajecto histórico a um movimento rotativo de explorados e exploradores.

Doutro modo a nossa vida dará sustentabilidade à reiteração da exploração e da lamentação, continuando a História ordenada em dois acampamentos: dum lado os mais solidários, do outro os mais egoístas, os privilegiados.

Marx pensava poder mudar a humanidade e a natureza humana, se se acabasse com a propriedade privada. O seu erro foi querer reduzir tudo ao ciclo da matéria e querer sacrificar as diferentes esperanças da humanidade à sua esperança, não contando que a realidade consta de erros complementares que possibilitam o alívio do mal. Há muitos caminhos na tentativa de superar o mal e de melhorar a sociedade. Será tarefa de todos fazer desembocar o seu caminho na comunidade e no respeito da diferença. Uma só solução é engano. Até hoje, as revoluções criam novas classes dominantes que se legitimam com novas ideias impostas ao povo e aos vencidos. A ilusão voa mas o sofrimento provocado pelo ser humano é continuado sob o sol de novas explicações e dominações.

A tarefa apontará no sentido de se agir a partir do ponto de vista do nós. Para isso ajuda um princípio duma ética universal digna: não faças ao outro o que não queres que te façam a ti. A ética superior das bem-aventuranças poderá ficar para uma segunda fase da evolução da humanidade. Por enquanto continuamos a ser crianças contentando-nos com o jogo das escondidas.

Cada sistema de valores corresponde a um ecossistema cultural aferido à geografia, às necessidades e desejos de cada biótopo. Destruí-los em nome doutras grandezas seria crime. Há que disponibilizar o sol para todos. A óptica divina apela à consciência duma perspectiva universal num mundo a ter de se recriar: um mundo de luz e de treva de todos para todos.

 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O Aborto é o cúmulo da violência doméstica


Fernando Castro, entrevistado no Diabo por João Filipe Pereira

«Barrigas de aluguer só interessam à esquerda caviar»

 Em Portugal há 5 mil famílias com três ou mais filhos registadas na Associação Portuguesa de Famílias Numerosas. Fernando Ribeiro e Castro é o seu presidente. Em entrevista a O DIABO, o homem que defende os interesses das famílias grandes é fulminante no ataque que faz à «Esquerda caviar», às políticas do Governo e aos «totós» do CDS, PSD e PS.

Ler mais em:
http://uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.com/2012/02/o-aborto-e-o-cumulo-da-violencia.html

Governo deve ouvir o Cardeal:
Mãe há só uma


Manuel Tavares, Director do JN









O novo cardeal português foi ao fundo da questão europeia: a relação da mãe com a família e o trabalho. Para alguns será muito fácil colocar as etiquetas de conservador ou mesmo de reaccionário a D. Manuel Monteiro de Castro por, na entrevista que concedeu ao JN, ter dito sem papas na língua o seguinte:

«O trabalho da mulher a tempo completo creio que não é útil ao País. Trabalhar em casa, sim, mas que tenham de trabalhar pela manhã até à noite creio que para um país é negativo. A melhor formadora é a mãe, e se a mãe não tem tempo para respirar, como vai ter tempo para formar?».

E, no entanto, vejamos...

Ainda não há no mundo sítio com melhores condições de vida que o nosso velho continente: o modelo social europeu permanece imbatível. Mas está claramente ameaçado. E se um optimista como eu pode sempre acreditar que haveremos de superar a ameaça resultante da crise financeira, outra tanta dose de fé não chegará para eliminar a ameaça demográfica.

Ou seja: mesmo que a Europa resolva os seus problemas de competição no quadro do comércio mundial e o faça salvaguardando os salários pela redistribuição da riqueza, vai ser preciso que, para além das religiões, das ideologias e das práticas sociais, o cidadão renuncie ao conforto da responsabilidade mínima. A sua própria por natureza e a da eventual alma gémea com quem decida partilhar a aventura da vida comunitária.

Com a taxa de natalidade em queda vertiginosa em Portugal e na Europa não podemos esperar que o nosso modelo social sobreviva. Perceber que esta é a questão essencial, muito mais importante que as circunstâncias da crise, é o passo indispensável para termos uma atitude diferente em relação ao núcleo da nossa organização social: a família.

Salvar este nosso modelo de vida, com todas as heterodoxias que ele permite, significará sempre revalorizar a natalidade. E a primeira consequência desta revalorização será a de dar condições para que os pais que assim o pretendam possam ter mais filhos.

Este ponto é tão mais sério e tão mais decisivo para as gerações que as sérias dívidas soberanas, e seria imperdoável que falhássemos. Porque só depende de nós e do que possamos pensar para além do puro prazer de ter um único filho. Ou nenhum.

Acontece que do plano da cidadania para o da prática social, por mais cardeais que nos alertem, terão de ser os políticos a garantir-nos a sobrevivência do nosso modelo social europeu.

No que me toca, atrevo-me a dar-lhes um conselho: antes de pensarem em novas leis laborais, perguntem às mães que não podem fugir a despejar os filhos de seis meses em infantários.

Continua a pouca vergonha!


Motorista milionário para o chefe dos gajos de avental da zona de Santarém (73.466euros/ano)
Nem o motorista do Obama!!!...

Motorista de Relvas recebe € 73.446,00
O Ministro Miguel Relvas precisava de viajar  e não lhe bastava os 3 motoristas cedidos pela Secretaria Geral do Ministério dos Assuntos Parlamentares logo decidiu contratar por Ajuste Directo um novo motorista por € 73.446,00 :














E de onde vem importante  responsável pelo transporte da política do Governo? Onde trabalhava antes? A resposta está no DRE:










Então ficamos a saber que o ex-motorista do grupo parlamentar do PSD vai receber €73.446,00.

Curiosamente esta nomeação encoberta não consta da página das nomeações do Governo.
Porém, o Sr. Alexandre Meireles não é o único que não consta da página das nomeações do Governo.

Vejamos o caso do Rui:
O Rui Jorge que vai ganhar € 5.000,00 em dois meses:
















Olhemos o caso da Rita:
A Rita que vai ganhar um pouco mais que o Rui, € 3.750,00em 66 dias:
Mais uma vez, curiosamente, não constam da página de transparência do Governo!
Transparência









O Papa alerta sobre abuso do poder
das finanças e dos meios de comunicação


VATICANO, 16 Fev. 12.- O Papa Bento XVI alertou sobre o abuso do poder das finanças e dos meios de comunicação, que quando mal usados oprimem o homem e impedem que seja verdadeiramente livre.

Na sua visita de ontem ao Pontifício Seminário Romano Mor de Roma para reunir-se com os seminaristas e rezar uma lectio divina (oração com uma meditação bíblica) em preparação à festa de Nossa Senhora da Confiança, que se celebra no dia 18 de Fevereiro, o Papa explicou o significado da palavra «mundo».

«Por um lado o mundo criado Por Deus, amado por Deus, até o ponto de dar-se a si mesmo e a seu Filho por este mundo», e por outro o mundo «que está no mal, que está no poder do mal, que reflecte o pecado original».

Hoje em dia, disse o Santo Padre, «vemos este poder do mal por exemplo, em dois grandes poderes que por si mesmos úteis e bons, porque podem ser úteis e bons, mas que são abusivos com facilidade: o poder das finanças e o poder dos meios de comunicação».

O Papa indicou que apesar de serem «ambos necessários, porque podem ser úteis, também podem ser tão abusivos que frequentemente se convertem no oposto de suas verdadeiras intenções».

«Vemos como o mundo das finanças pode dominar ao homem, que o ter e o parecer dominam o mundo e o escravizam. O mundo das finanças não representa mais um instrumento para favorecer o bem-estar, para favorecer a vida do homem, mas se converte  num poder que o oprime, que deve ser quase adorado: «a riqueza» a verdadeira divindade falsa que domina o mundo».

Bento XVI disse que «contra este conformismo da submissão a este poder, devemos ser inconformistas: não contra o ter, mas contra o ser! Não nos submetamos a isto, usemo-lo como meio, mas com a liberdade dos filho de Deus».

Em referência ao poder da vida pública, assinalou que certamente se necessita informação e conhecimento sobre a realidade do mundo, mas sem cair na aparência, porque às vezes «o que se diz se converte em mais importante que a realidade»

«A aparência sobrepõe-se  à realidade, torna-se mais importante, e o homem já não segue  a verdade de seu ser, mas quer sobre tudo aparentar, ser conforme a esta realidade».

«Também contra isto está o inconformismo cristão: não queremos sempre 'ser conformes', adorados, não queremos a aparência, e sim a verdade, e isto nos dá a verdadeira liberdade cristã», explicou.

O Santo Padre recordou que o «inconformismo do cristão, restitui-nos na verdade». É preciso «libertar-se desta necessidade de deleitar, de falar como as massas acham que deveria ser, e ter a liberdade da verdade, e assim recriar o mundo de modo que não oprimido pela opinião, pela aparência que não deixa mais emergir a mesma realidade», exortou.

É preciso lutar contra o «mundo virtual», que cada vez «faz-se mais verdadeiro, mais forte e não se vê mais o mundo real da criação de Deus», lamentou.

«Oremos –alentou– ao Senhor para que nos ajude a ser homens livres neste inconformismo que não está contra o mundo, mas que é o verdadeiro amor do mundo».

Finalmente, o Santo Padre ressaltou que actualmente os meios não falam realmente do que significa a Igreja, falando de assuntos que nada ou pouco têm a ver com ela: «oremos ao Senhor para que possamos fazer que se fale não de muitas coisas, mas sim da fé da Igreja Romana».

«Aprendam um novo modo de pensar, que é o modo que não obedece ao poder nem ao haver, à aparência etc., mas sim obedecer à verdade de nossos seres que habita profundamente em nós e nos é dada no Baptismo», concluiu.

O Santo Padre esteve acompanhado por 190 seminaristas; 16 jovens que frequentam o ano propedêutico, as religiosas Filhas de São José de Dom Luigi Caburlotto; as Religiosas da Família do Corde Iesu, que se ocupam da enfermaria; entre outros.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Os perigosíssimos e os invertidíssimos


Nuno Serras Pereira










Eu não conheço o que pensam as pessoas, que lêem este texto, de uma sociedade, de uma nação, cujas forças policiais protegem e defendem os assassinos violentos daqueles que, mansa e pacificamente, procuram evitar esse malfazer maligno. Mas sei, com toda a segurança, que, como podem verificar lá para o meio desta filmagem, isso sucede em Portugal. Perigosíssima esta vintena de gente que exige a presença de cinco polícias para guardar o lugar onde, em média, se chacinam, numa grande carnagem, 25 pessoas, ainda miudinhas, por dia de trabalho.

Neste país inacreditável o estado executa à morte sumária, através dos serviços de saúde (!?) os inocentes de qualquer culpa, os concebidos - cruelmente impedidos de nascer -, desde que a mãe infantofóbica, forçadamente ou não, o decida (como escreveu lapidarmente Thereza Ameal: «São muitos os dramas por trás destas decisões... (mas) São piores ainda os dramas depois destas decisões...»).

O mesmo estado usurpando perversamente o poder que lhe foi concedido impõe totalitariamente, violentando a consciência e a liberdade religiosa dos contribuintes, que todos sejamos coagidos a pagar essa abortança malvada de pessoas, iguais a nós, mas muito débeis ainda, eminentemente vulneráveis, e inteiramente indefesas; e condenados também ao pagamento iníquo da contracepção, inclusive da abortiva. Não lhe bastando, na sua sofreguidão sanguinária, com uma voracidade de Moloch, seduz as mães com prémios vários – isenção de «taxas moderadoras», trinta dias de férias com subsídio a que, no cúmulo da sua manha dissimulada, apelida de «licença de maternidade». Para o estado, essa coisa horrorosa de parir, ou dar à luz, que pede a constituição de famílias estáveis, fundadas no matrimónio, uno e indissolúvel, entre um homem e uma mulher, que garante o futuro de uma nação, que é o fundamento de um desenvolvimento integral, na totalidade dos factores constituintes da humanidade da pessoa deve ser combatida a todo o custo com a contracepção, a esterilização, a promoção de juntamentos lascivos entre pessoas do mesmo sexo, o divórcio expresso-sem-culpa, o filicídio sob a forma de aborto e de infanticídio pós-parto. Temos, pois, que em Portugal, os princípios e valores fundamentais estão tresloucadamente alterados devido a um conjuntivo de gente invertidíssima, que goza de imenso prestígio, é incensada pela grande comunicação social, e adulada por variegados sectores da hierarquia da Igreja católica.

Oitenta mil pessoas, iguais a ti e a mim, dotadas do mesmo valor e da mesma dignidade transcendente daqueles que, cobarde e atrozmente, servindo-se da sua maior força, os envenenaram e esquartejaram, foram desumanamente eliminados, perante a indiferença fria da generalidade dos portugueses e o silêncio, ou as curtas palavras inócuas, dos prelados. Todos, sem excepção, mas ainda mais estes últimos terão de responder diante de Deus, Justo Juiz, nos dias tremendos dos juízos, particular e universal.

Agora, agora mesmo, é o tempo da misericórdia e da conversão, depois será tarde. Agora, e não depois, é o tempo de fazermos penitência pública implorando o perdão de Deus para a enormidade do nosso pecado, como povo e como católicos e cristãos, manifestando o nosso arrependimento, desagravando e reparando as ofensas e injúrias feitas ao Coração Misericordioso de Jesus Cristo e ao Coração Maternal e Imaculado da sempre Virgem, Mãe de Deus e também nossa.

Indonésia força mil crianças católicas
a converter-se ao Islão


Cerca de mil crianças católicos do Timor Oriental que foram arrebatadas de suas famílias há mais de dez anos, estão sendo retidos à força em colégios nacionais islâmicos de Java Ocidental onde são obrigados a converter-se ao Islão.

A Igreja na Indonésia e alguns trabalhadores humanitários católicos confirmaram à agência vaticana Fides que os jovens se encontram nestas escolas e centros em mãos de educadores muçulmanos, os quais, impedem o retorno dos jovens às suas famílias de origem.

Durante 1999, durante a guerra da independência, 250 mil refugiados do Timor Oriental cruzaram as fronteiras para o Timor Ocidental para escapar da violência das tropas pró-Indonésia.

Entre os refugiados havia mais quatro mil crianças, muitos deles não podiam ser alimentados por suas famílias e foram entregues ao exército e a organizações humanitárias. Como resultado, mais de mil dessas crianças nunca retornaram a seus lares e actualmente permanecem prisioneiros nos internatos islâmicos de Java.

Os representantes do Alto Comissionado das Nações Unidas para os Refugiados e diversas ONGs na Indonésia, tentaram solucionar a repatriação dos jovens mas sem êxito.

No entanto muitos dos pais das crianças têm negado o acesso a seus filhos por parte dos colégios islâmicos.

O Secretário da Comissão Episcopal para o Diálogo Interreligioso,Padre Benny Susetyo, considerou que «é urgente limitar a instrumentalização da religião em política. A zona de Java Ocidental é um exemplo: os grupos muçulmanos querem impor regras baseadas na Sharia (Lei Islâmica)».

Ele assinalou que o principal problema no Timor Oriental, «são o excesso de burocracia e a corrupção: dois temas que influem na retenção destas crianças, e indicou que «trata-se de um caso muito triste e de um abuso evidente».

A Comissão Episcopal para o Diálogo Interreligioso tentou administrar uma solução ante o governo, as organizações muçulmanas e as Nações Unidas, mas «casos como estes fazem ver como a relação entre política e religião tem um grave impacto na liberdade dos cidadãos, especialmente nas minorias», concluiu o Padre Susetyo.


80 mil abortos «por opção» desde 2007
13 mil reincidentes


Desde 2007 realizaram-se em Portugal mais de 80 mil abortos «por opção da mulher», revela um estudo da Federação Portuguesa Pela Vida (FPV) feito com base nos dados oficiais disponíveis.

Ler mais em: 
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2295385

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Metro de Lisboa não aceita publicidade de invertidos


Rede social Manhunt queixa-se de discriminação e pondera avançar para processo judicial

O Metro de Lisboa recusou uma publicidade da rede social Manhunt, que agrega portugueses invertidos, por considerar que podia «ferir susceptibilidades», conforme avança o «P3».

Nas imagens que chegaram a ser aprovadas pela Multimedia Outdoors Portugal -- a empresa que gere a publicidade no metro, e que devemos ter debaixo de olho -- pode ver-se dois homens semi-nus a simularem um beijo e dois homens vestidos e abraçados.

«A primeira ainda acredito que teria sido chocante para a maioria dos utilizadores do metro, mas como podem alegar que há um teor sexual explícito na segunda? Quando olhamos, por exemplo, para a publicidade de lingerie feminina, só falta as meninas terem a alma de fora...», aponta Iúri Vilar, responsável em Portugal pela Manhunt, em declarações ao tvi24.pt.

Acusando a Metro de Lisboa de «discriminação ao mais alto nível», Iúri Vilar garante que os advogados da Manhunt estão a avaliar a hipótese de «avançar com um processo judicial».

«Ainda há um lobby em Portugal. As empresas não de importam de vender sexo, mas só se for heterossexual», lamenta.

O objectivo da Manhunt era colocar 15 cartazes MUPI (Mobiliário Urbano Para Informação) «na zona invertida» de Lisboa, entre as estações da Baixa, do Bairro Alto e do Saldanha.

«Os transportes públicos foram uma solução que encontrámos a um bom preço. Era a primeira vez que tentávamos massificar a nossa publicidade e lá fora, nos EUA e no Brasil, por exemplo, nunca tivemos qualquer tipo de problema», disse.

Após a «nega» do Metro de Lisboa, a rede social invertida tem recebido, no entanto, outras propostas. «O metro fechou-nos as portas, mas vão abrir-se janelas. Há empresas interessadas em aproveitar a boleia do mediatismo», concluiu.

A Manhunt existe há cerca de dez anos nos EUA e tem seis milhões de utilizadores a nível mundial. O seu principal objectivo é possibilitar o contacto entre homens invertidos, mas também desenvolve outras actividades, como informações sobre HIV ou ofertas de preservativos.

Escrevam uma carta de felicitações para a Metro Lisboa por terem proibido esta campanha dirigida ao Eng. Francisco José Cardoso dos Reis para: relacoes.publicas@metrolisboa.pt

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Socialistas católicos lamentam que Zorrinho esteja contra revisão da lei do aborto



Os socialistas católicos lamentaram nesta quinta-feira a posição do PS contra a revisão da lei do aborto, recordando que, no referendo de 1998, o agora líder parlamentar Carlos Zorrinho se juntou à campanha pelo «não».

«Queremos lamentar a posição do nosso PS e - muito mais grave ainda - lamentar que quem a tome seja o líder parlamentar, Carlos Zorrinho, que, no referendo de 1998, fez campanha pelo ‘não’ ao aborto connosco e veio hoje dizer que é contra uma revisão desta matéria», disse à Lusa Claúdio Anaia, porta-voz dos militantes socialistas católicos, que hoje se reuniram nas Caldas da Rainha.

O socialista recordou ainda que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, «prometeu, em campanha eleitoral, um possível referendo sobre isso», apelando a que a promessa não seja esquecida.

O líder parlamentar do PS afirmou-se hoje frontalmente contra uma reavaliação da actual lei do aborto. Carlos Zorrinho falava aos jornalistas no final de uma reunião do Grupo Parlamentar do PS, depois de interrogado sobre uma eventual reavaliação da legislação.

«O PS entende que não há qualquer razão para alterar a actual lei sobre interrupção voluntária da gravidez. É uma lei que decorre de um referendo e que tem mostrado ser uma lei equilibrada e adequada às circunstâncias», respondeu.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A Palavra de Deus passa de moda?


D. João Braz de Aviz *









«Uma coisa que me desagrada é ouvir dizer, inclusive da boca de certos bispos, que alguns carismas tiveram o seu tempo. Não é verdade: a Palavra de Deus não passa de moda.»

Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e para as Sociedades de Vida apostólica


Queixa contra Acordo Ortográfico
na Provedoria de Justiça



A Provedoria de Justiça está a analisar uma queixa que pretende travar o Acordo Ortográfico (AO). Trata-se de um pedido de revisão da constitucionalidade do Acordo, feito por Ivo Miguel Barroso, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que garante que as novas regras de escrita são inconstitucionais.

Ler mais em:

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Fanatismo hindu e muçulmano
é grave ameaça para os cristãos na Índia


Um dos principais problemas que enfrentam os cristãos na Índia é o fanatismo hindu e muçulmano que leva estas comunidades à violência contra os seguidores de Cristo, explica o Arcebispo de Bagalore, Dom Bernard Mora.

Em entrevista concedida à agência Vaticana Fides por ocasião da próxima assembleia geral dos bispos da Índia, o Prelado assinala que no encontro tratarão «o velho problema do terrorismo e do fanatismo religioso, hindu e muçulmano, que gera ódio, intolerância e violência contra os cristãos».

O Arcebispo disse que «o desafio para nós é construir e tornar eficazes as comissões para o diálogo e a paz, em todas as comunidades locais. Como cristãos, estamos seguros de que o projecto dos radicais hindus de expulsar-nos da Índia, não será realizado».

Dom. Mora também comentou o lema da assembleia «O papel da Igreja para uma Índia melhor» considerando que ante a pobreza, o desemprego e a falta de educação, entre outros, «a Igreja Católica pretende ser uma voz importante e oferecer sua própria contribuição à construção de uma nação que garanta o bem-estar, a educação, a harmonia e a justiça para todos».

Na assembleia que se desenvolverá entre 1 e 8 de Fevereiro e que reunirá mais de 160 bispos dos ritos presentes na Índia (latino, siro-malabar e siro-malankar), participarão importantes convidados como o Cardeal Peter Turkson, Presidente do Pontifício Conselho «Justiça e Paz».

O Arcebispo disse também que há «dois temas aos que, como Bispos, estamos muito atentos: a evangelização e a juventude. O Evangelho é a resposta aos desafios de hoje e os jovens são o futuro da nação».

domingo, 29 de janeiro de 2012

A nova missão do FBI: monitorizar cristãos

Júlio Severo









Historicamente, a Gestapo e a KGB são notórias como agências policiais estatais de monitorização, repressão e perseguição, inclusive de cristãos.
Enquanto a Gestapo e a KGB miravam dissidentes e cristãos, o FBI visava criminosos.
Os tempos mudaram. A Gestapo e a KGB desapareceram nos escombros da história. E agora o FBI, que deveria estar visando islâmicos terroristas, visa os cristãos,  tornando-se aos poucos como a Gestapo e a KGB.
Primeiro, conforme foi denunciado no meu blog, o FBI está atrás de uma ex-lésbica e da sua filha. A mulher  tornou-se cristã e teve de fugir dos EUA, porque a ex-amante, uma activista lésbica, exige a menina. Mas o FBI não está do lado da mãe natural. O FBI está com o movimento gay, prendendo pastores e movendo uma perseguição internacional contra a mãe cristã e sua filha.
E agora, WND relata o caso de um pregador de rua na mira do FBI. É de se temer o que o FBI acabará  tornando-se num futuro não muito distante.
E não seria difícil o FBI perseguir grupos cristãos e conservadores. Numa das excelentes aulas de seu curso de filosofia, o Prof. Olavo de Carvalho disse que por ano são aprovadas milhares de leis nos Estados Unidos. É claro que é impossível os cidadãos conhecerem todas essas leis. E quando você tem inimigos políticos, como apontou o Prof. Olavo, torna-se fácil pegar qualquer lei, que você desconheça, e jogar contra si.
Só no ano passado, os Estados Unidos aprovaram 40 mil leis, de modo que, conscientemente ou não, todo americano deve estar a quebrar alguma lei! Um terço dos americanos já passou, nalgum momento de suas vidas, algum tempo na cadeia.
Os tribunais americanos declaram aos que confessam que não sabiam: «O desconhecimento da lei não é desculpa». Isso era fácil quando havia só os Dez Mandamentos. Mas se é impossível decorar dez por cento de todas as leis que foram aprovadas somente no ano passado nos EUA, como então se lembrar das leis que foram aprovadas nos outros anos? Esse enorme labirinto legal pode ser usado e abusado para prender e destruir os desafectos do sistema político no poder.
E os maiores desafectos desse sistema agora são os cristãos conservadores. Sei disso porque o governo americano já está monitorizando sites cristãos. Sei disso porque eu mesmo estou  nalguma lista negra. Sei disso porque o governo americano já declarou que os EUA vão estabelecer uma agência policial internacional a favor da agenda gay.
Perto do policiamento politicamente correto que o governo americano quer instaurar mundialmente, temo que a Gestapo e a KGB venham ainda a parecer uma coisa de crianças.

Pregador quer saber se o seu nome está
na lista de terroristas

Bob Unruh


O Instituto Rutherford, um escritório de advocacia, está a tentar saber se o FBI colocou na sua lista de monitorização de terroristas um pregador de rua que prega o Evangelho sem rodeios.


O pregador, Michael Marcavage, recorreu à ajuda legal depois que ficou sabendo que o FBI estava querendo entrevistar e interrogar seus amigos sobre as actividades dele.
O Instituto Rutherford confirmou que «uma fonte confiável informou Marcavage de que ele estava sendo alvo de uma investigação do FBI e que o seu nome havia sido acrescentado à lista do FBI de monitorização de terroristas, com base na ligação alegada dele a uma organização antiaborto conhecida como Exército de Deus».
John Whitehead, presidente do Instituto Rutherford, disse que o FBI estava conduzindo uma investigação secreta nas ligações e actividades de Marcavage. Ele exigiu que o FBI revelasse o que está acontecendo ou pare a investigação.
«Michael Marcavage merece saber o motivo por que está sob investigação e se ele foi, de facto, colocado na lista do FBI de monitorização de terroristas. Contudo, se, conforme suspeitamos, Marcavage não é culpado de nada, a não ser de dar mensagens religiosas pacíficas que autoridades governamentais vêem como polémicas, então o governo claramente ultrapassou os seus limites constitucionais», disse Whitehead.
Marcavage é o director de um ministério de evangelismo cuja missão é a proclamação pública do Evangelho. Ele rotineiramente viaja pelo país pregando em fóruns públicos tradicionais, distribuindo literatura cristã e envolvendo os transeuntes em debates sobre a fé cristã.
Traduzido e adaptado por Júlio Severo do artigo de WND: «Preacher demands to know "terror watch" status»

Renascer 2012 é opção de um Carnaval diferente



A Comunidade Católica Shalom realizará nos dias 19,20 e 21 de Fevereiro a vigésima sexta edição do Renascer no Ginásio Paulo polidesportivo Sarasate. O evento tem entrada franca e início sempre às 8h da manhã, estendendo-se até às 20h.
O evento marca a abertura das comemorações dos trinta anos de acção evangelizadora da Comunidade Católica Shalom. Estão confirmados no Renascer 2012 as presenças de Moysés Azevedo, Fundador da Comunidade Shalom e membro consultor do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dicastério romano ligado ao Papa e Emmir Nogueira, Co-fundadora da Comunidade Shalom e escritora cearense.
A programação do Renascer consta de palestras, actividades artísticas, orações, louvor, Missa em favor dos enfermos e Adoração ao Santíssimo Sacramento. A animação fica por conta dos músicos da Comunidade Shalom, entre eles a Banda Missionário Shalom e as cantoras Suely Façanha e Ana Gabriela.
A organização do Renascer 2012 monta uma completa estrutura no ginásio coberto com praça de alimentação, área de exposição dos projectos de Promoção Humana da Comunidade Shalom, ambulatório e serviço de aconselhamento individual aos que desejarem.
Para as crianças a opção é o Renascerzinho que acontecerá no Ginásio do Colégio Salesiano Dom Bosco (Avenida Antônio Sales, 116 - Joaquim Tavora, próximo ao Paulo Sarasate) com uma programação específica para o público como jogos, gincanas, teatro e momentos de oração, tudo orientado por monitores, pedagogos e casais do Projecto Família Shalom.
Além dos trabalhos de dois mil voluntários, o Renascer conta com o apoio dos órgãos públicos de segurança e mobilidade urbana. Também foi renovada a parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará- Hemoce. Durante os dias de Carnaval, o Renascer torna-se o posto oficial de colecta de sangue e cadastro de doadores de medula óssea na cidade de Fortaleza.
O objectivo principal do evento é oferecer aos participantes a opção de um Carnaval diferente, marcado pela alegria. «Nós costumamos dizer que a alegria experimentada no Renascer não acaba na Quarta-feira de Cinzas, mas se prolonga por toda a vida», disse Tobias Cortez, organizador do evento. «Além disso, possibilitamos que o fortalezense aproveite o Carnaval sem ter que sair da capital. Sabemos que o número de acidentes aumenta neste período», completou Cortez.
Mais informações:  www.­comshalom.­org/­renascer/­

A bomba demográfica


Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto do C.M.







Há uma bomba latente que ameaça o futuro deste País. É o envelhecimento e a quebra da população, motivados pela reduzida taxa de natalidade

É uma ameaça mais grave do que a longa crise económica em que mergulhámos. Obviamente que o empobrecimento agrava os efeitos desse icebergue em direcção ao qual este país caminha inexoravelmente. As estatísticas dão conta da quebra de um milhão de jovens em apenas 30 anos. Os saldos migratórios é que permitiam o crescimento da população. Mas em 2010 esse fenómeno não foi suficiente e Portugal encolheu. Este ano, com o êxodo de milhares de pessoas, a tendência vai agravar-se. Se nada for feito, em poucas décadas Portugal parecerá um lar de idosos falido.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Os filhos da mentira

P. Gonçalo Portocarrero de Almada










O milagre da multiplicação dos pais e das mães

Jesus Cristo fez o milagre da multiplicação dos peixes e dos pães, mas a igualdade de género faz mais: multiplica, desgraçadamente, os pais e as mães.

Se uma criança pode ter duas «mães», a verdadeira e a falsa, já que não pode ter sido gerada por ambas, pode ter ainda mais. Com efeito, se a verdadeira mãe morre, ficando a filha ao cuidado da falsa e a dita «viúva» casar com outra, também esta será, pela mesma razão, «mãe» da menor, portanto sua «mãe» duplamente falsa. Se aquela «viúva» morrer e lhe sobreviver a pessoa com quem casou, em segundas núpcias, pode esta, a dita «mãe» duplamente falsa, por sua vez casar com uma nova mulher, que será portanto a quarta «mãe» da criança em causa, ou sua «mãe» triplamente falsa. Portanto, se mãe verdadeira há só uma, falsas podem ser três, ou muitas mais!


O mesmo se diga dos «pais». O finlandês Juha Jämsä, casado com o pai de três filhos, que têm mãe, também quer ser «pai» deles: se o conseguir, os ditos terão simultâneamente três «pais» legais: dois progenitores mais um falso pai. Se a mãe voltar a casar com um homem, ainda podem ter quatro: uma mãe e três «pais»!

E se dois homens casados quiserem adoptar um órfão? Não é possível, porque a lei não o permite. Que fazer? Basta dar prioridade ao «interesse da criança», em detrimento da «ideia antiga» de que a adopção deve imitar a «reprodução biológica». Quer isto dizer que um menor deveria poder ser adoptado por um clube de futebol, por um rancho folclórico ou por uma esquadra da PSP. Genial, não é?

E, ainda, se uma mulher quiser ter um filho, mas não casar? Não pode porque, segundo a actual legislação, a procriação medicamente assistida só é viável a pedido da mulher e do seu marido. Mas – contradizem os activistas da ideologia de género – é uma «violência» obrigar uma mulher a casar, ainda por cima com um homem, para que possa recorrer à fecundação artificial! Se for, também o será que, para casar ou conceber, precise de alguém… Se a geração é um direito individual, invente-se então a reprodução assexuada!

Dois conceitos a distinguir: matrimónio e filiação. São cônjuges os casados, são progenitores os pais. O marido da mãe não é, necessariamente, o pai dos filhos dela, nem a mulher do pai é, por força, mãe da geração dele. Por isso, o marido da mãe que não é pai, é padrasto; e madrasta a mulher do pai, que não é mãe. Substituir padrasto ou madrasta por «pai» ou «mãe» é mentir ao filho sobre a sua identidade e filiação.

Há quem entenda que é a competência parental que conta e não a consanguinidade. Mas então, a adopção deveria ser concedida a equipas de especialistas: quinze «pais» peritos em puericultura, culinária infantil, pedopsiquiatria, línguas estrangeiras e dança substituiriam, com vantagem, pai e mãe, ou duas «mães» ou «pais» menos versáteis.

Mais ainda: se é a competência que interessa e não o parentesco, então mesmo o filho do casal natural, pai e mãe à antiga portuguesa, não deveria ser dado aos seus progenitores, como exige a ideologia de cariz biologista, mas entregue ao Estado, que depois o adjudicaria aos que provassem ser os «pais» mais aptos. Assim sendo, todos os cidadãos portugueses que quisessem «ter» geração, mas não «ser» pais, deveriam provar as suas aptidões parentais em exames nacionais: ser-lhes-iam depois dadas as crianças disponíveis, consoante as suas notas. Logicamente, o primeiro classificado teria direito ao bebé do ano.

Foi à revelia da vontade popular que Portugal entrou no restrito grupo dos países que apostaram na falsificação da família e do matrimónio naturais e, pelo menos 62% dos portugueses, não quer que casais do mesmo sexo possam adoptar menores.

Os recém-nascidos têm direito à família de que e em que nasceram: ao pai e à mãe que os geraram. Só a sua inexistência, ou manifesta incapacidade, pode legitimar a sua substituição por pais adoptivos. Mas nunca dois «pais» ou duas «mães», um verdadeiro e outro falso, porque uma mãe não é outro pai, nem o pai uma outra mãe. Além do mais, o pai do filho de duas «mães», como a mãe do filho de dois «pais», não podem, nem devem, ser excluídos da relação parental.

Esta não é, apenas, mais uma causa fracturante, mas uma questão aberrante. A adopção por casais do mesmo sexo é contrária à dignidade humana e ao superior interesse das crianças. Contra este mal maior, há que defender, sempre, o bem do indefeso menor.

Aprovação do Papa ao Caminho Neocatecumenal não se aplica
ao seu modo de celebrar a Missa

A aprovação que o Papa Bento XVI outorgou a algumas celebrações do Caminho Neocatecumenal, anunciada no dia 20 de Janeiro, somente se aplica às orações não litúrgicas em sua catequese e não à Missa nem outras liturgias da Igreja.
Conforme assinalou ao grupo ACI uma fonte do Vaticano este 21 de Janeiro, «com respeito às celebrações da Santa Missa e de outras liturgias da Igreja», as comunidades do Caminho Neocatecumenal devem «seguir as normas da Igreja como se indica nos livros litúrgicos. Fazê-lo de outra forma se entende como um abuso litúrgico».

No dia 20 de Janeiro o Papa Bento XVI recebeu mais de 7 mil membros deste movimento na Sala Paulo VI para o envio anual de famílias missionárias. O convite para o evento assinalava que «o propósito deste encontro será que o Santo Padre assine um decreto da Congregação para o Culto Divino com a plena aprovação das liturgias do Caminho Neocatecumenal».

Entretanto, a aprovação das práticas não litúrgicas proveio de outro dicastério. Foi o Pontifício Conselho para os Laicos o que emitiu um decreto, com a vénia da Congregação para o Culto Divino, para as celebrações presentes em seu Directório Catequético.
Neste processo, «o Caminho Neocatecumenal não obteve até o momento uma nova autorização», disse a fonte do Vaticano familiarizada com o processo de aprovação para orações e liturgias.

«Essencialmente o Pontifício Conselho só está aprovando nestas celebrações as que se encontram no Directório Catequético do Caminho Neocatecumenal, que de nenhuma forma se refere aos conteúdos dos livros litúrgicos».

A fonte vaticana indicou que o decreto serve apenas para assegurar que «não há nada errado nas orações que eles usam no contexto de suas sessões catequéticas».

Desde sua fundação, o Caminho Neocatecumenal recebeu advertências do Vaticano por inserir novas práticas às Missa que realizam. Estas incluem a predicação de leigos, estar de pé durante a oração eucarística, a recepção da Eucaristia sentados e sob as duas espécies, passando o cálice sagrado do vinho de pessoa a pessoa.

«O Caminho Neocatecumenal não tem permissão para nenhuma destas coisas», afirmou a fonte vaticana e assegurou que o Vaticano ainda recebe queixas referentes a que este movimento «não cumpre as normas universais para a liturgia».

A fonte do Vaticano disse ademais ao grupo ACI que «o decreto (da sexta-feira 20) não tem nada a ver com as inovações litúrgicas do Caminho Neocatecumenal» que «devem ser detidas imediatamente porque não correspondem às normas sobre a forma em que a Missa e os sacramentos devem ser celebrados».

As únicas excepções são duas permissões para que o grupo pudesse mover a saudação da paz para fazê-la antes da apresentação dos dons e receber a comunhão sob as duas espécies. Mas estas mudanças requerem ademais a permissão do Bispo local.

«A liturgia da Igreja está definida claramente como o culto público da Igreja» como a Missa e a liturgia das horas, esclareceu a fonte a ACI Digital. As normas da Igreja para a liturgia, acrescentou, «estão nos livros litúrgicos aprovados e o Caminho Neocatecumenal também deve observá-los sem distinção de qualquer outro grupo da Igreja Católica».

O que o decreto da sexta-feira aprovou foram «aquelas celebrações do Directório que não estão incluídas nos livros litúrgicos» o que seria equivalente «a aprovar as orações, por exemplo, das reuniões dos Cavaleiros de Colombo ou de uma confraternidade ou talvez as orações que grupos como as missionárias da caridade fazem logo depois da Missa».

No encontro da sexta-feira 20 de Janeiro do Papa com os neocatecumenais, o Santo Padre agradeceu pelo valioso serviço à Igreja que realizam e os animou a proclamar a Cristo recordando que as comunidades neocatecumenais não devem estar separadas das paróquias nas que estão presentes.

Os estatutos do Caminho Neocatecumenal foram aprovados pela Santa Sé em 2008.