sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A Primeira República e Fátima

Ecclesia

“Os eventos de Fátima adquirem a sua particular relevância – embora transcendam a situação concreta em que ocorrem – no contexto das transformações em curso em Portugal e na Europa da época (…). Assistia-se, por toda a parte, a profundas transformações de ordem existencial. Estava em curso a revolução industrial, dando origem a burguesias bem diferenciadas (…). Como a história é o lugar da criação dos contextos de sentido, as visões do mundo desses segmentos da população, em correspondência com a sua concreta existencial, tendem a afirmar-se como dominantes, com vontade de apagar todas as demais mentalidades que se lhes opunham ou se revelem contrárias (...).

Numa primeira fase, a república trava uma batalha aberta contra a Igreja no campo político e jurídico. A luta centrou-se à volta de duas principais questões: a criação das “associações cultuais” e as pensões a conceder ao clero. O afrontamento entre o Estado e a Igreja foi aqui aberto e directo. Se o Estado afrontou a Igreja, a Igreja afrontou o Estado1 (…).

A questão não era, todavia, unicamente política, mas sócio-cultural. Não se tratava apenas de substituir as estruturas políticas, mas de operar uma verdadeira mudança de mentalidades. O Estado que pretendia separar-se da Igreja, procurava a laicidade, mas para vencer as resistências que encontrava pela frente, entregava-se ao laicismo. A laicidade é um conceito que tem a ver com o Estado e não com a Igreja nem com a sociedade civil (…). É neste novo plano sócio-cultural que Fátima aparece como o principal teatro de guerra desencadeado pela Primeira República (…). A luta configura-se e a campanha desenrola-se contra Fátima no quadro destas diversas coordenadas.

Realizada a primeira “Aparição”, em 13 de Maio de 1917, logo os meios de comunicação social afectos à maçonaria, ao livre pensamento e ao republicanismo entram em acção para denunciarem o fanatismo em marcha e para alertarem os poderes políticos. Mostram-se atentos e extremamente vigilantes.

Em 13 de Agosto de 1917, segundo o jornal Liberdade (18-8-1917), o Administrador de Vila Nova de Ourém, acompanhado de um oficial da Administração, dirigiu-se a casa dos pais dos pastorinhos, procede ao seu sequestro, seguido da sua detenção na sede do concelho (…). A Aparição de 13 de Outubro de 1917 veio tornar relativamente irreversível a questão. (…) Além disso, tudo se realizava em obediência a um calendário previamente definido por Nossa Senhora (…).

Na noite de 23 de Outubro desse ano de 1917, alguns carbonários ou livres pensadores de Santarém procederam à transferência da Cova da Iria para Santarém do tronco da azinheira sobre a qual Nossa Senhora aparecera e de alguns objectos aí colocados pelos peregrinos (…)

Fátima emergia igualmente como o espaço onde se exprimia, por excelência, o conflito entre a razão e a crença, entre a ciência e a fé. Este conflito vinha já de trás (…). O argumento usado recorrentemente pelas correntes ideológicas era a lei da separação e a necessidade da sua aplicação (…).

Entre sobretudo 1920 e finais de 1924, a acção dos actores políticos torna-se mais directa, intensa e violenta. O Governador Civil de Santarém ordena a proibição da peregrinação de 13 de Maio de 1920, por ordem do ministro do interior. Entra então em acção a força armada, nomeadamente a Guarda Nacional Republicana, ocupando as estradas, de modo a impedir o acesso à Cova da Iria (…).

A capelinha das Aparições é dinamitada em 6 de Março de 1922. O Governo, nessa altura, procura investigar os autores de tão hediondo crime. A série de atentados ocorridos na sociedade, ao tempo, criava grande insatisfação entre a população (…).

O recrudescimento das medidas persecutórias dos católicos e nomeadamente impeditivas da peregrinação à Cova da Iria davam entretanto origem a algumas expressões de medo. Não obstante a afluência maciça – ou talvez por causa disso –, os poderes constituídos procuram opor-lhe um dique que cortasse o acesso, colocando um aparato policial à volta de Fátima. Certo temor se terá infiltrado nos espíritos de alguns, paralisando os seus movimentos (…).

A repressão exercida sobre os católicos parece atingir, por ocasião do 13 de Outubro desse ano de 1924, um dos seus pontos mais intensos e violentos. Se para os republicanos se tratava de impedir a perturbação da ordem pública, cujo receio desejavam afastar, para os católicos em causa estava, segundo as Novidades (13-10-1924), a defesa de uma Igreja livre do ódio e da sombra blasfema dos seus inimigos. Mas enquanto a repressão era anunciada, agia-se depois discretamente (…).

Assiste-se, nessa altura, a uma autêntica arrancada não contra o regime, mas contra as suas arbitrariedades. O movimento desenvolve-se a partir do Centro Católico. Terá chegado a hora de não se consentir mais a brutalidade do poder, tida como “mais uma afronta à consciência do país” (…).

As manifestações de protesto eram de molde a conduzir à proposta de uma de duas possíveis hipóteses de resolução do conflito, a contestação directa do regime político vigente ou o recurso à desobediência civil. A primeira via de saída foi adoptada pelo jornal O Dia (13-10-1924). Contesta, todavia, a posição seguida por este jornal a generalidade da imprensa católica, aconselhando antes a desobediência civil, no estrito campo da luta pela substituição da legislação (…).

A Igreja mostrava-se, nessa altura, disposta a submeter-se à lei comum, liberta de leis opressoras, fossem elas de separação, fossem elas concordatárias, nomeadamente quando celebradas em liberdade diminuída ou interpretadas arbitrariamente pelo Estado. O grande desígnio a alcançar seria o da liberdade da Igreja, desígnio que a mesma Igreja não alvejava tanto como quando se sentia aprisionada (…).

O Estado desenvolvia uma política anti-religiosa, permeada de agressividade e de violência (…). Três presidentes do Governo mostraram-se particularmente activos na repressão dos eventos de Fátima, com intervenções directas, António Maria Baptista, António Maria da Silva, que durante algum tempo sobraçou igualmente a pasta do Interior, e Alfredo Rodrigues Gaspar (…).

Portugal conheceu, de facto, nos inícios do século XX, um dos combates mais acesos travados na Europa contra o Catolicismo.

Excertos de uma conferência proferida em Coimbra por António Teixeira Fernandes
__________
(1) António Teixeira Fernandes, Afrontamento Político-Religioso na Primeira República, Porto, Estratégias Criativas, 2009.


Entrevista do Professor António Teixeira Fernandes
à Agência Ecclesia (Extractos)


FÁTIMA E A I REPÚBLICA

António Teixeira Fernandes aborda o «combate travado pelo Estado, contra a Igreja, durante a Primeira República». Na época em análise, Fátima «serve de palco e de detonador do despertar da consciência católica».
Segundo António Teixeira Fernandes, autor da introdução ao terceiro tomo do quarto volume da Documentação Crítica de Fátima (DCF), Fátima foi “o maior teatro de guerra” deste combate. O terceiro tomo abrange o período de 13 de Outubro de 1924 a 31 de Dezembro de 1925.
“O Estado desenvolvia uma política anti-religiosa, permeada de agressividade e violência”, aponta. Na época em análise, “Fátima serve de palco e de detonador do despertar da consciência católica”, assinala Teixeira Fernandes.

Agência ECCLESIA – No início do século XX, em Portugal, houve uma tentativa de laicização do Estado ou de secularização da Igreja?
António Teixeira Fernandes (ATF) – Em meu entender, houve fundamentalmente uma tentativa de laicização da Igreja. O Estado que se apresenta na I República não tinha atingido a maturidade política, é um Estado que ainda se sente frágil e, portanto, tem necessidade, de forma paradoxal, da religião para poder sobreviver, embora combatendo-a para a subordinar.
Nessa medida, é um Estado não secularizado, um Estado que se arvora em igreja anti-Igreja, que não pretende verdadeiramente uma separação, porque a Lei da Separação (1911) não é, em rigor, de uma separação que conduzisse à liberdade, mas uma lei de separação hostil, pondo a Igreja em estado de total sujeição. O objectivo não consistia, no fundo, somente em secularizar a própria Igreja como ainda em laicizar a própria sociedade civil.

AE – Este é um processo que começou na Monarquia Constitucional ou estamos perante uma ruptura total?
ATF – O problema vem já de longe, diria mesmo que dos finais do século XVIII, mas desenvolve-se sobretudo ao longo do século XIX. O Liberalismo viu sempre com alguma suspeição a intervenção da Igreja no poder político, só que a primeira fase do Liberalismo – expresso, por exemplo, em Alexandre Herculano e em Almeida Garrett - não promove nenhuma guerra contra a Igreja, deseja somente o seu afastamento das questões políticas. Deseja uma Igreja destemporalizada, reduzida ao espiritual, deixando exclusivamente aos homens o que diz respeito às coisas seculares.
A partir de meados do século XIX, sobretudo com a “Geração de Setenta”, há uma certa alteração da orientação liberal, porque se a primeira fase foi mais voltada para a defesa da liberdade, esta segunda geração está mais interessada num projecto de igualdade social e de democracia. É a geração de Antero de Quental e Eça de Queiroz.
Estão aqui presentes os ideais da Revolução Francesa, mas também o socialismo utópico francês, com a influência nomeadamente de Proudhon. Por outro lado, há uma reorientação do próprio Republicanismo, que aceita e transfere para Portugal o positivismo comteano, empenhando-se na criação de uma sociedade dessacralizada, secularizada e laicizada.
Nesta altura, aparece já fortemente a tendência para secularizar todos os actos centrais da vida humana: o nascimento, o casamento, o funeral, etc.
Na parte final da Monarquia Constitucional, os republicanos e não só – influenciados nomeadamente pela Maçonaria e pelo livre pensamento – pretendem essa secularização total. Aquilo que acontece a 5 de Outubro (1910) não será mais do que o culminar de tendências anunciadas e inclusive muito afirmadas em congressos anteriores.

AE – Há aqui um jogo de forças entre Maçonaria e Igreja?
ATF – Sem dúvida alguma, só que a Maçonaria nunca aparece como organização: influencia toda a acção legislativa, a actividade partidária e os próprios actores políticos, sobretudo os republicanos, mas actua somente através de personalidades concretas. Obviamente que também existe a Carbonária… Essa teve a sua influência, de outro tipo, e desempenhou papel diferente, embora complementar.

AE – O braço armado da Maçonaria?
ATF – Não será propriamente o braço armado da Maçonaria, embora, na prática o possa ter sido. Na década de 90, a Maçonaria Académica deu origem à Carbonária que é diferente da Maçonaria. Esta é de tendência bastante elitista. A Carbonária é a Maçonaria popular que pretende a revolução no campo de batalha, através da força das armas e não unicamente das ideias.

AE – No contexto da I República temos também as aparições de Fátima…
ATF – A República instituída, querendo secularizar a vida social, mostrou-se contrária a todo o Cristianismo de feição popular. Por outro lado, em vez desse cristianismo queria a ilustração do povo, contrapondo à actividade da Igreja a acção de uma escola laica. Por esta via, se pretendia criar um homem novo para uma sociedade nova, entrando por uma via que não podia deixar de ser autoritária. A Primeira República não teve em vista um projecto democrático…
Alguns dias antes da aprovação da Lei da Separação, Afonso Costa – na sede do Grande Oriente Lusitano – afirmou que «em duas gerações, Portugal terá eliminado completamente o Catolicismo, que foi a maior causa da desgraçada situação em que caiu». (como se afirma no jornal Tempo - 27 de Março de 1911). A afirmação aparece repetida inúmeras vezes pelos jornais católicos durante a perseguição que foi movida pela República a Fátima.

Esta é uma República politicamente frágil e a partir do momento em que se deram as aparições, desde 13 de Maio de 1917, o governo sentiu-se um pouco perturbado, porque viu que esse movimento poderia pôr em causa o próprio regime político, para além da sua carga ideológica.

AE – As pessoas ansiavam por algo melhor, mas a República não lhes deu isso?
ATF – Para além de tudo o mais, a República lançou o país numa crise enorme, em especial a partir da entrada na I Guerra Mundial. A ida dos nossos militares para o estrangeiro, onde de forma inglória perdiam a via, criou uma grande insatisfação. Por outro lado, a carestia de bens de todo o género estava na origem de algumas sublevações populares por todo o país, em especial nos anos 20. A situação do ponto de vista social era difícil para o próprio governo.
Neste contexto, os ataques às aparições de Fátima tinham um duplo objectivo: por um lado, temia-se que esse fenómeno, considerado como fanatismo, contrariasse, a certa altura, o projecto da I República, que era o de ilustrar o povo, mas dentro de uma escola racionalista; por outro lado, como todo o republicanismo era gerido e movimentado por uma burguesia que, apesar de tudo, não passava de uma minoria na sociedade portuguesa (embora ganhasse as eleições), tinha-se receio de que isso pusesse em causa a estabilidade do regime.

AE – E havia motivos para temer que as aparições colocassem em causa os fundamentos ideológicos do regime?
ATF – Não digo que os pusessem em causa de forma directa, haveria que esclarecer e saber se, como intenção, as aparições teriam ou não directamente esse objectivo. Em sede de princípios, tratava-se de algo contraditório em relação à situação vigente, mas a mensagem de Fátima possui obviamente um alcance mais vasto.
Para um poder político que se sentia fragilizado, qualquer movimentação popular, qualquer perturbação desta natureza – não podemos esquecer que se deslocavam a Fátima milhares e milhares de pessoas – seria grandemente perturbadora.
Até à peregrinação de 13 de Outubro de 1917, o poder político central não teve, no entanto, nenhuma intervenção directa, que se conheça. Ali estiveram presentes, segundo os jornais, entre 50 a 75 mil pessoas, o que constituía um fenómeno em relação ao qual o próprio governo não podia sentir-se indiferente. Sabe-se que a população católica ultrapassava os 99,00, segundo os dados dos Censos de 1900.
A Carta Pastoral publicada pelos bispos a 24 de Dezembro de 1910 apela para a grande maioria portuguesa que é católica. Em Março seguinte, 1911, os bispos começaram a ser perseguidos. Deu-se primeiro a expulsão do bispo de Porto, D. António Barroso. Posteriormente, foram atingidos os restantes prelados, com a sua expulsão das respectivas dioceses. O que aconteceu é que as pessoas não se levantaram para defenderem os seus bispos…

AE – Perante estes factos, onde estavam os 99% dos católicos?
ATF – Eram, na sua grande maioria, católicos anónimos e anémicos, sem grande vitalidade religiosa. Tinham uma crença mais devocional do que doutrinal ou teológica. Não havia, por parte dos bispos, uma grande preocupação na formação do clero e do laicado. Os católicos ficaram alheados e serenos nas suas casas perante a perseguição, e não tomaram qualquer posição, com excepção de algumas pequenas e breves manifestações à chegada ou partida, sem qualquer efeito prático.

AE – A catequese praticamente não existia
ATF – Os bispos não tiveram, de facto, o apoio dos católicos, mas parece que colhiam o que haviam semeado. A situação portuguesa foi muito diferente da francesa. Em 1905, com a lei da separação em França, o governo «caiu» devido à mobilização dos católicos. Em Portugal, os bispos partiram todos para o exílio – onde permaneceram cerca de dois anos - e nenhum governo caiu. Após estes factos, os bispos começaram a apelar – através de tomadas sucessivas de posição - para a unidade dos católicos, divididos nas suas comodidades e nos seus interesses de índole política. Os prelados sentiram então a necessidade de uma maior catequização.
Por volta de 1917, começou-se a chamar a atenção aos leigos para lutarem no interior do Centro Católico, o núcleo a partir do qual se devia desenvolver uma acção unificada contra a legislação anticatólica da República. Defendeu-se sempre o princípio de que o poder vem de Deus.

AE – Ainda no âmbito das aparições de Fátima, a Comunicação Social estava dividida.
ATF – A divisão era bastante clara. Havia, por um lado, os jornais de orientação católica e, por outro, os jornais de inspiração da Maçonaria, do Livre Pensamento e do Republicanismo. Dois ou três jornais entram na luta muito directamente. Um deles era o jornal «Mundo» (órgão oficial do Partido Democrático de Afonso Costa) e o outro era o Livre Pensamento (órgão oficial do próprio Livre Pensamento). As duas organizações que entram na luta de forma directa contra Fátima são: «Associação do Registo Civil» e a «Federação do Livre Pensamento». Actua também a Maçonaria, mas de forma discreta ou encoberta. No campo da imprensa católica, surgiam também algumas discordâncias no que concerne a interpretação do fenómeno das Aparições.

AE – Chegam a fazer comícios na Cova da Iria
ATF – Em Novembro de 1917, poucos dias depois das aparições, realizou-se um comício na própria Cova da Iria e outros em localidades próximas de Fátima. Os jornais católicos usam de uma grande prudência. Esta advém do facto da Igreja não aceitar, logo à partida, a existência das aparições, sem possuir acerca delas suficiente fundamentação. Era necessário garantir e provar que eram autênticas. Esse trabalho estava por fazer. Entretanto, as forças que lhes eram adversas aproveitavam para fazerem a sua campanha.
Apesar daquela prudência, alguns jornais católicos entram, entre si, em alguma disputa. O jornal A Ordem, que era um órgão católico – onde trabalhava Domingos Pinto Coelho, que estava também ligado a um Partido Monárquico – deu origem a uma certa controvérsia, lançando-se alguma dúvida sobre as aparições de Fátima. Mas a polémica, aberta ou subentendida, travou-se principalmente entre jornais católicos e outros que lhes eram contrários.
É curioso verificar que o grande eco das aparições foi dado pelos jornais contrários à Igreja porque criticavam abertamente Fátima e possuíam um alargado raio de difusão.

AE – A Igreja só reconhece as aparições na década seguinte. Há alguma explicação para esta demora?
ATF – Foi entretanto criada a diocese de Leiria e nomeado D. José Alves Correia como seu bispo. Após a entrada deste, no início da década de 20, o prelado constituiu, de imediato, uma comissão presidida pelo Pe. Manuel Formigão. A partir de 1926-1927, D. José Alves Correia começou a insistir para que se ultimasse o processo. O povo havia já “confirmado”, com a sua permanente presença, a sua veracidade.

AE – As notícias negativas despertaram a atenção
ATF – Os jornais Republicanos, da Maçonaria e do Livre Pensamento, foram aqueles que fizeram o eco maior – ainda que pela via negativa - das aparições de Fátima. No entanto, quem fez vingar as aparições foi a fé e a perseverança do povo. Este nem sequer esteve à espera e atendeu à prudência da Igreja. Entre 1920 e 1924, houve uma tentativa, por parte do governo, de impedir, com recurso à Guarda Nacional Republicana, as peregrinações ao local. Os jornais católicos vêm-se mesmo forçados a fazer o convite à desobediência civil. Alguns, por exemplo O Dia, dizem mesmo: «vamos lutar contra o governo», mas, na sua generalidade, esses jornais limitam-se a defender: «Não vamos lutar contra o regime, mas contra a legislação». Mesmo quando as peregrinações eram proibidas, o povo não deixava de ir a Fátima, arrostando com todos os sacrifícios e perigos. Foi o sentimento de fé do povo que impôs Fátima. D. José Alves Correia entendeu bem esse sentimento do povo e, com base nas provas que lhe foram apresentadas acerca do carácter sobrenatural do fenómeno, autenticou as aparições.

AE – As aparições de Fátima ajudaram a derrubar a República?
ATF – Essa relação causal não se poderá fazer. Não foram, possivelmente, os republicanos que fizeram cair a monarquia, terão sido os próprios monárquicos. Talvez fossem os próprios republicanos que fizeram cair a República, pela sua incapacidade de governação e de desenvolverem a democracia. Quem faz tal crítica é o próprio Raul Proença.

AE – A rapidez do pacote legislativo foi prejudicial.
ATF – Contrariou o povo e não foi ao encontro da sua sensibilidade, num completo desconhecimento das preocupações que o afligiam e das aspirações que o animavam. A governação terá conduzido ainda o país para uma situação que era bastante insustentável (Bancarrota, carência de bens de primeira necessidade, atentados por toda a parte, uma guerra que não terminava…). O desgoverno encaminhava o país para a derrocada da própria República. Quem saiu vencedor de tudo isto foi o projecto de Fátima… Não era certamente um projecto humano.

AE – Apesar da Capelinha das Aparições ter sido dinamitada.
ATF – É verdade. Foi dinamitada a 6 de Março de 1922. Numa situação de grande perturbação social, Fátima aparece como um suplemento de alma, como um sol radioso, dando esperança ao povo português. Não existem bombas que destruam as verdadeiras esperanças de um povo…

AE – Uma esperança que surgiu depois da dúvida inicial
ATF – Acredito que alguns tenham sido influenciados por alguns jornais bem tendenciosos. No entanto, é necessário dizer que para se ser católico não é indispensável admitir a autenticidade das aparições. A Revelação de Cristo está completa em si mesma. Para além disso, a própria Igreja não as reconheceu logo. Houve uma prudência enorme por parte dos bispos. Havia, além disso, um espaço alargado onde se podia exprimir o juízo de cada um, desde que aceite o que é central ou essencial na Revelação, que permitia às pessoas um grau enorme de liberdade para acreditar, duvidar ou negar. Essa era a situação vivida na altura e, possivelmente, não será diferente a situação que existe ainda hoje.

AE – De um «altar duvidoso» passou-se para um «altar do mundo»?
ATF – Verificou-se isso mesmo. Há um jornal dos inícios dos anos 20 que diz: «Fátima é o altar erguido no coração das multidões». Primeiro, começou por ser um altar erguido no coração das pessoas. Depois passou a ser um altar erguido no coração de Portugal. O Cardeal Gonçalves dirá mais tarde que não foi a Igreja que impôs Fátima, mas foi Fátima que se impôs à Igreja. É curioso verificar a ligação que muitos estabelecem, na década de 20, entre a mensagem de Fátima e a concreta situação portuguesa, não tendo esses verdadeiramente em conta o alcance universal da mensagem.

AE – Fátima já é consagrada antes da consagração, em 1930, pelo bispo de Leiria?
ATF – Ainda na década de 20, já o governo tem preocupações urbanísticas e em relação ao bom acolhimento a dar aos peregrinos. Em 1927, os jornais criticam o crescimento urbano desordenado em Fátima. O Ministro das Obras Públicas criou então uma comissão para apresentar um plano de urbanização daquele espaço. Tratava-se de uma resposta à manifestação de fé da população.

AE – A visita do Papa Paulo VI ao Santuário de Fátima foi o culminar deste processo ascendente de credibilidade?
ATF – A credibilidade foi acentuada também pelos Papas anteriores. A visita do Papa Paulo VI a Fátima, essa teve um impacto enorme. O próprio Papa, antes de sair de Roma, vinha com alguma apreensão, mas regressou completamente transformado. Ele nunca terá presenciado uma explosão de fé popular como na Cova da Iria. Nem na Praça de S. Pedro, em Roma… Quando chegou ao Vaticano veio imediatamente à janela, onde falou aos fiéis, de modo exuberante.
(...)

AE – A capelinha das aparições, a azinheira e a fé do povo é o que resta de 1917?
ATF – A capelinha e uma azinheira, mas não aquela sobre a qual Nossa Senhora apareceu aos pastorinhos. A fé do povo, essa foi-se transformando e rejuvenescendo. O peregrino actual, embora escasseiem os estudos, será completamente diferente do daquela época. Começa a parecer, com grande relevância, o peregrino em busca de paz interior e de sentido para a sua existência, face a uma vida que em si mesma carece de significação. O perfil do peregrino tem-se vindo a alterar, mas não existem estudos a seu respeito.

AE – A capelinha foi dinamitada. Os republicanos não pensaram cortar a azinheira?
ATF – Nossa Senhora não apareceu naquela azinheira que se encontra actualmente no recinto. Na noite de 23 de Outubro de 1917, os carbonários de Santarém foram a Fátima e cortaram o tronco da azinheira onde Nossa Senhora de facto aparecera. Só restava o tronco, porque os peregrinos haviam cortado todos os ramos para levarem consigo. Transportaram-no, assim como os elementos religiosos ali existentes, para Santarém e aí fizeram uma “procissão” ou cortejo mais ou menos macabro com esses elementos. No atentado de 6 de Março de 1922, lançaram bombas nos quatro cantos da capelinha e também nesse tronco. Nem todas as bombas rebentaram.

AE – Nem todos os republicanos eram radicais. Não existiam republicanos defensores das aparições de Fátima?
ATF – Não posso responder afirmativamente. Não tenho elementos que permitam dizer se havia ou não republicanos defensores das aparições, mas sou levado a pensar que sim, com base em dados fornecidos pela imprensa da época. Enquanto organização, movimento ou partido, sem dúvida que não… O que se poderá dizer é que a situação portuguesa era muito particular. Por exemplo, Sampaio Bruno defende que existia em Portugal um Livre Pensamento religioso e um Livre Pensamento irreligioso. Por outro lado, Brito Camacho (num livro escrito em 1925) caracteriza muito bem a situação portuguesa: «Em Portugal, com as excepções do estilo, os católicos são um bocadinho livres-pensadores, da mesma forma que os livres-pensadores são um bocadinho católicos». Uma coisa é certa, os republicanos que eram anticlericais não dispensavam para as suas mulheres e filhas a assistência religiosa. Havia neles um catolicismo escondido, porventura seriam católicos sem se reconhecerem como tais…

AE – Há semelhanças entre os tempos actuais e o período da implantação da República?
ATF – Nunca há uma reprodução das situações. O homem é sempre diferente em épocas diversas. Todavia, existem realidades, na actualidade, em vários aspectos, que poderão ser comparadas. Muitas das questões não resolvidas no século XIX e inícios de XX permanecem ainda em aberto, tanto no campo económico e político, como mesmo no domínio religioso. Também hoje em dia haverá homens com aparência de descrença que são cristãos que se ignoram.

Nota Biográfica
António Teixeira Fernandes, nascido em 1939, doutorado em Sociologia pela Universidade Gregoriana (Roma), é considerado um dos mais importantes cientistas sociais portugueses, com uma obra publicada numerosa e de grande qualidade.
Funda, em 1985, já com uma experiência de Professor Catedrático, o curso de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e mais tarde, em 1989, o Instituto de Sociologia, unindo num mesmo projecto docência e investigação, para além da criação de uma revista de sociologia.
Exerceu ainda as funções de Presidente do Conselho Científico da Faculdade de Letras, de 1987 a 1991 e de Delegado Nacional, por nomeação governamental, no Comité para a Investigação Socioeconómica Aplicada, em Bruxelas, de 1994 a 1997.


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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Nossa Senhora de Fátima está contigo

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Democratas cristãos protestam
contra apelo à conversão ao islão
feito por líder líbio

Após chegar a Roma, Kadhafi discursou sobre o islão para uma audiência de centenas de mulheres italianas no domingo, a quem instou a converterem-se e entregou cópias do Alcorão.

O chefe da União Democrata Cristã, Rocco Buttiglione, comentou, de forma irónica, que, se fosse à Líbia tentar persuadir muçulmanos a converterem-se ao cristianismo, não regressaria inteiro.

Buttiglione disse que estava chocado por o primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, não ter protestado contra o comportamento de Khadafi.

A Itália pretende consolidar a sua presença significativa nos setores da energia e da construção na Líbia.

 
 
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Petição a favor da presença de crucifixos
nas salas de aula das escolas públicas

A proximidade de um novo ano de vida da Assembleia da Republica vai fazer relançar com mais força  esta corrente de expressão da vontade do querer e da liberdade de uma vasta parte da Comunidade de cidadãos nacionais que tem de ser respeitada e, mesmo que ainda só com cerca de 1400 assinaturas online mas com muitas mais que se recolhem em papel.

ATENÇÃO : Para estas o prazo foi alargado até 24 de Setembro 2010.
Acreditamos que teremos mais de que os 4000 signatários desta petição necessários para ser entregue na A.R.

Por isso força na vossa mobilização.
É urgente atingir a 4000
Pede-se que cada um passe esta mensagem a pelo menos 7 amigos .
J. G.

Petição - «A favor da presença de crucifixos nas salas de aula das escolas públicas»:

Os velhos

Cláudio Anaia


“Quando te tornares senil, não o saberás"
                                                 Bill Cosby


Há já algum tempo que visito Lares de idosos, para acompanhar a realidade dos nossos idosos. É com amargura que sou defrontado, regularmente, com muitos casos em que o idoso é abandonado na sua casa pela família, largado à sua própria sorte ou, então, num lar onde espera uma morte vigiada.

Foi numa dessas visitas que conheci o Sr. Joaquim. Olhar cansado, sempre rente ao chão, sentado numa poltrona. Sem qualquer aspiração esperava, sentado, pelo melhor remédio contra a velhice abandonada.

Conversávamos longas horas dos mais variados assuntos, transmitia-me a sua experiência de vida. Para mim, velhice significa conhecimento, por isso, considerava o Sr. Joaquim uma “ biblioteca ambulante.”

Pesavam-lhes os anos e a ingratidão. Acabou sozinho, esquecido pela família. Vivia na expectativa do dia em que o telefone tocasse e fosse uma voz amiga do outro lado da linha ou, quando se atrevia a sonhar mais alto, que a porta se abrisse e recebesse um sorriso conhecido.

Sinto-me feliz e orgulhoso por ter feito parte da sua vida por lhe ter dado o abraço merecido e arrependo-me dos dias que não desfrutei da sua companhia.

Miguel Torga um dia disse: “ A velhice é isto ou se chora sem motivo, ou os olhos ficam secos de lucidez” O Sr. Joaquim lamentava-se mas já não chorava. Sentado no sofá esperava ,um dia atrás do outro, que já não tivesse que abrir os olhos para vislumbrar a sua solidão. E assim foi.

Recentemente ao dirigir-me à instituição onde permanecia, para apreciar mais uma vez um pouco da sua companhia, disseram-me que tinha falecido. Quando perguntei se tinha conseguido contactar os seus familiares a resposta veio baixinho, em tom envergonhado: “quando dei a noticia responderam-me : mas ele ainda estava vivo?!! ”.

Senti-me revoltado, O que levará um filho, um irmão, um neto, a esquecer quem um dia já lhe deu, pão ? Tratar um ser humano como um objecto inútil, sem serventia, porque está desgastado pelo tempo é, para mim, crime perverso. Ou então, quem faz isto, talvez queira fugir do seu próprio destino, a velhice, como diz uma canção de Mafalda Veiga .

Defendo que as famílias, as instituições vocacionadas para a problemática da terceira idade e, sobretudo, cada cidadão, deverá dar o seu contributo para evitar a exclusão do idoso. Pois, na verdade, o envelhecimento é inevitável chegando um dia destes a todos nós .









Educar para quê?

Sofia Guedes
 
Hoje, dia 8 de Setembro, dia dos anos de Nossa Senhora, tive duas reuniões que despertaram em mim uma certeza e confirmaram a minha convicção. Uma foi logo pela manhã numa Escola Profissional da nossa zona, onde dou aulas de “Ética cristã” e onde estava reunido todo o corpo docente. A reunião esteve sempre centrada na dignidade e valorização das alunas, sobre todos os aspectos: académicos, humanos e sociais. Educar para a responsabilidade. Esta escola tem como principais protagonistas alunas e alguns alunos que vêm na sua maioria de famílias desestruturadas, de ambientes violentos e onde a noção de família é tão vaga que à partida parece difícil congregar . As minhas aulas são opcionais, pelo que respeitam profundamente as opções mesmo daqueles que não sabem o que é optar ou o que é liberdade. A nossa tarefa começa logo por aí: explicar as possibilidades sem impor.

Ao mesmo tempo a escola tem um sistema de apoio a cada aluna, através de professoras que ajudam e procuram ter um contacto mais informal com as alunas para as ajudar no seu crescimento como pessoas autónomas e assim torna-las capazes de opções que podem ser determinantes nas suas vidas. Resumindo: um grupo de “pessoas” profundamente interessadas nas “pessoas” e na sua capacidade de serem livres e intervenientes na sociedade onde vivem.

Por outro lado, à tarde estive com o grupo da Plataforma Resistência Nacional (PNR) , numa audiência no Ministério da Educação (ME), para reafirmar a nossa posição, a par de outros milhares de pais e educadores, sobre a educação sexual opcional e não obrigatória como agora se apresenta e está implementada. Alguns de nós pais e educadores sabemos o que esta lei obriga: aquilo que literalmente os senhores que promulgaram as leis do aborto, do divórcio, da educação sexual obrigatória, dos casamentos de pessoas do mesmo sexo, da procriação medicamente assistida , tudo isto e sem discussão pública ou justa. Pois estes representantes do Governo (que agora pensa assim, mas quando vier outro pensa de outra maneira) não sabem sequer o que está na lei. Hoje o meu amigo e um dos “fundadores” da PRN, João Aráujo deu uma lição dos riscos que estamos a correr neste momento e que deixou as senhoras do ME profundamente irritadas porque não conseguiram rebater ou argumentar com quem sabe mais do que elas ou do que está em causa. Resumindo: íamos muito bem preparados, com factos, argumentos cientificamente e humanamente provados. Saímos de lá com a verdadeira sensação de que vivemos um momento da História em que a mentira vence, é elogiada e promovida. Somos como inimigos. Mas inimigos que não desistem a favor da verdade. Lembro aqui pessoas como S. Tomas More que acabou na guilhotina, embora sendo um dos grandes amigos de Henrique VIII, porque não cedeu a um capricho do seu rei. Foi fiel e certamente morreu como “feliz/bem aventurado” porque agiu em consciência como católico e como homem e não desistiu. João Baptista acabou sem cabeça porque advertiu o rei Herodes sobre o erro que estava a cometer. Nós como cristãos temos que ter esta força, esta coragem e esta atitude, porque conhecemos a Verdade! Sabemos que a Vitória já aconteceu e que o prémio é a vida eterna, junto de Deus, onde não haverá mais dor, nem lágrimas. Um dia todos morreremos, mas nem todos teremos o mesmo destino. Esse é-nos dado escolher e lutar agora…

Por tudo isto, deixo o pedido que todos aqueles que se sintam ultrajados por esta imposição que é a Educação Sexual obrigatória, assinem a carta em anexo neste jornal e entreguem nas escolas dos vossos filhos e netos. Assim e duma forma ordeira e pacífica poderemos mostrar a estes “ditadores” que quem educa são os pais.

Que Nossa Senhora nos ajude neste “bom combate” e assim possamos olhar os nossos filhos orgulhosos pelo Bem que lhes desejamos.

Finalmente diria que ser cristão é também e sobretudo lutar por viver os valores da dignidade da pessoa humana e isso implica estarmos preparados para intervir na vida politica, na vida social, nos media e todos os meios ao nosso alcance para a que a Liberdade possa verdadeiramente ser O que é! Apoiados na oração, alimentados pelo próprio Cristo e no conhecimento da Sua vida, estaremos seguros dos passos que teremos que dar!

Bento XVI:
A religião na vida pública

Papa convida à cooperação entre a Igreja e as autoridades públicas, lamentando «marginalização» do cristianismo

Ecclesia

Bento XVI defendeu esta Sexta-feira em Londres que a a religião não é "um problema a resolver", mas sim "um factor que contribui de modo vital para o debate público”, lamentando a “crescente marginalização” das religiões, em particular do cristianismo.

"Não posso deixar de declarar a minha preocupação perante a crescente marginalização da religião, particularmente do cristianismo, que está a acontecer em muitos espaços, mesmo em nações que dão grande destaque à tolerância", disse diante de representantes da sociedade civil, do mundo académico, cultural e do corpo diplomático, bem como de líderes religiosos do Reino Unido.

No discurso proferido no Westminster Hall, ponto alto deste dia 17 de Setembro, em Londres, o Papa falou sobre o lugar das convicções religiosas nas escolhas políticas e na aplicação de “princípios morais objectivos”.

“Se os princípios morais que sustentam o processo democrático não assentam sobre algo mais sólido do que o consenso social, então a fragilidade do processo revela-se em toda a sua evidência. Aqui se encontra o verdadeiro desafio para a democracia”.

Segundo a tradição católica, recordou, “as normas objectivas que governam o recto agir são acessíveis à razão, prescindindo do conteúdo da revelação”.

“O papel da religião no debate político não é, portanto, fornecer tais normas, nem muito menos propor soluções políticas concretas, absolutamente fora da sua competência, mas sim ajudar a purificar e lançar luz sobre a aplicação da razão na descoberta dos princípios morais objectivos”.

Bento XVI descreveu, assim, o que chamou de princípio “correctivo” da religião em relação à razão, alertando para o sectarismo e o fundamentalismo, “formas distorcidas da religião” que podem levar à sua exclusão da vida pública.

“O mundo da razão e o mundo da fé – o mundo da secularidade racional e o mundo do credo religioso – têm necessidade um do outro e não deveriam ter medo de entrar num diálogo profundo e contínuo, para o bem da nossa sociedade”.



quinta-feira, 16 de setembro de 2010

29 de Setembro

Dia de São Miguel Arcanjo









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domingo, 12 de setembro de 2010

A necessidade de um candidato

Abel Matos Santos, Público, 25 de Agosto de 2010 (Extractos)

É necessária uma candidatura alternativa no espaço do centro-direita, numa franja a que os media chamam «ala católica»

Desde que o actual Presidente Cavaco Silva assumiu funções, revelando uma conduta titubeante, cautelosa, medrosa até, que uma larga franja do eleitorado que o elegeu não lhe quer dar o voto em 2011.

Isto não seria problema, se tivesse aparecido uma alternativa à sua candidatura, coisa que ainda não aconteceu, deixando «órfãos» de candidato presidencial milhares de portugueses que se desiludiram com Cavaco e não se revêem na sua atitude passiva, de agradar a todos, abdicando dos princípios que diz defender, em prol de uma paz podre, que faz lembrar os piores tempos de Guterres, no seu desastrado Governo socialista.

Por isso muitos de nós, portugueses preocupados com o rumo que o País tomou e com o que de perigoso e estéril se avizinha, temos insistido na necessidade de uma candidatura alternativa no espaço do centro-direita, em particular uma franja organizada da sociedade portuguesa que agora os media decidiram apelidar de «ala católica».
Na verdade, um desígnio que todos cada vez mais dizem ser fundamental, para obrigar à discussão de temas estruturantes e fundamentais da nossa vida em sociedade.

(...)

(...) nós, os que não concordamos com as atitudes que Cavaco Silva tem tomado, não podemos senão desejar que haja no nosso espaço político outro candidato que possa obrigar à discussão do que interessa para o país e, existindo boa fé e inteligência concordantes, persuadir o Presidente que venha a ser eleito da indispensável tomada em conta das nossas convicções. É para isto que outra candidatura de peso à direita faz falta.

(...)

Nós, a «ala católica», e os demais concidadãos, temos a obrigação de lhes [aos potenciais candidatos da área católica] pedir esse esforço, esse sacrifício em nome de Portugal, e temos também a obrigação de lhes criar as condições necessárias a uma participação digna, a uma participação cívica que revele e elucide o que são as candidaturas da esquerda, mas acima de tudo que ajude a «iluminar» Cavaco Silva, que sem chama parece baralhado, confuso e diz-se à boca fechada, sem se deixar aconselhar.



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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sociedades Secretas

[Para visualizar a apresentação clique na imagem]

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Comunicado do Conselho Superior da Magistratura sobre o processo Casa Pia

[Clique nas imagens para obter uma versão mais legível]


Para aceder ao documento original clique aqui

domingo, 5 de setembro de 2010

Bispo recorda que fé cristã é incompatível
com a reencarnação

O Bispo de Salto, Dom Pablo Galimberti, recordou aos católicos que a crença na reencarnação é incompatível com a fé cristã, porque a vida é uma só e ao final dela Deus fará um juízo justo e misericordioso.

"A reencarnação não é compatível com a fé cristã, de acordo com os ensinamentos de Cristo, segundo o qual ao final de nosso único caminhar vital, haverá um juízo e uma eternidade, conforme a nossas obras, postas na balança por um Deus justo e misericordioso. Este final imprime à nossa vida um carácter único", expressou o Prelado em um artigo publicado no jornal Cambio.

Dom Galimberti explicou que a reencarnação é uma crença do hinduísmo, do budismo e da religião afro-brasileira e espírita Umbanda. "Em muitas cidades do Ocidente desembarcaram centenas de gurus que difundem e iniciam nestas crenças; outras vezes também são conhecidas através da prática do Yoga, não enquanto posturas corporais mas enquanto ideias que no decurso de tais sessões, às vezes, são propostas."

O bispo uruguaio afirmou que respeita as pessoas com outras crenças. Entretanto, recordou aos cristãos que esta ideia não é compatível com os ensinamentos de Cristo.

O bispo indicou que também da filosofia se pode analisar esta ideia. "Julián Marías diz que o aspecto irrepetível da vida humana poderia ser expresso assim: 'os dias contados' e que isto nos obriga a ter que acertar. É que se a vida fosse interminável não seria importante errar, porque o tempo perdido seria indiferente; sempre ficaria outro capítulo para rectificar ou voltar a começar".

Dom Galimberti recordou que "cada porção da vida gravita sobre todas as demais, de tal modo que quando jogamos um fragmento da vida, em certa medida estamos jogando a vida inteira. A vida é pois irrevogável".
Entretanto, indicou que "a nossa época tem uma tremenda resistência a aceitar a irrevogabilidade da vida. O homem actual não quer que nada seja irrevogável (os anos, envelhecimento, matrimónio, os votos religiosos…)".

"O mal é que essa resistência é bastante inútil, porque quer nós gostemos ou não, é assim, e quando se tenta contrariar esta condição, em primeiro lugar desvaloriza-se aquilo que se pretende fazer revogável", explicou o prelado citando o autor Julián Marías.

Finalmente, Dom Galimberti citou a Beata Madre Teresa de Calcutá, que viveu muitos anos na Índia. "vou passar pela vida uma só vez, se algo bom eu posso fazer, devo fazê-lo agora, porque não passarei de novo por aqui", expressou a religiosa.




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Ódio, Igreja e Bispos na I República

O historiador António de Jesus Ramos considera que “por parte de alguns intervenientes da I República houve mesmo atitude de ódio à Igreja”, “ódio este que vinha sendo gerado e, até, colocado por escrito em muitos autores do republicanismo do final do século XIX”.
“Com a implantação da República, a relação entre a Igreja e o Estado acabou por ser fortalecida. Digamos que a República acabou por ser um bem para a Igreja quando pretendeu acabar com ela ou, então, pretendia molestá-la gravemente”, prossegue.
Jesus Ramos considera que é possível “falar de anti-clericalismo e, como uma alínea deste anti-clericalismo, o «anti-jesuitismo»”.
António de Jesus Ramos, da Diocese de Coimbra, estudou na faculdade de história eclesiástica da Universidade Gregoriana, onde obteve o grau de licenciatura em Junho de 1979. Elaborou uma tese de doutoramento sobre o bispo de Coimbra D. Manuel Correia de Bastos Pina (1830-1913), que defendeu, na mesma Universidade Gregoriana, em Junho de 1993. É sócio efectivo do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica.
O historiador considera que “o episcopado português do século XIX foi bastante deficiente a todos os níveis. Os bispos do pós-liberalismo (pós-1834) eram homens com grande fidelidade ao regime. A maioria deles não tinha um grande zelo pastoral”.
D. Manuel Bastos de Pina, que estudou de perto, é apresentado como “alguém que defende a monarquia com «unhas e dentes»”.
“Estruturalmente, D. Manuel Bastos Pina era um monárquico, mas, em simultâneo, um dos grandes seguidores e defensores da política papal em Portugal. Chego a pensar que o bispo de Coimbra tinha gozo em ser imitador de Leão XIII”, adianta Jesus Ramos.
(Texto da Ecclesia)



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Actor despedido por negar-se a fazer cenas de sexo
agora produz série sobre sacerdote

O actor católico Neal McDonough, que perdeu um papel na série Scoundrels da rede ABC, nos Estados Unidos, por negar-se a protagonizar cenas de sexo explícito, é agora o produtor e protagonista de uma nova série sobre a história de um polícia que deixa o uniforme para converter-se em sacerdote.
O actor Neal McDonough, conhecido por suas actuações em filmes como Minority Report, séries como Desperate Housewives (Mulheres Desesperadas) e Band of Brothers, foi despedido pela cadeia ABC da produção televisiva Scoundrels por negar-se a filmar cenas de sexo explícito, o que vai contra seus princípios católicos.
A postura de McDonough não é nova. Casado e pai de três filhos, o actor já tinha recusado rodar cenas de sexo quando interpretava o papel de marido da atriz Nicolette Sheridan na quinta temporada da série Mulheres se Desesperadas, também da ABC, assim como na série Boombtown da NBC.
Conforme informou à imprensa, o actor decidiu renunciar ao milhão de dólares que ia receber pelo seu papel em Scoundrels, por manter os seus princípios.
Nikki Finke do Deadline Hollywood informa que agora McDonough será o produtor executivo e protagonista da nova série do Starz intitulada "Vigilante Priest" (Sacerdote vigilante) que narra a vida de um ex-polícia de Los Angeles que "limpa as ruas da cidade de um pecador a cada vez".
Para este projecto conta com a ajuda do produtor de "Law & Order" Walon Green e com a colaboração de John Avnet.
Sobre Mc Donough, Nikki Finke escreveu que aplaude a fidelidade aos seus princípios "ainda quando isto lhe custe o trabalho".
Actualmente McDonough participa do filme do Marvel sobre o Capitão América.



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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pedro Bacelar de Vasconcelos
(Ex-Governador Civil de Braga)
-- protector de ciganos traficantes

(Dos blogues)

Este homenzinhito [Pedro Bacelar de Vasconcelos] ficará na história deste triste país pela louca intransigência (só possível graças ao cargo de Estado que, na altura, desempenhava) na defesa dos traficantes de droga pertencentes a uma minoria cigana pretensamente discriminada.


A população de uma aldeia do Norte de Portugal foi assim vilipendiada, levada a tribunal, julgada por racismo, porque ousou defender os seus jovens contra o consumo das drogas comprovadamente providenciadas pela comunidade cigana acampada na zona.

É preciso de uma vez por todas acabar com os Bacelares, defensores de coitadinhos e minorias. Há ciganos honestos, ciganos pilha-galinhas, ciganos vendedores de drogas, como há azuis, brancos, amarelos e castanhos que igualmente as vendem. Todos devem ser igualmente punidos sem discriminação.

N.R.

O texto refere-se à protecção dada por Bacelar ao chefe cigano João Garcia, acampado em Oleiros, distrito de Braga. João Garcia havia «garantido» ao Bacelar que ninguém da sua família era traficante... Algum tempo depois, foram apanhados numa rusga da polícia com vários quilos dos mais diversos tipos de droga! Foram todos presos.

Mas este facto não impediu que o incompetente e desastrado ex-Governador Civil continuasse na área do poder. Em 2008, foi designado Coordenador Nacional para a Aliança das Civilizações, iniciativa das Nações Unidas «para a promoção do diálogo entre civilizações, religiões e culturas» (um tacho ocupado actualmente por Jorge Sampaio, outro «protector das minorias» e outras fantasias). Dadas as excelentes provas de realismo prestadas, nestas suas funções o Bacelar poderá continuar a proteger a criminalidade.

Será preciso que o ministro francês do interior explique a alguns padres e bispos bem-pensantes a expulsão de ciganos?

Heduíno Gomes

O ministro francês do Interior, Brice Hortefeux, afirmou que tem as portas abertas para o presidente da Conferência Episcopal francesa e para quem queira acompanhá-lo a discutir as expulsões de ciganos do território francês.
 

Perante as críticas a essa política lançadas este fim-de-semana por certos membros da Igreja, o ministro deixou claro que está disponível para “escutar o que tenham a dizer” tais líderes católicos.

"Estou plenamente disposto a receber, se ele o desejar, o presidente da Conferência Episcopal, o cardeal e arcebispo de Paris André Vingt-Trois, acompanhado de quem quiser", disse Hortefeux.

Mas seria necessária tal explicação? Não será assim tão evidente a justeza do governo francês?


O que acontece é que, dentro da Igreja, existe uma componente bem-pensante, politicamente correcta, sempre disposta a aparecer como boazinha aos olhos de todos, especialmente da esquerda, mesmo à custa de colocar em causa a própria sustentabilidade do Estado, seja em França ou em qualquer outra parte do mundo.

Quem deveria ter de explicar os seus actos políticos deveriam ser esses bem-pensantes e não o ministro francês do interior.

Por seu lado, Bento XVI, falando em francês disse que os cristãos são chamados a “acolher as legítimas diversidades humanas, seguindo Jesus, que veio unir os homens de todas as nações e todas as línguas”. E logo os bem-pensantes, incluindo os bem-pensantes portugueses, insinuam que as palavras de Bento XVI são uma condenação da expulsão desses ciganos. Terão razão os bem-pensantes?

Existirá na declaração do Papa, ou no Evangelho, alguma palavra a dizer que devem ser acolhidos os criminosos?

E será que a França não é já um país acolhedor de «diversidades humanas» e dos «homens de todas as nações e todas as línguas»?

O Papa, que, como se sabe, é muito boa pessoa, será um bem-pensante?

O Papa, que, como se sabe, combate frontalmente o relativismo, terá virado politicamente correcto?

O Papa, que, como se sabe, é inteligente e bem informado, ignorará os meios de subsistência que utilizam esses ciganos?

Ver acima a peça sobre o bem-pensante Pedro Bacelar de Vasconcelos e o seu apoio aos ciganos traficantes de droga.







sábado, 21 de agosto de 2010

Bento XVI:
«Instaurar tudo em Cristo» amando profundamente a Deus

Na sua habitual catequese da Audiência Geral das quartas-feiras, celebrada no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, o Papa Bento XVI falou sobre São Pio X, que a Igreja celebra no dia 21 de Agosto. Sobre este santo, o Papa afirmou que os fiéis podem aprender que só estando verdadeiramente apaixonados pelo Senhor, em uma profunda união com Ele, se pode levar os homens a Deus para instaurar tudo em Cristo.



"O Pontificado de São Pio X deixou um sinal indelével na história da Igreja, caracterizado por um notável esforço de reforma, sintetizada no lema 'Instaturare Omnia in Christo', renovar todas as coisas em Cristo", disse o Papa.

Neste sentido, a Rádio Vaticano assinala que Bento XVI evocou as numerosas iniciativas de um Papa "que, quando foi eleito no dia 4 de agosto de 1903, não se sentia à altura". São Pio X reorganizou a Cúria Romana, iniciou os trabalhos para a redação do Código de Direito Canónico e a revisão dos estudos e do método de formação dos futuros sacerdotes com a fundação de vários seminários regionais. Deste modo, ocupou-se da formação doutrinal do povo de Deus, trabalhando para que se conseguisse elaborar um catecismo único.

"Como autêntico pastor que era, tinha compreendido que a situação da época, devido ao fenómeno da imigração, tornava necessário um catecismo ao qual cada fiel pudesse fazer referência independentemente do lugar e das circunstâncias de vida. Como Pontífice elaborou um texto de doutrina cristã para a diocese de Roma que se difundiu por toda a Itália e o mundo. Este catecismo chamado 'de Pio X' foi para muitos uma guia segura na aprendizagem da verdade da fé, graças a uma linguagem singela, clara, e precisa".


Do mesmo modo, o Papa Bento XVI recordou a atenção de São Pio X pela reforma da liturgia. "Ele afirmava que o verdadeiro espírito cristão tem sua primeira e indiscutível fonte na participação activa nos Sacramentos, por isso favoreceu a freqüência quotidiana à Santa Comunhão, adiantando a primeira comunhão das crianças à idade de 7 anos".

O período histórico que lhe correspondeu viver  "levou-o a intervir condenando o modernismo para defender os fiéis de concepções erróneas", por isso em 1909 fundou o Pontifício Instituto Bíblico.

"Queridos irmãos e irmãs, São Pio X ensina-nos a todos que na base de nossa acção apostólica, nos vários sectores em que trabalhamos, deve haver sempre uma íntima união pessoal com Cristo, que deverá ser cultivada e fazer crescer a cada dia: esta é a base de todo o seu ensinamento e de todo seu compromisso pastoral."



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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Bento XVI:
«O maior perigo para a Igreja é aquilo que polui
a fé e a vida cristã»

Recentemente, o Papa Bento XVI meditou sobre a liberdade da Igreja, e recordou que nestes dois mil anos de história os cristãos sempre sofreram perseguições, mas o maior perigo não veio destes sofrimentos mas sim "daquilo que polui a fé e a vida cristã de seus membros e de suas comunidades". O Santo Padre explicou que "Deus está perto a seus fiéis servidores e livra-os de todo mal, e livra a Igreja das potências negativas".





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Petição

A favor da presença de crucifixos
nas salas de aula das escolas públicas


Com apenas 4 mil assinaturas a petição terá de ser recebida e discutida em plenário da Assembleia da República.

É assim importante assinar e fazer assinar.

Sem as 4 mil assinaturas não faremos a Assembleia da Republica tomar posição e deixamos o Estado laico apagar as nossas raízes e referências históricas na cultura e valores baseados no cristianismo.

ASSINA!





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Fátima:
Aniversário da quarta aparição a 19 de Agosto

O aniversário da quarta aparição de Nossa Senhora, em Fátima, assinala-se a 19 de Agosto, com um programa que inclui a celebração da Missa na igreja da Santíssima Trindade, pelas 11h00.

A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, os videntes Lúcia, Francisco e Jacinta tinham sido raptados pelo Administrador do Concelho, Artur de Oliveira Santos, da maçonaria, para Vila Nova de Ourém, e aí intimidados com ameaças de morte.

De nada serviram as ameaças.


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O cristão espertalhão

Afonso Perdigão


Na Sic Notícias, jornal das 22:00 do dia 10 de Agosto de 2010, Ana Lourenço entrevistou João Duque e o cristão Francisco Sarsfield Cabral. Tema: montante das reformas, algumas ditas «milionárias».

Então o referido cristão, como é seu hábito, analisa a questão com posições politicamente correctas, de esquerda, naturalmente, armado em muito amigo dos pobrezinhos. Mas, no meio da conversa, o cristão progressista deixa escapar que se reformou 3 anos mais cedo para sacar mais umas massas no montante da sua reforma...

Cristão espertalhão!

Já sabíamos, aliás, que ele era, além de cristão progressista, cristão espertalhão. Basta ver o seu currículo. Durante o Estado Novo, viveu encostado a ele, tendo mesmo pertencido ao Secretariado Técnico de Salazar, transitando daí, em 1965, para a instituição da capitalista Associação Industrial Portuguesa. Como os ventos estavam a mudar, virou cristão progressista. Mas sempre espertalhão!






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Uma manobra de desinformação contra a Igreja


Comunicado da Reitoria do Santuário de Fátima



O Santuário de Fátima tomou conhecimento da prevista realização de um “Protesto em Fátima – Dia 15 de Agosto de 2010 - Pela forma como são tratados os animais, nomeadamente cães na zona do Santuário”, promovido pela Associação Protectora dos Animais Abandonados de Fátima (APAAF) com o apoio do Núcleo de Ourém do Partido Pelos Animais (PPA).

Após comunicado da Reitoria, datado de 13 de Julho último, vimos, de novo, declarar:

- são falsas e caluniosas as acusações amplamente divulgadas na internet, segundo as quais, por ordem da Reitoria do Santuário de Fátima, são maltratados ou abatidos os cães ali encontrados;

- as imagens chocantes, que mostram cães enjaulados, não foram captadas no Santuário de Fátima, como pretende mostrar a sua inclusão nas comunicações que estão a circular na internet, mas foram retiradas de um site de luta contra os maus tratos a animais, sem que se cite a fonte;

- no seguimento desta campanha difamatória, foram apresentadas duas queixas junto da GNR, que levou a cabo as respectivas investigações, junto do Santuário de Fátima, do Canil Municipal de Ourém e do Veterinário Municipal de Ourém, dizendo a conclusão que “não foram descobertos nenhuns animais mortos, indícios de maus tratos ou actos que tipifiquem infracção”.

Na tentativa de perceber as razões que estão na origem deste caso, concluímos:

- trata-se de uma tentativa de denegrir a imagem do Santuário de Fátima e da Igreja Católica, pois a campanha foi habilmente lançada na véspera da chegada do Papa Bento XVI a Fátima, em Maio último;

- estamos diante de um caso de manipulação das massas através das redes sociais da internet, onde as pessoas que recebem os textos difamatórios, não têm possibilidade de verificar a identidade dos remetentes nem a veracidade dos acontecimentos referidos;

- estamos diante do caso de uso abusivo do nome do Santuário de Fátima, instituição querida a muitos milhões de cidadãos portugueses e estrangeiros, em função de uma campanha de defesa dos animais, por os seus autores saberem que esse nome tem um grande alcance mediático;

- a defesa dos animais, uma causa muito nobre, não pode ser feita à custa do ataque a pessoas e instituições respeitáveis, nem à custa de calúnias e difamações, num desrespeito ignóbil pela verdade dos factos, como a referida campanha tem feito.

O Santuário de Fátima reserva-se o direito de, oportunamente, agir judicialmente contra as entidades e pessoas promotoras da campanha difamatória contra si perpetrada.

Fátima, 11 de Agosto de 2010

P. Virgílio Antunes, Reitor do Santuário de Fátima




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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Na Argentina:

Filhos adotivos recusam possibilidade de adoção
por "casais" homossexuais

Ver artigo em:
http://uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.com/2010/08/na-argentina-filhos-adotivos-recusam.html






Igreja distingue entre tendência e prática homossexual

Cardeal Medina

O Prefeito Emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Jorge Medina Estévez, recordou que a Igreja distingue entre a tendência e a prática homossexual. Esta última não é aceitável por ir contra a natureza humana. Também explicou que no seu ministério ajudou muitas pessoas com inclinação para pessoas do mesmo sexo.
 
Na sua homilia da Missa dominical numa paróquia de Viña del Mar, o Cardeal Medina indicou que "Se uma pessoa tiver uma tendência homossexual é um defeito como se lhe faltasse um olho, uma mão, um pé ou o que for. Mas quando já estamos na prática na vida sexual entre pessoas do mesmo sexo, isso já não é aceitável".
 
O Cardeal disse também que como sacerdote "atendi muitas pessoas com este problema. E conheci alguns que se corrigiram, por exemplo pessoas que são alcoólicos por meio de uma disciplina, educação ou re-educação se corrigem. E conheci alguém também que tendo esta tendência nunca na sua vida cedeu, o que custou um esforço muito grande porque a sua natureza o impulsionava a outra coisa".
 
Em relação ao mal chamado "matrimónio" homossexual aprovado na Argentina com uma série de manobras e pressões do governo de Cristina Kirchner, o Cardeal explicou que a união de duas pessoas do mesmo sexo "é algo contrário à lei de Deus e nenhuma lei humana pode ir contra a lei de Deus".
 
"Se uma lei humana for contra a lei de Deus essa lei humana não existe, é um atropelo, uma coisa que não condiz com o bem da sociedade. "

«A Transfiguração»


 
«A Transfiguração».

Quadro de Rafael, qualificado como «o mais belo quadro do mundo».

Foi a última obra do grande pintor, colocada em 1520 no cimo do altar da igreja de São Pedro-in-Montorio, em Roma.

Aí esteve até 1797, data em que Napoleão a levou para França. Regressada a Roma 15 anos mais tarde, encontra-se exposta numa sala do Museu do Vaticano.

[ Para ver a pintura ampliada, clicar sobre a imagem ]



quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A McDonald's produz anúncio
promovendo a homossexualidade entre os jovens

A União das Famílias Portuguesas alerta para o facto da McDonald’s da França ter produzido um anúncio para a televisão fazendo a apologia da relação homossexual entre um rapaz e outro da sua escola.