quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Igreja distingue entre tendência e prática homossexual

Cardeal Medina

O Prefeito Emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Jorge Medina Estévez, recordou que a Igreja distingue entre a tendência e a prática homossexual. Esta última não é aceitável por ir contra a natureza humana. Também explicou que no seu ministério ajudou muitas pessoas com inclinação para pessoas do mesmo sexo.
 
Na sua homilia da Missa dominical numa paróquia de Viña del Mar, o Cardeal Medina indicou que "Se uma pessoa tiver uma tendência homossexual é um defeito como se lhe faltasse um olho, uma mão, um pé ou o que for. Mas quando já estamos na prática na vida sexual entre pessoas do mesmo sexo, isso já não é aceitável".
 
O Cardeal disse também que como sacerdote "atendi muitas pessoas com este problema. E conheci alguns que se corrigiram, por exemplo pessoas que são alcoólicos por meio de uma disciplina, educação ou re-educação se corrigem. E conheci alguém também que tendo esta tendência nunca na sua vida cedeu, o que custou um esforço muito grande porque a sua natureza o impulsionava a outra coisa".
 
Em relação ao mal chamado "matrimónio" homossexual aprovado na Argentina com uma série de manobras e pressões do governo de Cristina Kirchner, o Cardeal explicou que a união de duas pessoas do mesmo sexo "é algo contrário à lei de Deus e nenhuma lei humana pode ir contra a lei de Deus".
 
"Se uma lei humana for contra a lei de Deus essa lei humana não existe, é um atropelo, uma coisa que não condiz com o bem da sociedade. "

«A Transfiguração»


 
«A Transfiguração».

Quadro de Rafael, qualificado como «o mais belo quadro do mundo».

Foi a última obra do grande pintor, colocada em 1520 no cimo do altar da igreja de São Pedro-in-Montorio, em Roma.

Aí esteve até 1797, data em que Napoleão a levou para França. Regressada a Roma 15 anos mais tarde, encontra-se exposta numa sala do Museu do Vaticano.

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A McDonald's produz anúncio
promovendo a homossexualidade entre os jovens

A União das Famílias Portuguesas alerta para o facto da McDonald’s da França ter produzido um anúncio para a televisão fazendo a apologia da relação homossexual entre um rapaz e outro da sua escola.

A oração que Jesus Cristo nos ensinou
e comentário ao Evangelho
pelo Cardeal Joseph Ratzinger



«Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições,
porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos.
«Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais
antes de vós lho pedirdes.
«Rezai, pois, assim:'Pai nosso, que estás no Céu, santificado seja o teu nome,
«venha o teu Reino; faça-se a tua vontade, como no Céu, assim também na terra.


«Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia;
«perdoa as nossas ofensas, como nós perdoámos a quem nos tem ofendido;
«e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do Mal.’
«Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós.
«Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.»

Mateus 6,7-15

Comentário ao Evangelho
pelo Cardeal Joseph Ratzinger


«Rezai, pois, assim: "Pai nosso".»
Sem Jesus, não sabemos verdadeiramente o que é um «Pai». Foi na oração de Jesus que isto se tornou claro, e esta oração pertence-Lhe intrinsecamente. Um Jesus que não estivesse perpetuamente mergulhado no Pai, que não estivesse em permanente comunicação íntima com Ele, seria um ser totalmente diferente do Jesus da Bíblia e do verdadeiro Jesus da história. A Sua vida parte do núcleo da oração; foi a partir dela que Ele compreendeu Deus, o mundo e os homens. [...]
Surge então outra questão: essa comunicação [...] será também essencial ao Pai que Ele invoca, de tal sorte que também Ele seria diferente se não fosse invocado com este nome? Ou será algo que O aflora, sem Nele penetrar?
A resposta é a seguinte: pertence ao Pai dizer «Filho» como pertence a Jesus dizer «Pai». Sem esta invocação, também Ele não seria o que é. Jesus não tem apenas um contacto exterior a Ele; enquanto Filho, Jesus é parte integrante do ser divino de Deus. Antes mesmo de o mundo ter sido criado, Deus já é amor do Pai e do Filho. E, se pode ser nosso Pai e a medida de toda a paternidade, é porque é Pai desde toda a eternidade. Assim, pois, na oração de Jesus é a interioridade do próprio Deus que se torna visível; nós vemos como é Deus. A fé no Deus trinitário não é senão a explicação daquilo que se passa na oração de Jesus. Nesta oração, a Trindade surge com toda a Sua clareza. [...]
Ser cristão significa então participar na oração de Jesus, entrar no Seu modelo de vida, ou seja, no Seu modelo de oração. Ser cristão significa dizer «Pai» com Ele e, desse modo, tornar-se filho de Deus – Deus, na unidade do Espírito que nos faz ser o que somos, e por isso nos agrega à unidade de Deus. Ser cristão significa olhar o mundo a partir deste núcleo e, através dele, ser livre, cheio de esperança, decidido e confiante.

[ Der Gott Jesu Christi ]






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Estudo dedicado a Afonso Costa...

Queda do agnosticismo fará do século XXI
o "século das religiões"

O Atlas do Cristianismo Global, editado pela Edinburgh University Press, prognosticou que para o ano 2050 o agnosticismo retrocederia do actual 9,3 aos 6,1 por cento da população mundial, o que converteria o século XXI no "século das religiões".
O estudo foi promovido pela Conferência Missionária Mundial de Edimburgo que se desenvolve em Escócia para comemorar o centenário do primeiro grande encontro missionário inter-confessional de 1910.


O sujeito da I República que dizia que iria acabar com a religião
em três gerações...


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Religião para todo o serviço

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sacerdotes de Fafe manifestam apoio
a D. Jorge Ortiga

Os padres do Arciprestado de Fafe deslocaram-se aos serviços centrais da Arquidiocese de Braga para um “acto de solidariedade” com D. Jorge Ortiga, Arcebispo local.

O prelado tem sido alvo de contestação por alguns fiéis da paróquia de Santa Eulália de Fafe, após ter dispensado o actual pároco, Pe. José Peixoto Lopes.

Segundo comunicado divulgado pela Diocese, os padres de Fafe lamentaram “os contornos e proporção que toda a situação atingiu” nessa paróquia.

Ao Arcebispo de Braga, os sacerdotes asseguraram que “tudo farão para que, a breve termo, se retome a devida normalidade”.

O Pe. José Peixoto Lopes, que tem contestado a decisão de D. Jorge Ortiga, vai abandonar a paróquia de Santa Eulália de Fafe em finais de Agosto, sendo substituído por uma equipa constituída pelo Pe. João Fernando Araújo e o Pe. Paulo Jorge Brás de Sá.


A teologia de Fafe no seu melhor

Segundo o que Moldar a Terra apurou, este é mais um caso de manipulação dos fiéis através do populismo, do progressismo e da permissividade ao qual o grupo internacional anti-Igreja intitulado «Nos Somos Igreja» não foi estranho. Este grupo hereje prega a dissolução dos costumes, a ordenação de mulheres, o casamento dos padres, a insubordinação e afronta à autoridade do Papa. São seus representantes assumidos as feministas Ana Vicente (que apareceu na imprensa diária a atacar o Bispo), Maria João Sande Lemos e Leonor Xavier. Outros não têm coragem de aparecer publicamente.

Alberto João Jardim assina despacho
sobre crucifixos nas escolas

P R E S I D Ê N C I A DO GOVERNO REGIONAL DA MADE I R A

Despacho n.º 17/2010

Considerando que a Região Autónoma da Madeira não deve pactuar com aquilo a que se chama «euroesclerose», marcada por um ataque aos Valores que suportam a civilização europeia, consequência também das correntes auto-denominadas de «pós-modernismo».

Considerando que não é possível, sob o ponto de vista da realidade cultural e da sua necessária pedagogia escolar, conceber a Europa e Portugal sem as bases fundamentais do Cristianismo.

Considerando que, por tal, a laicidade do Estado não é minimamente lesada pela presença de Crucifixos nas Escolas e, pelo contrário, incumbe ao Estado laico dar uma perspectiva correcta da génese civilizacional dos povos, bem como dos Valores que suportam o respectivo desenvolvimento cultural.

Considerando que os Crucifixos não representam em particular apenas a Igreja Católica, mas todos os Cultos fundados na mesma Raiz que moldou a civilização europeia.

Não há, assim, qualquer razão para a retirada dos mesmos Crucifixos das Escolas, pelo que determino a sua manutenção.

O presente Despacho vai para publicação no «Jornal Oficial» da Região Autónoma da Madeira e para execução pelo Senhor Secretário Regional de Educação e Cultura.

Funchal, 14 de Julho de 2010.

O PRESIDENTE DO GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA,

Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim



sexta-feira, 23 de julho de 2010

Conheça bem a religião do islão...

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Considerações sobre a Reforma Litúrgica

Apresentamos a intervenção do Professor Roberto de Mattei por ocasião do Congresso Litúrgico realizado no mosteiro beneditino de Notre Dame em Fontgombault, França, 22-24 de Julho de 2001. Com o tema "Cristo é o sujeito da liturgia, não a comunidade", o congresso reuniu bispos e autoridades eclesiásticas, tendo como seu principal conferencista o então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Joseph Ratzinger. Dentre os participantes do mundo "tradicionalista" podemos destacar Dom Gérard Calvet, abade de Le Barroux; Mons. Camille Perl, da Comissão Ecclesia Dei; e Padre Arnoud Devillers, então superior da Fraternidade São Pedro.
Roberto de Mattei, historiador italiano renomado, professor de História do Cristianismo na Universidade Europeia de Roma, é autor de várias obras, com destaque para a sua biografia do Beato Pio IX e o seu último livro "La liturgia della chiesa nell'epoca della secolarizzazione". Também discursou no congresso realizado em Roma, sob patrocínio da Comissão Ecclesia Dei, por ocasião do primeiro aniversário do motu proprio Summorum Pontificum; na oportunidade, o Prof. De Mattei teve o seu artigo "Il rito romano antico e la secolarizzazione" publicado em L'Osservatore Romano.
 


Considerações sobre a Reforma Litúrgica

Roberto de Mattei

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Uma casa e um lar...

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sábado, 17 de julho de 2010

Polémica sobre celibato reside no conflito
com a história e a teologia

O vaticanista Sandro Magister explicou em importante artigo que a "polémica sobre o celibato", que enfrentaram nos meios alguns conhecidos pastores, parte de idéias que estão em conflito com a história e a teologia assim como "uma má compreensão do conceito do celibato do clero".

No artigo intitulado "Eunucos pelo Reino dos Céus. A disputa sobre o celibato", Magister considera que o Cardeal Christoph Schönborn, Arcebispo de Viena, "se mostra mais atento às pressões da opinião pública do que aos seus deveres como guia" com a sua "idéia fixa de 'repensar' a disciplina do celibato do clero latino".

Magister recorda que "a 'superação' da disciplina do celibato é há tempos o contrabaixo contínuo da música dos inovadores" e sustenta que "desta música, o que se escuta e entende ordinariamente é um par de coisas".

"A primeira delas é que o celibato do clero é uma regra imposta em séculos recentes só ao clero. A segunda é que os sacerdotes católicos deveriam ter permissão para casar-se como na Igreja primitiva. Infelizmente, estas duas coisas entram em conflito com a história e com a teologia", explica Magister e oferece uma completa recontagem do sustento da disciplina do celibato.

O artigo na íntegra em italiano pode ser visto em:


Bento XVI condena carreirismo no clero

Bento XVI disse que a Igreja conta com a “fidelidade” dos padres, condenando as ambições pessoais e o carreirismo entre o clero.

“Quem aspira ao sacerdócio para um crescimento do seu próprio prestigio pessoal e do próprio poder compreendeu mal na raiz o sentido deste mistério”.

O Papa falava na homilia da Missa de ordenação de 14 novos sacerdotes, a que presidiu na Basílica de São Pedro.

Em jeito de alerta, Bento XVI defendeu que “o sacerdócio nunca pode representar uma maneira de atingir a segurança na vida ou de conquistar para si uma posição social”.

Para o Papa, a ambição e o sucesso fazem com que o padre seja “sempre escravo de si mesmo e da opinião pública”.

“Para ser considerado deverá adular; terá de dizer aquilo que a gente quer ouvir; terá de se adaptar às modas e às opiniões e assim privar-se-á da relação vital com a verdade, reduzindo-se a condenar amanhã aquilo que terá louvado hoje”.

Bento XVI considera que “um padre que veja nestes termos o próprio ministério, não ama verdadeiramente Deus e os outros, mas apenas a si mesmo e paradoxalmente acaba por se perder a si mesmo”.


A Sede Apostólica Romana
não pode ser julgada por ninguém

Roberto de Mattei

"Prima sedes a nemine iudicatur", "A Sede Apostólica Romana não pode ser julgada por ninguém", estabelece o cânone 1404 do Código de Direito Canónico actualmente em vigor.

As origens deste axioma sobre a impossibilidade de julgar o Papa são antigas e gloriosas. Formulado por São Gregório VII, na Dictatus Papae (1075), contra o cesaro-papismo alemão, ele foi proclamado por Bonifácio VIII na bula Unam Sanctam (1302), contra o galicanismo de Filipe o Belo, e definido pelo Concílio Vaticano I (1870), contra o laicismo liberal. É desta afirmação de princípio que tem de partir uma reacção contra as agressões do relativismo contemporâneo que não queira ser tímida nem pretensiosa.

Não temos de nos esforçar por demonstrar que o Papa está "inocente" das ignóbeis acusações de cumplicidade com os crimes de pedofilia; temos de salientar, antes de mais, que o Papa não pode ser julgado por ninguém e repelir com indignação toda e qualquer tentativa de levar a Igreja a tribunal. Referimo-nos à Igreja e não a bispos ou a sacerdotes individualmente considerados; a Igreja enquanto tal não pode ser responsabilizada por crimes eventualmente cometidos por homens da Igreja, porque é uma sociedade jurídica perfeita, impassível, por natureza, de ser julgada. E contudo, é precisamente este o ponto do ataque em curso.

O que está a passar-se deve levar-nos a reflectir. A 24 de Junho, enquanto a conferência episcopal belga se encontrava reunida em Bruxelas, trinta polícias munidos de uma ordem judicial irromperam pela sede do episcopado adentro e mantiveram presos, durante nove horas, os bispos presentes. Nesse mesmo dia, armados de martelos pneumáticos, os polícias desceram à cripta da Catedral de São Romualdo, em Malines, e profanaram os túmulos dos Cardeais Jozef-Ernest Van Roey e Léon-Joseph Suenens, arcebispos de Malines-Bruxelas, em busca de improváveis "documentos". Além disto, sequestraram os 475 dossiers sobre pedofilia que estavam a ser analisados por uma comissão independente nomeada pela Cúria e, alguns dias mais tarde, revistaram a casa do Cardeal Godfried Danneels, primaz da Igreja belga entre 1979 e 2009, que foi sujeito a um interrogatório de dez horas nas instalações da polícia. É absolutamente claro que, a pretexto de uma investigação sobre casos de pedofilia, aquilo que se pretendia era julgar e desacreditar mediaticamente, não este ou aquele prelado, mas toda a Igreja belga.

Desde os tempos da Guerra Civil de Espanha (1936-1939) que não acontecia nada assim na Europa. Mas o que se passou, poucos dias depois, nos Estados Unidos, é ainda mais preocupante: a 29 de Junho, o Supremo Tribunal retirou a imunidade jurídica à Igreja americana, admitindo que as autoridades do Vaticano possam ser imputadas num processo do Oregon, por abusos sexuais cometidos por um religioso. A Igreja foi assim privada da sua dimensão jurídica supranacional e reduzida a uma associação meramente privada, cujos superiores respondem de forma solidária pelos crimes dos seus dependentes. Teoricamente, este tribunal podia, portanto, confirmar que o processo em causa era imputável ao Papa Bento XVI, ao Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, e ao núncio apostólico nos Estados Unidos, o Arcebispo Pietro Sambi. Entretanto, e nas vésperas da viagem de Bento XVI a Inglaterra, alguns militantes ateus apresentaram solicitação idêntica à magistratura daquele país.

Sobre este ponto, impõem-se algumas considerações. Nos anos do Concílio, houve quem dissesse que a Igreja devia abandonar o tom firme com que se expressava, deixar de ter posições intransigentes e procurar o diálogo com o mundo moderno, um mundo que não lhe era nem hostil nem estranho, e do confronto com o qual a Igreja sairia enriquecida. A vanguarda desta nova "pastoral" estava sedeada na Europa Central e tinha como campeão o Cardeal Leo-Joseph Suenens, o primaz da Bélgica, o homem que, em 1968, dirigiu a resistência à Humanae Vitae de Paulo VI; ora, observamos que, nos dias de hoje, a Bélgica – o país mais secularizado da Europa – nem pelo túmulo do cardeal tem respeito.

Os católicos mudaram de atitude relativamente ao mundo, praticando um falso diálogo, mas nem por isso o processo de descristianização foi suspenso. O mundo não se deixou "permear" pela influência da Igreja, antes se organizou contra ela. É impossível negar a existência de uma estratégia anti-cristã coerente e sistemática, que chega ao ponto de pretender retirar os crucifixos de todos os locais públicos!

A 28 de Junho, Bento XVI anunciou a criação de um Conselho Pontifício para a Nova Evangelização dos países europeus que já receberam a fé cristã. As nações "apóstatas" não se pronunciaram, certamente porque a matilha mediática terá visto nesta posição uma declaração de guerra, como sugere Jean Madiran (Présent, 3 de Julho de 2010). Mas já a 24 de Março de 2007 o mesmo Bento XVI tinha usado o termo "apostasia" para referir o recuo que se verifica na Europa dos nossos dias, da fé cristã a um tribalismo dissolvente, em que nada resta dos princípios e das instituições que tornaram grande o nosso continente. Quando os Estados impõem aos seus povos a educação sexual obrigatória, o "casamento" homossexual, o aborto, a eutanásia e a destruição de embriões, mancham-se de apostasia, porque invertem a ordem natural e cristã que lhes foi comunicada pelos primeiros evangelizadores. E tal acontece por respeito a um plano muito específico, promovido pelas centrais anti-cristãs.

Na batalha em curso, a Igreja não dispõe de uma força política, económica ou mediática com que se oponha ao mundo. A única arma de que a Igreja dispõe é a da verdade religiosa e moral de que é a guardiã. Com efeito, e como dizia Pio XII, a Igreja "é uma potência religiosa e moral, cujas competências se estendem a todos os campos religiosos e morais que, por sua vez, abarcam as actividades livres e responsáveis do homem, considerado em si mesmo e na sociedade" (Discurso de 12 de Maio de 1953). A Igreja reivindica, pois, o direito de julgar os homens e a sociedade à luz da lei divina e natural de que é guardiã, mas não pode ser julgada por nenhuma autoridade humana, dado que não há na terra autoridade que lhe seja moral ou juridicamente superior. Definir a verdade e condenar o erro são componentes da sua missão, uma missão que postula a liberdade e a independência do poder civil. No curso da sua história, a Igreja sempre combateu em defesa da própria liberdade, contra as prevaricações dos poderosos. "Ao confiar a sua grei a Pedro, o Senhor não teve a intenção de abrir uma excepção para o rei", observava São Gregório VIII, reivindicando o princípio da suprema e universal jurisdição do Pontífice sobre todos os homens, sem excepção do rei, reafirmado na 19ª proposição da Dictatus Papae.

Num discurso proferido a 29 de Junho, o Papa reivindicou, como São Gregório, a libertas ecclesiae, observando que "se pensarmos nos dois milénios da história da Igreja, observamos que – como tinha anunciado o Senhor Jesus (cf. Mt 10, 16-33) – nunca os cristãos deixaram de sofrer provações que, em alguns períodos e locais, assumiram o carácter de verdadeiras perseguições. Mas estas perseguições, mau grado os sofrimentos que provocam, não constituem o perigo mais grave para a Igreja; com efeito, os maiores danos são os que provêm daqueles que corrompem a fé e a vida cristã dos seus membros e das suas comunidades, atacando a integridade do Corpo Místico, debilitando a sua capacidade de profecia e de testemunho, embaciando a beleza do seu rosto". Existe contudo "uma garantia de liberdade dada por Deus à Igreja, uma liberdade dos laços materiais que tentam impedir-lhe ou coarctar-lhe a missão, mas também dos males espirituais e morais passíveis de a prejudicar na sua autenticidade e credibilidade" (Osservatore Romano, 30 de Junho de 2010).

O que significa que é no interior da Igreja que se têm de procurar os recursos para o seu renascimento. Bento XVI parece estar profundamente convencido disto mesmo. Tal como aconteceu no século XI, a Igreja tem hoje necessidade de uma grande reforma espiritual. Mas, à semelhante da reforma que teve lugar no tempo de Ildebrando de Sovana e de Pedro Damião, também a reforma dos nossos dias tem de ter como fulcro a consciência do primado religioso e moral do Romano Pontífice sobre todas as criaturas.



quarta-feira, 14 de julho de 2010



Como bons administradores das várias graças de Deus, cada um de vós ponha ao serviço dos outros o dom que recebeu.

Se alguém tomar a palavra, que seja para transmitir palavras de Deus; se alguém exerce um ministério, faça-o com a força que Deus lhe concede, para que em todas as coisas Deus seja glorificado por Jesus Cristo.

Caríssimos, não estranheis a fogueira que se ateou no meio de vós para vos pôr à prova, como se vos acontecesse alguma coisa estranha.

                                                                       1 Pedro 4,10-13
 
 

Para a rua, já!

Nuno Serras Pereira

Finalmente veio a público[1] aquilo que de há muito era conhecido de poucos. Foi o Cardeal Karol Wojtyla, futuro Papa João Paulo II, que despoletou aquela mobilização imensa da Igreja, Bispos, Sacerdotes e demais Fiéis - Leigos, Religiosos e Consagrados -, que varreu ou esmagou o assalto ao poder do totalitarismo comunista em Portugal, em 1975. De facto, nesse ano, tendo o, então, Bispo de Aveiro, D. Manuel de Almeida Trindade, ido a Roma como desabafasse com o Cardeal polaco K. Wojtyla sobre a situação política em que o país se encontrava, este, tomando conhecimento detalhado das circunstâncias, logo imperou "Vá para a rua, já!". Regressado a Portugal, de imediato, o Prelado cuidou de suscitar uma grande manifestação, na qual participou. Logo a iniciativa se propagou por várias Dioceses, Braga, Coimbra, Lamego, Leiria – a Igreja, em peso, desde os mais altos dignitários até ao mais simples dos fiéis, permaneceu na rua suscitando uma vaga que vem a culminar na Fonte Luminosa, em Lisboa, com Mário Soares a apropriar-se do movimento genuína e radicalmente católico. Talvez um dia, quando se escrever a história sem preconceitos ideológicos, o seu nome venha a figurar, como um apêndice menor numa nota de rodapé.


É verdade que a Virgem Maria revelou em Fátima que a Rússia poderia vir a espalhar, caso não houvesse verdadeira oração, penitência e conversão os seus tremendos e atrozes erros e pecados pelo mundo como, infelizmente, se veio a verificar. Seguramente, um dos mais graves foi o da legalização/liberalização do aborto, como consequência de uma visão do mundo materialista e ateia. Mas, não é por acaso, que um autor Católico, muito benquisto do vasto espectro de sensibilidades dos fiéis, G. K. Chesterton, adverte e profetiza que o maior dos perigos não vem de Moscovo mas sim de Manhattan (Nova York). A fusão ou “casamento” deste espírito com o de Moscovo gerou a mais hedionda e perigosa das serpes ideológicas ramificada em múltiplas cabeças cheias de perfídia e perversidade.

Supor que a farsa democrática, que se vive actualmente, é menos perigosa e nociva do que a de 1975 é o cúmulo da ingenuidade, ou da estupidez. Hoje, tanto ou mais do que ontem, é necessário ir “para a rua, já!” A começar por suas Excelências Reverendíssimas e suas Eminências, para dar o exemplo e animarem as tropas para o gigantesco combate a que não podemos nem devemos fugir. É tempo de deixarem as sacristias, o conforto dos Paços Episcopais, a letargia anestesiante das falsas amizades lisonjeiras, os silêncios, as ambiguidades e acomodações que bradam aos Céus.

Nem em 1975 se alcançou tanta soma de graves injustiças e de profundos males como nos dias de hoje.

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[1] Helena Matos, Os caixões com armas, Público, 8 de Julho de 2010:

A história é breve e leva-nos ao Portugal de Julho de 1975. O país declarava-se em processo revolucionário e o MFA desvalorizava o resultado das eleições burguesas, contrapondo-lhe a dinâmica da luta de classes. A Igreja Católica não tinha muitas ilusões sobre o que se seguiria, mas a habitual passividade da elite católica portuguesa, a par do receio de se ver conotada com o reaccionarismo, ia deixando os responsáveis eclesiásticos numa expectativa cada dia menos tranquila, mas muito tolhida.

Estava o país nestes transes quando o então bispo de Aveiro, Manuel de Almeida Trindade, se deslocou a Roma. Aí, num encontro com outros bispos, foi dando conta, no tom moderado, quase tímido, que dizem ter sido o seu, do que se passava em Portugal. Fosse por que tanta moderação lhe deu que pensar ou por qualquer outra razão, um dos bispos presentes perguntou ao bispo português se a Portugal já tinham chegado os caixões com armas. Ou seja, se os sectores não comunistas não só já tinham sido acusados de conspirar contra a revolução como de nessa actividade conspirativa terem perdido o respeito pelos mortos, transportando armas em caixões. O bispo de Aveiro respondeu que sim, que de facto os caixões com armas, ou, melhor dizendo, o boato acerca deles, já chegara a Portugal. Ao que o bispo que o interrogara lhe disse peremptoriamente "Vá para a rua, já!"

 homem que tão aguerrido conselho deu ao bispo de Aveiro chamava-se Karol Wojtyla e sabia por experiência própria que a acusação dos caixões com armas era recorrente em todos os processos de conquista do poder pelos partidos comunistas e que seria isso que ia acontecer em Portugal, caso os democratas, e entre eles os católicos, não fossem para a rua defender as suas posições.

Independentemente de Karol Wojtyla ter ou não operado os milagres que aos olhos dos católicos o podem tornar santo, era certamente um homem de grande intuição política e um orador dotado de invejáveis dotes de persuasão, pois a verdade é que o bispo de Aveiro, uma vez regressado a Portugal, se deixou de reservas e foi mesmo para a rua: a 13 de Julho de 1975 teve lugar em Aveiro a grande "Manifestação dos Cristãos" e desde essa data o bispo de Aveiro e boa parte dos dirigentes católicos não mais saíram da rua até Novembro de 1975. As manifestações de católicos repetiram-se em Coimbra, Lamego, Leiria e Braga, tornando-se evidente que a Igreja não estava com o MFA e muito menos com a revolução.

Nos últimos tempos tenho-me lembrado não dos caixões com armas propriamente ditos, se é que eles alguma vez existiram, mas daquilo que eles representam enquanto recurso da agitação e propaganda: um inimigo imaginário que todos os dias é invocado para manter o povo em constante frenesi. Este, entretido nessa verdadeira caça aos gambuzinos, não tem tempo ou sequer a possibilidade de reflectir na catadupa de actos que estão a ser praticados por aqueles que detêm o poder. Vistos à distância, seja esta distância temporal, como acontece com o PREC, ou geográfica, veja-se o caso das diatribes de Chavez na Venezuela, estes procedimentos de agitprop são sempre óbvios e patéticos. Mas para quem vive imerso neles é como se não houvesse tempo ou disponibilidade para mais nada.

Em 1975, em Portugal, faltavam bens essenciais, os serviços públicos funcionavam nos intervalos das greves, a tropa levava o dia em plenários, milhões de cidadãos com nacionalidade portuguesa andavam às voltas em África, mas nada era mais importante que correr atrás dos fascistas. E todos os dias se vislumbravam mais fascistas, pese há meses não se fazer mais nada senão combater os fascistas.

Em 2010, os caixões com armas continuam a andar por aí. Agora não estão ao serviço do capital, pois o socialismo de Estado que nos rege precisa desesperadamente que a actividade privada pague os impostos indispensáveis quer à manutenção da mitologia do Estado providência, quer à prosperidade da oligarquia que faz negócios, gere e manda como se o Estado fosse coisa sua. Neste PREC contemporâneo a igualdade nos bens materiais não é assunto que mobilize as massas, até porque estas foram percebendo, à sua dolorosa custa, que quanto mais igualdade lhes prometem, mais pobres ficam. O homem novo pode ser pobre ou rico, tudo depende da sua relação com o Estado e não com o capital. O desígnio da igualdade transferiu-se do capital para o corpo. E neste novo campo de batalha todos os dias há uma desigualdade que urge exterminar: a humanidade deixou de se dividir nos desigualíssimos homens e mulheres para passarmos todos a pessoas.

Portugal levou os últimos meses pendente desse enorme combate que foi o do fim da desigualdade dos homossexuais que não se podiam casar. Agora que se celebrou o extraordinário cômputo de 18 casamentos entre pares homossexuais já nos foi anunciado que vai ser atacada a enorme desigualdade que recai sobre os casais homossexuais ao não se lhes permitir que se altere a filiação das crianças de modo a que estas tenham dois pais ou duas mães. Como boa parte deste nosso PREC actual é decalcado do espanhol, nomeadamente a governamentalização e controlo pelos partidos socialistas no poder em ambos os países das associações que dizem combater as desigualdades, não é muito difícil perceber o que aí vem: sob o lema da Diversidade Afectivo-Sexual a disciplina de Educação Sexual vai ser palco de inúmeras polémicas nas escolas sobre o modelo de família que se deve apresentar às crianças. Como os tempos vão de crise não teremos por enquanto cursos de masturbação para adolescentes como aconteceu em Espanha, por sinal numa das zonas mais pobres daquele país e em que o desemprego entre os jovens atinge os valores estratosféricos de 44 por cento. Mas teremos certamente uma enorme atenção às pessoas transgénero que agora se descobriu que devem poder mudar de género por via administrativa.

Nada disto se traduz em mais direitos ou mais respeito para com estas pessoas, pela mesma razão por que também não acabámos um país rico em 1975: o que se pretende não é melhorar a vida das pessoas. É sim servir-se delas como se torna óbvio quando alguém um dia cansado de tanta palermice diz em voz alta aquilo que muitos sussurram. Foi isso que aconteceu há 35 anos. Em Novembro de 1975, estávamos nós naquele nunca mais acabar de fascistas, quando o almirante Pinheiro de Azevedo, ao ser apelidado fascista pelos operários que cercavam a Assembleia Constituinte, também ela cheia de deputados ditos fascistas, se saiu com aquele grito de alma do "bardamerda mais o fascista" que deu conta do cansaço de um país onde os fascistas eram ainda mais raros que o bacalhau e o leite, mas onde a troco de tudo e de nada se era chamado fascista. Quando, semanas depois, um golpe militar mandou as armas para os quartéis, as pessoas para casa e os caixões para os cemitérios, o que nos sobrava era um país cheio de gente desejosa de levar uma vida normal e de ser governada por quem se preocupasse em assegurar um futuro melhor ao país e ao povo.

Quando acabar o presente frenesi do combate à desigualdade, à homofobia e a todas as outras fobias e ismos que nos capturam o tempo e a atenção, o que sobrará? Infelizmente não creio que desta vez vá ser tão fácil quanto em 1975. As pessoas e os países recuperam muito rapidamente das convulsões que põem em causa os bens materiais. O mesmo não se pode dizer das medidas de engenharia social que afectam a família.

As crianças que agora andam para aí quais pioneiros na capa da Vida Soviética a ilustrar as maravilhas de terem dois pais, duas mães, apenas pai ou apenas mãe, a serem exibidas no Arraialito Gay e nas capas das revistas como sinal exterior das circunstâncias de vida de quem lhes chama suas como se fossem objectos, um dia vão perguntar-nos o que andávamos a fazer neste início do século XXI. Tanto quanto se sabe, estes ajustes de memória causam dores muito superiores aos de qualquer PREC e não costumam sequer dar histórias que gostemos de ouvir e muito menos de contar.





Dizem que Santa Filomena já não é santa

José Augusto Santos
 
Em termos históricos, o que se sabe sobre Santa Filomena resume-se apenas àquilo que a ciência nos pôde revelar, depois de encontradas as suas relíquias nas escavações das Catacumbas em Roma em 25 de Maio de 1802, de onde se concluiu tratar-se de uma jovem entre 13 e 15 anos que morreu mártir pela Fé.
Fosse apenas esta descoberta arqueológica, e não teríamos mais do que um achado com algum valor historico-religioso, mas querendo Deus que muitas almas fossem favorecidas no chamamento à santidade, permitiu que a Santa aparecesse a três pessoas.
Uma delas, a religiosa Maria Luísa de Jesus, ou Maria Luísa Trichet (beatificada a 16 de Maio de 1993, por João PauloII), foi quem relatou mais pormenorizadamente a vida da Santa, depois de o seu director espiritual lhe ordenar que escrevesse o que nas aparições lhe era revelado. Analisados os relatos pelo Santo Ofício, esta Congregação da Cúria Romana pronunciou-se favoravelmente, concedendo às revelações o Imprimatur para publicação.
Segundo esses relatos, podemos hoje saber que em finais do século III (c. 290), um rei da Grécia e sua esposa, que também era de sangue real, sofrendo por não conseguirem ter filhos, dirigiam constantes preces e ofereciam sacrifícios aos seus deuses. O médico do palácio, de nome Públius, era cristão. Não se resignando com a cegueira espiritual de seus soberanos, inspirado pelo Espírito Santo, falou-lhes da Fé em Cristo, garantindo-lhes que suas preces seriam ouvidas se abandonassem os falsos deuses e abraçassem a Fé Cristã. Impressionados com o que ouviram, e tocados pela Graça, receberam o Baptismo. No dia 10 de Janeiro do ano seguinte nasceu-lhes uma linda menina, à qual deram logo o nome de Lumena, por ter nascido à luz da fé. Na pia baptismal deram-lhe o nome de Filomena, isto é, Amiga da Luz, da Luz que receberam do Altíssimo, do Verdadeiro Deus.
Aos cinco anos de idade, a princesinha recebeu pela primeira vez a Sagrada Comunhão e desde então lhe aumentavam os desejos de íntima união com o Divino Redentor, até que, na idade de 11 anos, a Ele se consagrou por voto de virgindade perpétua.
Estava a jovem Princesa prestes a completar 14 anos, quando sob o reino de seu pai recaía a ameaça do Imperador Diocleciano, o que o levou a Roma para tentar negociar a paz. Ao ver tão bela jovenzinha, encantou-se por ela o imperador e propôs desposá-la em troca de uma paz duradoura.
No regresso a casa, vendo seu pai a oportunidade para não ser esmagado por Roma, bem tentou, com plagentes súplicas a seus pés, fazer ver à princesa o bem que isso representava para o reino, mas como o coração de Filomena já vivia desposado por Jesus e ainda que isso lhe causasse o maior constrangimento, o não poder obedecer a seu amado pai, opôs-se ela irredutivelmente às pretensões de Diocleciano.
Conhecedor dessa recusa, o imperador chamou Filomena a Roma, convencido de que, cortejando-a, a faria mudar de ideias. Porém, a intrépida princesa, manteve-se fidelíssima a seu divino Esposo, e, furioso, o tirano ordenou que fosse encarcerada e flagelada. Tendo sarado miraculosamente do suplício da flagelação, foi mandada lançar ao rio Tibre, com uma âncora amarrada ao pescoço. Entretanto, o Divino Redentor veio em socorro da Sua consagrada: no exacto momento em que a mesma estava sendo atirada ao rio Tibre, dois Anjos apareceram, cortaram a corda que prendia a âncora, e transportaram-na para a outra margem, sem que as águas lhe tocassem sequer as vestes.
Esse grandioso milagre foi presenciado por centenas de pessoas, das quais muitas se converteram, inclusive os soldados que a lançaram ao Tibre. O Imperador, porém, atribuiu o maravilhoso prodígio a algum poder mágico da menina, declarou-a feiticeira e ordenou que fosse arrastada pelas principais ruas da cidade e depois trespassada por setas. Mortalmente ferida, foi abandonada no cárcere como se já estivesse morta. Mas seu Celeste Esposo fê-la cair num sono reparador, do qual despertou completamente curada e mais formosa que nunca.
O cruel tirano ordenou, então, que as setas fossem metidas numa fornalha até ficarem enrubescidas, certo de que dessa forma não sobreviveria aos mortais ferimentos. As setas, porém, voltaram-se contra os próprios arqueiros, causando morte instantânea a seis deles. Temendo o Imperador maiores consequências, e já bastante confuso, ordenou que a Princesa fosse imediatamente decapitada. Mas ainda desta vez nenhum poder teria o tirano, se não fosse a vontade do Altíssimo a permitir a consumação do martírio, a fim de que a "Princesinha do Céu" - conforme a chamara a Virgem Santíssima - pudesse receber na Glória do Paraíso o prémio eterno devido à sua incondicional fidelidade a Cristo Jesus.
Colheu a heróica Filomena a palma do martírio numa sexta-feira, às três horas da tarde, sendo 10 de Agosto o dia.
Conhecida a vida da Princesa Mártir por meio das referidas revelações, muitas foram as almas que dela obtiveram grandes graças. A Venerável Pauline Jaricot, curada miraculosamente, insistiu para que o Papa Gregório XVI, que testemunhara pessoalmente o milagre, iniciasse o exame necessário à canonização da Virgem Mártir, que já estava sendo conhecida como grande taumaturga. Tendo o Romano Pontífice recebido o parecer favorável da Sagrada Congregação dos Ritos, depois de aturados exames, elevou-a à honra dos altares, instituindo ofício próprio para o culto e festa, proclamando-a A Grande Taumaturga do Século XIX, Padroeira do Rosário Vivo e Padroeira dos Filhos de Maria.
O sucessor de Gregório XVI, Pio IX (beatificado por João Paulo II em 3-9-2000), no dia 7 de Novembro de 1849 celebrou a Santa Missa no altar onde estão as Santas Relíquias e, no dia 15 de Janeiro de 1857, concedeu ofício próprio com Missa. Antes de ocupar a Cadeira de Pedro, ele mesmo passou pela extraordinária experiência de ser milagrosamente curado pela “Princesinha do Céu”. Leão XII (dois pontificados anteriores a Gregório XVI − de 1823 a 1829), antes de ser eleito peregrinou por duas vezes ao Santuário de Mugnano, e como Papa fundou a Confraria e Arquiconfraria de Santa Filomena. Leão XIII foi outro peregrino da Santa por duas vezes. E em 1884 aprovou, consagrou e indulgenciou o cordão de Santa Filomena. Também o seu sucessor, São Pio X, respondeu aos mesmos apelos do Espírito, deixando à imagem da Santa um riquíssimo anel.
O amor da “Princesinha do Céu” por Jesus foi tão grande como é o seu poder de intercessão, poder já sentido na terra por muitas almas simples, pelos corações enamorados por Deus, como aconteceu, além dos vários papas, com alguns santos. De entre estes, seus mais memoráveis devotos foram São João Maria Vianney (o Santo Cura d’Ars), Santa Madalena Sofia Barat, São Pedro Chanel, São Pedro Julião Eymard, e o Beato Bártolo Longo.
Tantas e tão grandes maravilhas foram alcançadas no Céu por Santa Filomena em favor dos seus devotos, que Satanás se enfureceu ao ver o elevado número de almas atraídas para o caminho da santidade, e não descansou enquanto não encontrou o meio de impedir esse sentir dos impulsos do Espírito Santo nas almas. Para isso o eterno inimigo de Deus valeu-se do Decreto da Sagrada Congregação dos Ritos, de 14-2-1961, que lhe serviu de passadeira vermelha para apresentar a confusão e o erro, que chegaram de “braço dado”.
Dizia o decreto: "A festa de Santa Filomena, Virgem e Mártir (11 de Agosto), seja eliminada de todos os calendários litúrgicos".
Quanto a mim, esta determinação vem pôr em causa a sobriedade intelectual e a autoridade pastoral de vários Papas, até daqueles que foram miraculados e dos que presenciaram “o grande milagre de Mugnano”, dizendo ainda, de forma implícita, que os vários santos devotos de Santa Filomena também exageraram…
Estando já na altura lançada a luta contra a sã juventude, havia que remover a “Princesinha do Céu” desse trabalho de angariação dos jovens para Deus, por ser uma tão grande referência. Por isso creio que uma mão negra esteve por trás de tão desastroso documento, caso contrário, em vez daquilo que foi feito, por alegada fantasia contida no texto litúrgico, reformulavam-no apenas…
Dada a confusão gerada, o Padre Luís Espósito, antigo reitor do santuário de Santa Filomena em Mugnano, Itália, escreveu em 11 de Agosto de 1974: "Em 1964, com aprovação do Bispo Diocesano, apresentei um pedido de interpretação autêntica desta disposição, perguntando se aquela determinação proibia todo o culto à referida Santa. Recebi esta resposta: 'Foi tirado o culto litúrgico, mas mantém-se, sem alteração, o culto popular. A Santa pode ser venerada e pode ser honrada também com festa externa, com a missa do Comum das Virgens Mártires'".
O actual (?) Reitor do Santuário, Padre João Brachi, mandou esta resposta a pedido da Cruzada: "Pode celebrar-se com tranquilidade de consciência a missa em honra de Santa Filomena, do Comum das Virgens Mártires, e pode expor-se, sem hesitação, nos altares, a sua imagem. A disposição da Santa Sé, de 14 de Fevereiro de 1961, nunca teve a intenção de prejudicar ou eliminar o culto ou devoção popular a Santa Filomena".
O Bispo de Mysore, na Índia, perguntou ao Santo Padre João Paulo II o que havia a este respeito. Recebeu esta resposta: "Pode continuar o culto popular a Santa Filomena".
Muito mais poderia ainda dizer em favor da verdade factual sobre a "Princesinha do Céu", espero porém, que isto seja o suficiente para remover o erro em que muitos bons católicos cairam, mesmo muitos padres, como aquele de quem tive conhecimento de que impediu uma devota de Santa Filomena de levar o andor com a sua imagem na procissão anual da terra, dizendo-lhe que «Santa Filomena não é santa». Que todos aqueles que mais poder de influência têm corrijam esse erro, não impeçam os corações Simples de tê-la como poderosa intercessora, e o Mal verá reduzido o seu poder sobre as almas.

Petição contra a obrigatoriedade
da chamada «educação sexual»
no ensino público

Oponha-se à corrupção das crianças e jovens nas escolas!


http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N2545


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Jogador holandês Wesley Sneijder converteu-se
ao catolicismo
pouco antes da Taça do Mundo


O jogador de futebol holandês Wesley Sneijder, autor do golo contra o Brasil no Mundial África do Sul 2010, converteu-se ao catolicismo e recebeu o baptismo pouco antes de viajar ao campeonato de futebol.

Na nota titulada "Golo espiritual de um astro do futebol holandês", o jornalista Mariano da Vedia sustenta que Sneijder "chegou totalmente renovado" ao torneio mundial. "No fim de Maio converteu-se ao catolicismo e baptizou-e numa capela de Milão, próxima à cidade desportiva do Inter, onde o brilhante jogador de futebol não se cansa de ganhar títulos. Influiu nessa decisão sua namorada, Yolanthe Cabau, com quem tomou a decisão de se casar pela Igreja logo depois do Mundial. Também o motivou a sua amizade com Javier Zanetti, companheiro no Inter, capitão e católico praticante, que ficou sem Mundial, mas celebrou o seu baptismo tanto como os campeonatos que este ano ambos conquistaram na Itália e na Europa".

Segundo o jornal, Sneijder declarou que foi "à Missa uma vez com os meus companheiros e senti uma força e uma confiança que me impactaram" por isso seguiu as aulas de catecismo para adultos com o capelão da Inter.

"Já na África do Sul, explicou que reza todos os dias e aos domingos vai à missa e comunga com o Yolanthe, que lhe deu de presente um terço que ele traz sempre ao pescoço. 'A fé me dá forças. Às vezes as minhas convicções mantêm-me firme e enchem-me de determinação. Todos os dias rezo o Pai Nosso com ela. Procuro sempre, antes de começar as partidas, um canto para rezar'", acrescenta o jogador de futebol.

Em declarações reunidas pelos meios de comunicação ingleses, o jogador holandês afirmou que "sempre fui um crente, mas nunca fui católico. Ela é totalmente católica, foi baptizada fez sua primeira comunhão e tudo mais".

"Eu decidi ler e conversar mais com ela sobre isto (referindo-se ao catolicismo). Conversei com vários jogadores e com o sacerdote do clube e decidi fazer parte da religião católica".



Assine a petição cristã online!

«CRUCIFIXOS NAS SALAS DE AULAS»

Oponha-se à onda de laicismo orquestrado pela maçonaria.

e convide os seus amigos a fazer o mesmo enviando-lhes a seguinte ligação:



Lançamento da «Summa Daemoniaca»
em Portugal

A Paulus Editora apresenta nos próximos dias 7 e 8 de Julho «Summa Daemoniaca», da autoria do padre José António Fortea.

É um completo tratado de demonologia existente na Igreja Católica. Escrito em pleno século XXI, e do ponto de vista da Igreja, pelo reconhecido sacerdote José Fortea, este livro expõe, no formato de pergunta e resposta, o que se conhece acerca da natureza do diabo, do inferno, da possessão demoníaca, do exorcismo e de todos os temas relacionados. Depois de mais de uma década de trabalho e após entrevistar centenas de exorcistas de todo o mundo, o autor apresenta-nos um sério e profundo ensaio sobre uma matéria sensível.

Construída a partir da óptica da igreja, aborda de uma forma séria e científica questões referentes ao demónio, ao inferno, à possessão demoníaca, ao exorcismo e a temas referentes aos poderes das trevas, apresentando todos os elementos referentes ao tema.

José Fortea estará em Portugal para as apresentações do livro que terão lugar em Lisboa e Porto. No dia 7 de Julho, o padre Joaquim Carreira das Neves apresentará «Summa Daemoniaca» na Bertrand do Chiado em Lisboa, pelas 19h00. Dia 8, também com a presença do autor, o livro será apresentado na Almedina do Arrábida Shopping pelas 20h30.

Sobre o autor da «Summa Daemoniaca»

José Antonio Fortea Cucurull nasceu em Barbasto em 1968, é sacerdote e teólogo especializado em demonologia. Fez os seus estudos de Teologia para o sacerdócio na Universidade de Navarra e licenciou-se em História da Igreja na Faculdade de Teologia de Comillas. Pertence ao presbitério da diocese de Alcalá de Henares (Madrid). Em 1998 defendeu a sua tese de licenciatura, O Exorcismo na Época Actual, orientada pelo secretário da Comissão para a Doutrina da Fé da Conferência Episcopal Espanhola.

Obteve reconhecimento internacional graças à sua extensa obra teológica sobre o demónio, a possessão e o exorcismo. No campo da demonologia é considerado como uma das autoridades máximas mundiais, e dedica parte do seu tempo a fazer conferências em seminários e universidades de diversos lugares do mundo. Os seus tratados foram traduzidos em várias línguas e publicados em oito países.

Combina o seu trabalho como teólogo com o seu labor paroquial em Santa Maria Madalena na localidade de Anchuelo (Madrid).







«Políticos leigos realmente cristãos
são necessários no mundo e na cultura de hoje»
– afirma Bento XVI

Ao receber os participantes da 24.ª Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos, o Papa Bento XVI destacou que o mundo e a cultura actual necessitam com urgência de políticos leigos que sejam autenticamente cristãos que façam presentes na esfera pública a mensagem sempre vigente do Evangelho.

No seu discurso o Santo Padre assinalou que embora a Igreja não tenha como missão "a formação técnica dos políticos", entretanto, Ela "oferece o seu juízo moral, inclusive sobre matérias referentes à ordem política, quando exigem os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas".

"Compete aos fiéis leigos mostrar concretamente na vida pessoal e familiar, na vida social, cultural e política, que a fé permite ler em modo novo e profundo a realidade e transformá-la".

Seguidamente o Papa ressaltou que "os fiéis leigos devem participar activamente na vida política, de maneira sempre coerente com os ensinamentos da Igreja, compartilhando razões bem fundadas e grandes ideais no processo democrático e na busca de um consenso amplo com todos os que se preocupam da defesa da vida e da liberdade, a custódia da verdade e do bem da família, a solidariedade com os necessitados e a busca necessária do bem comum".

Bento XVI sublinhou também que "necessitamos de políticos autenticamente cristãos, mas sobretudo fiéis leigos que sejam testemunhas de Cristo e do Evangelho na comunidade civil e política. Esta exigência deve estar claramente presente nos programas educativos das comunidades eclesiásticas e requer novas formas de acompanhamento e apoio por parte dos pastores".

"A pertença dos cristãos às associações de fiéis, aos movimentos eclesiásticos e novas comunidades, pode ser uma boa escola para estes discípulos e testemunhas, sustentados pela riqueza carismática, comunitária, educativa e missionária destas realidades".

O Papa assinalou que "a difusão de um relativismo cultural confuso e de um individualismo utilitarista e hedonista debilita a democracia e favorece o domínio dos poderes fortes. É necessário recuperar e reforçar uma sabedoria política autêntica; ser exigentes no que diz respeito à própria competência; servir-se criticamente das investigações das ciências humanas; confrontar a realidade em todos seus aspectos, superando reducionismos ideológicos ou pretensões utópicas; mostrar-se abertos a todo diálogo e colaboração verdadeiros".

Estas tarefas, concluiu o Santo Padre, devem realizar-se "tendo em conta que a política também é uma complexa arte de equilíbrio entre ideais e interesses, mas sem esquecer que a contribuição dos cristãos só é decisiva se a inteligência da fé se converte em inteligência da realidade, chave de juízo e de transformação. É necessária uma verdadeira 'revolução do amor'".

O "pregador" dominical

P.e Nuno Serras Pereira


Não há dúvida nenhuma de que Marcelo Rebelo de Sousa com a insistência que coloca no seu catolicismo, principalmente quando toma posições contrárias às da Igreja, é, por muitos, considerado o “pregador” dominical de maior audiência e de entre todos o que faz “sermões” mais longos.

No Domingo passado, ao que me garantem, deu a entender que o artigo de L’ Ossevartore Romano sobre Saramago era da autoria do director desse jornal e afirmou com todas as letras que o mesmo era violentíssimo. Concluiu, justificando a sua discordância, enquanto católico, em relação ao mesmo, asseverando que Deus era muito mais misericordioso que o director do referido órgão de comunicação.

Ora convirá esclarecer algumas coisas, não vão os fiéis do professor ser induzidos em erro. Em primeiro lugar o artigo não é do director, Giovanni Maria Vian, mas sim de Claudio Toscani; em segundo lugar trata-se de uma crítica literária, equilibrada e fundamentada, e não de um texto violento e muito menos violentíssimo – quando, por exemplo, o crítico chama irreverências (ainda para mais com as conotações positivas que esta expressão adquiriu nos dias de hoje) às blasfémias sacrílegas de Saramago só podemos concluir que a sua “moderação” de tão excessiva peca por defeito. Violentíssimos são muitos dos textos do escritor falecido. Enfim, o “pregador” que adora lisonjear as audiências violenta o texto do crítico para ficar de bem com a esquerda ateia e marxista; Em terceiro lugar, pode não se concordar com a análise crítica de C. Toscani, mas então argumente-se e não se invoque a Misericórdia de Deus. É claro que Deus é muito mais Misericordioso do que o director do jornal da Santa Sé, infinitamente mais Misericordioso do que qualquer um de nós e, sobretudo, mais Misericordioso do que José Saramago. Acontece, porém, que também é infinitamente Justo e, sobretudo, infinitamente mais justo que o irmão Marcelo.

Como católicos sempre rezámos pela conversão de Saramago agora que ele partiu continuemos a rezar por sua alma e deixemos que os mortos sepultem os seus mortos (cf. Mateus 8, 21).





Saramago segundo Nosso Senhor













Rodrigo Emílio

Est' ano Senhora trago
Comigo um pesado encargo
Intenção extra e concisa:
A de orar por Saramago
Que coitado bem precisa

Não tivesse Cristo-Rei
Um tão imenso fair-play
E já irmão Saramago
Agora teria pago
Com juro e língua de palmo
O seu sacrílego salmo…

José Saramago, visto
Ao vivo por Jesus Cristo…
Saramago o escritor
Biografadinho e descrito
Segundo Nosso Senhor:
Havia de ser bonito!...

O que salva é Cristo-Rei
Ter um tão grande fair-play
Quando não Virgem Maria
Esse Evangelho vermelho
Onde é que já não estaria

Proponho assim, por descargo
- Como quem dá a camisa -
Rezarmos por Saramago
Que bem precisa coitado…!
Mãe dos Céus, Oh se precisa.

[ Moldar a Terra dedica a republicação deste poema
a uns certos padres muito culturais
que quase morrem de amores por Saramago
e lhe fazem os maiores elogios. ]