quinta-feira, 13 de maio de 2010

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI
NO ENCONTRO COM O MUNDO DA CULTURA
Centro Cultural de Belém, Lisboa

Quarta-feira, 12 de Maio de 2010





Venerados Irmãos no Episcopado,

Distintas Autoridades,

Ilustres Cultores do Pensamento, da Ciência e da Arte,

Queridos amigos,

Sinto grande alegria em ver aqui reunido o conjunto multiforme da cultura portuguesa, que vós tão dignamente representais: mulheres e homens empenhados na pesquisa e edificação dos vários saberes. A todos testemunho a mais alta amizade e consideração, reconhecendo a importância do que fazem e do que são. Às prioridades nacionais do mundo da cultura, com benemérito incentivo das mesmas, pensa o Governo, aqui representado pela Senhora Ministra da Cultura, para quem vai a minha deferente e grata saudação. Obrigado a quantos tornaram possível este nosso encontro, nomeadamente à Comissão Episcopal da Cultura com o seu Presidente, Dom Manuel Clemente, a quem agradeço as expressões de cordial acolhimento e a apresentação da realidade polifónica da cultura portuguesa, aqui representada por alguns dos seus melhores protagonistas, de cujos sentimentos e expectativas se fez porta-voz o cineasta Manoel de Oliveira, de veneranda idade e carreira, a quem saúdo com admiração e afecto juntamente com vivo reconhecimento pelas palavras que me dirigiu, deixando transparecer ânsias e disposições da alma portuguesa no meio das turbulências da sociedade actual.

De facto, a cultura reflecte hoje uma «tensão», que por vezes toma formas de «conflito», entre o presente e a tradição. A dinâmica da sociedade absolutiza o presente, isolando-o do património cultural do passado e sem a intenção de delinear um futuro. Mas uma tal valorização do «presente» como fonte inspiradora do sentido da vida, individual e em sociedade, confronta-se com a forte tradição cultural do Povo Português, muito marcada pela milenária influência do cristianismo, com um sentido de responsabilidade global, afirmada na aventura dos Descobrimentos e no entusiasmo missionário, partilhando o dom da fé com outros povos. O ideal cristão da universalidade e da fraternidade inspiravam esta aventura comum, embora a influência do iluminismo e do laicismo se tivesse feito sentir também. A referida tradição originou aquilo a que podemos chamar uma «sabedoria», isto é, um sentido da vida e da história, de que fazia parte um universo ético e um «ideal» a cumprir por Portugal, que sempre procurou relacionar-se com o resto do mundo.

A Igreja aparece como a grande defensora de uma sã e alta tradição, cujo rico contributo coloca ao serviço da sociedade; esta continua a respeitar e a apreciar o seu serviço ao bem comum, mas afasta-se da referida «sabedoria» que faz parte do seu património. Este «conflito» entre a tradição e o presente exprime-se na crise da verdade, pois só esta pode orientar e traçar o rumo de uma existência realizada, como indivíduo e como povo. De facto, um povo, que deixa de saber qual é a sua verdade, fica perdido nos labirintos do tempo e da história, sem valores claramente definidos, sem objectivos grandiosos claramente enunciados. Prezados amigos, há toda uma aprendizagem a fazer quanto à forma de a Igreja estar no mundo, levando a sociedade a perceber que, proclamando a verdade, é um serviço que a Igreja presta à sociedade, abrindo horizontes novos de futuro, de grandeza e dignidade. Com efeito, a Igreja «tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo e contingência, a favor de uma sociedade à medida do ser humano, da sua dignidade, da sua vocação. […] A fidelidade à pessoa humana exige a fidelidade à verdade, a única que é garantia de liberdade (cf. Jo 8, 32) e da possibilidade dum desenvolvimento humano integral. É por isso que a Igreja a procura, anuncia incansavelmente e reconhece em todo o lado onde a mesma se apresente. Para a Igreja, esta missão ao serviço da verdade é irrenunciável» (Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 9). Para uma sociedade composta na sua maioria por católicos e cuja cultura foi profundamente marcada pelo cristianismo, é dramático tentar encontrar a verdade sem ser em Jesus Cristo. Para nós, cristãos, a Verdade é divina; é o «Logos» eterno, que ganhou expressão humana em Jesus Cristo, que pôde afirmar com objectividade: «Eu sou a verdade» (Jo 14, 6). A convivência da Igreja, na sua adesão firme ao carácter perene da verdade, com o respeito por outras «verdades» ou com a verdade dos outros é uma aprendizagem que a própria Igreja está a fazer. Nesse respeito dialogante, podem abrir-se novas portas para a comunicação da verdade.

«A Igreja – escrevia o Papa Paulo VI – deve entrar em diálogo com o mundo em que vive. A Igreja faz-se palavra, a Igreja torna-se mensagem, a Igreja faz-se diálogo» (Enc. Ecclesiam suam, 67). De facto, o diálogo sem ambiguidades e respeitoso das partes nele envolvidas é hoje uma prioridade no mundo, à qual a Igreja não se subtrai. Disso mesmo dá testemunho a presença da Santa Sé em diversos organismos internacionais, nomeadamente no Centro Norte-Sul do Conselho da Europa instituído há 20 anos aqui em Lisboa, tendo como pedra angular o diálogo intercultural a fim de promover a cooperação entre a Europa, o Sul do Mediterrâneo e a África e construir uma cidadania mundial fundada sobre os direitos humanos e as responsabilidades dos cidadãos, independentemente da própria origem étnica e adesão política, e respeitadora das crenças religiosas. Constatada a diversidade cultural, é preciso fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma e a dar-lhe aquilo que se possui de bem, de verdade e de beleza.

Esta é uma hora que reclama o melhor das nossas forças, audácia profética, capacidade renovada de «novos mundos ao mundo ir mostrando», como diria o vosso Poeta nacional (Luís de Camões, Os Lusíadas, II, 45). Vós, obreiros da cultura em todas as suas formas, fazedores do pensamento e da opinião, «tendes, graças ao vosso talento, a possibilidade de falar ao coração da humanidade, de tocar a sensibilidade individual e colectiva, de suscitar sonhos e esperanças, de ampliar os horizontes do conhecimento e do empenho humano. […] E não tenhais medo de vos confrontar com a fonte primeira e última da beleza, de dialogar com os crentes, com quem, como vós, se sente peregrino no mundo e na história rumo à Beleza infinita» (Discurso no encontro com os Artistas, 21/XI/2009).

Foi para «pôr o mundo moderno em contacto com as energias vivificadoras e perenes do Evangelho» (João XXIII, Const. ap. Humanae salutis, 3) que se fez o Concílio Vaticano II, no qual a Igreja, a partir de uma renovada consciência da tradição católica, assume e discerne, transfigura e transcende as críticas que estão na base das forças que caracterizaram a modernidade, ou seja, a Reforma e o Iluminismo. Assim a Igreja acolhia e recriava por si mesma, o melhor das instâncias da modernidade, por um lado, superando-as e, por outro, evitando os seus erros e becos sem saída. O evento conciliar colocou as premissas de uma autêntica renovação católica e de uma nova civilização – a «civilização do amor» - como serviço evangélico ao homem e à sociedade.

Caros amigos, a Igreja sente como sua missão prioritária, na cultura actual, manter desperta a busca da verdade e, consequentemente, de Deus; levar as pessoas a olharem para além das coisas penúltimas e porem-se à procura das últimas. Convido-vos a aprofundar o conhecimento de Deus tal como Ele Se revelou em Jesus Cristo para a nossa total realização. Fazei coisas belas, mas sobretudo tornai as vossas vidas lugares de beleza. Interceda por vós Santa Maria de Belém, venerada há séculos pelos navegadores do oceano e hoje pelos navegantes do Bem, da Verdade e da Beleza.





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HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Praça Terreiro do Paço, Lisboa

Terça-feira, 11 de Maio de 2010

Queridos Irmãos e Irmãs,

Jovens amigos!

«Ide fazer discípulos de todas as nações, […] ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Estas palavras de Cristo ressuscitado revestem-se de um significado particular nesta cidade de Lisboa, donde partiram em grande número gerações e gerações de cristãos – bispos, sacerdotes, consagrados e leigos, homens e mulheres, jovens e menos jovens –, obedecendo ao apelo do Senhor e armados simplesmente com esta certeza que lhes deixou: «Eu estou sempre convosco». Glorioso é o lugar conquistado por Portugal entre as nações pelo serviço prestado à dilatação da fé: nas cinco partes do mundo, há Igrejas locais que tiveram origem na missionação portuguesa.




Nos tempos passados, a vossa saída em demanda de outros povos não impediu nem destruiu os vínculos com o que éreis e acreditáveis, mas, com sabedoria cristã, pudestes transplantar experiências e particularidades abrindo-vos ao contributo dos outros para serdes vós próprios, em aparente debilidade que é força. Hoje, participando na edificação da Comunidade Europeia, levai o contributo da vossa identidade cultural e religiosa. De facto, Jesus Cristo, assim como Se uniu aos discípulos a caminho de Emaús, assim também caminha connosco segundo a sua promessa: «Estou sempre convosco, até ao fim dos tempos». Apesar de ser diferente da dos Apóstolos, temos também nós uma verdadeira e pessoal experiência da presença do Senhor ressuscitado. A distância dos séculos é superada e o Ressuscitado oferece-Se vivo e operante, por nós, no hoje da Igreja e do mundo. Esta é a nossa grande alegria. No rio vivo da Tradição eclesial, Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro.

Presente na sua Palavra, na assembleia do Povo de Deus com os seus Pastores e, de modo eminente, no sacramento do seu Corpo e do seu Sangue, Jesus está connosco aqui. Saúdo o Senhor Cardeal-Patriarca de Lisboa, a quem agradeço as calorosas palavras que me dirigiu, no início da celebração, em nome da sua comunidade que me acolhe e que abraço nos seus quase dois milhões de filhos e filhas; a todos vós aqui presentes – amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio, prezadas mulheres e homens consagrados e leigos comprometidos, queridas famílias e jovens, baptizados e catecúmenos – dirijo a minha saudação fraterna e amiga, que estendo a quantos estão unidos connosco através da rádio e da televisão. Sentidamente agradeço a presença do Senhor Presidente da República e demais Autoridades, com menção particular do Presidente da Câmara de Lisboa que teve a amabilidade de honrar-me com a entrega das chaves da cidade.

Lisboa amiga, porto e abrigo de tantas esperanças que te confiava quem partia e pretendia quem te visitava, gostava hoje de usar as chaves que me entregas para alicerçar as tuas esperanças humanas na Esperança divina. Na leitura há pouco proclamada da Epístola de São Pedro, ouvimos dizer: «Eu vou pôr em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa. E quem nela acreditar não será confundido». E o Apóstolo explica: «Aproximai-vos do Senhor. Ele é a pedra viva, rejeitada, é certo, pelos homens, mas aos olhos de Deus escolhida e preciosa» (1 Pd 2, 6.4). Irmãos e irmãs, quem acreditar em Jesus não será confundido: é Palavra de Deus, que não Se engana nem pode enganar. Palavra confirmada por uma «multidão que ninguém pode contar e provém de todas as nações, tribos, povos e línguas», e que o autor do Apocalipse viu vestida de «túnicas brancas e com palmas na mão» (Ap 7, 9). Nesta multidão incontável, não estão apenas os Santos Veríssimo, Máxima e Júlia, aqui martirizados na perseguição de Diocleciano, ou São Vicente, diácono e mártir, padroeiro principal do Patriarcado; Santo António e São João de Brito que daqui partiram para semear a boa semente de Deus noutras terras e gentes, ou São Nuno de Santa Maria que, há pouco mais de um ano, inscrevi no livro dos Santos. Mas é formada pelos «servos do nosso Deus» de todos os tempos e lugares, em cuja fronte foi traçado o sinal da cruz com «o sinete de marcar do Deus vivo» (Ap 7, 2): o Espírito Santo. Trata-se do rito inicial cumprido sobre cada um de nós no sacramento do Baptismo, pelo qual a Igreja dá à luz os «santos».

Sabemos que não lhe faltam filhos insubmissos e até rebeldes, mas é nos Santos que a Igreja reconhece os seus traços característicos e, precisamente neles, saboreia a sua alegria mais profunda. Irmana-os, a todos, a vontade de encarnar na sua existência o Evangelho, sob o impulso do eterno animador do Povo de Deus que é o Espírito Santo. Fixando os seus Santos, esta Igreja local concluiu justamente que a prioridade pastoral hoje é fazer de cada mulher e homem cristão uma presença irradiante da perspectiva evangélica no meio do mundo, na família, na cultura, na economia, na política. Muitas vezes preocupamo-nos afanosamente com as consequências sociais, culturais e políticas da fé, dando por suposto que a fé existe, o que é cada vez menos realista. Colocou-se uma confiança talvez excessiva nas estruturas e nos programas eclesiais, na distribuição de poderes e funções; mas que acontece se o sal se tornar insípido?

Para isso é preciso voltar a anunciar com vigor e alegria o acontecimento da morte e ressurreição de Cristo, coração do cristianismo, fulcro e sustentáculo da nossa fé, alavanca poderosa das nossas certezas, vento impetuoso que varre qualquer medo e indecisão, qualquer dúvida e cálculo humano. A ressurreição de Cristo assegura-nos que nenhuma força adversa poderá jamais destruir a Igreja. Portanto a nossa fé tem fundamento, mas é preciso que esta fé se torne vida em cada um de nós. Assim há um vasto esforço capilar a fazer para que cada cristão se transforme em testemunha capaz de dar conta a todos e sempre da esperança que o anima (cf. 1 Pd 3, 15): só Cristo pode satisfazer plenamente os anseios profundos de cada coração humano e responder às suas questões mais inquietantes acerca do sofrimento, da injustiça e do mal, sobre a morte e a vida do Além.

Queridos Irmãos e jovens amigos, Cristo está sempre connosco e caminha sempre com a sua Igreja, acompanha-a e guarda-a, como Ele nos disse: «Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Nunca duvideis da sua presença! Procurai sempre o Senhor Jesus, crescei na amizade com Ele, comungai-O. Aprendei a ouvir e a conhecer a sua palavra e também a reconhecê-Lo nos pobres. Vivei a vossa vida com alegria e entusiasmo, certos da sua presença e da sua amizade gratuita, generosa, fiel até à morte de cruz. Testemunhai a alegria desta sua presença forte e suave a todos, a começar pelos da vossa idade. Dizei-lhes que é belo ser amigo de Jesus e que vale a pena segui-Lo. Com o vosso entusiasmo, mostrai que, entre tantos modos de viver que hoje o mundo parece oferecer-nos – todos aparentemente do mesmo nível –, só seguindo Jesus é que se encontra o verdadeiro sentido da vida e, consequentemente, a alegria verdadeira e duradoura.

Buscai diariamente a protecção de Maria, a Mãe do Senhor e espelho de toda a santidade. Ela, a Toda Santa, ajudar-vos-á a ser fiéis discípulos do seu Filho Jesus Cristo.


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quarta-feira, 12 de maio de 2010

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI
Aeroporto da Portela, Lisboa

Terça-feira, 11 de Maio de 2010





Senhor Presidente da República,
Ilustres Autoridades da Nação,
Venerados Irmãos no Episcopado,
Senhoras e Senhores!

Só agora me foi possível aceder aos amáveis convites do Senhor Presidente e dos meus Irmãos Bispos para visitar esta amada e antiga Nação, que comemora no corrente ano um século da proclamação da República. Ao pisar o seu solo pela primeira vez desde que a Providência divina me chamou à Sé de Pedro, sinto-me honrado e agradecido pela presença deferente e acolhedora de todos vós. Agradeço-lhe, Senhor Presidente, as suas cordiais expressões de boas-vindas, dando voz aos sentimentos e esperanças do bom povo português. Para todos, independentemente da sua fé e religião, vai a minha saudação amiga, com um pensamento particular para quantos não podem vir ao meu encontro. Venho como peregrino de Nossa Senhora de Fátima, investido pelo Alto na missão de confirmar os meus irmãos que avançam na sua peregrinação a caminho do Céu.

Logo aos alvores da nacionalidade, o povo português voltou-se para o Sucessor de Pedro esperando na sua arbitragem para ver reconhecida a própria existência como Nação; mais tarde, um meu Predecessor havia de honrar Portugal, na pessoa do seu Rei, com o título de fidelíssimo (cf. Pio II, Bula Dum tuam, 25/I/1460), por altos e continuados serviços à causa do Evangelho. Que depois, há 93 anos, o Céu se abrisse precisamente sobre Portugal – como uma janela de esperança que Deus abre quando o homem lhe fecha a porta – para reatar, no seio da família humana, os laços da solidariedade fraterna assente no mútuo reconhecimento de um só e mesmo Pai, trata-se de um amoroso desígnio de Deus; não dependeu do Papa nem de qualquer outra autoridade eclesial: «Não foi a Igreja que impôs Fátima – diria o Cardeal Manuel Cerejeira, de veneranda memória –, mas Fátima que se impôs à Igreja».

Veio do Céu a Virgem Maria para nos recordar verdades do Evangelho que são para a humanidade, fria de amor e desesperada de salvação, fonte de esperança. Naturalmente esta esperança tem como dimensão primária e radical, não a relação horizontal, mas a vertical e transcendente. A relação com Deus é constitutiva do ser humano: foi criado e ordenado para Deus, procura a verdade na sua estrutura cognitiva, tende ao bem na esfera volitiva, é atraído pela beleza na dimensão estética. A consciência é cristã na medida em que se abre à plenitude da vida e da sabedoria, que temos em Jesus Cristo. A visita, que agora inicio sob o signo da esperança, pretende ser uma proposta de sabedoria e de missão.

De uma visão sábia sobre a vida e sobre o mundo deriva o ordenamento justo da sociedade. Situada na história, a Igreja está aberta a colaborar com quem não marginaliza nem privatiza a essencial consideração do sentido humano da vida. Não se trata de um confronto ético entre um sistema laico e um sistema religioso, mas de uma questão de sentido à qual se entrega a própria liberdade. O que divide é o valor dado à problemática do sentido e a sua implicação na vida pública. A viragem republicana, operada há cem anos em Portugal, abriu, na distinção entre Igreja e Estado, um espaço novo de liberdade para a Igreja, que as duas Concordatas de 1940 e 2004 formalizariam, em contextos culturais e perspectivas eclesiais bem demarcados por rápida mudança. Os sofrimentos causados pelas mutações foram enfrentados geralmente com coragem. Viver na pluralidade de sistemas de valores e de quadros éticos exige uma viagem ao centro de si mesmo e ao cerne do cristianismo para reforçar a qualidade do testemunho até à santidade, inventar caminhos de missão até à radicalidade do martírio.

Queridos irmãos e amigos portugueses, agradeço-vos uma vez mais as calorosas boas-vindas. Deus abençoe a quantos aqui se encontram e todos os habitantes desta nobre e dilecta Nação, que confio a Nossa Senhora de Fátima, imagem sublime do amor de Deus que a todos abraça como filhos.


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Viagem de Bento XVI a Portugal


«A maior perseguição da Igreja
procede do seu interior»

AVIÃO PAPAL, 11 Maio 2010 (ACI)

Respondendo às habituais perguntas ao iniciar sua viagem apostólica a Portugal, o Papa Bento XVI assinalou que "a maior perseguição à Igreja não procede de inimigos externos, mas nasce do pecado na Igreja".
Ao responder à pergunta sobre a relação existente entre o atentado sofrido pelo Papa João Paulo II, o escândalo gerado pelos casos de abusos sexuais na Igreja e a Mensagem da Fátima, o Santo Padre assinalou que a novidade que se pode descobrir é "a paixão" que vive a Igreja que se "reflete na pessoa do Papa".
Para o Santo Padre, a importância da mensagem, a resposta de Fátima, não radica em situações particulares, mas a resposta fundamental é “a conversão permanente, penitência, oração, e as três virtudes cardeais: fé, esperança, caridade”.
Bento XVI explicou, indica a Rádio Vaticano, que "quanto às novidades que hoje podemos descobrir nesta mensagem, encontramos que os ataques ao Papa e à Igreja não vêm só do exterior, mas também o pecado existe na Igreja. Isto sempre se soube, mas hoje o vemos de uma forma terrível: que a maior perseguição à Igreja não procede de inimigos externos, mas nasce do pecado na Igreja".
"E portanto, – precisou – a Igreja tem uma profunda necessidade de reaprender a penitência, aceitar a purificação, aprender o perdão mas também a necessidade de justiça. O perdão não substitui a justiça".
Seguidamente o Papa recordou que "o Senhor é mais forte que o mal e a Virgem para nós é a garantia visível, materna da bondade de Deus, que é sempre a última palavra na história".
Bento XVI também respondeu a uma pergunta sobre a secularização em Portugal, um país cujas raízes são profundamente católicas e que ao longo dos séculos viu "uma fé valorosa, inteligente e criativa" testemunhada pela nação lusitana em muitos lugares do mundo como no Brasil. "A dialética entre a fé e o secularismo em Portugal" tem "uma longa história", mas existem pessoas que procuram "criar pontes e criar um diálogo" entre ambas as posições.
"Penso que a tarefa, a missão da Europa nesta situação é encontrar este diálogo, integrar fé e racionalidade moderna em uma única visão antropológica que completa o ser humano e faz assim comunicável as culturas humanas. A presença do secularismo é uma coisa normal, mas a separação, a contraposição entre secularismo e cultura da fé é anómala e deve ser superada".
"O grande desafio – disse o Papa – deste momento é que as duas se encontrem, descobrindo sua verdadeira identidade. É uma missão da Europa e uma necessidade humana em nossa história".



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terça-feira, 11 de maio de 2010



Bemvindo,

Santo Padre!




 
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sábado, 8 de maio de 2010

Uma Velada de Armas por Portugal

(Basílica de Nossa Senhora dos Mártires, 22 de Abril de 2010)

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

1. Introdução. Há pouco menos de cem anos, Nossa Senhora apareceu na Cova da Iria para pedir a três pastorinhos que rezassem o terço todos os dias «para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra». Aqueles três jovens aceitaram o desafio que lhes vinha do Céu, por intermédio daquela «Senhora mais brilhante do que o sol» e, poucos meses depois, concluía-se a primeira Guerra Mundial.
Hoje, é essa mesma Senhora que nos convoca para uma nova cruzada pela paz no mundo e, em especial, por esta Terra de Santa Maria. É Nossa Senhora quem nos pede que de novo empunhemos o terço, que é arma poderosa, e restauremos assim o esplendor de Portugal.
Para esta guerra de paz e de amor, para esta luta do bem contra o mal, contamos não só com a força de Deus e dos seus Santos Anjos, mas também com a poderosa intercessão daquele que, nos campos de Aljubarrota, Atoleiros e Valverde, venceu os inimigos de Deus e da pátria: São Nuno de Santa Maria!

2. Os paradoxos de Fátima. Quando, a 13 de Maio de 1917, Nossa Senhora desceu sobre o descampado de Fátima e apareceu, sobre uma azinheira, a três jovens incultos que nem sequer o terço diário rezavam – não obstante a recomendação materna para que assim fizessem todos os dias, enquanto se dedicavam à guarda do rebanho que lhes fora confiado – dir-se-ia que a Santíssima Virgem cometeu um tríplice erro.
Em primeiro lugar, parece que Nossa Senhora falhou no alvo que pretendia atingir. Se a sua vinda estava relacionada com a conversão da Rússia e o fim da guerra que se travava no centro da Europa, era nas distantes estepes russas ou em terras de França que deveria ter aparecido, e nunca em Portugal, que embora potência beligerante, estava muito arredado dos cenários da guerra e no extremo continental oposto à que viria a ser a grande nação soviética.
Em segundo lugar, se se desejava o fim de uma guerra e, ainda por cima mundial, a Rainha da Paz deveria ter aparecido num fórum internacional, nos parlamentos em que tais decisões são tomadas, nos conselhos de ministros que gerem esses conflitos, nos quartéis-generais que comandam as tropas que se confrontam nos campos de batalha, e não ante três pacíficos pastorinhos que, não só ignoravam as vicissitudes da atormentada Europa, como desconheciam ainda a existência de uma distante Rússia. Mesmo que os pequenos videntes de Fátima estivessem a par da grave situação internacional, também é certo que nada poderiam fazer, por si mesmos, para resolver a crise mundial.
Em terceiro e último lugar, se Maria vinha despertar nos homens e mulheres o desejo da paz e o empenho pela construção de uma sociedade mais justa, deveria ter ido ao encontro de cidadãos de consolidada experiência e de provada sabedoria, e nunca servir-se de três jovens que, pela sua então falta de idade, de ciência e de virtude, dificilmente poderiam ser aceites, na Igreja e no mundo, como intermediários do Céu em tão complexa questão.
E, contudo, foram eles – os Beatos Francisco e Jacinta e a sua prima Lúcia – os escolhidos por Nossa Senhora! Ela, que tinha à sua disposição tantos cristãos ilustres e sábios, alguns talvez até poderosos e ricos. Ela, que se poderia ter servido de instrumentos de grande qualidade humana e espiritual, não desdenhou aquelas três crianças, antes as preferiu e destinou para que fossem, num mundo ferido pelo pecado e pela guerra, as corajosas mensageiras do amor de Deus e da paz entre os homens.
Quando, depois da queda do muro de Berlim e do fim da tirania comunista nos países do Leste europeu, uma significativa representação de católicos russos veio a Fátima agradecer a protecção de Nossa Senhora, tive a graça e a felicidade de falar com o Senhor Arcebispo de Moscovo. No santuário da Cova da Iria, esse prelado confidenciou-me que, durante os longos anos da perseguição comunista, os católicos não podiam ter igrejas abertas ao culto, nem seminários, nem padres, nem livros, nem manifestar a sua religião católica. Por isso, só lhes restava um modo de viverem a sua fé: rezando, individualmente ou em família, nas suas casas e pelas ruas, o terço de Nossa Senhora.
Porquê esta oração? Decerto porque é uma prática a todos acessível, mas porque também nessas longínquas paragens constava que, no outro extremo do continente europeu, em Fátima, Maria tinha prometido a sua maternal protecção ao povo russo. Num campo de concentração, numa caserna do exército, numa escola pública, num hospital do Estado, numa repartição oficial, certamente não se poderia celebrar comunitariamente a fé, mas até nesses lugares, oficialmente interditos a Deus, se rezava pessoalmente o terço de Nossa Senhora. E quantos milhões de terços se não terão rezado nesse país por esta intenção?! Foram essas contas, desgranadas com filial confiança, que abriram as portas da esperança e que reinventaram o amor na renovada expressão da nossa fé!
Queridos jovens! Nossa Senhora não subestimou a força e o poder dos inimigos da fé e da Igreja, quando recomendou a reza diária do rosário! A nossa Mãe do Céu não se equivocou, quando escolheu, para seus interlocutores, três crianças ignorantes! Maria não errou a pontaria, quando aterrou na Cova da Iria! Porquê?! Porque Nossa Senhora sabe que o terço é a arma adequada para recristianizar Portugal e renovar o mundo! Porque Nossa Senhora, a quem foi entregue por Cristo o Apóstolo adolescente, confia nos jovens e no poder da sua oração! Porque Nossa Senhora, que exulta de alegria no Deus que destrona os poderosos e eleva os humildes, conta com Portugal!

3. Um compromisso de oração por Portugal. Em Maio de 1917 era a Guerra Mundial que entristecia a nossa Mãe do Céu e, poucos meses depois, no outro extremo do continente europeu, erguia-se a superpotência que contagiou o mundo inteiro com os seus erros. Mas hoje, quase um século volvido sobre aquela bênção de Nossa Senhora à nossa terra, é também Portugal terra de missão.
Este projecto, nascido à sombra do pendão de São Nuno Álvares Pereira e por ocasião da sua solene canonização, a 26 de Abril de 2009, é um convite lançado a toda a Igreja para que, na magnífica multiplicidade das suas Instituições e dos seus Movimentos, se una na reza diária do Santo Rosário e, mensalmente, na recitação comunitária do terço de Nossa Senhora, na primeira quinta-feira de cada mês. É intenção prioritária dessa oração pessoal e comunitária a defesa da fé em Portugal, prometida por Nossa Senhora aos três pastorinhos na aparição de 13 de Julho de 1917, sem prejuízo de outras razões pelas quais os cristãos que assumem este compromisso queiram também rezar.
Não sendo obrigatória a reza do Santo Rosário, aqueles que individualmente e por um período anual se propõem rezar um ou mais terços diários, ou mesmo uma só dezena, pela referida intenção, não assumem uma responsabilidade que os obrigue, sob razão de pecado, embora se espere que, como mulheres e homens de fé e de palavra, honrem diariamente este seu propósito com Nossa Senhora e com Portugal.
O carácter patriótico desta campanha não pode prestar-se a interpretações de carácter político, de todo alheias ao projecto. Mesmo o cunho marcadamente nacional, mas não nacionalista, desta empresa apostólica não pode ser entendido senão à luz da catolicidade da própria Igreja, do mesmo modo como o preceito divino que obriga a honrar em especial os próprios progenitores, não contradiz o mandato evangélico da caridade universal. A bem dizer, Portugal, na história da nossa fé, não se resume ao rectângulo à beira-mar plantado, mas realiza-se em todas as partes do mundo aonde aportaram as caravelas da Cruz de Cristo. Por isso, desde a sua primeira hora, que foi no passado dia 1 de Junho de 2009, este empreendimento tem um claro sentido missionário.
Um poeta do império português de aquém e além-mar cantou, em eloquente verso, as gestas dos nossos antepassados que esforçadamente dilataram o reino de Cristo na terra. Em jeito de prece, inspiremo-nos nós também na sua palavra, para agora dizermos a Maria, nossa Mãe e Rainha: Senhora, falta cumprir Portugal!

4. A petição pelo Santo Padre. Porque português e também universal, este empenho por alcançar um milhão de terços diários não pode ignorar uma intenção muito particularmente relacionada com as aparições de Fátima: a oração pela pessoa e intenções do Papa.
Foi a Jacinta que, numa visão particular, contemplou o Santo Padre «numa casa muito grande, de joelhos diante de uma mesa, com as mãos na cara, a chorar. Fora da casa, estava muita gente: e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre! Temos de rezar muito por ele!».
Esta profética visão é hoje uma triste realidade, pois a amabilíssima pessoa do Papa Bento XVI é publicamente enxovalhada e objecto dos mais soezes e injustos ataques. Do mesmo modo como a bem-aventurada Jacinta reagiu, em 1917, com ainda mais orações e heróicos sacrifícios pelo Romano Pontífice, respondamos a esta campanha mundial com uma mais intensa prece pelo «doce Cristo na terra», como gostava de dizer Santa Catarina de Sena, numa cada vez mais inquebrantável adesão a Sua Santidade e ao seu magistério. Sejamos dignos de ostentar, também nestes conturbados tempos, o grandioso título de nação fidelíssima, outrora concedido pela Sé Apostólica ao nosso país e aos seus reis.

5. Cinquenta razões para rezar o terço todos os dias. Sendo cinquenta as Avé-Marias de um terço, ocorre-me oferecer cinquenta razões para que tu e eu rezemos diariamente o terço de Nossa Senhora. E, como me falta o engenho e a arte para tal efeito, permite que por mim falem dois mil anos de devoção mariana e assim conheças cinquenta títulos de Maria que justificam abundantemente que nunca lhe deixes de recitar esta oração, que é tão do seu agrado e, para ti e para o mundo, de tão grande proveito.
Reza pois, todos os dias, o terço do Santo Rosário, porque Nossa Senhora é:

1) Virgem prudentíssima,
2) Virgem venerável,
3) Virgem louvável,
4) Virgem poderosa,
5) Virgem clemente,
6) Virgem fiel,
7) Espelho de justiça,
8) Sede da sabedoria
9) Causa da nossa alegria,
10) Vaso espiritual,
11) Vaso honorífico,
12) Vaso insigne de devoção,
13) Rosa mística,
14) Torre de David,
15) Torre de marfim,
16) Casa do ouro,
17) Arca da Aliança,
18) Porta do Céu,
19) Estrela da manhã,
20) Saúde dos Enfermos,
21) Refúgio dos pecadores,
22) Consoladora dos aflitos,
23) Auxílio dos cristãos,
24) Rainha dos Anjos,
25) Rainha dos Patriarcas,
26) Rainha dos Apóstolos,
27) Rainha dos Mártires,
28) Rainha dos Confessores,
29) Rainha das Virgens,
30) Rainha de todos os Santos,
31) Rainha concebida sem mancha de pecado original,
32) Rainha elevada ao Céu em corpo e alma,
33) Rainha do Santíssimo Rosário,
34) Rainha da Família,
35) Rainha da Paz,
36) Rainha de Portugal,
37) Nossa Padroeira,
38) Mãe do bom conselho,
39) Mãe admirável,
40) Mãe amável,
41) Mãe intacta,
42) Mãe imaculada,
43) Mãe castíssima,
44) Mãe puríssima,
45) Mãe da divina graça,
46) Mãe da Igreja,
47) Mãe do Criador,
48) Mãe do Salvador,
49) Mãe de Cristo,
50) E tua Mãe também!

6. Conclusão. É hora de rezar o Santo Rosário. Deus quer a nossa oração, Maria deseja-a e o nosso País necessita-a cada vez mais.
Que cada Glória seja um cântico de louvor à Santíssima Trindade! Que cada Pai-Nosso seja um acto de fé, de esperança e de caridade! Que cada Avé-Maria seja um acto de entrega pessoal a Cristo e à sua Igreja!
Que cada oração seja, em suma, um tiro certeiro contra o mal e uma rosa de amor posta, com devoção, aos pés de Nossa Senhora, nossa Mãe e Rainha de Portugal.






quarta-feira, 5 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

O aperto de mão mais bonito que já vi

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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Porquê ir à igreja?

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domingo, 2 de maio de 2010

A NASA confirma a Bíblia

A ciência desmente ou confirma a Bíblia?

Veja a apresentação seguinte.

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sábado, 1 de maio de 2010

O livro de capa preta e a ciência

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terça-feira, 27 de abril de 2010

Petição online:
«Música Católica na Rádio Renascença»

Caros Amigos,

A actividade musical dos jovens católicos é grande. Ela reparte-se por inúmeras paróquias, do Minho ao Algarve, em quase todas as dioceses. A música de inspiração cristã é uma importante via de catequese.

É grande o número de bandas jovens. Embora o nível artístico seja diferente entre umas e outras, a verdade é que a elevação do nível geral é possível com a divulgação das melhores e a troca de experiências. O Festival Jota é um dos pontos de encontro destas bandas musicais.

A Rádio Renascença, emissora católica, tem a obrigação de participar activamente na divulgação dessas actividades musicais. Contudo, não o faz. Porquê?

Se concordam com o dever da Rádio Renascença participar nesta forma de catequese, podem assinar a petição online: «Música Católica na Rádio Renascença».

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N1926

Subscreve a petição e divulga-a pelos teus contactos.
















sexta-feira, 23 de abril de 2010

O Papa Bento abençoa Virgem bombardeada
do Japão

Ao finalizar a Audiência Geral da quarta-feira na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI abençoou a imagem da chamada "Virgem bombardeada", um rosto da Mãe de Deus que não foi destruído na explosão da bomba atómica em Nagasaki, Japão, em 9 de agosto de 1945.

No marco de uma peregrinação de paz que a levará à sede das Nações Unidas pela ocasião das conversações pela não-proliferação nuclear, em Maio, e em Novembro ao templo expiatório da Sagrada da Família, o Arcebispo de Nagasaki, Dom Joseph Mitsuaki Takami, levou a Roma a imagem da qual só resta a cabeça.

Em Fvereiro, o Arcebispo publicou um artigo no qual explica que esta imagem de madeira criada na Itália e levada ao Japão em 1930, se unirá a outro ícone da Virgem Maria que também sobreviveu a um bombardeamento, esta vez em Guernica, Espanha, em 26 de abril de 1937 durante a Guerra Civil Espanhola.

Ambas as imagens farão parte de uma exibição que se realizará no Museu de Paz de Guernica para comemorar o 65 aniversário das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki no Japão.



 
 
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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Carta aberta ao Presidente da República
apelando à defesa dos valores da família







CARTA ABERTA DA ASSOCIAÇÃO ACÇÃO FAMÍLIA
AO EXMº SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Lisboa, 21 de Abril de 2010

Excelentíssimo Senhor Presidente da República

Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva

Senhor Presidente,

O País encontra-se mergulhado numa das mais graves crises dos tempos recentes, com contornos políticos, económicos, sociais e culturais, isto para não mencionar os morais, em si mesmos os mais profundos e determinantes.
A presente crise é de si muito peculiar, já que não é acompanhada - pelo menos por agora – por graves convulsões sociais, violentos ataques às instituições políticas ou pela instabilidade fundamental e generalizada das diversas esferas do Estado, nem mesmo por dramáticas necessidades económicas. Razão pela qual o amplo alcance da mesma não subtrai à rotina quotidiana uma percepção de aparente normalidade; dir-se-ia que é permeada por uma certa apatia, da qual não está sequer ausente uma nota de bonomia, tão característica do nosso povo.
Mas, Senhor Presidente, quem se preocupa em auscultar a realidade viva do País, apercebe-se de um crescente desalento, de uma progressiva descrença nas instituições, de um alarmante divórcio entre a classe política e a sociedade, de um descontentamento muitas vezes indefinido mas real, de uma discordância muda com certos rumos, e até, por parte de um número considerável de portugueses, de uma alienação relativamente aos problemas do País, como forma de defesa face à realidade que os perturba, mas que não conseguem alterar. O Portugal profundo começa a ficar temeroso, inclusive perante certas notas de autoritarismo que despontam.

* * *

Neste caldo de cultura psico-político-social, vai sendo imposta a toda a sociedade portuguesa uma agenda política radical, com um calendário definido, promovida por uma minoria bem articulada, que conta com posições-chaves no mundo político, nos meios jornalísticos, no aparelho do Estado, em certos círculos económica, social e culturalmente influentes e até mesmo em ambientes religiosos afins ao progressismo católico. Curiosamente, beneficia-se também tal corrente minoritária de omissões e cumplicidades inexplicáveis e inconcebíveis, mas que se diriam estratégicas.
Essa minoria manipula os mecanismos do Estado de Direito para inverter substancialmente os princípios e valores fundamentais que regem a nossa sociedade. Para atingir esse objectivo, articula sectores "oprimidos", cujas exigências reivindicativas faz crer - sempre com o apoio solícito de amplos sectores da imprensa - serem clamores sociais, e alardeia como “generalizadas” situações de facto, afirmando que não podem continuar a ser ignoradas pelo legislador.
Mais ainda, nas palavras dos próprios promotores das aludidas transformações, todos aqueles que se opõem às ditas mudanças passam a ser vistos como suspeitos e agarrados a ideologias e princípios retrógrados e discriminatórios.

* * *

O termo "consenso" tornou-se uma palavra talismã na nossa cultura política. No seu sentido genuíno, os "consensos" só podem ser entendidos como momentos de grande entendimento nacional em torno de metas e princípios comuns ao corpo social como um todo. Entretanto, não é a isso que assistimos, Senhor Presidente! Os "consensos" construídos artificialmente têm servido para “apaziguar” a sociedade e fazê-la ceder sem grandes sobressaltos ante metas que lhe são impostas, sobre as quais não se pronunciou e às quais não dá a sua plena adesão.
Por detrás dos biombos consensuais, assistimos à imposição de um projecto político-ideológico radical, de carácter sectário, que visa mudar as formas de sentir, de actuar e de pensar dos indivíduos, ou seja, de toda a sociedade, e submeter o País a uma nova moral, uma moral imposta através do Estado, com formas de vida colectiva “alternativas”.
Aliás, é sobejamente compreensível que os arautos destas mudanças não hesitem em proclamar estar em marcha em Portugal uma profunda transformação civilizacional.
E é indiscutível que o alvo preferencial de tal ofensiva tem sido a instituição da família.

* * *

O mais recente lance de tal revolução, silenciosa e tranquila - pois é a isso que assistimos - foi o atabalhoado processo legislativo-mediático que culminou com a aprovação, a 8 de Janeiro deste ano, da lei do infamante e erroneamente designado "casamento" homossexual.
Ao contrário do que ardilosamente apregoam os propugnadores do "casamento" homossexual, o reconhecimento legal do mesmo não constitui apenas o consagrar de uma opção pessoal (em si mesma já profundamente censurável, por se tratar de um comportamento aberrante à Natureza e à Moral); ou do reconhecimento de meros direitos individuais; ou ainda de um acto de tolerância e não discriminação. Trata-se, isso sim, de uma transformação profunda e substancial da própria instituição do casamento e da família, o que, de si, acarretará uma subversão da ordem moral e social, que obrigatoriamente trará consigo outras alterações profundas no sistema de valores, nas normas educativas, nas relações familiares, sociais e profissionais, etc.
Em última análise, o "casamento" homossexual ao alterar radicalmente o modelo do casamento como uma união legítima e socialmente reconhecida entre homem e mulher, com vistas à constituição de uma família, à procriação (e, portanto, à continuidade da espécie humana) e à educação da prole, nega a própria essência do casamento e é, pois, o toque de finados do mesmo.
Mais, Senhor Presidente. Uma vez aceites e levados até às últimas consequências os princípios da "não discriminação" de minorias, ou da livre constituição de uniões que tornem felizes aqueles que as contraem, princípios estes fixados nos fundamentos da presente legislação, quem poderá no futuro recusar o reconhecimento legal da poligamia ou da própria pedofilia, isto para mencionar apenas dois exemplos? Não é possível ignorar que activistas ou actores políticos em diversos países defendem tais reconhecimentos.

* * *

Impõe-se ainda outra consideração geral. Os activistas ao serviço do lóbi homossexual passaram a constituir a nova tropa de choque do tão apregoado laicismo de Estado, que sob a capa de um indiferentismo religioso oficial, tantas vezes investiu contra a Igreja e os valores cristãos da sociedade. Aí está a nossa primeira república para disto dar sobejo e inequívoco testemunho.
O deputado socialista que propôs a lei do "casamento" homossexual afirmou ser a mesma o conveniente marco inicial das comemorações do centenário da República. Esta ilação histórica só é compreensível se se vir na presente lei o retomar do sectarismo político anticristão que marcou o início do nosso regime republicano.
Difícil é crer que V. Exa. deseje ver as comemorações do Centenário da República - a que deu início em cerimónia solene - atreladas a tal sectarismo, o que inevitavelmente aconteceria com a promulgação da presente lei.
Está nas suas mãos, Senhor Presidente, sancionar ou não esta lei. E as razões que lhe impõem uma recusa são de monta e inapeláveis, motivo pelo qual Acção Família lhe dirige esta Carta Aberta.

* * *

A presente lei do "casamento" homossexual é um diploma legal abusivo, que em muito extrapola o âmbito de uma mera legislação. Na verdade, condiciona ele a sociedade e impõe-lhe, através dos mecanismos do Estado de Direito, uma moral nova (uma moral de regime, como afirmou acertadamente alguém), uma transformação das mentalidades dos indivíduos e das formas de vida colectiva.
Vozes autorizadas do meio jurídico apontaram inegáveis inconstitucionalidades que permeiam este diploma legal. Entretanto, o Tribunal Constitucional, após pedido de fiscalização preventiva solicitada por V. Exa., decidiu pronunciar-se noutro sentido, dando guarida à estranha tese jurídica de que o casamento é "um conceito aberto, que admite não só diversas conformações legislativas, mas também diversas concepções políticas, éticas ou sociais”.
Mas, Senhor Presidente, não é na constitucionalidade ou não de tal diploma que se esgota a discussão da legitimidade do mesmo. Muitos outros aspectos inquinam de grosseira ilegitimidade a presente lei do "casamento" homossexual.

* * *

O princípio do mandato popular em nome do qual os Srs. Deputados da Assembleia da República se manifestam e votam, exige que a representatividade do mesmo seja inequívoca, sobretudo em matérias transcendentes para a conformação e futuro da sociedade portuguesa. Ora tal não se deu em relação ao "casamento" homossexual.
Há quem alegue que ocorrera uma consulta popular a esse respeito, uma vez que os eleitores haviam concedido maioria parlamentar aos partidos que consignavam nos seus programas eleitorais o projecto do assim chamado "casamento" homossexual.
Tal argumento mais não é do que um legalismo, um mero formalismo democrático. Antes de mais, porque de todos os partidos que incentivaram e apoiaram tal projecto ou as variantes da chamada união civil, apenas um (o Bloco de Esquerda) foi inteiramente inequívoco na sua proposta eleitoral.
Além disso, como poderá alguém sustentar honestamente que tal proposta de consagrar na legislação, com o reconhecimento de amplos direitos, o "casamento" ou as uniões civis entre homossexuais tenha sido objecto de um largo e aprofundado debate na sociedade portuguesa, por ocasião da campanha eleitoral para as legislativas de 27 de Setembro de 2009? E como sustentar, então, que o eleitorado se tenha pronunciado de modo incontestável a tal propósito?
Isso agrava-se quando vozes autorizadas e não desmentidas dentro do próprio Partido Socialista - o Partido do Governo e promotor da presente legislação - afirmam que tal debate não se realizou nem sequer dentro das fileiras partidárias, tendo sido imposto internamente.
Também é necessário levar em conta que, ao votar num partido, o eleitor é condicionado por uma série de circunstâncias próximas e de necessidades imediatas da própria vida pública do País, não implicando por isso a sua escolha uma adesão consciente e incondicional a todos os pontos programáticos apresentados por essa força política, uma vez que não tem a possibilidade de, ao votar, tornar autónomas as propostas programáticas, adoptando umas e recusando outras. Isso é tanto mais verdade em relação àquelas opções que ficaram na sombra.
Assistimos, isso sim, Senhor Presidente, a um processo legislativo apressado, furtivo, em que a aprovação sorrateira deu a clara impressão de que para considerável parte dos nossos legisladores o eleitorado e o público em geral são um adversário a ludibriar ou mesmo a derrotar.
Estas razões impõem-lhe, Senhor Presidente, o dever de vetar o presente diploma legal. Mas não são as únicas.

* * *

Senhor Presidente, todos os agentes políticos se gabam de vivermos num regime político regido pelos assim chamados princípios democráticos. É natural, pois, que aqueles que tanto o proclamam sejam coerentes com esses mesmos princípios.
Ora V. Exa. foi eleito. E como mandatário eleito, como representante que é daqueles que o elegeram tem o dever de consciência e o dever legal de atender à representação que lhe foi atribuída. Se não o fizer estará inequivocamente a atentar contra a autenticidade e a legitimidade do próprio regime democrático.
A maioria dos portugueses que lhe deu o voto, Senhor Presidente, não lhe concedeu de forma alguma um mandato para que ajudasse a impor ao País estas transformações civilizacionais radicais de que ele agora é vítima.
Antes de tudo, porque V. Exa. jamais propôs aos seus eleitores a perspectiva de tais transformações radicais como a sua meta para o País. Além disso, porque no conjunto das candidaturas em que se deu a sua eleição, o eleitorado que votou em V. Exa. era por certo o mais avesso e contrário a tais mudanças.
Aos portugueses que em si votaram, não os movia um anseio de uma ruptura com os seus valores, inclusive e muito marcadamente com os valores cristãos que há séculos conformam a sociedade. Pelo contrário - e sabe-o V. Exa. melhor do que ninguém - os portugueses que em si votaram, na sua maioria, viram nas suas propostas um modo de Portugal trilhar, nos tempos modernos, as sendas de um sadio progresso, em continuidade com a sua História e em coerência com os valores que conformaram a sua identidade; e não um modo do País entrar no século XXI pelas vias da instabilidade e da subversão fundamental das instituições, até mesmo daquelas, como o casamento, anteriores ao próprio Estado.
V. Exa. tem, pois, mais um imperativo para vetar a presente lei: a coerência e a fidelidade ao mandato popular com que foi investido pelo voto dos portugueses.

* * *

Senhor Presidente, uma das suas prerrogativas enquanto Supremo Mandatário da Nação é manter o equilíbrio entre os diversos poderes e sanar os abusos ou as lacunas que de alguma forma prejudiquem o bom funcionamento do Estado de Direito e penalizem a sociedade em geral.
Nenhum partido em Portugal defendeu, com frontalidade e de modo inequívoco, um anseio largamente presente na nossa sociedade, ou seja, a manutenção no nosso corpo legislativo do reconhecimento social e jurídico do casamento, exclusivamente como a união duradoura e legítima entre homem e mulher, potencialmente fecunda, de acordo com o conceito comum e universal.
Ora tal ausência cria também, de si, um considerável desequilíbrio e mais um factor de inautenticidade no nosso regime democrático. É natural, pois, que uma importante parte da opinião pública que se vê assim defraudada no seu anseio de representação se volte para V. Exa. e procure que o Presidente da República sane essa grave lacuna, dando voz e vez àqueles que se sentem silenciados.
Mais silenciados ainda se considerarmos que em poucas semanas foram recolhidas 90.785 assinaturas a pedir um referendo, e boa parte do nosso Parlamento decidiu, num gesto de inexplicável autoritarismo antidemocrático, pura e simplesmente ignorar tal pedido. É difícil afastar a impressão de que os nossos legisladores têm receio de se confrontar com o sentimento popular. O que, de si, Senhor Presidente, é bem oposto ao espírito que deve reger o chamado regime de liberdades democráticas.

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Acabamos de mencionar a estabilidade das instituições. Enquanto Presidente da República cabe a V. Exa. o primordial dever de garantir esta mesma estabilidade e não o de subverter a ordem político-social. Aliás, V. Exa. tem sempre primado por dar destaque a este seu papel e desígnio.
Seria, pois, completamente contraditório com este seu propósito e dever, apor a sua assinatura a uma lei que, além de pecar pela ilegitimidade em diversos aspectos, abala e subverte, com profundas consequências morais e sociais, a instituição do casamento - e, portanto, da família, célula-base da nossa sociedade - anterior ele mesmo ao próprio Estado.
Sim, o casamento não é uma criação do Estado, é anterior a este e o Estado não pode, pois, utilizar a sua prerrogativa de legislador para deturpar essa instituição. Admiti-lo, como se daria no caso da sanção à presente lei, seria admitir uma forma inequívoca de despotismo.

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Como já foi referido, os principais mentores e apoiantes da presente legislação do "casamento" homossexual, regozijam-se e proclamam sem pejo aos quatro ventos que está em marcha, em Portugal, uma mudança civilizacional, que qualificam como imperativa.
Senhor Presidente, desde quando o voto eleitoral conferiu aos nossos legisladores uma representação para impor ao País mudanças civilizacionais, que submetam os cidadãos e o conjunto da sociedade portuguesa a transformações de mentalidade, de modos de ser, de agir e de pensar?
O extravasar indevido do mandato eleitoral a esses extremos transformaria o mundo político numa verdadeira seita filosófico-religiosa, incumbida de tutelar, com assomos inquisitoriais, os costumes, sentimentos e convicções dos indivíduos.
Por mais esta razão e para não ser conivente com tal abuso de poder, cabe a V. Exa o dever de coarctá-lo, vetando a presente lei.

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Impõe-se ainda uma última reflexão a respeito da natureza de tal mudança civilizacional.
Estando o nosso País inserido no âmbito da Civilização Ocidental e Cristã, qualquer mudança só poderá considerar-se verdadeiramente uma "mudança civilizacional" se atingir no seu âmago os princípios cristãos que há séculos conformam a sociedade portuguesa.
Não é difícil perceber que - como no caso da presente lei do "casamento" homossexual - são precisamente os valores cristãos que têm vindo a ser sistematicamente afrontados e relegados ao desprezo em nome de uma "modernidade" que pretende subverter as leis, as estruturas e os costumes da presente ordem social.
Recentemente, o Primeiro-ministro, Eng.º José Sócrates, após ter-se deslocado à Mesquita de Lisboa para actos oficiais e ao ser confrontado com a (in)coerência da sua atitude face ao tão apregoado laicismo de Estado, surpreendeu a todos ao afirmar que o Estado é laico mas a sociedade não o é. Ora, Senhor Presidente, se a sociedade portuguesa não é laica, deve-se isso ao facto de ser maioritariamente cristã. E assim sendo deveria tal realidade social ser levada em conta e, sobretudo, respeitada. O que parece estranho é que tal argumento de que a sociedade não é laica seja apenas brandido quando se tenta de alguma forma promover ou beneficiar credos religiosos totalmente minoritários em Portugal, e não quando se trata de respeitar os valores e princípios cristãos da grande maioria da nossa população.
Uma vez mais, Senhor Presidente, encontramo-nos diante de um desses desequilíbrios nocivos à nossa realidade político-social, que cabe a V. Exa. corrigir, e para tal impõe-se o seu veto à presente lei do "casamento" homossexual.

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Nesta conturbada época histórica, como em outras que o nosso País viveu, é imperativo que as pessoas incumbidas de o liderar, actuem com determinação e sem calculismos políticos, fazendo prevalecer os princípios sobre as ondas da publicidade e da moda. É esta a esperança de muitos portugueses em relação a V. Exa., Senhor Presidente: a de que saiba neste momento crítico vetar a lei do “casamento” homossexual, impedindo desta forma que uma minoria radical e sectária imponha ao País uma agenda que não corresponde aos mais profundos anseios da sociedade.
A Nossa Senhora da Conceição, a quem os nossos monarcas consagraram como Rainha e Padroeira de Portugal, Acção Família -juntamente com inúmeros portugueses - ergue as suas preces, tendo como certo que, para além das insídias e falácias dos estranhos arautos de uma nova ordem, permanecerá Aquele que é o Alfa e o Ómega, o Caminho, a Verdade e a Vida.

José Carlos Alves de Matos Sepúlveda da Fonseca

Director de campanha de Acção Família




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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Rezai por mim, para que eu não fuja, por receio,
diante dos lobos

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1 minuto com Deus

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A conversão de Teresa

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terça-feira, 20 de abril de 2010

Orvalho de vida

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Postal

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Eles desafiaram Deus...

Muitos foram os casos daqueles que, insensatamente, desafiaram Deus e pagaram caro por isso. O diaporama apresenta alguns casos. Muitos outros poderiam acrescentar-se.
A ideia «religiosamente correcta» de Deus bonzinho e permissivo, sem mão pesada, está profundamente errada e faz parte da táctica liberalizante que visa a destruição dos costumes e da fé em Deus. Essa ideia é alimentada por cristãos liberais e mesmo por alguns padres ditos «modernos».

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