segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sobe o número de homossexuais nos governos da Europa ocidental

Posições políticas mais influentes na Europa ocidental
estão a ser assumidas por indivíduos
que se declaram publicamente como homossexuais.


Um artigo da Time.com, publicado em 18 de Janeiro, frisa a ascensão de vários homossexuais assumidos em várias posições em toda a Europa. Desses, o caso mais amplamente publicado é o de Johanna Sigurdardottir, primeira-ministra da Islândia, tornando-se assim a primeira líder mundial abertamente lésbica.

A Islândia não é o único lugar onde se vê crescente aceitação do homossexualismo entre autoridades eleitas. Há 11 homens e mulheres abertamente homossexuais, dois deles ministros, no Parlamento britânico. Ali, ambos os partidos adotaram medidas para acolher a homossexualidade de braços abertos: as mais importantes autoridades conservadoras em Outubro testaram a sua reputação anti-homossexualismo organizando a “primeira noite gay oficial” do partido num bar gay em Manchester como parte de uma conferência partidária mais ampla.

Em França, o Presidente Nicolas Sarkozy nomeou Frédéric Mitterrand, apresentador de televisão, invertido, como ministro da Cultura. O Maire de Paris, Bertrand Delanoë, membro do Partido Socialista e invertido assumido, é considerado um candidato potencial para a presidência francesa em 2012.
As autoridades da Alemanha incluem o ministro das relações exteriores e vice-chanceler Guido Westerwelle, o maire de Berlim Klaus Wowereit e o maire de Hamburgo Ole von Beust.

Embora não fosse uma autoridade governamental, James Rennie, diretor executivo da Juventude Escocesa LGBT, era considerado o mais importante assessor do executivo escocês sobre assuntos de jovens invertidos antes de ser preso como o líder suspeito de uma vasta rede de pedofilia em Maio do ano passado.

A política americana é uma história diferente: os homossexuais ocupam uma fracção menor de importantes posições eleitas. A Time informa que, de acordo com o grupo homossexual de militância política Victory Fund, 450 dos 511 mil cargos governamentais são ocupados por homossexuais assumidos.

No entanto, Obama tem vindo a ajudar a mudar esse clima com nomeações homossexuais para proeminentes posições ministeriais. Recentemente foi criticado por organizações pro-família por ter escolhido «Amanda Mitchell», um transexual, como assessor técnico no Ministério do Comércio.

O facto de Obama ter escolhido o conhecido líder dos invertidos Kevin Jennings para a secretaria de “escolas seguras” da Casa Branca também provocou controvérsia depois de se saber que Jennings era director executivo da Rede de Educação Gay, Lésbica e Hetero (REGLH) quando o grupo ensinou práticas sexualmente violentas para adolescentes de Boston, no que ficou conhecido como o escândalo do “fistgate”. O grupo promovia uma lista de literatura pornográfica para crianças do grau 7-12 enquanto Jennings estava no comando.

Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:

Pedophile Ringleader was Top Advisor to Scottish Gov't on Homosexuality and Children

Eye-Witness Teacher Says Safe Schools Czar Present at "Fistgate" Conference

Obama's "Safe Schools" Czar Dreamed of "Promoting Homosexuality" to Schoolchildren

Homens errados nos lugares errados

Raquel Abecassis

[ Para ler, clicar na imagem do texto ]


Este é o Goulão, do Partido Comunista moderno e das drogas, a favor da sua despenalização e das salas de xuto.


 

Este é o Duarte Vilar, da promiscuidade sexual dos jovens e do aborto, que diz:
«Em relação à educação sexual não há na lei nenhuma coisa que diga que os pais devem dar uma autorização prévia. E nós achamos muito bem.»

Má-fé e desinformação

Quando os bodes expiatórios se chamam Pio e Bento
Bernard-Henri Lévy, L'Osservatore Romano, 23 de Janeiro de 2010

Comentário escrito depois do encontro de Bento XVI com a comunidade judaica de Roma e publicado no Corriere della Sera do dia 20 de Janeiro.

Precisaria deixar de ter má-fé, de tomar partido e, para ser cabal, eliminar a desinformação, quando se trata de Bento XVI. Desde a sua eleição, intentou-se um processo ao seu "ultraconservadorismo", que é continuamente retomado pelos mass media (como se fosse possível um Papa não ser "conservador"). Insistiu-se, com subentendidos e até com anedotas pesadas, sobre o "Papa alemão", o "pós-nazi" de batina, ou sobre aquele a quem a transmissão satírica francesa "Les Guignols" [programa idêntico ao Contra-Informação] não hesitava em chamar "Adolfo II".
Falsificaram-se, pura e simplesmente, os textos: por exemplo, a propósito da sua viagem a Auschwitz de 2006, afirmou-se dado que com o passar do tempo as lembranças se tornam mais incertas ainda hoje se repete que teria homenageado a memória de seis milhões de mortos polacos, vítimas de um simples "bando de criminosos", sem especificar que metade deles eram judeus (a verdade de facto é surpreendente, pois Bento XVI naquela ocasião falou efectivamente dos "poderosos do Terceiro Reich" que tentaram "eliminar" o "povo judeu" do "elenco dos povos da Terra", Le Monde, 30 de Maio de 2006).
E eis que por ocasião da visita do Papa à sinagoga de Roma e depois das suas duas visitas às sinagogas de Colónia e de Nova Iorque, o mesmo coro de desinformadores estabeleceu um primado, estava para dizer que recebeu os louros da vitória, porque não esperou sequer que o Papa ultrapassasse o Tibre para anunciar, urbi et orbi, que ele não soube encontrar as palavras exactas a dizer, nem os gestos justos a realizar e que, portanto, a sua intenção tinha falido...
Por conseguinte, dado que o evento ainda é actual, ser-me-á consentido pôr um pontinho sobre alguns ii. Bento XVI, quando se recolheu em oração diante da coroa de rosas vermelhas deposta sob a placa comemorativa do martírio dos 1021 judeus romanos deportados, não fez mais do que o seu dever, mas fê-lo. Bento XVI, quando prestou homenagem aos "rostos" dos "homens, mulheres e crianças" capturados numa incursão no âmbito do projecto de "extermínio do povo da Aliança de Moisés", disse uma evidência, mas disse-a. De Bento XVI que retoma, palavra por palavra, os termos da oração de João Paulo ii, há dez anos, no Muro das Lamentações; de Bento XVI que então pede "perdão" ao povo judeu devastado pelo furor de um anti-semitismo por longo tempo de essência católica e ao fazê-lo, repito, lê o texto de João Paulo ii, precisa deixar de repetir, como burros, que é atrasado-em-relação-ao-seu-predecessor.
A Bento XVI que declara enfim, depois da segunda vez que se detinha diante da inscrição que recorda o atentado cometido em 1982 por extremistas palestinos, que o diálogo judaico-católico iniciado pelo Concílio Vaticano II já é "irrevogável"; a Bento XVI que anuncia ter a intenção de "aprofundar" o "debate entre iguais", o debate com os "irmãos mais velhos" que são os judeus, podem ser intentados todos os processos que quiserem, mas não o de "congelar" os progressos realizados por João XXIII.
Quanto à vicissitude muito complexa de Pio XII, voltarei a falar, se for necessário. Tratarei de novo o caso Rolf Hochhuth, autor do famoso Il Vicario, que em 1963 lançou a polémica sobre os "silêncios de Pio XII". Em particular, voltarei sobre o facto de que este fogoso justiceiro é também um negacionista consolidado, condenado mais de uma vez como tal e cuja última provocação, há cinco anos, foi a defesa, numa entrevista ao semanário de extrema direita Junge Freiheit, daquele que nega a existência das câmaras a gás, David Irving. Agora gostaria de recordar, como acabou de fazer Laurent Dispot na revista que dirijo, La règle du jeu, que o terrível Pio XII, em 1937, quando ainda era só o Cardeal Pacelli, foi o co-autor com Pio XI da Encíclica Mit brennender Sorge ("Com viva preocupação"), que até hoje continua a ser um dos manifestos antinazistas mais firmes e eloquentes.
Neste momento, devemos por exactidão histórica citar que, antes de optar pela acção clandestina, antes de abrir, sem o dizer, os seus conventos aos judeus romanos perseguidos pelos fascistas, o silencioso Pio XII pronunciou algumas alocuções radiofónicas (por exemplo no Natal de 1941 e 1942) que lhe valeram, depois da morte, a homenagem de Golda Meir: "Durante os dez anos do terror nazi, enquanto o nosso povo sofria um martírio assustador, a voz do Papa elevou-se para condenar os carnífices".
E, agora, surpreende sobretudo que, do silêncio ensurdecedor descido no mundo inteiro sobre o Shoah, se faça carregar todo o peso, ou quase, àquele que, entre os soberanos do momento: a) não possuía canhões nem aviões; b) não poupou os próprios esforços para partilhar com quem dispunha de aviões e canhões, as informações que lhe chegavam; c) salvou pessoalmente, em Roma mas também alhures, um grandíssimo número daqueles pelos quais tinha a responsabilidade moral. Último retoque ao Grande Livro da baixeza contemporânea; Pio ou Bento pode ser Papa ou bode expiatório.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Jornal israelita:
Acusações contra Pio XII não têm fundamento

L'Osservatore Romano deu recentemente a conhecer um artigo publicado no jornal israelita Haaretz, no qual se explica que as acusações contra o venerável Papa Pio XII são totalmente infundadas, que, diferentemente do que dizem seus caluniadores, este Pontífice fez muito para defender os judeus, salvando mais de 800 mil deles de morrer no holocausto, e que além disso, os nazis o conheciam bem e o temiam.


O artigo, que aparece logo depois da defesa que também fizera de Pio XII e do Papa Bento XVI o intelectual francês Bernard-Henri Lévy a seguir à assinatura do decreto que proclama as virtudes heróicas do Papa Pacelli, questiona a falta de provas daqueles que acusam este grande Pontífice e explica como uma de suas primeiras medidas que ordenou em 1933 ao Núncio na Alemanha, quando ainda era Secretário de Estado, foi «ver que coisas podiam ser feitas para rebater as políticas anti-semitas do nazismo».

Seguidamente recorda a encíclica Mit brennender Sorge, redigida pelo ainda Cardeal Pacelli em representação de Pio XI, que condenava a «doutrina nazi». Este documento «foi introduzido ilegalmente na Alemanha e lido nos púlpitos das igrejas em 21 de março de 1937».

Cinco dias depois, um funcionário do Ministério de Relações Exteriores da Alemanha, Hans Dieckhoff, escreveu que «a encíclica contém ataques muito duros ao governo alemão e exorta os católicos a rebelarem-se frente à autoridade do Estado».

«Logo depois da morte de Pio XI, em 2 de Março de 1939 foi eleito Papa o Cardeal Pacelli. Os nazis estavam descontentes pelo novo Pontífice, que tomou o nome de Pio XII. Em 4 de Março, Joseph Goebbels, Ministro alemão de propaganda, escreveu no seu diário: 'almoço com o Führer. Está a considerar a ideia de anular a concordata com Roma depois da eleição de Pacelli ao pontificado'».

O artigo do Haaretz explica logo que «durante a guerra, o Papa não ficou em silêncio: em numerosos discursos e encíclicas defendeu os direitos humanos para todos e chamou as nações beligerantes a respeitar os direitos de todos os civis e prisioneiros de guerra».

«Contrariamente ao que acreditam muitos de seus caluniadores, os nazis compreenderam Pio XII muito bem. Logo depois de ter examinado atentamente a mensagem de Pio XII para o Natal de 1942, o gabinete central do Reich para a segurança concluiu: 'Como nunca antes acontecera, o Papa repudiou a nova ordem nacional-socialista europeia. Acusa virtualmente o povo alemão de injustiça para com os judeus e faz-se porta-voz dos criminosos de guerra judeus'».

O texto aconselha a consultar «qualquer livro que critique a Pio XII e não se encontrará nem rastos deste importante relato».

Depois de assinalar que Pio XII «esteve em estreito contato com a resistência alemã» e contribuiu para a ajuda que os americanos deram aos soviéticos invadidos pelos nazis, o artigo do jornal Haaretz indica que «no curso da guerra, o pessoal encarregado pelo Papa ordenou aos representantes diplomáticos vaticanos em muitas zonas ocupadas pelos nazis e nos países do Eixo para intervir em nome do povo judeu em perigo».

«Até à morte de Pio XII, em 1958, muitas organizações, jornais e líderes judeus elogiaram os seus esforços. Para citar um de tantos exemplos, Alexander Shafran, rabino principal de Bucarest, na sua carta de 7 de Abril de 1944 ao Núncio Apostólico na Roménia, escreve: 'Não é fácil para nós encontrar as palavras justas para expressar o afecto e o consolo recebidos graças ao interesse do Sumo Pontífice, que doou uma quantia enorme para aliviar os sofrimentos dos deportados judeus. Os judeus da Roménia jamais esquecerão estes factos de importância histórica'».

O artigo do jornal israelita Haaretz finaliza assinalando que «a campanha contra o Papa Pio XII está destinada ao fracasso porque os seus caluniadores não têm nenhuma prova para sustentar as suas acusações principais, como ter ficado em silêncio, que era favorável ao nazismo e que fez pouco ou nada para ajudar os judeus».

«Talvez – conclui – só num mundo ao contrário do nosso, o único homem que, no período bélico, fez mais que qualquer outro líder para ajudar aos judeus e outras vítimas do nazismo, receberia a condenação mais dura».



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A maçonaria europeísta contra a liberdade religiosa

Da imprensa


Os crucifixos nas escolas

A decisão do Tribunal de Estrasburgo, que exige a retirada de crucifixos das escolas públicas “carece de legitimidade” de acordo com a decisão do Constitucional italiano.

O Tribunal Constitucional italiano decidiu que a lei italiana está acima da decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que sancionava os crucifixos das escolas públicas transalpinas.

No passado mês de Novembro, o Tribunal europeu ordenou a remoção de todos os crucifixos das escolas públicas, na sequência de uma queixa de uma mãe. A decisão do tribunal de Estrasburgo causou indignação em Itália e especialistas advertiram que a decisão prejudicava a liberdade religiosa e a soberania nacional dos Estados-Membros da União Europeia.

Agora, o representante máximo legal italiano, o Tribunal Constitucional, decidiu que a ordem de Estrasburgo, está em conflito com a Constituição italiana, e que, portanto, “carece de legitimidade”.
Piero A. Tozzi, da Catholic Family and Human Rights, disse que a decisão é um alerta contra as decisões com motivação ideológica do Tribunal de Estrasburgo e vai contra a sua ultrapassagem dos limites jurisdicionais.

O senador italiano Stephen Ceccanti salientou a importância “do valor da cultura religiosa no património histórico do povo italiano e da contribuição dos valores do constitucionalismo, como um símbolo de valor dentro dos limites da Constituição”.

Uma sentença polémica

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em 3 de Novembro passado, declarou a presença de crucifixos nas salas de aula das escolas “uma violação dos direitos dos pais a educar os seus filhos de acordo com as suas convicções” e “da liberdade da religião dos alunos”. O processo iniciou-se após o recurso interposto por Soile Lautsi, uma mulher italiana de origem finlandesa, que, em 2002, solicitou a remoção dos crucifixos do Instituto Estatal Italiano Vittorino da Feltre, no qual estudavam os seus dois filhos.

Naquela ocasião, a escola recusou-se, por considerar que o crucifixo faz parte do património cultural italiano, um argumento que foi posteriormente confirmado nos tribunais italianos. Posteriormente, o Tribunal de Estrasburgo deu-lhe razão e declarou a exposição de crucifixos nas salas de aula públicas ”uma violação dos direitos fundamentais”. Lautsi recorreu a este Tribunal, após inúmeras tentativas frustradas nos tribunais italianos.

Agora, o governo italiano teve de pagar 5.000 € “pelos danos morais sofridos”. A sentença é a primeira que este tribunal dependente do Conselho da Europa emite em matéria de símbolos religiosos nas salas de aula.

A ministra da Educação, Mariastella Gelmini, mostrou, então, publicamente a sua oposição à decisão do Tribunal e sublinhou que “ninguém, muito menos um tribunal europeu impregnado de ideologia, conseguirá arrancar-nos a nossa identidade” A ministra que repudiou a decisão considerou que “a presença de crucifixos nas salas de aula não significam uma adesão ao catolicismo, mas representam a nossa tradição”.

Apelo a dadores de medula óssea

O Kiko de apenas 10 anos, está com uma leucemia gravíssima. Para ter hipótese de sobreviver precisa de receber urgentemente um transplante de medula óssea e precisa de encontrar um dador compatível. A probabilidade disso acontecer é muito pequena: de 1 para 10 000. Quem sabe um de nós não o pode ajudar?
Contactar Maria João Costa mjcosta@dquixote.leya.com


Entrevista da Irmã Ângela Coelho a «Mensagem»

«O Francisco é um talento
que Deus confiou ao nosso mundo!»


Entrevista à Irmã Ângela Coelho, no âmbito do congresso «Francisco Marto - Crescer para o Dom». Ângela de Fátima Coelho é religiosa e médica. Pertence à Congregação da Aliança de Santa Maria.
Exerce medicina no Hospital de Leiria e é Mestra de noviças da sua congregação.
É docente no Curso de Ciências Religiosas no ISCRA (Aveiro) e no Curso Geral de Teologia, do Centro de Formação e Cultura, da Diocese de Leiria-Fátima.
É especialista na Mensagem de Fátima, tema sobre o qual faz numerosas conferências em Portugal e no estrangeiro. Será moderadora de um dos painéis temáticos do Congresso sobre Francisco Marto, motivo pelo qual fomos conversar com ela, procurando aprofundar as razões, os conteúdos e as suas próprias expectativas em relação a este congresso.
Em primeiro lugar… justifica-se um congresso sobre uma criança, Francisco Marto?

Claro que sim. Ao longo destes 90 anos tem-se falado tanto na mensagem de Fátima, e a vida dos pastorinhos começou a ganhar um relevo grande a partir da sua beatificação, no ano 2000. Justifica-se, para já, por essa razão: porque ainda não é muito conhecida, nem divulgada, nem aprofundada a personalidade do Francisco. Este congresso pode ser um bom ponto de partida para isso mesmo, pois há muita informação que agora começa a estar ao nosso dispor. Até agora centrava-se muito sobre as Memórias da Irmã Lúcia e alguns livros de espiritualidade, mas actualmente temos mais informação, como a Documentação crítica de Fátima.

O que torna essa personalidade do Francisco Marto assim especial?

A Mensagem de Fátima assenta naquilo que Nossa Senhora pediu, e foi posto em prática pelas três crianças, Francisco, Jacinta e Lúcia, no seu conjunto, mas também por cada um deles de uma forma individual, em que cada um contribuiu com algo especial. Lembro uma passagem do Antigo Testamento que pode ser inspiradora para essa leitura, quando Elias sobe ao monte Horeb para se encontrar com Deus: primeiro há um trovão, um vento muito impetuoso, que me faz lembrar a Lúcia, aquela que vê, que fala e que fica com a missão de anunciar; depois surge o fogo, que faz lembrar a Jacinta, que tinha no peito aquele ardor pelo Coração Imaculado de Maria e pelo Santo Padre; finalmente, vem a brisa suave onde estava Deus, que me lembra o Francisco, uma criança contemplativa, uma criança de silêncio, que encontra Deus neste silêncio. É por ser uma alma silenciosa que é capaz de captar, de uma forma especial, aquilo que foi, por exemplo, o Coração eucarístico de Jesus.
O Francisco tem também isso de especial: encontra a sua missão muito cedo, é uma criança que se retira para o “deserto” da Serra de Aire, onde desenvolve a sua dimensão contemplativa.

Podemos dizer que essa é a principal característica que o distingue das outras duas videntes de Fátima?

Sim, mas há muitas outras coisas que o distinguem. O Francisco era mais introvertido, mais pacífico, era aquele menino calmo que perdia os jogos mas não levava a mal, não ficava amuado, ao passo que a Jacinta amuava logo. Depois das aparições, o Francisco vai mudar e muda também a partir da sua natureza: gosta de estar sozinho, mas tem um sentido para esta solidão, que era o estar com Deus.

Era um rapaz também muito sensível. Dos três, é o mais sensível à natureza, gosta muito de animais e vive apaixonado pela música, pelo seu pífaro.

É ainda muito corajoso. Na prisão, é ele que dá força à irmã quando ela está a chorar, é ele que a encoraja e anima.
Outra coisa que o caracteriza é a sua capacidade de discernimento. Por exemplo, quando vê a Lúcia em apuros, por não saber o que responder às pessoas, ou por não querer ir às aparições em Julho com medo de que seja o demónio, é o Francisco que lhe dá coragem e lhe mostra que está enganada: como é que pode ser o demónio, “se Nossa Senhora é tão bonita e o demónio é tão feio”?

O que podem ver de interessante as crianças de hoje neste menino nascido há 100 anos?

As crianças podem olhar para ele, porque é uma criança absolutamente normal. Portanto, as crianças de hoje, que brincam com playstation e computadores, podem rever-se no Francisco porque não era uma criança extraordinária. Mas viveu um acontecimento especial, que o levou a desenvolver algumas virtudes e características, que me parecem ser fundamentais para as crianças de hoje.
Por exemplo, o sentido da obediência. O Francisco era muito obediente aos pais e também obedeceu prontamente aos pedidos de Nossa Senhora. Ela pediu para rezar muitos terços a fim de ele ir para o Céu, e o Francisco não pergunta porquê, não resmunga, não faz birra, apenas reza.
Outro aspecto é o sentido da pureza que o Francisco tinha. Ser puro é ver as coisas como Deus as vê, ver as pessoas e os acontecimentos como Deus os vê, com o olhar de Deus.
O Francisco desenvolveu muito este sentido da pureza, por exemplo, na forma como aconselhava a prima a não andar com certo grupo de colegas, para não aprender a dizer palavras feias, pois “Jesus fica triste”. As nossas crianças têm muito a aprender com ele.. Por exemplo, no uso da internet, que é uma coisa maravilhosa, mas também com alguns perigos, concretamente na dimensão da pureza, onde tantas imagens deformam o nosso olhar, levando-nos a ver a vida com malícia.
Uma característica fundamental é a humildade do Francisco. Nas aparições, a Lúcia via, ouvia e falava, a Jacinta via e ouvia, e o Francisco só via. Nunca se queixou, nunca se sentiu diminuído, nunca disse “coitadinho de mim, porque só vejo”, assumiu o que era, assumiu os seus limites. No nosso tempo, em que cada criança tem que ser melhor que a outra, num mundo marcado pela competitividade, onde não há direito a ter medos nem fraquezas, numa sociedade que exige ser o mais inteligente, o mais bonito, o mais rico, o mais poderoso… o Francisco com o seu jeito humilde ensina muito às crianças de hoje.
Por tudo isto, penso que o Francisco, que era uma criança absolutamente normal, se transformou numa criança especial, que todas as crianças normais deste tempo podem perfeitamente imitar.

Dadas essas características, podemos dizer que o Francisco pode também ser inspirador para os adultos?

Muito. O Francisco era criança, mas tinha uma infância madura. Com a vivência espiritual da mensagem de Fátima, não deixou de ser criança, apreciava a companhia da prima e da irmã, gostava do carinho do pai e da mãe.
O que os adultos mais podem aprender com o Francisco é, desde logo, a prudência, a sensibilidade que ele demonstra. Lembro aquele conselho à Lúcia para ela não voltar da escola com certos amigos, para ir um “bocadinho para o pé de Jesus escondido e depois vir sozinha para casa”. Quantos pais, na educação dos filhos, podem aprender com esta prudência do Francisco!
Há outras características que são inspiradoras para os adultos: a sua lucidez, a sua consciência recta, o seu amor à verdade, que o seu pai, “Ti Marto”, frequentemente confirmava. Esta consciência da rectidão é importantíssima, num mundo onde a verdade é relativa, e tudo é relativo.
No pequeno Francisco era saliente o seu sentido de responsabilidade e a sua insistência em ser fiel aos compromissos assumidos. Tinha-lhe sido confiada de forma especial a missão de rezar, concretamente de rezar muitos terços, apelando à sua dimensão contemplativa. E ele nunca abriu mão daquilo a que se tinha comprometido. Num mundo onde também os compromissos comprometem tão pouco as pessoas, numa sociedade tão light, ao nível da profissão, do trabalho, das relações familiares, o Francisco pode ajudar muito neste sentido da responsabilidade e do compromisso.

Normalmente associa-se a imagem do Francisco ao contemplativo do grupo. Pelo que acaba de dizer, ele poderá ser modelo, não apenas para pessoas com gosto pela oração contemplativa, mas também para quem tem uma vocação mais “activa” na Igreja e na presença no mundo…

Claro que sim. A Igreja é simultaneamente missionária e contemplativa, como diz a Sacrossantum Concilium. A Igreja tem estas duas dimensões, e cada um de nós tem essas duas dimensões, a dimensão activa, apostólica e a contemplativa. A dimensão contemplativa, de facto, é o fim da nossa vida, que é a união com Deus.
No fundo, o Francisco é alguém que vive esta dimensão contemplativa de uma forma especial. Ele é para nós um alerta, um sinal que nos lembra que isto da contemplação, da dimensão espiritual da vida, é para todos. Ou seja, o Francisco é um apelo a não nos esquecermos desta nossa dimensão de união com Deus, do fim da nossa vida para o qual existimos, que é o estar com Cristo.

Em relação à mensagem de Fátima, qual considera ser o conteúdo que o Francisco encarnou mais intensamente?

Antes de mais, o Francisco era um apaixonado pela beleza. Ele tem uma frase muito interessante a este propósito: “Gostei muito de ver o Anjo, mas gostei ainda mais de Nossa Senhora. Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito”. Ou seja, o Francisco é apaixonado pela beleza, muito sensível à beleza, e consegue perceber essa gradação: o Anjo é bonito, Nossa Senhora é mais, mas mesmo mais bonito é Nosso Senhor.
Depois, a sua espiritualidade reparadora: ele vivia intensamente numa vontade de consolar a Deus, a “Jesus Escondido”. Vive um grande sentido de compaixão.

Como é que ele viveu tudo isto?

Pela adoração eucarística. O Francisco passava horas diante de “Jesus Escondido”. A que grau de intimidade chegou Francisco com Jesus, nós nunca o saberemos. Há o caso de uma senhora que pede uma graça para um filho que foi acusado de um crime falso. O Francisco vai rezar e no fim da oração diz à Lúcia: “Diz à tua Teresa que daqui a poucos dias ele vem para casa”.

Como é que uma criança passa uma manhã com Jesus escondido e depois tem a certeza absoluta de que consegue uma graça?

Sem dúvida, também não podemos excluir o seu amor ao Rosário. Nossa Senhora disse que o Francisco tinha de rezar muitos terços, e ele diz: “Ó minha Nossa Senhora, terços rezo tantos quantos tu quiseres”.

Em que medida a experiência e o testemunho do Francisco Marto pode ser estimulante para a vivência da fé cristã?

Tudo o que é pedido aos Pastorinhos, insere-os naquilo que sempre foi a tradição de vida da Igreja. A experiência dos Pastorinhos mostra-nos que até uma criança, num curto espaço de tempo, em dois ou três anos, consegue viver de modo intenso e profundo o mistério da Eucaristia. No Francisco é especialmente visível o amor aos pecadores, com os quais se sentia solidário, unindo-se a eles e fazendo sacrifícios por eles.
É isso que é estimulante para a nossa vivência cristã: se uma criança o fez, eu também o posso fazer, são coisas simples e conhecidas, nada de extraordinário. Porque se fosse algo de extraordinário eu poderia desculpar-me e dizer “não sou capaz, não é para mim”.

Como médica, trabalhando de perto com pessoas em sofrimento e tendo conhecimento do tipo de sofrimento por que passou o Francisco, acha que o modo como ele encarou a doença e lidou com a dor é também um modelo que sirva para nós?

O que me chama a atenção nos meus doentes é a forma como cada um vivencia a sua doença. No caso do Francisco, noto que a sua atitude não é tanto o “porquê a mim?”, mas o “para quê?”, o “que é que eu posso fazer, com esta circunstância que tenho?”
O Francisco conseguiu encontrar um sentido para o seu sofrimento, que até enchia de gozo e de alegria a sua doença. Vivia para consolar a Deus e Nossa Senhora, para converter os pecadores. Desta forma, fez da fase final da sua vida um dom, inclusivamente da sua doença. Parece-me que ele encarou a doença de um modo ajustado, sofrendo com paciência e “resignação activa”, não como “coitadinho de mim”, mas como quem integra a doença na sua vida, com todo o seu carácter, todas as suas capacidades, todo o seu sentido.
Tenho encontrado crianças a sofrerem assim e também adultos. Há quem sofra de forma revoltada e zangada, e há quem sofra de forma paciente, sem se deixar dominar e escravizar pela doença, assumindo-a com decisão, mas vivendo-a como um acontecimento da vida.

Essa é mesmo a questão que nos surge: toda essa maturidade e até a austeridade que marca a vida do Francisco é normal numa criança? Hoje não seria sintoma de uma patologia?

Não! Há crianças que sofrem com muito amor, com muito sentido de entrega. Claro que não é comparável ao sentido do Francisco, porque ele teve uma experiência única, mas também não é totalmente desajustado, porque também ele cumpriu tudo o que havia a cumprir, não fez nada de extraordinário mesmo durante a doença.

Que expectativas tem em relação a este Congresso?

Eu estou muito entusiasmada e também muito expectante.
O congresso é uma excelente oportunidade para reflectirmos sobre a personalidade humana do Francisco, aquilo em que a vivência da mensagem de Fátima o fez transformar como menino e, depois, como morreu. Pode ser um momento excelente, de enriquecimento para todos nós, e espero que muitos possam aproveitar. Ao falar desta criança, o congresso recordará um modelo que tanto pode ensinar.
O Francisco é um talento que Deus confiou ao nosso mundo!


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

Depois os irresponsáveis pacifistas não digam
que eles não avisaram...



É preocupante mas os nossos pacifistas teimam em fechar os olhos à realidade do mundo actual. Falar de conflito de civilizações é, para eles, «politicamente incorrecto».
O Ocidente está a amedrontar-se e a ceder a esta gente...
É a pior forma de lidar com estes fanáticos e terroristas!
Estas fotografias foram tiradas na manifestação d' «A religião da paz» (???!!!), organizada pelos muçulmanos em Londres.
Não foram publicadas na imprensa nem na tv para não ofender ninguém...
Enquanto o Ocidente tolera todas estas manifestações belicistas e de ódio, os cristãos são impedidos nos países muçulmanos de praticar pacificamente a sua religião, perseguidos, agredidos e mesmo assassinados.
Enquanto no Ocidente os muçulmanos são livres de abrir as suas mesquitas, nos países muçulmanos as igrejas são incendiadas e destruídas. 
Os cristãos são pacíficos mas têm o direito a defender-se e o dever de defender a Civilização cristã.
Os estados ocidentais devem tomar todas as medidas necessárias à sua defesa.



«DECAPITAI OS QUE INSULTAM O ISLÃO» 



«A EUROPA É O CÂNCRO. O ISLÃO É A RESPOSTA»
«EXTERMINAI OS QUE CALUNIAM O ISLÃO»



«O ISLÃO DOMINARÁ O MUNDO»



«QUE A LIBERDADE SEJA ESPEZINHADA»



«EUROPA, TIRA ALGUMAS LIÇÕES DO 11 DE SETEMBRO»



«EUROPA, PAGARÁS. O TEU 11 DE SETEMBRO ESTÁ A CAMINHO»



«PREPARA-TE PARA O VERDADEIRO HOLOCAUSTO»



«MASSACRAI AQUELES QUE INSULTAM O ISLÃO»
«EXTERMINAI OS QUE CALUNIAM O ISLÃO»
«EUROPA PAGARÁS: A TUA DEMOLIÇÃO ESTÁ EM MARCHA»


COPIA E ENVIA ESTA LIGAÇÃO
A TODA A GENTE QUE CONHECES:



sábado, 16 de janeiro de 2010

As mãos da minha avó

Veja aqui.

 

A escada do milagre de São José

[para ver o diaporama clique na imagem]


Nicolas Winton: praticar o bem

[para ver o vídeo clique na imagem]


Um lobo a pregar aos pastores

Nuno Serras Pereira, 15 de Janeiro de 2010

1. Parte da comunicação social anunciou um evento em Braga: «À escuta da Palavra: Congresso internacional sobre o Presbítero». O jornal o Correio da Manhã[1] de hoje relata que Marcelo Rebelo de Sousa foi convidado para pregar (a expressão pregar é minha) a 300 padres. Sempre segundo este periódico, Marcelo teria dito, entre outras coisas, que nada tem contra a ordenação sacerdotal de mulheres embora não considere esta questão fundamental. O professor Rebelo de Sousa contradiz assim directa e explicitamente o Papa João Paulo II, que, na Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis (22 de Maio de 1994), declara com a autoridade que Jesus Cristo lhe conferiu:

«Embora a doutrina sobre a ordenação sacerdotal, que deve reservar-se somente aos homens, se mantenha na tradição constante e universal da Igreja e seja firmemente ensinada pelo Magistério nos documentos mais recentes, todavia, actualmente, em diversos lugares, continua-se a retê-la como discutível, ou atribui-se um valor meramente disciplinar à decisão da Igreja de não admitir as mulheres à ordenação sacerdotal.
Portanto, para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cfr Lc 22,32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja.» [2]

Como, apesar de uma afirmação tão clara, alguns espíritos levantassem ainda dúvidas, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé (28 de Outubro de 1995), na «Resposta sobre a doutrina da Carta Apostólica 'Ordinatio Sacerdotalis' » [3], assevera categoricamente:

«Esta doutrina exige um assentimento definitivo, posto que, baseada na Palavra de Deus escrita e constantemente conservada e aplicada na Tradição da Igreja desde o princípio, foi proposta infalivelmente pelo Magistério ordinário e universal (cf. LG 25, 2). Por conseguinte, nas circunstâncias presentes, o Sumo Pontífice, ao exercer o seu ministério de confirmar na fé os seus irmãos (cf. Lc 22, 32), propôs a mesma doutrina com uma declaração formal, afirmando explicitamente o que sempre, em todo o lado e por todos os fiéis se deve manter, uma vez que pertence ao depósito da fé».

2. Marcelo Rebelo de Sousa, durante anos, repetiu até à exaustão em tudo quanto é comunicação social que a «lei» injusta e iníqua do aborto (6/84) era boa, justa e equilibrada. Recentemente, no programa televiso denominado «As escolhas de Marcelo», afirmou, mais do que uma vez, ser favorável à legalização do «casamento» entre homossexuais.
Por que será que o Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, Arcebispo de Braga, convida ou admite um lobo «católico» a pregar aos sacerdotes portugueses, no ano que lhes é dedicado, na sua Diocese?

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[1] http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=B27B1D31-3ED7-4BA5-AC0C-73B3A3920782&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010
 [2] http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_22051994_ordinatio-sacerdotalis_po.html
[3] Responsum ad dubium circa doctrinam in Epist. Ap.«Ordinatio Sacerdotalis» traditam, 28 de outubro de 1995, AAS 87 (1995) 1114, OR 19.11.1995, 2; Notitiae 31 (1995) 610s; Communicationes 27 (1995) 212; EV 14, 1958-1961; LE 5622

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A directora de uma «clínica da morte»
renuncia ao cargo após ver vídeo de aborto



Abby Johnson, directora da clínica de aborto da Planned Parenthood, no Texas (EUA), renunciou às suas funções após verificar o assassinato de uma criança no útero materno por meio de aborto quando assistia a um vídeo elaborado com ultrassom:

«Quando vi, só pensei que não podia fazer mais isso. Eu não queria carregar essa culpa no meu coração. Passei por uma conversão espiritual».

A ex-directora aderiu à associação pro-vida Coalition for Life, informou LifeSiteNews.
Shawn Carney, director do grupo, declarou: «Isto é de longe a coisa mais incrível que aconteceu à ‘Coalition for Life’ em toda sua história… graças a Deus!».

David Bereit, director nacional da campanha 40 Days for Life, afirmou que a conversão de Abby «demonstra a importância da oração e de uma presença activa diante das clínicas de aborto».



A Planned Parenthood está a fechar clínicas, por falta de «clientes» e dinheiro, sobretudo onde há campanhas como 40 Days for Life.





«Levanta-te, pega no teu catre
e vai para tua casa.»


Dias depois, tendo Jesus voltado a Cafarnaúm, ouviu-se dizer que estava em casa.

Juntou-se tanta gente que nem mesmo à volta da porta havia lugar, e anunciava-lhes a Palavra.

Vieram, então, trazer-lhe um paralítico, transportado por quatro homens.
Como não podiam aproximar-se por causa da multidão, descobriram o tecto no sítio onde Ele estava, fizeram uma abertura e desceram o catre em que jazia o paralítico.

Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados.»

Ora estavam lá sentados alguns doutores da Lei que discorriam em seus corações:

«Porque fala este assim? Blasfema! Quem pode perdoar pecados senão Deus?»

Jesus percebeu logo, em seu íntimo, que eles assim discorriam; e disse-lhes: «Porque discorreis assim em vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: 'Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: 'Levanta-te, pega no teu catre e anda’? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar os pecados, Eu te ordeno disse ao paralítico: levanta-te, pega no teu catre e vai para tua casa.»

Ele levantou-se e, pegando logo no catre, saiu à vista de todos, de modo que todos se maravilhavam e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim!»

[  Marcos 2,1-12. ]

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Casamento mesmo!

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Pelo menos sete cristãos foram assassinados
no Egipto



Pelo menos sete pessoas morreram e nove ficaram feridas num tiroteio, no sul do Egipto.
Um homem armado disparou contra uma multidão de fiéis que saía de uma missa de Natal dos cristãos coptas.
O atacante disparou a partir de um veículo, onde seguia com mais duas pessoas. Entre as vítimas mortais estão seis fiéis e um agente de segurança.
O tiroteio aconteceu na cidade de Nag Hamadi, na província de Quena, a cerca de 700 quilómetros do Cairo.
A justificação do Ministério do Interior egípcio é, desta vez, que o episódio estaria relacionado com o sequestro e a violação de uma adolescente muçulmana por um jovem cristão.
Esta manhã, mais de dois mil manifestantes envolveram-se em confrontos com a polícia, junto ao hospital para onde foram transferidas as vítimas.



O Santuário de Fátima vandalizado



Na madrugada de10 de Janeiro, as quatro estátuas que ladeiam a Igreja da Santíssima Trindade (na Praça João Paulo II, as estátuas dos papas Paulo VI e João Paulo II e, na Praça Pio XII, a do papa Pio XII e a do bispo D. José Alves Correia da Silva) e a própria igreja, no exterior, foram vandalizadas com graffitis, a negro, com as palavras "Islão", "Lua", "Sol", "Muçulman" e "Mesquita".

Certamente que as autoridades muçulmanas instaladas em Portugal virão demarcar-se deste acto. A situação histórica, a relação de forças, assim o exige. Mas isto é já um primeiro aviso à demasiada tolerância, comodismo, passividade e mesmo permissividade dos cristãos.




8 de Janeiro 2010.
Uma página (triste) da História da Humanidade

Sofia C. Guedes

Hoje, dia 8 de Janeiro de 2010, foi um dia tão importante para a nossa História como todos os outros. Com a diferença de que ficou marcado pelas piores razões. E são justamente marcas deste tipo que diagnosticam como a Humanidade está doente. Já aconteceu noutras épocas, e não muito longe de nós. Se olharmos o sec. XX, onde qualquer pessoa que sabe ler, pode sublinhar acontecimentos tristes que marcaram essa época. Acontecimentos ditados por Homens com poder, “responsabilidade” e determinação: Hitler e Stalin. Ambos responsáveis pela morte de milhões e milhões de pessoas e sempre em nome de uma qualquer razão “moderna” para a época. Essas vidas perderam-se, mas a sua memória continua viva, não pelas mesmas razões dos seus assassinos. Em linguagem cristã poderíamos dizer que foram mártires inocentes e involuntários (acrescento eu). Estes factos chegam-nos porque alguém os registou, os deixou escritos e ilustrados para que nunca mais ninguém se esquecesse. Também agora cada um de nós devia pôr num papel o que sente neste preciso momento da sua história na História. Não precisamos ser escritores consagrados ou intelectualmente instruídos para conseguir escrever em poucas palavras como pessoalmente se envolveu, viveu e se deu, por um valor tão importante e fundamental como o “casamento”. Será que tem a consciência de que o Casamento existe por causa da família? Escrever o que podia ter feito e não fez. Escrever: o que é para si família, casamento? Quais os seus graus de parentesco, para trás, para os lados e para a frente na sua própria família? Olhar o para a frente pensar o que vai dizer aos seus descendentes? Escrever para si: O que é que está mal? Onde estou eu nesta “cena”?

Hoje, dia 8 de Janeiro, estive nas Galerias da Assembleia da Republica, em silêncio, silêncio que era preenchido pelo barulho de uns tantos senhores deputados que parecem não conhecer, nem estar interessados no que se passa no seu País, salvo raríssimos excepções. Uns senhores que foram eleitos por um Povo que é quase obrigado a votar no escuro, onde lhe é negado todo e qualquer direito de escolher em consciência e liberdade, porque os programas políticos, não são feitos para ele, o Povo. Façamos um exercício e experimentemos todos ler os programas dos vários Partidos. Atenção de todos os partidos. Vamos imaginar conversar sobre esses programas com os sem-abrigo, os cegos, os presos, os que trabalham desde a alvorada até à noite e ainda tem que fazer todo o trabalho de casa. Vamos pedir aos desempregados que leiam tudo, que se sentem numa cadeira como a dos senhores deputados e linha após linha se “cultivem” com esses programas e não se preocupem como vão dar de comer aos seus filhos ou aos seus pais. Peçam aos velhinhos que estão em casa cheios de frio e carentes de amor para lerem os ditos programas. Peçam a cada português para ler os programas e finalmente perguntem-lhes se perceberam, se compreenderam, se ficaram esclarecidos, sobre tudo e assim em consciência assinaram todo e qualquer desvario do Governo ou deputado eleito? Ou pensam os senhores Governantes que alguma destas pessoas votou, por causa do casamento entre pessoas do mesmo sexo?

Hoje, dia 8 de Janeiro, tive uma sensação curiosa: De que não sou deste Mundo, mas estou neste Mundo. Senti uma imensa Paz por me saber de Cristo! De “fora” percebi que o problema é que eles rejeitam Aquele que lhes pode dar o verdadeiro sentido das suas vidas. Como se estivesse a olhar aquele “Circo” e apenas ver uma confusão tremenda onde não há uma “Equipa” definida. Todos chutam para a mesma baliza, mas ao mesmo tempo pregam rasteiras uns aos outros, magoam-se, insultam-se. Não se percebe quem ganha este Jogo onde não há regras, não há verdadeiramente objectivos de sociedade. Ali defende cada um, a sua posição. O Primeiro-Ministro, decorou uma cassette, repete-a vezes sem conta, sempre falando dos coitadinhos dos gays e das lésbicas. O Sócrates da nossa era, ficará na Historia pelas mesmas razões que ficaram os dois homens "furiosos" atrás mencionados. Fala de modernidade e sente-se o “farol” do Modernismo. Mas não serve nem de treinador, nem de árbitro, nem sequer de presidente. Ali misturam-se “afectos” com amor ou com sentido de responsabilidade. Para eles sexo não tem consequências e casamento não quer dizer o que sempre quis, mas o que um punhado de individualistas quer que seja. Cá fora enquanto esperávamos para entrar na AR e quando estávamos nas Galerias, pares de lésbicas e gays impunham-se entre beijos insinuantes e gestos provocadores, ao ponto de escandalizarem uma senhora de 70 anos que até chorou com aquele espectáculo. E assim insistem em impor uma igualdade que é impossível. Porque é impossível tornar igual uma coisa que é diferente. Este nosso Primeiro-Ministro e estes senhores deputados querem obrigar a AR a qualquer coisa como : o preto agora é branco, as paralelas a partir de hoje cruzam-se e a soma de 2+2 = 1. E que Liberdade é Libertinagem. Isto é de loucos!! Mas vamos escrever no nosso “bloco de apontamentos”: aceito isto ou levanto-me e recuso estas afirmações? Afinal quem é o meu Mestre? Para onde vou?

Hoje, dia 8 de Janeiro de 2010, foi um dos picos de uma caminhada que um pequeno grupo de “loucos” começou há pouco mais de um mês, num almoço de trabalho e reflexão, de análise e de decisão , que realiza há anos todas as 3.ªs feiras e que tendo criado um povo que já não é pequeno, se estende por todo o País e que em 21 dias conseguiu 92 000 assinaturas. Estas assinaturas vieram de gente esclarecida e de gente que se quer esclarecer. Estivemos ao frio, fomos muitas vezes mal entendidos. Fomos humilhados pela comunicação social que embora sabendo da nossa determinação, da verdade com que o fizemos, nos silenciou, fingindo estar presente, ouvindo-nos, filmando-nos, fotografando-nos e no final não davam noticias verdadeiramente nossas. Gastamos dinheiro que nos faz falta, deixamos os estudos para ir pedir assinaturas, desdobramos-nos, largamos as famílias para ir para a rua. Enfim, condições características de quem vai à luta!

Hoje, dia 8 de Janeiro, foi mais um dia de Graça para os verdadeiros cristãos. Estes leigos que em nome de Cristo e dos irmãos , deram mais um dia das suas vidas. É isto que se chama dar a Vida. Nós não morremos, porque em Cristo não se morre, mas dá-se a vida como Ele nos ensinou. É por isso que embora tristes, porque se não estivéssemos éramos uns inconscientes, não estamos desanimados, estamos sim prontos para continuar o Bom Combate, e os nossos filhos e netos, hão-de se orgulhar porque algumas das mais belas páginas da História do sec. XXI foram escritas por nós.

Um enorme abraço comovido e cheio de Vida



domingo, 10 de janeiro de 2010

Eu, heterossexual, me confesso...

José Luís Seixas

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Um punhado de arrojados

Nuno Serras Pereira




São poucos. Alguns estudantes, outros avós, a maioria, porém, são pais e mães de famílias numerosas, e empregados; fazem voluntariado em diversas instituições caritativas e sociais. Desconchavados não se conformam com as avalanches de podridão que submergem esta nação. Rebeldes, guiados por um instinto espiritual, respingam com audácia imprevisível as investidas alucinadas do poder dominante. São incompreendidos e desprezados, tidos como fanáticos, caturras e fundamentalistas. A comunicação social censura-os, distorce as suas mensagens e acções; comentadores e políticos desprezam-nos, chacoteiam-nos, levantam falsos testemunhos. Membros da Hierarquia pródigos em lisonjas e elogios à alcateia são de uma contenção tumular para com eles, têm pânico de serem vistos com eles ou de serem a eles associados. Não obstante, eles permanecem de uma fidelidade perene e indestrutível aos Bispos que estão em comunhão com o Santo Padre.

Arremetem contra os inimigos do género humano fiados na Providência Divina. Endividam-se para pagar as despesas dos combates. Dormem pouco, suam muito, não param, senão para dormir algumas horas e rezar numa Igreja. Multiplicam-se, como outrora os pães e os peixes, em mil gestos e actividades. São injustamente prejudicados nas suas carreiras profissionais por causa das posições que tomam.

São sempre movidos pelo amor verdadeiro a cada pessoa concreta e pela aversão a tudo o que agride a humanidade do próprio homem.

Deus os confirme na fidelidade e perseverança até ao fim. E quando chegar aquele dia terrível e rigoroso do Juízo final enquanto muitos poderosos, altos dignitários, abastados, vedetas e opulentos forem arremessados para o «fogo eterno preparado para Satanás e os seus anjos» eles depararão com o rosto aprazível de Jesus Cristo glorioso que lhes dirá: «vinde benditos de Meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação».

Comunicado da Plataforma Cidadania e Casamento
sobre o referendo e a Assembleia da República


Lamentamos que uma maioria circunstancial no parlamento tenha chumbado o pedido de referendo. Configura um grave desrespeito do parlamento pelos cidadãos que o subscreveram e revela uma aflitiva falta de cultura democrática, quando não de uma pretensão totalitária que a todos nos deve fazer pensar. Nestes termos e porque (pela identificação dos que o chumbaram com os que defendem o casamento entre pessoas do mesmo sexo) nos parece que a rejeição do referendo está associada ao medo de o perder, não podemos deixar de observar que aconteceu o que é clássico: a falta de coragem com facilidade resvala para o uso violento da força.

No entanto o resultado da votação de hoje não anula um facto: a sociedade portuguesa deseja este referendo. Prova-o as 92 mil assinaturas angariadas em três semanas “de rua”, todas as sondagens e estudos de opinião (que foi pena não tivesse havido em maior quantidade), a maioria da opinião publicada e, até, a expressiva votação em seu favor hoje havida.

Demonstra-o também o facto de nos continuarem a chegar assinaturas de todo o país e cujas, por respeito pelo empenho cívico dos que as angariaram e subscreveram, não deixaremos de entregar na Assembleia da República, no momento que considerarmos oportuno. Apelamos nesse sentido a todos os que ainda tem assinaturas na sua posse a que no-las façam chegar.

Com a votação de hoje, que não fecha o processo legislativo, não se encerra por isso nem o pedido de referendo nem o debate que a sociedade portuguesa reclama.

A Plataforma Cidadania e Casamento continuará a fazer-se eco deste clamor popular não apenas pelo país inteiro como junto de todas as instâncias políticas e jurídicas. Não pararemos até que em Portugal se realize o referendo que esta petição tão expressivamente pediu. Quer as leis hoje aprovadas venham, após a passagem de todos os crivos legais, a efectivamente vigorar, quer não.

Porque se o casamento é um contrato, o referendo é um direito!

Lisboa, 8 de Janeiro de 2010