sábado, 16 de janeiro de 2010

As mãos da minha avó

Veja aqui.

 

A escada do milagre de São José

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Nicolas Winton: praticar o bem

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Um lobo a pregar aos pastores

Nuno Serras Pereira, 15 de Janeiro de 2010

1. Parte da comunicação social anunciou um evento em Braga: «À escuta da Palavra: Congresso internacional sobre o Presbítero». O jornal o Correio da Manhã[1] de hoje relata que Marcelo Rebelo de Sousa foi convidado para pregar (a expressão pregar é minha) a 300 padres. Sempre segundo este periódico, Marcelo teria dito, entre outras coisas, que nada tem contra a ordenação sacerdotal de mulheres embora não considere esta questão fundamental. O professor Rebelo de Sousa contradiz assim directa e explicitamente o Papa João Paulo II, que, na Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis (22 de Maio de 1994), declara com a autoridade que Jesus Cristo lhe conferiu:

«Embora a doutrina sobre a ordenação sacerdotal, que deve reservar-se somente aos homens, se mantenha na tradição constante e universal da Igreja e seja firmemente ensinada pelo Magistério nos documentos mais recentes, todavia, actualmente, em diversos lugares, continua-se a retê-la como discutível, ou atribui-se um valor meramente disciplinar à decisão da Igreja de não admitir as mulheres à ordenação sacerdotal.
Portanto, para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cfr Lc 22,32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja.» [2]

Como, apesar de uma afirmação tão clara, alguns espíritos levantassem ainda dúvidas, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé (28 de Outubro de 1995), na «Resposta sobre a doutrina da Carta Apostólica 'Ordinatio Sacerdotalis' » [3], assevera categoricamente:

«Esta doutrina exige um assentimento definitivo, posto que, baseada na Palavra de Deus escrita e constantemente conservada e aplicada na Tradição da Igreja desde o princípio, foi proposta infalivelmente pelo Magistério ordinário e universal (cf. LG 25, 2). Por conseguinte, nas circunstâncias presentes, o Sumo Pontífice, ao exercer o seu ministério de confirmar na fé os seus irmãos (cf. Lc 22, 32), propôs a mesma doutrina com uma declaração formal, afirmando explicitamente o que sempre, em todo o lado e por todos os fiéis se deve manter, uma vez que pertence ao depósito da fé».

2. Marcelo Rebelo de Sousa, durante anos, repetiu até à exaustão em tudo quanto é comunicação social que a «lei» injusta e iníqua do aborto (6/84) era boa, justa e equilibrada. Recentemente, no programa televiso denominado «As escolhas de Marcelo», afirmou, mais do que uma vez, ser favorável à legalização do «casamento» entre homossexuais.
Por que será que o Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, Arcebispo de Braga, convida ou admite um lobo «católico» a pregar aos sacerdotes portugueses, no ano que lhes é dedicado, na sua Diocese?

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[1] http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=B27B1D31-3ED7-4BA5-AC0C-73B3A3920782&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010
 [2] http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_22051994_ordinatio-sacerdotalis_po.html
[3] Responsum ad dubium circa doctrinam in Epist. Ap.«Ordinatio Sacerdotalis» traditam, 28 de outubro de 1995, AAS 87 (1995) 1114, OR 19.11.1995, 2; Notitiae 31 (1995) 610s; Communicationes 27 (1995) 212; EV 14, 1958-1961; LE 5622

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A directora de uma «clínica da morte»
renuncia ao cargo após ver vídeo de aborto



Abby Johnson, directora da clínica de aborto da Planned Parenthood, no Texas (EUA), renunciou às suas funções após verificar o assassinato de uma criança no útero materno por meio de aborto quando assistia a um vídeo elaborado com ultrassom:

«Quando vi, só pensei que não podia fazer mais isso. Eu não queria carregar essa culpa no meu coração. Passei por uma conversão espiritual».

A ex-directora aderiu à associação pro-vida Coalition for Life, informou LifeSiteNews.
Shawn Carney, director do grupo, declarou: «Isto é de longe a coisa mais incrível que aconteceu à ‘Coalition for Life’ em toda sua história… graças a Deus!».

David Bereit, director nacional da campanha 40 Days for Life, afirmou que a conversão de Abby «demonstra a importância da oração e de uma presença activa diante das clínicas de aborto».



A Planned Parenthood está a fechar clínicas, por falta de «clientes» e dinheiro, sobretudo onde há campanhas como 40 Days for Life.





«Levanta-te, pega no teu catre
e vai para tua casa.»


Dias depois, tendo Jesus voltado a Cafarnaúm, ouviu-se dizer que estava em casa.

Juntou-se tanta gente que nem mesmo à volta da porta havia lugar, e anunciava-lhes a Palavra.

Vieram, então, trazer-lhe um paralítico, transportado por quatro homens.
Como não podiam aproximar-se por causa da multidão, descobriram o tecto no sítio onde Ele estava, fizeram uma abertura e desceram o catre em que jazia o paralítico.

Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados.»

Ora estavam lá sentados alguns doutores da Lei que discorriam em seus corações:

«Porque fala este assim? Blasfema! Quem pode perdoar pecados senão Deus?»

Jesus percebeu logo, em seu íntimo, que eles assim discorriam; e disse-lhes: «Porque discorreis assim em vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: 'Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: 'Levanta-te, pega no teu catre e anda’? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar os pecados, Eu te ordeno disse ao paralítico: levanta-te, pega no teu catre e vai para tua casa.»

Ele levantou-se e, pegando logo no catre, saiu à vista de todos, de modo que todos se maravilhavam e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim!»

[  Marcos 2,1-12. ]

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Casamento mesmo!

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Pelo menos sete cristãos foram assassinados
no Egipto



Pelo menos sete pessoas morreram e nove ficaram feridas num tiroteio, no sul do Egipto.
Um homem armado disparou contra uma multidão de fiéis que saía de uma missa de Natal dos cristãos coptas.
O atacante disparou a partir de um veículo, onde seguia com mais duas pessoas. Entre as vítimas mortais estão seis fiéis e um agente de segurança.
O tiroteio aconteceu na cidade de Nag Hamadi, na província de Quena, a cerca de 700 quilómetros do Cairo.
A justificação do Ministério do Interior egípcio é, desta vez, que o episódio estaria relacionado com o sequestro e a violação de uma adolescente muçulmana por um jovem cristão.
Esta manhã, mais de dois mil manifestantes envolveram-se em confrontos com a polícia, junto ao hospital para onde foram transferidas as vítimas.



O Santuário de Fátima vandalizado



Na madrugada de10 de Janeiro, as quatro estátuas que ladeiam a Igreja da Santíssima Trindade (na Praça João Paulo II, as estátuas dos papas Paulo VI e João Paulo II e, na Praça Pio XII, a do papa Pio XII e a do bispo D. José Alves Correia da Silva) e a própria igreja, no exterior, foram vandalizadas com graffitis, a negro, com as palavras "Islão", "Lua", "Sol", "Muçulman" e "Mesquita".

Certamente que as autoridades muçulmanas instaladas em Portugal virão demarcar-se deste acto. A situação histórica, a relação de forças, assim o exige. Mas isto é já um primeiro aviso à demasiada tolerância, comodismo, passividade e mesmo permissividade dos cristãos.




8 de Janeiro 2010.
Uma página (triste) da História da Humanidade

Sofia C. Guedes

Hoje, dia 8 de Janeiro de 2010, foi um dia tão importante para a nossa História como todos os outros. Com a diferença de que ficou marcado pelas piores razões. E são justamente marcas deste tipo que diagnosticam como a Humanidade está doente. Já aconteceu noutras épocas, e não muito longe de nós. Se olharmos o sec. XX, onde qualquer pessoa que sabe ler, pode sublinhar acontecimentos tristes que marcaram essa época. Acontecimentos ditados por Homens com poder, “responsabilidade” e determinação: Hitler e Stalin. Ambos responsáveis pela morte de milhões e milhões de pessoas e sempre em nome de uma qualquer razão “moderna” para a época. Essas vidas perderam-se, mas a sua memória continua viva, não pelas mesmas razões dos seus assassinos. Em linguagem cristã poderíamos dizer que foram mártires inocentes e involuntários (acrescento eu). Estes factos chegam-nos porque alguém os registou, os deixou escritos e ilustrados para que nunca mais ninguém se esquecesse. Também agora cada um de nós devia pôr num papel o que sente neste preciso momento da sua história na História. Não precisamos ser escritores consagrados ou intelectualmente instruídos para conseguir escrever em poucas palavras como pessoalmente se envolveu, viveu e se deu, por um valor tão importante e fundamental como o “casamento”. Será que tem a consciência de que o Casamento existe por causa da família? Escrever o que podia ter feito e não fez. Escrever: o que é para si família, casamento? Quais os seus graus de parentesco, para trás, para os lados e para a frente na sua própria família? Olhar o para a frente pensar o que vai dizer aos seus descendentes? Escrever para si: O que é que está mal? Onde estou eu nesta “cena”?

Hoje, dia 8 de Janeiro, estive nas Galerias da Assembleia da Republica, em silêncio, silêncio que era preenchido pelo barulho de uns tantos senhores deputados que parecem não conhecer, nem estar interessados no que se passa no seu País, salvo raríssimos excepções. Uns senhores que foram eleitos por um Povo que é quase obrigado a votar no escuro, onde lhe é negado todo e qualquer direito de escolher em consciência e liberdade, porque os programas políticos, não são feitos para ele, o Povo. Façamos um exercício e experimentemos todos ler os programas dos vários Partidos. Atenção de todos os partidos. Vamos imaginar conversar sobre esses programas com os sem-abrigo, os cegos, os presos, os que trabalham desde a alvorada até à noite e ainda tem que fazer todo o trabalho de casa. Vamos pedir aos desempregados que leiam tudo, que se sentem numa cadeira como a dos senhores deputados e linha após linha se “cultivem” com esses programas e não se preocupem como vão dar de comer aos seus filhos ou aos seus pais. Peçam aos velhinhos que estão em casa cheios de frio e carentes de amor para lerem os ditos programas. Peçam a cada português para ler os programas e finalmente perguntem-lhes se perceberam, se compreenderam, se ficaram esclarecidos, sobre tudo e assim em consciência assinaram todo e qualquer desvario do Governo ou deputado eleito? Ou pensam os senhores Governantes que alguma destas pessoas votou, por causa do casamento entre pessoas do mesmo sexo?

Hoje, dia 8 de Janeiro, tive uma sensação curiosa: De que não sou deste Mundo, mas estou neste Mundo. Senti uma imensa Paz por me saber de Cristo! De “fora” percebi que o problema é que eles rejeitam Aquele que lhes pode dar o verdadeiro sentido das suas vidas. Como se estivesse a olhar aquele “Circo” e apenas ver uma confusão tremenda onde não há uma “Equipa” definida. Todos chutam para a mesma baliza, mas ao mesmo tempo pregam rasteiras uns aos outros, magoam-se, insultam-se. Não se percebe quem ganha este Jogo onde não há regras, não há verdadeiramente objectivos de sociedade. Ali defende cada um, a sua posição. O Primeiro-Ministro, decorou uma cassette, repete-a vezes sem conta, sempre falando dos coitadinhos dos gays e das lésbicas. O Sócrates da nossa era, ficará na Historia pelas mesmas razões que ficaram os dois homens "furiosos" atrás mencionados. Fala de modernidade e sente-se o “farol” do Modernismo. Mas não serve nem de treinador, nem de árbitro, nem sequer de presidente. Ali misturam-se “afectos” com amor ou com sentido de responsabilidade. Para eles sexo não tem consequências e casamento não quer dizer o que sempre quis, mas o que um punhado de individualistas quer que seja. Cá fora enquanto esperávamos para entrar na AR e quando estávamos nas Galerias, pares de lésbicas e gays impunham-se entre beijos insinuantes e gestos provocadores, ao ponto de escandalizarem uma senhora de 70 anos que até chorou com aquele espectáculo. E assim insistem em impor uma igualdade que é impossível. Porque é impossível tornar igual uma coisa que é diferente. Este nosso Primeiro-Ministro e estes senhores deputados querem obrigar a AR a qualquer coisa como : o preto agora é branco, as paralelas a partir de hoje cruzam-se e a soma de 2+2 = 1. E que Liberdade é Libertinagem. Isto é de loucos!! Mas vamos escrever no nosso “bloco de apontamentos”: aceito isto ou levanto-me e recuso estas afirmações? Afinal quem é o meu Mestre? Para onde vou?

Hoje, dia 8 de Janeiro de 2010, foi um dos picos de uma caminhada que um pequeno grupo de “loucos” começou há pouco mais de um mês, num almoço de trabalho e reflexão, de análise e de decisão , que realiza há anos todas as 3.ªs feiras e que tendo criado um povo que já não é pequeno, se estende por todo o País e que em 21 dias conseguiu 92 000 assinaturas. Estas assinaturas vieram de gente esclarecida e de gente que se quer esclarecer. Estivemos ao frio, fomos muitas vezes mal entendidos. Fomos humilhados pela comunicação social que embora sabendo da nossa determinação, da verdade com que o fizemos, nos silenciou, fingindo estar presente, ouvindo-nos, filmando-nos, fotografando-nos e no final não davam noticias verdadeiramente nossas. Gastamos dinheiro que nos faz falta, deixamos os estudos para ir pedir assinaturas, desdobramos-nos, largamos as famílias para ir para a rua. Enfim, condições características de quem vai à luta!

Hoje, dia 8 de Janeiro, foi mais um dia de Graça para os verdadeiros cristãos. Estes leigos que em nome de Cristo e dos irmãos , deram mais um dia das suas vidas. É isto que se chama dar a Vida. Nós não morremos, porque em Cristo não se morre, mas dá-se a vida como Ele nos ensinou. É por isso que embora tristes, porque se não estivéssemos éramos uns inconscientes, não estamos desanimados, estamos sim prontos para continuar o Bom Combate, e os nossos filhos e netos, hão-de se orgulhar porque algumas das mais belas páginas da História do sec. XXI foram escritas por nós.

Um enorme abraço comovido e cheio de Vida



domingo, 10 de janeiro de 2010

Eu, heterossexual, me confesso...

José Luís Seixas

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Um punhado de arrojados

Nuno Serras Pereira




São poucos. Alguns estudantes, outros avós, a maioria, porém, são pais e mães de famílias numerosas, e empregados; fazem voluntariado em diversas instituições caritativas e sociais. Desconchavados não se conformam com as avalanches de podridão que submergem esta nação. Rebeldes, guiados por um instinto espiritual, respingam com audácia imprevisível as investidas alucinadas do poder dominante. São incompreendidos e desprezados, tidos como fanáticos, caturras e fundamentalistas. A comunicação social censura-os, distorce as suas mensagens e acções; comentadores e políticos desprezam-nos, chacoteiam-nos, levantam falsos testemunhos. Membros da Hierarquia pródigos em lisonjas e elogios à alcateia são de uma contenção tumular para com eles, têm pânico de serem vistos com eles ou de serem a eles associados. Não obstante, eles permanecem de uma fidelidade perene e indestrutível aos Bispos que estão em comunhão com o Santo Padre.

Arremetem contra os inimigos do género humano fiados na Providência Divina. Endividam-se para pagar as despesas dos combates. Dormem pouco, suam muito, não param, senão para dormir algumas horas e rezar numa Igreja. Multiplicam-se, como outrora os pães e os peixes, em mil gestos e actividades. São injustamente prejudicados nas suas carreiras profissionais por causa das posições que tomam.

São sempre movidos pelo amor verdadeiro a cada pessoa concreta e pela aversão a tudo o que agride a humanidade do próprio homem.

Deus os confirme na fidelidade e perseverança até ao fim. E quando chegar aquele dia terrível e rigoroso do Juízo final enquanto muitos poderosos, altos dignitários, abastados, vedetas e opulentos forem arremessados para o «fogo eterno preparado para Satanás e os seus anjos» eles depararão com o rosto aprazível de Jesus Cristo glorioso que lhes dirá: «vinde benditos de Meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação».

Comunicado da Plataforma Cidadania e Casamento
sobre o referendo e a Assembleia da República


Lamentamos que uma maioria circunstancial no parlamento tenha chumbado o pedido de referendo. Configura um grave desrespeito do parlamento pelos cidadãos que o subscreveram e revela uma aflitiva falta de cultura democrática, quando não de uma pretensão totalitária que a todos nos deve fazer pensar. Nestes termos e porque (pela identificação dos que o chumbaram com os que defendem o casamento entre pessoas do mesmo sexo) nos parece que a rejeição do referendo está associada ao medo de o perder, não podemos deixar de observar que aconteceu o que é clássico: a falta de coragem com facilidade resvala para o uso violento da força.

No entanto o resultado da votação de hoje não anula um facto: a sociedade portuguesa deseja este referendo. Prova-o as 92 mil assinaturas angariadas em três semanas “de rua”, todas as sondagens e estudos de opinião (que foi pena não tivesse havido em maior quantidade), a maioria da opinião publicada e, até, a expressiva votação em seu favor hoje havida.

Demonstra-o também o facto de nos continuarem a chegar assinaturas de todo o país e cujas, por respeito pelo empenho cívico dos que as angariaram e subscreveram, não deixaremos de entregar na Assembleia da República, no momento que considerarmos oportuno. Apelamos nesse sentido a todos os que ainda tem assinaturas na sua posse a que no-las façam chegar.

Com a votação de hoje, que não fecha o processo legislativo, não se encerra por isso nem o pedido de referendo nem o debate que a sociedade portuguesa reclama.

A Plataforma Cidadania e Casamento continuará a fazer-se eco deste clamor popular não apenas pelo país inteiro como junto de todas as instâncias políticas e jurídicas. Não pararemos até que em Portugal se realize o referendo que esta petição tão expressivamente pediu. Quer as leis hoje aprovadas venham, após a passagem de todos os crivos legais, a efectivamente vigorar, quer não.

Porque se o casamento é um contrato, o referendo é um direito!

Lisboa, 8 de Janeiro de 2010



sábado, 9 de janeiro de 2010

Onde nasceu Jesus?

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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O caso Galileu


Agostino Nobile*


A Igreja será verdadeiramente inimiga da ciência? Afinal, a primeira universidade nasceu com aprovação e financiada pela Igreja...

A primeira universidade nasceu em Bolonha no séc. XIII, com aprovação da Igreja, sendo financiada por esta instituição. Quando no início do ano 1600, na Europa cristã se contavam já 108 universidades, no mundo não cristão não existia nenhuma. Logo, não é por mero acaso se o ocidente foi portador do progresso no mundo.

O pensamento de base da Europa cristã transmitiu-nos Santo Agostinho (354-430): "Longe de nós o pensamento que Deus tenha ódio a faculdade da razão… Longe de nós acreditamos que a fé nos impede de encontrar ou procurar a explicação racional de quanto cremos". Quem estudou história ocidental sabe que as primeiras escolas se formaram nas sedes monásticas e no bispado, onde se desenvolveu a cultura humanista e científica. Entre vários personagens é extraordinário lembramos Gerberto d'Aurillac , futuro papa Silvestre II de 999 a 1003. Este foi o homem europeu mais erudito do seu tempo. Conhecedor profundo de matemática, de filosofia, de astronomia, de literatura latina, de musica e teologia. Gerberto, seguindo o pensamento da Igreja, escreveu: "A fé faz viver o justo, mas é bom que ele acrescente a ciência. O divino dá aos homens o grande dom, dando-lhe a fé, mas nunca nega a consciência. Aqueles que não possuem a racionalidade são chamados estulto".

A Igreja não se limitava às palavras dos santos e dos religiosos, era realista e prática demonstrando-nos nos factos. Depois da queda de Roma foram os monásticos que deram o impulso principal à reconstrução da Europa devastada pelos Bárbaros. A partir das técnicas agrícolas (fundamentais para a sobrevivência), as ciências, da filosofia à química, das artes à escrita até a forma do livro actual. Entre os grandes cientistas crentes lembramos apenas Nicolau Copérnico (1473-1543), astrónomo famoso pela teoria heliocêntrica que era monástico. Alexandre Volta (1745-1827) físico que descobriu um dos símbolos mais potentes da 'modernidade', a energia eléctrica, diariamente assistia à missa e rezava o rosário. Rogeiro Boscovich (1711-1787), foi o maior cientista da sua época: astrónomo, físico, matemático, filósofo, poeta, era padre jesuíta. Gregor Johann Mendel 1822-1884), percursor da moderna genética, era padre agostiniano. Portanto a razão não nasceu com o Iluminismo, existe desde que o Homem existe. Pensar o contrário significaria acreditar que até à Revolução Francesa vivíamos em cavernas...

O caso Galileu foi e é o modelo preferido para desacreditar a fé, o cristianismo e a Igreja. Não são muitos os que sabem que subjacente ao processo Galileu os anticlericais tenham construído uma dos mais falsas historias que perduram ainda no tempo. Não obstante as provas documentados do processo e de cartas dos interessados directamente, convergem para os mais acreditados historiados, não há dia que não passe que não repita a mesma falsidade. Hoje existe uma vasta historiografia sobre o acontecimento do cientista Pisano, e com um pouca de boa vontade, sobretudo da parte dos professores, os jovens poderão finalmente aprender como são os factos. Na realidade a Igreja que processou Galileu perguntava pelas provas científicas da teoria coperniciana (a rotação terrestre à volta do Sol), mas o cientista não as possuía. Não é para mero caso que o filósofo agnóstico Feyerabend provocatoriamente afirma "a Igreja da época de Galileu se conformou mais com a razão do que com o próprio Galileu".

Certamente alguns teólogos temiam pela fé mas, como escreveu o próprio Galileu numa carta, estes foram iludidos pelos colegas invejosos. Todavia o cientista Pisano não foi condenado à fogueira, nem torturado como muitas pessoas pensam, teve uma habitação de luxo, paga pela Igreja com direito a criados, podendo assim continuar tranquilamente a sua investigação cientifica. A pena que Galileu recebeu podia ser insuportável para um laico e humilhante para um ateu, mas ele como verdadeiro crente suportou-a bastante bem: deveria rezar uma vez por semana ou sete salmos penitenciais durante três anos, mas foi logo comutada.

Galileu Galilei não foi amado pelos colegas, mas estimado pelo seu amigo papa Urbano VIII . A admiração do Pontífice chegou ao ponto de compor um poema em latim para celebrar a descoberta galileia das manchas solares. Portanto um atento estudo do acontecimento releva os elementos principais da controvérsia: as falta de provas cientifica sobre a teoria coperniciana; a inveja dos colegas ligados à teoria ptolemaica, incapaz de passar da velha filosofia aristotélica à nova prospectiva; a arrogância de Galileu contra os colegas e ao amigo papa Urbano VIII.

Nos mesmos dias do processo o cardeal Roberto Bellarmino escreveu: "Quando existe uma verdadeira demonstração que o Sol está no centro do mundo é que o Sol não gira a volta da Terra, mas a Terra gira a volta do Sol, agora é necessário ir com muita consideração explicar as Escrituras que parecem contrária, é melhor dizer que nós não as entendemos o que não quer dizer que sejam falsas como aquela que se demonstra".

O pensamento de Cardeal Bellarmino não tinha dúvida do respeito que a Igreja tinha pela a ciência. De facto, todas as obras de Galileu foram reimpressas no estado pontifício logo após a sua morte. Quando em 1851, graças as experiências cientifica de Faucault, se comprovou a teoria coperniciana, a Universidade Católica foi a primeira a introduzi-la nos próprios cursos científicos. Os históricos das ciências hoje concordam para considerarem a Igreja como protagonista indirecta do nascimento da ciência moderna. Portanto, o embate teórico e doutrinal, entre a ciência e a fé, na verdade nunca foi e nunca esteve em causa.

Max Plank (1858-1947), um dos pais universalmente reconhecido da física moderna, premio Nobel em 1938, escreveu: "Por mais que se queira guardar, não encontramos em nenhuma parte, entre a religião e a ciência, uma contradição mas precisamente, nos pontos mais decisivos, perfeita concordância. A religião e as ciências naturais não se excluem da reciprocidade, como muitos hoje acreditam ou temem, mas completam-se e conectam-se reciprocamente". Mas nas escolas ensina-se sempre o falso histórico...

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*Agostino Nobile, 60 anos, autor deste texto, é italiano, estudou História, Arte, Filosofia e é... músico, Teologia e, no seu país natal, escreveu em vários jornais de Florença. Na Madeira, em Junho passado, organizou, juntamente com João Carlos Abreu, um encontro com um dos melhores escritores italianos, Rino Cammilleri.

Enviado por L. M. Cunha



domingo, 3 de janeiro de 2010

A foto que chocou o mundo

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Uma boa solução para a questão dos minaretes




Eis a boa e justa solução para a delicada questão dos minaretes na Suíça e na cristandade em geral: um dos nossos por cada um dos deles.
Isto é, os muçulmanos deverão autorizar a construção de igrejas com as respectivas torres nos seus países e dar aos cristãos inteira liberdade de culto – tantas igrejas e torres quantas as mesquitas e minaretes, e com igual liberdade de culto.
Imagens: Igreja de Ervidel e mesquita de Akbar.

O Rei que acaba de nascer

Mateus 2,1-12




Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, chegaram a Jerusalém uns magos vindos do Oriente.
E perguntaram: «Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.»
Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes perturbou-se e toda a Jerusalém com ele.
E, reunindo todos os sumos sacerdotes e escribas do povo, perguntou-lhes onde devia nascer o Messias.
Eles responderam: «Em Belém da Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta:
E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades da Judeia; porque de ti vai sair o Príncipe que há-de apascentar o meu povo de Israel.»


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Considerações sobre os projectos
de reconhecimento legal das uniões
entre pessoas homossexuais

Joseph Ratzinger

   I -- Natureza e características irrenunciáveis do matrimónio
  II – Atitudes perante o problema das uniões homossexuais
 III – Argumentações racionais contra o reconhecimento legal das uniões homossexuais
IV – Comportamento dos políticos católicos perante legislações favoráveis às uniões homossexuais



Grave crise da Igreja holandesa


Na Holanda já não há lugar para o Menino Jesus.
Igrejas que já não são igrejas mas condomínios, negócios ou mesquitas.
Um catolicismo em perigo de desaparecimento.
Uma reportagem em Amesterdão, com uma entrevista
ao cardeal Adrianus Simonis: «Duas gerações perdidas».

»»»» A Eurábia tem uma capital: Roterdão.

Pode ler em inglês, francês, italiano ou castelhano, escolhendo a língua no lado esquerdo do sítio.
Clique em:

http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1341594


quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Onde vai dar o ateísmo


Ricardo *


Desde 1789, praticamente todas as perseguições em massa, todos os genocídios do mundo seguiram o mesmo esquema, obsessivamente repetitivo e invariável: o sacrifício dos crentes pelos ateus militantes.

O quadro é aterrador. França, México, Espanha: matança dos católicos.

Rússia e países satélites: matança dos cristãos ortodoxos (católicos, na Polónia, na Croácia e na Hungria).

Alemanha: matança dos judeus.

China, Tibete, Indonésia etc.: matança dos budistas e muçulmanos.

Total: mais de cem milhões de mortos..

Em todos esses casos, a vítima é religiosa, o assassino é ateu, materialista, progressista, darwinista, portador do projeto de “um mundo melhor” em qualquer de suas inúmeras versões.

Esse é o facto mais constante e mais nítido da história moderna, e também o mais ignorado, omitido, disfarçado. O homem religioso é uma espécie em extinção, não porque as suas crenças tenham sido substituídas por outras melhores, mas porque está a ser extinto fisicamente.

Ainda há quem acredite que as religiões, e não as ideologias ateístas, cientificistas e materialistas, são responsáveis pela falta de liberdade no mundo.

Daí que a propaganda anti-religiosa, malgrado os efeitos devastadores que produziu, seja aceite não somente como actividade cultural elevada e digna, mas como um dos pilares do próprio sistema democrático e até como expressão suprema dos mais belos ideais humanos.

Quando milhões de jovens imbecilizados pelos meios de comuicação chegam às lágrimas de comoção idealística ao ouvir em “Imagine’’, de John Lennon, a descrição de uma sociedade paradisíaca, nem de longe percebem que o seu apelo à supressão de todas as religiões é, em essência, uma legitimação do maior dos genocídios.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pio XII - Entre a conivência e a salvação de judeus

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Zapatero Gaspar

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Deus

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Bento XVI adverte para o perigo
de «panteísmo neopagão»
que põe a natureza acima do homem

Mensagem de Bento XVI à 43.ª Jornada Mundial da Paz


Na sua mensagem à 43.ª Jornada Mundial da Paz, que se celebrará no próximo 1.º de Janeiro de 2010, intitulada «Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação», o Papa Bento XVI explicou que «uma correcta concepção da relação do homem com o meio ambiente não leva a absolutizar a natureza nem a considerá-la mais importante do que a própria pessoa».


Eis alguns extractos do texto apresentado em conferência de imprensa na Santa Sé.

«O magistério da Igreja exprime perplexidades acerca da concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo, fá-lo porque tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os outros seres vivos. Deste modo, chega-se realmente a eliminar a identidade e a função superior do homem, favorecendo uma visão igualitarista da 'dignidade' de todos os seres vivos».

«Assim se dá entrada a um novo panteísmo com acentos neopagãos que fazem derivar apenas da natureza, entendida em sentido puramente naturalista, a salvação para o homem. Ao contrário, a Igreja convida a colocar a questão de modo equilibrado, no respeito pela 'gramática' que o Criador inscreveu na sua obra, confiando ao homem o papel de guardião e administrador responsável da criação, papel de que certamente não deve abusar mas também não pode abdicar.»


«Com efeito, a posição contrária, que considera a técnica e o poder humano como absolutos, acaba por ser um grave atentado não só à natureza mas também à própria dignidade humana».


[A Igreja tem] «responsabilidade em relação à criação e sente que a deve exercer também em âmbito público, para defender a terra, a água e o ar, dádivas feitas por Deus Criador a todos, e antes de tudo para proteger o homem contra o perigo da destruição de si mesmo».


«A degradação da natureza está intimamente ligada à cultura que molda a convivência humana [pelo que] quando a 'ecologia humana' é respeitada dentro da sociedade, beneficia também a ecologia ambiental».


«Não se pode pedir aos jovens que respeitem o ambiente se não são ajudados, em família e na sociedade, a respeitar-se a si mesmos: o livro da natureza é único, tanto sobre a vertente do ambiente como sobre a da ética pessoal, familiar e social».


«Os deveres para com o ambiente derivam dos deveres para com a pessoa considerada em si mesma e no seu relacionamento com os outros. Por isso, de bom grado encorajo a educação para uma responsabilidade ecológica, que, como indiquei na encíclica Caritas in veritate, salvaguarde uma autêntica 'ecologia humana' e consequentemente afirme, com renovada convicção, a inviolabilidade da vida humana em todas as suas fases e condições, a dignidade da pessoa e a missão insubstituível da família, onde se educa para o amor ao próximo e o respeito da natureza. É preciso preservar o património humano da sociedade».


«Este património de valores tem a sua origem e está inscrito na lei moral natural, que é fundamento do respeito da pessoa humana e da criação».


«A busca da paz por parte de todos os homens de boa vontade será, sem dúvida alguma, facilitada pelo reconhecimento comum da relação indivisível que existe entre Deus, os seres humanos e a criação inteira».


«Os cristãos, iluminados pela Revelação divina e seguindo a Tradição da Igreja, prestam a sua própria contribuição. Consideram o cosmos e as suas maravilhas à luz da obra criadora do Pai e redentora de Cristo, que, pela sua morte e ressurreição, reconciliou com Deus 'todas as criaturas, na terra e nos céus' (Cl 1, 20). Cristo crucificado e ressuscitado concedeu à humanidade o dom do seu Espírito santificador, que guia o caminho da história à espera daquele dia em que, com o regresso glorioso do Senhor, serão inaugurados 'novos céus e uma nova terra' (2 Pd 3, 13), onde habitarão a justiça e a paz para sempre».


«Proteger o ambiente natural para construir um mundo de paz é dever de toda a pessoa. Trata-se de um desafio urgente que se há-de enfrentar com renovado e concorde empenho; é uma oportunidade providencial para entregar às novas gerações a perspectiva de um futuro melhor para todos. Disto mesmo estejam cientes os responsáveis das nações e quantos, nos diversos níveis, têm a peito a sorte da humanidade: a salvaguarda da criação e a realização da paz são realidades intimamente ligadas entre si».


«Convido todos os crentes a elevarem a Deus, Criador omnipotente e Pai misericordioso, a sua oração fervorosa, para que, no coração de cada homem e de cada mulher ressoe, seja acolhido e vivido o premente apelo: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação».


Para ler o texto completo da Mensagem de Bento XVI, carregar AQUI.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Natal para o Miliciano de São Miguel


Para o Miliciano de São Miguel, o Natal é um encontro com Deus, que continua presente entre nós.

O Natal não é um pretexto para o consumismo, que esvaziou o seu sentido profundo.

O Natal não é propriamente adornar as casas e alegrar a vida com um pouco mais de comida, nem colocar a saudade nos corações. Devemos antes deixar que a graça que recebemos no dia de nosso baptismo brilhe mais e actue durante as festas natalícias.

Cada um tem de construir o seu Natal e abrir as portas para deixar que seja o amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo, quem vitaliza todo o ser da pessoa. Não há Natal sem caridade, não há Natal sem deixar lugar para Deus no nosso interior, não há Natal se vivermos de costas para as leis de Deus ou se não se respeita a vida desde o momento de sua concepção até ao final da existência.

Desejamos ao Miliciano de São Miguel e a todos os cristãos a paz nas suas vidas e nas suas famílias.

Natal não é «fábula» mas a resposta de Deus
ao homem que busca verdadeira paz


Ao presidir a oração do Ângelus dominical na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI recordou que a Igreja recorda que o Menino Deus que já está prestes a nascer no Natal, e que este especial acontecimento «não é uma fábula para as crianças, mas a resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz».
Depois de explicar que Belém, na Terra Santa, é uma cidade símbolo da paz, o Santo Padre indicou que neste lugar «e no mundo inteiro, se renovará na Igreja o mistério do Natal, profecia de paz para todo homem, que alenta os cristãos a entrarem no recôndito, nos dramas, com frequência desconhecidos e escondidos, e nos conflitos do contexto em que se vive, com os sentimentos de Jesus».




sábado, 19 de dezembro de 2009

Defender a «verdadeira natureza do casamento»

Mensagem de Natal do Bispo da Guarda


D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, apresentou aos jornalistas a sua mensagem para o Natal 2009, na qual defende a «verdadeira natureza do casamento» e critica os que tentam anular a «presença de Deus na cidade».

No documento, publicado pela Agência ECCLESIA, o prelado condena os que «apelidam de retrógrados, saudosistas do passado e de costas voltadas para o futuro quantos continuam a defender a dignidade e os direitos da instituição familiar e a verdadeira natureza do casamento».

Este responsável assinala que «não é ao Estado, mas às famílias, que compete definir esse projecto educativo» e que «a vida humana é o valor dos valores, desde o primeiro momento da sua concepção até à morte natural».

D. Manuel Felício fala numa «sociedade onde parece não haver lugar para Deus». «Os grandes mentores do estilo de vida que nos é proposto e muitas vezes imposto não têm resposta para as grandes interrogações que preocupam o ser humano, como são as relacionadas com o sofrimento e com a morte».

O Bispo da Guarda diz mesmo que «a grave crise que continuamos a atravessar» é mais do que económica e financeira, «é crise de civilização e essencialmente uma crise dos valores necessários para dar verdadeiro sentido à nossa vida pessoal e comunitária».

A mensagem denuncia uma «estratégia concertada» para apagar a «presença de Deus na cidade», com o objectivo de «o empurrar para as periferias da cultura, remetendo-o, quando muito, para as consciências individuais ou, pior ainda, querendo culpabilizá-lo por todos os males e atropelos que as pessoas e a sociedade diariamente produzem».

«Por sua vez, todos os símbolos que possam lembrar a presença de Deus na cidade, mesmo aqueles que, de facto, fazem parte integrante da nossa tradição cultural de povo multissecular, procuram arredá-los, o mais possível, da praça pública».

O verdadeiro teólogo não pretende «medir» Deus

O Papa Bento XVI explicou que o verdadeiro teólogo não pretende medir com «o metro da sua inteligência o mistério de Deus».

O Santo Padre explicou que, nos últimos duzentos anos, no que diz respeito ao estudo da Sagrada Escritura, «há especialistas e mestres da fé que penetraram nos detalhes da história da salvação. Mas não puderam ver o mistério em si mesmo, o núcleo central; que Cristo era realmente o Filho de Deus».

Na história da Igreja, disse o Papa, há uma larga lista de homens e mulheres capazes de humildade e de chegar à verdade, como por exemplo Santa Teresa de Lisieux, São Damião Veuster (o «Apóstolo dos leprosos»), «pequenos que chegaram a ser doutos», modelos nos quais inspirar-se, «que podem anunciar o seu mistério porque se sentiram tocados no profundo do coração».

«Depois da ressurreição, o Senhor toca o coração de Saulo no caminho de Damasco, de Saulo que é um dos doutos que não vêem. Ele fica cego mas ao mesmo tempo vidente. O grande sábio passa a ser pequeno e vê a sabedoria de Deus maior que todas as sabedorias humanas».

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A minha oração para o fim do ano

Enviada por Maria da Graça

[ clique para ver o diapositivo ]


Ainda se lembram do Natal?

Enviado por M. L. B. Castro



sábado, 12 de dezembro de 2009

Consegues vê-Lo?



Vê se encontras Jesus nesta pintura? Olha rápido!
Quando encontrares a Sua face, reenvia-a para 20 pessoas e 'Ele' fará alguma coisa boa para ti e tua família. Envia este endereço aos teus amigos: http://moldaraterra.blogspot.com/2009/12/consegues-ve-lo.html  .

 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Não permitamos este sacrilégio em Lisboa!

Está a correr uma petição dirigida contra o Hotel Gat, na Rua Jardim do Regedor, n.º 27, em Lisboa, ao Rossio, para que reponha a imagem de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, que foi voluntariamente adulterada na cara e mãos, passando a ter na sua representação o focinho e as patas de um gato.
Não permitamos este sacrilégio!
A petição pode ser vista em htt:// www.thepetitionsite.com/1/esttua-adulterada.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A União Europeia e o crucifixo

[Para ver apresentação por favor clique na imagem]


Para descarregar a versão completa da apresentação clique aqui.
 

A nossa tolerância e a deles

[Para ver o vídeo clique na imagem]


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Convite de aniversário

Enviado por Maria da Graça



Para descarregar a versão completa do diaporama clique aqui.
 

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

NATAL DE QUEM?


João Coelho dos Santos
in Lágrima do Mar, 1996

Mulheres atarefadas
tratam do bacalhau,
do peru, das rabanadas.


– Não esqueças o colorau,
o azeite e o bolo-rei!
– Está bem, eu sei!
– E as garrafas de vinho?
– Já vão a caminho!


– Ó mãe, estou pr'a ver
que prendas vou ter.
Que prendas terei?
– Não sei, não sei...


Num qualquer lado,
esquecido, abandonado,
o Deus-Menino
murmura baixinho:


– Então e Eu,
toda a gente Me esqueceu?


Senta-se a família
à volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.


Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
cá dentro tão quente!


Algures esquecido,
ouve-se Jesus dorido:
– Então e Eu,
toda a gente Me esqueceu?


Rasgam-se embrulhos,
admiram-se as prendas,
aumentam os barulhos
com mais oferendas.

Amontoam-se sacos e papéis
sem regras nem leis.

E Cristo Menino
a fazer beicinho:


– Então e Eu,
toda a gente Me esqueceu?


O sono está a chegar.

Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
bem-estar no coração.


A noite vai terminar
e o Menino, quase a chorar:

– Então e Eu,
toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
e, do princípio ao fim,
quem se lembrou de Mim?


Não tive tecto nem afecto!

Em tudo, tudo, eu medito
e pergunto no fechar da luz:
– Foi este o Natal de Jesus?!!!


O Papa adverte para os perigos da teologia marxista da libertação


O Papa Bento XVI advertiu para os perigos da teologia marxista da libertação e alertou os fiéis para superarem as suas graves consequências no seio das comunidades eclesiásticas, como a rebelião e o desacordo.

Ao receber o grupo de bispos do Brasil da região Sul 3 e Sul 4 em visita ad limina, o Santo Padre recordou que «em Agosto passado se cumpriram 25 anos da Instrução Libertatis nuntius da Congregação para a Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, que sublinha o perigo que comportava a aceitação acrítica, realizada por alguns teólogos, de tese e metodologias provenientes do marxismo».

Depois de ter reflectido sobre o papel das universidades católicas, Bento XVI advertiu que as sequelas da teologia marxista da libertação «mais ou menos visíveis de rebelião, divisão, desacordo, ofensa, anarquia, ainda se fazem sentir, criando em suas comunidades diocesanas um grande sofrimento e grave perda de forças vivas».
Por essa razão, o Santo Padre exortou «aos que de algum modo se sintam atraídos, envolvidos e afectados no íntimo por certos princípios enganosos da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece com mão estendida».

Bento XVI recordou também que «a regra suprema de fé da Igreja provém efectivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que não podem subsistir de maneira independente», como explica na encíclica Fides et Ratio o Papa João Paulo II.

A Instrução Libertatis Nuntius foi publicada pelo então Cardeal Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em 6 de Agosto de 1984, com autorização do Papa João Paulo II.

O objectivo da instrução é «atrair a atenção dos pastores, dos teólogos e de todos os fiéis, sobre as separações e os riscos de separação, ruinosos para a fé e para a vida cristã, que implicam certas formas de teologia da libertação que recorrem, de modo insuficientemente crítico, a conceitos tomados de diversas correntes do pensamento marxista».

O chamado texto explica «a certeza de que as graves separações ideológicas» da teologia marxista da libertação «conduzem indevidamente a trair a causa dos pobres». Entre outras coisas, a instrução também adverte que a análise marxista da realidade «arrasta as 'teologias da libertação' a aceitar um conjunto de posições incompatíveis com a visão cristã do homem».

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Bento XVI: «O Evangelho não é uma lenda»

Bento XVI destaca a dimensão histórica da vida de Jesus de Nazaré

Bento XVI defendeu este Domingo que o Evangelho não é «uma lenda» mas a narração de «uma história verdadeira» e que Jesus de Nazaré «é uma personagem histórica inserida naquele contexto preciso».

Perante cerca de 40 mil pessoas reunidas para a recitação do Angelus, o Papa referiu-se ao Evangelho deste II Domingo de Advento, em que Lucas fala de João Baptista, considerado o precursor do Messias, e traça com grande precisão as coordenadas espacio-temporais da sua pregação.
«Depois desta ampla introdução histórica, a palavra de Deus é apresentada como uma força que desce do alto e poisa sobre João Baptista».
Citando a este propósito Santo Ambrósio, Bispo de Milão cuja festa ocorre a 7 de Dezembro, Bento XVI sublinhou que «a Palavra de Deus é o sujeito que move a história, inspira os profetas, prepara o caminho do Messias, convoca a Igreja».
«O próprio Jesus é a Palavra divina que incarnou no seio virginal de Maria, nele, Deus revelou-se plenamente, disse-nos e deu-nos tudo, abrindo-nos os tesouros da sua verdade e da sua misericórdia. Desceu portanto a Palavra para que a terra, que antes era um deserto, produzisse os seus frutos para nós».
Na Igreja, apontou o Papa, «está sempre em acto uma luta entre o deserto e o jardim, entre o pecado que torna a terra árida e a graça que a irriga para que produza frutos abundantes de santidade».