segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Bento XVI:
A religião na vida pública

Papa convida à cooperação entre a Igreja e as autoridades públicas, lamentando «marginalização» do cristianismo

Ecclesia

Bento XVI defendeu esta Sexta-feira em Londres que a a religião não é "um problema a resolver", mas sim "um factor que contribui de modo vital para o debate público”, lamentando a “crescente marginalização” das religiões, em particular do cristianismo.

"Não posso deixar de declarar a minha preocupação perante a crescente marginalização da religião, particularmente do cristianismo, que está a acontecer em muitos espaços, mesmo em nações que dão grande destaque à tolerância", disse diante de representantes da sociedade civil, do mundo académico, cultural e do corpo diplomático, bem como de líderes religiosos do Reino Unido.

No discurso proferido no Westminster Hall, ponto alto deste dia 17 de Setembro, em Londres, o Papa falou sobre o lugar das convicções religiosas nas escolhas políticas e na aplicação de “princípios morais objectivos”.

“Se os princípios morais que sustentam o processo democrático não assentam sobre algo mais sólido do que o consenso social, então a fragilidade do processo revela-se em toda a sua evidência. Aqui se encontra o verdadeiro desafio para a democracia”.

Segundo a tradição católica, recordou, “as normas objectivas que governam o recto agir são acessíveis à razão, prescindindo do conteúdo da revelação”.

“O papel da religião no debate político não é, portanto, fornecer tais normas, nem muito menos propor soluções políticas concretas, absolutamente fora da sua competência, mas sim ajudar a purificar e lançar luz sobre a aplicação da razão na descoberta dos princípios morais objectivos”.

Bento XVI descreveu, assim, o que chamou de princípio “correctivo” da religião em relação à razão, alertando para o sectarismo e o fundamentalismo, “formas distorcidas da religião” que podem levar à sua exclusão da vida pública.

“O mundo da razão e o mundo da fé – o mundo da secularidade racional e o mundo do credo religioso – têm necessidade um do outro e não deveriam ter medo de entrar num diálogo profundo e contínuo, para o bem da nossa sociedade”.



quinta-feira, 16 de setembro de 2010

29 de Setembro

Dia de São Miguel Arcanjo









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domingo, 12 de setembro de 2010

A necessidade de um candidato

Abel Matos Santos, Público, 25 de Agosto de 2010 (Extractos)

É necessária uma candidatura alternativa no espaço do centro-direita, numa franja a que os media chamam «ala católica»

Desde que o actual Presidente Cavaco Silva assumiu funções, revelando uma conduta titubeante, cautelosa, medrosa até, que uma larga franja do eleitorado que o elegeu não lhe quer dar o voto em 2011.

Isto não seria problema, se tivesse aparecido uma alternativa à sua candidatura, coisa que ainda não aconteceu, deixando «órfãos» de candidato presidencial milhares de portugueses que se desiludiram com Cavaco e não se revêem na sua atitude passiva, de agradar a todos, abdicando dos princípios que diz defender, em prol de uma paz podre, que faz lembrar os piores tempos de Guterres, no seu desastrado Governo socialista.

Por isso muitos de nós, portugueses preocupados com o rumo que o País tomou e com o que de perigoso e estéril se avizinha, temos insistido na necessidade de uma candidatura alternativa no espaço do centro-direita, em particular uma franja organizada da sociedade portuguesa que agora os media decidiram apelidar de «ala católica».
Na verdade, um desígnio que todos cada vez mais dizem ser fundamental, para obrigar à discussão de temas estruturantes e fundamentais da nossa vida em sociedade.

(...)

(...) nós, os que não concordamos com as atitudes que Cavaco Silva tem tomado, não podemos senão desejar que haja no nosso espaço político outro candidato que possa obrigar à discussão do que interessa para o país e, existindo boa fé e inteligência concordantes, persuadir o Presidente que venha a ser eleito da indispensável tomada em conta das nossas convicções. É para isto que outra candidatura de peso à direita faz falta.

(...)

Nós, a «ala católica», e os demais concidadãos, temos a obrigação de lhes [aos potenciais candidatos da área católica] pedir esse esforço, esse sacrifício em nome de Portugal, e temos também a obrigação de lhes criar as condições necessárias a uma participação digna, a uma participação cívica que revele e elucide o que são as candidaturas da esquerda, mas acima de tudo que ajude a «iluminar» Cavaco Silva, que sem chama parece baralhado, confuso e diz-se à boca fechada, sem se deixar aconselhar.



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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sociedades Secretas

[Para visualizar a apresentação clique na imagem]

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Comunicado do Conselho Superior da Magistratura sobre o processo Casa Pia

[Clique nas imagens para obter uma versão mais legível]


Para aceder ao documento original clique aqui

domingo, 5 de setembro de 2010

Bispo recorda que fé cristã é incompatível
com a reencarnação

O Bispo de Salto, Dom Pablo Galimberti, recordou aos católicos que a crença na reencarnação é incompatível com a fé cristã, porque a vida é uma só e ao final dela Deus fará um juízo justo e misericordioso.

"A reencarnação não é compatível com a fé cristã, de acordo com os ensinamentos de Cristo, segundo o qual ao final de nosso único caminhar vital, haverá um juízo e uma eternidade, conforme a nossas obras, postas na balança por um Deus justo e misericordioso. Este final imprime à nossa vida um carácter único", expressou o Prelado em um artigo publicado no jornal Cambio.

Dom Galimberti explicou que a reencarnação é uma crença do hinduísmo, do budismo e da religião afro-brasileira e espírita Umbanda. "Em muitas cidades do Ocidente desembarcaram centenas de gurus que difundem e iniciam nestas crenças; outras vezes também são conhecidas através da prática do Yoga, não enquanto posturas corporais mas enquanto ideias que no decurso de tais sessões, às vezes, são propostas."

O bispo uruguaio afirmou que respeita as pessoas com outras crenças. Entretanto, recordou aos cristãos que esta ideia não é compatível com os ensinamentos de Cristo.

O bispo indicou que também da filosofia se pode analisar esta ideia. "Julián Marías diz que o aspecto irrepetível da vida humana poderia ser expresso assim: 'os dias contados' e que isto nos obriga a ter que acertar. É que se a vida fosse interminável não seria importante errar, porque o tempo perdido seria indiferente; sempre ficaria outro capítulo para rectificar ou voltar a começar".

Dom Galimberti recordou que "cada porção da vida gravita sobre todas as demais, de tal modo que quando jogamos um fragmento da vida, em certa medida estamos jogando a vida inteira. A vida é pois irrevogável".
Entretanto, indicou que "a nossa época tem uma tremenda resistência a aceitar a irrevogabilidade da vida. O homem actual não quer que nada seja irrevogável (os anos, envelhecimento, matrimónio, os votos religiosos…)".

"O mal é que essa resistência é bastante inútil, porque quer nós gostemos ou não, é assim, e quando se tenta contrariar esta condição, em primeiro lugar desvaloriza-se aquilo que se pretende fazer revogável", explicou o prelado citando o autor Julián Marías.

Finalmente, Dom Galimberti citou a Beata Madre Teresa de Calcutá, que viveu muitos anos na Índia. "vou passar pela vida uma só vez, se algo bom eu posso fazer, devo fazê-lo agora, porque não passarei de novo por aqui", expressou a religiosa.




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Ódio, Igreja e Bispos na I República

O historiador António de Jesus Ramos considera que “por parte de alguns intervenientes da I República houve mesmo atitude de ódio à Igreja”, “ódio este que vinha sendo gerado e, até, colocado por escrito em muitos autores do republicanismo do final do século XIX”.
“Com a implantação da República, a relação entre a Igreja e o Estado acabou por ser fortalecida. Digamos que a República acabou por ser um bem para a Igreja quando pretendeu acabar com ela ou, então, pretendia molestá-la gravemente”, prossegue.
Jesus Ramos considera que é possível “falar de anti-clericalismo e, como uma alínea deste anti-clericalismo, o «anti-jesuitismo»”.
António de Jesus Ramos, da Diocese de Coimbra, estudou na faculdade de história eclesiástica da Universidade Gregoriana, onde obteve o grau de licenciatura em Junho de 1979. Elaborou uma tese de doutoramento sobre o bispo de Coimbra D. Manuel Correia de Bastos Pina (1830-1913), que defendeu, na mesma Universidade Gregoriana, em Junho de 1993. É sócio efectivo do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica.
O historiador considera que “o episcopado português do século XIX foi bastante deficiente a todos os níveis. Os bispos do pós-liberalismo (pós-1834) eram homens com grande fidelidade ao regime. A maioria deles não tinha um grande zelo pastoral”.
D. Manuel Bastos de Pina, que estudou de perto, é apresentado como “alguém que defende a monarquia com «unhas e dentes»”.
“Estruturalmente, D. Manuel Bastos Pina era um monárquico, mas, em simultâneo, um dos grandes seguidores e defensores da política papal em Portugal. Chego a pensar que o bispo de Coimbra tinha gozo em ser imitador de Leão XIII”, adianta Jesus Ramos.
(Texto da Ecclesia)



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Actor despedido por negar-se a fazer cenas de sexo
agora produz série sobre sacerdote

O actor católico Neal McDonough, que perdeu um papel na série Scoundrels da rede ABC, nos Estados Unidos, por negar-se a protagonizar cenas de sexo explícito, é agora o produtor e protagonista de uma nova série sobre a história de um polícia que deixa o uniforme para converter-se em sacerdote.
O actor Neal McDonough, conhecido por suas actuações em filmes como Minority Report, séries como Desperate Housewives (Mulheres Desesperadas) e Band of Brothers, foi despedido pela cadeia ABC da produção televisiva Scoundrels por negar-se a filmar cenas de sexo explícito, o que vai contra seus princípios católicos.
A postura de McDonough não é nova. Casado e pai de três filhos, o actor já tinha recusado rodar cenas de sexo quando interpretava o papel de marido da atriz Nicolette Sheridan na quinta temporada da série Mulheres se Desesperadas, também da ABC, assim como na série Boombtown da NBC.
Conforme informou à imprensa, o actor decidiu renunciar ao milhão de dólares que ia receber pelo seu papel em Scoundrels, por manter os seus princípios.
Nikki Finke do Deadline Hollywood informa que agora McDonough será o produtor executivo e protagonista da nova série do Starz intitulada "Vigilante Priest" (Sacerdote vigilante) que narra a vida de um ex-polícia de Los Angeles que "limpa as ruas da cidade de um pecador a cada vez".
Para este projecto conta com a ajuda do produtor de "Law & Order" Walon Green e com a colaboração de John Avnet.
Sobre Mc Donough, Nikki Finke escreveu que aplaude a fidelidade aos seus princípios "ainda quando isto lhe custe o trabalho".
Actualmente McDonough participa do filme do Marvel sobre o Capitão América.



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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pedro Bacelar de Vasconcelos
(Ex-Governador Civil de Braga)
-- protector de ciganos traficantes

(Dos blogues)

Este homenzinhito [Pedro Bacelar de Vasconcelos] ficará na história deste triste país pela louca intransigência (só possível graças ao cargo de Estado que, na altura, desempenhava) na defesa dos traficantes de droga pertencentes a uma minoria cigana pretensamente discriminada.


A população de uma aldeia do Norte de Portugal foi assim vilipendiada, levada a tribunal, julgada por racismo, porque ousou defender os seus jovens contra o consumo das drogas comprovadamente providenciadas pela comunidade cigana acampada na zona.

É preciso de uma vez por todas acabar com os Bacelares, defensores de coitadinhos e minorias. Há ciganos honestos, ciganos pilha-galinhas, ciganos vendedores de drogas, como há azuis, brancos, amarelos e castanhos que igualmente as vendem. Todos devem ser igualmente punidos sem discriminação.

N.R.

O texto refere-se à protecção dada por Bacelar ao chefe cigano João Garcia, acampado em Oleiros, distrito de Braga. João Garcia havia «garantido» ao Bacelar que ninguém da sua família era traficante... Algum tempo depois, foram apanhados numa rusga da polícia com vários quilos dos mais diversos tipos de droga! Foram todos presos.

Mas este facto não impediu que o incompetente e desastrado ex-Governador Civil continuasse na área do poder. Em 2008, foi designado Coordenador Nacional para a Aliança das Civilizações, iniciativa das Nações Unidas «para a promoção do diálogo entre civilizações, religiões e culturas» (um tacho ocupado actualmente por Jorge Sampaio, outro «protector das minorias» e outras fantasias). Dadas as excelentes provas de realismo prestadas, nestas suas funções o Bacelar poderá continuar a proteger a criminalidade.

Será preciso que o ministro francês do interior explique a alguns padres e bispos bem-pensantes a expulsão de ciganos?

Heduíno Gomes

O ministro francês do Interior, Brice Hortefeux, afirmou que tem as portas abertas para o presidente da Conferência Episcopal francesa e para quem queira acompanhá-lo a discutir as expulsões de ciganos do território francês.
 

Perante as críticas a essa política lançadas este fim-de-semana por certos membros da Igreja, o ministro deixou claro que está disponível para “escutar o que tenham a dizer” tais líderes católicos.

"Estou plenamente disposto a receber, se ele o desejar, o presidente da Conferência Episcopal, o cardeal e arcebispo de Paris André Vingt-Trois, acompanhado de quem quiser", disse Hortefeux.

Mas seria necessária tal explicação? Não será assim tão evidente a justeza do governo francês?


O que acontece é que, dentro da Igreja, existe uma componente bem-pensante, politicamente correcta, sempre disposta a aparecer como boazinha aos olhos de todos, especialmente da esquerda, mesmo à custa de colocar em causa a própria sustentabilidade do Estado, seja em França ou em qualquer outra parte do mundo.

Quem deveria ter de explicar os seus actos políticos deveriam ser esses bem-pensantes e não o ministro francês do interior.

Por seu lado, Bento XVI, falando em francês disse que os cristãos são chamados a “acolher as legítimas diversidades humanas, seguindo Jesus, que veio unir os homens de todas as nações e todas as línguas”. E logo os bem-pensantes, incluindo os bem-pensantes portugueses, insinuam que as palavras de Bento XVI são uma condenação da expulsão desses ciganos. Terão razão os bem-pensantes?

Existirá na declaração do Papa, ou no Evangelho, alguma palavra a dizer que devem ser acolhidos os criminosos?

E será que a França não é já um país acolhedor de «diversidades humanas» e dos «homens de todas as nações e todas as línguas»?

O Papa, que, como se sabe, é muito boa pessoa, será um bem-pensante?

O Papa, que, como se sabe, combate frontalmente o relativismo, terá virado politicamente correcto?

O Papa, que, como se sabe, é inteligente e bem informado, ignorará os meios de subsistência que utilizam esses ciganos?

Ver acima a peça sobre o bem-pensante Pedro Bacelar de Vasconcelos e o seu apoio aos ciganos traficantes de droga.







sábado, 21 de agosto de 2010

Bento XVI:
«Instaurar tudo em Cristo» amando profundamente a Deus

Na sua habitual catequese da Audiência Geral das quartas-feiras, celebrada no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, o Papa Bento XVI falou sobre São Pio X, que a Igreja celebra no dia 21 de Agosto. Sobre este santo, o Papa afirmou que os fiéis podem aprender que só estando verdadeiramente apaixonados pelo Senhor, em uma profunda união com Ele, se pode levar os homens a Deus para instaurar tudo em Cristo.



"O Pontificado de São Pio X deixou um sinal indelével na história da Igreja, caracterizado por um notável esforço de reforma, sintetizada no lema 'Instaturare Omnia in Christo', renovar todas as coisas em Cristo", disse o Papa.

Neste sentido, a Rádio Vaticano assinala que Bento XVI evocou as numerosas iniciativas de um Papa "que, quando foi eleito no dia 4 de agosto de 1903, não se sentia à altura". São Pio X reorganizou a Cúria Romana, iniciou os trabalhos para a redação do Código de Direito Canónico e a revisão dos estudos e do método de formação dos futuros sacerdotes com a fundação de vários seminários regionais. Deste modo, ocupou-se da formação doutrinal do povo de Deus, trabalhando para que se conseguisse elaborar um catecismo único.

"Como autêntico pastor que era, tinha compreendido que a situação da época, devido ao fenómeno da imigração, tornava necessário um catecismo ao qual cada fiel pudesse fazer referência independentemente do lugar e das circunstâncias de vida. Como Pontífice elaborou um texto de doutrina cristã para a diocese de Roma que se difundiu por toda a Itália e o mundo. Este catecismo chamado 'de Pio X' foi para muitos uma guia segura na aprendizagem da verdade da fé, graças a uma linguagem singela, clara, e precisa".


Do mesmo modo, o Papa Bento XVI recordou a atenção de São Pio X pela reforma da liturgia. "Ele afirmava que o verdadeiro espírito cristão tem sua primeira e indiscutível fonte na participação activa nos Sacramentos, por isso favoreceu a freqüência quotidiana à Santa Comunhão, adiantando a primeira comunhão das crianças à idade de 7 anos".

O período histórico que lhe correspondeu viver  "levou-o a intervir condenando o modernismo para defender os fiéis de concepções erróneas", por isso em 1909 fundou o Pontifício Instituto Bíblico.

"Queridos irmãos e irmãs, São Pio X ensina-nos a todos que na base de nossa acção apostólica, nos vários sectores em que trabalhamos, deve haver sempre uma íntima união pessoal com Cristo, que deverá ser cultivada e fazer crescer a cada dia: esta é a base de todo o seu ensinamento e de todo seu compromisso pastoral."



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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Bento XVI:
«O maior perigo para a Igreja é aquilo que polui
a fé e a vida cristã»

Recentemente, o Papa Bento XVI meditou sobre a liberdade da Igreja, e recordou que nestes dois mil anos de história os cristãos sempre sofreram perseguições, mas o maior perigo não veio destes sofrimentos mas sim "daquilo que polui a fé e a vida cristã de seus membros e de suas comunidades". O Santo Padre explicou que "Deus está perto a seus fiéis servidores e livra-os de todo mal, e livra a Igreja das potências negativas".





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Petição

A favor da presença de crucifixos
nas salas de aula das escolas públicas


Com apenas 4 mil assinaturas a petição terá de ser recebida e discutida em plenário da Assembleia da República.

É assim importante assinar e fazer assinar.

Sem as 4 mil assinaturas não faremos a Assembleia da Republica tomar posição e deixamos o Estado laico apagar as nossas raízes e referências históricas na cultura e valores baseados no cristianismo.

ASSINA!





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Fátima:
Aniversário da quarta aparição a 19 de Agosto

O aniversário da quarta aparição de Nossa Senhora, em Fátima, assinala-se a 19 de Agosto, com um programa que inclui a celebração da Missa na igreja da Santíssima Trindade, pelas 11h00.

A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, os videntes Lúcia, Francisco e Jacinta tinham sido raptados pelo Administrador do Concelho, Artur de Oliveira Santos, da maçonaria, para Vila Nova de Ourém, e aí intimidados com ameaças de morte.

De nada serviram as ameaças.


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O cristão espertalhão

Afonso Perdigão


Na Sic Notícias, jornal das 22:00 do dia 10 de Agosto de 2010, Ana Lourenço entrevistou João Duque e o cristão Francisco Sarsfield Cabral. Tema: montante das reformas, algumas ditas «milionárias».

Então o referido cristão, como é seu hábito, analisa a questão com posições politicamente correctas, de esquerda, naturalmente, armado em muito amigo dos pobrezinhos. Mas, no meio da conversa, o cristão progressista deixa escapar que se reformou 3 anos mais cedo para sacar mais umas massas no montante da sua reforma...

Cristão espertalhão!

Já sabíamos, aliás, que ele era, além de cristão progressista, cristão espertalhão. Basta ver o seu currículo. Durante o Estado Novo, viveu encostado a ele, tendo mesmo pertencido ao Secretariado Técnico de Salazar, transitando daí, em 1965, para a instituição da capitalista Associação Industrial Portuguesa. Como os ventos estavam a mudar, virou cristão progressista. Mas sempre espertalhão!






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Uma manobra de desinformação contra a Igreja


Comunicado da Reitoria do Santuário de Fátima



O Santuário de Fátima tomou conhecimento da prevista realização de um “Protesto em Fátima – Dia 15 de Agosto de 2010 - Pela forma como são tratados os animais, nomeadamente cães na zona do Santuário”, promovido pela Associação Protectora dos Animais Abandonados de Fátima (APAAF) com o apoio do Núcleo de Ourém do Partido Pelos Animais (PPA).

Após comunicado da Reitoria, datado de 13 de Julho último, vimos, de novo, declarar:

- são falsas e caluniosas as acusações amplamente divulgadas na internet, segundo as quais, por ordem da Reitoria do Santuário de Fátima, são maltratados ou abatidos os cães ali encontrados;

- as imagens chocantes, que mostram cães enjaulados, não foram captadas no Santuário de Fátima, como pretende mostrar a sua inclusão nas comunicações que estão a circular na internet, mas foram retiradas de um site de luta contra os maus tratos a animais, sem que se cite a fonte;

- no seguimento desta campanha difamatória, foram apresentadas duas queixas junto da GNR, que levou a cabo as respectivas investigações, junto do Santuário de Fátima, do Canil Municipal de Ourém e do Veterinário Municipal de Ourém, dizendo a conclusão que “não foram descobertos nenhuns animais mortos, indícios de maus tratos ou actos que tipifiquem infracção”.

Na tentativa de perceber as razões que estão na origem deste caso, concluímos:

- trata-se de uma tentativa de denegrir a imagem do Santuário de Fátima e da Igreja Católica, pois a campanha foi habilmente lançada na véspera da chegada do Papa Bento XVI a Fátima, em Maio último;

- estamos diante de um caso de manipulação das massas através das redes sociais da internet, onde as pessoas que recebem os textos difamatórios, não têm possibilidade de verificar a identidade dos remetentes nem a veracidade dos acontecimentos referidos;

- estamos diante do caso de uso abusivo do nome do Santuário de Fátima, instituição querida a muitos milhões de cidadãos portugueses e estrangeiros, em função de uma campanha de defesa dos animais, por os seus autores saberem que esse nome tem um grande alcance mediático;

- a defesa dos animais, uma causa muito nobre, não pode ser feita à custa do ataque a pessoas e instituições respeitáveis, nem à custa de calúnias e difamações, num desrespeito ignóbil pela verdade dos factos, como a referida campanha tem feito.

O Santuário de Fátima reserva-se o direito de, oportunamente, agir judicialmente contra as entidades e pessoas promotoras da campanha difamatória contra si perpetrada.

Fátima, 11 de Agosto de 2010

P. Virgílio Antunes, Reitor do Santuário de Fátima




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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Na Argentina:

Filhos adotivos recusam possibilidade de adoção
por "casais" homossexuais

Ver artigo em:
http://uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.com/2010/08/na-argentina-filhos-adotivos-recusam.html






Igreja distingue entre tendência e prática homossexual

Cardeal Medina

O Prefeito Emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Jorge Medina Estévez, recordou que a Igreja distingue entre a tendência e a prática homossexual. Esta última não é aceitável por ir contra a natureza humana. Também explicou que no seu ministério ajudou muitas pessoas com inclinação para pessoas do mesmo sexo.
 
Na sua homilia da Missa dominical numa paróquia de Viña del Mar, o Cardeal Medina indicou que "Se uma pessoa tiver uma tendência homossexual é um defeito como se lhe faltasse um olho, uma mão, um pé ou o que for. Mas quando já estamos na prática na vida sexual entre pessoas do mesmo sexo, isso já não é aceitável".
 
O Cardeal disse também que como sacerdote "atendi muitas pessoas com este problema. E conheci alguns que se corrigiram, por exemplo pessoas que são alcoólicos por meio de uma disciplina, educação ou re-educação se corrigem. E conheci alguém também que tendo esta tendência nunca na sua vida cedeu, o que custou um esforço muito grande porque a sua natureza o impulsionava a outra coisa".
 
Em relação ao mal chamado "matrimónio" homossexual aprovado na Argentina com uma série de manobras e pressões do governo de Cristina Kirchner, o Cardeal explicou que a união de duas pessoas do mesmo sexo "é algo contrário à lei de Deus e nenhuma lei humana pode ir contra a lei de Deus".
 
"Se uma lei humana for contra a lei de Deus essa lei humana não existe, é um atropelo, uma coisa que não condiz com o bem da sociedade. "

«A Transfiguração»


 
«A Transfiguração».

Quadro de Rafael, qualificado como «o mais belo quadro do mundo».

Foi a última obra do grande pintor, colocada em 1520 no cimo do altar da igreja de São Pedro-in-Montorio, em Roma.

Aí esteve até 1797, data em que Napoleão a levou para França. Regressada a Roma 15 anos mais tarde, encontra-se exposta numa sala do Museu do Vaticano.

[ Para ver a pintura ampliada, clicar sobre a imagem ]



quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A McDonald's produz anúncio
promovendo a homossexualidade entre os jovens

A União das Famílias Portuguesas alerta para o facto da McDonald’s da França ter produzido um anúncio para a televisão fazendo a apologia da relação homossexual entre um rapaz e outro da sua escola.

A oração que Jesus Cristo nos ensinou
e comentário ao Evangelho
pelo Cardeal Joseph Ratzinger



«Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições,
porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos.
«Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais
antes de vós lho pedirdes.
«Rezai, pois, assim:'Pai nosso, que estás no Céu, santificado seja o teu nome,
«venha o teu Reino; faça-se a tua vontade, como no Céu, assim também na terra.


«Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia;
«perdoa as nossas ofensas, como nós perdoámos a quem nos tem ofendido;
«e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do Mal.’
«Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós.
«Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.»

Mateus 6,7-15

Comentário ao Evangelho
pelo Cardeal Joseph Ratzinger


«Rezai, pois, assim: "Pai nosso".»
Sem Jesus, não sabemos verdadeiramente o que é um «Pai». Foi na oração de Jesus que isto se tornou claro, e esta oração pertence-Lhe intrinsecamente. Um Jesus que não estivesse perpetuamente mergulhado no Pai, que não estivesse em permanente comunicação íntima com Ele, seria um ser totalmente diferente do Jesus da Bíblia e do verdadeiro Jesus da história. A Sua vida parte do núcleo da oração; foi a partir dela que Ele compreendeu Deus, o mundo e os homens. [...]
Surge então outra questão: essa comunicação [...] será também essencial ao Pai que Ele invoca, de tal sorte que também Ele seria diferente se não fosse invocado com este nome? Ou será algo que O aflora, sem Nele penetrar?
A resposta é a seguinte: pertence ao Pai dizer «Filho» como pertence a Jesus dizer «Pai». Sem esta invocação, também Ele não seria o que é. Jesus não tem apenas um contacto exterior a Ele; enquanto Filho, Jesus é parte integrante do ser divino de Deus. Antes mesmo de o mundo ter sido criado, Deus já é amor do Pai e do Filho. E, se pode ser nosso Pai e a medida de toda a paternidade, é porque é Pai desde toda a eternidade. Assim, pois, na oração de Jesus é a interioridade do próprio Deus que se torna visível; nós vemos como é Deus. A fé no Deus trinitário não é senão a explicação daquilo que se passa na oração de Jesus. Nesta oração, a Trindade surge com toda a Sua clareza. [...]
Ser cristão significa então participar na oração de Jesus, entrar no Seu modelo de vida, ou seja, no Seu modelo de oração. Ser cristão significa dizer «Pai» com Ele e, desse modo, tornar-se filho de Deus – Deus, na unidade do Espírito que nos faz ser o que somos, e por isso nos agrega à unidade de Deus. Ser cristão significa olhar o mundo a partir deste núcleo e, através dele, ser livre, cheio de esperança, decidido e confiante.

[ Der Gott Jesu Christi ]






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Estudo dedicado a Afonso Costa...

Queda do agnosticismo fará do século XXI
o "século das religiões"

O Atlas do Cristianismo Global, editado pela Edinburgh University Press, prognosticou que para o ano 2050 o agnosticismo retrocederia do actual 9,3 aos 6,1 por cento da população mundial, o que converteria o século XXI no "século das religiões".
O estudo foi promovido pela Conferência Missionária Mundial de Edimburgo que se desenvolve em Escócia para comemorar o centenário do primeiro grande encontro missionário inter-confessional de 1910.


O sujeito da I República que dizia que iria acabar com a religião
em três gerações...


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Religião para todo o serviço

[Para ler, clicar sobre a imagem]

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sacerdotes de Fafe manifestam apoio
a D. Jorge Ortiga

Os padres do Arciprestado de Fafe deslocaram-se aos serviços centrais da Arquidiocese de Braga para um “acto de solidariedade” com D. Jorge Ortiga, Arcebispo local.

O prelado tem sido alvo de contestação por alguns fiéis da paróquia de Santa Eulália de Fafe, após ter dispensado o actual pároco, Pe. José Peixoto Lopes.

Segundo comunicado divulgado pela Diocese, os padres de Fafe lamentaram “os contornos e proporção que toda a situação atingiu” nessa paróquia.

Ao Arcebispo de Braga, os sacerdotes asseguraram que “tudo farão para que, a breve termo, se retome a devida normalidade”.

O Pe. José Peixoto Lopes, que tem contestado a decisão de D. Jorge Ortiga, vai abandonar a paróquia de Santa Eulália de Fafe em finais de Agosto, sendo substituído por uma equipa constituída pelo Pe. João Fernando Araújo e o Pe. Paulo Jorge Brás de Sá.


A teologia de Fafe no seu melhor

Segundo o que Moldar a Terra apurou, este é mais um caso de manipulação dos fiéis através do populismo, do progressismo e da permissividade ao qual o grupo internacional anti-Igreja intitulado «Nos Somos Igreja» não foi estranho. Este grupo hereje prega a dissolução dos costumes, a ordenação de mulheres, o casamento dos padres, a insubordinação e afronta à autoridade do Papa. São seus representantes assumidos as feministas Ana Vicente (que apareceu na imprensa diária a atacar o Bispo), Maria João Sande Lemos e Leonor Xavier. Outros não têm coragem de aparecer publicamente.

Alberto João Jardim assina despacho
sobre crucifixos nas escolas

P R E S I D Ê N C I A DO GOVERNO REGIONAL DA MADE I R A

Despacho n.º 17/2010

Considerando que a Região Autónoma da Madeira não deve pactuar com aquilo a que se chama «euroesclerose», marcada por um ataque aos Valores que suportam a civilização europeia, consequência também das correntes auto-denominadas de «pós-modernismo».

Considerando que não é possível, sob o ponto de vista da realidade cultural e da sua necessária pedagogia escolar, conceber a Europa e Portugal sem as bases fundamentais do Cristianismo.

Considerando que, por tal, a laicidade do Estado não é minimamente lesada pela presença de Crucifixos nas Escolas e, pelo contrário, incumbe ao Estado laico dar uma perspectiva correcta da génese civilizacional dos povos, bem como dos Valores que suportam o respectivo desenvolvimento cultural.

Considerando que os Crucifixos não representam em particular apenas a Igreja Católica, mas todos os Cultos fundados na mesma Raiz que moldou a civilização europeia.

Não há, assim, qualquer razão para a retirada dos mesmos Crucifixos das Escolas, pelo que determino a sua manutenção.

O presente Despacho vai para publicação no «Jornal Oficial» da Região Autónoma da Madeira e para execução pelo Senhor Secretário Regional de Educação e Cultura.

Funchal, 14 de Julho de 2010.

O PRESIDENTE DO GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA,

Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim



sexta-feira, 23 de julho de 2010

Conheça bem a religião do islão...

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Considerações sobre a Reforma Litúrgica

Apresentamos a intervenção do Professor Roberto de Mattei por ocasião do Congresso Litúrgico realizado no mosteiro beneditino de Notre Dame em Fontgombault, França, 22-24 de Julho de 2001. Com o tema "Cristo é o sujeito da liturgia, não a comunidade", o congresso reuniu bispos e autoridades eclesiásticas, tendo como seu principal conferencista o então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Joseph Ratzinger. Dentre os participantes do mundo "tradicionalista" podemos destacar Dom Gérard Calvet, abade de Le Barroux; Mons. Camille Perl, da Comissão Ecclesia Dei; e Padre Arnoud Devillers, então superior da Fraternidade São Pedro.
Roberto de Mattei, historiador italiano renomado, professor de História do Cristianismo na Universidade Europeia de Roma, é autor de várias obras, com destaque para a sua biografia do Beato Pio IX e o seu último livro "La liturgia della chiesa nell'epoca della secolarizzazione". Também discursou no congresso realizado em Roma, sob patrocínio da Comissão Ecclesia Dei, por ocasião do primeiro aniversário do motu proprio Summorum Pontificum; na oportunidade, o Prof. De Mattei teve o seu artigo "Il rito romano antico e la secolarizzazione" publicado em L'Osservatore Romano.
 


Considerações sobre a Reforma Litúrgica

Roberto de Mattei

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Uma casa e um lar...

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sábado, 17 de julho de 2010

Polémica sobre celibato reside no conflito
com a história e a teologia

O vaticanista Sandro Magister explicou em importante artigo que a "polémica sobre o celibato", que enfrentaram nos meios alguns conhecidos pastores, parte de idéias que estão em conflito com a história e a teologia assim como "uma má compreensão do conceito do celibato do clero".

No artigo intitulado "Eunucos pelo Reino dos Céus. A disputa sobre o celibato", Magister considera que o Cardeal Christoph Schönborn, Arcebispo de Viena, "se mostra mais atento às pressões da opinião pública do que aos seus deveres como guia" com a sua "idéia fixa de 'repensar' a disciplina do celibato do clero latino".

Magister recorda que "a 'superação' da disciplina do celibato é há tempos o contrabaixo contínuo da música dos inovadores" e sustenta que "desta música, o que se escuta e entende ordinariamente é um par de coisas".

"A primeira delas é que o celibato do clero é uma regra imposta em séculos recentes só ao clero. A segunda é que os sacerdotes católicos deveriam ter permissão para casar-se como na Igreja primitiva. Infelizmente, estas duas coisas entram em conflito com a história e com a teologia", explica Magister e oferece uma completa recontagem do sustento da disciplina do celibato.

O artigo na íntegra em italiano pode ser visto em:


Bento XVI condena carreirismo no clero

Bento XVI disse que a Igreja conta com a “fidelidade” dos padres, condenando as ambições pessoais e o carreirismo entre o clero.

“Quem aspira ao sacerdócio para um crescimento do seu próprio prestigio pessoal e do próprio poder compreendeu mal na raiz o sentido deste mistério”.

O Papa falava na homilia da Missa de ordenação de 14 novos sacerdotes, a que presidiu na Basílica de São Pedro.

Em jeito de alerta, Bento XVI defendeu que “o sacerdócio nunca pode representar uma maneira de atingir a segurança na vida ou de conquistar para si uma posição social”.

Para o Papa, a ambição e o sucesso fazem com que o padre seja “sempre escravo de si mesmo e da opinião pública”.

“Para ser considerado deverá adular; terá de dizer aquilo que a gente quer ouvir; terá de se adaptar às modas e às opiniões e assim privar-se-á da relação vital com a verdade, reduzindo-se a condenar amanhã aquilo que terá louvado hoje”.

Bento XVI considera que “um padre que veja nestes termos o próprio ministério, não ama verdadeiramente Deus e os outros, mas apenas a si mesmo e paradoxalmente acaba por se perder a si mesmo”.


A Sede Apostólica Romana
não pode ser julgada por ninguém

Roberto de Mattei

"Prima sedes a nemine iudicatur", "A Sede Apostólica Romana não pode ser julgada por ninguém", estabelece o cânone 1404 do Código de Direito Canónico actualmente em vigor.

As origens deste axioma sobre a impossibilidade de julgar o Papa são antigas e gloriosas. Formulado por São Gregório VII, na Dictatus Papae (1075), contra o cesaro-papismo alemão, ele foi proclamado por Bonifácio VIII na bula Unam Sanctam (1302), contra o galicanismo de Filipe o Belo, e definido pelo Concílio Vaticano I (1870), contra o laicismo liberal. É desta afirmação de princípio que tem de partir uma reacção contra as agressões do relativismo contemporâneo que não queira ser tímida nem pretensiosa.

Não temos de nos esforçar por demonstrar que o Papa está "inocente" das ignóbeis acusações de cumplicidade com os crimes de pedofilia; temos de salientar, antes de mais, que o Papa não pode ser julgado por ninguém e repelir com indignação toda e qualquer tentativa de levar a Igreja a tribunal. Referimo-nos à Igreja e não a bispos ou a sacerdotes individualmente considerados; a Igreja enquanto tal não pode ser responsabilizada por crimes eventualmente cometidos por homens da Igreja, porque é uma sociedade jurídica perfeita, impassível, por natureza, de ser julgada. E contudo, é precisamente este o ponto do ataque em curso.

O que está a passar-se deve levar-nos a reflectir. A 24 de Junho, enquanto a conferência episcopal belga se encontrava reunida em Bruxelas, trinta polícias munidos de uma ordem judicial irromperam pela sede do episcopado adentro e mantiveram presos, durante nove horas, os bispos presentes. Nesse mesmo dia, armados de martelos pneumáticos, os polícias desceram à cripta da Catedral de São Romualdo, em Malines, e profanaram os túmulos dos Cardeais Jozef-Ernest Van Roey e Léon-Joseph Suenens, arcebispos de Malines-Bruxelas, em busca de improváveis "documentos". Além disto, sequestraram os 475 dossiers sobre pedofilia que estavam a ser analisados por uma comissão independente nomeada pela Cúria e, alguns dias mais tarde, revistaram a casa do Cardeal Godfried Danneels, primaz da Igreja belga entre 1979 e 2009, que foi sujeito a um interrogatório de dez horas nas instalações da polícia. É absolutamente claro que, a pretexto de uma investigação sobre casos de pedofilia, aquilo que se pretendia era julgar e desacreditar mediaticamente, não este ou aquele prelado, mas toda a Igreja belga.

Desde os tempos da Guerra Civil de Espanha (1936-1939) que não acontecia nada assim na Europa. Mas o que se passou, poucos dias depois, nos Estados Unidos, é ainda mais preocupante: a 29 de Junho, o Supremo Tribunal retirou a imunidade jurídica à Igreja americana, admitindo que as autoridades do Vaticano possam ser imputadas num processo do Oregon, por abusos sexuais cometidos por um religioso. A Igreja foi assim privada da sua dimensão jurídica supranacional e reduzida a uma associação meramente privada, cujos superiores respondem de forma solidária pelos crimes dos seus dependentes. Teoricamente, este tribunal podia, portanto, confirmar que o processo em causa era imputável ao Papa Bento XVI, ao Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, e ao núncio apostólico nos Estados Unidos, o Arcebispo Pietro Sambi. Entretanto, e nas vésperas da viagem de Bento XVI a Inglaterra, alguns militantes ateus apresentaram solicitação idêntica à magistratura daquele país.

Sobre este ponto, impõem-se algumas considerações. Nos anos do Concílio, houve quem dissesse que a Igreja devia abandonar o tom firme com que se expressava, deixar de ter posições intransigentes e procurar o diálogo com o mundo moderno, um mundo que não lhe era nem hostil nem estranho, e do confronto com o qual a Igreja sairia enriquecida. A vanguarda desta nova "pastoral" estava sedeada na Europa Central e tinha como campeão o Cardeal Leo-Joseph Suenens, o primaz da Bélgica, o homem que, em 1968, dirigiu a resistência à Humanae Vitae de Paulo VI; ora, observamos que, nos dias de hoje, a Bélgica – o país mais secularizado da Europa – nem pelo túmulo do cardeal tem respeito.

Os católicos mudaram de atitude relativamente ao mundo, praticando um falso diálogo, mas nem por isso o processo de descristianização foi suspenso. O mundo não se deixou "permear" pela influência da Igreja, antes se organizou contra ela. É impossível negar a existência de uma estratégia anti-cristã coerente e sistemática, que chega ao ponto de pretender retirar os crucifixos de todos os locais públicos!

A 28 de Junho, Bento XVI anunciou a criação de um Conselho Pontifício para a Nova Evangelização dos países europeus que já receberam a fé cristã. As nações "apóstatas" não se pronunciaram, certamente porque a matilha mediática terá visto nesta posição uma declaração de guerra, como sugere Jean Madiran (Présent, 3 de Julho de 2010). Mas já a 24 de Março de 2007 o mesmo Bento XVI tinha usado o termo "apostasia" para referir o recuo que se verifica na Europa dos nossos dias, da fé cristã a um tribalismo dissolvente, em que nada resta dos princípios e das instituições que tornaram grande o nosso continente. Quando os Estados impõem aos seus povos a educação sexual obrigatória, o "casamento" homossexual, o aborto, a eutanásia e a destruição de embriões, mancham-se de apostasia, porque invertem a ordem natural e cristã que lhes foi comunicada pelos primeiros evangelizadores. E tal acontece por respeito a um plano muito específico, promovido pelas centrais anti-cristãs.

Na batalha em curso, a Igreja não dispõe de uma força política, económica ou mediática com que se oponha ao mundo. A única arma de que a Igreja dispõe é a da verdade religiosa e moral de que é a guardiã. Com efeito, e como dizia Pio XII, a Igreja "é uma potência religiosa e moral, cujas competências se estendem a todos os campos religiosos e morais que, por sua vez, abarcam as actividades livres e responsáveis do homem, considerado em si mesmo e na sociedade" (Discurso de 12 de Maio de 1953). A Igreja reivindica, pois, o direito de julgar os homens e a sociedade à luz da lei divina e natural de que é guardiã, mas não pode ser julgada por nenhuma autoridade humana, dado que não há na terra autoridade que lhe seja moral ou juridicamente superior. Definir a verdade e condenar o erro são componentes da sua missão, uma missão que postula a liberdade e a independência do poder civil. No curso da sua história, a Igreja sempre combateu em defesa da própria liberdade, contra as prevaricações dos poderosos. "Ao confiar a sua grei a Pedro, o Senhor não teve a intenção de abrir uma excepção para o rei", observava São Gregório VIII, reivindicando o princípio da suprema e universal jurisdição do Pontífice sobre todos os homens, sem excepção do rei, reafirmado na 19ª proposição da Dictatus Papae.

Num discurso proferido a 29 de Junho, o Papa reivindicou, como São Gregório, a libertas ecclesiae, observando que "se pensarmos nos dois milénios da história da Igreja, observamos que – como tinha anunciado o Senhor Jesus (cf. Mt 10, 16-33) – nunca os cristãos deixaram de sofrer provações que, em alguns períodos e locais, assumiram o carácter de verdadeiras perseguições. Mas estas perseguições, mau grado os sofrimentos que provocam, não constituem o perigo mais grave para a Igreja; com efeito, os maiores danos são os que provêm daqueles que corrompem a fé e a vida cristã dos seus membros e das suas comunidades, atacando a integridade do Corpo Místico, debilitando a sua capacidade de profecia e de testemunho, embaciando a beleza do seu rosto". Existe contudo "uma garantia de liberdade dada por Deus à Igreja, uma liberdade dos laços materiais que tentam impedir-lhe ou coarctar-lhe a missão, mas também dos males espirituais e morais passíveis de a prejudicar na sua autenticidade e credibilidade" (Osservatore Romano, 30 de Junho de 2010).

O que significa que é no interior da Igreja que se têm de procurar os recursos para o seu renascimento. Bento XVI parece estar profundamente convencido disto mesmo. Tal como aconteceu no século XI, a Igreja tem hoje necessidade de uma grande reforma espiritual. Mas, à semelhante da reforma que teve lugar no tempo de Ildebrando de Sovana e de Pedro Damião, também a reforma dos nossos dias tem de ter como fulcro a consciência do primado religioso e moral do Romano Pontífice sobre todas as criaturas.



quarta-feira, 14 de julho de 2010



Como bons administradores das várias graças de Deus, cada um de vós ponha ao serviço dos outros o dom que recebeu.

Se alguém tomar a palavra, que seja para transmitir palavras de Deus; se alguém exerce um ministério, faça-o com a força que Deus lhe concede, para que em todas as coisas Deus seja glorificado por Jesus Cristo.

Caríssimos, não estranheis a fogueira que se ateou no meio de vós para vos pôr à prova, como se vos acontecesse alguma coisa estranha.

                                                                       1 Pedro 4,10-13