quarta-feira, 7 de julho de 2010

Jogador holandês Wesley Sneijder converteu-se
ao catolicismo
pouco antes da Taça do Mundo


O jogador de futebol holandês Wesley Sneijder, autor do golo contra o Brasil no Mundial África do Sul 2010, converteu-se ao catolicismo e recebeu o baptismo pouco antes de viajar ao campeonato de futebol.

Na nota titulada "Golo espiritual de um astro do futebol holandês", o jornalista Mariano da Vedia sustenta que Sneijder "chegou totalmente renovado" ao torneio mundial. "No fim de Maio converteu-se ao catolicismo e baptizou-e numa capela de Milão, próxima à cidade desportiva do Inter, onde o brilhante jogador de futebol não se cansa de ganhar títulos. Influiu nessa decisão sua namorada, Yolanthe Cabau, com quem tomou a decisão de se casar pela Igreja logo depois do Mundial. Também o motivou a sua amizade com Javier Zanetti, companheiro no Inter, capitão e católico praticante, que ficou sem Mundial, mas celebrou o seu baptismo tanto como os campeonatos que este ano ambos conquistaram na Itália e na Europa".

Segundo o jornal, Sneijder declarou que foi "à Missa uma vez com os meus companheiros e senti uma força e uma confiança que me impactaram" por isso seguiu as aulas de catecismo para adultos com o capelão da Inter.

"Já na África do Sul, explicou que reza todos os dias e aos domingos vai à missa e comunga com o Yolanthe, que lhe deu de presente um terço que ele traz sempre ao pescoço. 'A fé me dá forças. Às vezes as minhas convicções mantêm-me firme e enchem-me de determinação. Todos os dias rezo o Pai Nosso com ela. Procuro sempre, antes de começar as partidas, um canto para rezar'", acrescenta o jogador de futebol.

Em declarações reunidas pelos meios de comunicação ingleses, o jogador holandês afirmou que "sempre fui um crente, mas nunca fui católico. Ela é totalmente católica, foi baptizada fez sua primeira comunhão e tudo mais".

"Eu decidi ler e conversar mais com ela sobre isto (referindo-se ao catolicismo). Conversei com vários jogadores e com o sacerdote do clube e decidi fazer parte da religião católica".



Assine a petição cristã online!

«CRUCIFIXOS NAS SALAS DE AULAS»

Oponha-se à onda de laicismo orquestrado pela maçonaria.

e convide os seus amigos a fazer o mesmo enviando-lhes a seguinte ligação:



Lançamento da «Summa Daemoniaca»
em Portugal

A Paulus Editora apresenta nos próximos dias 7 e 8 de Julho «Summa Daemoniaca», da autoria do padre José António Fortea.

É um completo tratado de demonologia existente na Igreja Católica. Escrito em pleno século XXI, e do ponto de vista da Igreja, pelo reconhecido sacerdote José Fortea, este livro expõe, no formato de pergunta e resposta, o que se conhece acerca da natureza do diabo, do inferno, da possessão demoníaca, do exorcismo e de todos os temas relacionados. Depois de mais de uma década de trabalho e após entrevistar centenas de exorcistas de todo o mundo, o autor apresenta-nos um sério e profundo ensaio sobre uma matéria sensível.

Construída a partir da óptica da igreja, aborda de uma forma séria e científica questões referentes ao demónio, ao inferno, à possessão demoníaca, ao exorcismo e a temas referentes aos poderes das trevas, apresentando todos os elementos referentes ao tema.

José Fortea estará em Portugal para as apresentações do livro que terão lugar em Lisboa e Porto. No dia 7 de Julho, o padre Joaquim Carreira das Neves apresentará «Summa Daemoniaca» na Bertrand do Chiado em Lisboa, pelas 19h00. Dia 8, também com a presença do autor, o livro será apresentado na Almedina do Arrábida Shopping pelas 20h30.

Sobre o autor da «Summa Daemoniaca»

José Antonio Fortea Cucurull nasceu em Barbasto em 1968, é sacerdote e teólogo especializado em demonologia. Fez os seus estudos de Teologia para o sacerdócio na Universidade de Navarra e licenciou-se em História da Igreja na Faculdade de Teologia de Comillas. Pertence ao presbitério da diocese de Alcalá de Henares (Madrid). Em 1998 defendeu a sua tese de licenciatura, O Exorcismo na Época Actual, orientada pelo secretário da Comissão para a Doutrina da Fé da Conferência Episcopal Espanhola.

Obteve reconhecimento internacional graças à sua extensa obra teológica sobre o demónio, a possessão e o exorcismo. No campo da demonologia é considerado como uma das autoridades máximas mundiais, e dedica parte do seu tempo a fazer conferências em seminários e universidades de diversos lugares do mundo. Os seus tratados foram traduzidos em várias línguas e publicados em oito países.

Combina o seu trabalho como teólogo com o seu labor paroquial em Santa Maria Madalena na localidade de Anchuelo (Madrid).







«Políticos leigos realmente cristãos
são necessários no mundo e na cultura de hoje»
– afirma Bento XVI

Ao receber os participantes da 24.ª Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos, o Papa Bento XVI destacou que o mundo e a cultura actual necessitam com urgência de políticos leigos que sejam autenticamente cristãos que façam presentes na esfera pública a mensagem sempre vigente do Evangelho.

No seu discurso o Santo Padre assinalou que embora a Igreja não tenha como missão "a formação técnica dos políticos", entretanto, Ela "oferece o seu juízo moral, inclusive sobre matérias referentes à ordem política, quando exigem os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas".

"Compete aos fiéis leigos mostrar concretamente na vida pessoal e familiar, na vida social, cultural e política, que a fé permite ler em modo novo e profundo a realidade e transformá-la".

Seguidamente o Papa ressaltou que "os fiéis leigos devem participar activamente na vida política, de maneira sempre coerente com os ensinamentos da Igreja, compartilhando razões bem fundadas e grandes ideais no processo democrático e na busca de um consenso amplo com todos os que se preocupam da defesa da vida e da liberdade, a custódia da verdade e do bem da família, a solidariedade com os necessitados e a busca necessária do bem comum".

Bento XVI sublinhou também que "necessitamos de políticos autenticamente cristãos, mas sobretudo fiéis leigos que sejam testemunhas de Cristo e do Evangelho na comunidade civil e política. Esta exigência deve estar claramente presente nos programas educativos das comunidades eclesiásticas e requer novas formas de acompanhamento e apoio por parte dos pastores".

"A pertença dos cristãos às associações de fiéis, aos movimentos eclesiásticos e novas comunidades, pode ser uma boa escola para estes discípulos e testemunhas, sustentados pela riqueza carismática, comunitária, educativa e missionária destas realidades".

O Papa assinalou que "a difusão de um relativismo cultural confuso e de um individualismo utilitarista e hedonista debilita a democracia e favorece o domínio dos poderes fortes. É necessário recuperar e reforçar uma sabedoria política autêntica; ser exigentes no que diz respeito à própria competência; servir-se criticamente das investigações das ciências humanas; confrontar a realidade em todos seus aspectos, superando reducionismos ideológicos ou pretensões utópicas; mostrar-se abertos a todo diálogo e colaboração verdadeiros".

Estas tarefas, concluiu o Santo Padre, devem realizar-se "tendo em conta que a política também é uma complexa arte de equilíbrio entre ideais e interesses, mas sem esquecer que a contribuição dos cristãos só é decisiva se a inteligência da fé se converte em inteligência da realidade, chave de juízo e de transformação. É necessária uma verdadeira 'revolução do amor'".

O "pregador" dominical

P.e Nuno Serras Pereira


Não há dúvida nenhuma de que Marcelo Rebelo de Sousa com a insistência que coloca no seu catolicismo, principalmente quando toma posições contrárias às da Igreja, é, por muitos, considerado o “pregador” dominical de maior audiência e de entre todos o que faz “sermões” mais longos.

No Domingo passado, ao que me garantem, deu a entender que o artigo de L’ Ossevartore Romano sobre Saramago era da autoria do director desse jornal e afirmou com todas as letras que o mesmo era violentíssimo. Concluiu, justificando a sua discordância, enquanto católico, em relação ao mesmo, asseverando que Deus era muito mais misericordioso que o director do referido órgão de comunicação.

Ora convirá esclarecer algumas coisas, não vão os fiéis do professor ser induzidos em erro. Em primeiro lugar o artigo não é do director, Giovanni Maria Vian, mas sim de Claudio Toscani; em segundo lugar trata-se de uma crítica literária, equilibrada e fundamentada, e não de um texto violento e muito menos violentíssimo – quando, por exemplo, o crítico chama irreverências (ainda para mais com as conotações positivas que esta expressão adquiriu nos dias de hoje) às blasfémias sacrílegas de Saramago só podemos concluir que a sua “moderação” de tão excessiva peca por defeito. Violentíssimos são muitos dos textos do escritor falecido. Enfim, o “pregador” que adora lisonjear as audiências violenta o texto do crítico para ficar de bem com a esquerda ateia e marxista; Em terceiro lugar, pode não se concordar com a análise crítica de C. Toscani, mas então argumente-se e não se invoque a Misericórdia de Deus. É claro que Deus é muito mais Misericordioso do que o director do jornal da Santa Sé, infinitamente mais Misericordioso do que qualquer um de nós e, sobretudo, mais Misericordioso do que José Saramago. Acontece, porém, que também é infinitamente Justo e, sobretudo, infinitamente mais justo que o irmão Marcelo.

Como católicos sempre rezámos pela conversão de Saramago agora que ele partiu continuemos a rezar por sua alma e deixemos que os mortos sepultem os seus mortos (cf. Mateus 8, 21).





Saramago segundo Nosso Senhor













Rodrigo Emílio

Est' ano Senhora trago
Comigo um pesado encargo
Intenção extra e concisa:
A de orar por Saramago
Que coitado bem precisa

Não tivesse Cristo-Rei
Um tão imenso fair-play
E já irmão Saramago
Agora teria pago
Com juro e língua de palmo
O seu sacrílego salmo…

José Saramago, visto
Ao vivo por Jesus Cristo…
Saramago o escritor
Biografadinho e descrito
Segundo Nosso Senhor:
Havia de ser bonito!...

O que salva é Cristo-Rei
Ter um tão grande fair-play
Quando não Virgem Maria
Esse Evangelho vermelho
Onde é que já não estaria

Proponho assim, por descargo
- Como quem dá a camisa -
Rezarmos por Saramago
Que bem precisa coitado…!
Mãe dos Céus, Oh se precisa.

[ Moldar a Terra dedica a republicação deste poema
a uns certos padres muito culturais
que quase morrem de amores por Saramago
e lhe fazem os maiores elogios. ]



Papa anuncia a criação de novo Conselho Pontifício

O novo Conselho Pontifício da Cúria Romana tem como finalidade promover a Nova Evangelização

Bento XVI anunciou a criação de um novo «ministério» da Cúria Romana, o Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, com o objectivo de combater um “eclipse do sentido de Deus” que está a atingir a sociedade, em particular no mundo ocidental.

“Decidi criar um novo organismo, na forma de Conselho Pontifício, com a tarefa principal de promover a renovada evangelização nos Países onde já ressoou o primeiro anuncio da fé e estão presentes Igrejas de antiga fundação, mas que estão a viver uma progressiva secularização da sociedade e uma espécie de eclipse do sentido de Deus”. Esta era uma decisão aguardada há algum tempo

" Igreja é no mundo uma imensa força renovadora, não certamente graças às suas forças, mas pela força do Evangelho, onde sopra o Espírito Santo de Deus, o Deus criador e redentor do mundo”. “Também o homem do terceiro milénio deseja uma vida autêntica e plena, precisa de verdade, de liberdade profunda, de amor gratuito”. Bento XVI lembrou as regiões do mundo onde “o Evangelho lançou raízes há muito tempo, dando lugar a uma tradição cristã, mas onde nos últimos séculos - com dinâmicas complexas –o processo de secularização produziu uma grave crise do sentido da fé cristã e da pertença à Igreja”.



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Testemunho do futebolista Kaká

Ricardo Izecson dos Santos Leite, mais conhecido como Kaká, campeão da Europa e do mundo com o Milão em 2007, recebeu a Bola de Ouro e também o título da FIFA de Melhor Jogador do Mundo.
Em quatro anos, desde que foi campeão do mundo com o Brasil em 2002, ganhou todos os títulos possíveis a nível colectivo e individual com que sonha qualquer futebolista, porém com um atributo especial: a sua fé em Deus.
Quando recebeu o reconhecimento como futebolista do ano, o avançado brasileiro do Milão disse emocionado: "Hoje é um dia muito especial para mim, porque quando eu era pequeno sonhava em tornar-me futebolista profissional em São Paulo e jogar pelo menos uma partida com a selecção, mas a Bíblia diz que Deus tem mais para nós do que podemos pensar ou querer. Isso foi exactamente o que aconteceu na minha vida”; Desta forma deixou transparecer a sua convicção evangélica. Sem sombra de dúvida o futebolista galardoado revelou que o segredo do seu reconhecido êxito, tem um fundo espiritual atribuído à sua fé em Deus, porque, dando mostras de um amplo conhecimento bíblico, repetiu quase textualmente o versículo bíblico expresso pelo Apóstolo São Paulo que disse: "Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém"
Isto demonstra que para o craque carioca o seu êxito não dependeu somente da sua força física ou da sua preparação técnica, e muito menos do seu estado anímico, mas sim de um profundo sentimento religioso, de uma força espiritual que existe dentro do seu ser.
Por isso, Kaká entende que o valor associado ao êxito e às nossas aspirações dependerá antes de mais de outro factor: “A medida ou magnitude do poder de Deus que deixemos actuar em nós.”



Mais um artigo fatal

Bernardo Motta
 
Frei Bento Domingues, em defesa da sua teologia dissidente, invoca incessantemente o Concílio Vaticano II. Desse modo, ele procura alicerçar a sua teologia pessoal na teologia da Igreja, mormente na do Concílio.
Para elucidar a falsidade deste argumento de Frei Bento, nada como comparar a sua posição pessoal com as decisões do próprio Concílio.
 

Primeiro, fala Frei Bento:
« Quem viveu de forma consciente a época anterior ao Concílio e a comparar com os gestos e os documentos do Vaticano II não pode deixar de se espantar com a revolução cultural que eles significam. (…) Depressa surgiu, neste clima, um documento fatal – a Humanae Vitae (1968) – acerca da concepção ética da vida sexual de solteiros e casados. (…) Volto, porém, ao primeiro ponto deste texto, à maior redescoberta da eclesiologia do Vaticano II: a hierarquia não é a Igreja. A hierarquia é um serviço indispensável à Igreja, na Igreja de todos.»

Agora, deixemos falar o Concílio:
« O ministério episcopal de ensinar
25. Entre os principais encargos dos Bispos ocupa lugar preeminente a pregação do Evangelho (75). Os Bispos são os arautos da fé que para Deus conduzem novos discípulos. Dotados da autoridade de Cristo, são doutores autênticos, que pregam ao povo a eles confiado a fé que se deve crer e aplicar na vida prática; ilustrando-a sob a luz do Espírito Santo e tirando do tesoiro da revelação coisas novas e antigas (cfr. Mt. 13,52), fazem-no frutificar e solicitamente afastam os erros que ameaçam o seu rebanho (cfr. 2 Tim. 4, 1-4). Ensinando em comunhão com o Romano Pontífice, devem por todos ser venerados como testemunhas da verdade divina e católica. E os fiéis devem conformar-se ao parecer que o seu Bispo emite em nome de Cristo sobre matéria de fé ou costumes, aderindo a ele com religioso acatamento. Esta religiosa submissão da vontade e do entendimento é por especial razão devida ao magistério autêntico do Romano Pontífice, mesmo quando não fala ex cathedra; de maneira que o seu supremo magistério seja reverentemente reconhecido, se preste sincera adesão aos ensinamentos que dele emanam, segundo o seu sentir e vontade; estes manifestam-se sobretudo quer pela índole dos documentos, quer pelas frequentes repetições da mesma doutrina, quer pelo modo de falar. » - Constituição Dogmática “Lumen Gentium”.
A contradição é evidente: quando Frei Bento chama “documento fatal” à encíclica “Humanae Vitae” do Papa Paulo VI, ele está em contradição com o que a Constituição Dogmática “Lumen Gentium” afirma sobre o ministério episcopal de ensinar, em particular sobre a necessidade de prestar “sincera adesão aos ensinamentos” do ministério petrino.
De nada vale, como se constata lendo a “Lumen Gentium”, discutir se a “Humanae Vitae” é ou não doutrina infalível. Todo o católico digno desse nome deve aceitar todos os ensinamentos doutrinais e morais do magistério petrino, sejam eles formalmente declarados infalíveis ou não, e só poderá dissentir do Santo Padre em questões que não tenham a ver com a doutrina ou com a moral. Ora, claramente, a sexualidade humana cai na esfera da moral, e portanto na esfera do ensinamento petrino. A “Humanae Vitae” deve ser aceite por todos os católicos.
Frei Bento, se é católico, deve aceitar a “Humanae Vitae”. Logo, não pode apelidá-la de “documento fatal”. E não se argumente que os ensinamentos vertidos na “Humanae Vitae” ainda estão em aberto para discussão teológica: não estão. O Santo Padre, Papa Pio XII, foi bastante claro nessa matéria, no ponto 20 da sua encíclica “Humani Generis”:
 
«20. Nem se deve crer que os ensinamentos das encíclicas não exijam, por si, assentimento, sob alegação de que os sumos pontífices não exercem nelas o supremo poder de seu magistério. Entretanto, tais ensinamentos provêm do magistério ordinário, para o qual valem também aquelas palavras: "Quem vos ouve a mim ouve" (Lc 10,16); e, na maioria das vezes, o que é proposto e inculcado nas encíclicas, já por outras razões pertence ao património da doutrina católica. E, se os romanos pontífices em suas constituições pronunciam de caso pensado uma sentença em matéria controvertida, é evidente que, segundo a intenção e vontade dos mesmos pontífices, essa questão já não pode ser tida como objecto de livre discussão entre os teólogos.»
Ironicamente, Frei Bento, nas críticas que tece a outros católicos, acaba por se criticar a ele mesmo e aos seus congéneres ideológicos:
«Os grandes obstáculos vieram daqueles que se diziam a favor do Concílio e das suas reformas, mas para as contrariar.»
Na sua recusa de ensinamentos centrais ao Vaticano II, e enquanto se diz a favor desse Concílio, Frei Bento constitui um obstáculo de não pequena monta, dada a clara simpatia dos “media” pelos teólogos dissidentes, à prossecução dos objectivos do Vaticano II. Porque razão quer Frei Bento contrariar o Vaticano II, ao mesmo tempo que se diz a favor dele?

 
Ps: Uma extraordinária exposição do valor doutrinal da “Humanae Vitae”: http://www.ewtn.com/library/Theology/AUTHUMVT.HTM
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In http://espectadores.blogspot.com/





 

Conclusões e conclusões

Nuno Serras Pereira, 26. 06. 2010

Hoje li um texto de um padre católico dissidente e infiel à Verdade e, portanto, ao Amor que a propósito de uma sondagem conclui que Magistério da Igreja está mal e errado porque não se conforma com a mentalidade deste mundo [1], a que uma grande parte dos católicos já aderiu. [2] Eu, pelo contrário, deduzi que uma parte significativa dos Pastores e Prelados não andam a fazer e a ensinar o que deviam. Logo senti um ímpeto para escrever e contra-argumentar. Porém, de imediato, fui acometido por uma modorra. Outros que o façam, não posso ser sempre eu. Ainda me vão acusar, como de costume, de atacar e agredir a Igreja, de a dividir e a escavacar; de ser mais cruel que Herodes, mais furioso que Átila e mais escarnecedor do que Voltaire.

Não obstante, enquanto percorria a imprensa na linha (on line) permanecia em mim uma inquietação perplexa até que deparei com a resposta ideal que mostrava exemplarmente aquilo que queria dizer. Uma entrevista de um bispo manifestava com toda a clareza como andam a ser pastoreados os fiéis. Este afirma de viva voz aquilo que mais alguns outros pensam e comunicam embora, geralmente, de modo mais discreto[3].



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[1] Romanos, 12, 2

Removida propaganda abortista no México
promovida por falsas católicas

O município de Querétaro, no México removeu cinco grandes anúncios instalados em diversas zonas da cidade, parte de uma campanha de desinformação das autodenominadas "Católicas pelo Direito a Decidir" (CDD) que, manipulando o Código de Direito Canónico, pretendem apresentar "excepções" em que o aborto não seria penalizado com a excomunhão.
Esta manipulação foi explicada pelo Bispo de San Cristóbal de Las Casas, Dom Felipe Arizmendi, que advertiu que as CDD interpretaram tendenciosamente o cânon 1323 do Código de Direito Canónico, que "contém uma série de atenuantes, que exoneram não do pecado, mas sim da pena imposta pela legislação eclesiástica"."Este cânon exime do pecado do aborto? Não", advertiu o bispo. "Quando é livre e conscientemente provocado, o aborto é um acto intrinsecamente mau; é mal em si mesmo, pois é privar da vida a um ser humano, inocente e indefeso, que não é um injusto agressor. Pode haver isenção da pena de excomunhão, mas não do pecado", explicou.

CDD são contrárias à vida

As CDD pretendem enganar às mulheres católicas em diversos estados mexicanos.
Por sua parte, o Arcebispo de Guadalajara, Cardeal Juan Sandoval Iñiguez, também advertiu que este agrupamento anticatólico promove "a todo custo acções contra a vida".
Numa circular de 4 de Junho, o Cardeal alertou que "umas mulheres activistas que se denominam a si próprias «Católicas pelo direito a decidir», estão a usar todos os meios ao seu alcance para difundir, dizem elas, a doutrina da Igreja que permite o aborto". "Estas mulheres não são católicas" e trata-se na realidade de uma organização paga "por organismos internacionais empenhados em promover a todo custo acções contra a vida, sobretudo no terceiro mundo, tais como a pílula, ligações (de trompas), a homossexualidade e agora o aborto" um inocente para remediar algum outro mal".



segunda-feira, 28 de junho de 2010

Funcionário cala jogador de futebol inglês
entrevistado sobre sua fé católica

Um funcionário da Associação de Futebol da Inglaterra calou o avançado Wayne Rooney, estrela da equipe britânica que participou no Mundial África do Sul 2010, quando estava a ser entrevistado sobre sua fé católica.

Nos últimos dias, Rooney foi fotografado exibindo um terço durante os treinos. Num encontro com a imprensa, um jornalista perguntou por que razão o exibia.

Rooney respondeu: «Eu uso-o há quatro anos e vocês não vêem os treinos. Obviamente não o posso usar durante os jogos. É a minha religião».

Quando os jornalistas se dispunham a fazer-lhe outra pergunta sobre a sua fé, o chefe de relações públicas da AF, Mark Whittle, interrompeu Rooney dizendo «Nós não falamos sobre religião».

Segundo The Sunday Times, há algum tempo o jogador de futebol –- conhecido pela sua postura séria e jogo forte -– revelou numa série de televisão que «poderia ter sido sacerdote» porque desfrutou muito da sua educação religiosa que recebeu enquanto criança.

O jornal entrevistou o sacerdote Edward Quinn sobre o terço de Rooney. Este foi seu pároco em Croxteth, Liverpool, e presidiu ao seu matrimónio há dois anos.

O Padre Quinn pensa que o terço é um presente da sua esposa, pois ambos provêm de famílias com uma forte fé católica.

«Quando presidi ao seu matrimónio na Itália, todos os convidados receberam de presente um terço, pois o terço significa muito para eles», indicou o Pe. Quinn.

Conhecida actriz mexicana narra em teatro
conversão do médico «rei do aborto»

A actriz mexicana Laura Zapata, irmã da conhecida cantora Thalía, realizou a peça teatral Vida por Amor com o objectivo de as pessoas terem um pouquinho de consciência sobre o valor da vida humana, em qualquer das suas etapas.

A actriz lançou a obra consciente de que «não há nada melhor na vida que ser mãe. Vida por Amor é algo no que pensei durante muito tempo e agora que o público a recebeu tão bem, dá-me muita felicidade».

«Não sei como pagar os aplausos das pessoas, mas sobretudo que levem um pouquinho de consciência com isto. É muito triste ver que agora a mulher aborta sem pensar, havendo alternativas antes de desprezar uma vida».

A história baseia-se na vida e conversão do «Rei do aborto», Bernard Nathanson, que praticou quase 5 mil abortos nos Estados Unidos, incluindo o do seu próprio filho, e 75 mil sob seu mando; assim como na vida de Norma McCorvey, que, sob o pseudónimo de «Jane Roe» e alegando falsamente ter sido violada, conseguiu a legalização do aborto no em 1973.

              O Dr. Bernard Nathanson >>>



Requiem por Saramago

Padre Gonçalo Portocarrero de Almada

Não obstante as suas irreverências literárias,
nenhum cristão pode ficar indiferente
ante o passamento do Nobel português.

José Saramago morreu: paz à sua alma. Não obstante as suas reincidentes irreverências literárias, nenhum cristão, digno desse nome, pode ficar indiferente ante o passamento do Nobel português, sobretudo porque o divino Mestre encareceu aos seus discípulos o amor aos inimigos e não há dúvida que, muito embora os fiéis o não fossem dele, ele fez questão de o ser de Cristo e da Igreja.

O sincero pesar pelo seu desaparecimento, tanto mais penoso quanto carente, ao que parece, de qualquer indício de conversão, não quer dizer, como é óbvio, que se possa ignorar que a sua vida foi vivida na teoria e prática de uma ideologia anticristã. Por isso, seria despropositada, senão hipócrita, a pretensão de "baptizar" postumamente o finado militante comunista, num disparatado aproveitamento da sua notoriedade. Por isso também, seria incoerente que a Igreja oficialmente sufragasse a alma do defunto escritor, não porque não se possa e até se deva rezar por quem quer que seja, mas porque as exéquias cristãs só podem ser oficiadas aos fiéis católicos e José Saramago, decididamente, o não era. O seu a seu dono: dêem-se a cada qual as honras fúnebres que lhes são devidas, mas de acordo com as suas convicções e no lugar correspondente, também em nome do respeito devido à memória dos que já partiram.

Surpreende que, em ocasiões desta natureza, entre as carpideiras habituais do regime laico, se oiçam também algumas lamentações cristãs. Num desconcertante exercício de retórica, esses fiéis politicamente muito correctos fazem questão em homenagear a "coerência" do defunto. Mesmo ressalvando escrupulosamente as teses que o dito professou e viveu ao longo da sua vida, essas caridosas almas sentem como que uma irreprimível e pungente necessidade de elogiar a sua "postura", a sua "verticalidade", a "firmeza" das suas convicções e até, reverentemente, se dignam prestar culto à sua incensada "irreverência".

Ora a virtude ética não pode ser apreciada senão na relação com o correspondente valor, que a fundamenta: uma boa acção não é principalmente uma questão de atitude, mas a prática do bem. Quer isto dizer que a "coerência" no mal não é virtuosa, mas defeituosa e, nesse caso, o único comportamento moral digno de louvor é, obviamente, a rejeição do mal e a opção pela verdade e pelo bem. Se ter uma convicção contrária aos mais elementares princípios éticos é lamentável, muito pior é nela persistir toda a vida, porque se errar é humano, perseverar obstinadamente no mal é diabólico. A persistência é louvável no exercício do bem, mas é detestável na prática do mal: não atenua a responsabilidade moral do sujeito, antes a agrava, porque se a falta isolada merece indulgência e perdão, a consciente e voluntária obcecação no erro não é passível de tal compaixão.

Com Cristo foram crucificados dois ladrões: um converteu-se à hora da morte e a Igreja venera-o como santo, porque Jesus lhe prometeu dar, naquele mesmo dia, a glória do céu. Do outro não consta que se tenha emendado, pelo que passou à História como o "mau ladrão". Não faria sentido louvar a sua impenitência final à conta da sua "coerência" no mal, quando a única acção que o poderia ter salvo era o corajoso reconhecimento da sua culpa.
José Saramago morreu. Queira Deus que não tenha comparecido impenitente ante a Face que perdoa os contritos de coração. Paz à sua alma.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

SOMOS NÓS, SOMOS MUITOS, SOMOS DE DEUS

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terça-feira, 15 de junho de 2010

Carta de Nuno Morgado a Bagão Félix

13.6.2010

Dr. Bagão Félix,
Na presente situação política, em que encontramos um parlamento e um presidente da república indiferentes ou impassíveis no que concerne à defesa dos bons costumes, e concludentemente às questões éticas essenciais, nas quais deve assentar a construção da nação, se queremos um futuro interessante para os nossos filhos precisamos de reagir com todo o vigor e empenho.
Tenho assistido com interesse ao elevar do seu nome em múltiplos sectores da sociedade como alguém que se poderia apresentar como alternativa a esta apatia e falta de visão que caracteriza muitos dos nossos políticos, em particular muitos dos líderes em funções.
Conhecemos as limitações e poderes do Presidente da República, mas também sabemos que é o mais alto magistrado da nação e ter um Presidente consistente, com uma visão para Portugal e de elevada estatura moral, é por si só um contributo da maior relevância para um Portugal melhor.
Interrogo-me qual a medida da sua insatisfação e inconformismo. Sei que tem um profundo espírito serviço ao Portugal que amamos e que temos a responsabilidade de deixar melhor do que encontrámos mas que, como vão as coisas, estamos a deixar em matéria de costumes, bem pior do que o encontrámos. Por estas razões venho-lhe solicitar que se candidate, sem temor, a Presidente da República. Precisamos de líderes que se diferenciam pela ausência de cálculo político, que agem pelas suas convicções independentemente do resultado. Se a história de Portugal não estivesse cheia de homens destes, hoje não pensaríamos em português.
Espero sinceramente poder votar Bagão Félix nas próximas presidenciais.
Com os meus melhores cumprimentos,
Nuno Gonçalves Morgado

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Nuno Gonçalves Morgado foi um dos organizadores da manifestação contra os chamados «casamentos» entre invertidos (NDR).



25 anos de adesão de Portugal à União Europeia

D. Amândio José Tomás, Bispo Coadjutor de Vila Real

Há já 25 anos que Portugal aderiu à União Europeia, que nasceu há mais de meio século como projecto de paz, liberdade e respeito da dignidade das pessoas e nações, em prol do bem estar dos Estados aderentes e abertos à partilha solidária. A União de livre circulação de pessoas e bens não se entende, sem o reconhecimento das raízes e valores cristãos, que, segundo os Pais Fundadores, Schuman, De Gasperi, Adenauer e outros, constituem o seu alicerce e a sua alma. A Europa não pode nem deve esquecer a sua origem. Ela não é pura unificação político-económica, mas síntese de valores herdados e partilhados, em paz, na liberdade e na solidariedade.

A celebração dos vinte e cinco anos da adesão de Portugal deve servir para tomar mais consciência da grandeza do projecto em que estamos embarcados, do que há a corrigir e melhorar, cientes de que a Europa não é só a comunidade, da qual se auferem as vantagens económicas, esquecendo deveres e contra-partidas, mas é, antes de mais, comunhão de vontades e esforços, salvaguarda de valores, respeito e humanidade, na promoção do bem comum, sem revanchismos, vinganças, egoísmos desenfreados e ideias hegemónicas, que sempre levaram à catástrofe.

A Europa nasceu após a tragédia de 2 conflitos mundiais. A Declaração de Schuman, de 1950, propôs a via do progresso e da paz, acabou com o círculo vicioso da retaliação e ódio entre as nações europeias. Desconhecer isso é um erro histórico e um perigo, que leva o projecto europeu a ruir como um castelo de cartas. A Europa prega e alimenta o ideal de liberdade, igualdade e democracia e ainda bem. São uma conquista cristã, com o substrato grego da vida pública e elite dos homens livres, mas não dos escravos, amalgamado com direito romano e contributo do liberalismo iluminista. A democracia, sem verdade que a ilumine e sustente, como mera democracia relativista e irracional e hoje sem fundamentação, conduz à ruína, é auto-fágica, devora-se a si mesma, como dizia Platão, pois até Hitler foi eleito democraticamente! O projecto europeu desligado da verdade cristã e do amor, do respeito, igualdade e solidariedade que o explicam e sustentam, ameaça também uma derrocada iminente, se não o alicerçarmos.

As ideologias pagãs nazi e comunista não conduziram ao paraíso terrestre mas aos fornos crematórios, campos de concentração e desrespeito da dignidade humana. O mal espreita sempre a condição humana se não estamos atentos a debelar os perigos. Que o paganismo das ideologias do século XX não devore agora o sonho europeu!

“Relativismo, laicismo, cientismo e o que hoje é colocado, em lugar da fé, são venenos e não antídotos. Eles agridem o corpo já doente, não são anti-corpos que o defendam”, reconhece Marcelo Pera, não crente confesso, que explica porque devemos agir como culturalmente cristãos e, como dizia Pascal aos amigos incrédulos, viver como se Deus existisse, numa Europa, que nasceu e foi plasmada por valores cristãos, que são a base do pensamento moderno e do seu ideal ético e sem os quais ela não se aguenta.

Os teóricos do liberalismo e do iluminismo, como John Locke, Thomas Jefferson e Kant exaltaram a liberdade e a razão humana, mas solidamente baseados, na lei natural, no desejo de adesão ao bem e à verdade, dentro dos limites duma ética natural e cristã.

Os Europeus, crentes ou não, deveriam reconhecer o contributo benéfico da herança cristã, sem se envergonharem dos valores que presidiram ao nascimento da Europa e da cultura ocidental. São, aliás, não cristãos, como Weiler e Benedetto Croce, os que enaltecem o valor do cristianismo, do ponto de vista civil, humano e social. Chegou, pois, a hora de acordar e afirmar, sem vergonha e com coragem, o contributo cristão, o direito à vida e dignidade da pessoa humana, direito prévio, inalienável e imperecível e o direito à liberdade, à solidariedade, à educação e ao uso dos bens, com um destino universal. Reafirmemos estes direitos, no ano em que a União Europeia propôs 2010, como “Ano de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social”.

O cristianismo fundiu, em síntese admirável, razão e eunomia gregas, direito romano e a Revelação judaico-cristã, à luz do mistério da cruz de Cristo, que originou a maior revolução mundial não violenta, tornando os homens e mulheres iguais e irmãos. A civilização ocidental assenta assim em três colinas, na Acrópole de Atenas, no Capitólio de Roma e no Monte Calvário de Jerusalém, como disse Theodor Heuss, presidente da República Federal da Alemanha, após a catástrofe da segunda guerra mundial.

(D. Amândio José Tomás, Bispo Coadjutor de Vila Real, é Delegado da CEP para a Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia)





 

Bento XVI: «O cristianismo permitiu
que a Europa compreendesse a liberdade,
a responsabilidade e a ética»

Ao receber aos participantes da reunião do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa, o Papa Bento XVI insistiu na importância do cristianismo e assegurou que marginá-lo "contribuirá para amputar o nosso continente do manancial fundamental que o nutre incansavelmente e que contribui para a sua verdadeira identidade".

O Santo Padre explicou aos funcionários que, em si mesmo, economia e finanças, não existem porque são apenas meios úteis.

"O seu único fim é a pessoa humana e a realização plena de sua dignidade. Este é o único capital que deverá ser salvo" nas crises, indicou e recordou que este capital humano, encontra-se na dimensão espiritual das pessoas.

"O cristianismo permitiu que a Europa compreendesse o que é a liberdade, a responsabilidade e a ética."
Bento XVI indicou que o cristianismo é a fonte dos valores espirituais e morais que são o património comum dos povos europeus, valores aos quais os Estados-membros do Conselho da Europa manifestaram a sua adesão inquebrável no Preâmbulo ao Estatuto do Conselho da Europa.







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Dura crítica à lei que protegeria animais
mas não embriões humanos na Europa

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A Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia (COMECE) criticou duramente un projecto da directiva da União Europeia que pretende proteger os animais em investigações científicas, mas que deixaria desprotegidos e totalmente disponíveis para realizar experiências com eles os embriões humanos.

Os prelados de Europa assinalaram que "as experiências realizadas a partir de células estaminais embrionárias humanas não devem ser considerados uma alternativa às experiências com animais. Existe o perigo de diluir a diferença entre animal e ser humano".

Os prelados pedem um debate honesto e aberto sobre as alternativas científicas "assim como sobre o assunto ético fundamental, que é o de saber se a nossa sociedade prefere destruir e instrumentalizar embriões humanos para reduzir o número de experiências científicas com animais".









O mundo necessita de sacerdotes convertidos,
não de engenheiros eclesiásticos

O Arcebispo de Colónia, Cardeal Joaquim Meisner, recordou aos sacerdotes dos cinco continentes que para um presbítero não pode haver algo mais importante do que a conversão do próprio coração porque só assim cumprirá com sua missão de transmitir a Cristo.

O Cardeal fez a meditação "Conversão e Missão" perante quatro mil presbíteros de todo o mundo reunidos na basílica de São Paulo Extramuros, uma das três sedes do Encontro Internacional com o qual termina o Ano Sacerdotal.

Para o Cardeal não basta querer "fazer apenas correcções às estruturas de nossa Igreja, para poder fazer um show mais atractivo. Não é suficiente! O que se precisa é uma mudança de coração, do meu coração. Só um Paulo convertido podia mudar o mundo, não um engenheiro de estruturas eclesiásticas".

"Um sacerdote que não fica com frequência no outro lado da grade do confessionário sofre um dano permanente na sua alma e na sua missão". Acrescentou que "aqui vemos sem dúvida uma das principais causa" das múltiplas crises do sacerdócio nos últimos cinquenta anos.

"Quando o sacerdote deixa o confessionário, entra numa grave crise de identidade."

"Estar aí, em ambos os lados da grade do confessionário, permite-nos, através de nosso testemunho, fazer que Cristo seja percebido pelas pessoas. Para perdoar de verdade, necessitamos muito amor. O único perdão que realmente podemos dar é o que recebemos que Deus", acrescentou.






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D. Manuel Linda, Bispo Auxiliar de Braga:
Portugueses devem envolver-se na vida política

D. Manuel Linda, Bispo Auxiliar de Braga, apelou, este domingo, ao envolvimento dos cristãos na vida política.

O prelado, que falava na homilia da missa que encerrou a peregrinação internacional aniversaria de Junho, em Fátima, relembrou que, para recuperar os valores humanistas do evangelho, os cristãos têm de se envolver na causa pública.

D. Manuel Linda exortou os cristãos ao envolvimento na vida política sublinhando que “a igreja não lhe recomenda algum modelo ou algum partido, mas lembra-lhe as fundamentais exigências éticas que perpassam pela Bíblia”.

Para o Bispo Auxiliar de Braga, “não chega uma vaga religiosidade mesmo que esta passe por uma ocasional visita a um santuário. É preciso sentir-se membro da Igreja e participar da sua vida e das suas actividades”.




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D. Jorge Ortiga pede aos cristãos
que levem Deus à sociedade

O Arcebispo de Braga apelou ontem a todos os cristãos para que não fiquem instalados no seu egoísmo e se sintam convocados a colocar Deus no coração das famílias e no coração da sociedade.

Este apelo de D. Jorge Ortiga foi feito durante a celebração da eucaristia a que presidiu na pequena capela de Santo António, no centro da cidade de Vila Nova de Famalicão.







segunda-feira, 14 de junho de 2010

Terá Cavaco realmente surpreendido?
Que tem a propor em alternativa
a suposta elite política católica?
Que pretendem realmente os seus membros?

Heduíno Gomes

Estamos cansados de saber e repetir que somos presididos e governados por gente sem ética e sem vergonha. Por uma «canalhocracia», como sabiamente diria D. Pedro V. Pobre Portugal.

São muitas as manifestações de indignação com tudo o que se passa. Mas esta do «católico» Cavaco promulgar a lei dos «casamentos» entre invertidos provocou uma especial onda de indignação entre os católicos. É bom que manifestem indignação.

Indignação, sim. Surpresa, não. Para quem tenha estado atento às políticas de Cavaco durante os seus governos e quisesse ver o que se passava, não constitui qualquer novidade: foi apenas mais uma peça no seu extenso rol de oportunismos a caminho da Presidência da República e agora da sua permanência lá por mais cinco anos. Por caminhos nada limpos.*

Mas, desta vez, a sua falta de pudor torna-se particularmente chocante: no dia 14 de Maio despede-se do Papa com aquele discurso épico e três dias depois logo lhe crava um punhal nas costas com a tal promulgação obscena.


Falta de coerência com a sua expressão de católico, como muito bem foi dito? Mas quando é que a terá tido na sua vida política?

Contradições nas justificações que apresenta para o acto obsceno, como muito bem foi dito? Mas quando é que não terá sido contraditório?

As iniciativas de protesto, vindas principalmente dos meios católicos, são várias e louváveis, embora saibamos que os protestos não vão mudar nem a ética nem a estratégia pessoalista de Cavaco, nem, de imediato, o rumo dos acontecimentos. Mas, além de alertarem as pessoas, permitem a quem protesta exercitar-se civicamente. É bom. A pessoa luta pela verdade, envolve-se e toma ela própria mais responsabilidade social.

Por mim, repito, todas essas iniciativas de protesto são louváveis e positivas. Mas estão longe de constituir a acção essencial e necessária.


Afinal, o que pretende
a suposta elite política católica?

A acção essencial e necessária é a acção política concertada dos católicos tendo como meta governar a cidade – todos os dias, todas as horas, todos os instantes.

Contudo, curiosamente, em muitos meios católicos, predomina a ideia contrária, sabe-se lá alimentada por quem, do Além e do Aquém...



Quando se diz que é preciso que exista uma elite política católica no terreno, como já aconteceu em tempos do século XX, invoca-se a virgindade da santidade, não miscível com essa porcaria da política e dos partidos. Nada de misturas com os pecadores!

Quando se diz que é preciso pensar na estratégia e na táctica católicas, contrapõe-se a navegação à vista, o espontaneísmo, e, para justificá-lo, a pluralidade dos membros da Igreja. Nada de clareza de objectivos nem de compromissos de cada um!

Quando se diz que é preciso organização, elogia-se o protagonismo do sujeito, o individualismo. Nada de stalinismos!

Quando se diz que é preciso concertação da acção, opta-se pela pulverização de forças. Nada de unidade segundo um plano comum!

Quando se diz que é preciso dedicação, prefere-se o comodismo. Nada de obrigações!

Quando se diz que é preciso afirmar a verdade, discursa-se o cinzentismo. Nada de politicamente incorrecto!

Quando se diz que é preciso frontalidade, opõe-se-lhe o maneirismo e a linguagem cifrada. Nada de clareza nem de indelicadeza com o inimigo!

Quando se diz que é preciso abrir os olhos para compreender a política do inimigo, lança-se a poeira da suposta esperteza. Nada de ciência e experiência políticas!

Quando se diz que é preciso coragem, deserta-se. Nada de dever de combate!

Quando se diz que é preciso agir, invoca-se que o Espírito Santo tudo resolverá. Nada de dever terreno!

E, aqui e agora, quando se diz que é preciso apresentar uma candidatura à Presidência da República para, em tempo de antena e movimentações populares, propor aos Portugueses uma alternativa cristã, e assim, pelo menos, contribuir para lhes abrir as perspectivas e prepará-los para os combates que se seguem, respondem os mesmos senhores que não vão porque é difícil ganhar... Nada de ir à luta sem ser para tirar proveitos pessoais imediatos e honrarias!


Afinal, com quem podem os Portugueses contar?

Que pastores são estes que conduzem desta maneira o rebanho?

Não, não é desta pseudo-elite política, eventualmente cumpridora formal de todos os preceitos e sacramentos da Igreja e ainda mais alguns, que os católicos e os Portugueses em geral precisam.

Não, obrigado!

Por comportamentos destes ao longo de anos e anos, aí temos um Presidente «católico» que, sem escrúpulos, faz o que pensa ser bom para a sua própria carreira política – o que afinal sempre fez – e completa com desculpas esfarrapadas aquilo que fazem os inimigos da moral e da família. Um Presidente «católico» que debita o tal discurso a Bento XVI e logo faz o contrário. E uma suposta elite política católica que não via ou fingia não ver o que sempre foi o verdadeiro católico Cavaco.

Efectivamente, será novidade tal obscenidade vir de Cavaco?

Que fez ele durante os seus dez anos de Governo senão minar os valores da família e a moral através da promoção do feminismo, no seu partido e com o Estado, da desautorização dos pais, da destruição do pudor via televisões (quer a RTP, completamente governamentalizada, e portanto perfeitamente controlável**, quer as privadas, a quem concedeu licenciosas licenças de exploração)?


Que se poderia esperar de um tecnocrata, isto é, de um pragmatista, utilitarista e amoralista? (Claro que estas coisas demasiado eruditas não vêm nos livros de contabilidade e ele, que apenas esses conhece, não sabe o que são; mas, na prática, ele encarna estes conceitos.)

E, para complementar, não esquecer que temos uma Primeira-Dama que se diz do centro-esquerda. Não duvidemos, pois onde a falta de referências se cruza com a hipocrisia e a ignorância, tudo é possível.

Com espírito de reconciliação e unidade, façamos umas perguntas àqueles que, a tempo, foram alertados para a fraude Cavaco, tendo rotulado de «exageros» os alertas e preferido apostar no dito cavalo. Já pensaram bem nas causas profundas que realmente vos levaram a não ouvir os alertas? Não perceberam os alertas ou era-lhes mais conveniente contemporizar com a mentira?


Quem quiser que faça um exame de consciência. Está sempre a tempo de corrigir a atitude e agir na sociedade como católico activo para construir a alternativa verdadeiramente cristã para Portugal. Está sempre a tempo de deixar de agir como um desnorteado ou simples cumpridor formal dos preceitos da Igreja. É o que lhes pede o vosso Papa Bento: «Moldar a terra à imagem do céu».

Estarão dispostos, a partir de agora, a reconhecer e a não repetir os mesmos erros?

Quererão integrar, a partir de agora, a verdadeira elite política católica?

Poderão, a partir de agora, os Portugueses contar convosco?

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*  Ver Dez Anos de Cavaquismo – Breve Balanço da Catástrofe Tecnocrática. 1995. Reedição em 2005 por Lusitânia Expresso.

** O único aspecto de controlo da RTP que interessava a Cavaco era a propaganda directa de si próprio e do seu Governo. Quanto ao resto, era irresponsavelmente entregue aos Carlos Cruz, Marias Elisas, Júlios Isidros e quejandos, que se encarregavam de injectar o veneno político, cultural e moral. O bloco de Esquerda e os Sócrates podem agradecer aos governos de Cavaco a mentalização de muitos portugueses para aceitarem o que hoje aceitam no campo moral. Quando, num Conselho Nacional do PPD-PSD, levantei o problema da pouca-vergonha da programação da RTP, apercebi-me do sorriso (de quê?) da «elite» cavaquista sentada na primeira fila, entre a qual Eurico de Melo. Pudera.




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