sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Eleição fraudada no Egipto

Daniel Pipes e Cynthia Farahat

Segundo a comissão eleitoral do Egito, a Irmandade Muçulmana conquistou 37 porcento na primeira rodada de votações e os salafistas, que fomentam um programa islamista ainda mais extremista, 24 porcento, recebendo juntos impressionantes 61 porcento dos votos.


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http://maislusitania.blogspot.com/2011/12/eleicao-fraudada-no-egito.html


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Concílio Vaticano II

O artigo de Fernando Ocáriz publicado nesta 6.ª feira no L´Osservatore Romano apresenta a posição da Santa Sé nas conversas doutrinais que mantém com a Fraternidade Sacerdotal S.Pio X (FSSPX), fundada em 1970 pelo Arcebispo francês Marcel Lefebvre (1905-1991).

E X C E R T O S    

Que adesão deve ter-se ao Concílio Vaticano II?
O Concílio Vaticano II não definiu nenhum dogma, no sentido que não propôs, mediante acto definitivo, qualquer doutrina.

Contudo o facto de um acto do Magistério da Igreja não ser exercido mediante o carisma da infalibilidade não significa que ele possa ser considerado «falível» no sentido de que transmitiria uma «doutrina provisória» ou «opiniões autorizadas».

Cada expressão de Magistério autêntico deve ser  acolhida como é verdadeiramente: um ensinamento dado por Pastores que, na sucessão apostólica, falam com o «carisma da verdade», «revestidos da autoridade de Cristo», «à luz do Espírito Santo».

Os ensinamentos do Vaticano II têm todos o mesmo valor?
Naturalmente nem todas as afirmações contidas nos documentos conciliares têm o mesmo valor doutrinal e por conseguinte nem todas exigem o mesmo grau de adesão.

As afirmações do Concílio Vaticano II que recordam verdades de fé exigem obviamente a adesão de fé teologal, não porque tenham sido ensinadas por este Concílio, mas porque já tinham sido ensinadas infalivelmente como tais pela Igreja, de forma solene ou pelo Magistério ordinário e universal.

O mesmo assentimento pleno e definitivo é devido às outras doutrinas recordadas pelo Vaticano II que já tinham sido propostas com acto definitivo por precedentes intervenções magisteriais.

Os outros ensinamentos doutrinais do Concílio exigem dos fiéis o grau de adesão denominado «obséquio religioso da vontade e do intelecto».

Um assentimento «religioso», por conseguinte, não fundado em motivações meramente racionais. Esta adesão não se configura como um acto de fé, mas antes de obediência, não simplesmente disciplinar, mas radicada na confiança na assistência divina ao Magistério, e por isso «na lógica e sob o impulso da obediência da fé» .

Nos documentos magisteriais pode haver – como de facto se encontram no Vaticano II – também elementos não propriamente doutrinais, de natureza mais ou menos circunstancial (descrições do estado das sociedades, sugestões, exortações, etc.). Tais elementos devem ser acolhidos com respeito e gratidão, mas não exigem uma adesão intelectual em sentido próprio.


Houve novidades no Concílio Vaticano II? 
Houve no concílio Vaticano II diversas novidades de tipo doutrinal: sobre a sacramentalidade do episcopado, sobre a colegialidade episcopal, sobre a liberdade religiosa, etc.

Face às dificuldades que podem encontrar-se para compreender a continuidade de alguns ensinamentos conciliares com a Tradição, a atitude católica, tendo em consideração a unidade do Magistério, é procurar uma interpretação unitária, na qual os textos do Concílio Vaticano II e os documentos magisteriais precedentes se iluminem reciprocamente.


Como encarar eventuais dificuldades de aceitação?
Alguém interpreta autenticamente o Concílio?
Portanto, a interpretação das novidades ensinadas pelo Vaticano II deve rejeitar, como disse Bento XVI, a hermenêutica da descontinuidade em relação à Tradição, e deve afirmar a hermenêutica da reforma, da renovação na continuidade .

Trata-se de novidades no sentido que explicitam aspectos novos, até àquele momento ainda não formulados pelo Magistério, mas que não contradizem a nível doutrinal os documentos magisteriais precedentes.

Uma interpretação autêntica dos textos conciliares pode ser feita apenas pelo próprio Magistério da Igreja.


Então, e a liberdade do trabalho teológico?
Por isso, no trabalho teológico de interpretação dos trechos que nos textos conciliares suscitem dúvidas ou pareçam apresentar dificuldades, é antes de tudo necessário ter em consideração o sentido no qual as sucessivas intervenções magisteriais entenderam esses trechos.

Contudo, permanecem legítimos espaços de liberdade teológica para explicar de uma forma ou de outra a não contradição com a Tradição de algumas formulações presentes nos textos conciliares e, por isso, para explicar o próprio significado de algumas expressões contidas naqueles trechos.


Em que entram Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI?
Quase meio século depois da conclusão do Concílio Vaticano II, nestes decénios sucederam-se quatro Romanos Pontífices na cátedra de Pedro. Examinando o Magistério destes Papas e a correspondente adesão a ele por parte do Episcopado, uma eventual situação de dificuldade deveria transformar-se em serena e jubilosa adesão ao Magistério, intérprete autêntico da doutrina da fé.

Isto deveria ser possível e desejável mesmo se permanecessem aspectos racionalmente não compreendidos de modo total, deixando contudo abertos os espaços legítimos de liberdade teológica para um trabalho sempre oportuno de aprofundamento.

Como escreveu recentemente Bento XVI, «os conteúdos essenciais que há séculos constituem o património de todos os crentes precisam ser confirmados, compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova a fim de dar testemunho coerente em condições históricas diversas do passado»

Procissão de velas em Fátima

Linda, magnífica,
emocionante demonstração de fé! 
Procissão de Velas em Fátima 


Pela 1.ª vez, a procissão das velas em fotografia panorâmica 360º esférica. 


http://www.digisfera.pt/procissao-das-velas-em-fatima


Deixem carregar toda a foto, só depois ela começa a girar. É emocionante!!!... 


Não deixem de clicar na foto menor no canto superior esquerdo 


Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (Portugal)


Vista geral do Santuário de Fátima Diocese Leiria-Fátima Prédio Estilo arquitectónico Neobarroco Padre Carlos Manuel Pedrosa Cabecinhas.
Construção 1928 - 1953 - 2007


O Santuário de Fátima, localizado na Cova da Iria, freguesia de Fátima (Portugal), é um dos mais importantes santuários marianos do Mundo.

Quem será culpado?
Deus ou nós?

[Para visualizar o diaporama clicar na imagem]

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Teólogos e Apologistas…
Eis o que devem ser os novos Bispos.

Sandro Magister
Tendo passado o seu primeiro ano como Prefeito da Congregação para os Bispos, o Cardeal Marc Ouellet (na foto) fez uma avaliação numa entrevista com Gianni Cardinale do Avvenire, jornal da propriedade da Conferência Episcopal Italiana.

No decurso da entrevista, revelou que era frequente, «mais do que seria de esperar», que o candidato nomeado para Bispo não aceitar a nomeação.

Indicou que tais recusas tinham como motivação a dificuldade crescente em assumir esse papel, numa sociedade onde os Bispos são submetidos a ataques públicos «nomeadamente em consequência dos escândalos e críticas de abuso sexual».

No que diz respeito às ambições em matéria de carreira, o Cardeal lançou um aviso: se um Padre ou um Bispo que aspira ser promovido a uma Diocese importante e se ele trabalha com esse propósito, «é bom que fique onde está».   

E concluiu a entrevista traçando o perfil do Bispo que a Igreja mais necessita hoje: é um Bispo que é tanto um teólogo e um apologista, defensor público da fé:

«Hoje, muito particularmente no contexto das nossas sociedades seculares,  temos necessidade de Bispos que sejam os primeiros evangelizadores e não simples administradores de Dioceses. Ou seja, Bispos que sejam capazes de proclamar o Evangelho. Que não sejam apenas teologicamente fiéis ao Magistério e ao Papa mas igualmente capazes de explicar a Fé e, se necessário, defendê-la publicamente».  

Papa: Tradições de Natal são «ilhas de fé» para a alma frente ao consumismo

Ao receber ontem pela tarde a um grupo de fiéis da região alemã da Bavária com quem compartilhou um encontro cultural sobre o Advento, o Papa Bento XVI explicou que as autênticas tradições de Natal se convertem em «ilhas de fé» para a alma em meio de um tempo cheio de actividade desenfreada e excessivo consumismo.

Na Sala Clementina, uma emissora bávara ofereceu ao Santo Padre um encontro cultural sob o titulo «Advento e Natal nos Alpes Bávaros», que começou com a projecção do documentário «O céu na Terra» de Sigrid Esslinger, que mostra o clima espiritual do tempo de Advento na terra natal do Papa. Logo, o Ensemble e o Coro Montini interpretaram o Oratório Natalício dos Alpes.

A Rádio Vaticano informou que, em alemão, Bento XVI explicou que na Bavária o Advento é chamado «tempo silencioso», porque a natureza faz uma pausa; a terra está coberta de neve, não se pode trabalhar o campo, e todos estão necessariamente em suas casas.

Nesse ambiente natural, prosseguiu o Papa, o silêncio do lar faz-se, pela fé, espera do Senhor, alegria de sua presença. E assim surgem as melodias, as tradições que como hoje um pouco fazem «o céu presente na terra».

Seguidamente o Santo Padre advertiu que «hoje o Advento é –com frequência– justamente o contrário: tempo de desenfreada actividade, compra-se, vende-se, faz-se preparativos de Natal, das grandes refeições, etc.».

«Mas como viram, as tradições populares da fé não desapareceram, mais ainda, foram renovadas, aprofundadas, actualizadas. E assim criam ilhas para a alma, ilhas do silêncio, ilhas da fé, ilhas para o Senhor, em nosso tempo, e isto me parece muito importante», indicou.

O Papa aproveitou também para felicitar o Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de estado do Vaticano, ontem foi seu aniversário, e agradeceu em particular a todos aqueles que nas famílias e nas Igrejas fazem presente a realidade da fé em suas casas nestes tempos.

«Esperamos – concluiu Bento XVI– que também em futuro esta força da fé, sua visibilidade, permaneça e ajude a sair adiante, como o Advento quer, em direcção ao Senhor».

Da era de Cristo à era comum


Pedro Vaz Patto

Programas escolares australianos já adoptaram a nova terminologia e mais recentemente foi a BBC quem aderiu à proposta. Trata-se de identificar os anos, já não como anteriores ou posteriores ao nascimento de Cristo (A.C. e D.C.), mas com referência àquilo a que se quer chamar a «era comum». O tempo histórico continua a dividir-se da mesma maneira, mas pretende-se apagar e esquecer a origem histórica desta tradição. Seria o pluralismo religioso das nossas sociedades a justificá-lo, embora nenhum representante de relevo de religiões não cristãs alguma vez tenha sugerido esta ideia.

Mas a tradição não surgiu por acaso e não se explica só por motivos estritamente religiosos. A reviravolta cultural e civilizacional trazida pelo cristianismo justifica essa tradição. O historiador Jaroslav Pelikan salientou que a alteração do calendário é um indício de que «ninguém pode escapar ao facto de que Jesus de Nazaré alterou para sempre a história do mundo».Isso mesmo tem sido reconhecido por vários pensadores agnósticos.

Assim, num célebre artigo escrito em 1942 (com o título Perché non possiamo non dirci cristiani), o filósofo italiano Benedetto Croce considerava o advento do cristianismo «a maior revolução da história da humanidade», diante da qual todas as outras revoluções são particulares e limitadas, com que não têm paralelo a revolução grega do pensamento e a revolução romana do direito, e da qual dependem as revoluções modernas. É assim porque se trata de uma revolução que opera «no centro da alma, na consciência moral». E –afirma ainda este pensador laico – é uma revolução «tão abrangente e profunda, tão fecunda de consequências, tão inesperada e irresistível no seu actuar, que não é de admirar que possa parecer um milagre, uma revelação do Alto, uma intervenção directa de Deus nas coisas humanas».

Mais recentemente e de forma talvez não tão categórica, o filósofo alemão Jürgen Habermas afirmou: «Do ponto de vista da autopercepção normativa da modernidade, o cristianismo tem sido mais do que um precursor ou catalisador. O universalismo igualitário, do qual emanaram as ideias de liberdade e de solidariedade social, da conduta autónoma da vida e da emancipação, da individual moralidade da consciência, dos direitos humanos e da democracia, é um herdeiro directo da ética judaica da justiça e da ética cristã do amor. Este legado tem sido, sem grandes alterações, objecto de permanente apropriação e reinterpretação crítica e, até hoje, não encontrámos alternativa ao mesmo. À luz dos desafios desta constelação pós-nacional, continuamos a alimentar-nos da substância desta herança. Tudo o resto mais não é do que uma ociosa conversa pós-moderna» (Time of transition, trad. inglesa, Polity, 2006, pp. 150-151).

Ao longo da história mais recente do Ocidente, sucederam-se tentativas de substituir o calendário de referência cristã por outros, particularmente em períodos revolucionários (nas revoluções francesa e soviética) em que se pretendia dar início a uma nova era da história, alternativa à do cristianismo. Tentativas vãs e ilusórias, pois as novas revoluções revelaram-se efémeras, pelo menos quanto ao seu radicalismo, e os novos calendários não ultrapassaram poucos anos.

Foram o judaísmo e o cristianismo a dar um sentido positivo ao tempo e à história, contra a visão pagã de um tempo cíclico, que sempre se repete sem nada trazer de novo. Depois de Jesus Cristo, a história ganhou sentido, e, alimentados pela esperança, podemos acreditar num futuro melhor. Com a substituição do calendário cristão, não se pretende agora iniciar uma nova era de progresso. Desorientada, a cultura pós-moderna deixa de saber de onde vem e para onde vai. À era cristã quer dá como alternativa, apenas e tão só, a “era comum”.

sábado, 3 de dezembro de 2011

O Estripador a Presidente!...

Nuno Serras Pereira

O semanário Sol traz hoje a primeira parte de uma reportagem-entrevista com o estripador de mulheres de má-vida. Nela podemos ler horrorizados a descrição pormenorizada e macabra que o mesmo faz, de «consciência tranquila», dos crimes cometidos, a que ele chama limpezas da sujeira, «culpabilizando» simultaneamente, numa flagrante racionalização, a sua mãe. Não se compreende que assassínios tão hediondos, perpetrados por um homicida confesso, cujas declarações são em tudo coincidentes com as investigações da polícia, possa prescrever…


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8 de Dezembro
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Dia da Padroeira de Portugal

Bento assina, Bertone carimba

O texto integral da Circular Interna que impõe o controlo prévio da Secretaria de Estado sobre todos os documentos apresentados ao Papa para assinar.

Cidade do Vaticano, 28 de Novembro de 2011 – Numa circular enviada aos Cardeais e Arcebispos que dirigem os Conselhos Pontifícios e os serviços que compõem a Cúria Romana, a Secretaria de Estado reafirmou a «prática actualmente em vigor» que rege a divulgação dos textos papais.


Num artigo publicado a 10 de Novembro em www.chieso.espressonline.it , falou desta circular, enviada a 4 de Novembro, mas nunca foi tornada pública.

Demasiada confusão. Bertone aperta a Cúria.

A circular – abaixo integralmente reproduzida – contém a assinatura de uma pessoa com autoridade, o Arcebispo Angelo Maria Beccui, que, na qualidade de «substituto», dirige a primeira secção da Secretaria de Estado, o serviço que colabora de mais perto com o Papa no governo da Cúria.

Lembra precisamente que a regra em vigor prevê que, «em caso de publicação de um documento assinado pelo Santo Padre», esse documento «seja enviado, com uma antecedência razoável em relação à data prevista para a sua divulgação, no seu texto original e nas suas eventuais traduções, em suporte de papel e electrónico, à Secretaria de Estado que, após uma revisão atenta do conteúdo, se encarregará de fazer a distribuição aos meios de comunicação social da Santa Sé».
«Este procedimento – especifica a circular – tem como principal objectivo a defesa da integridade do Magistério Petrino, que poderia ser lesado pela divulgação dos textos sem revisão ou indevidamente divulgados antes do fim do embargo da sua publicação».
Comparado com o que foi anunciado em www.chieso.espressonline.it, notamos que a exigência de submeter ao controlo prévio da Secretaria de Estado se refere exclusivamente aos textos assinados pelo Papa e não os que são simplesmente assinados pelos responsáveis de um ou outro serviço da Cúria Romana.
A circular não se refere estritamente à nota do Conselho Pontifício Justiça e Paz que foi apresentada na sala de imprensa do Vaticano a 24 de Outubro, sobre o título «Por uma reforma do sistema financeiro e monetário internacional na perspectiva de uma autoridade pública na competência universal». Esta nota não está assinada por Bento XVI mas apenas pelos responsáveis desta Congregação.
No entanto, é provável – como foi escrito pela «Catholic News Service», a agência de imprensa dos Bispos dos Estados Unidos, num artigo de 17 de Novembro – que a circular em questão foi provocada  por um erro ocorrido sobre a mensagem de Bento XVI pela 98.ª Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado, apresentado na sala de imprensa do Vaticano a 25 de Outubro.
Com efeito, largos excertos desse documento pontifical foram divulgados pelo «Vatican Information Service», a agência de imprensa online da Santa Sé, cinco dias antes da data fixada para a sua divulgação.
Durante a cimeira que teve lugar na Secretaria de Estado a 4 de Novembro, para sanar tais incidentes, também se falou sobre a nota relativa ao sistema financeiro internacional, emitidas de modo autónomo pelo Conselho Pontifico Justiça e Paz, que foi objecto de vivas críticas aquando da sua publicação, no Vaticano e noutros locais.   
Daí a intervenção, fazendo autoridade, do Arcebispo substituto na cadeia de comando do Vaticano, que vem imediatamente após o Papa e o Secretário de Estado, o Cardeal Tarcisio Bertone.

Eis a transcrição integral do texto da Circular:
«A PRÁTICA ACTUALMENTE EM VIGOR
PRESCRITA AOS CHEFES DA CONGREGAÇÃO…»
Secretaria de Estado
Primeira Secção – Assuntos Gerais
N.° 197 356
Vaticano, 4 de Novembro de 2011
Eminência,
Vossa Excelência,
A fim de garantir uma distribuição correcta e segura dos documentos contendo a assinatura do Santo Padre, apresso-me a relembrar a Vossa Eminência/Excelência os princípios que regem a divulgação pelos meios de Comunicação Social da Santa Sé dos textos papais.
No caso da publicação de um documento assinado pelo Santo Padre, a prática actualmente em vigor requer que seja enviado, com uma antecedência razoável em relação à data prevista para a divulgação, no seu texto original e nas suas eventuais traduções, em suporte papel e electrónico, à Secretaria de Estado que, após uma revisão atenta do conteúdo, se encarregará de efectuar a distribuição aos meios de comunicação Social da Santa Sé.
Vossa Eminência/Excelência compreenderá que este procedimento tem como principal objectivo a defesa da integridade do Magistério Petrino, que poderá ser lesado pela colocação em circulação dos textos ainda não revistos e indevidamente divulgados antes do fim do embargo da sua publicação.

Agradecendo antecipadamente a Vossa Eminência/Excelência a atenção que poderá querer trazer a esta questão, aproveito a ocasião para me subscrever, com o mais profundo respeito,
De Vossa Eminência/Excelência
O servo muito dedicado do Senhor
Angelo Becciu Subst.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

S.O.S. PELA FAMÍLIA


Homoparentalidade versus filiação
A ideologia do género, na sua escalada contra a família natural, obteve no ano passado uma importante vitória, com a aprovação parlamentar do casamento legal entre pessoas do mesmo sexo. Uma tal reforma subverteu, em termos legais, o matrimónio civil, agora equiparado à união de duas pessoas do mesmo sexo. Mas, como a lei em vigor não permite que estas uniões possam adoptar, está em curso uma tentativa de substituir o conceito de filiação pela volátil noção de «homoparentalidade».

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http://maislusitania.blogspot.com/2011/12/sos-pela-familia.html

China: Ordenação episcopal aprovada
pela Santa Sé

Porta-voz do Vaticano pede que sejam respeitadas
«normas da Igreja Católica»

Cidade do Vaticano, 29 nov 2011 – O porta-voz do Vaticano revelou hoje que a próxima ordenação de um bispo da China conta com a aprovação da Santa Sé, deixando votos de que se respeitem as «normas da Igreja Católica».

A celebração, marcada para quarta-feira, vai decorrer na diocese de Yibin, província do Sichuan, cujo novo bispo será Luo Xuegang.

Em declarações aos jornalistas, o padre Federico Lombardi disse ter «visto circular esta notícia nos media».

«Se tal acontecer, trata-se de um candidato aprovado pela Santa Sé. Faço votos, naturalmente, que se a ordenação tiver lugar, se respeitem as normas da Igreja Católica», acrescentou.

Em causa, segundo o diretor da sala de imprensa da Santa Sé, está a necessidade de «informar os fiéis a respeito da aprovação do candidato», por parte do Papa, e a exclusão, da cerimónia, de qualquer «bispo ilegítimo», ou seja, os que foram nomeados pelo regime de Pequim sem autorização do Vaticano.

«Nesse caso, o evento seria um encorajamento para a comunidade católica», concluiu o padre Lombardi.

O Governo da China disse esta terça-feira que quer melhorar suas relações com a Santa Sé, com quem não mantém relações diplomáticas desde 1951, em assuntos como a nomeação de bispos.

«A China é sincera no seu desejo de melhorar as relações com o Vaticano e gostaria que isso acontecesse de acordo com uma série de princípios», afirmou em conferência de imprensa Hong Lei, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Pequim apenas admite a prática religiosa no interior das estruturas registadas, sob a supervisão das associações patrióticas.

Os membros de outras Igrejas e comunidades religiosas vivem sob o risco de serem condenados à prisão ou a campos de reeducação.

A Associação Patriótica Católica foi criada em 1957 para evitar interferências estrangeiras, em especial da Santa Sé, e para exigir que os católicos vivam em conformidade com as políticas do Estado, deixando assim na clandestinidade os fiéis que reconhecem a autoridade do Papa.

Cristãos perseguidos

Um estudo sobre os maus tratos na família questiona as teses da ideologia do género

As teses dos defensores da ideologia do género sobre a violência que se produz no âmbito familiar, situando o eixo «agressor-vitima» dos maus tratos na caracterização «homem-mulher», colidem cada dia que passa com novos estudos que questionam. as suas afirmações.

Um exemplo disso eram os três relatórios, da «Generalitat» da Catalunha, do Centro Rainha Sofia e do Instituto Andaluz da Mulher, que deitam por terra os argumentos de que a violência contra a mulher é um acto estrutural inerente à condição de homem e às sociedades patriarcais, ao constatar que crescem as agressões entre os casais adolescentes.

Agora, o Instituto de Estudios del Capital Social(INCAS) da Universidad Abat Oliba CEU, apresenta o estudo «Jovens, mulheres, adultos: os maus-tratos na família», cujas conclusões, «contradizem a abordagem da ideologia do género no seio da família».

Entre outras questões, o relatório mostra que «no mau trato a menores prevalece a condição feminina do agressor e, sobretudo, as famílias monoparentais como as causadoras em maior proporção do seu universo deste tipo de violência».

Também ressalta neste estudo que a violência contra os idosos «é a mais difundida, muito mais do que a acontece contra a mulher», e esta violência «cresce com a idade da vítima e o seu grau de dependência, numa clara relação forte-fraco».

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Nova evangelização é inseparável da família cristã, afirma o Papa

O Papa Bento XVI explicou esta manhã que a tarefa da Nova Evangelização é inseparável da família cristã, porque como «Igreja doméstica» é espaço de encontro com Cristo, chamada a comunicá-lo a todos.
Assim indicou o Pontífice em seu discurso aos participantes da assembléia plenária do Pontifício Conselho para a Família, liderados por seu presidente, Cardeal Ennio Antonelli, que ademais celebra o 30º aniversário de sua fundação e da exortação apostólica «Familiaris consortio», ambas obras do Beato Papa João Paulo II.
Durante seu discurso, o Papa assinalou que «no nosso tempo como já aconteceu em épocas passadas, o eclipse de Deua, a difusão das ideologias contrárias à família e a degradação da ética social aparecem conectadas entre si.
Por isso, explicou, «a nova evangelização é inseparada da família cristã. A família é, de fato, o caminho da Igreja, porque é "espaço humano" do encontro com Cristo. Os cônjuges "não só recebem o amor de Cristo, transformada em comunidade salva, mas são também chamados a transmitir aos irmãos o mesmo amor de Cristo, tornando-se "comunidade salvadora"».
Bento XVI disse também que «a família fundada sob o sacramento do Matrimônio é atuação particular da Igreja, comunidade salvada e salvadora, evangelizada e evangelizadora. Como a Igreja, essa é chamada a acolher, irradiar e manifestar no mundo o amor e a presença de Cristo».

«O acolhimento e a transmissão do amor divino são realizadas na dedicação recíproca dos cônjuges, na procriação generosa e responsável, no cuidado e na educação dos filhos, no trabalho e nas relações sociais, na atenção aos necessitados, na participação das atividades eclesiais e no empenho civil», destacou o Papa.
«A família cristã, na medida em que, por meio de um caminho de conversão permanente sustentada pela graça de Deus, consegue viver o amor como comunhão e serviço, como dom recíproco e aberta a todos, reflete no mundo o esplendor de Cristo e a beleza da Trindade divina», afirmou Bento XVI aos presentes.
O Papa Bento recordou também sua visita à localidade de Ancona para encerrar o Congresso Eucarístico Nacional italiano, onde se reuniu com os sacerdotes e os esposos já que «ambos os estados de vida, de fato, no amor de Cristo, que doa a si mesmo pela salvação da humanidade, na mesma raiz são chamados a uma missão comum: aquela de testemunhar e fazer presente este amor a serviço da comunidade, para a edificação do Povo de Deus».
«Esta perspectiva consiste, antes de mais nada, em superar uma visão reduzida da família, que a considera como a mera destinatária da ação pastoral. (…) A família é lugar privilegiado de educação humana e cristã e permanece, para esta finalidade, o melhor aliado do ministério sacerdotal».
Continuando, o Papa enumerou os âmbitos nos quais é mais urgente o protagonismo das famílias cristãs, em colaboração com os sacerdotes: a educação das crianças, adolescentes e jovens ao amor entendido como dom de si e comunhão; a preparação dos noivos para o matrimônio; a formação dos cônjuges; a participação em associações caritativas, educativas e civis; e a pastoral das famílias para as famílias.
O Papa chama a participar de Encontro Mundial das Famílias em Milão 2012
Ao referir-se ao próximo VII Encontro Mundial das Famílias Milão 2012 que será celebrado entre os dias 30 de maio a 3 de junho próximos, Bento XVI afirmou que será uma grande alegria desfrutar da oração e da festa junto a outras famílias vindas de todo o mundo em companhia de seus pastores.
Assim, o Santo Padre fez um chamado às famílias de Milão e das regiões vizinhas a abrirem as portas de seus lares aos peregrinos, e explicou que «na hospitalidade, experimentaremos alegria e entusiasmo: É formoso dar a conhecer a amizade, intercambiar o vivido em família e a experiência de fé a elas legadas», disse.
«Será para mim e para todos nós uma grande alegria estar juntos, rezar e festejar com as famílias vindas de todo o mundo», concluiu.

A pastoral da união deve ser fundada
sobre a verdade

O jornal L'Osservatore Romano publica em sua edição de hoje um ensaio do então Cardeal Joseph Ratzinger, agora Papa Bento XVI, no qual explica que esse Magistério se apoia nas Escrituras, na tradição e na razão.
Em 1998 o agora Papa Bento XVI dizia que «certamente a palavra da verdade pode ser dolorosa e incómoda, mas é o caminho para a santidade, a paz e a liberdade interior».
O artigo foi publicado logo que alguns líderes eclesiásticos na Alemanha solicitassem que a Igreja revise o seu ensinamento sobre o matrimónio, junto com a proibição vigente de negar a Eucaristia ou comunhão aos católicos divorciados que voltaram a casar-se.
Em seu trabalho em 1998 à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, o agora Papa Bento – então Prefeito deste dicastério – explicou que os documentos da Igreja sobre o tema «respondem às exigências da verdade e do amor de maneira muito equilibrada».
A publicação foi feita em seis idiomas com o subtítulo «a propósito de algumas objeções contra a doutrina da Igreja sobre a recepção da Comunhão eucarística por parte dos fiéis divorciados que voltaram a casar-se».
O texto reaparece dois meses depois que o presidente da Conferência Episcopal Alemã questionasse publicamente o ensinamento da Igreja sobre o matrimônio em uma entrevista a um jornal.
No dia 5 de setembro, algumas semanas antes da chegada do Santo Padre a Alemanha, Dom Zollitsch disse que «todos nós enfrentamos o problema de como podemos ajudar as pessoas em cujas vidas algumas coisas saíram mau, entre as quais encontram um matrimônio naufragado».
«Este é um assunto de misericórdia e nós discutiremos este problema intensivamente no futuro próximo», disse o Prelado ao jornal alemão Die Zeit.
O jornal perguntou ao Arcebispo especificamente sobre a situação do presidente da Alemanha, Christian Wullf, que é um católico e tornou a casar-se e que se abstém de receber a Comunhão.
Ao ser perguntado logo sobre Klaus Wowereit, católico e com uma relação homossexual pública, o Prelado disse que «devemos ver como podemos dar respostas com bases teológicas às perguntas sobre os estilos de vida».
No texto publicado hoje o agora Papa Bento XVI explica que o ensinamento da Igreja sobre o matrimónio está apoiado nas Sagradas Escrituras, na tradição e na razão.
Das Escrituras ressalta detalhadamente como «o ensinamento da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimónio é fiel às palavras de Jesus».
Quanto à tradição, o Papa indica que sempre existiu um «consenso claro» entre os Padres da Igreja primitiva «sobre a indissolubilidade do matrimónio», algo que aparta o Cristianismo da sociedade romana.
Nesse então, recorda, "os divorciados que voltaram a casar-se entre os fiéis jamais foram admitidos oficialmente à Santa Comunhão logo de um tempo de penitência".
Seguidamente Bento XVI afirma que «se o matrimónio anterior de dois fiéis divorciados e que voltaram a casar-se era válido, então sob nenhuma circunstância sua nova união pode ser considerada válida e portanto a recepção dos sacramentos é intrinsecamente impossível».
O Papa também se referiu à sugestão de que seja o Papa quem «potencialmente dissolva um matrimónio sacramental consumado, que foi irremediavelmente quebrado».
Sobre isso ele mesmo responde que «se a Igreja aceitasse a teoria de que um matrimónio está morto quando dois esposos já não se amam mais, então Ela deveria sancionar o divórcio e a indissolubilidade do matrimónio ficaria apenas na letra, e já não nos factos».
Para aqueles que afirmam que a Igreja Católica é «muito legalista e não pastoral» nestes assuntos, o Santo Padre também responde que a forma de expressar-se da Igreja «parece não ser muito fácil de entender às vezes» e que por isso «precisa ser traduzida por pregadores e catequistas a uma linguagem que relacione às pessoas com seus respectivos ambientes culturais».
«O conteúdo essencial do ensino da Igreja –precisou– deve ser defendido neste processo. Não pode ser diluído alegando questões pastorais, já que comunica a verdade revelada».
Para ler o texto do LOR na íntegra:

Líder lefebvrista: «Não podemos aceitar preâmbulo doutrinal do Vaticano»

O líder da Fraternidade São Pio X (FSSPX-lefebvristas), Bernard Fellay, assinalou que «é certo que este preâmbulo doutrinal não pode receber nossa adesão», em referência ao texto que contém os requisitos mínimos que devem aceitar para ingressar à plena comunhão da Igreja Católica entregue pelo Vaticano.

A Fraternidade São Pio X agrupa os seguidores do arcebispo Marcel Lefebvre que faleceu excomungado em 1988 por ordenar quatro bispos sem permissão do Papa.

Em 28 de novembro e em diálogo com o DICI, o órgão informativo lefebvrista, Fellay explicou que o preâmbulo doutrinal é «um documento que pode ser esclarecido e modificado, como assinala a nota que o acompanha. Não é um texto definitivo».

»Em pouco tempo redigiremos nossa resposta ao documento, sublinhando com franqueza as posições doutrinais que vemos como indispensáveis», acrescenta Fellay e explica que esta será entregue ao Vaticano para escutar sua resposta e revisar logo «as opções que restam» para finalmente tornar público o documento final rechaçado ou aprovado pela fraternidade.

No último 14 de setembro o Vaticano divulgou um comunicado no qual explicou que o Preâmbulo entregue aos lefebvristas esse dia «estabelece alguns princípios doutrinais e critérios de interpretação da doutrina católica, necessários para garantir a fidelidade ao Magistério da Igreja e o 'sentire cum Ecclesia' (sentir com a Igreja)».

Ao mesmo tempo, deixa aberta «a uma discussão legítima, o estudo e a explicação teológica de expressões ou formulações particulares presentes nos documentos do Concílio Vaticano II e do Magistério sucessivo».

Esta abertura da Santa Sé para discutir alguns aspectos do Concílio Vaticano II foi aproveitada por Fellay para lançar na entrevista com o DICI e em outras ocasiões suas habituais críticas a este importante evento eclesiástico e para reiterar que os lefebvristas ainda vêem diferenças entre o que eles consideram doutrinalmente correto e o que a Igreja Católica afirma.

«Não esquecemos –assinala– que há muitas diferenças doutrinais na origem da disputa entre Roma e nós durante os últimos 40 anos. Colocá-las de lado para obter um status canônico nos expõe ao perigo de ver as mesmas diferenças surgirem indevidamente».

Bernard Fellay afirma também que, em sua opinião, alguns novos bispos e sacerdotes responsabilizam o Concílio Vaticano II pela abertura da Igreja a um mundo «que foi se convertendo em (um mundo) cada vez mais secularizado" e afirma que alguns deles estariam procurando respostas entre os lefebvristas "discretamente».

Antecipando-se à possibilidade de receber uma estrutura canônica legítima, já que nunca contaram com ela como a Secretaria de Estado do Vaticano explicou em 2009, o líder lefebvrista se refere à «feroz oposição» de alguns bispos à sua organização e espera que o Papa «tome medidas» para que a solução dada «seja realmente efectiva».

A postura lefebvrista

No início deste mês, a Fraternidade São Pio X (lefebvristas) retirou da rede um artigo no qual criticavam o Papa e o Vaticano, no marco do estudo que realizam do Preâmbulo doutrinal.

O artigo critica, entre outras coisas, a «hermenêutica da continuidade», um critério estabelecido pelo Papa Bento XVI para entender melhor os ensinamentos do Concílio Vaticano II.

O texto também descreve a reunião que sustentaram os líderes da FSSPX em Albano, Itália, entre os dias 7 e 8 de Outubro e foi escrito pelo superior do distrito da Grã-Bretanha da Fraternidade São Pio X, Paul Morgan, quem considera «claramente inaceitável» a proposta feita pelo Vaticano.

Em fevereiro de 2009, a Secretaria de Estado do Vaticano através de um comunicado explicou que o Papa Bento XVI decidiu levantar a excomunhão que pesava sobre os quatro bispos ordenados por Lefebvre «como resultado da súplica dirigida pelo Superior General da Fraternidade Sacerdotal São Pio X a Sua Santidade Bento XVI em 15 de dezembro de 2008».

O documento explica ademais que «o levantamento da excomunhão liberou os quatro bispos de uma pena canônica muito grave, mas não mudou a situação jurídica da Fraternidade São Pio X, que no momento atual, não goza de nenhum reconhecimento canônico na Igreja Católica».

Este texto também ressalta que os quatro bispos que ordenou Lefebvre a quem a excomunhão foi suspendida estão obrigados ao «leno reconhecimento do Concílio Vaticano II»–que até agora rechaçaram como se desprende das declarações expostas nesta nota e em provas litográficas anteriores de ACI Digital– e do Magistério de todos os Papas posteriores a Pio XII.

O Concílio Vaticano II é um dos eventos mais importantes na história da Igreja. Realizou-se entre os anos 1962 e 1965 congregando bispos de todo o mundo. Este produziu um corpo doutrinal que busca promover a fé católica, renovar a vida dos fiéis, adaptar a liturgia e animar a presença dos leigos no apostolado.

CNBB adverte sobre uso indevido de termos da doutrina católica por grupos que enganam os fiéis

Numa nota pastoral, a presidência da Conferência Nacional dos bispos do Brasil (CNBB) realizou uma advertência sobre algumas questões relativas ao uso indevido dos termos Católico, Igreja Católica, Clero e outros por parte de grupos que se auto-proclamam católicos enganando os fiéis.

«A CNBB, na defesa da verdade e da liberdade, considerou oportuno publicar a presente Nota Pastoral, destinada aos membros do episcopado, do clero, aos religiosos e a todos os fiéis leigos», destaca a missiva dos bispos brasileiros no seu primeiro parágrafo.

«O uso de nomes, termos, símbolos e instituições próprios da Igreja Católica Apostólica Romana, por outras denominações religiosas distintas da mesma, pode gerar equívocos e confusões entre os fiéis católicos. Nestes casos o uso da palavra "católico", "bispo diocesano", "vigário episcopal", "diocese", "clero", "catedral", "paróquia", "padre", "diácono", "frei", pode induzir a engano e erro».

«Pessoas de boa vontade podem ser levadas a frequentar tais templos, crendo que se tratam de comunidades da Igreja Católica Apostólica Romana, quando na verdade não o são. Por essa razão a Igreja tem a obrigação de esclarecer e alertar o Povo de Deus para evitar prováveis danos de ordem espiritual e pastoral», esclarece a nota.

«Assim, temos o dever de alertar os fiéis católicos para a existência de alguns grupos religiosos, como é o caso da auto-intitulada "igreja católica carismática de Belém" e outras denominações semelhantes, que apesar de se autodenominarem "católicas", não estão em comunhão com o Santo Padre, Papa Bento XVI, e não fazem parte da Igreja Católica Apostólica Romana».

A mencionada «igreja católica carismática de Belém» é um grupo que se apresenta no seu site oficial como «uma igreja fiel à Tradição, à Bíblia Sagrada e ao Magistério dos Padres da Igreja», e que se proclama «uma Igreja ecuménica pois sentimos-nos parte da Grande Igreja Católica» e ao mesmo tempo «uma Igreja unionista», que engana os fiéis ao dizer que «reconhece a autoridade do Patriarca de Roma, o Santo Padre o Papa, dos Patriarcas, dos cardeais, arcebispos, bispos, padres e diáconos da Grande Igreja Católica Apostólica, formada pelas Igrejas Católicas Romana, Ortodoxas, Anglicanas, Vetero-Católicas e Nacionais».

Este reconhecimento de um conjunto de autoridades contradiz inteiramente a doutrina da Igreja Católica, que na Constituição Dogmática Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, definiu que «a única Igreja de Cristo, que no Credo confessamos ser una, santa, católica e apostólica» subsiste «na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em união com ele».

Talvez a maior aberração que distancia a «igreja» carismática de Belém da sã doutrina e da disciplina da Igreja Católica seja o fato de que "ordenem" homens casados para o sacerdócio.

«Somos uma Igreja que não interfere na vida sentimental de seus padres. Casar ou ficar solteiro é uma decisão personalíssima deles. Não é assunto de competência da Igreja. Ordenamos homens casados, solteiros e viúvos», afirma outro parágrafo do site do auto-proclamado grupo católico que ademais «deseja o fim do monopólio dos cursos de filosofia e teologia para formação de sacerdotes».

A vigência da doutrina da Igreja sobre o requerimento do celibato para a ordenação sacerdotal encontra uma clara expressão nos ensinamentos de Bento XVI e nas palavras do Beato João Paulo II, quem na exortação pós-sinodal Pastore Dabo Vobis afirmava: «O Sínodo não quer deixar dúvidas na mente de ninguém sobre a firme vontade da Igreja de manter a lei que exige o celibato livremente escolhido e perpétuo para os candidatos à ordenação sacerdotal no rito latino».

«Por esta razão - prossegue a nota dos bispos brasileiros - todos os ritos e cerimónias religiosas por eles realizadas são ilícitos para os fiéis católicos. Assim sendo, recomenda-se vivamente aos féis que não frequentem os edifícios onde eles se reúnem e nem colaborem ou participem de qualquer celebração promovida por esses grupos. Rezemos para que a unidade desejada por Jesus Cristo, aconteça plenamente».

A nota leva a assinatura do Cardeal Raymundo Damasceno de Assis, presidente da CNBB, do vice-presidente, Dom José Belisário da Silva e do secretário-geral da entidade, Dom Leonardo Ulrich Steiner.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Convite

No próximo 1.º de Dezembro comemoram-se 371 anos da Restauração da Independência

Olivença foi das primeiras povoações a aclamar D. João IV como seu legítimo soberano, logo em 5 de Dezembro de 1640, identificando-se com a divisa que lhe fora outorgada pelos Reis de Portugal: Nobre, Leal e Notável Vila de Olivença.

A usurpação de Olivença, em violação do Direito, da História, da Cultura e da Moral, constitui alerta eloquente para todos os portugueses que querem um Portugal livre e independente.

Apelando à participação cívica de todos na exigência da sua retrocessão, o Grupo dos Amigos de Olivença participará como habitualmente nas comemorações nacionais do Dia da Restauração.

Convidam-se todos os associados e apoiantes a integrarem a Comitiva do Grupo dos Amigos de Olivença que se concentrará, no dia 1.º de Dezembro, às 15:30 horas, frente à sua sede, na Casa do Alentejo, dali saindo para comparecer nas cerimónias públicas que terão lugar às 16:00 horas, na Praça dos Restauradores, em Lisboa.

Contamos consigo!

A Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença

domingo, 27 de novembro de 2011

34 mil fiéis por dia unem-se à Igreja Católica

Segundo o estudo anual «Status of Global Missions» realizado este ano, a Igreja Católica reúne 1160 milhões de fiéis em todo o mundo e a cada dia 34 mil pessoas aderem.  

Conforme informou a «Agência Católica Argentina» (AICA), os dados do relatório difundidos pela agência «Analisis Digital» afirmam que existem no mundo 2 mil milhões de pessoas, do total de 7 mil milhões de habitantes do planeta, que nunca chegaram a ouvir a mensagem do Evangelho.
 
Outros 2680 milhões ouviram falar dele alguma vez ou conhecem-no em certa medida, mas não são Cristãos.
 
«Embora Jesus Cristo tenha fundado uma única Igreja e pouco antes de morrer orava 'que todos sejam um', existem cada vez mais denominações Cristãs diferentes: eram 1600 ao início do século XX, 34 mil ao princípio do Século XXI e 42 mil no presente ano de 2011», indica o estudo.
 
Por sua parte, os Protestantes carismáticos chegam 612 milhões. Os Protestantes "clássicos" somam 426 milhões e crescem em 20 mil por dia. As Igrejas Ortodoxas reúnem 271 milhões de baptizados e ganham 5 mil adeptos a cada dia.
 
Os Anglicanos, centrados sobre tudo na África e Ásia, chegam a 87 milhões, com 3 mil novos adeptos cada dia. Os que o estudo chama "Cristãos da margem" (Testemunhas de Jeová, Mórmons, os que duvidam da Trindade ou da divindade do Jesus, etc.) são 35 milhões e crescem em 2 mil novos seguidores por dia.
 
«A forma mais singela de crescer é ter muitos filhos e aderi-los à própria tradição religiosa. A conversão é menos comum, mas ocorre em milhões de pessoas anualmente, a mais comum é a de um cônjuge à religião do outro», acrescenta o estudo.
 
Em 2011, os Cristãos de todas as denominações terão posto em circulação 71 milhões de Bíblias a mais pelo mundo (já há 174 mil milhões, algumas de forma clandestina).
 
Além disso, este ano serão enviados 409 mil cristãos a um país diferente do seu para evangelizá-lo, organizados em 4800 entidades missionárias distintas.