quarta-feira, 7 de julho de 2010

Saramago segundo Nosso Senhor













Rodrigo Emílio

Est' ano Senhora trago
Comigo um pesado encargo
Intenção extra e concisa:
A de orar por Saramago
Que coitado bem precisa

Não tivesse Cristo-Rei
Um tão imenso fair-play
E já irmão Saramago
Agora teria pago
Com juro e língua de palmo
O seu sacrílego salmo…

José Saramago, visto
Ao vivo por Jesus Cristo…
Saramago o escritor
Biografadinho e descrito
Segundo Nosso Senhor:
Havia de ser bonito!...

O que salva é Cristo-Rei
Ter um tão grande fair-play
Quando não Virgem Maria
Esse Evangelho vermelho
Onde é que já não estaria

Proponho assim, por descargo
- Como quem dá a camisa -
Rezarmos por Saramago
Que bem precisa coitado…!
Mãe dos Céus, Oh se precisa.

[ Moldar a Terra dedica a republicação deste poema
a uns certos padres muito culturais
que quase morrem de amores por Saramago
e lhe fazem os maiores elogios. ]



Papa anuncia a criação de novo Conselho Pontifício

O novo Conselho Pontifício da Cúria Romana tem como finalidade promover a Nova Evangelização

Bento XVI anunciou a criação de um novo «ministério» da Cúria Romana, o Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, com o objectivo de combater um “eclipse do sentido de Deus” que está a atingir a sociedade, em particular no mundo ocidental.

“Decidi criar um novo organismo, na forma de Conselho Pontifício, com a tarefa principal de promover a renovada evangelização nos Países onde já ressoou o primeiro anuncio da fé e estão presentes Igrejas de antiga fundação, mas que estão a viver uma progressiva secularização da sociedade e uma espécie de eclipse do sentido de Deus”. Esta era uma decisão aguardada há algum tempo

" Igreja é no mundo uma imensa força renovadora, não certamente graças às suas forças, mas pela força do Evangelho, onde sopra o Espírito Santo de Deus, o Deus criador e redentor do mundo”. “Também o homem do terceiro milénio deseja uma vida autêntica e plena, precisa de verdade, de liberdade profunda, de amor gratuito”. Bento XVI lembrou as regiões do mundo onde “o Evangelho lançou raízes há muito tempo, dando lugar a uma tradição cristã, mas onde nos últimos séculos - com dinâmicas complexas –o processo de secularização produziu uma grave crise do sentido da fé cristã e da pertença à Igreja”.



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Testemunho do futebolista Kaká

Ricardo Izecson dos Santos Leite, mais conhecido como Kaká, campeão da Europa e do mundo com o Milão em 2007, recebeu a Bola de Ouro e também o título da FIFA de Melhor Jogador do Mundo.
Em quatro anos, desde que foi campeão do mundo com o Brasil em 2002, ganhou todos os títulos possíveis a nível colectivo e individual com que sonha qualquer futebolista, porém com um atributo especial: a sua fé em Deus.
Quando recebeu o reconhecimento como futebolista do ano, o avançado brasileiro do Milão disse emocionado: "Hoje é um dia muito especial para mim, porque quando eu era pequeno sonhava em tornar-me futebolista profissional em São Paulo e jogar pelo menos uma partida com a selecção, mas a Bíblia diz que Deus tem mais para nós do que podemos pensar ou querer. Isso foi exactamente o que aconteceu na minha vida”; Desta forma deixou transparecer a sua convicção evangélica. Sem sombra de dúvida o futebolista galardoado revelou que o segredo do seu reconhecido êxito, tem um fundo espiritual atribuído à sua fé em Deus, porque, dando mostras de um amplo conhecimento bíblico, repetiu quase textualmente o versículo bíblico expresso pelo Apóstolo São Paulo que disse: "Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém"
Isto demonstra que para o craque carioca o seu êxito não dependeu somente da sua força física ou da sua preparação técnica, e muito menos do seu estado anímico, mas sim de um profundo sentimento religioso, de uma força espiritual que existe dentro do seu ser.
Por isso, Kaká entende que o valor associado ao êxito e às nossas aspirações dependerá antes de mais de outro factor: “A medida ou magnitude do poder de Deus que deixemos actuar em nós.”



Mais um artigo fatal

Bernardo Motta
 
Frei Bento Domingues, em defesa da sua teologia dissidente, invoca incessantemente o Concílio Vaticano II. Desse modo, ele procura alicerçar a sua teologia pessoal na teologia da Igreja, mormente na do Concílio.
Para elucidar a falsidade deste argumento de Frei Bento, nada como comparar a sua posição pessoal com as decisões do próprio Concílio.
 

Primeiro, fala Frei Bento:
« Quem viveu de forma consciente a época anterior ao Concílio e a comparar com os gestos e os documentos do Vaticano II não pode deixar de se espantar com a revolução cultural que eles significam. (…) Depressa surgiu, neste clima, um documento fatal – a Humanae Vitae (1968) – acerca da concepção ética da vida sexual de solteiros e casados. (…) Volto, porém, ao primeiro ponto deste texto, à maior redescoberta da eclesiologia do Vaticano II: a hierarquia não é a Igreja. A hierarquia é um serviço indispensável à Igreja, na Igreja de todos.»

Agora, deixemos falar o Concílio:
« O ministério episcopal de ensinar
25. Entre os principais encargos dos Bispos ocupa lugar preeminente a pregação do Evangelho (75). Os Bispos são os arautos da fé que para Deus conduzem novos discípulos. Dotados da autoridade de Cristo, são doutores autênticos, que pregam ao povo a eles confiado a fé que se deve crer e aplicar na vida prática; ilustrando-a sob a luz do Espírito Santo e tirando do tesoiro da revelação coisas novas e antigas (cfr. Mt. 13,52), fazem-no frutificar e solicitamente afastam os erros que ameaçam o seu rebanho (cfr. 2 Tim. 4, 1-4). Ensinando em comunhão com o Romano Pontífice, devem por todos ser venerados como testemunhas da verdade divina e católica. E os fiéis devem conformar-se ao parecer que o seu Bispo emite em nome de Cristo sobre matéria de fé ou costumes, aderindo a ele com religioso acatamento. Esta religiosa submissão da vontade e do entendimento é por especial razão devida ao magistério autêntico do Romano Pontífice, mesmo quando não fala ex cathedra; de maneira que o seu supremo magistério seja reverentemente reconhecido, se preste sincera adesão aos ensinamentos que dele emanam, segundo o seu sentir e vontade; estes manifestam-se sobretudo quer pela índole dos documentos, quer pelas frequentes repetições da mesma doutrina, quer pelo modo de falar. » - Constituição Dogmática “Lumen Gentium”.
A contradição é evidente: quando Frei Bento chama “documento fatal” à encíclica “Humanae Vitae” do Papa Paulo VI, ele está em contradição com o que a Constituição Dogmática “Lumen Gentium” afirma sobre o ministério episcopal de ensinar, em particular sobre a necessidade de prestar “sincera adesão aos ensinamentos” do ministério petrino.
De nada vale, como se constata lendo a “Lumen Gentium”, discutir se a “Humanae Vitae” é ou não doutrina infalível. Todo o católico digno desse nome deve aceitar todos os ensinamentos doutrinais e morais do magistério petrino, sejam eles formalmente declarados infalíveis ou não, e só poderá dissentir do Santo Padre em questões que não tenham a ver com a doutrina ou com a moral. Ora, claramente, a sexualidade humana cai na esfera da moral, e portanto na esfera do ensinamento petrino. A “Humanae Vitae” deve ser aceite por todos os católicos.
Frei Bento, se é católico, deve aceitar a “Humanae Vitae”. Logo, não pode apelidá-la de “documento fatal”. E não se argumente que os ensinamentos vertidos na “Humanae Vitae” ainda estão em aberto para discussão teológica: não estão. O Santo Padre, Papa Pio XII, foi bastante claro nessa matéria, no ponto 20 da sua encíclica “Humani Generis”:
 
«20. Nem se deve crer que os ensinamentos das encíclicas não exijam, por si, assentimento, sob alegação de que os sumos pontífices não exercem nelas o supremo poder de seu magistério. Entretanto, tais ensinamentos provêm do magistério ordinário, para o qual valem também aquelas palavras: "Quem vos ouve a mim ouve" (Lc 10,16); e, na maioria das vezes, o que é proposto e inculcado nas encíclicas, já por outras razões pertence ao património da doutrina católica. E, se os romanos pontífices em suas constituições pronunciam de caso pensado uma sentença em matéria controvertida, é evidente que, segundo a intenção e vontade dos mesmos pontífices, essa questão já não pode ser tida como objecto de livre discussão entre os teólogos.»
Ironicamente, Frei Bento, nas críticas que tece a outros católicos, acaba por se criticar a ele mesmo e aos seus congéneres ideológicos:
«Os grandes obstáculos vieram daqueles que se diziam a favor do Concílio e das suas reformas, mas para as contrariar.»
Na sua recusa de ensinamentos centrais ao Vaticano II, e enquanto se diz a favor desse Concílio, Frei Bento constitui um obstáculo de não pequena monta, dada a clara simpatia dos “media” pelos teólogos dissidentes, à prossecução dos objectivos do Vaticano II. Porque razão quer Frei Bento contrariar o Vaticano II, ao mesmo tempo que se diz a favor dele?

 
Ps: Uma extraordinária exposição do valor doutrinal da “Humanae Vitae”: http://www.ewtn.com/library/Theology/AUTHUMVT.HTM
_____________
 
In http://espectadores.blogspot.com/





 

Conclusões e conclusões

Nuno Serras Pereira, 26. 06. 2010

Hoje li um texto de um padre católico dissidente e infiel à Verdade e, portanto, ao Amor que a propósito de uma sondagem conclui que Magistério da Igreja está mal e errado porque não se conforma com a mentalidade deste mundo [1], a que uma grande parte dos católicos já aderiu. [2] Eu, pelo contrário, deduzi que uma parte significativa dos Pastores e Prelados não andam a fazer e a ensinar o que deviam. Logo senti um ímpeto para escrever e contra-argumentar. Porém, de imediato, fui acometido por uma modorra. Outros que o façam, não posso ser sempre eu. Ainda me vão acusar, como de costume, de atacar e agredir a Igreja, de a dividir e a escavacar; de ser mais cruel que Herodes, mais furioso que Átila e mais escarnecedor do que Voltaire.

Não obstante, enquanto percorria a imprensa na linha (on line) permanecia em mim uma inquietação perplexa até que deparei com a resposta ideal que mostrava exemplarmente aquilo que queria dizer. Uma entrevista de um bispo manifestava com toda a clareza como andam a ser pastoreados os fiéis. Este afirma de viva voz aquilo que mais alguns outros pensam e comunicam embora, geralmente, de modo mais discreto[3].



_________________

[1] Romanos, 12, 2

Removida propaganda abortista no México
promovida por falsas católicas

O município de Querétaro, no México removeu cinco grandes anúncios instalados em diversas zonas da cidade, parte de uma campanha de desinformação das autodenominadas "Católicas pelo Direito a Decidir" (CDD) que, manipulando o Código de Direito Canónico, pretendem apresentar "excepções" em que o aborto não seria penalizado com a excomunhão.
Esta manipulação foi explicada pelo Bispo de San Cristóbal de Las Casas, Dom Felipe Arizmendi, que advertiu que as CDD interpretaram tendenciosamente o cânon 1323 do Código de Direito Canónico, que "contém uma série de atenuantes, que exoneram não do pecado, mas sim da pena imposta pela legislação eclesiástica"."Este cânon exime do pecado do aborto? Não", advertiu o bispo. "Quando é livre e conscientemente provocado, o aborto é um acto intrinsecamente mau; é mal em si mesmo, pois é privar da vida a um ser humano, inocente e indefeso, que não é um injusto agressor. Pode haver isenção da pena de excomunhão, mas não do pecado", explicou.

CDD são contrárias à vida

As CDD pretendem enganar às mulheres católicas em diversos estados mexicanos.
Por sua parte, o Arcebispo de Guadalajara, Cardeal Juan Sandoval Iñiguez, também advertiu que este agrupamento anticatólico promove "a todo custo acções contra a vida".
Numa circular de 4 de Junho, o Cardeal alertou que "umas mulheres activistas que se denominam a si próprias «Católicas pelo direito a decidir», estão a usar todos os meios ao seu alcance para difundir, dizem elas, a doutrina da Igreja que permite o aborto". "Estas mulheres não são católicas" e trata-se na realidade de uma organização paga "por organismos internacionais empenhados em promover a todo custo acções contra a vida, sobretudo no terceiro mundo, tais como a pílula, ligações (de trompas), a homossexualidade e agora o aborto" um inocente para remediar algum outro mal".



segunda-feira, 28 de junho de 2010

Funcionário cala jogador de futebol inglês
entrevistado sobre sua fé católica

Um funcionário da Associação de Futebol da Inglaterra calou o avançado Wayne Rooney, estrela da equipe britânica que participou no Mundial África do Sul 2010, quando estava a ser entrevistado sobre sua fé católica.

Nos últimos dias, Rooney foi fotografado exibindo um terço durante os treinos. Num encontro com a imprensa, um jornalista perguntou por que razão o exibia.

Rooney respondeu: «Eu uso-o há quatro anos e vocês não vêem os treinos. Obviamente não o posso usar durante os jogos. É a minha religião».

Quando os jornalistas se dispunham a fazer-lhe outra pergunta sobre a sua fé, o chefe de relações públicas da AF, Mark Whittle, interrompeu Rooney dizendo «Nós não falamos sobre religião».

Segundo The Sunday Times, há algum tempo o jogador de futebol –- conhecido pela sua postura séria e jogo forte -– revelou numa série de televisão que «poderia ter sido sacerdote» porque desfrutou muito da sua educação religiosa que recebeu enquanto criança.

O jornal entrevistou o sacerdote Edward Quinn sobre o terço de Rooney. Este foi seu pároco em Croxteth, Liverpool, e presidiu ao seu matrimónio há dois anos.

O Padre Quinn pensa que o terço é um presente da sua esposa, pois ambos provêm de famílias com uma forte fé católica.

«Quando presidi ao seu matrimónio na Itália, todos os convidados receberam de presente um terço, pois o terço significa muito para eles», indicou o Pe. Quinn.

Conhecida actriz mexicana narra em teatro
conversão do médico «rei do aborto»

A actriz mexicana Laura Zapata, irmã da conhecida cantora Thalía, realizou a peça teatral Vida por Amor com o objectivo de as pessoas terem um pouquinho de consciência sobre o valor da vida humana, em qualquer das suas etapas.

A actriz lançou a obra consciente de que «não há nada melhor na vida que ser mãe. Vida por Amor é algo no que pensei durante muito tempo e agora que o público a recebeu tão bem, dá-me muita felicidade».

«Não sei como pagar os aplausos das pessoas, mas sobretudo que levem um pouquinho de consciência com isto. É muito triste ver que agora a mulher aborta sem pensar, havendo alternativas antes de desprezar uma vida».

A história baseia-se na vida e conversão do «Rei do aborto», Bernard Nathanson, que praticou quase 5 mil abortos nos Estados Unidos, incluindo o do seu próprio filho, e 75 mil sob seu mando; assim como na vida de Norma McCorvey, que, sob o pseudónimo de «Jane Roe» e alegando falsamente ter sido violada, conseguiu a legalização do aborto no em 1973.

              O Dr. Bernard Nathanson >>>



Requiem por Saramago

Padre Gonçalo Portocarrero de Almada

Não obstante as suas irreverências literárias,
nenhum cristão pode ficar indiferente
ante o passamento do Nobel português.

José Saramago morreu: paz à sua alma. Não obstante as suas reincidentes irreverências literárias, nenhum cristão, digno desse nome, pode ficar indiferente ante o passamento do Nobel português, sobretudo porque o divino Mestre encareceu aos seus discípulos o amor aos inimigos e não há dúvida que, muito embora os fiéis o não fossem dele, ele fez questão de o ser de Cristo e da Igreja.

O sincero pesar pelo seu desaparecimento, tanto mais penoso quanto carente, ao que parece, de qualquer indício de conversão, não quer dizer, como é óbvio, que se possa ignorar que a sua vida foi vivida na teoria e prática de uma ideologia anticristã. Por isso, seria despropositada, senão hipócrita, a pretensão de "baptizar" postumamente o finado militante comunista, num disparatado aproveitamento da sua notoriedade. Por isso também, seria incoerente que a Igreja oficialmente sufragasse a alma do defunto escritor, não porque não se possa e até se deva rezar por quem quer que seja, mas porque as exéquias cristãs só podem ser oficiadas aos fiéis católicos e José Saramago, decididamente, o não era. O seu a seu dono: dêem-se a cada qual as honras fúnebres que lhes são devidas, mas de acordo com as suas convicções e no lugar correspondente, também em nome do respeito devido à memória dos que já partiram.

Surpreende que, em ocasiões desta natureza, entre as carpideiras habituais do regime laico, se oiçam também algumas lamentações cristãs. Num desconcertante exercício de retórica, esses fiéis politicamente muito correctos fazem questão em homenagear a "coerência" do defunto. Mesmo ressalvando escrupulosamente as teses que o dito professou e viveu ao longo da sua vida, essas caridosas almas sentem como que uma irreprimível e pungente necessidade de elogiar a sua "postura", a sua "verticalidade", a "firmeza" das suas convicções e até, reverentemente, se dignam prestar culto à sua incensada "irreverência".

Ora a virtude ética não pode ser apreciada senão na relação com o correspondente valor, que a fundamenta: uma boa acção não é principalmente uma questão de atitude, mas a prática do bem. Quer isto dizer que a "coerência" no mal não é virtuosa, mas defeituosa e, nesse caso, o único comportamento moral digno de louvor é, obviamente, a rejeição do mal e a opção pela verdade e pelo bem. Se ter uma convicção contrária aos mais elementares princípios éticos é lamentável, muito pior é nela persistir toda a vida, porque se errar é humano, perseverar obstinadamente no mal é diabólico. A persistência é louvável no exercício do bem, mas é detestável na prática do mal: não atenua a responsabilidade moral do sujeito, antes a agrava, porque se a falta isolada merece indulgência e perdão, a consciente e voluntária obcecação no erro não é passível de tal compaixão.

Com Cristo foram crucificados dois ladrões: um converteu-se à hora da morte e a Igreja venera-o como santo, porque Jesus lhe prometeu dar, naquele mesmo dia, a glória do céu. Do outro não consta que se tenha emendado, pelo que passou à História como o "mau ladrão". Não faria sentido louvar a sua impenitência final à conta da sua "coerência" no mal, quando a única acção que o poderia ter salvo era o corajoso reconhecimento da sua culpa.
José Saramago morreu. Queira Deus que não tenha comparecido impenitente ante a Face que perdoa os contritos de coração. Paz à sua alma.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

SOMOS NÓS, SOMOS MUITOS, SOMOS DE DEUS

[Clique na imagem para visualizar o vídeo]

terça-feira, 15 de junho de 2010

Carta de Nuno Morgado a Bagão Félix

13.6.2010

Dr. Bagão Félix,
Na presente situação política, em que encontramos um parlamento e um presidente da república indiferentes ou impassíveis no que concerne à defesa dos bons costumes, e concludentemente às questões éticas essenciais, nas quais deve assentar a construção da nação, se queremos um futuro interessante para os nossos filhos precisamos de reagir com todo o vigor e empenho.
Tenho assistido com interesse ao elevar do seu nome em múltiplos sectores da sociedade como alguém que se poderia apresentar como alternativa a esta apatia e falta de visão que caracteriza muitos dos nossos políticos, em particular muitos dos líderes em funções.
Conhecemos as limitações e poderes do Presidente da República, mas também sabemos que é o mais alto magistrado da nação e ter um Presidente consistente, com uma visão para Portugal e de elevada estatura moral, é por si só um contributo da maior relevância para um Portugal melhor.
Interrogo-me qual a medida da sua insatisfação e inconformismo. Sei que tem um profundo espírito serviço ao Portugal que amamos e que temos a responsabilidade de deixar melhor do que encontrámos mas que, como vão as coisas, estamos a deixar em matéria de costumes, bem pior do que o encontrámos. Por estas razões venho-lhe solicitar que se candidate, sem temor, a Presidente da República. Precisamos de líderes que se diferenciam pela ausência de cálculo político, que agem pelas suas convicções independentemente do resultado. Se a história de Portugal não estivesse cheia de homens destes, hoje não pensaríamos em português.
Espero sinceramente poder votar Bagão Félix nas próximas presidenciais.
Com os meus melhores cumprimentos,
Nuno Gonçalves Morgado

---------

Nuno Gonçalves Morgado foi um dos organizadores da manifestação contra os chamados «casamentos» entre invertidos (NDR).



25 anos de adesão de Portugal à União Europeia

D. Amândio José Tomás, Bispo Coadjutor de Vila Real

Há já 25 anos que Portugal aderiu à União Europeia, que nasceu há mais de meio século como projecto de paz, liberdade e respeito da dignidade das pessoas e nações, em prol do bem estar dos Estados aderentes e abertos à partilha solidária. A União de livre circulação de pessoas e bens não se entende, sem o reconhecimento das raízes e valores cristãos, que, segundo os Pais Fundadores, Schuman, De Gasperi, Adenauer e outros, constituem o seu alicerce e a sua alma. A Europa não pode nem deve esquecer a sua origem. Ela não é pura unificação político-económica, mas síntese de valores herdados e partilhados, em paz, na liberdade e na solidariedade.

A celebração dos vinte e cinco anos da adesão de Portugal deve servir para tomar mais consciência da grandeza do projecto em que estamos embarcados, do que há a corrigir e melhorar, cientes de que a Europa não é só a comunidade, da qual se auferem as vantagens económicas, esquecendo deveres e contra-partidas, mas é, antes de mais, comunhão de vontades e esforços, salvaguarda de valores, respeito e humanidade, na promoção do bem comum, sem revanchismos, vinganças, egoísmos desenfreados e ideias hegemónicas, que sempre levaram à catástrofe.

A Europa nasceu após a tragédia de 2 conflitos mundiais. A Declaração de Schuman, de 1950, propôs a via do progresso e da paz, acabou com o círculo vicioso da retaliação e ódio entre as nações europeias. Desconhecer isso é um erro histórico e um perigo, que leva o projecto europeu a ruir como um castelo de cartas. A Europa prega e alimenta o ideal de liberdade, igualdade e democracia e ainda bem. São uma conquista cristã, com o substrato grego da vida pública e elite dos homens livres, mas não dos escravos, amalgamado com direito romano e contributo do liberalismo iluminista. A democracia, sem verdade que a ilumine e sustente, como mera democracia relativista e irracional e hoje sem fundamentação, conduz à ruína, é auto-fágica, devora-se a si mesma, como dizia Platão, pois até Hitler foi eleito democraticamente! O projecto europeu desligado da verdade cristã e do amor, do respeito, igualdade e solidariedade que o explicam e sustentam, ameaça também uma derrocada iminente, se não o alicerçarmos.

As ideologias pagãs nazi e comunista não conduziram ao paraíso terrestre mas aos fornos crematórios, campos de concentração e desrespeito da dignidade humana. O mal espreita sempre a condição humana se não estamos atentos a debelar os perigos. Que o paganismo das ideologias do século XX não devore agora o sonho europeu!

“Relativismo, laicismo, cientismo e o que hoje é colocado, em lugar da fé, são venenos e não antídotos. Eles agridem o corpo já doente, não são anti-corpos que o defendam”, reconhece Marcelo Pera, não crente confesso, que explica porque devemos agir como culturalmente cristãos e, como dizia Pascal aos amigos incrédulos, viver como se Deus existisse, numa Europa, que nasceu e foi plasmada por valores cristãos, que são a base do pensamento moderno e do seu ideal ético e sem os quais ela não se aguenta.

Os teóricos do liberalismo e do iluminismo, como John Locke, Thomas Jefferson e Kant exaltaram a liberdade e a razão humana, mas solidamente baseados, na lei natural, no desejo de adesão ao bem e à verdade, dentro dos limites duma ética natural e cristã.

Os Europeus, crentes ou não, deveriam reconhecer o contributo benéfico da herança cristã, sem se envergonharem dos valores que presidiram ao nascimento da Europa e da cultura ocidental. São, aliás, não cristãos, como Weiler e Benedetto Croce, os que enaltecem o valor do cristianismo, do ponto de vista civil, humano e social. Chegou, pois, a hora de acordar e afirmar, sem vergonha e com coragem, o contributo cristão, o direito à vida e dignidade da pessoa humana, direito prévio, inalienável e imperecível e o direito à liberdade, à solidariedade, à educação e ao uso dos bens, com um destino universal. Reafirmemos estes direitos, no ano em que a União Europeia propôs 2010, como “Ano de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social”.

O cristianismo fundiu, em síntese admirável, razão e eunomia gregas, direito romano e a Revelação judaico-cristã, à luz do mistério da cruz de Cristo, que originou a maior revolução mundial não violenta, tornando os homens e mulheres iguais e irmãos. A civilização ocidental assenta assim em três colinas, na Acrópole de Atenas, no Capitólio de Roma e no Monte Calvário de Jerusalém, como disse Theodor Heuss, presidente da República Federal da Alemanha, após a catástrofe da segunda guerra mundial.

(D. Amândio José Tomás, Bispo Coadjutor de Vila Real, é Delegado da CEP para a Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia)





 

Bento XVI: «O cristianismo permitiu
que a Europa compreendesse a liberdade,
a responsabilidade e a ética»

Ao receber aos participantes da reunião do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa, o Papa Bento XVI insistiu na importância do cristianismo e assegurou que marginá-lo "contribuirá para amputar o nosso continente do manancial fundamental que o nutre incansavelmente e que contribui para a sua verdadeira identidade".

O Santo Padre explicou aos funcionários que, em si mesmo, economia e finanças, não existem porque são apenas meios úteis.

"O seu único fim é a pessoa humana e a realização plena de sua dignidade. Este é o único capital que deverá ser salvo" nas crises, indicou e recordou que este capital humano, encontra-se na dimensão espiritual das pessoas.

"O cristianismo permitiu que a Europa compreendesse o que é a liberdade, a responsabilidade e a ética."
Bento XVI indicou que o cristianismo é a fonte dos valores espirituais e morais que são o património comum dos povos europeus, valores aos quais os Estados-membros do Conselho da Europa manifestaram a sua adesão inquebrável no Preâmbulo ao Estatuto do Conselho da Europa.







.

Dura crítica à lei que protegeria animais
mas não embriões humanos na Europa

[ Para ver integralmente o logotipo dinâmico,
clique sobre a imagem e espere ]

A Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia (COMECE) criticou duramente un projecto da directiva da União Europeia que pretende proteger os animais em investigações científicas, mas que deixaria desprotegidos e totalmente disponíveis para realizar experiências com eles os embriões humanos.

Os prelados de Europa assinalaram que "as experiências realizadas a partir de células estaminais embrionárias humanas não devem ser considerados uma alternativa às experiências com animais. Existe o perigo de diluir a diferença entre animal e ser humano".

Os prelados pedem um debate honesto e aberto sobre as alternativas científicas "assim como sobre o assunto ético fundamental, que é o de saber se a nossa sociedade prefere destruir e instrumentalizar embriões humanos para reduzir o número de experiências científicas com animais".









O mundo necessita de sacerdotes convertidos,
não de engenheiros eclesiásticos

O Arcebispo de Colónia, Cardeal Joaquim Meisner, recordou aos sacerdotes dos cinco continentes que para um presbítero não pode haver algo mais importante do que a conversão do próprio coração porque só assim cumprirá com sua missão de transmitir a Cristo.

O Cardeal fez a meditação "Conversão e Missão" perante quatro mil presbíteros de todo o mundo reunidos na basílica de São Paulo Extramuros, uma das três sedes do Encontro Internacional com o qual termina o Ano Sacerdotal.

Para o Cardeal não basta querer "fazer apenas correcções às estruturas de nossa Igreja, para poder fazer um show mais atractivo. Não é suficiente! O que se precisa é uma mudança de coração, do meu coração. Só um Paulo convertido podia mudar o mundo, não um engenheiro de estruturas eclesiásticas".

"Um sacerdote que não fica com frequência no outro lado da grade do confessionário sofre um dano permanente na sua alma e na sua missão". Acrescentou que "aqui vemos sem dúvida uma das principais causa" das múltiplas crises do sacerdócio nos últimos cinquenta anos.

"Quando o sacerdote deixa o confessionário, entra numa grave crise de identidade."

"Estar aí, em ambos os lados da grade do confessionário, permite-nos, através de nosso testemunho, fazer que Cristo seja percebido pelas pessoas. Para perdoar de verdade, necessitamos muito amor. O único perdão que realmente podemos dar é o que recebemos que Deus", acrescentou.






.
 
 
 
 
.

D. Manuel Linda, Bispo Auxiliar de Braga:
Portugueses devem envolver-se na vida política

D. Manuel Linda, Bispo Auxiliar de Braga, apelou, este domingo, ao envolvimento dos cristãos na vida política.

O prelado, que falava na homilia da missa que encerrou a peregrinação internacional aniversaria de Junho, em Fátima, relembrou que, para recuperar os valores humanistas do evangelho, os cristãos têm de se envolver na causa pública.

D. Manuel Linda exortou os cristãos ao envolvimento na vida política sublinhando que “a igreja não lhe recomenda algum modelo ou algum partido, mas lembra-lhe as fundamentais exigências éticas que perpassam pela Bíblia”.

Para o Bispo Auxiliar de Braga, “não chega uma vaga religiosidade mesmo que esta passe por uma ocasional visita a um santuário. É preciso sentir-se membro da Igreja e participar da sua vida e das suas actividades”.




.

D. Jorge Ortiga pede aos cristãos
que levem Deus à sociedade

O Arcebispo de Braga apelou ontem a todos os cristãos para que não fiquem instalados no seu egoísmo e se sintam convocados a colocar Deus no coração das famílias e no coração da sociedade.

Este apelo de D. Jorge Ortiga foi feito durante a celebração da eucaristia a que presidiu na pequena capela de Santo António, no centro da cidade de Vila Nova de Famalicão.







segunda-feira, 14 de junho de 2010

Terá Cavaco realmente surpreendido?
Que tem a propor em alternativa
a suposta elite política católica?
Que pretendem realmente os seus membros?

Heduíno Gomes

Estamos cansados de saber e repetir que somos presididos e governados por gente sem ética e sem vergonha. Por uma «canalhocracia», como sabiamente diria D. Pedro V. Pobre Portugal.

São muitas as manifestações de indignação com tudo o que se passa. Mas esta do «católico» Cavaco promulgar a lei dos «casamentos» entre invertidos provocou uma especial onda de indignação entre os católicos. É bom que manifestem indignação.

Indignação, sim. Surpresa, não. Para quem tenha estado atento às políticas de Cavaco durante os seus governos e quisesse ver o que se passava, não constitui qualquer novidade: foi apenas mais uma peça no seu extenso rol de oportunismos a caminho da Presidência da República e agora da sua permanência lá por mais cinco anos. Por caminhos nada limpos.*

Mas, desta vez, a sua falta de pudor torna-se particularmente chocante: no dia 14 de Maio despede-se do Papa com aquele discurso épico e três dias depois logo lhe crava um punhal nas costas com a tal promulgação obscena.


Falta de coerência com a sua expressão de católico, como muito bem foi dito? Mas quando é que a terá tido na sua vida política?

Contradições nas justificações que apresenta para o acto obsceno, como muito bem foi dito? Mas quando é que não terá sido contraditório?

As iniciativas de protesto, vindas principalmente dos meios católicos, são várias e louváveis, embora saibamos que os protestos não vão mudar nem a ética nem a estratégia pessoalista de Cavaco, nem, de imediato, o rumo dos acontecimentos. Mas, além de alertarem as pessoas, permitem a quem protesta exercitar-se civicamente. É bom. A pessoa luta pela verdade, envolve-se e toma ela própria mais responsabilidade social.

Por mim, repito, todas essas iniciativas de protesto são louváveis e positivas. Mas estão longe de constituir a acção essencial e necessária.


Afinal, o que pretende
a suposta elite política católica?

A acção essencial e necessária é a acção política concertada dos católicos tendo como meta governar a cidade – todos os dias, todas as horas, todos os instantes.

Contudo, curiosamente, em muitos meios católicos, predomina a ideia contrária, sabe-se lá alimentada por quem, do Além e do Aquém...



Quando se diz que é preciso que exista uma elite política católica no terreno, como já aconteceu em tempos do século XX, invoca-se a virgindade da santidade, não miscível com essa porcaria da política e dos partidos. Nada de misturas com os pecadores!

Quando se diz que é preciso pensar na estratégia e na táctica católicas, contrapõe-se a navegação à vista, o espontaneísmo, e, para justificá-lo, a pluralidade dos membros da Igreja. Nada de clareza de objectivos nem de compromissos de cada um!

Quando se diz que é preciso organização, elogia-se o protagonismo do sujeito, o individualismo. Nada de stalinismos!

Quando se diz que é preciso concertação da acção, opta-se pela pulverização de forças. Nada de unidade segundo um plano comum!

Quando se diz que é preciso dedicação, prefere-se o comodismo. Nada de obrigações!

Quando se diz que é preciso afirmar a verdade, discursa-se o cinzentismo. Nada de politicamente incorrecto!

Quando se diz que é preciso frontalidade, opõe-se-lhe o maneirismo e a linguagem cifrada. Nada de clareza nem de indelicadeza com o inimigo!

Quando se diz que é preciso abrir os olhos para compreender a política do inimigo, lança-se a poeira da suposta esperteza. Nada de ciência e experiência políticas!

Quando se diz que é preciso coragem, deserta-se. Nada de dever de combate!

Quando se diz que é preciso agir, invoca-se que o Espírito Santo tudo resolverá. Nada de dever terreno!

E, aqui e agora, quando se diz que é preciso apresentar uma candidatura à Presidência da República para, em tempo de antena e movimentações populares, propor aos Portugueses uma alternativa cristã, e assim, pelo menos, contribuir para lhes abrir as perspectivas e prepará-los para os combates que se seguem, respondem os mesmos senhores que não vão porque é difícil ganhar... Nada de ir à luta sem ser para tirar proveitos pessoais imediatos e honrarias!


Afinal, com quem podem os Portugueses contar?

Que pastores são estes que conduzem desta maneira o rebanho?

Não, não é desta pseudo-elite política, eventualmente cumpridora formal de todos os preceitos e sacramentos da Igreja e ainda mais alguns, que os católicos e os Portugueses em geral precisam.

Não, obrigado!

Por comportamentos destes ao longo de anos e anos, aí temos um Presidente «católico» que, sem escrúpulos, faz o que pensa ser bom para a sua própria carreira política – o que afinal sempre fez – e completa com desculpas esfarrapadas aquilo que fazem os inimigos da moral e da família. Um Presidente «católico» que debita o tal discurso a Bento XVI e logo faz o contrário. E uma suposta elite política católica que não via ou fingia não ver o que sempre foi o verdadeiro católico Cavaco.

Efectivamente, será novidade tal obscenidade vir de Cavaco?

Que fez ele durante os seus dez anos de Governo senão minar os valores da família e a moral através da promoção do feminismo, no seu partido e com o Estado, da desautorização dos pais, da destruição do pudor via televisões (quer a RTP, completamente governamentalizada, e portanto perfeitamente controlável**, quer as privadas, a quem concedeu licenciosas licenças de exploração)?


Que se poderia esperar de um tecnocrata, isto é, de um pragmatista, utilitarista e amoralista? (Claro que estas coisas demasiado eruditas não vêm nos livros de contabilidade e ele, que apenas esses conhece, não sabe o que são; mas, na prática, ele encarna estes conceitos.)

E, para complementar, não esquecer que temos uma Primeira-Dama que se diz do centro-esquerda. Não duvidemos, pois onde a falta de referências se cruza com a hipocrisia e a ignorância, tudo é possível.

Com espírito de reconciliação e unidade, façamos umas perguntas àqueles que, a tempo, foram alertados para a fraude Cavaco, tendo rotulado de «exageros» os alertas e preferido apostar no dito cavalo. Já pensaram bem nas causas profundas que realmente vos levaram a não ouvir os alertas? Não perceberam os alertas ou era-lhes mais conveniente contemporizar com a mentira?


Quem quiser que faça um exame de consciência. Está sempre a tempo de corrigir a atitude e agir na sociedade como católico activo para construir a alternativa verdadeiramente cristã para Portugal. Está sempre a tempo de deixar de agir como um desnorteado ou simples cumpridor formal dos preceitos da Igreja. É o que lhes pede o vosso Papa Bento: «Moldar a terra à imagem do céu».

Estarão dispostos, a partir de agora, a reconhecer e a não repetir os mesmos erros?

Quererão integrar, a partir de agora, a verdadeira elite política católica?

Poderão, a partir de agora, os Portugueses contar convosco?

-----------

*  Ver Dez Anos de Cavaquismo – Breve Balanço da Catástrofe Tecnocrática. 1995. Reedição em 2005 por Lusitânia Expresso.

** O único aspecto de controlo da RTP que interessava a Cavaco era a propaganda directa de si próprio e do seu Governo. Quanto ao resto, era irresponsavelmente entregue aos Carlos Cruz, Marias Elisas, Júlios Isidros e quejandos, que se encarregavam de injectar o veneno político, cultural e moral. O bloco de Esquerda e os Sócrates podem agradecer aos governos de Cavaco a mentalização de muitos portugueses para aceitarem o que hoje aceitam no campo moral. Quando, num Conselho Nacional do PPD-PSD, levantei o problema da pouca-vergonha da programação da RTP, apercebi-me do sorriso (de quê?) da «elite» cavaquista sentada na primeira fila, entre a qual Eurico de Melo. Pudera.




.

Não haverá mesmo homens rectos em Portugal?

José Jacinto Ferreira de Farias, scj


Ainda no avião, e no início da sua viagem a Portugal, Bento XVI declarou que a grande perseguição à Igreja "não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado na Igreja"[1], o pecado que os filhos da Igreja praticam. O mesmo Bento XVI declarou na celebração eucarística em Lisboa que nada destruirá a Igreja, nem sequer o pecado que no seu interior se pratica, porque ela, apesar de ter filhos pecadores, é santa, da santidade do seu esposo, Cristo, e da santidade dos santos, que são esses que, como disse Bento XVI, reflectem perfeitamente o rosto da Igreja: "A ressurreição de Cristo assegura-nos que nenhuma força adversa poderá jamais destruir a Igreja"[2].

Este pormenor é muito importante, que os jornalistas de propósito não consideraram, apontando logo o dedo para os outros, como se eles estivessem fora, e não participassem nem no pecado que se pratica na Igreja, se forem católicos (e muitos são pelo menos baptizados, e não viver de acordo com o baptismo já faz parte desse pecado de que fala o Papa) nem no que se pratica no mundo, o pecado do mundo, nesta cultura do terror e da morte que o homem provoca, mas que não pode parar. Deste pecado falou Bento XVI na homilia em Fátima, e já antes havia o denunciado na sua recente encíclica, A Caridade na Verdade (CV 75).

Na homilia no Porto o Papa interpelou os leigos a darem testemunho de Cristo no lugar em que se encontram no mundo, porque “se não fordes vós as suas testemunhas no próprio ambiente, quem o será em vosso lugar?"[3]. Ora quando se fala na corrupção em Portugal, os cristãos católicos têm grande responsabilidade nisso, e isso faz parte do pecado que se pratica na Igreja, que não pode por isso reduzir-se à sacristia e aos domínios do culto; quando elementos da hierarquia dizem que a Igreja não intervém em determinadas questões – as questões fracturantes - porque elas não são especificamente religiosas, também isso faz parte das omissões e dos silêncios que são o pecado que se pratica na Igreja e que é um dos seus grandes inimigos.

Onde estão os homens rectos que Bento XVI diz ser necessário existir para que em Portugal e no mundo possa construir-se a justiça e a paz? Na encíclica Caridade na Verdade recorda o Papa: "O desenvolvimento é impossível sem homens rectos, sem operadores económicos e homens políticos que sintam intensamente em suas consciências o apelo do bem comum" (CV 71). Quando o Presidente da República promulga leis que vão directamente contra o sentir comum da sociedade portuguesa e da moral católica, abdicando (por alegadas razões políticas) dos princípios nos quais diz pessoalmente acreditar, onde está o carácter, a rectidão, a firmeza que faz os homens grandes nos momentos cruciais da história? Infelizmente parece que já não há homens em Portugal, já não há pastores, e o rebanho encontra-se à mercê de mercenários sem escrúpulos, dispostos a vender a alma ao diabo!...



Como foi diferente a atitude dos Pastorinhos de Fátima: eles acolheram o convite do céu, feito pelo Anjo e Nossa Senhora para rezarem e se sacrificarem pela conversão dos pecadores para que as suas almas não fossem para o inferno; para repararem os pecados que estavam na origem dos males no mundo: as perseguições à Igreja e ao Papa, as guerras e devastações, o extermínio de tantas nações…; para oferecerem as suas vidas para consolarem Deus dos pecados que tanto O ofendiam e ao Coração Imaculado de Maria. E assim fizeram recentemente outras crianças: como aquele menino de cinco anos que disse à sua professora, nas vésperas de Natal, que queria o presépio na escola e não o pai-natal, pois este é o símbolo da coca-cola; ou aquele outro, de 10 anos, que, em obediência ao seu pai, se recusou a participar numa aula de educação sexual, porque o seu pai não tinha sido informado pela escola acerca dos programas e dos conteúdos da disciplina, de acordo com a lei!...

Os Pastorinhos e estes dois meninos mostraram ser homens de carácter e homens rectos. A salvação de Portugal passará por eles, e passaria por tantos outros que o egoísmo e a perversão de leis favorecem o seu precoce desaparecimento. Quem será que hoje responde aos apelos do céu a reparar e a consolar Deus, porque Ele está tão triste?
____________________

[1] BENTO XVI em Portugal, Discursos e Homilias (Lisboa: Paulinas 2010) 12.

[2] BENTO XVI, Discursos e Homilias, 27.

[3] BENTO XVI, Discursos e Homilias, 105.

Ilustrações da Redacção.




.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Que Deus te cuide!

[Para visualizar o diaporama clique na imagem]

Cristãos no Irão estão em perigo de extinção

A jornalista e observadora das igrejas do Próximo Oriente Camille Eid considerou que os cristãos no Irão estão em perigo de extinção devido às severas limitações quotidianas e pressões políticas que sofrem.
Em declarações ao programa radial "WhereGodWeeps (Onde Deus chora)", produzido pelo Catholic Radio and Television Network (CRTN) da associação Ajuda à Igreja que Sofre, Eid explicou o problema do Irão é contar com um regime teocrático muçulmano que restringe a vida diária dos cristãos.
É difícil para os cristãos encontrarem trabalho na administração pública. Inclusive os directores das escolas cristãs são muçulmanos a não ser em alguns casos excepcionais. E os convertidos ao cristianismo sofrem perseguições.
No exército, há alguns anos, descobriram que um coronel se converteu ao cristianismo. Este foi processado e só pôde sair do Irão pela pressão internacional. É muito difícil para os cristãos trabalharem em postos governamentais.
Os convertidos ao cristianismo não podem tornar público este processo no país e costumam abandonar o Irão para viver sua fé. Dentro do Irão não podem expressar ou demonstrar sua fé, pois enfrentariam a morte.
Segundo Eid, embora a pressão política afecte não-muçulmanos e muçulmanos, os cristãos têm dupla pressão porque sentem que a sua liberdade está restringida. É por isso que existe esta fuga massiva e de facto existe um risco real do desaparecimento, de uma extinção do cristianismo no Irão.