domingo, 1 de maio de 2011

CAPELA PAPAL
POR OCASIÃO DA BEATIFICAÇÃO
DO SERVO DE DEUS JOÃO PAULO II
HOMILIA DO PAPA BENTO XVI

Átrio da Basílica Vaticana Domingo, 1° de Maio de 2011

Amados irmãos e irmãs,

Passaram já seis anos desde o dia em que nos encontrávamos nesta Praça para celebrar o funeral do Papa João Paulo II. Então, se a tristeza pela sua perda era profunda, maior ainda se revelava a sensação de que uma graça imensa envolvia Roma e o mundo inteiro: graça esta, que era como que o fruto da vida inteira do meu amado Predecessor, especialmente do seu testemunho no sofrimento. Já naquele dia sentíamos pairar o perfume da sua santidade, tendo o Povo de Deus manifestado de muitas maneiras a sua veneração por ele. Por isso, quis que a sua Causa de Beatificação pudesse, no devido respeito pelas normas da Igreja, prosseguir com discreta celeridade. E o dia espera do chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato!

Desejo dirigir a minha cordial saudação a todos vós que, nesta circunstância feliz, vos reunistes, tão numerosos, aqui em Roma vindos de todos os cantos do mundo: cardeais, patriarcas das Igrejas Católicas Orientais, irmãos no episcopado e no sacerdócio, delegações oficiais, embaixadores e autoridades, pessoas consagradas e fiéis leigos; esta minha saudação estende-se também a quantos estão unidos connosco através do rádio e da televisão.

Estamos no segundo domingo de Páscoa, que o Beato João Paulo II quis intitular Domingo da Divina Misericórdia. Por isso, se escolheu esta data para a presente celebração, porque o meu Predecessor, por um desígnio providencial, entregou o seu espírito a Deus justamente ao anoitecer da vigília de tal ocorrência. Além disso, hoje tem início o mês de Maio, o mês de Maria; e neste dia celebra-se também a memória de São José operário. Todos estes elementos concorrem para enriquecer a nossa oração; servem-nos de ajuda, a nós que ainda peregrinamos no tempo e no espaço; no Céu, a festa entre os Anjos e os Santos é muito diferente! E todavia Deus é um só, e um só é Cristo Senhor que, como uma ponte, une a terra e o Céu, e neste momento sentimo-lo muito perto, sentimo-nos quase participantes da liturgia celeste.

«Felizes os que acreditam sem terem visto» (Jo 20, 29). No Evangelho de hoje, Jesus pronuncia esta bem-aventurança: a bem-aventurança da fé. Ela chama de modo particular a nossa atenção, porque estamos reunidos justamente para celebrar uma Beatificação e, mais ainda, porque o Beato hoje proclamado é um Papa, um Sucessor de Pedro, chamado a confirmar os irmãos na fé. João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica. E isto traz imediatamente à memória outra bem-aventurança: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus» (Mt 16, 17). O que é que o Pai celeste revelou a Simão? Que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus vivo. Por esta fé, Simão se torna «Pedro», rocha sobre a qual Jesus pode edificar a sua Igreja. A bem-aventurança eterna de João Paulo II, que a Igreja tem a alegria de proclamar hoje, está inteiramente contida nestas palavras de Cristo: «Feliz de ti, Simão» e «felizes os que acreditam sem terem visto». É a bem-aventurança da fé, cujo dom também João Paulo II recebeu de Deus Pai para a edificação da Igreja de Cristo.

Entretanto perpassa pelo nosso pensamento mais uma bem-aventurança que, no Evangelho, precede todas as outras. É a bem-aventurança da Virgem Maria, a Mãe do Redentor. A Ela, que acabava de conceber Jesus no seu ventre, diz Santa Isabel: «Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor» (Lc 1, 45). A bem-aventurança da fé tem o seu modelo em Maria, pelo que a todos nos enche de alegria o facto de a beatificação de João Paulo II ter lugar no primeiro dia deste mês mariano, sob o olhar materno d’Aquela que, com a sua fé, sustentou a fé dos Apóstolos e não cessa de sustentar a fé dos seus sucessores, especialmente de quantos são chamados a sentar-se na cátedra de Pedro. Nas narrações da ressurreição de Cristo, Maria não aparece, mas a sua presença pressente-se em toda a parte: é a Mãe, a quem Jesus confiou cada um dos discípulos e toda a comunidade. Deforma particular, notamos que a presença real e materna de Maria aparece assinalada por São João e São Lucas nos contextos que precedem tanto o Evangelho como a primeira Leitura de hoje: na narração da morte de Jesus, onde Maria aparece aos pés da Cruz (Jo 19, 25); e, no começo dos Actos dos Apóstolos, que a apresentam no meio dos discípulos reunidos em oração no Cenáculo (Act 1, 14).

Também a segunda Leitura de hoje nos fala da fé, e é justamente São Pedro que escreve, cheio de entusiasmo espiritual, indicando aos recém-baptizados as razões da sua esperança e da sua alegria. Apraz-me observar que nesta passagem, situada na parte inicial da sua Primeira Carta , Pedro exprime-se não no modo exortativo, mas indicativo. De facto, escreve: «Isto vos enche de alegria»; e acrescenta: «Vós amais Jesus Cristo sem O terdes conhecido, e, como n’Ele acreditais sem O verdes ainda, estais cheios de alegria indescritível e plena de glória, por irdes alcançar o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas» (1 Ped 1, 6.8-9). Está tudo no indicativo, porque existe uma nova realidade, gerada pela ressurreição de Cristo, uma realidade que nos é acessível pela fé. «Esta é uma obra admirável – diz o Salmo (118, 23) – que o Senhor realizou aos nossos olhos», os olhos da fé.

Queridos irmãos e irmãs, hoje diante dos nossos olhos brilha, na plena luz de Cristo ressuscitado, a amada e venerada figura de João Paulo II. Hoje, o seu nome junta-se à série dos Santos e Beatos que ele mesmo proclamou durante os seus quase 27 anos de pontificado, lembrando com vigor a vocação universal à medida alta da vida cristã, à santidade, como afirma a Constituição conciliar Lumem gentium sobre a Igreja. Os membros do Povo de Deus – bispos, sacerdotes, diáconos, fiéis leigos, religiosos e religiosas – todos nós estamos a caminho da Pátria celeste, tendo-nos precedido a Virgem Maria, associada de modo singular e perfeito ao mistério de Cristo e da Igreja. Karol Wojtyla, primeiro como Bispo Auxiliar e depois como Arcebispo de Cracóvia, participou no Concílio Vaticano II e bem sabia que dedicar a Maria o último capítulo da Constituição sobre a Igreja significava colocar a Mãe do Redentor como imagem e modelo de santidade para todo o cristão e para a Igreja inteira. Foi esta visão teológica que o Beato João Paulo II descobriu na sua juventude, tendo-a depois conservado e aprofundado durante toda a vida; uma visão, que se resume no ícone bíblico de Cristo crucificado com Maria ao pé da Cruz. Um ícone que se encontra no Evangelho de João(19, 25-27) e está sintetizado nas armas episcopais e, depois, papais de Karol Wojtyla: uma cruz de ouro, um «M» na parte inferior direita e o lema «Totus tuus», que corresponde à conhecida frase de São Luís Maria Grignion de Monfort, na qual Karol Wojtyla encontrou um princípio fundamental para a sua vida: «Totus tuus ego sum et omnia mea tua sunt. Accipio Te in mea omnia. Praebe mihi cor tuum, Maria – Sou todo vosso e tudo o que possuo é vosso. Tomo-vos como toda a minha riqueza. Dai-me o vosso coração, ó Maria» (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, n.266).

No seu Testamento, o novo Beato deixou escrito: «Quando, no dia 16 de Outubro de1978, o conclave dos cardeais escolheu João Paulo II, o Card. Stefan Wyszy Dski, Primaz da Polónia, disse-me: “A missão do novo Papa será a de introduzir a Igreja no Terceiro Milénio”». E acrescenta: «Desejo mais uma vez agradecer ao Espírito Santo pelo grande dom do Concílio Vaticano II, do qual me sinto devedor, juntamente com toda a Igreja e sobretudo o episcopado. Estou convencido de que será concedido ainda por muito tempo, às sucessivas gerações, haurir das riquezas que este Concílio do século XX nos prodigalizou. Como Bispo que participou no evento conciliar, desde o primeiro ao último dia, desejo confiar este grande património a todos aqueles que são, e serão, chamados a realizá-lo. Pela minha parte, agradeço ao Pastor eterno que me permitiu servir esta grandíssima causa ao longo de todos os anos do meu pontificado». E qual é esta causa? É a mesma que João Paulo II enunciou na sua primeira Missasolene, na Praça de São Pedro, com estas palavras memoráveis: «Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!». Aquilo que o Papa recém-eleito pedia a todos, começou, ele mesmo, a fazê-lo: abriu a Cristo a sociedade, a cultura, os sistemas políticos e económicos, invertendo, com a força de um gigante – força que lhe vinha de Deus –, uma tendência que parecia irreversível. Com o seu testemunho de fé, de amor e de coragem apostólica, acompanhado por uma grande sensibilidade humana, este filho exemplar da Nação Polaca ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de se dizerem cristãos, de pertencerem à Igreja, de falarem do Evangelho. Numa palavra, ajudou-nos a não ter medo da verdade, porque a verdade é garantia de liberdade. Sintetizando ainda mais: deu-nos novamente a força de crer em Cristo, porque Cristo é o Redentor do homem – Redemptor hominis: foi este o tema da sua primeira Encíclica eo fio condutor de todas as outras.

Karol Wojtyla subiu ao sólio de Pedro trazendo consigo a sua reflexão profunda sobre a confrontação entre o marxismo e o cristianismo, centrada no homem. A sua mensagem foi esta: o homem é o caminho da Igreja, e Cristo é o caminho do homem. Com esta mensagem, que é a grande herança do Concílio Vaticano II e do seu «timoneiro» – o Servo de Deus Papa Paulo VI –, João Paulo II foi o guia do Povo de Deus ao cruzar o limiar do Terceiro Milénio, que ele pôde, justamente graças a Cristo, chamar «limiar da esperança». Na verdade, através do longo caminho de preparação para o Grande Jubileu, ele conferiu ao cristianismo uma renovada orientação para o futuro, o futuro de Deus, que é transcendente relativamente à história, mas incide na história. Aquela carga de esperança que de certo modo fora cedida ao marxismo e à ideologia do progresso, João Paulo II legitimamente reivindicou-a para o cristianismo, restituindo-lhe a fisionomia autêntica da esperança, que se deve viver na história com um espírito de «advento», numa existência pessoal e comunitária orientada para Cristo, plenitude do homem e realização das suas expectativas de justiça e de paz.

Por fim, quero agradecer a Deus também a experiência de colaboração pessoal que me concedeu ter longamente com o Beato Papa João Paulo II. Se antes já tinha tido possibilidades de o conhecer e estimar, desde 1982, quando me chamou a Roma como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, pude durante 23 anos permanecer junto dele crescendo sempre mais a minha veneração pela sua pessoa. O meu serviço foi sustentado pela sua profundidade espiritual, pela riqueza das suas intuições. Sempre me impressionou e edificou o exemplo da sua oração: entranhava-se no encontro com Deus, inclusive no meio das mais variadas incumbências do seu ministério. E, depois, impressionou-me o seu testemunho no sofrimento: pouco a pouco o Senhor foi-o despojando de tudo, mas permaneceu sempre uma «rocha», como Cristo o quis. A sua humildade profunda, enraizada na união íntima com Cristo, permitiu-lhe continuar a guiar a Igreja e a dar ao mundo uma mensagem ainda mais eloquente, justamente no período em que as forças físicas definhavam. Assim, realizou de maneira extraordinária a vocação de todo o sacerdote e bispo: tornar-se um só com aquele Jesus que diariamente recebe e oferece na Igreja.

Feliz és tu, amado Papa João Paulo II, porque acreditaste! Continua do Céu – nós te pedimos – a sustentar a fé do Povo de Deus. Muitas vezes, do Palácio, tu nos abençoaste nesta Praça! Hoje nós te pedimos: Santo Padre, abençoa-nos! Amen.



sábado, 30 de abril de 2011

Beatificação de João Paulo II

Fátima em júbilo pela beatificação do Papa de Fátima

Beatificação de João Paulo II: Vigí­lia une o Mundo em oração

Através de Fátima, Portugal está ligado ao mundo, na vigília de preparação da beatificação de João Paulo II, coordenada a partir de Roma pelo Cardeal Agostino Vallini Vigario-Geral do Papa para a Diocese de Roma.

A decorrer neste preciso momento, com ligação a cinco lugares do Mundo, a transmissão pode ser acompanhada em directo em www.fatima.pt /Transmissões em Directo (canto superior direito do ecrã). A tradução para português está a cargo do P. Clemente Dotti, capelão do Santuário de Fátima.

Inicia-se neste momento, 20:00, a recitação do Rosário. Cada mistério será recitado com ligação televisiva a um lugar diferente: 1º Mistério - Santuário de Lagniewniki - Cracóvia (Polónia); 2º Santuário de Kawekamo – Bugando (Tanzânia); 3º Santuário de Nossa Senhora do Líbano – Beirute (Líbano), Santuário de Santa Maria de Guadalupe – Cidade do México (México) e, 5º mistério - Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (Portugal).

No Santuário de Fátima, centenas de peregrinos de diversas nacionalidades acompanham a transmissão televisiva que une todos estes lugares à Capelinha das Aparições. Destaca-se o elevado número de grupos vindos de Espanha e de portugueses.

No Santuário de Fátima, sob a presidência de D. Augusto César, Bispo Emérito de Portalegre-Castelo Branco, será recitado o último mistério do rosário. Rezar-se-á em Fátima em Igreja.

LeopolDina Simões

Perita em neurociências
assegura que oração
ajuda a desenvolver o cérebro

A neurorradiologista italiana Adriana Gini afirmou que a prece é benéfica para o desenvolvimento do cérebro, ao participar num fórum sobre os jovens e a comunicação na era digital celebrado em Roma.
Gini afirmou no dia 14 de Abril no Ateneu Pontifício Regina Apostolorum, que "a prática do silêncio, a meditação e a oração favorecem as áreas cerebrais que se convertem mais pacientes e altruístas".
O foro "Comunicação Juvenil na Era dos Meios de comunicação", foi patrocinado pelo Conselho Pontifício da Cultura.
O evento foi uma resposta ao convite que o Papa Bento XVI fez em Novembro de 2010 aos participantes da assembleia plenária do mesmo Conselho Pontifício para beneficiar-se "com renovado compromisso criativo, mas também com sentido crítico e cuidado discernimento das novas linguagens e das novas modalidades comunicativas".
Gini assegurou que "nas crianças, um ambiente sereno e interativo, a presença de pais afetuosos, a amizade, e a vida activa são elementos que permitem um correcto desenvolvimento cerebral e portanto a aquisição de capacidade como o equilíbrio emotivo, a sociabilidade, e a generosidade".

Portugal Reza com Maria






















Portugal Reza com Maria


A incrível história de amor dos portugueses
por Nossa Senhora

de José Carvalho

Reimpressão de 2011

Páginas: 224

Editor: Zebra Publicações

ISBN: 9789898391094

13,70€

terça-feira, 19 de abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O Papa pede aos católicos na China
que defendam a fé mesmo com sacrifícios

A Santa Sé comunicou hoje que o Papa Bento XVI alenta os católicos da China a defenderem a fé, mesmo com sacrifícios, para crescer na unidade e na comunhão.

O texto publicado no fim da reunião plenária realizada no Vaticano de 11 a 13 de Abril da comissão instituída pelo Papa Bento XVI em 2007 para estudar a realidade da Igreja Católica na China.

No encontro que ocorreu ao final da reunião plenária, o Santo Padre reconheceu "o desejo de unidade com a Sede de Pedro e com a Igreja universal, que os fiéis na China não deixam de manifestar, no meio de muitas dificuldades e aflições".

"A fé da Igreja, exposta no Catecismo da Igreja Católica e que deverá ser defendida ao custo de sacrifícios, é o fundamento sobre o qual as comunidades católicas na China têm que crescer na unidade e a comunhão".

Na mensagem, a comissão expressa a esperança de que "o diálogo sincero e respeitoso com as autoridades civis ajude a superar as dificuldades do momento actual para que também as relações com a Igreja Católica contribuam para a harmonia na sociedade".

Perante os desafios actuais como as dioceses sem bispos e a incerteza de alguns católicos, os membros da comissão alentaram os prelados e os sacerdotes a intensificarem o seu trabalho e a "esforçar-se por construir, onde falte e sejam necessários, novos lugares de culto e de educação na fé, sobretudo para formar comunidades cristãs amadurecidas".

Depois de exortar todos os católicos chineses a continuaram na tarefa da evangelização, a Comissão lembrou uma série de episódios contrários à unidade, como a recente ordenação episcopal em Chengde em Novembro de 2010, que foi feita sem autorização do Papa, o que a torna "gravemente ilegítima" e "também ilegítimo o exercício do ministério".

Sobre a 8.ª Assembleia Nacional de Representantes Católicos, convocada pelas autoridades chinesas e à qual obrigaram bispos fiéis ao Papa a comparecerem, a mensagem da comissão recorda também as palavras proferidas pelo Santo Padre:

"Considerando o plano original de Jesus, resulta evidente que a pretensão de alguns organismos, que o Estado quis e que são alheios à estrutura da Igreja, de ficar por cima dos próprios Bispos e de dirigir a vida da comunidade eclesiástica, não está de acordo com a doutrina católica, segundo a qual a Igreja é apostólica, como reiterou também o Concílio Vaticano II".

"A finalidade declarada dos mencionados organismos de pôr em prática os princípios de independência e autonomia, autogestão e administração democrática da Igreja é também inconciliável com a doutrina católica".

A China só permite o culto católico à Associação Patriótica Católica Chinesa, subordinada ao Partido Comunista da China, e recusa a autoridade do Vaticano. A Igreja Católica, fiel ao Papa e clandestina na China, é perseguida permanentemente.

As relações diplomáticas entre a China e o Vaticano foram interrompidas em 1951, dois anos depois da chegada ao poder dos comunistas, que expulsaram os clérigos estrangeiros.


sábado, 9 de abril de 2011

Eu creio, Senhor

«Eu creio, Senhor»
                 Jo 9, 38
 
«Tu acreditas no Filho do homem?»,
perguntou Jesus ao cego que acabara de curar.
Hesitante, retorquiu: «quem é Ele para que eu acredite?»
«Já O viste: é Quem está a falar contigo», respondeu Jesus.

«Eu creio,Senhor» concluiu o cego.
Um diálogo simples e contundente.
Porque era cego de nascença, não havia nele preconceitos.
Tudo era evidência.
 
É esta pureza do olhar que eu quero recuperar nesta Quaresma.
É esta liberdade de aderir à verdade imponente
da Tua presença na minha vida
que eu quero para mim.

É longo o caminho a percorrer para me libertar
de tantas certezas e presunções acumuladas.

Mas como é grande a alegria de poder reconhecer-Te
no meio dos encontros e desencontros da vida...
Essa alegria que inunda de paz, serenidade e certeza
o meu pobre coração em sobressalto.

                                                    Rui Corrêa d’ Oliveira

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O novo líder dos católicos ucranianos propõe
aliança com ortodoxos contra o secularismo

O novo Primaz da Igreja Grego-católica da Ucrânia, Dom Sviatoslav Shevchuk, tem grandes planos para resistir o secularismo crescente em seu país e assegura que procurará tanto a ajuda de Roma como uma "aliança estratégica" com as igrejas ortodoxas.

Dom Shevchuk visitou o Papa Bento XVI no dia 1 de Abril no seu primeiro acto oficial depois de ser eleito em 23 de Março para liderar os 4,3 milhões de católicos ucranianos de todo o mundo.

Dom Shevchuk afirmou que "somos uma Igreja do Oriente com tradição e herança... uma Igreja sinodal que se rege pelo sínodo dos bispos junto com o Arcebispo-mor. Mas também somos uma Igreja Católica que vive a sua identidade em plena, visível e verdadeira comunhão com o Santo Padre".

O novo Primaz terá sob sua responsabilidade a mais numerosa Igreja católica de rito oriental que ressurgiu na década de 1990 quando se desintegrou o sistema comunista da União Soviética.

Os greco-católicos da Ucrânia atravessaram muitos sofrimentos durante o século passado. Sacerdotes e os fiéis foram detidos, martirizados pela fé e obrigados a viver na clandestinidade. As propriedades da Igreja foram usurpadas pelas igrejas ortodoxas e ainda hoje a Igreja grego-católica funciona sob todo tipo de restrições.

Para o arcebispo Shevchuk, o "sangue dos mártires... é a razão principal para que com nossos jovens tenha renascido a Igreja".

Actualmente, a idade média dos sacerdotes que servem a esta Igreja de rito bizantino é de 35 anos de idade. Dom Shevchuk tem 40 anos e é o bispo e líder mais jovem da Igreja de rito oriental.

O Arcebispo agradeceu a "demonstração da grande confiança que o Santo Padre depositou em mim e outros".

Dom Shevchuk afirma que a sua "prioridade número um" é a predicação do Evangelho no mundo e assegura que se deve proteger o "grande tesouro" da fé na Ucrânia perante a da secularização.

Neste sentido, o Arcebispo já teve conversas com outros líderes católicos e ortodoxos sobre a construção de uma "aliança estratégica para um testemunho harmonioso e único dos cristãos", que poderia ajudar a evangelizar a cultura ucraniana.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Foi ordenado Bispo com aprovação
do Vaticano e Governo chinês

Com a aprovação da Santa Sé e do Governo comunista chinês, foi ordenado em Março o novo Bispo de Jiangmen (China), o Padre Paulo Jiansen Liang, de 46 anos.

Isto ocorre depois das relações entre ambos os estados esfriarem devido à ordenação ilícita de um bispo, realizada pelo Governo chinês no dia 20 de Novembro de 2010, sem a aprovação do Vaticano.

Segundo a agência UCA News, a Eucaristia foi celebrada na Catedral da Imaculada Coração de Maria, na cidade de Jiangmen, província de Guangdong. No templo estiveram presentes 400 fiéis, enquanto outros mil acompanharam a ordenação por ecrãs colocadas no exterior.

O novo bispo disse que o seu brasão levará as imagens de São Francisco Xavier e o Padre Matteo Ricci, os dois grandes missionários que levaram o Evangelho à China.

O Prelado também disse que uma de suas prioridades será capacitar líderes leigos para que ajudem os sacerdotes e religiosos na catequese e na evangelização.

Dom Liang entrou no seminário pouco depois de ter sido baptizado em 1985. Ordenou-se sacerdote em 1991 e serviu na paróquia de Jiangmen desde 1995. Foi nomeado Vigário General em 2004 pelo seu predecessor, D. Pedro Paulo Li Panshi, que morreu em 2007.

Esta dupla aprovação transmite uma mensagem positiva.


 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Vaticano perante a ONU:
Opinar contra homossexualidade
está dentro da liberdade de expressão

O representante da Santa Sé no gabinete da ONU em Genebra, Dom Silvano Tomasi, recordou a este organismo que quem ataca os que têm opiniões contrárias ao comportamento homossexual violam o direito das pessoas à liberdade de expressão.

O Arcebispo interveio durante a discussão do item «Orientação sexual», na XVI sessão do Conselho dos Direitos humanos, e mostrou a sua preocupação ante a «alarmante tendência» de «atacar pessoas por tomarem posições de não apoiar as condutas sexuais entre pessoas do mesmo sexo».

Dom Tomasi afirmou que a Igreja não justifica em nenhum caso a violência contra ninguém por motivo de suas preferências ou condutas sexuais. Por isso, advertiu, não são justificados os ataques contra aqueles que se opõem a determinadas condutas sexuais, em virtude da liberdade de expressão e de crença.

«Quando eles expressam as suas crenças morais ou sobre a natureza humana, que podem ser também expressões de convicções religiosas, ou opiniões do Estado sobre reivindicações científicas, são estigmatizados, ou, pior ainda, desprezados e perseguidos».

«A sexualidade humana, como qualquer actividade voluntária, possui uma dimensão moral: é uma actividade que põe a vontade individual ao serviço de um fim; não é uma 'identidade'. Por outras palavras, procede da acção e não do ser, embora algumas tendências ou ‘orientações sexuais’ tenham raízes profundas na personalidade».

«Negar a dimensão moral da sexualidade leva a negar a liberdade da pessoa nesta matéria, e escava em última a instância sua dignidade ontológica».













terça-feira, 22 de março de 2011

A Igreja não é plural

Miguel Alvim, O Inimputavel

O centro universitário Manuel da Nóbrega (cumn) vai organizar em Coimbra (ver: http://www.cumn.pt/feecultura/ ), um dia de conferências, “Fé e Cultura”, como é seu uso anual.

Naturalmente, fé e cultura impõem-se como duas realidades essenciais que não têm de, nem devem, bem pelo contrário, andar de costas voltadas uma para a outra.

No sentido próprio, fé e cultura constituem e enformam a realidade constitutiva mais fulcral do ser do homem: o homem só o é verdadeiramente quando aberto à realidade da fé e da cultura.

Isso é uma coisa.

Outra coisa é a Igreja Católica.

A Igreja não é, propriamente, plural; antes, como no Credo, a Igreja é una, santa, católica e apostólica.

Daí que não se perceba, faça confusão, intitular uma conferência naquela niciativa de Igreja “Pensar a Igreja Plural” (subtítulo “A freira, o homossexual e os recasados”).

Dizer que a Igreja acolhe como Mãe toda a gente, todos os homens e mulheres do seu tempo é pura e eterna verdade.

É o seu serviço e o seu mistério, como o seu Mestre, Jesus Cristo, o indicou sem falhas.

Dizer que a Igreja é plural porque pode acolher indiferenciadamente e acriticamente todas as situações pessoais de escolha de vida, mormente, de mais ou menos grave pecado pessoal dos seus membros, não é verdade e é deprimente.

Jesus Cristo nunca foi fácil e nunca foi morno e, sobretudo, nunca confundiu o pecado com o pecador.

Numa palavra, e nesse sentido próprio, Jesus Cristo nunca foi plural, porque nunca quis agradar de maneira fácil.

Porque foi sempre e sem excepção Ele próprio, fez e continua a fazer chamamento universal a partir da unidade da Sua imparável virtude e obediência de amor.

E chega.

Um encontro de pouca Fé

( De O Inimputável)

No próximo dia 9 de Abril ocorrerá em Coimbra o XXVI Encontro Fé e Cultura. Deste encontro, organizado por um respeitável Centro Universitário da Igreja (CUMN), faz parte uma conferencia cujo subtítulo, “A freira, o homossexual e os recasados”, conduz a dois tipos de reacções entre os católicos: tristeza nos mais esclarecidos e confusão na mente dos mais vulneráveis.

Importa sublinhar que a Igreja não é uma democracia e a sua doutrina não se altera com base nas mudanças sociais. Actualmente, dentro da Igreja, instalou-se “a cultura da dúvida”, cuja agenda é gerida ao sabor da moda e do desejo de minorias. Mas, quando se pretende, com o desejo de não-discriminar, obrigar a Igreja a alterar a sua posição relativamente à homossexualidade e ao casamento indissolúvel entre homem e mulher, isso conduz à sua descaracterização; deixa de ser Igreja e passa a ser outra coisa qualquer, volátil e difusa.

Neste âmbito, convém recordar as palavras do Papa Bento XVI: “Manter o difícil como uma bitola que as pessoas possam sempre utilizar como referencia é uma tarefa necessária para não sucederem mais quedas”.

Afinal que Fé é esta quando o indivíduo se opõe a renunciar a si próprio?



sábado, 19 de março de 2011

Peregrinação a Vila Viçosa
comemorativa dos 365 anos
da coroação de Nossa Senhora
como Padroeira e Rainha de Portugal


Para informação sobre os autocarros de Fátima e do Norte, telefones: 965065920 e 911768705)
PEREGRINAÇÃO DE LISBOA


Dia 25 de Março (6.ª feira)
14:00H - Partida de Lisboa, em autocarro, com destino a Vila Viçosa.

16:30H - Participação nas Cerimónias do Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição.

17:00H – Bênção do Santíssimo.

17:30H – Relançamento do Projecto Um Milhão de Terços Por Portugal (com recitação do Terço).

18:30H – Santa Missa seguida de Procissão das velas à volta das muralhas da Vila, com a imagem da Padroeira e com a Coroa.

No final da Procissão haverá jantar e dormida no Convento dos Agostinhos.


Dia 26 de Março (Sábado)
10:00H - Partida para Campo Maior.

11:30H – Missa no Convento das Religiosas Concepcionistas Franciscanas, filhas de Santa Beatriz da Silva.

Estando a decorrer o Ano Jubilar por ocasião dos 500 anos da Regra que rege a Ordem da Imaculada Conceição (Irmãs Concepcionistas) o Papa Bento XVI informou que será concedida indulgência plenária a todos os fiéis que, tendo observado as habituais condições visitarem em grupo, qualquer lugar sagrado da Ordem da Imaculada Conceição, e ali participarem de alguma celebração. Haverá confissões.
13:30H – Almoço livre.

16:30H – Partida para Lisboa.

Custo da Peregrinação: 20,00€ por pessoa. Inclui as viagens, alojamento e jantar de 6.ª feira (não se garante quarto individual). A refeição de Sábado é livre e não está incluída no preço.

Inscrições (mediante pagamento)

Data limite: 18 de Março

Contactos: Leonor Ribeiro e Castro (913 053 811) e Maria da Cunha Coutinho (910 895 983)
Unidos em oração, A equipa dos Terços por Portugal


quinta-feira, 17 de março de 2011

Encontro internacional
sobre a Mensagem de Fátima

O Apostolado Mundial de Fátima (A.M.F.) organiza, na sua sede internacional, no hotel Domus Pacis, em Fátima, de 24 a 30 de Março, um programa de estudo e reflexão sobre a Mensagem de Fátima. O encontro destina-se principalmente a membros provenientes dos Estados Unidos da América e estão inscritas cerca de 150 pessoas. O encontro reúne estudiosos da mensagem de Fátima bem como familiares e confidentes dos três pastorinhos, com o objectivo de transmitir a essência da mensagem de Fátima e a forma como esta constitui uma resposta aos problemas que o mundo atravessa.

Entre muitos outros, participarão neste congresso o Bispo da diocese de Leiria-Fátima, D. António Marto; D. Serafim Silva, Bispo Emérito da diocese; o P. Virgílio Antunes, Reitor do Santuário de Fátima; Mons. Luciano Guerra, antigo Reitor, e a Irmã Ângela Coelho, Vice Postuladora para a Canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto.

O programa, que se encontra em inglês no sítio www.worldfatima.com, está elaborado de forma a proporcionar aos participantes uma experiência memorável em Fátima. Serão feitas visitas aos lugares das aparições acompanhadas de conferências, momentos de oração no Santuário de Fátima, visionamento de filmes e documentários seguidos de discussão e ainda formação sobre como difundir a mensagem de Fátima.

O Apostolado Mundial de Fátima é uma associação internacional de fiéis reconhecida pelo Vaticano cuja missão principal é a nova evangelização através da vivência e difusão da mensagem de Fátima.

Nuno Prazeres - Director do Secretariado Internacional do A.M.F.











quarta-feira, 16 de março de 2011

Sarkozy: A França deve compartilhar
a magnífica herança cristã

O Presidente da França, Nicolas Sarkozy, assinalou que a França tem o dever de compartilhar com todos, "sem complexos nem falso pudor" a "magnífica herança cristã" que se manifesta na civilização, na história e na cultura do país.

Em seu discurso na quinta-feira 2 de Março em Le-Puy-en Velay, na localidade de Haute-Loire no centro da França, uma das etapas francesas onde se origina a peregrinação para o Caminho de Santiago de Compostela (Espanha), o mandatário visitou a Catedral, o baptistério e algumas instalações próximas no marco do projecto de reconstrução do património nacional francês, que já foi iniciado.

Depois da visita e em seu discurso de meia hora, o mandatário falou primeiro sobre a alegria que experimentava ante a "majestade sorridente" e a beleza dos lugares no caminho para Puy-en Valey, marcados pela herança cristã de séculos de história aonde também se aprecia "um formidável caminho espiritual para o Céu".

Para Sarkozy, cada uma das cidades da França "não seria hoje o que são aos olhos dos franceses e aos olhos do resto do mundo sem suas catedrais ao redor das quais convergem sempre fiéis e turistas".

"Esta herança nos obriga. Esta herança é uma oportunidade, mas acima de tudo um dever. Estamos obrigados por esta herança. Obriga-nos porque não somente devemos transmiti-la às gerações que nos sucederão mas devemos assumir esta herança sem complexos e sem falso pudor".

Ao falar do dever de proteger o património nacional, o presidente Sarkozy disse que esta tarefa procura "defender os sinais tangíveis de nossa identidade" já que em um país que carece dela "tampouco há diversidade".

Proteger o património, disse logo, "é resistir, queridos compatriotas, à ditadura do presente, à ditadura do imediato e, diria, à ditadura do intercambiável onde tudo vale o mesmo e nada é mais valioso".

"A partir deste ano terão início outros projectos, como o da abadia de Clairvaux (Claraval), outro lugar excepcional e testemunho vivo da contribuição da Cristandade à nossa civilização. Ao dizer isto não faço mais que recordar uma evidência: o aporte da cristandade à nossa civilização".

Sarkozy assinalou logo que embora ninguém seja prisioneiro da história, "sempre é perigoso amputar a memória".

"Se renunciarmos a transmitir a herança, se existir a tentação de não transmitir nada, não nos lamentemos pelos resultados, mas se a ambição é transmitir muito, o resultado nos surpreenderá".

O presidente da França ressaltou logo que "a Cristandade nos deixou uma magnífica herança de civilização e de cultura: os presidentes de uma república laica. Posso dizer isto, porque é a verdade. Não faço proselitismo, mas simplesmente observo a história do nosso país".

Logo depois de recordar que em Puy-en Velay, cidade que guarda imagens da Virgem Maria e São José, o presidente Sarkozy disse que "vim aqui para dizer que a França tem um patrimônio que deve preservar e compartilhar. Vim para dizer que a França tem uma identidade da qual deve estar orgulhosa".

"Aqui em Puy-en Velay -concluiu- um pouco mais que em outros lugares, é evidente que a França também tem uma alma".

Para ler o discurso completo em francês visite: http://www.elysee.fr/president/les-actualites/discours/2011/discours-du-president-da-republique-au.10788.html

 

sábado, 12 de março de 2011

Mestre, que eu veja!

«Mestre, que eu veja!»

Grito eu,
atirando fora a capa!

Aquela capa,
que cobre as minhas fraquezas,
que esconde o meu pecado,
revestida de incertezas,
pregueada de mentiras,
que faz trevas no meu ser,
que faz do meu viver,
um caminho desolado.

E dou um salto,
para fora da escuridão!

Um salto de confiança,
sem temer para onde vou,
porque cheio de esperança,
Naquele que me chamou.

«Mestre, que eu veja!»

«Vai, a tua fé te salvou!»


Monte Real, 3 de Março de 2011
Joaquim Mexia Alves


De http://apenasoracao.blogspot.com/

Convocação Internacional
pelos Direitos e pela Dignidade
da Pessoa Humana e da Família


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Centenário das aparições de Fátima

A 31 de Março, o Santuário evoca a primeira aparição do Anjo

Porque neste ano pastoral de 2010-2011 se pretende de forma especial fazer memória das aparições do Anjo em Fátima, em 1916, o Santuário de Fátima está a organizar, para o dia 31 de Março, a evocação da primeira aparição deste mensageiro de Deus, que veio preparar os corações dos três pequenos videntes para as aparições de Nossa Senhora.

Com base as memórias da Irmã Lúcia, verifica-se que não é conhecida a data exacta desta aparição do Anjo da Paz, assim como a data das seguintes aparições.

Apenas é conhecido que a primeira aparição aconteceu na Primavera, a segunda no Verão e a terceira no Outono.

Assim, este ano, nos primeiros dias de Primavera, a data escolhida para a evocação da primeira aparição foi o último dia de Março.

O programa, um convite à participação de todos, inicia com a concentração na Capelinha das Aparições, às 21:30, seguindo-se uma caminhada até à Loca do Cabeço, lugar da aparição, com a recitação do rosário pelo caminho. O programa termina com a evocação da aparição, no respectivo local.

Voz da Fátima, 13 de Março de 2011

Templo histórico em Espanha profanado
com rito satânico

O Bispado de Almeria (Espanha) iniciou os trabalhos de reabilitação da antiga igreja de Las Salinas de Cabo de Gata, profanada durante o último fim de semana com grafitis simulam um rito satânico.

O templo, construído 1907, permanecia fechado ao culto desde ano 2004 pelo risco de desmoronamentos. O acto de vandalismo ocorreu depois da vitória da diocese em um longo litígio judicial com uma empresa privada que tentou convertê-lo em discoteca e centro turístico enquanto se esperava a permissão oficial das autoridades de Andaluzia para iniciar a reabilitação da igreja como lugar de culto, entretanto concedida.

Na segunda-feira 7 de Março, o interior do templo amanheceu cheio de figuras e grafitis esotéricos satânicos.






A nova «democracia» no Egipto:
Situação tensa e confusa
entre cristãos coptas e muçulmanos

O director das Pontifícias Obras Missionárias (POM) do Egipto, Frei Nabil Fayez Antoun, disse que a situação que segue os enfrentamentos entre cristãos coptas e muçulmanos "é tensa e confusa", entretanto, expressou seu desejo de que "a razão prevaleça sobre a violência".

Na noite de 8 a 9 de Março, no bairro de Mokattan (Cairo), houve um confronto entre cristãos coptas e muçulmanos que provocou treze mortos e mais de cem feridos, que ocorreu no do protesto dos coptas pelo incêndio no dia 4 de Março da igreja de Atfih, na região de Helwan, ao sul do Cairo.

Este incêndio ocorreu pela disputa de duas famílias que se opõem à relação entre um jovem cristão e uma rapariga muçulmana.

Sobre o choque entre cristãos e muçulmanos, o religioso explicou esta quinta-feira à agência Fides que a revolução dos jovens -- que derrubou Hosni Mubarak --, libertou as forças que estão presentes na sociedade egípcia.

Entretanto, o frade indicou que esta revolução também pode abrir espaços para os cristãos. Ele afirma que se reuniu com jovens "e representantes de alguns partidos para discutir sobre como os cristãos podem também inserir-se na nova realidade, para dar sua contribuição ao bem comum".

sexta-feira, 11 de março de 2011

Geração à rasquinha

(de Logos)

Nem uma palavra…

Nuno Serras Pereira

Aníbal Cavaco Silva no seu longo discurso (copiei o texto do sítio da presidência -- http://www.presidencia.pt/?idc=655&idi=51497  -- e passei-o para o word, em letra Times New Roman 12 e deu 10 páginas) de tomada de posse, do seu segundo mandato como Presidente da República, hoje proferido, afirmou peremptoriamente: “Necessitamos de recentrar a nossa agenda de prioridades, colocando de novo as pessoas no fulcro das preocupações colectivas. … Precisamos de uma política humana, orientada para as pessoas concretas. Os Portugueses não são uma estatística abstracta. … A pessoa humana tem de estar no centro da acção política.”. E, no entanto, ignorou por completo as pessoas nascentes liquidadas, aos magotes, nos laboratórios de procriação medicamente substituída (os médicos substituem os pais no acto de fecundação) ou dizimadas violenta e cruelmente no seio daquelas que as geraram, em hospitais, centros de saúde e clínicas privadas.

Estes milhares e milhares de crianças nascituras são pessoas concretas, não são uma estatística abstracta e precisam que recentremos a nossa agenda de prioridades, colocando-as no fulcro das preocupações colectivas.

Um texto que discorre exaustivamente sobre praticamente todos os graves problemas do País não tem uma única palavra sobre aquele, que de longe, é o maior de todos, a chacina sistemática, perpetrada com a cooperação activa do Estado, das pessoas mais vulneráveis e indefesas.

Para Cavaco Silva, pelos vistos, as crianças nascituras não são pessoas, como para Hitler os judeus também não o eram.

Infelizmente, assim se afigura, não poderemos esperar da sua parte, como alguns julgavam, uma reparação ou uma emenda de gravíssimos males de que foi cúmplice.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Uma Fé assim...

«Jesus, Filho de David, tem piedade de mim!»

                                                  Mc 10, 47

«Jesus, Filho de David, tem piedade de mim!»
Assim gritava o cego Bartimeu à beira da estrada,
ao saber que Jesus passava.

Até aquele dia, Bartimeu limitava-se a pedir esmola a quem passava.
Porém, a Jesus não pede esmola, mas a cura: «Mestre, que eu veja!»

Porquê então esta diferença no pedido?

A resposta é simples:
Bartimeu acreditava verdadeiramente que só Jesus podia
o que os outros não podiam: curá-lo.

Esta certeza inabalável, a que o próprio Jesus chama Fé
é o que faz a diferença.
É o que torna possível o impossível,
alcançável o inalcançável.

Não era a certeza numa ideologia, numa religião ou num código de conduta,
mas a Fé num Homem concreto que ele encontrou à beira da estrada.

É duma Fé assim que eu preciso, totalmente centrada em Cristo,
liberta das minhas muitas certezas e presunções
que mais não são do que as minhas cegueiras
as que me não deixam ver o que Deus pode fazer em mim,
se eu quiser, se eu deixar...

                                                            Rui Corrêa d’ Oliveira





sexta-feira, 4 de março de 2011

Tribunal inglês recusa adopção
a casal cristão

Numa sentença que poderia fixar precedentes legais na justiça britânica, em 28 de Fevereiro dois juízes de Nottingham resolveram que um casal de esposos cristãos não poderia adoptar uma criança por estes acharem que o estilo de vida homossexual é inaceitável.

Eunice e Owen Johns, de 62 e 65 anos de idade respectivamente, são cristãos da cidade de Derby e já cuidaram de 15 crianças como pais substitutos no passado. Eles não os adoptavam, mas criavam-nos temporariamente como se fossem filhos seus. Foram agora levados perante um tribunal por um assistente social por ambos condenarem o estilo de vida homossexual. "Os juízes sugerem que a nossa perspectiva pode prejudicar as crianças.“ A sentença também assinala que as autoridades podem exigir aos indivíduos uma "atitude positiva" para as inclinações e o estilo de vida homossexual.

A controvertida norma sobre a orientação sexual em Grã-Bretanha forçou o fecho das agências de adopção católicas, depois da comissão encarregada de velar por seu cumprimento ter estabelecido que estas instituições não podiam rejeitar casais homossexuais como futuros pais adoptivos.







segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Núncio Apostólico na Argentina:
Papa abandonado por Sacerdotes,
Religiosos e Bispos

O Núncio Apostólico da Argentina, Mons. Adriano Bernardini, proferiu uma homilia no dia 22 do corrente mês da qual transcrevemos a quase totalidade em castelhano, pelo que pedimos desculpa.

Damos por descontado el primer punto, fundamental para la Iglesia, porque sin este primado de Pedro y la comunión con el mismo, no existe la Iglesia Católica. Permítanme, en cambio, algunas reflexiones sobre el segundo punto: las fuerzas del Mal, que Mateo llama “el poder de la Muerte”.
Asistimos hoy a un ensañamiento muy especial contra la Iglesia Católica en general y el Santo Padre en particular. ¿Por qué todo esto? ¿Cuál es el motivo principal? Lo podemos enunciar en pocas palabras: ¡Es la Verdad que nos da el Mensaje de Cristo!

Cuando esta Verdad no se opone a las fuerzas del mal todo va bien. En cambio, cuanto presenta la mínima oposición, surge una lucha que se hace calumnia, odio e incluso persecución contra la Iglesia y más específicamente contra la persona del Santo Padre.

Veamos algún punto de la historia, que es “la maestra de la verdad”.

Los años inmediatamente subsiguientes al Vaticano II transcurren en una euforia general para la Iglesia y en consecuencia para el Papa. Pero es suficiente la publicación de la “Humanae Vitae”, con la que el Santo Padre confirma la doctrina tradicional, en base a la cual el acto conyugal y el aspecto procreativo no pueden ser lícitamente separados, que estallan las críticas mas feroces contra Pablo VI, que hasta aquel momento había agradado al mundo. Sus simpatías por Jacque Maritain y por el humanismo integral habían abierto las esperanzas de los ambientes modernistas internos a la Iglesia y al progresismo político y mundano.

Lo mismo se repite más veces en el largo pontificado de Juan Pablo II. Cuando es elegido, las élites culturales occidentales están fascinadas por la lectura marxista de la realidad. Juan Pablo II no se adapta a este embarazoso conformismo cultural y traba con el comunismo un duelo muy duro, que lo lleva sin más a ser un blanco físico de un oscuro proyecto homicida.

Lo mismo le sucederá siempre a Juan Pablo II con respecto a la Bioética, sobre todo con la publicación de la “Evangelium Vitae” del 1995, un compendio sólido y sin detracciones sobre las principales cuestiones de la vida y de la muerte.

Y ahora, siempre por el amor a la “Verdad verdadera y Evangélica”, el blanco se ha vuelto sobre Benedicto XVI. Ya marcado con desprecio en los años precedentes como “guardián de la fe”, apenas elegido, acogido de inmediato por los comentaristas de todo el mundo con una mezcla de sentimientos, que iban de la rabia al miedo, al verdadero y propio temor.

Ahora, una cosa es cierta: El Papa Benedicto imprimió a su pontificado el sello de continuidad con la tradición milenaria de la Iglesia y sobre todo de purificación. Sí, porque a la inseguridad de la fe siempre le sigue la ofuscación de la moral.

En realidad, si queremos ser sinceros, debemos reconocer que año tras año ha aumentado, entre teólogos y religiosos, hermanas y obispos, el grupo de cuantos están convencidos que la pertenencia a la Iglesia no comporta el conocimiento y la adhesión a una doctrina objetiva.

Se ha afirmado un catolicismo “ á la carte”, en el cual cada uno elige la porción que prefiere y rechaza el plato que considera indigesto. En la práctica un catolicismo dominado por la confusión de los roles, con sacerdotes que no se aplican con empeño a la celebración de la Misa y a las confesiones de los penitentes, prefiriendo hacer otra cosa. Y con laicos y mujeres que buscan sustraer un poco por vez, el lugar al sacerdote para ganarse un cuarto de hora de celebridad parroquial, leyendo la oración de los fieles o distribuyendo la comunión.

He aquí que el Papa Benedicto, precisamente por su fidelidad a la “Verità” hace una cosa que escapó a la atención de muchos comentaristas: trae de nuevo, integralmente, el credo en la fórmula del concilio de Constantinopla, es decir en la versión normalmente contenida en la Misa. El mensaje es claro: recomenzamos de la doctrina, de los contenidos fundamentales de nuestra fe. “Sí, porque -escribe el teólogo y Pontífice Ratzinger- el primer anuncio misionero de la Iglesia hoy es puesto en peligro por teorías de tipo relativista, que entienden justificar el pluralismo religioso, no solo “de facto”, sino también “de jure”.

La consecuencia de este relativismo, explica el futuro Benedicto XVI, es que se consideren superadas una serie de verdades, como por ejemplo: el carácter definitivo y completo de la revelación de Cristo; la naturaleza de la fe teologal cristiana con respecto a la creencia en las otras religiones; la unicidad y la universalidad salvífica en el misterio de Cristo; la mediación salvífica universal de la Iglesia; la subsistencia en la Iglesia Católica de la única Iglesia de Cristo.

He aquí, por lo tanto, la Verdad como causa principal de esta aversión y diría casi persecución al Santo Padre. Una aversión que tiene como consecuencia práctica su sentirse solo, un poco abandonado.

¿Abandonado de quién? ¡He aquí la gran contradicción! Abandonado por los opositores a la Verdad, pero sobre todo de ciertos sacerdotes y religiosos, no sólo Obispos, pero no de los fieles.

Así el clero está atravesando una cierta crisis, en el episcopado prevalece un bajo perfil, no obstante los fieles de Cristo están aún con todo su entusiasmo. Obstinadamente continúan rezando y van a Misa, a frecuentar los sacramentos y a rezar el rosario. Y sobre todo esperan en el Papa. Hay un sorprendente punto de solidez entre el Papa Benedicto y el Pueblo, entre el hombre vestido de blanco y las almas de millones de cristianos. Ellos entienden y aman al Papa. ¡Esto porque su fe es simple!. Por otra parte es la simplicidad la puerta de ingreso a la Verdad.

Durante esta Celebración Eucarística pidamos al buen Dios y a la Virgen poder formar parte, también nosotros de este tipo de cristianos."


 


Grave atentado à família
pelos «generais sentados» da GNR

Tivemos hoje conhecimento pelas televisões do chamado «casamento» entre duas fressureiras que estão integradas nas fileiras da GNR, uma delas com o posto de «cabo» e outra com a responsabilidade do comando do destacamento territorial de Santarém da instituição, com o posto de «capitão». Assim, verificamos que a instituição militar de segurança interna de Portugal integra gente deste quilate moral e desta saúde mental. Mais, gente que internamente comanda pessoas normais e exerce autoridade policial sobre a comunidade e as famílias e seus membros, nomeadamente crianças.

Ler mais em:


sábado, 26 de fevereiro de 2011

UE: Abrir caminho à liberdade religiosa

O tema da liberdade religiosa vai ser um dos assuntos em cima da mesa, dia 28 de Fevereiro, num encontro entre o presidente do Parlamento Europeu e o Papa Bento XVI.

O presidente do Parlamento Europeu considera o Cristianismo como “fonte importante de inspiração para a Europa”, que importa defender.

Numa entrevista concedida à agência SIR, esta quinta-feira, Jerzy Buzek garantiu que a perseguição aos cristãos no Médio Oriente “é uma preocupação partilhada pelo Parlamento Europeu”, e que estão a ser tomadas medidas para “arrepiar caminho” na preservação da liberdade religiosa.

Esta matéria deverá ser um dos assuntos em cima da mesa, no próximo dia 28 de Fevereiro, durante uma audiência que Bento XVI irá conceder ao líder europeu, no Vaticano.

Jerzy Buzek admite ir em busca de “orientação”, numa altura em que “a Europa e o mundo enfrentam muitos desafios”, como a integração dos movimentos migratórios, o envelhecimento da população e a instabilidade política que afecta países como o Egipto, a Tunísia, ou o Sudão.

Lembrando que “a União Europeia encontrou as suas fundações a partir de cristãos democratas com Schuman, De Gasperi e Adenauer”, aquele responsável quer agora “ouvir aquilo que um homem de fé e cultura como Joseph Ratzinger tem a dizer”.

Fomentar o diálogo entre nações ou instituições é essencial para o líder do Parlamento Europeu, que se mostra satisfeito pela Europa “estar a começar a respirar a plenos pulmões”.

“Quando um Papa da Alemanha se encontra com o presidente do Parlamento Europeu, um polaco, nós podemos agradecer aquilo que conseguimos até agora”, sustenta Jerzy Buzek, considerando esta ida à Santa Sé como um símbolo de que “o Leste e o Oeste da Europa estão finalmente a crescer em conjunto”.

O Tratado de Lisboa, assinado em 2007, deu pela primeira vez uma base legal para o diálogo institucional entre a União Europeia e representantes das diversas comunidades religiosas.

O exemplo que chegou de Londres

Aura Miguel, RR
Os ex-anglicanos recentemente convertidos à Igreja Católica tomaram, esta semana, em Londres, uma medida exemplar: organizaram uma campanha pública para rezar pelo Papa, convidando os fi éis a participar numa Hora Santa de reflexão sobre o Bispo de Roma.
 
Mais: o convite partiu do exbispo anglicano Keith Newton -- hoje sacerdote católico, ordenado há mês e meio – responsável máximo do Ordinariato de Nossa Senhora de Walsingham, a estrutura que Bento XVI criou para, em Inglaterra, acolher os que desejam entrar na plena comunhão com a Igreja católica.

“Queremos agradecer a visão do Papa e o dom da unidade que nos trouxe até aqui”, disse o ex-bispo anglicano recém-convertido. “Encorajo todos a entrar numa igreja católica e a rezar por ele diante do Santíssimo”.

Que bom seria reconhecer esta frescura também em bispos que sempre foram católicos… Para que Bento XVI não tivesse de se queixar – como se queixa – de que os maiores ataques contra si partem do seio da própria Igreja.