sábado, 6 de março de 2010

O Filho Pródigo

Aproximavam-se dele todos os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem.
Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: «Este acolhe os pecadores e come com eles.»
Jesus propôs-lhes, então, esta parábola:
Disse ainda: «Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte dos bens que me corresponde.' E o pai repartiu os bens entre os dois.
Poucos dias depois, o filho mais novo, juntando tudo, partiu para uma terra longínqua e por lá esbanjou tudo quanto possuía, numa vida desregrada.
Depois de gastar tudo, houve grande fome nesse país e ele começou a passar privações.
Então, foi colocar-se ao serviço de um dos habitantes daquela terra, o qual o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.
E, caindo em si, disse: 'Quantos jornaleiros de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e vou dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros.' E, levantando-se, foi ter com o pai. Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos.
O filho disse-lhe: 'Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho.'
Mas o pai disse aos seus servos: 'Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha; dai-lhe um anel para o dedo e sandálias para os pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o; vamos fazer um banquete e alegrar-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado.' E a festa principiou.



Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se de casa ouviu a música e as danças.
Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. Disse-lhe ele: 'O teu irmão voltou e o teu pai matou o vitelo gordo, porque chegou são e salvo.'
Encolerizado, não queria entrar; mas o seu pai, saindo, suplicava-lhe que entrasse.
Respondendo ao pai, disse-lhe: 'Há já tantos anos que te sirvo sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos; e agora, ao chegar esse teu filho, que gastou os teus bens com meretrizes, mataste-lhe o vitelo gordo.'
O pai respondeu-lhe: 'Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado.'»

Lucas 15,1-3.11-32.



segunda-feira, 1 de março de 2010

A Quaresma e as calças

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

Quando Luísa viu aquele par de calças, foi amor à primeira vista. Acabara de assistir à Missa dominical e, cumprindo uma antiga rotina, fora tomar a bica do costume no café da praxe, ali mesmo no centro comercial, a meio caminho entre a sua casa e a igreja paroquial.

Na homilia, por sinal, o Padre Sérgio tinha falado da Quaresma, aconselhando a prática da mortificação cristã, nomeadamente o jejum na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa, e a abstinência todas as sextas-feiras. Incomodara-a aquela abordagem, que lhe pareceu anacrónica e até um pouco disparatada: que tem Deus a ver com a ementa do almoço ou do jantar?! Que relação há entre o bem da alma e a qualidade do menu?! Na realidade, parecia-lhe tão improcedente o convite à penitência como lhe resultaria despropositado que, por absurdo, o seu médico lhe receitasse duas Avé Marias antes de cada refeição!


O namoro com aquele trapo de estimação não durou muito pois, com medo de que qualquer eventual cliente se lhe antecipasse, Luísa foi logo no dia seguinte à boutique comprar aquelas calças que a tinham fascinado. É verdade que o preço não era convidativo, mas era um investimento – desculpou-se – pois, decerto, mais tarde seriam ainda mais caras. Voltou para casa tão satisfeita consigo mesmo que nem reparou no mendigo que lhe estendera a mão, numa atitude de humilde súplica, e que, ao contrário de outras vezes, não teve a esmola costumeira, nem outra resposta do que a indiferença da sua precipitação.

Chegar a casa e experimentar a compra foi tudo um: desembrulhou com cuidado o presente que magnanimamente se concedera, retirou as etiquetas e vestiu finalmente as calças. O tecido era macio e parecia de boa qualidade, a altura era a ideal e a cor não podia ser mais o seu género. Mas, quando tentou abotoar as calças, não o conseguiu. Repetiu a operação uma e outra vez, contraindo-se o mais que podia, mas a verdade é que a cintura estava muito apertada e, por mais que se esforçasse, o botão fugia à respectiva casa com uma teimosia tão irritante que Luísa impacientou-se. A diferença era apenas de 1,5 centímetros, mas era o suficiente para que as calças não lhe servissem e, como na loja não havia nenhum número maior, resignou-se à rigorosa dieta que se impunha: para grandes males, grandes remédios!

Foram dias a fio de sacrifícios, alimentando-se apenas de sopas, frutas, legumes e iogurtes magros, mas cada milímetro a menos pesava uma tonelada de dolorosas privações, que Luísa padecia estoicamente, por amor às calças.

Foi num dia de chuva que, ao atravessar a rua apressadamente, Luísa foi colhida por um táxi a grande velocidade. A brutalidade do choque, que a projectou a vários metros de distância, teve o efeito imediato de lhe produzir um sério traumatismo craniano, que a induziu num estado comatoso. Era confusa a sua percepção: sentia dores, mas parecia-lhe que não eram dela, embora fossem do seu organismo. Notou vagamente a azáfama dos populares, polícias, maqueiros, enfermeiros e médicos à sua volta, mas o torpor do seu corpo desfeito foi progressivamente alienando-a de tudo o que a rodeava e que lhe parecia cada vez mais longínquo. O seu último pensamento foi para as suas calças novas, que estreava.


Depois, viu-se definitivamente desprendida da sua materialidade e atraída pela misteriosa luz de um outro mundo. Mas quando se dispôs a cruzar o limiar da eternidade, Luísa não o conseguiu: por 1,5 centímetros a sua alma não coube na porta estreita que conduz à Vida.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Evangelização exige boa formação intelectual
--- afirma o Papa Bento

Ao presidir a Audiência Geral desta quarta-feira dedicada a São Domingos de Gusmão, o Papa Bento XVI explicou que seguindo o exemplo desta grande figura da idade Média, a evangelização exige uma boa formação intelectual.

Na sua catequese na Sala Paulo VI, o Santo Padre explicou que São Domingos nasceu em Caleruega, Burgos, Espanha, em 1170. Depois de ser ordenado sacerdote foi eleito cónego da Catedral de Osma, "mas esta nomeação não o interpretou como um privilégio pessoal, nem como o início de uma brilhante carreira eclesiástica, mas como um serviço feito com dedicação e humildade".

Bento XVI explicou que o Bispo de Osma "não demorou a reconhecer as qualidades espirituais de Domingos" e quis contar com sua colaboração para uma missão diplomática no norte da Europa. Nesta viagem, São Domingos deu conta de que "havia povos ainda não evangelizados e a laceração religiosa que debilitava a vida cristã no sul da França, sobre tudo pela ação de alguns grupos heréticos, pela qual os fiéis se afastavam da verdade da fé".

O Papa Honório III pediu a São Domingos "que se dedicasse a pregar aos albigenses", um grupo herético que afirmava que a criação provinha de duas naturezas: o bem e o mal, e que negava algumas realidades cristãs como a encarnação de Cristo e de alguns sacramentos. São Domingos "aceitou com entusiasmo esta missão, que realizou com o exemplo de sua existência pobre e austera, com o anúncio do Evangelho e com discussões públicas".

"Cristo é o bem precioso que os homens e mulheres de todos os tempos e lugares têm o direito de conhecer e de amar! É consolador ver como também na Igreja de hoje há tantos –pastores e fiéis leigos–, membros de antigas ordens religiosas e de novos movimentos eclesiásticos, que dão sua vida com alegria por este ideal supremo: anunciar e testemunhar o Evangelho!".

O Santo Padre assinalou que ao Santo se uniram outros companheiros, com os quais realizou a primeira fundação na França e a partir daí "nasceu a Ordem dos Predicadores". Adotou "a antiga regra de Santo Agostinho, adaptando-a às exigências da vida apostólica, que levavam junto a seus companheiros a pregar de um lugar a outro, mas retornando depois aos próprios conventos, lugares de estudo, oração e vida comunitária".

São Domingos, seguiu o Papa, "quis que seus seguidores recebessem uma sólida formação teológica, por isso não duvidou em enviá-los às universidades de seu tempo" para que se dediquem a "um estudo baseado na alma de todo saber teológico, quer dizer, na Sagrada Escritura e respeitoso das questões expostas pela razão".

"O desenvolvimento da cultura impõe a quem desenvolve o ministério da Palavra, em seus vários níveis, estar bem preparados. Exorto a todos -pastores e leigos- a cultivar esta 'dimensão cultural' da fé, para que a beleza da verdade cristã seja melhor compreendida e a fé seja realmente alimentada, reforçada e defendida. Neste Ano Sacerdotal, convido os seminaristas e os sacerdotes a estimarem o valor espiritual do estudo. As qualidades do ministério sacerdotal também dependem da generosidade com a que alguém se dedica ao estudo das verdades reveladas".

"Domingos, que quis fundar uma ordem religiosa de pregadores-teólogos, nos recorda que a teologia tem uma dimensão espiritual e pastoral, que enriquece o ânimo da vida. Os sacerdotes, os consagrado e todos os fiéis podem encontrar uma profunda 'alegria interior' na contemplação da beleza da verdade que vem de Deus, verdade sempre atual e sempre viva".

São Domingos faleceu em Bolonha em 1221 e foi canonizado em 1234. "Com sua santidade, nos indica dois meios indispensáveis para que a ação apostólica seja incisiva: a devoção Mariana", especialmente a oração do Terço, "que seus filhos espirituais tiveram o grande mérito de difundir" e "o valor da oração de intercessão pelo êxito do trabalho apostólico".

Número de católicos no mundo aumenta
em 19 milhões



VATICANO, 22 Fev. 10 (ACI) .- O Secretário de Estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, e o Arcebispo Fernando Filoni, Substituto para os Assuntos Gerais, apresentaram no fim de semana ao Papa Bento XVI a edição do Anuário Pontifício de 2010. Neste documento se indica, entre outros importantes dados, que os católicos no mundo aumentaram em 19 milhões.

Entre 2007 e 2008, assinala o anuário, os católicos no mundo passaram de 1,147 mil milhões para 1,166 mil milhões, com um aumento de 19 milhões de fiéis, quer dizer, 1,7 por cento. Destaca-se ademais que em 2009, o Papa erigiu 8 sedes episcopais e uma prelatura territorial; foi elevada a diocese uma prelatura territorial e 3 prefeituras a vicariatos apostólicos. Do mesmo modo, nomearam-se 169 novos bispos.

Entre 2007 e 2008 os bispos passaram de 4 946 a 5 002. Por isso concerne ao número de presbíteros, tanto diocesanos como religiosos, aumentaram nos nove últimos anos, passando de 405 178 em 2000 a 409 166 em 2008. A dinâmica desta cifra, entretanto, é distinta em cada continente: enquanto na África, Ásia e América crescem as vocações sacerdotais, na Europa diminuíram, passando de 51,5 por cento aos 47,1 por cento, e na Oceania se mantêm estáveis.

Entre o pessoal que colabora na actividade pastoral dos bispos e sacerdotes, as religiosas constituem o grupo mais numeroso. Se em 2000 eram 801 185, em 2008 passaram a ser 739 067. Na Europa e América concentra-se a maior porcentagem de religiosas: 40,9 por cento e 27,5 por cento, respectivamente.

As maiores diminuições se percebem nestes continentes e na Oceania, enquanto que na África e na Ásia aumentaram 21,2 por cento e 16,4 por cento, respectivamente. Embora estes números rebatam o decréscimo, não chegam a anulá-lo totalmente.

Em relação aos candidatos ao sacerdócio, houve um aumento, passando de 115 919 em 2007 a 117 024 em 2008, com uma evolução diferente em cada continente. Enquanto na África, Ásia e Oceania cresceram respectivamente 3,6 por cento, 4,4 por cento e 6,5 por cento, na Europa diminuíram 4,3 por cento e América se mantém invariável.



domingo, 21 de fevereiro de 2010

Crentes e não crentes unidos na defesa da família

Dezenas de milhares de portugueses desfilaram hoje, em Lisboa, da Rotunda aos Restauradores, a favor do casamento entre pessoas de sexo diferente e contra o projecto de lei do Governo estabelecendo o «casamento» entre pederastas e entre lésbicas.

A manifestação, promovida pela Plataforma Cidadania e Casamento, contou com a adesão e presença de organizações de sensibilidades políticas e religiosas diferentes, todos juntos no mesmo objectivo: defender os valores tradicionais da família. A Milícia de São Miguel foi uma das instituições associadas à promoção da manifestação.  Esta contou também com a presença de um grupo de motards da Associação de Motards Cristãos.

A manifestação foi um êxito, quer pelo número de pessoas participantes, quer pelo modo ordenado como decorreu, apesar de uma contra-manifestação de cerca de 20 indivíduos concentrados em frente ao cinema São Jorge.

Este êxito abre boas perspectivas para a luta contra os propósitos antifamília de Sócrates.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Bento XVI alerta para o perigo de os Estados
pretenderem determinar princípios éticos

O Papa recebeu neste sábado os participantes da Assembleia Plenária da Academia Pontifícia para a Vida, que entre 11 e 13 de Fevereiro debateu no Vaticano o tema da bioética e da lei natural.
«A vida humana seja sempre reconhecida como direito inalienável e nunca como objecto sujeito à arbitrariedade do mais forte».
«A história mostrou o quanto pode ser perigoso e prejudicial que um Estado legisle sobre questões que afectam a pessoa e a sociedade, pretendendo ser ele próprio fonte e princípio da ética.»
... «sem o princípio universal que permita verificar um denominador comum para toda a humanidade, o risco de uma deriva relativista a nível legislativo não deve ser subestimado».


«A lei moral natural (…) permite evitar esse perigo e, sobretudo, oferece ao legislador a garantia de um autêntico respeito pela pessoa.»
No seu discurso, o Papa salientou que as questões relacionadas com a bioética colocam em primeiro plano o «princípio fundamental» da dignidade da pessoa, sem o qual «seria difícil encontrar uma fonte para os direitos da pessoa e impossível chegar a um juízo ético em relação às conquistas da ciência que intervêm directamente na vida humana.»
«Não existe uma compreensão da dignidade humana ligada apenas a elementos externos, como o progresso da ciência, a progressividade na formação da vida humana ou o sentimento de piedade fácil perante situações extremas. Quando se invoca o respeito pela dignidade da pessoa, é essencial que ela seja pleno, total e irrestrito»...
«Desde o primeiro momento, a vida do homem é caracterizada por ser vida humana», e por isso é sempre portadora «de dignidade própria». Ao contrário, «estamos perante o perigo de um uso instrumental da ciência, com a consequência inevitável de cair facilmente na arbitrariedade, na discriminação e no interesse económico do mais forte».



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sobe o número de homossexuais nos governos da Europa ocidental

Posições políticas mais influentes na Europa ocidental
estão a ser assumidas por indivíduos
que se declaram publicamente como homossexuais.


Um artigo da Time.com, publicado em 18 de Janeiro, frisa a ascensão de vários homossexuais assumidos em várias posições em toda a Europa. Desses, o caso mais amplamente publicado é o de Johanna Sigurdardottir, primeira-ministra da Islândia, tornando-se assim a primeira líder mundial abertamente lésbica.

A Islândia não é o único lugar onde se vê crescente aceitação do homossexualismo entre autoridades eleitas. Há 11 homens e mulheres abertamente homossexuais, dois deles ministros, no Parlamento britânico. Ali, ambos os partidos adotaram medidas para acolher a homossexualidade de braços abertos: as mais importantes autoridades conservadoras em Outubro testaram a sua reputação anti-homossexualismo organizando a “primeira noite gay oficial” do partido num bar gay em Manchester como parte de uma conferência partidária mais ampla.

Em França, o Presidente Nicolas Sarkozy nomeou Frédéric Mitterrand, apresentador de televisão, invertido, como ministro da Cultura. O Maire de Paris, Bertrand Delanoë, membro do Partido Socialista e invertido assumido, é considerado um candidato potencial para a presidência francesa em 2012.
As autoridades da Alemanha incluem o ministro das relações exteriores e vice-chanceler Guido Westerwelle, o maire de Berlim Klaus Wowereit e o maire de Hamburgo Ole von Beust.

Embora não fosse uma autoridade governamental, James Rennie, diretor executivo da Juventude Escocesa LGBT, era considerado o mais importante assessor do executivo escocês sobre assuntos de jovens invertidos antes de ser preso como o líder suspeito de uma vasta rede de pedofilia em Maio do ano passado.

A política americana é uma história diferente: os homossexuais ocupam uma fracção menor de importantes posições eleitas. A Time informa que, de acordo com o grupo homossexual de militância política Victory Fund, 450 dos 511 mil cargos governamentais são ocupados por homossexuais assumidos.

No entanto, Obama tem vindo a ajudar a mudar esse clima com nomeações homossexuais para proeminentes posições ministeriais. Recentemente foi criticado por organizações pro-família por ter escolhido «Amanda Mitchell», um transexual, como assessor técnico no Ministério do Comércio.

O facto de Obama ter escolhido o conhecido líder dos invertidos Kevin Jennings para a secretaria de “escolas seguras” da Casa Branca também provocou controvérsia depois de se saber que Jennings era director executivo da Rede de Educação Gay, Lésbica e Hetero (REGLH) quando o grupo ensinou práticas sexualmente violentas para adolescentes de Boston, no que ficou conhecido como o escândalo do “fistgate”. O grupo promovia uma lista de literatura pornográfica para crianças do grau 7-12 enquanto Jennings estava no comando.

Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:

Pedophile Ringleader was Top Advisor to Scottish Gov't on Homosexuality and Children

Eye-Witness Teacher Says Safe Schools Czar Present at "Fistgate" Conference

Obama's "Safe Schools" Czar Dreamed of "Promoting Homosexuality" to Schoolchildren

Homens errados nos lugares errados

Raquel Abecassis

[ Para ler, clicar na imagem do texto ]


Este é o Goulão, do Partido Comunista moderno e das drogas, a favor da sua despenalização e das salas de xuto.


 

Este é o Duarte Vilar, da promiscuidade sexual dos jovens e do aborto, que diz:
«Em relação à educação sexual não há na lei nenhuma coisa que diga que os pais devem dar uma autorização prévia. E nós achamos muito bem.»

Má-fé e desinformação

Quando os bodes expiatórios se chamam Pio e Bento
Bernard-Henri Lévy, L'Osservatore Romano, 23 de Janeiro de 2010

Comentário escrito depois do encontro de Bento XVI com a comunidade judaica de Roma e publicado no Corriere della Sera do dia 20 de Janeiro.

Precisaria deixar de ter má-fé, de tomar partido e, para ser cabal, eliminar a desinformação, quando se trata de Bento XVI. Desde a sua eleição, intentou-se um processo ao seu "ultraconservadorismo", que é continuamente retomado pelos mass media (como se fosse possível um Papa não ser "conservador"). Insistiu-se, com subentendidos e até com anedotas pesadas, sobre o "Papa alemão", o "pós-nazi" de batina, ou sobre aquele a quem a transmissão satírica francesa "Les Guignols" [programa idêntico ao Contra-Informação] não hesitava em chamar "Adolfo II".
Falsificaram-se, pura e simplesmente, os textos: por exemplo, a propósito da sua viagem a Auschwitz de 2006, afirmou-se dado que com o passar do tempo as lembranças se tornam mais incertas ainda hoje se repete que teria homenageado a memória de seis milhões de mortos polacos, vítimas de um simples "bando de criminosos", sem especificar que metade deles eram judeus (a verdade de facto é surpreendente, pois Bento XVI naquela ocasião falou efectivamente dos "poderosos do Terceiro Reich" que tentaram "eliminar" o "povo judeu" do "elenco dos povos da Terra", Le Monde, 30 de Maio de 2006).
E eis que por ocasião da visita do Papa à sinagoga de Roma e depois das suas duas visitas às sinagogas de Colónia e de Nova Iorque, o mesmo coro de desinformadores estabeleceu um primado, estava para dizer que recebeu os louros da vitória, porque não esperou sequer que o Papa ultrapassasse o Tibre para anunciar, urbi et orbi, que ele não soube encontrar as palavras exactas a dizer, nem os gestos justos a realizar e que, portanto, a sua intenção tinha falido...
Por conseguinte, dado que o evento ainda é actual, ser-me-á consentido pôr um pontinho sobre alguns ii. Bento XVI, quando se recolheu em oração diante da coroa de rosas vermelhas deposta sob a placa comemorativa do martírio dos 1021 judeus romanos deportados, não fez mais do que o seu dever, mas fê-lo. Bento XVI, quando prestou homenagem aos "rostos" dos "homens, mulheres e crianças" capturados numa incursão no âmbito do projecto de "extermínio do povo da Aliança de Moisés", disse uma evidência, mas disse-a. De Bento XVI que retoma, palavra por palavra, os termos da oração de João Paulo ii, há dez anos, no Muro das Lamentações; de Bento XVI que então pede "perdão" ao povo judeu devastado pelo furor de um anti-semitismo por longo tempo de essência católica e ao fazê-lo, repito, lê o texto de João Paulo ii, precisa deixar de repetir, como burros, que é atrasado-em-relação-ao-seu-predecessor.
A Bento XVI que declara enfim, depois da segunda vez que se detinha diante da inscrição que recorda o atentado cometido em 1982 por extremistas palestinos, que o diálogo judaico-católico iniciado pelo Concílio Vaticano II já é "irrevogável"; a Bento XVI que anuncia ter a intenção de "aprofundar" o "debate entre iguais", o debate com os "irmãos mais velhos" que são os judeus, podem ser intentados todos os processos que quiserem, mas não o de "congelar" os progressos realizados por João XXIII.
Quanto à vicissitude muito complexa de Pio XII, voltarei a falar, se for necessário. Tratarei de novo o caso Rolf Hochhuth, autor do famoso Il Vicario, que em 1963 lançou a polémica sobre os "silêncios de Pio XII". Em particular, voltarei sobre o facto de que este fogoso justiceiro é também um negacionista consolidado, condenado mais de uma vez como tal e cuja última provocação, há cinco anos, foi a defesa, numa entrevista ao semanário de extrema direita Junge Freiheit, daquele que nega a existência das câmaras a gás, David Irving. Agora gostaria de recordar, como acabou de fazer Laurent Dispot na revista que dirijo, La règle du jeu, que o terrível Pio XII, em 1937, quando ainda era só o Cardeal Pacelli, foi o co-autor com Pio XI da Encíclica Mit brennender Sorge ("Com viva preocupação"), que até hoje continua a ser um dos manifestos antinazistas mais firmes e eloquentes.
Neste momento, devemos por exactidão histórica citar que, antes de optar pela acção clandestina, antes de abrir, sem o dizer, os seus conventos aos judeus romanos perseguidos pelos fascistas, o silencioso Pio XII pronunciou algumas alocuções radiofónicas (por exemplo no Natal de 1941 e 1942) que lhe valeram, depois da morte, a homenagem de Golda Meir: "Durante os dez anos do terror nazi, enquanto o nosso povo sofria um martírio assustador, a voz do Papa elevou-se para condenar os carnífices".
E, agora, surpreende sobretudo que, do silêncio ensurdecedor descido no mundo inteiro sobre o Shoah, se faça carregar todo o peso, ou quase, àquele que, entre os soberanos do momento: a) não possuía canhões nem aviões; b) não poupou os próprios esforços para partilhar com quem dispunha de aviões e canhões, as informações que lhe chegavam; c) salvou pessoalmente, em Roma mas também alhures, um grandíssimo número daqueles pelos quais tinha a responsabilidade moral. Último retoque ao Grande Livro da baixeza contemporânea; Pio ou Bento pode ser Papa ou bode expiatório.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Jornal israelita:
Acusações contra Pio XII não têm fundamento

L'Osservatore Romano deu recentemente a conhecer um artigo publicado no jornal israelita Haaretz, no qual se explica que as acusações contra o venerável Papa Pio XII são totalmente infundadas, que, diferentemente do que dizem seus caluniadores, este Pontífice fez muito para defender os judeus, salvando mais de 800 mil deles de morrer no holocausto, e que além disso, os nazis o conheciam bem e o temiam.


O artigo, que aparece logo depois da defesa que também fizera de Pio XII e do Papa Bento XVI o intelectual francês Bernard-Henri Lévy a seguir à assinatura do decreto que proclama as virtudes heróicas do Papa Pacelli, questiona a falta de provas daqueles que acusam este grande Pontífice e explica como uma de suas primeiras medidas que ordenou em 1933 ao Núncio na Alemanha, quando ainda era Secretário de Estado, foi «ver que coisas podiam ser feitas para rebater as políticas anti-semitas do nazismo».

Seguidamente recorda a encíclica Mit brennender Sorge, redigida pelo ainda Cardeal Pacelli em representação de Pio XI, que condenava a «doutrina nazi». Este documento «foi introduzido ilegalmente na Alemanha e lido nos púlpitos das igrejas em 21 de março de 1937».

Cinco dias depois, um funcionário do Ministério de Relações Exteriores da Alemanha, Hans Dieckhoff, escreveu que «a encíclica contém ataques muito duros ao governo alemão e exorta os católicos a rebelarem-se frente à autoridade do Estado».

«Logo depois da morte de Pio XI, em 2 de Março de 1939 foi eleito Papa o Cardeal Pacelli. Os nazis estavam descontentes pelo novo Pontífice, que tomou o nome de Pio XII. Em 4 de Março, Joseph Goebbels, Ministro alemão de propaganda, escreveu no seu diário: 'almoço com o Führer. Está a considerar a ideia de anular a concordata com Roma depois da eleição de Pacelli ao pontificado'».

O artigo do Haaretz explica logo que «durante a guerra, o Papa não ficou em silêncio: em numerosos discursos e encíclicas defendeu os direitos humanos para todos e chamou as nações beligerantes a respeitar os direitos de todos os civis e prisioneiros de guerra».

«Contrariamente ao que acreditam muitos de seus caluniadores, os nazis compreenderam Pio XII muito bem. Logo depois de ter examinado atentamente a mensagem de Pio XII para o Natal de 1942, o gabinete central do Reich para a segurança concluiu: 'Como nunca antes acontecera, o Papa repudiou a nova ordem nacional-socialista europeia. Acusa virtualmente o povo alemão de injustiça para com os judeus e faz-se porta-voz dos criminosos de guerra judeus'».

O texto aconselha a consultar «qualquer livro que critique a Pio XII e não se encontrará nem rastos deste importante relato».

Depois de assinalar que Pio XII «esteve em estreito contato com a resistência alemã» e contribuiu para a ajuda que os americanos deram aos soviéticos invadidos pelos nazis, o artigo do jornal Haaretz indica que «no curso da guerra, o pessoal encarregado pelo Papa ordenou aos representantes diplomáticos vaticanos em muitas zonas ocupadas pelos nazis e nos países do Eixo para intervir em nome do povo judeu em perigo».

«Até à morte de Pio XII, em 1958, muitas organizações, jornais e líderes judeus elogiaram os seus esforços. Para citar um de tantos exemplos, Alexander Shafran, rabino principal de Bucarest, na sua carta de 7 de Abril de 1944 ao Núncio Apostólico na Roménia, escreve: 'Não é fácil para nós encontrar as palavras justas para expressar o afecto e o consolo recebidos graças ao interesse do Sumo Pontífice, que doou uma quantia enorme para aliviar os sofrimentos dos deportados judeus. Os judeus da Roménia jamais esquecerão estes factos de importância histórica'».

O artigo do jornal israelita Haaretz finaliza assinalando que «a campanha contra o Papa Pio XII está destinada ao fracasso porque os seus caluniadores não têm nenhuma prova para sustentar as suas acusações principais, como ter ficado em silêncio, que era favorável ao nazismo e que fez pouco ou nada para ajudar os judeus».

«Talvez – conclui – só num mundo ao contrário do nosso, o único homem que, no período bélico, fez mais que qualquer outro líder para ajudar aos judeus e outras vítimas do nazismo, receberia a condenação mais dura».



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A maçonaria europeísta contra a liberdade religiosa

Da imprensa


Os crucifixos nas escolas

A decisão do Tribunal de Estrasburgo, que exige a retirada de crucifixos das escolas públicas “carece de legitimidade” de acordo com a decisão do Constitucional italiano.

O Tribunal Constitucional italiano decidiu que a lei italiana está acima da decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que sancionava os crucifixos das escolas públicas transalpinas.

No passado mês de Novembro, o Tribunal europeu ordenou a remoção de todos os crucifixos das escolas públicas, na sequência de uma queixa de uma mãe. A decisão do tribunal de Estrasburgo causou indignação em Itália e especialistas advertiram que a decisão prejudicava a liberdade religiosa e a soberania nacional dos Estados-Membros da União Europeia.

Agora, o representante máximo legal italiano, o Tribunal Constitucional, decidiu que a ordem de Estrasburgo, está em conflito com a Constituição italiana, e que, portanto, “carece de legitimidade”.
Piero A. Tozzi, da Catholic Family and Human Rights, disse que a decisão é um alerta contra as decisões com motivação ideológica do Tribunal de Estrasburgo e vai contra a sua ultrapassagem dos limites jurisdicionais.

O senador italiano Stephen Ceccanti salientou a importância “do valor da cultura religiosa no património histórico do povo italiano e da contribuição dos valores do constitucionalismo, como um símbolo de valor dentro dos limites da Constituição”.

Uma sentença polémica

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em 3 de Novembro passado, declarou a presença de crucifixos nas salas de aula das escolas “uma violação dos direitos dos pais a educar os seus filhos de acordo com as suas convicções” e “da liberdade da religião dos alunos”. O processo iniciou-se após o recurso interposto por Soile Lautsi, uma mulher italiana de origem finlandesa, que, em 2002, solicitou a remoção dos crucifixos do Instituto Estatal Italiano Vittorino da Feltre, no qual estudavam os seus dois filhos.

Naquela ocasião, a escola recusou-se, por considerar que o crucifixo faz parte do património cultural italiano, um argumento que foi posteriormente confirmado nos tribunais italianos. Posteriormente, o Tribunal de Estrasburgo deu-lhe razão e declarou a exposição de crucifixos nas salas de aula públicas ”uma violação dos direitos fundamentais”. Lautsi recorreu a este Tribunal, após inúmeras tentativas frustradas nos tribunais italianos.

Agora, o governo italiano teve de pagar 5.000 € “pelos danos morais sofridos”. A sentença é a primeira que este tribunal dependente do Conselho da Europa emite em matéria de símbolos religiosos nas salas de aula.

A ministra da Educação, Mariastella Gelmini, mostrou, então, publicamente a sua oposição à decisão do Tribunal e sublinhou que “ninguém, muito menos um tribunal europeu impregnado de ideologia, conseguirá arrancar-nos a nossa identidade” A ministra que repudiou a decisão considerou que “a presença de crucifixos nas salas de aula não significam uma adesão ao catolicismo, mas representam a nossa tradição”.

Apelo a dadores de medula óssea

O Kiko de apenas 10 anos, está com uma leucemia gravíssima. Para ter hipótese de sobreviver precisa de receber urgentemente um transplante de medula óssea e precisa de encontrar um dador compatível. A probabilidade disso acontecer é muito pequena: de 1 para 10 000. Quem sabe um de nós não o pode ajudar?
Contactar Maria João Costa mjcosta@dquixote.leya.com


Entrevista da Irmã Ângela Coelho a «Mensagem»

«O Francisco é um talento
que Deus confiou ao nosso mundo!»


Entrevista à Irmã Ângela Coelho, no âmbito do congresso «Francisco Marto - Crescer para o Dom». Ângela de Fátima Coelho é religiosa e médica. Pertence à Congregação da Aliança de Santa Maria.
Exerce medicina no Hospital de Leiria e é Mestra de noviças da sua congregação.
É docente no Curso de Ciências Religiosas no ISCRA (Aveiro) e no Curso Geral de Teologia, do Centro de Formação e Cultura, da Diocese de Leiria-Fátima.
É especialista na Mensagem de Fátima, tema sobre o qual faz numerosas conferências em Portugal e no estrangeiro. Será moderadora de um dos painéis temáticos do Congresso sobre Francisco Marto, motivo pelo qual fomos conversar com ela, procurando aprofundar as razões, os conteúdos e as suas próprias expectativas em relação a este congresso.
Em primeiro lugar… justifica-se um congresso sobre uma criança, Francisco Marto?

Claro que sim. Ao longo destes 90 anos tem-se falado tanto na mensagem de Fátima, e a vida dos pastorinhos começou a ganhar um relevo grande a partir da sua beatificação, no ano 2000. Justifica-se, para já, por essa razão: porque ainda não é muito conhecida, nem divulgada, nem aprofundada a personalidade do Francisco. Este congresso pode ser um bom ponto de partida para isso mesmo, pois há muita informação que agora começa a estar ao nosso dispor. Até agora centrava-se muito sobre as Memórias da Irmã Lúcia e alguns livros de espiritualidade, mas actualmente temos mais informação, como a Documentação crítica de Fátima.

O que torna essa personalidade do Francisco Marto assim especial?

A Mensagem de Fátima assenta naquilo que Nossa Senhora pediu, e foi posto em prática pelas três crianças, Francisco, Jacinta e Lúcia, no seu conjunto, mas também por cada um deles de uma forma individual, em que cada um contribuiu com algo especial. Lembro uma passagem do Antigo Testamento que pode ser inspiradora para essa leitura, quando Elias sobe ao monte Horeb para se encontrar com Deus: primeiro há um trovão, um vento muito impetuoso, que me faz lembrar a Lúcia, aquela que vê, que fala e que fica com a missão de anunciar; depois surge o fogo, que faz lembrar a Jacinta, que tinha no peito aquele ardor pelo Coração Imaculado de Maria e pelo Santo Padre; finalmente, vem a brisa suave onde estava Deus, que me lembra o Francisco, uma criança contemplativa, uma criança de silêncio, que encontra Deus neste silêncio. É por ser uma alma silenciosa que é capaz de captar, de uma forma especial, aquilo que foi, por exemplo, o Coração eucarístico de Jesus.
O Francisco tem também isso de especial: encontra a sua missão muito cedo, é uma criança que se retira para o “deserto” da Serra de Aire, onde desenvolve a sua dimensão contemplativa.

Podemos dizer que essa é a principal característica que o distingue das outras duas videntes de Fátima?

Sim, mas há muitas outras coisas que o distinguem. O Francisco era mais introvertido, mais pacífico, era aquele menino calmo que perdia os jogos mas não levava a mal, não ficava amuado, ao passo que a Jacinta amuava logo. Depois das aparições, o Francisco vai mudar e muda também a partir da sua natureza: gosta de estar sozinho, mas tem um sentido para esta solidão, que era o estar com Deus.

Era um rapaz também muito sensível. Dos três, é o mais sensível à natureza, gosta muito de animais e vive apaixonado pela música, pelo seu pífaro.

É ainda muito corajoso. Na prisão, é ele que dá força à irmã quando ela está a chorar, é ele que a encoraja e anima.
Outra coisa que o caracteriza é a sua capacidade de discernimento. Por exemplo, quando vê a Lúcia em apuros, por não saber o que responder às pessoas, ou por não querer ir às aparições em Julho com medo de que seja o demónio, é o Francisco que lhe dá coragem e lhe mostra que está enganada: como é que pode ser o demónio, “se Nossa Senhora é tão bonita e o demónio é tão feio”?

O que podem ver de interessante as crianças de hoje neste menino nascido há 100 anos?

As crianças podem olhar para ele, porque é uma criança absolutamente normal. Portanto, as crianças de hoje, que brincam com playstation e computadores, podem rever-se no Francisco porque não era uma criança extraordinária. Mas viveu um acontecimento especial, que o levou a desenvolver algumas virtudes e características, que me parecem ser fundamentais para as crianças de hoje.
Por exemplo, o sentido da obediência. O Francisco era muito obediente aos pais e também obedeceu prontamente aos pedidos de Nossa Senhora. Ela pediu para rezar muitos terços a fim de ele ir para o Céu, e o Francisco não pergunta porquê, não resmunga, não faz birra, apenas reza.
Outro aspecto é o sentido da pureza que o Francisco tinha. Ser puro é ver as coisas como Deus as vê, ver as pessoas e os acontecimentos como Deus os vê, com o olhar de Deus.
O Francisco desenvolveu muito este sentido da pureza, por exemplo, na forma como aconselhava a prima a não andar com certo grupo de colegas, para não aprender a dizer palavras feias, pois “Jesus fica triste”. As nossas crianças têm muito a aprender com ele.. Por exemplo, no uso da internet, que é uma coisa maravilhosa, mas também com alguns perigos, concretamente na dimensão da pureza, onde tantas imagens deformam o nosso olhar, levando-nos a ver a vida com malícia.
Uma característica fundamental é a humildade do Francisco. Nas aparições, a Lúcia via, ouvia e falava, a Jacinta via e ouvia, e o Francisco só via. Nunca se queixou, nunca se sentiu diminuído, nunca disse “coitadinho de mim, porque só vejo”, assumiu o que era, assumiu os seus limites. No nosso tempo, em que cada criança tem que ser melhor que a outra, num mundo marcado pela competitividade, onde não há direito a ter medos nem fraquezas, numa sociedade que exige ser o mais inteligente, o mais bonito, o mais rico, o mais poderoso… o Francisco com o seu jeito humilde ensina muito às crianças de hoje.
Por tudo isto, penso que o Francisco, que era uma criança absolutamente normal, se transformou numa criança especial, que todas as crianças normais deste tempo podem perfeitamente imitar.

Dadas essas características, podemos dizer que o Francisco pode também ser inspirador para os adultos?

Muito. O Francisco era criança, mas tinha uma infância madura. Com a vivência espiritual da mensagem de Fátima, não deixou de ser criança, apreciava a companhia da prima e da irmã, gostava do carinho do pai e da mãe.
O que os adultos mais podem aprender com o Francisco é, desde logo, a prudência, a sensibilidade que ele demonstra. Lembro aquele conselho à Lúcia para ela não voltar da escola com certos amigos, para ir um “bocadinho para o pé de Jesus escondido e depois vir sozinha para casa”. Quantos pais, na educação dos filhos, podem aprender com esta prudência do Francisco!
Há outras características que são inspiradoras para os adultos: a sua lucidez, a sua consciência recta, o seu amor à verdade, que o seu pai, “Ti Marto”, frequentemente confirmava. Esta consciência da rectidão é importantíssima, num mundo onde a verdade é relativa, e tudo é relativo.
No pequeno Francisco era saliente o seu sentido de responsabilidade e a sua insistência em ser fiel aos compromissos assumidos. Tinha-lhe sido confiada de forma especial a missão de rezar, concretamente de rezar muitos terços, apelando à sua dimensão contemplativa. E ele nunca abriu mão daquilo a que se tinha comprometido. Num mundo onde também os compromissos comprometem tão pouco as pessoas, numa sociedade tão light, ao nível da profissão, do trabalho, das relações familiares, o Francisco pode ajudar muito neste sentido da responsabilidade e do compromisso.

Normalmente associa-se a imagem do Francisco ao contemplativo do grupo. Pelo que acaba de dizer, ele poderá ser modelo, não apenas para pessoas com gosto pela oração contemplativa, mas também para quem tem uma vocação mais “activa” na Igreja e na presença no mundo…

Claro que sim. A Igreja é simultaneamente missionária e contemplativa, como diz a Sacrossantum Concilium. A Igreja tem estas duas dimensões, e cada um de nós tem essas duas dimensões, a dimensão activa, apostólica e a contemplativa. A dimensão contemplativa, de facto, é o fim da nossa vida, que é a união com Deus.
No fundo, o Francisco é alguém que vive esta dimensão contemplativa de uma forma especial. Ele é para nós um alerta, um sinal que nos lembra que isto da contemplação, da dimensão espiritual da vida, é para todos. Ou seja, o Francisco é um apelo a não nos esquecermos desta nossa dimensão de união com Deus, do fim da nossa vida para o qual existimos, que é o estar com Cristo.

Em relação à mensagem de Fátima, qual considera ser o conteúdo que o Francisco encarnou mais intensamente?

Antes de mais, o Francisco era um apaixonado pela beleza. Ele tem uma frase muito interessante a este propósito: “Gostei muito de ver o Anjo, mas gostei ainda mais de Nossa Senhora. Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito”. Ou seja, o Francisco é apaixonado pela beleza, muito sensível à beleza, e consegue perceber essa gradação: o Anjo é bonito, Nossa Senhora é mais, mas mesmo mais bonito é Nosso Senhor.
Depois, a sua espiritualidade reparadora: ele vivia intensamente numa vontade de consolar a Deus, a “Jesus Escondido”. Vive um grande sentido de compaixão.

Como é que ele viveu tudo isto?

Pela adoração eucarística. O Francisco passava horas diante de “Jesus Escondido”. A que grau de intimidade chegou Francisco com Jesus, nós nunca o saberemos. Há o caso de uma senhora que pede uma graça para um filho que foi acusado de um crime falso. O Francisco vai rezar e no fim da oração diz à Lúcia: “Diz à tua Teresa que daqui a poucos dias ele vem para casa”.

Como é que uma criança passa uma manhã com Jesus escondido e depois tem a certeza absoluta de que consegue uma graça?

Sem dúvida, também não podemos excluir o seu amor ao Rosário. Nossa Senhora disse que o Francisco tinha de rezar muitos terços, e ele diz: “Ó minha Nossa Senhora, terços rezo tantos quantos tu quiseres”.

Em que medida a experiência e o testemunho do Francisco Marto pode ser estimulante para a vivência da fé cristã?

Tudo o que é pedido aos Pastorinhos, insere-os naquilo que sempre foi a tradição de vida da Igreja. A experiência dos Pastorinhos mostra-nos que até uma criança, num curto espaço de tempo, em dois ou três anos, consegue viver de modo intenso e profundo o mistério da Eucaristia. No Francisco é especialmente visível o amor aos pecadores, com os quais se sentia solidário, unindo-se a eles e fazendo sacrifícios por eles.
É isso que é estimulante para a nossa vivência cristã: se uma criança o fez, eu também o posso fazer, são coisas simples e conhecidas, nada de extraordinário. Porque se fosse algo de extraordinário eu poderia desculpar-me e dizer “não sou capaz, não é para mim”.

Como médica, trabalhando de perto com pessoas em sofrimento e tendo conhecimento do tipo de sofrimento por que passou o Francisco, acha que o modo como ele encarou a doença e lidou com a dor é também um modelo que sirva para nós?

O que me chama a atenção nos meus doentes é a forma como cada um vivencia a sua doença. No caso do Francisco, noto que a sua atitude não é tanto o “porquê a mim?”, mas o “para quê?”, o “que é que eu posso fazer, com esta circunstância que tenho?”
O Francisco conseguiu encontrar um sentido para o seu sofrimento, que até enchia de gozo e de alegria a sua doença. Vivia para consolar a Deus e Nossa Senhora, para converter os pecadores. Desta forma, fez da fase final da sua vida um dom, inclusivamente da sua doença. Parece-me que ele encarou a doença de um modo ajustado, sofrendo com paciência e “resignação activa”, não como “coitadinho de mim”, mas como quem integra a doença na sua vida, com todo o seu carácter, todas as suas capacidades, todo o seu sentido.
Tenho encontrado crianças a sofrerem assim e também adultos. Há quem sofra de forma revoltada e zangada, e há quem sofra de forma paciente, sem se deixar dominar e escravizar pela doença, assumindo-a com decisão, mas vivendo-a como um acontecimento da vida.

Essa é mesmo a questão que nos surge: toda essa maturidade e até a austeridade que marca a vida do Francisco é normal numa criança? Hoje não seria sintoma de uma patologia?

Não! Há crianças que sofrem com muito amor, com muito sentido de entrega. Claro que não é comparável ao sentido do Francisco, porque ele teve uma experiência única, mas também não é totalmente desajustado, porque também ele cumpriu tudo o que havia a cumprir, não fez nada de extraordinário mesmo durante a doença.

Que expectativas tem em relação a este Congresso?

Eu estou muito entusiasmada e também muito expectante.
O congresso é uma excelente oportunidade para reflectirmos sobre a personalidade humana do Francisco, aquilo em que a vivência da mensagem de Fátima o fez transformar como menino e, depois, como morreu. Pode ser um momento excelente, de enriquecimento para todos nós, e espero que muitos possam aproveitar. Ao falar desta criança, o congresso recordará um modelo que tanto pode ensinar.
O Francisco é um talento que Deus confiou ao nosso mundo!


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

Depois os irresponsáveis pacifistas não digam
que eles não avisaram...



É preocupante mas os nossos pacifistas teimam em fechar os olhos à realidade do mundo actual. Falar de conflito de civilizações é, para eles, «politicamente incorrecto».
O Ocidente está a amedrontar-se e a ceder a esta gente...
É a pior forma de lidar com estes fanáticos e terroristas!
Estas fotografias foram tiradas na manifestação d' «A religião da paz» (???!!!), organizada pelos muçulmanos em Londres.
Não foram publicadas na imprensa nem na tv para não ofender ninguém...
Enquanto o Ocidente tolera todas estas manifestações belicistas e de ódio, os cristãos são impedidos nos países muçulmanos de praticar pacificamente a sua religião, perseguidos, agredidos e mesmo assassinados.
Enquanto no Ocidente os muçulmanos são livres de abrir as suas mesquitas, nos países muçulmanos as igrejas são incendiadas e destruídas. 
Os cristãos são pacíficos mas têm o direito a defender-se e o dever de defender a Civilização cristã.
Os estados ocidentais devem tomar todas as medidas necessárias à sua defesa.



«DECAPITAI OS QUE INSULTAM O ISLÃO» 



«A EUROPA É O CÂNCRO. O ISLÃO É A RESPOSTA»
«EXTERMINAI OS QUE CALUNIAM O ISLÃO»



«O ISLÃO DOMINARÁ O MUNDO»



«QUE A LIBERDADE SEJA ESPEZINHADA»



«EUROPA, TIRA ALGUMAS LIÇÕES DO 11 DE SETEMBRO»



«EUROPA, PAGARÁS. O TEU 11 DE SETEMBRO ESTÁ A CAMINHO»



«PREPARA-TE PARA O VERDADEIRO HOLOCAUSTO»



«MASSACRAI AQUELES QUE INSULTAM O ISLÃO»
«EXTERMINAI OS QUE CALUNIAM O ISLÃO»
«EUROPA PAGARÁS: A TUA DEMOLIÇÃO ESTÁ EM MARCHA»


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A TODA A GENTE QUE CONHECES: